quarta-feira, junho 10, 2009

O SER INTEREIRA/O (INTEGRADA/O)




"...A miséria é a do verdadeiro espírito que falta, não o das crenças, sejam elas ideológicas ou religiosas, é a falta da alma, é a falta do feminino no mundo. É a falta da poesia também e da Musa...ou da Deusa Mãe.
Acho que (o ser humano) só pode ultrapassar os seus aspectos sombra, os mais vulgares, pelo recuo de inteligência e da aceitação dos seus dois lados - luz e sombra - um acto, diria, de quase complacência consigo mesmo.
...os místicos cristãos falham por repudiar a mulher e voltarem-se para o pai do céu, contrariando a sua natureza humana e a sua parte feminina e a mulher, tendo-a apenas manifesta numa adoração casta pela Virgem. A sombra representada pela serpente - Lillith - a tentadora da mulher, simbolizando o pecado da Eva...assusta todos os homens, mas também assusta as mulheres que se encontram cindidas na sua natureza de amantes para serem castas esposas ou então condenadas como Lillith a demónios...
Tanto o homem como a mulher têm de integrar o seu feminino, esse aspecto que a mulher representa mas ao qual nem ela própria é hoje fiel. A mulher é actualmente um ser deformado, devido ao facto de o homem a ter subjugado, dividido em duas...
O andrógino é um ser inteiro, aquele que já integrou os dois lados de si mesmo e que pode portanto, em consciência, escolher plenamente a sexualidade que mais lhe convenha.
A verdadeira androginia é anímica, psicológica, não tem que se notar a nível , da aparência nem dos comportamentos - o , sexual, por exemplo. "

Texto na contracapa do meu livro "Antes do Verbo Era o Útero"
ROSA LEONOR PEDRO

segunda-feira, junho 08, 2009

PORTUGAL E A EUROPA À DIREITA...


"TODOS OS HOMENS SÃO MAIS OU MENOS INVEJOSOS; OS HOMENS POLÍTICOS SÃO-NO ABSOLUTAMENTE. QUEM SE TRANSFORMA NUM DELES SÓ O FAZ NA MEDIDA EM QUE NÃO SUPORTA NINGUÉM ACIMA DE SI OU A SEU PAR"

"SE OS ACTOS SÃO FRUTO DA INVEJA, COMPREENDE-SE POR QUE É QUE A LUTA POLÍTICA, NA SUA EXPRESSÃO ÚLTIMA, SE REDUZ A CÁLCULOS E ÀS MANOBRAS ADEQUADAS A GARANTIR A ELIMINAÇÃO DOS NOSSOS ÉMULOS OU DOS NOSSOS INIMIGOS" *

*
OS PEQUENOS E OS GRANDES TIRANOS

"Se a julgarmos pelos tiranos que produziu, a nossa época poderá ter sido tudo menos mediocre. Para descobrirmos outros semelhantes, teríamos que remontar ao Império Romano ou às invasões mongóis.

Muito mais do que a Estaline é a Hitler que cabe o mérito de ter dado o tom ao século. Hitler é importante, menos por si próprio do que pelo que anuncia, esboço do nosso porvir, arauto de um advento sombrio e de uma história cósmica, percursor desse déspota à escala dos continentes, que triunfará com a unificação do mundo através da ciência, destinada, não a libertar-nos, mas a submeter-nos.

Trata-se de qualquer coisa que se soube autrora; sabê-lo-emos de novo um dia. Nascemos para existir, não para conhecer; para ser, não para nos afirmarmos. O saber, depois de ter irritado e estimulado o nosso apetite de poder, conduzir-nos-á inexoravelmente à perda.

O Génesis apercebeu-se melhor dessa condição do que foram capazes de fazê-lo os nossos sonhos e os nossos sistemas."
*
* in HISTÓRIA E UTOPIA Emile Cioran

pausa poética...


A Montanha

"Calma, entre os ventos, em lufadas cheias
De um vago sussurrar de ladainha
Sacerdotisa em prece, o vulto alteias
Do vale, quando a noite se avizinha

Rezas sobre os desertos e as areias,
Sobre as florestas e a amplidão marinha,
E, ajoelhadas, rodeiam-te as aldeias.
Mudas servas aos pés de uma rainha.

Ardes, num holocausto de ternura...
E abres, piedosa, a solidão bravia
Para as águias e as nuvens, a acolhê-las;

E invades, como um sonho, a imensa altura,
- Última a receber o adeus do dia
Primeira a ter a bênção das estrelas"


Olavo Bilac

sexta-feira, junho 05, 2009

Voa minha alma...eleva-te...aos céus!



