terça-feira, julho 07, 2009

UMA VISÃO PESSOAL E INTRANSMISSÍVEL...?

GOSTO DO MEU PENTEADO...

Hoje dei uma volta pelos Blogues portugueses..."os sérios", claro. Não o fazia há muito tempo. Fiquei impressionada...
Os blogues portugueses são todos muito filosóficos, pretenciosos, sorumbáticos, eruditos, cépticos ou jocosos e outros bem cretinos. Mas em geral são blogues muito sérios que versam arte, literatura, política e homossexualidade...assumidamente, ou não...
Não são de todo como os brasileiros, a que estou mais habituada, actuais, dinâmicos, ligeiros ou mais profundos, soltos e variados...
Neles não há nada sobre o clima e as mudanças do Planeta, nada de transcendências nem de "new age"! Só coisas económicas, concretas e objectivas! Falo dos sérios, claro, porque também há cada vez mais blogues alternativos, até demais: de reiky, meditações e mantras e yoga, de astrologia e mística, canalizações e profecias, curas e terapias várias; já há mais oferta que procura e mais terapeutas que pacientes...mas, infelizmente de deusas ninguém fala...
Por cá parece que só eu...
Sim, por cá, as deusas estão muito mal vistas e desacreditadas, e portanto tudo o que lembre videntes, bruxas, sacerdotisas ou feiticeiras são desprestigiadas ou nem merecem qualquer atenção.

É o caso de Mulheres & Deusas!

A Inquisição portuguesa foi duradoura e doirada...os patriarcas portugueses continuam fiéis a Roma, seja ao papa seja a Berluscone, mesmo os agnósticos ou os maçónicos continuam a servir o espírito misógino dos gregos e romanos. Mulheres só as deles…e as aderentes, as “bem comportadas”, como sempre…as que obedecem ao Sistema e estão dentro dele!

Os blogues portugueses são tão sérios e intelectuais, que metem respeito e medem as devidas distâncias...são muito viris, muito didáticos e muito machos, os que o são, mas patristas obviamente são-no todos e mais papistas do que o papa. Todos são mais ou menos misóginos: deles estão ausentes as mulheres intelectuais e escritoras, irrelevantes no panorama nacional e se aparecem são fotos sugestivas de mulheres quase nuas ou são apenas “as gajas”...que ilustram um poema de desejo do macho…o que é raro, pois os poetas de hoje e de renome parece que são todos gays.
Poetisas ou escritoras nem pensar...claro que também há blogues de mulheres escritoras, jornalistas e políticas, doutoras, muito eruditas, sempre fiéis ao Pai ou ao patrono e outros mais divertidos como a Bomba Inteligente, (uma loura que não é estúpida) por exemplo e escolho este porque o título diz tudo; este como outros têm todos umas pitadas de erotismo e artistas de classe, sempre as melhores...são muito modernos, falam de música e de moda e dos filmes da berra...(já nem sei se usa este termo que esteve na berra o meu tempo de mulher jovem e já madura) ou a Rititi, muito cotado ou apreciado pelos congéneres masculinos, que diz palavrões como os homens e é desassombrada na sua linguagem, muito influenciada por Espanha e a sua cultura: o seu símbolo é um touro preto com t...vermelhos...Já foi a entrevistas à televisão e também publicou um livro do blogue como eu...mas não é feminista nem nada...e não tem papas na língua, mas falar-lhe de deusas devia-se ficar a rir à gargalhada uma noite inteira…
Eu percebo que um Blogue que não tenha o selo da vigência patrista, machista e intelectual ou político, não tem valor no panorama nacional. Tal como um livro ou uma pessoa, assim em ordem decrescente...E quem não aparecer ou não for falado nas televisões, nas notícias por destaque o mais banal que seja, então nem existe...é um zero À ESQUERDA E À DIREITA.
Por todas estas razões eu sei que não existo para os blogues caseiros ou para os média e portanto quer como mulher quer como deusa ou bruxa, eu própria sou uma espécie de Cassandra votada ao descrédito pelos machos, pelos apolíneos e pederastas, e ainda pelo lobby gay e lésbico...
Assim vou sobrevivendo, como blogue, claro, do Brasil e das minhas amigas/os anónimas brasileiros...


