quarta-feira, janeiro 31, 2018

ASCENDER?



À GUISA DE ESCLARECIMENTO
Texto escrito em 2012


1º) Nos meios ditos espirituais é comum assistir a perigosas erupções de egos espirituais inflacionados…Por um lado até vemos uma boa alma e o seu potencial imenso mas por outro vemos uma personalidade desequilibrada e imatura e aí começa o drama: quase sempre a confusão instala-se na sua mente.
Este é o grande perigo de pessoas brilhantes que aparecem como inspiradas e se julgam avatares, que canalizam arcanjos e deuses…sobem ao vértice da pirâmide, e depois caiem a pique na sua humanidade vulgar, nas suas feridas raivas e dores…
A falta de maturidade psíquica e humana, onde não há a mínima consciência psicológica, onde se regista a falta de trabalho interior feito ao nível da psique, leva facilmente o dito inspirado a uma desordem emocional perigosa para si e para os outros. Não só porque se engana a si próprio e atrasa a evolução do seu próprio processo como pode ferir e matar as sementes de luz que semeia e no pior dos casos afectando muitos a sua volta…
Para gerir estados alterados de consciência é preciso um grande equilíbrio psíquico e emocional; para ser canal de qualquer informação elevada é precisa muita humildade e coerência interior. Quando uma pessoa comum, com um nível de consciência psicológico precário, com complexos e inibições graves, com neuroses narcísicas e outras, entra no domínio do conhecimento mais alargado da Consciência Humana, pode sofrer lesões graves como disfunções maiores da personalidade, causadas precisamente pela inflação do seu ego espiritual.
Por isso creio, sempre que discípulos eram iniciados nos Altos Mistérios as Escolas faziam provas de humildade aos candidatos para ver se eles estava preparados para lidar com a informação…foi assim que um discípulo ferido no seu ego espiritual matou Pitágoras e destruiu a sua Escola ateando-lhe fogo…
Será isto válido para os nossos dias?

2º) Seja como for..eu creio num caminho evolutivo e numa consciência individual da responsabilidade dos seres humanos que assenta em bases de um conhecimento humano e individual a nível psicológico e ontológico...a questão para mim está precisamente no grau de consciência que cada um de nós tem de si e que não é só do nível mental e intelectual nem se situa ao nível das crenças. Há  sem duvida seres que estão num plano mais elevado de consciência que outros no sentido do caminho percorrido e do trabalho feito consigo mesmos e espelham de forma mais ou menos fidedigna os princípios por que se regem e a ordem que representam a partir da sua experiência pessoal. E é nisso que eu creio. Por outro lado eu tenho uma consciência pessoal que não é nem deve ser anulada por nenhum mestre nem nenhum iluminado do passado ou do futuro.
Não tenho grandes referências da cosmogonia cristã e prefiro no plano intelectual as cosmogonias orientais... menos fanáticas e (tirado claro Maomé que se assemelha em tudo ao judaismo e cristianismo).
Não considero que eu não tenha a capacidade para ver se o meu ego ou o do outro está ou não inflacionado. Posso ver perfeitamente isso. Penso que a consciência humana evoluiu alguma coisa desde há dois mil anos...E tudo isso que digo  não é para julgar ninguém...é alertar para os perigos dessa inflacção em nós! É óbvia a disparidade da ideia de amor e de verdade pregada por uns perante a sua prática do ódio e de raiva e vingança... como é o caso dos fanáticos...
Mas prezo acima de tudo a minha liberdade e o meu discernimento pessoal sem arrogância...porque tenho a capacidade de SENTIR em mim e SENTIR nos outros e tenho um coração inteligente que me diz sem pensar nem erros de cálculo, porque sem medo nem preconceitos, que Deus/a é a ligação que o meu ser uno, despido de conceitos e ideias se liga ao amor em mim e é esse AMOR que em mim sabe e não eu/ego. Não sigo nenhum homem nem nenhum mestre...mas há SERES HUMANOS que me inspiram mais confiança do que outros e não porque são da minha simpatia. Esse é o jogo viciado do mundo da dualidade onde estamos todos atolados. Não sou cristã. Devo dizer que na verdade me considero pagã e com muita afinidade com os gnósticos - cristãos só os dos primórdios, talvez os coptas...não aqueles que mataram e queimaram Hipácia de Alexandria iniciada e filósofa, mestra de muitos filósofos de renome ainda citados entre nos...

rosa leonor pedro

- O  1º texto foi escrito há 6 anos, em 2012...no facebook e agora republicado. Copiei  comentários mais interessantes dos quais destaco 1 amigo que já faleceu  sinalizados com um *  
* Jose Ferreira de Melo O esforço pela mudança da humanidade, entendida como um todo, tem milhares de anos de insucesso. O homem colectivo falhou. Fracassou. Na ausência de soluções alternativas que passem por uma revolução INDIVIDUAL, o homem continuará a procurar hoje aqui, amanhã ali, algo que não vislumbra, em local que não conhece, não sente, nem pode perceber. Todos pensam em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar-se a si mesmo. Não vemos as coisas como são, vemos as coisas como somos!
Tudo o que alimente o ego é consumido de forma cada vez mais voraz e insaciável. Atira-se sempre para o futuro – que nunca irá chegar – as soluções do que nos inquieta e nos causa tantos temores. Não há paz nas consciências…
Hoje, cada vez mais gente começa a perceber que é urgente encontrar um outro caminho. Quando nos unimos com aquilo a que uns chamam Deus, outros Paz Interior, Fé interna ou ainda Reconciliação, chega uma calma silenciosa, imensa e pacificadora ao ser humano.  JFM

Rosa Leonor Pedro SIM..."Tudo o que alimente o ego é consumido de forma cada vez mais voraz e insaciável. Atira-se sempre para o futuro – que nunca irá chegar – as soluções do que nos inquieta e nos causa tantos temores. Não há paz nas consciências…" - o caminho é sempre interior...grata.