“Por acaso vive-se realmente na terra? Não para sempre, somente por pouco! Vivemos só para dormir, só para sonhar. Não é verdade, não é verdade que viemos para viver na terra! Mas o que pode fazer o meu coração, se em vão viemos viver na terra, em vão para florir? Onde, ó meu coração, o lugar da vida? Onde a verdadeira casa? Onde a verdadeira morada?”*

Canto Azteca
*


Se busco meu coração, o encontro em teu quintal,
Se busco minha alma, não a vejo a não ser nos cachos de teu cabelo.
Se bebo água, quando estou sedento
Vejo na água o reflexo do teu rosto.

*

- Vem ao jardim na primavera, disseste.
- Aqui estão todas as belezas, o vinho e a luz.
Que posso fazer com tudo isso sem ti?
E, se estás aqui, para que preciso disso?


rumi

Só a poesia pode redimensionar o nosso ser, voar a nossa alma no sonho leve, como água fresca no deserto...
rlp

quinta-feira, junho 04, 2009

O Despertar da Deusa


E O RESGATE DO FEMININO
A Planeta na Web entrevistou May East em uma de suas curtas passagens por São Paulo. Ela falou da Fundação Findhorn e explicou porque o resgate do feminino é tão importante para o futuro do planeta

Planeta na web - Como você traz esses ensinamentos do eco-feminismo para o Brasil?

May - A reconsagração do ventre, por exemplo, que é um dos trabalhos que faço aqui, é de profunda intimidade da mulher consigo mesmo, de resgate da sua conexão com seu ventre, seu cálice de luz, seu centro de gravidade -- mas ao mesmo tempo é um trabalho profundamente politizado. Historicamente há as feministas políticas, que representam o yang do yin dos anos 50 e 60, que queimavam sutiã em praça publica, Depois temos essas mulheres que vieram nutrindo a chama do que era ser mulher em sociedades secretas, muito preocupadas em serem interpretadas como mulheres quer estão fazendo bruxaria. Essas duas vertentes da reemergência do feminino do século 20 muitas vezes fluíram em oposição. As feministas políticas olhando para as mulheres do retorno da deusa dizendo "essas mulheres estão num exercício narcisista, não estão conseguindo articular esse corpo de valores na sociedade e mudá-la", e as mulheres do retorno da deusa sem poder para realmente fazer essa articulação, essa tecedura, do mistério do feminino na realidade -- nem mesmo de passar para os seus filhos homens e mulheres. Então aconteceu foi o encontro de Beijing, na China, há quatro anos. Foi um encontro histórico para a reemergência da mulher, porque lá estavam as feministas políticas e as mulheres do retorno da deusa, e elas perceberam que tinham que entrar em diálogo e começar a trocar. Foi aí que o eco-feminismo assentou na consciência das mulheres. As feministas perceberam que se continuassem com sua ação política mas ao mesmo tempo estivessem ancoradas, enraizadas nos mistérios do que é ser mulher, elas seriam mais eficientes agentes da transformação. E as mulheres do retorno da deusa perceberam que não há mais tempo mesmo de ficar relembrando o passado, nós temos que mudar o hoje pra garantir o futuro das próximas gerações. É fantástico, é um privilégio estar encarnada como mulher nesse momento e poder fazer esse resgate consigo mesma, passar para as filhas... Eu sou apaixonada pelo que eu faço.

Planeta na web - E os homens, como ficam nessa história?

May - Quando encontrei o Craig ele há muitos anos trabalhava com o movimento de homens. Percebemos nesse encontro que o mais fácil mesmo era polarizar, as mulheres ficarem celebrando o passado, inaugurando o presente e sonhando o futuro, e os homens buscando essa nova identidade do masculino. Então fomos treinados num método chamado de Reconciliação entre o Feminino e o Masculino. O crucial para a questão do masculino e do feminino é o entendimento. Existe uma série de métodos para que a gente saia da comunicação defensiva entre homem e mulher, onde só escutamos aquilo que é necessário para empilhar munição para ganhar no duelo de quem tem a verdade mais forte ou melhor articulada. Nós percebemos que, ao longo dos séculos, o que era ser mulher e ser homem era segredo dos respectivos clans, e começamos tentar explorar um novo caminho: uma vez que já resgatamos o feminino, convidar os homens a visitar, em termos simbólicos, e serem introduzidos ao que é ser mulher -- e vice-versa.
*
ENVIADO POR GAIA LIL: http://sagrado-feminino.blogspot.com/
VER TUDO EM: http://www.terra.com.br/planetanaweb/flash/reconectando/agrandeteia/may4.htm