Rosa Leonor Pedro

domingo, julho 05, 2009

ninguém o sabe...


"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."
*
Estás só.
Ninguém o sabe.
Cala e finge.
Mas finge sem fingimento.
Nada 'speres que em ti já não exista,
Cada um consigo é triste.
Tens sol se há sol, ramos se ramos buscas,
Sorte se a sorte é dada.
*
Breve o dia, breve o ano, breve tudo.
Não tarda nada sermos.
Isto, pensado, me de a mente absorve
Todos mais pensamentos.
O mesmo breve ser da mágoa pesa-me,
Que, inda que mágoa, é vida.

(fernando pessoa - heterónimos)

"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis "
(Frases e Pensamentos de FERNANDO PESSOA)

sábado, julho 04, 2009

OS TRÊS CAMINHOS DE PESSOA


"Há três caminhos para o oculto: o caminho mágico (incluindo práticas como as do espiritismo, intelectualmente ao nível da bruxaria, que é magia também), caminho esse extremamente perigoso, em todos os sentidos; o caminho místico, que não tem propriamente perigos, mas é incerto e lento; e o que se chama caminho alquímico, o mais difícil e o mais perfeito de todos, porque envolve uma transmutação da própria personalidade que a prepara, sem grandes riscos, antes com defesas que os outros caminhos não têm".

Fernando Pessoa

(Citação de uma carta que o poeta escreveu a Adolfo Casais Monteiro, em 1935)

*
MEDO DO DESCONHECIDO
(...)

"Ninguém quer a verdade. O terror do real não é palatável, leva a um despertar muito abrupto da consciência, é um tratamente de choque que não despersonaliza mas que conscientiza. Ninguém quer beber na taça enteógena da verdade a si mesmo. Pai, afasta de mim este cálice! Em experiências enteógenas de verdade o vômito antes de ser uma purificação é uma reação por não podermos lidar com um certo conteúdo perceptivo. Ninguém quer ver o terror corporificado que sai de si quando temos a coragem de beber desse graal da verdade. A Verdade está em toda a parte mas ninguém quer ver. Não há medo do desconhecido, há medo da Verdade. Falar em medo do desconhecido é apenas um eufemismo para a verdade. Temos medo que nossos teorias do mundo venham abaixo. Temos medo que a nossa verdade não passe de mentira. Falamos que cada um tem a sua verdade para vivermos locupletados em nossas ilusões pessoais.

Temos medo da verdade porque a mais óbvia verdade da existência é a morte. Então tememos a morte. Esquecemos da morte e nos comportamos como se fôssemos para sempre viver. A vida é um para sempre morrer. Morremos continuamente em vida todos os dias. Nossos retratos não mentem, apesar de nossas fotinhos no orkut ou nos blogs da vida mostrarem uma imagem que queremos que os outros vejam de nós mesmos, nós não somos uma imagem estática, somos um morrer contínuo. A morte é a sedução perfeita. Não somos o mesmo, mas temos a ilusão da permanência, ilusão que não é dada nem pelo corpo, pois esse se transforma a cada momento. Se o espaço das fotos pudesse mostrar as contínuas mutações que sofremos daria uma idéia mais aproximada de nosso contínuo morrer.

Até as palavras nos dão a ilusão de saber, tornam-se assim mentiras, porque saber não é saber escrever, é saber viver, e portanto, saber morrer.

Eu não vivo para escrever, nem escrevo para viver, mesmo sendo escritor, vivo apenas para morrer.

A idéia de morrer não é um fim, não é negativa, é profundamente positiva, é um fluxo contínuo por onde se realiza o viver.

Colocar a morte como um fim é impedir de ver a vida como um processo de transformação. A quem interessa isso? Só àqueles que querem que as coisas se mantenham como são, daí as grandes religiões, tentativas desesperadas de nos mostrarem que existem um além. Se não pudermos alcançar esse além em vida não poderemos fazê-lo no fim. Será que é daí que surge a nossa mania de deixar tudo para a última hora? Provavelmente. Se compreendêssemos que a morte não ocorre no fim da vida mas está rondando a vida, dançando a sua volta e formando par, não deixaríamos nada para a última hora, pois toda hora é hora de viver e de morrer.
(...)
F.A.
In PISTAS DO CAMINHO - http://pistasdocaminho.blogspot.com/

ONTEM COMO HOJE...



