quinta-feira, junho 21, 2018

Todo o sonho de amor da mulher...



UMA REALIDADE INCONTORNÁVEL:



A POSSE ATRAVÉS DO CASAMENTO…
(Todos os dias um homem mata a "sua"mulher…)


“Nuestro cuerpo de mujer está colonizado y responde a la ideología del colonizador. La liberación sexual de los años sesenta no fue en realidad para la mujer sino en el sentido masculino del término y en relación a los intereses de os hombres”. Leonor Taboada

  “Na medida em que o Pátrio Poder se desenvolve e a lei do mais forte se instala, o uso da agressão se impõe nas relações humanas gerando competitividade, poder, conquista, luta pela posse de um território, guerras. Surge a questão da herança, institui-se o casamento. E a posse sobre a mulher, sua sexualidade, prazer e direito à própria vida se concretiza. Ao dominar a função biológica reprodutora o homem passa a controlar a sexualidade feminina. O poder cultural passa a desenvolver-se em oposição ao poder biológico nato na mulher. A vulnerabilidade permeia a função de parir, a mulher se inferioriza, torna-se dependente e o homem trabalha e domina a natureza.” 

”Um casamento deve ser considerado válido somente se a mulher for virgem; se a mulher não for virgem para o casamento deverá ser condenada à morte e executada por apedrejamento” (Deuteronómio 22:13-21)

Todo o sonho de amor da mulher se reflecte deste modo e para isso ela foi programada, na posse e entrega ao dono...ao homem, o senhor das leis e do seu corpo, o senhor dos seus filhos, o dono do Nome, da propriedade privada, a esposa, e através da exclusividade do seu corpo, o casamento mantem a mulher presa e condenada a uma vida exclusiva de serviço ao homem e a família, prisioneira uma vida inteira de sujeição psicológica e emocional e quase sempre sofrendo de maltrados provenientes de uma moral católica e do poder pater que a subjuga e mantem presa ao Sistema que a impede de ter vida própria. Esta padrão subsiste embora a mulher hoje em dia trabalhe e até tenha profissões o facto é que a nível inconsciente e colectivo a ideia pater de domínio permanece das formas mais subtis ou subliminar, nos filmes e na cultura…
É verdade que as feministas não viram que o trabalho remunerado e igual não traria a mulher a verdadeira liberdade porque não só ela continuaria sujeita ao marido e aos filhos como a sua prisão seria dupla...Porque a mulher é um ser colonizado e esses espírito está totalmente enraizado na sociedade patriarcal ainda nos dias de hoje. Isto poderá parecer muito exagerado a algumas das minhas leitoras habituais...mas se olharem para os casais amigos e como os maridos tratam as "suas" mulheres sobretudo as gerações mais velhas, (porque as mais novas se divorciam logo) verá que o que eu digo está perfeitamente patente em pequenos detalhes e nadas...
Isto pode  parecer de facto inverosímil aos olhos das feministas que pensaram ter adquirido liberdade e terem-se emancipado dos homens, mas isso não é verdade porque o Mito amoroso e o romance, o Príncipe encantado ou Os Tons cinzas de Grey, dominam o seu imaginário e assim se olharmos para o que está a acontecer no mundo inteiro neste momento vemos como o quadro e o padrão psicológico pouco se alterou na sujeição ao homem e como este está a reagir a liberdade da mulher da forma mais infame, pelo abuso sexual, atacando-a, violando-a e matando-a...
O Feminicídio não é pois uma palavra vazia...há perseguição as mulheres em todo o mundo… e a razão fundamental, além dos fundamentalistas islâmico que invadem a Europa, a grande parte dessa violência crescente é que o homem em geral sente-se a perder o controlo sobre o corpo e o sexo da mulher…

HÁ MUITAS VERDADES DISSIMULADAS...

“Os homens querem amor, mas o círculo vicioso da sua” superioridade”, leva-os a produzir mães incapazes de darem verdadeiro amor aos seus filhos. Isto já é mau que baste .
Mas como as mulheres têm de disfarçar a sua inimizade em relação ao sexo masculino perante si próprias e diante do resto do mundo, justamente por serem tão adaptadas, tais filhos encontram-se numa situação contraditória: as suas mães fingem aceitar os seus filhos, mas na realidade, recusam-nos.”

In, “ A Traição do Eu”
Arno Gruen

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