A PROSTITUIÇÃO



Dra. Ingeborg Kraus: "La prostitución es incompatible con la igualdad entre hombres y mujeres"


EIS UMA COISA QUE EU TAMBÉM PENSO:


A Prostituição é incompatível com a igualdade - o que prova que nunca houve igualdade, mas apenas o convencimento de algumas mulheres que se julgaram a salvo dela...porque "dignas esposas" (AS SANTAS) ou profissionais (HONESTAS), as vedetas e artistas ou as mulheres mais ricas e de sucesso, etc. Mas o estigma e a ameaça de passar por "puta" e ser violada ou ser abusada ou morta por adultério e vitima de violência doméstica TOCA A TODAS, OU NÃO?
Como é que as feministas e as mulher cultas ou as mulheres ditas emancipadas passaram por cima desta enormidade, desta atrocidade feita às mulheres em todo o mundo? Como pensaram as mulheres que tinham igualdade quando todas elas estavam e estão sujeitas a serem vitimas de assedio e exploração sexual em todo o lado e só agora vieram para agora dizer "ME TOO"?
Durante décadas as mulheres mais privilegiadas do Planeta foram coniventes com as maiores barbaridades contra as mulheres no mundo cegas em busca de protagonismo e dinheiro e sucesso?


Não viram que A PROSTITUIÇÃO - enquanto exploração das mulheres - motivada pela miséria social e o abandono do estado a que as mulheres solteiras divorciadas e pobres são votadas dentro do Sistema, sistematicamente e há séculos, ou não viram as mulheres  e meninas exploradas por Mafias organizadas no mundo inteiro, ou ainda as Montras de Amesterdão e a prostituição legalizada...são o "rabo de fora do gato" na história da dita "emancipação feminina" - o facto de a mulher poder votar e "escolher"...e estarem na politica ou nas empresas etc. não garante a sua verdadeira liberdade.

Elas não viram que O Sistema não respeita a Mulher em nenhum lado, seja no Governo seja em altos cargos ...e nem as mulheres hoje se respeitam a elas mesmas, vendidas que estão às economias de mercado e aos partidos etc. e aceitam essa sujeição para manter um estatuto.
Em suma, desenganem-se as mulheres, este verniz da liberdade ocidental da mulher foi apenas um verniz e ele está a estalar por todo o lado. Nunca a agressão e a violência contra as mulheres no mundo foi tanta...e agora está à vista. Mas digam-me porque é que as "feministas" e as politicas defensores da adoção gay etc. não querem ver isto?
E digam-me como é que as mulheres marxistas e comunistas  defendem a legalização da prostituição como uma honesta profissão sem perceber como fazem a apologia da violência sobre a mulher que recai exponencialmente na prostituta em si, na mulher objecto, dizendo e defendendo os direitos das prostitutas, como se pudesse haver direitos numa condenação a morte prematura, ao abuso e uso brutal do sexo pelo sexo ou do sexo por dinheiro???
Por amor da santa, não me falem em mulheres livres nem emancipadas...


rlp

terça-feira, janeiro 30, 2018

GÉNEROS...



FEMININO VERSUS MASCULINO


Há mais de ano vi um documentário holandês na televisão sobre transexualidade, e se não estou em erro, parte dela, passava-se no Irão. Entre vários  depoimentos e testemunhos de “homens” e “mulheres” sobre as razões e os factos que os levaram a optar por mudar de sexo, seja por não se sentirem bem na sua pele, ou porque o homem em questão tinha uma sensibilidade mais feminina ou ainda uma paixão por outro homem (proibida no Islão) e os motivava a mudar sexo ou ainda o sonho de ser mulher, no caso dos homens biologicamente machos, assim como no caso de uma mulher.

O que eu vi, para além de um sofrimento atroz, quer no plano psicológico quer no plano físico, no caso da mutilação genital, era o absurdo e grotesco de uma sociedade regida por preconceitos e dogmas religiosos caso dos árabes,  em que o ser humano é condicionado a viver de acordo com uma história escrita há centenas ou milhares de anos, um mundo cheio de tabus para mulheres e que as aprisiona nas suas leis RETRÓGADAS E ESTÚPIDAS, anti-naturais, sendo para eles mais legitimo mutilar ou cortar os genitais a um homem homossexual e dar-lhe identidade feminina -roupas e nome de mulher -  do que simplesmente aceitar a homossexualidade proibida pelo Corão.
Ora o que nesse e noutros países de fundamentalismo islâmico, assim como o mundo cristão de um modo mais atenuado, é uma definição sexual e psicológica dos seres que não corresponde à realidade do SER em si, À SUA TOTALIDADE.
A total ignorância de que o ser humano é um ser ambivalente, contendo em si os dois “sexos” que são a expressão da dualidade inerente a toda a manifestação de VIDA, sendo o homem expressão visível do princípio masculino (YANG) e a mulher (YIN)  o princípio feminino, mas contendo em cada um o outro como um par de opostos complementares a integrar. Assim naturalmente homem e mulher são em potencial e em simultâneo feminino e masculino, embora a expressão sexual de cada um deva, em princípio, corresponder ao comportamento macho e comportamento fêmea de acordo com os seus órgãos genitais. Sabemos no entanto que existem casos de indefinição sexual à nascença, pode nascer-se sem sexo definido ou ter os dois sexos o que nem sempre é perceptível aos olhos dos pais e nem dos dos médicos, como sejam casos de hermafroditismo. Nesses casos podemos ter então comportamentos contrários ao género escolhido ou ao padrão estipulado, isto à parte do que é à partida tido como feminino e masculino, tudo tão ridículo como o azul e cor-de-rosa, e aí começam os primeiros equívocos de identidade formatando as crianças que as leva a dramas e a psicoses e sobretudo vemos esse erro GROSSEIRO de uma ciência reducionista tanto  como a psicologia por vezes, que não vê mais do que a mente o corpo e órgãos...em separado! Então a “solução” é operar a menina ou o menino e corrigir a natureza… Quando é caso clínico claro, quando não, mais tarde na puberdade se for essa a questão mais do foro psicológico ou hormonal, só na idade adulto o sujeito deveria decidir mudar ele próprio de sexo…Mas é aí que começam os maiores conflitos, os dramas, as dores, depois dos problemas imensos com a família a perseguição da sociedade a condenação da religião etc…levados até às últimas consequências que é o caso da mutilação genital, que quanto a mim não resolve nada senão na aparência. Isto no caso do Irão que sendo um país islâmico e fundamentalista, o facto de no Corão estar escrito que não é permitida a sodomia, como não está escrito que não é proibido mudar de sexo, isto dito por um chefe religioso, então a religião islâmica aceita a operação que no fundo é a castração dos seus homens preferível à homossexualidade.