“O planeta Terra encontra-se envolvido num conflito sem fim.

A vida colocou o homem e a mulher como eternos rivais, digladiando-se na arena da vida. Estamos na era atómica, o mundo está quase a desabar. Outro aviso ao criador: se tiver que reconstruir o Éden que todos os seres sejam completos, incluindo a humanidade. Que sejam hermafroditas. Masculino e feminino no mesmo ser, para se atingir a perfeição suprema e com ela a paz por todos nós desejada, sem disputas, nem desilusões, nem desgostos de amor.”

In O SÉTIMO JURAMENTO
DE PAULINA CHIZIANE Ed. CAMINHO

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A ANDROGINIA DAS ALMAS

"É sobretudo na tradição hermética que se encontram referências à androginia das almas: "não há (nas almas) machos nem fêmeas; esta disposição só existe nos corpos", responde Ísis ao seu filho Hórus, que lhe pergunta como nascem as almas, se machos se fêmeas (Ménard, pp.203-204). Também entre os gnósticos encontramos alusões tanto à androginia de Deus, de quem as almas são emanação e reflexo. A androginia é ainda atestada nos Evangelhos apócrifos. O que demonstra que nos primeiros séculos da era cristã se respirava um misticismo sincrético bastante semelhante à tendencia hermética que volta a despertar no século dezasseis e se mantém daí em diante
No Evangelho de Tomé, Jesus diz, dirigindo-se aos discípulos:

"Quando fizerdes os dois (ser) um, e...o interior como o exterior e o exterior como o interior, e o superior como o inferior...(e) o macho e a fêmea já não seja macho nem fêmea, então entrareis no Reino".

Nota-se a influência do célebre Pimandro de Hermes, em que se proclama que o que está em cima é como o que está em baixo, e o que está em baixo é como o que está em cima; ou seja; que tudo é um.

in LITERATURA E ALQUIMIA
Y.K.Centeno

sexta-feira, julho 03, 2009

A NOSSA CONFUSÃO MENTAL...

O ANDRÓGINO NÃO É UM MITO, MAS A EXPRESSÃO DA ALMA PARA LÁ DA DUALIDADE SEXUAL E HUMANA NESTE PLANO.

"O andrógino não tenta submergir as diferenças, pois reconhece que as polaridades existem no tempo linear, mas que são ilusórias quando o tempo é concebido como cíclico e eterno. O andrógino aceita os paradoxos, e os vive, sabendo que, como criatura finita, muitas vezes não poderá ver além das aparentes contradições que nos assediam a cada passo. Portanto o andrógino pode viver o presente imediato sem perder o senso de eternidade. "

(...)
“Na realidade actual, diante da desintegração dos antigos costumes, inúmeras pessoas se encontram num estado menos de fusão do que de confusão. Com o colapso dos modelos sexuais tradicionais, as pessoas ficaram livres para experiências; diversas vezes, porém, acabam se vendo em grandes dificuldades e buscam ajuda para sair do emaranhado labirinto do sexo e da alma. Muitas das que pretendem estar confortàvelmente instaladas nos papéis heterossexuais convencionais, na realidade não estão. Há muita confusão em torno de quem pertence a qual categoria sexual.
Uma das questões mais cruciais que qualquer nova teoria da sexualidade deve enfrentar são os rótulos geralmente aplicados à sexualidade – a heterossexualidade, homossexualidade, bissexualidade – e o significado relativo destes termos.
Apresento isso como uma única questão; e não como três questões distintas, porque na minha prática analítica é assim que ela, via de regra, aparece ainda que embrenhada em complicações. A maioria das pessoas está convencida de que “pertence” a uma destas três categorias, de que são de natureza heter. Homo. Ou bissex., e de que têm de aceitar o que são. Ou caso não consigam se aceitar como membros de uma categoria fixa, atribuem-se a tarefa de se modificarem para que possam se enquadrar numa delas.”