PARA NANA ODARA


A MULHER INTEIRA

O que aconteceu consigo é uma espécie de catarse delirante em consequência da luta que você trava inconscientemente entre os conceitos que a dominam do que para si é a santa e a puta. Essa sua luta interior de conflito entre esses dois extremos opostos da natureza dividida da Mulher é a luta de toda a mulher quer ela disso tenha consciência ou não…você escreve e ousa libertar-se…ousa dizer o impensável, o que as outras mulheres não dizem ou aquilo que a sociedade sufocou na mulher e então solta a sua “Pomba Gira” ou ela (essa força interior atávica, a velha bruxa ou xamã, a “mãe de santo”…ou o que seja a alma que a sacode de dentro) e vem em seu socorro para a libertar desse sufoco; mas ela afinal só traz a carga dos mesmos conceitos em turbilhão e não a liberta de nada…apela não à sexualidade sagrada mas à sexualidade desregrada e vai dar ao mesmo…Não se trata de ser ou não ser a santa ou a puta…não se trata de uma luta entre as duas. Se nega a santa com tanta raiva e elege a puta como a verdadeira mulher o que é que está a fazer senão a alimentar os diferentes conceitos e a separação das duas?
Você ainda não percebeu nada desta história e por isso continua a lutar com os conceitos dentro de si e da sua mente que a aprisionam…a mulher integrada aproxima-se da mulher que você intui e quer libertar, mas você ainda está presa na dualidade e o que diz é resultado dessa confusão.

Não há duas mulheres de facto. Há uma mulher a quem separaram da sua sexualidade e a “outra” (que é a mesma) da sua maternidade…e deu-se um corpo imaginário a cada uma delas…a mãe santa e casta e a mulher fatal ou orgástica. A sociedade viveu séculos dessa divisão. É claro que agora você escolheu a última, fazendo a apologia da puta dizendo-a sagrada…
Mas quando eu falo em unir as duas partes da mulher assim divididas não é sendo uma ou outra ou as duas à vez, numa mistura explosiva e bizarra em que ela se transforma num misto de desregramento e sacralidade (o que é tornar a ideia de puta em santa, eleita, a melhor das duas, quando isso são só conceitos, não importa de que lado esteja) e elas continuam inconciliáveis dentro de si e daquilo que são os conceitos e padrões ocidentais e católicos dos termos…e você cai no mesmo erro patriarcal…cai no jugo ou no jogo viciado da matriz de controlo.
Para mim não se trata de nada disso…a mulher não precisa mudar de conceitos sobre si mesma e dar preferência à outra parte de si!, mas ter a experiência real da liberdade sexual como iniciada ou da verdadeira sexualidade que começa no amor transcendental, na revelação do amor puro, mas puro porque total, de iniciação e consagração na fusão do corpo e da alma dos dois parceiros sejam eles quais forem…

O amor espiritual que está acima da dualidade bem e mal. Por espiritual quero dizer vibrante e transcendente, acima dos conceitos e da mente, da religião e do dogma; falo de união íntima e interior com a energia vital atómica e ser transportada a um plano diferente de consciência! Falo da sexualidade sagrada que eleva ao êxtase e à fusão e não da funcional que é “tesão” e rebaixa e perverte o ser humano em animal apenas. Isso foi o que aconteceu com a cisão da mulher em duas…foi por isso que a dividiram os patriarcas, para que a mulher deles não tivessem acesso ao prazer e a esse lado dela mesma que é magnetismo, transcendência e vidência. Escreveram os seus livros de leis para denegrir a mulher E INFERIORIZAR O SER HUMANO FACE A DEUS…Fizeram-no por imposição dos falsos “deuses” e “profetas” para que os seres humanos não acedessem a outras dimensões.

Às mulheres ocidentais tornaram-nas frígidas, as casadas - só permitindo o sexo “livre” (para os homens) com prostitutas - e em muitas partes do mundo praticam ainda a excisão (cortam-lhes o clítoris e ainda torturam mulheres em nome de deus, os muçulmanos….) para não terem sequer qualquer prazer…Hoje ainda milhares de mulheres são mutiladas em África…

Porquê tanto medo da mulher e do prazer? Porque a sexualidade verdadeira pode catapultar o ser humano para outros planos de consciência e omnisciência. A sexualidade sem uma consciência elevada não serve nenhum propósito senão a criação de seres inconscientes, de baixa vibração.
_ Também lhe podia dizer que o meu santo desceu…mas não digo…sou eu que sinto. E assumo o que digo.

Você não percebeu ainda que tem de sair do contexto do sistema e da 3ª dimensão e viver à parte ou acima a sua própria experiência renovada, como iniciada e não em luta com o sistema ou o patriarcado como você faz, como eu faço tantas vezes e sinto que desço, embora não exalte nada, afirmando-se pelo lado do “pecado” (para eles será sempre pecado!) ou exultando e exaltando o sexo como “santificado”… (e para eles você será sempre diabólica). No fim você está só a tentar mudar os conceitos, a inverte-los… Quer que a puta seja a santa…e a santa a puta, mas como elas não existem separadas você só inverte o valor dos termos, sem atingir o âmago da questão e do SER MULHER: você inclusive acha que eu defendo a castidade ou a abstinência sexual para a mulher séria…mas está enganada. Eu apenas já sou velha, menina!