Segundo essa reportagem, e no  dia seguinte à operação o homem recebe então um bilhete de identidade de mulher com um nome feminino. E a aberração social ou religiosa começa aí. Porque se a sociedade compreendesse o ser para lá dessa dicotomia dos sexos e das aparências dos factos, se aceitasse as pessoas como elas são essencialmente e naturalmente e para lá das suas ficções religiosas dogmáticas e do fanatismo instituído, da ideia de família restrita, tudo seria mais natural e mais simples. BASTAVA ACEITAR E RESPEITAR A PESSOA HUMANA NA SUA EXPRESSÃO PRÓPRIA E INDIVIDUAL!

Bastava que se alargasse a noção de feminino e masculino, para lá dos conceitos estreitos, bastava que os sexos não tivessem que corresponder a padrões de comportamentos secundários específicos, bastava que se ampliasse a questão para uma dimensão da alma e para o espírito de amor HUMANO E Universal e que a liberdade de amar não dependesse de regras e leis definições ou rótulos…
Com isso poupava-se muita dor e muito sofrimento moral e físico. E no fim também seria atenuado o equívoco e o absurdo que é estipularem para cada sexo apetências e aspectos determinados, comportamentos estereotipados e se diferentes sancionados.
Nesse mesmo programa vi o caso de um casal homem-mulher e mulher-homem, em que o homem era já operado, mas a mulher não, que viviam os dois trocados na sua identidade inicial, mas com par e    não sendo nenhum homossexual…a mulher era o homem num corpo óbvio de mulher (mascarado) e o homem que tinha um corpo masculino operado, dançava mascarado de mulher a dança do ventre para “o esposo” que não era AINDA operada, a mulher-homem… Ele vestia as roupas que tinham sido dela enquanto ela vestia as roupas que eram dele…disseram, a rir ...roupas também trocadas.

Moral da história, para que mudaram de sexo? Se afinal viviam como homem e mulher trocando entre si de papéis? E sexos…Que sexos?
 E para finalizar da minha experiência pessoal, conheci  e lidei  também  pessoalmente nos anos 70 um dos primeiros transexuais em Portugal…era um homem muito bonito, casado (diziam) com uma psiquiatra e que tinha três filhas, mas amava os homens...depois da operação para mulher ele/ela, passado uns tempos, achou que os homens eram muito brutos e passou a gostar de mulheres dizia ele/a…ser lésbica...
Haverá algum sentido nisto quando de facto o ser humano é vasto como o mar e um mistério tão grande como o Universo? Sim, o Uno mais o Diverso...

rosa leonor pedro
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segunda-feira, janeiro 29, 2018

O QUE QUEREM AS MULHERES?





MULHERES PENSEM NISTO - pensem...por favor!

"Tem sido dado ênfase à violência doméstica que atinge as mulheres, na forma física. Acontece que, absolutamente mais comum e infinitavemente mais danosa é a violência psicólogica, que não acontece apenas no ambiente doméstico sendo que esta, por ser continuada no tempo, até mesmo sem ser identificada pela vítima, é a forma de abuso mais difícil de ser identificada, porque não deixa marcas evidentes no corpo ( exceto talvez, uma postura corporal ). A agressão psicológica pode ficar camuflada em doenças alérgicas e autoimunes.

Ela é comumente camuflada pela sutileza das relações intra-familiares mas causa sofrimento e conduz a mulher à alterações de comportamento, postura corporal e/ou reações psicossomáticas. Ainda o fato de esta mulher, acossada, diminuida em sua autoestima, repassar aos filhos, o amargor, mesmo que involuntária e inconscientemente levando à perpetuação, igualmente perversa ao criar modelo deste tipo de violência na vida adulta dos filhos.

O abuso psicológico também permeia todas as outras modalidades de abuso e isto é o mais dramático, pois exacerba o nível de possibilidades de toda a família em apresentar distúrbios de ordem psicológica adentrando nas suas relações afetivas, dificultando-as. O acúmulo da vivência desse tipo de violência, faz elevar os índices de freqüência aos hospitais psiquiátricos, elevar globalmente o nível de disturbios mentais, bem como elevar o índice das estatísticas dos suicidas.
Pode-se considerar que essa forma silenciosa de violência, vivida pela mulher casada no seu cotidiano, é pouco ou nada considerado até agora. Mas essa violência não acontece apenas com as mulheres, muito mais às crianças e adolescentes, vítimas mais disponíveis.

No caso das mulheres casadas, consideramos que se de um lado existe o criminoso, em geral o marido, agindo através do poder financeiro e econômico, cultura do ciúme e mais atual, a evitação da independência da mulher no imaginário que está em formação, da ascendência profissional vista como concorrência, do outro lado está a própria mulher que, principalmente, se ama o marido, aceita a posição de vítima como uma demonstração de amor. Com certeza não é difícil alcançar que o poder econômico e financeiro do marido pode servir de alavanca da medida e do grau de dependência financeira da mulher em relação ao parceiro.
Esta mulher casada, que ama o companheiro, quando vítima de atrocidades psicológicas tende, quase sempre ao sentimento de culpada, invariavelmente. Ou não consegue identificar a capacidade do companheiro em arquitetar e manietar. Sente-se confusa pois não acredita na possibilidade de intenção e mesmo não acreditam ser esta, uma forma de violência. Não acredita que o marido a está fazendo sofrer deliberadamente fazendo-a sentir o sabor do poder que ele detém.
A "confusão" sentida e vivida pela mulher vítima de atrocidades psicológicas reside, na maioria das vezes, no equívoco de "confundir" os sentimentos. Desvalia, ódio, rejeição. Esta mesma mulher que pensa que ama, pode não amar o marido. Muitos outros motivos podem estar contribuindo para que ela viva o sentimento de "confusão". Medo de encarar outra realidade que ela pensa ser mais difícil, que ela pensa que não vai conseguir alcançar. O medo da separação, do divórcio. O medo de ter "fracassado" no seu casamento e por fim, também a possibilidade de ela confudir-se no sentimento de culpa e perder-se no desconhecimento da auto-punição ou auto-destruição.

