quinta-feira, julho 05, 2018

A filha bondosa; a filha agradável, dócil e delicada...



A MULHER E " A filha bondosa; a filha agradável, dócil e delicada; a companheira diligente, discretamente encorajadora ou brilhante.
Como tantas escritoras feministas declararam pelos tempos afora, esse modelo colectivo e o comportamento daí resultante é inadequado para a vida; "

A vida, qual vida? A vida tal como é definida e formada ou deformada pelos homens. Só numa escala de valores masculina é que os valores referidos acima são implicitamente dados como inferiores. Pelo contrário, um mundo onde estes valores sejam promovidos a virtudes cardinais será menos apreciado por uma perspectiva masculina, daí que muitos conservadores do sexo masculino já se estejam a queixar da actual feminização da sociedade, porque os valores (ditos) femininos - paz, igualdade, compaixão, empatia - são cada vez mais "mainstream"(tradicionais ou convencionais)

Os homens e as mulheres continuam a escamotear verdades fundamentais como o facto do desequilíbrio do mundo derivar da falta do princípio feminino e do seu justo valor não ser efectivamente atribuído à Mulher e à Mãe. Em quase todo o mundo e em todos os paises, uns mais do que outros, existe uma óbvia discriminação do ser mulher...
Ninguém quer ver que essa descriminação começa e é feita entre nós na nossa linguagem, na omissão da mulher nos discursos sempre no masculino, na falta de entendimento de que sem a emoção-coração - o polo que a mulher representa - e nela está a origem dos grandes dramas no Planeta?


Pessoalmente tenho cada dia mais dificuldade em ouvir mulheres ou ler mulheres (escritoras, jornalistas, ou ensaístas) a falar exclusivamente no masculino, em nome do Homem, em Deus e em irmandade, como se elas não existissem...fico sempre a pensar se aquilo tem alguma coisa a ver comigo...E é uma sensação estranha...estar fora do discurso, sentir esta exclusão do feminino na linguagem oral e escrita...enfim no discurso espiritual, académico e cientifico.


Ah pois "feminista" dizem...os homens e essas mulheres sem identidade...


Aqui tem um discurso que não me diz nada...ou diz tudo...onde não há lua, não há deusa, não há mãe, não há irmã, não há feminino...não entendo este "altruísmo"...este "eu comum" só aos homens....obviamente a mulher está fora da sua "era dourada"! Até porque hoje sabemos bem que o caminho da Mulher não é propriamente o caminho do homem dado os valores dos dois princípios serem de algum modo "opostos" mas complementares...no entanto são claramente diferentes e que passou pelo maior branqueamento da história da humanidade quer a  nível da linguagem quer na leitura do ser homem ou ser mulher a nível psicológico ou a  nível mesmo físico e biológico que são obviamente diferente entre si. Não é uma diferença cultural ou social como hoje se quer fazer crer reduzindo os sexos a um desejo meramente libidinal, genital. Portanto a mulher como ente esteve quase sempre fora dos estudos da Psique (sempre analisada pelo homem e os seus dele complexos) esteve fora dos estudos da biologia e da sexualidade...e isto, embora mudado, é ainda uma tremenda falta de bom senso… 

Ora leia-se isto...escrito por uma mulher consagrada na "espiritualidade"...


… "Só existe um Sol, e cada energia em nossa Terra não passa de alguma forma de força solar; e assim como um só Sol alimenta toda a Terra, um só Eu brilha em todos os corações. Só existe uma blasfêmia - a negação de Deus no homem. Só existe uma heresia - a heresia da separatividade, que diz: "Sou outro além de ti, nós não somos um só". Para a redenção do mundo nós precisamos mais do que altruísmo, por mais nobre que ele seja. Precisamos aprender a anulação do eu individual, o sacrifício, a auto-entrega, mas não estaremos firmes no Um antes de podermos dizer "Não há outros; é o Eu em tudo". Quando todos os homens disserem isso o mundo conhecerá sua Era Dourada: quando um homem diz isso através de sua vida, sua presença é uma bênção onde quer que ele vá. Somos irmãos, mas mais que irmãos. Os irmãos têm apenas um mesmo pai; nós temos um Eu comum. Em tudo à nossa volta vejamos a Glória do Eu, e lembremos que negar o Eu no mais baixo é negá-lo em nós mesmos e em Deus."  - Anne Besant


rlp

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