A mulher liberta e total, não é mais a puta nem a santa, é uma mulher inteira e diferente; talvez seja isso a maturidade, mas é também Consciência e ela já não luta com esses dois lados de si mesma, ela integrou a sombra e agora a luz inundou os dois lados…Ela integrou-os e isso quer dizer que as duas mulheres se encontram no centro de si mesmas, bem no centro e unidas e sem separabilidade e a sua sexualidade é vivida aí como revelação e amor puro, êxtase…não porque é casto (e os conceitos católicos estão sempre a aparecer e a reduzir o entendimento) mas também já não é desregrado e descontrolado porque se tornou sublime e sensual, é fogo e água, dor e êxtase… vida e morte porque é carne e alma e espírito, não medo nem pecado nem castidade…nem o seu contrário!

Da minha “deusa” para sua “pomba gira”…com amor!
rlp

quarta-feira, junho 03, 2009

AQUI ESTOU EU, SÓ PARA LEMBRAR


O QUE SE PERDEU
OU SE QUER ESQUECER...

“As mulheres têm sido alvos de uma das mais sofisticadas e insidiosas conspirações. Milhares de anos de história têm sido reescritos com o objectivo de apagar da memória colectiva o facto de os homens nem sempre terem ocupado os lugares de chefia.

A evidência arqueológica defende a existência de um período de vinte mil anos de história durante o qual homens e mulheres viviam em igualdade, sem o domínio de nenhum sexo sobre o outro. A terra prosperava.
As tão apregoadas características femininas da compaixão, educação e não-violência eram partilhadas por homens, mulheres e pelos elementos fundamentais da estrutura social. As mulheres eram veneradas como sacerdotisas e curandeiras. As nossas forças intuitivas não eram desprezadas e mas respeitadas. A nossa maneira de ser espontânea de pensar e de sentir era vista como uma harmonia criativa, e não como “coisas de mulheres”.
Os nossos companheiros e amantes, os nossos filhos e amigos, consideravam-nos sacerdotisas naturais. O nosso poder conciliador era fruto da nossa ligação compassiva com o espírito e com a terra. Mas desviámo-nos do nosso rumo e a Deusa ocultou-se.”
(in O Caminho da Iniciação Feminina de Sylvia Pereira)
*
P.S.
*
É PARA LEMBRAR, SIM...
*
Eu sei que a maior parte das mulheres, para já não falar dos homens, claro, não gostam nada desta minha faceta... de bruxa...não vão mesmo com a minha cara...mas é bom lembrar a face oculta das coisas e por a claro aquilo que ninguém gosta de olhar...
Eu só apareço para dizer aquilo que não querem saber ou que se diga, conforme dá mais jeito e isso é sempre para esconder a sombra que a mulher representa, que eu represento, e por isso me querem apagar da face da terra...por isso me perseguiram e queimaram nas fogueiras os padres; todos preferem a minha face de fada...feiticeira ou de deusa, a minha face de Eva submissa...mas Lilith a "demoníaca" (conforme eles inventaram) arrepia ainda os pelos da pele...porque é ela quem sempre diz e mostra as verdades incómodas...
Pois é, à bruxa cabe sempre o papel de má da fita...a da empata fadas e contos de encantar...destapa o véu da mentira e descobre a careca aos patriarcas...
Mas eu não me importo com a minha má fama e sempre que necessário eu apareço, gostem ou não da minha cara...
....eh, eh, eh...meu nome é Melusine...e também tenho além de gatos, cauda de serpente...
rlp

terça-feira, junho 02, 2009

O AQUILÍBRIO DO MUNDO DEPENDE DA CONSCIÊNCIA DO FEMININO SAGRADO


COMO O HOMEM VÊ (OLHA) A DEUSA E A TERRA
E COMO A MULHER SENTE E VIVE A DEUSA E A TERRA...



"Quando o pretenso civilizado aqui chegou e impôs sua cultura, impôs a ferro e fogo, com morte e dor, encontrou aqui uma cultura complexa, de valores ecológicos sofisticados como bem mostra esta carta. A sintonia com a Vida e com a Terra, vista como Mãe, é algo que nós neopagãos bem entendemos. Este é o valor mais ausente desta cultura utilitarista e consumista que se instalou no mundo: Não conseguem sentir a Vida pulsando em tudo à nossa volta, perderam o elo com a Mãe Terra, ser vivo e dinâmico, com o qual podemos criar uma relação que nos permite um grau de completude, de plenitude existencial e energética inominável. "


"Suprimindo a noção de Mãe-Divina, ou submetendo à autoridade de um deus-pai, desarticulou-se o mecanismo instintivo que fazia o equilíbrio inicial: daí advém todas as neuroses e outros dramas que sacodem estas sociedades paternalistas."
In LA FEMME CELTE - de Jean Markale