Essa violência pode estar sendo demonstrada através da ridicularização do físico mulher - gorda, magricela, pele e osso, velha, relaxada, não capaz de ganhar dinheiro para ajudar a família etc - da incapacidade intelectual - burrinha, desinformada, fora da realidade. Atitudes constantes de censura, pressões, cobranças, comparações, a exemplo.

Pode-se considerar que a forte pressão psicológica alcança características de tortura quando movida por objetivo definido da qual a vítima é o meio. Muitos exemplos poderiam ser extraídos. O marido que premeditadamente força a pressão psicológica até que ela chegue a atingir níveis insuportáveis pela vítima que cede diante da fragilidade psicológica e emocional. Esse objetivo pode ser, conseguir o descrédito da mulher ao ser considerada mentalmente incapacitada para administrar patrimônio, por exemplo. Outro tipo de tortura com objetivos de conseguir informações; essa seria a tortura política e objeto de outro enfoque.

-Encontrei esse artigo e achei interessante. Pouco ou quase nada se fala sobre isso.

(texto enviado faz tempo por uma leitora)


A REVOLUÇÃO FEMININA?

Parece que a grande luta do sexo feminino, seu objetivo principal está limitado a alcançar os mesmos cargos de poder que um homem e ter a oportunidade livre para usar calças, fumar, beber, usar drogas e fazer sexo, tal como o sexo masculino.
Uma grande conquista na escala cósmica, sem dúvida.
Elevação espiritual e intelectual em sua forma mais pura.
Um marco que deve ser objecto de admiração profunda para todo o sempre.
Porque, na verdade, onde estão as mulheres que mudam o mundo?
Quem são elas?
Foi a Lady Gaga, Madonna, Miley Cyrus ou a atriz da moda?
É mandatárias corruptas?
Talvez as jornalistas e tertulianas que obedecem a seus mestres, assim como qualquer jornalista do sexo masculino?
Ou talvez os milhões e milhões de mulheres escravas do consumismo, da moda e da televisão, exactamente como os homens?
E eis que a mulher se tornou incapaz de escapar do programa do sistema e de criar e liderar uma nova realidade escala humana.
Um exemplo claro disto é encontrado na religião.
É difícil encontrar uma instituição mais tradicionalmente masculina/ machista que a Igreja Católica.
Seu recorde de desprezo pelas mulheres listra níveis insalubre, chegando a considera-la, a qualquer momento, um ser impuro e pecaminoso.
Ainda hoje, as mulheres são tratadas quase como seres espiritualmente inferiores, não tendo acesso a quaisquer cargos com poder real na estrutura eclesiástica.
Mas qual é a reacção maioritária por parte do sexo feminino a uma instituição tão torcido e distorcido em seus preceitos?
Por acaso derrubamos as estruturas opressoras e definimos um novo conceito de espiritualidade que superasse todas as barreiras das diferentes religiões?
Não.
Parece que o grande objectivo das mulheres é reivindicar o direito ao sacerdócio, o direito de aderir a mesma estrutura obsoleta e ultrapassada que foi suprimida por dois milénios e que tem servido tão obedientemente.

(texto solto - desconheço autoria )

COMO O HOMEM VÊ A MULHER


E O MEDO DA MULHER SER...ou o desejo inveja do pénis, diz Freud...

Como é que se explica que meu maior medo seja exatamente em relação: a ser? E no entanto, não há outro caminho. Como se explica, explica que o meu maior medo seja exatamente o de ir vivendo o que for sendo?  - Clarice LISPECTOR, 2009


"Em 1925, no artigo Algumas consequências psíquicas da diferença anatômica entre os sexos, Freud observa que, diferentemente do menino, a menina vivencia o complexo de Édipo já castrada, enquanto o menino enfrenta uma angústia de castração ao entrar no Édipo. Ao contrário do menino, a menina tem que enfrentar muitas mudanças em sua vida psíquica. O abandono do clitóris como órgão de satisfação sexual e a mudança do objeto de amor são importantes no desenvolvimento da menina. Freud (1925/2011) aponta que, a partir do reconhecimento de que não possui o pênis (representante fálico) e não pode recebê-lo de sua mãe, porque ela também não o possui, surge na menina o sentimento de inveja do pênis, penisneid. Assim, ao mesmo tempo em que a garota passa a ter inveja do pênis, ela desloca para o pai todo o afeto que tinha pela mãe. Freud (1925/2011) esclarece que, em virtude dessa inveja, a menina tem desejos de ter um filho de seu pai, para assim obter o falo que não lhe foi dado pela mãe. Esse desejo incestuoso de ter um filho de seu pai seria o caminho para a feminilidade trabalhado por Freud em 1933 na conferência A Feminilidade. Ele propõe a maternidade como um modo de a mulher se inscrever no lado fálico e se realizar como mulher. Entretanto, mesmo quando colocou a maternidade como uma saída para o que é ser uma mulher, Freud (1933/2010) ainda se mostrou insatisfeito com relação a essa pesquisa, quando admite:

Isso é tudo que eu tinha a lhes dizer sobre a feminilidade. Certamente é incompleto e fragmentário, e nem sempre parece amigável. Mas não esqueçam que retratamos a mulher apenas na medida em que seu ser é determinado pela sua função sexual. Tal influência vai muito longe, é verdade, mas não perdemos de vista que uma mulher há de ser também um indivíduo humano em outros aspectos. Se quiserem saber mais sobre a feminilidade, interroguem suas próprias vivências, ou dirijam-se aos escritores, ou esperem até que a ciência possa lhe dar informação mais profunda e coerente." * *FREUD, 1933/2010, p. 293

O RIDICULO DO PENSAMENTO FALOCRÁTICO E MISOGINO DOS PSICANALISTAS...