(...)

in “ANDROGINIA – RUMO A UMA NOVA TEORIA DA SEXUALIDADE” *
de June Singer (Cultrix)

*UM LIVRO FUNDAMENTAL PARA QUEM QUEIRA SABER A IMPORTÂNCIA DA FUSÃO DO CORPO DA ALMA E DO ESPÍRITO


NÃO SE PODE EQUACIONAR O CONHECIMETO HUMANO SEM SER
À LUZ DO ESPÍRITO, NÃO À LUZ DA RAZÃO...NEM DA CIÊNCIA APENAS!


"A alma não é um homem, nem uma mulher, nem o que não é homem nem mulher. Quando a alma toma a forma de um corpo, fica limitada por esse mesmo corpo.

A alma nasce e floresce num corpo, com sonhos e desejos, de acordo com as suas obras anteriores. E então renasce em novos corpos, conforme as acções da sua vida passada.

A qualidade da alma determina o seu futuro corpo: terreno ou aério, pesado ou leve. Os seus pensamentos e acções podem levá-lo à liberdade, ou conduzí-la à escravidão, vida após vida."


IN Os Upanishades (UM DOS LIVROS SAGRADOS MAIS ANTIGO DO MUNDO)

quinta-feira, julho 02, 2009

SER OU NÃO SER MULHER, EIS A QUESTÃO...

SER MULHER ?
»
"O que leva um homem “normal” escritor, casado, com filhos e sem ser homossexual, à partida, a mudar de sexo?
Que compulsão ou desejo, que anseio interior, poderoso, pode levar um homem inteligente a fazer uma operação, a tomar hormonas femininas, a mudar de pele...só para mudar a sua aparência e ser mulher? E será que será mesmo uma mulher?
E não pode o homem sendo homem e a mulher sendo mulher, cada qual no seu corpo e função e desejos, sejam eles quais forem, exprimir a sua outra polaridade sem uma mutilação, sem o sofrimento inerente aos processos de operação e mudança física hormonal e psicológica?
Porque não pode o homem exprimir toda a sua feminilidade se for o caso dessa polaridade ser extrema e conviver com o seu corpo sem oposição, nem contradição?
Porque não pode um homem ser sensível e ter poses mais delicadas, usar colares e brincos sem se mutilar, sem se transformar? Porque tem o homem de ser duro e inflexível e agressivo e usar a força e a mulher passiva e submissa e aceitar tudo calada?
De onde nasceu esta confusão?
Não foi isso a consequência da repressão do feminino e a exaltação do macho em todo o mundo no patriarcado? Não pagamos a factura do desequilíbrio dos princípios opostos complementares?
A nossa identidade PROFUNDA não é meramente sexual. NÃO É a sexualidade aquilo que nos define como homo-sapiens ou A mulher sábia...