O SENTIR DA MULHER

Quando essas invasões dos cristãos numa parte do mundo e já de outras religiões patriarcais, anteriormente, noutras partes do globo, o que elas todas fizeram e que é preciso ter em conta foi sobretudo inferiorizar a mulher sujeitando-a e tratando-a muito pior do que ao homem e à Terra...
A forma como os invasores vieram e destruíram as culturas nativas, foi escravizando as mulheres antes dos homens...que no início matavam, enquanto as mulheres eram utilizadas como meros instrumentos de prazer e carga...Mais tarde também começaram a escravizar os homens fortes.
Não podemos fugir aos factos históricos, embora nem toda a História foque este aspecto…porque na cultura patriarcal a mulher não era relevante….
Assim, o modo como começaram por tratar a Mulher acabaram tratanto a terra mãe...e enquanto não mudar o paradigma social ou o sistema patriarcal, essa atitude em relação à mulher não vai mudar e sem a dignificação da mulher não haverá ecologia...nem respeito pela Natureza ou pela Deusa.



"Á força de rejeitar o que a Feminilidade traz como solução à angústia do homem, cria-se em todo o caso uma humanidade perfeitamente neurótica.
(...)
Com efeito, o homem primitivo invejava à Mulher o seu mistério, a sua ambiguidade fundamental, o seu poder de dar a vida, o homem moderno porém esqueceu, pela sua educação completamente masculinizada, este desejo metafísico da Mulher Divina. Esse desejo encontra-se no estado inconsciente em todos os indivíduos. Os poetas e os artistas os traduzem nas suas obras, os outros nos seus comportamentos aparentemente inexplicáveis ou simplesmente aberrantes como é o caso da imitação fisiológica e do fetichismo do vestuário.
(...)
O padre que oficia nos seus trajes de cerimónia, todos de origem feminina, e o travesti, castrado ou não, obedecem a um mesmo desejo. Destapar uma ponta do véu, descobrir o famoso véu de Ìsis.
(...) In LA FEMME CELTE - de Jean Markale


A mulher é o corpo vivo da deusa, é o feminino sagrado desperto que faz a revelação da Deusa através de uma iniciação que faz do homem amante e do filho devoto e que consequentemente respeita e ama a mãe acima de tudo. Isso significa amar e respeitar a natureza. Nunca é demais dizê-lo porque de outro modo não haverá equilíbrio nem justiça no mundo...
A deusa não é uma compreensão ou uma iniciação abstracta, nem uma prática…
A Deusa é uma experiência real da manifestação do amor pleno dentro de cada mulher, não um culto ou ritual...
Sem a Consciência do Feminino Sagrado revelado na integralidade da mulher não pode haver Ecologia...porque é a Mulher que faz a ligação com a deusa dentro de si e inicia o Homem nessa consciência de amor sagrado por ela (deusa) e pela terra.
Foi a misoginia dos homens ou a sua indiferença que mais contribuiu para destruir toda a ligação directa da mulher com a terra e com ela própria e assim afastou-a da vida plena de onde eles próprios provêm...
O que se perdeu foi a consciência de que da mesma forma que o homem é dado à Luz pela mulher, esta, quando reencontrada na sua verdadeira essência, unidas as duas mulheres cindidas pelas religiões, pode através da iniciação amorosa revelar ao homem o Segredo da Existência e restabelecer a sua conexão com o divino.
Não podemos considerar a mulher dos nossos dias como a referência do que eu digo porque ela não é uma verdadeira mulher, pois ela perdeu a sua dimensão ontológica e não tem acesso ao seu verdadeiro ser, a deusa. Essa mulher ancestral que se ligava à natureza e aos seus ciclos, que mergulhava na essência da vida de corpo e alma e assim conhecia o espírito foi há muito muito tempo banida do mundo.
A mulher que era desde os primórdios a representante na terra das energias cósmicas e telúricas, a xamã e a sacerdotisa, a profetisa e a curadora que tinha a função sagrada de unir o Céu e a Terra, foi rechaçada dos templos e das iniciações secretas...Ela era a Matriz e a Iniciadora do homem à sua dimensão do sagrado feminino na Terra, isto de acordo com as tradições mais fidedignas e antigas e se tivermos em conta os mais de 3 mil anos de "culto" dos Mistérios Eleusianos.
Sem dúvida que se a mulher não voltar a integrar a deusa nela própria e não estiver apta para a revelar ao homem, os riscos de um culto esvaziado de vivência são grandes...mas não podemos inverter os termos da vida e da manifestação. Não é a consciência ecológica – que por si não pode existir - que faz a ligação com a Deusa, mas a mulher autêntica que liga o homem à sua natureza profunda, iniciática, na plenitude do amor e na beleza e dá origem àquilo a que podemos chamar hoje de ecologia. Sim, na revelação da Deusa dentro de cada ser...a revelação do feminino sagrado na mulher e no homem, nasce a verdadeira Ecologia, não como filosofia ou teoria mas como experiência viva e sentida.
Não é com certeza neste estado de coisas, na alienação dos dias de hoje, neste plano intelectual, mental ou religioso tão disperso e mesmo quando pretensamente iniciático - em que os conceitos fervilham por todos os lados - que podemos discernir o que seja a verdadeira consciência do Feminino essencial. Sem a Mulher e Mãe no seu lugar de origem não há Deusa...não há filho...logo não há o Homem. Logo não há Deus na terra, mas apenas e remotamente no céu…
O OLHAR DO HOMEM