Diz a autora do texto, "Dessa maneira, vemos que Freud (1933/2010) esclarece as dificuldades que encontrou nos estudos sobre o feminino e já nos aponta algumas direções que poderiam contribuir para os estudos sobre a feminilidade, sendo a literatura uma delas. A psicanálise lacaniana, por sua vez, é uma vertente que desenvolveu importantes contribuições a respeito do feminino e é nela que irei me deter ao longo desse artigo. Partindo dos ensinamentos de Lacan, podemos chegar próximos da dimensão do “nada” que habita e faz jus à condição de existência da mulher, tal como ilustra Clarice Lispector com sua personagem G.H. Na década de 1950, Lacan relê o discurso freudiano a partir da relação do sujeito com o Outro na linguagem, na dialética da demanda de amor e da experiência do desejo. Em um de seus trabalhos, A significação do falo, Lacan (1958) aborda o falo na relação da criança com o outro, na qual a criança acredita ser o falo para a mãe. Ele postula que para que a criança possa surgir como um sujeito é necessário que haja um deslocamento de ser para ter o falo. Esse movimento, conta Lacan (1958), é mediado pela metáfora paterna que coloca dúvidas em relação ao Desejo da mãe para criança. Lacan nos adverte então que é necessária a intervenção da metáfora paterna para ressignificar, para a criança, o Desejo da mãe em relação à divisão mãe/mulher, impossível de ser decifrada quando se trata da feminina. Vemos com Lacan a importância da metáfora paterna como aquilo que orienta o sujeito na sua relação com o desejo e com o gozo na dialética do falo. Serge André (1986), ao reler essa preposição de Lacan, sustenta que haveria para a menina algo na relação com o Outro que caduca pela intervenção paterna e que o Pai não se posiciona verdadeiramente como metáfora para a menina. Lacan formaliza essa ideia em O seminário, livro20: Mais ainda a partir do matema da sexuação, no qual define a posição feminina e a posição masculina. Assim, ele apregoa que, do lado do homem, há um homem ao qual a função fálica não se submete, sendo este aquele que não é castrado e que vem, portanto, na função do pai. Já em relação à mulher, o que fica conferido é que não existe sujeito para o qual a função fálica não funcione. Assim, não há um representante do lado feminino do que é fálico, pois nenhuma mulher escapa à castração. É a partir disso que Lacan irá elucidar a saída ao impasse do Édipo feminino com a seguinte frase: “A mulher não existe”. Dizer que “A mulher não existe” é concluir que as mulheres formam senão um conjunto aberto, e por isso devem ser tratadas no "uma a uma", cada qual com seu jeito de se apresentar, ora do lado fálico, ora do lado não todo fálico, com suas particularidades de gozo para canalizar algo do real colocado ao sujeito feminino. A inscrição da mulher em um lugar “não todo” nos aproxima da dimensão do “nada” que G.H. ilustra. Miller (2010) afirma o quão intima é a relação entre mulheres e o nada, e que onde existe um lugar essencialmente vazio, é possível aparecerem máscaras do nada, máscaras que clareiam a relação entre mulheres e semblantes. Voltemos então a G.H., uma mulher que descreve como o nada, um abismo que nela habita e um lugar onde ela existe como uma mulher. Em uma das passagens do livro, podemos localizar a articulação entre as faces de G.H. e o nada, quando ela diz:
"Ajo como o que se chama de pessoa realizada. Ter feito escultura durante um tempo indeterminado e intermitente também me dava um passado e um presente que fazia com que os outros me situassem: a mim se referem como a alguém que faz esculturas que não seriam más se tivesse havido menos amadorismo. Para uma mulher essa reputação é socialmente muito, e situou-me, tanto para os outros como para mim mesma, numa zona que socialmente fica entre mulher e homem. O que me deixava muito mais livre para ser mulher, já que eu não me ocupava formalmente em sê-lo.*"

* Clarice LISPECTOR, 2009, p. 25).

in Pretextos - Revista da Graduação em Psicologia da PUC Minas

Mariana Magalhães Miranda

ALCANÇAR O CENTRO







"Não cairei. Alcancei o centro. Escuto a pulsação de não sei que divino relógio através do fino invólucro carnal da vida plena de sangue, sobressaltos e de suspiros. Estou perto do núcleo misterioso das coisas como, à noite, estamos às vezes perto de um coração."  in FOGOS de Marguerite Yourcenar


Eu falo da mulher tocar o seu âmago. O seu, não do "outro", o par, seja o par romântico ou o tântrico...mas tocar essa Essência Sagrada em si que é o seu centro nuclear. O seu Útero. Nele está a chave do seu poder interno. A mulher não tem de deixar-se formatar  nem forçar-se a ser um mero "objecto de prazer" ou de "procriação", "barriga de aluguer" como a mulher moderna, que se julga emancipada, faz, nem a ser executiva a policia ou a politica e lutar com os homens por um lugar de chefia, ela não tem de ser igual nem forçar-se a ser o que os homens e a sociedade querem ainda que ela seja. Ela não tem de ser um instrumento de prazer visual nem a star de cinema - a mulher sexy ou a mulher fatal, a travesti do homem. E só se as suas raízes estiverem ligadas ao seu Útero e a Gaia, ela poderá ser fiel a sua essência e nunca mais poderá ser soldado, polícia ou ir à Guerra…ou deixar os seus filhos passar fome… porque a Mulher é a Terra…e ela é abundante. Porque é dela que nasce o amor e a paz e a dádiva. Ela é a Deusa em Si mesma. Filha da Terra Deusa e nós não nos podemos voltar a esquecer  do nosso dom... 