"Um dos riscos que vejo na Wicca hoje é uma adoção de um culto formal à Deusa, fazendo aquilo que tantos chamam de criar um "jeová" de saias. Sem a consciência ecológica não há ligação com a Deusa. Sem a mudança dos paradigmas fundamentais nos quais fomos criados, que não são ecológicos, não levam a uma relação direta com a divindade sem intermediários e sentindo faces da divindade em cada aspecto da existência. Sem esses pontos-base não há paganismo. Sem perceber a Deusa na natureza e na vida como um todo não há paganismo efetivo. É minha opinião que os cultos a uma "personalização" da Deusa pouca relação tem com "sentir" e "celebrar" a Deusa, que sempre foi sentir e celebrar a própria vida em seus ciclos. Uma pessoa que se diz pagã e não possuí aguda, clara e intensa consciência ecológica é alguém diletante, alguém que apenas repete formas prontas, sem entender a essência. Pois como estar em um movimento que busca ser uno com a vida sem ter essa consciência ecológica plenamente desenvolvida? Este me parece o primeiro ponto.

Segundo ponto a debater é a questão de sentir a Deusa. A percepção da Deusa sem faces, da Deusa enquanto origem e fonte sempre foi um conhecimento iniciático. Pelo que pesquisei nenhum culto "popular" tinha essa concepção. Sempre neste nível mais "exotérico" o culto era a uma das faces da divindade, da Deusa. O conceito da Fonte sem Fonte, da Deusa sem face sempre esteve associado aos trabalhos já dentro dos chamados mistérios. Estes dois níveis da religiosidade antiga nunca podem ser esquecidas quando falamos sobre os cultos ancestrais, os cultos abertos ao público e portanto os únicos que deixaram registros possíveis de serem estudados pelos historiadores tinham um outro aspecto, secreto, oculto, transmitido apenas de boca para ouvido e que sobrevive até os dias de hoje dentro destas mesmas premissas, pois me parece uma das grandes ilusões contemporâneas crer que o secreto e o sagrado estão revelados. Aliás podem até estar, já que etimologicamente revelar é velar de novo. RE-velar. Mas nunca o sagrado, o segredo, os mistérios serão revelados neste sentido que dão ao termo, pois não é o mistério que pode ser aberto à compreensão limitada de quem apenas foi condicionado pela sociedade, mas somos nós que temos que nos desenvolver, sutilizar e ampliar nossa percepção para mergulhar na vastidão onde reside o secreto e o sagrado. Como a cor só se revela a alguém quando este alguém abre os olhos, não há como falar sobre cores a quem insiste em manter os olhos fechados.(…)*



*LER EM: http://pistasdocaminho.blogspot.com/

Eco-feminismo: a esperança de um Novo Feminino


“O ecofeminismo sugere, portanto, uma terceira direcção: o reconhecimento de que, apesar de o dualismo natureza-cultura ser um produto da cultura, podemos conscientemente escolher a aceitação da conexão mulher-natureza, participando da cultura, reconhecendo que a desvalorização da doação da vida tem consequências profundas para a ecologia e as mulheres.”
Regina Célia Di Ciommo (Prof. da Universidade Estadual de Passos - Minas Gerais)


Num livro sobre Eco feminismo de que me fala uma amiga brasileira, fica claro e é muito evidente, diz ela, “que o problema da mulher é um problema de diálogo com as outras mulheres... e também na vida em geral, tanto que um capítulo do livro é inteiramente dedicado a destacar as diferenças entre todas as Ecofeministas mais activas, e da sua luta umas contras as outras, ao invés de unificar a luta, que no fim é a mesma”...

É nesta crucial evidência que as lutas das mulheres e do feminismo em geral, nas suas pretensas múltiplas facetas, morrem mais cedo ou mais tarde ou simplesmente abortam logo no começo… Enquanto a mulher não superar este antagonismo-inconsciência de si mesma (e não dualidade) que acaba invariavelmente por se reflectir na hostilidade às outras mulheres e em formas de rivalidade variadas nas relações afectivas, competição no trabalho, na criatividade e até paradoxalmente, numa admiração sem limites e por isso redutora de si, de uma líder, não chegaremos a nenhum lado. Enquanto a mulher olhar para outra mulher como rival, não pode haver a defesa de uma verdadeira causa comum…e muito menos uma defesa da Mulher e da Natureza como o seria idealmente a causa do Ecofeminismo…como esperança da união final e fraterna da mulher consigo mesma e com todas as mulheres e os seus filhos e com a Terra-Mãe, Gaia.