VAMOS INTERIORIZAR ISTO...

"Devemos lembrar-nos como e quando cada uma de nós passou por uma experiência da Deusa, e se sentiu sarada e integral por causa desta. São momentos santos, sagrados, intemporais, embora por mais inefáveis que se possam revelar, sejam difíceis de reter em palavras. Mas, quando qualquer outra pessoa menciona uma experiência semelhante, isso pode evocar as sensações que voltam a captar a experiência; se bem que só aconteça se falarmos da nossa vivência pessoal. É por isso que necessitamos de palavras para os mistérios das mulheres, o que parece exigir que uma de cada vez explicite o que sabe - como tudo o mais que é de foro feminino. Servimos de parteiras às consciências umas das outras.” *
(...)
*IN TRAVESSIA PARA AVALON
De Jean Shinoda Bolen

Rosa Leonor Pedro

O SAGRADO FEMININO - CAMINHO DA MULHER





O SAGRADO FEMININO NÃO É UMA METADE DO SAGRADO MASCULINO, COMO A MULHER NÃO É UMA METADE DO HOMEM E VICE VERSA...

Em sequência de vários comentários a este tema ALGUÉM - uma mulher, o que é mais grave, fez esta afirmação de que o feminino sagrado era metade do masculino sagrado. Ora o Feminino Sagrado é sem duvida um dos caminho a seguir pela mulher que a desvincula dos caminhos espirituais de deus e do homem, para a fazer tocar a sua essência e resgatar o feminino perdido. Que ele possa incluir o homem com devoto da Deusa e fiel dos seus princípios é uma coisa, que ele faça parte do processo da mulher é outra...
Para mim pois é um erro grave dizer que o sagrado feminino é uma metade, porque o sagrado feminino corresponde a uma consciência da essência do ser mulher como uma totalidade da mulher em si - à mulher inteira - e diz respeito exclusivo a mulher e a Deusa e não visa o homem como complemento da mulher. Pelo menos para mim é assim, porque a mulher não tem de ser vista em consideração ao homem nem o homem à mulher. O amor ou o casal que se completa em termos sexuais e se reproduz não tem nada a ver com o individuo em si. Cada ser devia ser um ser inteiro. Essa noção de se ser metades é um erro crasso que faz com que a mulher dependa do homem para ser e dai a grande confusão, sobretudo no caso da mulher em que foi anulada e dividida pela Igreja de Roma.

Para mim é de vital importância que no caminho da mulher - bem diferente do homem -, ela encontrar-se a si mesma como Ente, independentemente do homem, do deus pai e do filho. E este é todo um caminho a refazer e a resgatar como o é lembrar os Misterios Euleusianos, culto da Deusa Mãe e filha e que o cristianismo substituiu pelo culto do deuspaiefilho.
O que que quero dizer portanto é que por muito que tenham em comum homem e mulher e sejamos todas/os humanos à partida, para mim, como mulher, é-me impossível dizer, enquanto representante de um principio (o feminino) o que o homem (principio masculino) é ou sente; não digo de um modo geral, precisamente como espécie, mas no que concerne a sua existência e a sua psique, como sente e porque age desta ou daquela maneira enquanto um sexo, senão apontando meros factos e algumas causas objectivas vistas de fora. Talvez na essência sejamos iguais, mas ainda estamos longe dela...
Eu não digo que se excluam os homens da vida das mulheres, há mulheres casadas e mães - mas sim que as mulheres tem de fazer um caminho próprio sem a interferência dos homens...
O amor e o sexo é algo que devia acontecer e une dois seres completos e não duas metades...
O erro está em confundir o ser humano com sexo...o sexo é só uma condição biológica preponderante no individuo fértil e visa a procriação, mas o SER HUMANO é um só, seja homem ou mulher ... tem um coração e uma alma. E cada ser humano tem a sua. O sexo é como uma estação na vida humana - que dura da adolescência à menopausa na mulher - no homem pode ser diferente -, mas o facto é que a mulher foi feita escrava do homem e dos seus desejos para além desse período fecundo e ficou escrava dele.
Olhemos para a realidade dura e crua e não para as fantasias e sonhos da nossa cabeça...

Na verdade enquanto seres sexuais e cerebrais, somos os opostos a integrar de uma só unidade (falamos muito em yin e yang, mas isso é muito mais do que uma simples representação do homem e mulher) mas cujo feminino ontológico falta ainda integrar na mulher e de forma diferente  no homem mas  uma vez que a mulher não existe como ente  à partida, porque foi desligada da sua natureza e por isso desnaturada, foi anulada na sua essência,  foi sequestrada, foi colonizada pelo Homem, sobrando apenas uma Mulher que é uma sombra de si, uma pálida imagem da sua feminilidade antiga, assim como o homem, penso, no que concerne a sua masculinidade verdadeira, e portanto  também o homem não pode saber do seu feminino porque a mulher não se sabe a  ela mesma.

É impossível ao homem saber QUEM é a mulher se a própria mulher não sabe quem é porque a mulher se perdeu há muito da sua essência primeira. E é precisamente por isso, por a mulher nada saber do seu ser em profundidade e em essência que o homem continua a usar a palavra com sua e o seu saber teórico para dizer a mulher, retirando-lhe a ela palavra que é dela e condenando-a ao silencio, votando-a ao descrédito - como fez Apolo a Cassandra na mitologia, ou na filosofia ou como fez Freud e Lacan e outros na psicanálise e na psicologia - e portanto continuam apenas a manipular o conhecimento sobre a mulher dizendo o que o seu imaginário lhes diz ou aquilo que no fundo eles queriam ser e inventaram sobre a..."mulher"; especularam e  não só a dividiram em duas categorias como as criaram em oposição entre si: uma mulher obediente e do lar, passiva, frigida e fiel - a esposa - e ...uma outra mulher: a mulher sexy, a mulher fatal, a puta e o travesti, est@ já do sexo masculino... Tanto inventaram e a transformaram que hoje temos seres aberrantes, deformados, seres híbridos e maquiavélicos que se fazem passar por mulheres...

O que em consequência disso está a acontecer no mundo é catastrófico e como diz uma amiga brasileira de forma muito clara:

"Aqui no Brasil está tudo de cabeça para baixo, cantor Pablo Vittar que é homem, mas é mulher... Homem (carga genética XY) que é trans, e assim tem apoio da causa LGBT e joga na liga feminina de vôlei brasileira. Tem Carta aberta da ex- jogadora de vôlei Ana Paula, sobre jogadoras trans... E longe de ser careta ou homofóbica, mas o sagrado feminino não é algo para homem "dar aulinha" e muito menos para que as mulheres o sigam. Acho que o flúor na água deixou muita gente abobada. E com tantos agrotóxicos, novelas que só imbecilizam, cantoras que não entendem o mínimo de língua portuguesa, é de se esperar o quê??? Pessoas pensantes? Pessoas que questionam? Estão abobadas e emburrecidas pelo sistema. Não há muito que esperar dos seres humaninhos... cérebro se não usa, atrofia. Sagrado feminino é para mulheres com útero, de mulher pra mulher... o resto é invenção do capeta

"A transexualidade é a maneira de destruir e anular rapidamente o feminino em si..." (citação minha), pois exatamente isso!  (...) Aí o sistema DETURPA, e embota a visão, para que não possamos chegar a nossa essência e entendimento!!!! Não nos querem plenas e "inteiras", nos desviam do caminho, e ainda te dão grátis a culpabilidade por "homofobia". Não aceito, exatamente por ENXERGAR a treta, a pegadinha que está inserida no contexto! Tenho gays e lésbicas na família, e isso é a sexualidade de cada um, a qual não me diz respeito, porém, quando se chega nesse ponto, aonde transgêneros assumem papéis femininos, como no atletismo, vôlei etc... Já é um tapa na cara das mulheres e do feminino sagrado, mas com o apoio de bandeiras e mascarado pela diversidade, tudo misturado, tudo deturpado... para confundir mesmo.

Só na busca da essência é que poderemos separar o joio do trigo. "A diversidade sexual" faz parte de uma agenda perversa, e isso também é um modo disfarçado de eugenia:  "eugenia: é um termo criado por Francis Galton (1822-1911), que a definiu como o estudo dos agentes sob o controle social que podem melhorar ou empobrecer as qualidades raciais das futuras gerações seja física ou mentalmente."
Uma pena que poucos conseguem esse raciocínio, e se enganam com "amar a todos como a ti mesmo" e bandeirolas coloridas, estão confundindo e separando, já que separados somos frágeis, unidas somos mais fortes, despertem, e questionem, pensem e protejam o sagrado feminino. " 

Portanto em conclusão tudo está a ser manobrado e o próprio feminino sagrado que era um movimento de mulheres que visavam a espiritualidade da Deusa, um Caminho da Mulher virado para si e a sua essência assim como os Circulos de Mulheres, deixaram de ser fieis ao seu fim incluindo homens (para os tornais comerciais e mais atrativos) e estão a ser aproveitados e utilizados para incluir o homem inclusivo transsexuais (houve em tempos remotos homens emasculados que serviam a Deusa, mas estes são outros tempos...) e a confusão geral se estabeleça  levando tanto os homens como as mulheres a uma perda de identidade de género e potencial genético e ontológico para maior controlo das populações e a sua escravidão, sobretudo das mulheres, para as manter prisioneiras do Sistema. 

quinta-feira, janeiro 25, 2018

escrevo...



“Escrevo por acrobáticas e aéreas piruetas - escrevo por profundamente te querer falar”

(Clarice Lispector)

O QUE É UMA MULHER?



Virginia Woolf escreveu:

- "O que é uma mulher? Eu lhes asseguro, eu não sei. Não acredito que vocês saibam. Não acredito que alguém possa saber até que ela tenha se expressado em todas as artes e profissões abertas à habilidade humana.”

- Não Virgínia, com todo o respeito que você me merece, eu não acho que a mulher se saiba inteiramente depois de se ter expressado em todas as artes e profissões do mundo...Porque entretanto ela já fez isso, sabe...Sim, enquanto você partiu ...e não sabemos se voltou e até estará entre nós de novo, com outro nome e outro corpo, quem sabe não é? - mas o que eu lhe garanto é que nestas ultimas décadas a mulher já fez Tudo isso que você diz ...e já estamos noutro século, e sabemos que apesar da mulher ter exercido todas as profissões, as mais antigas e as mais novas, e praticado todas as artes, ela não só não sabe ainda QUEM É como está mais longe do que nunca da sua verdadeira essência...

Afinal...não era só uma questão de igualdade nem de direitos, sabe, nem sequer de liberdade ou de afirmação social e política - ela já é Ministra veja bem e até Presidente de alguns países...- mas ela não só não sabe o que é Ser Mulher em si, como não sabe a diferença do verdadeiro feminino e por isso não se se distingue do masculino, porque ela se comporta como O Homem que a oprimiu e explorou a todos os níveis pois o assimilou na sua arte e cultura na sua história e moral...ela tornou-se também...egoísta, ambiciosa, opressora e prepotente, incapaz de criar a Paz no mundo ou dar a dignidade que falta dar a Mulher e à Mãe para que as crianças e os homens tenham amor e saibam amar e respeitar a mulher...e elas mesmas sejam verdadeiramente livres e senhoras de si...
Lamento muito desapontá-la...
rlp