O drama da mulher de hoje, sobretudo a mulher que atingiu alguns patamares de afirmação intelectual, social ou económica, é justamente não querer reconhecer a sua divisão interior ou nem sequer se aperceber da cisão interna do seu ser pois está tão afastada dessa sua essência primeira que a move a si e ao universo, como das suas próprias entranhas e da Terra como Organismo vivo e fecundo…

A mulher dos nossos dias, vive completamente fragmentada e apenas ligada à sua mente racional, a sua mente educada para a lógica, reprimindo os aspectos intuitivos e instintivos do seu ser profundo. Ela vive por isso em conflito permanente com as suas emoções ou nega-as, porque isso aos olhos dos homens a torna inferior e irracional, histérica, e assim ela elege contra si mesma a filosofia e a lógica (cartesiana) redutora do homem e do universo e que a reduziu a uma metade…A mulher para ser integral tem de ser consciente de todo este processo que a divide e unir as suas duas metades cindidas pelas religiões, devendo a sua luta ir muito para além dos aspectos meramente económicos, sexuais, sociais e políticos que as feministas tomaram como referência única.

Não duvido da importância do trabalho e sacrifício das sufragistas no princípio do século XIX, nem das feministas em princípios e meados do século XX, mas sei que neste momento, no início deste novo século, urge uma nova consciência do ser mulher e que esta não pode deixar de abranger o Planeta e o Cosmos numa concepção mais alargada do que significa o Sagrado para além das religiões e mesmo aos olhos de uma nova ciência e porque se trata de uma Consciência inata e inerente ao Ser Mulher. Por isso uma Nova Dimensão do Feminino urge no despertar da consciência da própria essência do sagrado, dissociado de qualquer religião ou dogma, e emerge como essência nuclear e energética da vida em si, como o vulcão a despertar, assim como urge o reconhecimento da própria natureza e dos seus ciclos e de tudo o que nasce sem ser semeado por mão humana…

Para que essa consciência seja efectiva e transformadora a Mulher não poderá mais dissociar-se da Terra como uma força viva, a que se alia e em sua defesa, como se se tratasse das suas próprias entranhas. Para isso é fundamental reencontrar-se consigo mesma ligando-se à mulher ancestral, à mulher que era sábia e se regia pelos ciclos da natureza fiel às estações, ao ritmo dos mares e à Sombra da Lua, sua face reprimida e odiada pelos homens à luz do Sol Imperial…Os homens que ao negaram a sua Sombra, o seu lado feminino e lunar e a própria mulher, que dividiram a Terra em propriedade privada, destruíram assim a verdadeira dimensão do espiritual e do sagrado levando a humanidade, maniatada por sistemas totalitários e religiões dogmáticas e seitas fanáticas, a esta secura de alma a este vazio do ser que todos atravessamos, pela anulação da Mulher como Princípio do Amor e da Dádiva e da verdadeira Compaixão.

Se a mulher não acordar para si mesma e não se aperceber que a sociedade falocrática temerosa do seu poder interior a privou há séculos do seu ser abissal, do seu ser anímico, da sua verdadeira Alma, e até das suas entranhas, das profundezas abissais das suas terras uterinas, da sua intuição, da sua voz do útero, voz do oráculo, privando-a assim do seu lado instintivo e selvagem obrigando-a a viver à luz da lógica e da razão masculina, a mulher, a comunista, a intelectual ou a artista, a sufragista ou a feminista, não viu nem verá senão os “direitos das mulheres” no plano meramente sexual, social e económico, reivindicando uma igualdade num sistema em que nunca será igual nem semelhante, porque a mulher é diferente e é nessa diferença que tem de se afirmar.

Se ela não se afirmar nessa diferença, nunca sequer perceberá que a cultura que a cria é o apanágio da sociedade falocrática que a condenou a instrumento de procriação-prazer-produção e assim a vê, e acabará sempre por se submeter tacitamente ao poder do mais forte mesmo quando luta contra a sua dependência e subalternidade.

Enquanto a mulher não entender que é vítima de um processo mental-intelectual-filosófico em que foi e é paulatinamente modelada à imagem do homem, pela cultura patriarcal, (vista como uma simples costela de Adão) seja ele orientado numa perspectiva marxista-materialista-consumista ou espiritualista-religiosa-dogmática, é como se a mulher continuasse a aceitar ver-se reduzida a um ser-objecto, fragmentada nas suas funções, seja ora um ser sexual, ora um ser reprodutor ou produtivo, usada pelo mundo patriarcal, esclavagista, feudal, capitalista ou socialista, que a privou e à Humanidade da sua outra metade mulher, construindo uma Humanidade Homem ao longo dos séculos e fazendo da mulher um homem menor…ou seja, segundo os seus Mestres, um ser castrado e sem alma, com inveja do pénis… ao ponto de ela aceitar a mutilação do seu corpo, negar o seu sangue, a sua idade e até mudar de sexo…

rosa leonor pedro

Texto publicado no YINSIGTS:

segunda-feira, junho 01, 2009

CONVITE A UMA PAUSA...