Virginia Woolf,


Virginia Woolf, Orlando


«"Graças a Deus que sou mulher!", gritou, estando prestes a cometer a loucura extrema - nada mais aflitivo tanto nos homens como nas mulheres - de se envaidecer do seu próprio sexo, quando a simples palavra que, e apesar de todos os nossos esforços para a esquecermos se insinuou no final da frase, a fez parar. Amor. "O amor." Nesse mesmo instante - tal é a sua impetuosidade - o amor tomou forma humana - tal é o seu orgulho. É que, enquanto os outros pensamentos se contentam em permanecer abstractos, nada mais satisfaz este do que assumir forma humana, de mantilha e saia, de calções e gibão. E, dado que todos os amores de Orlando haviam sido mulheres, agora, devido à lentidão dos seres humanos para se adaptarem às convenções, e muito embora fosse mulher, o objecto do seu amor continuava a ser uma mulher. E, se a consciência de pertencer ao mesmo sexo tinha algum efeito no caso, apenas apressava e aprofundava os sentimentos que a caracterizavam enquanto homem. Pois agora entendia toda uma série de alusões e mistérios que antes lhe escapavam. Agora, a obscuridade que divide os sexos e mantém as impurezas na sombra deixara de existir, e, se o poeta tem razão no que diz a respeito da beleza e da verdade, este amor ganhou em beleza aquilo que perdera em falsidade. Agora, gritou, conhecia Sasha tal como ela era, e, no ardor da descoberta e da ânsia de alcançar todos os tesouros que lhe eram revelados, sentiu-se tão arrebatada e encantada, que se sentiu como se lhe tivesse soado um tiro de canhão [...].»


sábado, janeiro 20, 2018

ENTREVISTRA A CAMILLE PAGLIA


(...)
Porque é que o sistema atual não está a funcionar?
Porque estamos neste período urbano e industrial, estamos em plena era tecnológica, em que as tarefas profissionais se tornaram exatamente as mesmas para homens e mulheres. E ainda por cima trabalha-se com a cabeça, não com o corpo. As diferenças sexuais esbateram-se. As mulheres pensam que como têm igualdade no local de trabalho e no mundo da política, acham que as coisas vão mudar também em termos da forma como comunicam com os homens nas suas relações privadas. E estão infelizes. Não se sentem realizadas. Sentem-se sozinhas.

Qual a verdadeira razão para isso?
A perda da solidariedade entre elas com a competição profissional. Perderam a partilha dos problemas de cada uma. Perderam o desabafo sobre o fardo que é ter um filho e criá-lo. Perderam a companhia umas das outras, o apoio umas das outras, e até coscuvilhice - a minha mãe e a minha avó tinham tudo isso - e agora querem que os homens, os maridos, as satisfaçam de todas as maneiras.

E os homens estão preparados para o fazer
Claro que não. Não são capazes, não podem. As mulheres querem que eles ajam como as amigas. Mas isso não é a forma como as mentes deles funcionam.

As mulheres são hoje demasiado exigentes?
São, mas mais importante do que isso é que são miseráveis. As mulheres de classe alta com sucesso no trabalho são infelizes. As feministas sabem-no. E culpam os homens de tudo. Dizem que são eles que têm de mudar de comportamento. Acho que as mulheres têm de ser neste momento mais conscientes e pararem de culpar os homens pela sua infelicidade! Olhem para o sistema laboral e alterem o que tem de ser alterado.

Mas as mulheres não têm hoje de lidar com muito mais pressão?
Sem dúvida. Casam-se, engravidam e querem voltar para o trabalho. Mas quem vai tomar conta dos filhos? Quem vai arrumar a casa, lavar a roupa? Tudo isso são pressões e mais pressões e já não têm com quem as dividir. É por isso que o feminismo de hoje está errado quanto insiste em culpar o homem.

Qual é hoje o papel do homem?
O homem hoje está a passar por uma grande crise de identidade. Não sabe exatamente qual é o seu papel. E as mulheres têm de ter mais empatia para com eles. Os homens têm impulsos diferentes. As suas hormonas não são iguais às nossas e fazem com que os seus cérebros funcionem de outra maneira. E é por isso que a pornografia é tão importante hoje em dia. Porque é o único escape que eles têm para o mundo da sexualidade e da fantasia.

Está a dizer que as mulheres não praticam tanto sexo com os homens como costumavam fazer?
Não é bem isso. É uma questão de tudo ser muito familiar, das regras não se quebrarem, sobretudo nos casamentos burgueses. Há um sentimento de fadiga, não há nada interessante a acontecer ou a permitir que aconteça. Não há o tal mistério. Mas acredito que as mulheres latinas, como as portuguesas, italianas, espanholas e brasileiras têm muito mais criatividade, energia sexual, noção de elegância, sendo ao mesmo tempo grandes empresárias, economistas ou administradoras. Os casamentos de hoje, na América, são aborrecidos sexualmente e o homem corre o perigo de se tornar mais uma criança lá em casa.

O que pensa da atual mania da transexualidade?
Preocupa-me muito. Atravessamos uma época extremamente difícil no que respeita ao terrorismo. Uma época muito parecida com o período romano, quando as tribos fora do império começaram a ameaçá-lo sem que ninguém se apercebesse. Era demasiado grande, burocrático e frágil. De tal forma que caiu. Essas sementes de choque, a transexualidade, que a cultura ocidental lança na terra alheia pode levar a um aceleramento da barbárie e do caos.

Fala da Jihad?
Sim. Estou a dizer que há muitos grupos de fanáticos no mundo que gostariam de deitar abaixo esta civilização ocidental que não entendem. E nós já não sabemos como sobreviver.

O "New York Times" chama-lhe "uma educadora". Mas não se vê mais como uma provocadora?

Sim, sem dúvida. Faz parte da minha personalidade até como escritora. Quero espalhar confusão, destabilizar as pessoas. Derrubar as suas convicções mais sólidas. Mas também sou uma humorista, uma comediante. Inspirei-me muito na Joan Rivers, sou engraçada. No entanto, adoro a sátira e o meu tipo de ataque vem daí. Oscar Wilde foi o meu professor nesse capítulo. Além disso, sou boa a criar polémicas porque consigo resumir o meu pensamento numa frase. O que adquire um poder extraordinário. O que digo torna-se uma máxima. Sou o que me torna muito perigosa.

Excerto de Entrevista a Camille Paglia