À DISTÂNCIA DE UM CLICK?

É difícil fazer entender os outros sobre a nossa forma de ser e sentir a partir de dentro. Se eu dissesse aqui tudo o que a minha alma sente, o que realmente penso, há muito que ninguém me lia, mas mesmo assim não tenho a certeza se alguém me lê efectivamente…Há sempre aquela de ver os bonecos… digo as imagens...
Não acredito no mundo virtual nem na virtude de uma leitura superficial…numa diria “rapidinha” virtual…nem nos mais ou menos mil “leitores” diários…Isto é uma verdade virtual equivalente a uma mentira. Poucos lêem mais do que uma frase, vá lá um período…raros um parágrafo; o resto é a fantasia de quem escreve e se julga acompanhado ou que é importante por dizer as suas verdades…
Não gosto deste mundo virtual que facilmente se torna vício, nem creio que se aprenda alguma coisa através dos meios tecnológicos. Acho-os um mero entretenimento, ou uma alienação do meio ambiente, uma forma de isolamento da pessoa ou das crianças… por mim utilizo-o como meio prático de informação, mais à mão e para escrever. Mas não confio nele ao ponto de ser tão sincera como no papel e nunca fiz do Blogue um diário. Escrevo todos os dias o meu CADERNO com caneta de tinta permanente…
Vejo a Internet como um meio de pesquisa acessível, válida quando séria mas de resto não passa de uma experiência lúdica, sem a responsabilidade da presença humana, da energia viva que toca a alma ou da palavra que ressoa no nosso coração… o olhar directo que interroga os olhos do interlocutor. Mas acredito nos livros…Bem sei que os livros são papel, mas são palpáveis e permanentes...tem outra consistência e fiabilidade, tocam os nossos sentidos...têm cheiro…
Aqui, vou-me distraído e ocupando o tempo. Não ponho nada de muito verdadeiro que seja meu, digo subjectivo ou íntimo, mas na medida em que acredito nas coisas possíveis ou impossíveis, vou colocando trechos do que leio ou escrevo, e às vezes também creio em coisas loucas e absurdas e quiméricas…por momentos. Mas sou sincera quase sempre e quase sempre honesta no que digo. Tinha uma ideia inicial, um sonho muito grande, mas já nem acredito nele.
Há aqui homens e mulheres bem-intencionados, há-os com certeza…não o nego, mas para mim todo este universo é um “faz de conta” ou puro ego, senão mesmo alienação da nossa essência e da realidade concreta…uma forma quase de masturbação mental, intelectual ou literária, às vezes com bastante qualidade, mas que não chega a nenhum lado, na prática.
Há até os blogues espirituais com matérias transcendentes, meditações, mantras, vídeos interessantes e conferências de Mestres e até canalizações de anjos e arcanjos…óvnis etc….mas não é uma ENERGIA VIVA QUE SÓ O CONTACTO HUMANO PODE DAR…
Para mim o PC é uma espécie de Robot, uma relação metálica e fria, pois só a energia de verdade – a emoção - que flui entre seres humanos pode transformar as pessoas e não são as palavras nem os conceitos e as discussões de grande ou baixo nível que nos levam a algum lado!
A Internet não promove nada dentro da nossa realidade íntima e profunda. Não muda nada! Não traz consciência! Não leva a informação e muito menos forma ou ajuda a ser melhor uma pessoa…Quando muito pode ajudar a formatar ideias…
E depois para quê falar de coisas sérias?
Aqui os viajantes do espaço virtual gostam de coisas ligeiras e superficiais, que não dêem que pensar, coisas bonitinhas e leves…ou pornográficas. Não gostam de filosofias nem de deusas…querem tudo nu, descartável, em pacote, pronto a comer…
Por exemplo, eu não acredito nas petições, nas assinaturas on line, nem nos movimentos virtuais. Tive a experiência de que ninguém se move na realidade através da internet. Aqui é para se ficar em casa, no seu canto a fingir que se comunica e que se projecta qualquer coisa. Aqui é para ficar sentado a brincar que somos internautas, que já chegámos muito longe… a brincar que somos inteligentes ou que não há barreiras no mundo e que deste modo comunicamos com toda a gente… que intervimos e mudamos o mundo só com um click…
-Tudo isto não passa de mais uma ilusão como outra qualquer no mundo da Maya…uma “liberdade” controlada, onde somos enganados por mais um meio técnico ao serviço da Matriz de Controlo.
Por favor, deixe-se ficar sentado/a; não se levante…já não vale a pena. A não ser que se levante e vá ter com um amigo/a de carne e osso e lhe dê a sua mão caso ele ou ela precise…e abrace-o/a de todo o coração! (...Ou então leia um bom livro...como eu estou a ler!)
rlp