Não sabemos hoje que todo o homem tem uma mulher (anima) dentro e toda a mulher tem um homem (animus)…mas isso não quer dizer que se tenha de mudar de sexo porque depois o problema do outro que se é também prevalece… Não somos todos dois em um, não somos todos machos e fêmeas sendo cada um dentro inversamente ao que é fora? Não é esse o equilíbrio dos opostos?
Já vi vários casos de “operados” fazerem-no por gostarem de pessoas do mesmo sexo e depois da operação casam ou vivem no caso dos “homens” com uma mulher, o que é também o caso da escritora?
E mesmo que fosse por um grande amor… na vertigem dos sentidos, da paixão, por desejo intenso de amar e “possuir” o corpo do outro/a, que é igual, para quê forçar ou mudar a natureza do seu corpo?
Um dos casos cuja entrevista vi era o de um transexual homem (iraniano?) que depois de operado se apaixonou por uma mulher lésbica com quem vivia e que também ia mudar de sexo…não seria a mesma coisa se nenhum tivesse sido operado e se se tivessem amado com os sexos com que nasceram?
Seja qual for o corpo que se tenha é possível amar quem quisermos…e não é a mudança de sexo paradoxalmente para seguir a ordem social, as convenções ou a religião, que mudando de sexo somos melhor aceites ou mais amados…
Experimentar na pele a sensibilidade feminina, segundo a escritora que era homem…será assim tão importante que leve um homem a enfrentar os preconceitos de uma sociedade, a moral religiosa, a confundir os filhos, para continuar a viver com a mesma mulher, divorciar-se e voltar a casar com ela já velha?
Quanto a mim, se fosse mais nova e amasse uma mulher com paixão de morte não creio que ferisse o meu corpo só para ter acesso a esse amor que mais tarde ou mais cedo, como todos os amores, morresse…e a vida não tem como finalidade um sexo…na verdade só sei isso hoje, aos sessentas…
Claro que quando se é jovem sofre-se e acredita-se que se ama para sempre…e que o amor vale tudo…
Não, A Vida e o Ser não são apenas um sexo ou uma aparência… a apetência ou desejo sexual, por mais premente e exacerbado que este seja, dura meia vida…no máximo, mais ou menos, dos quinze aos cinquentas…
Não fosse uma falsa cultura, uma moral caduca e uma falta de “educação” sexual, (todos os conceitos e preconceitos sobre o sexo) a ideia do amor totalmente deturpada no ocidente principalmente e todo o comércio acerca da “vitalidade sexual” e de um prazer (que é quase sempre fictício) a exacerbar a sexualidade - que no caso não passa nunca de uma promessa ou de um estímulo forjado pela propaganda erótica e pornográfica, pelos filmes de má qualidade que põem toda a tónica da vida no prazer e na sexualidade - talvez a pessoa humana fosse mais…humana, maior o seu potencial e mais capaz de abranger a sua totalidade!
Não será a grandeza do ser humano a sua capacidade de ser e de sentir tudo e expressar-se na sua totalidade sem precisar de se travestiar?
Sim, se o ser humano fosse apenas mais humano
e consciente do seu potencial espiritual e da dimensão da sua alma, talvez ele não tivesse necessidade de se mutilar e mudar de sexo para amar ou viver uma aventura diferente…talvez aí ele soubesse que a sua sexualidade, seja qual for sexo e o objecto do seu amor, é muito mais vasta e avassaladora do que umas cambalhotas e uns orgasmos… E mesmo os homossexuais, não são seres do mesmo sexo que se desejam e amam?
Há relatos de que sempre houve eunucos e homens que para servir a Deusa e imitar a mulher se mutilavam também mas faziam-no por devoção à deusa e por sacrifício entregavam a sua virilidade…porque queriam se dar e seguir os seus rituais ou o que quer que fosse realmente, mas agora os homens querem ser mulheres apenas para desfilar na passerelle, para cantar ou vestir a pele das divas… Para vestir roupa e adereços de mulher?
Mas quem inventou esta roupa sofisticada de mulher e criou a mulher fatal foram os homens e os filmes…quem determinou o comportamento "feminino" também foram so estilistas gays…a mulher hoje é apenas uma imagem rebuscada de um sonho masculino...
Nós, há muito que não sabemos como são o verdadeiro homem nem a verdadeira mulher integradas as suas polaridades!
Não será que a Natureza e o Cosmos ao nos conceber tal como somos e nascemos, apesar de às vezes haver “desvios” ou “erros”, não previu isso, independentemente de nascermos numa vida mulher e noutra homem e vice-versa? Esta confusão de narizes não será mesmo derivada da nossa falta de consciência ontológica, primordial, desconhecimento da totalidade do SER?
Juro, por mim, sofrer ainda ou ferir-me de morte, morrer por amor, prefiro o eterno amor impossível de Romeu e Julieta…porque o amor entre humanos sempre foi só isso…uma confusão de narizes…

Quanto à escritora, considerada uma grande escritora, escreve bem, dizem os críticos, mas não sei se é parte da sua genialidade ou da sua loucura esta experiência de dois sexos ou de dois corpos numa só vida... No entanto duvido que se tivesse sido ao contrário, primeiro mulher e depois homem tivesse tido a liberdade e a aceitação que teve…
Um homem pode tudo até “ser mulher”, mas se a mulher se transformasse em homem é porque coitada não tinha pilinha…e vinha logo o raio do complexo do papá Freud à baila…
Há um livro, da autora não traduzido em português, CONUNDRUM em que ela explica tudo por que passou e que eu gostava de ler…mas duvido que mude de opinião...
rlp

O ESPÍRITO, A ALMA E.. O SEXO. QUAL SEXO?


Há dias no Público:

É provável que o leitor comum sinta perplexidade face ao nome e à obra de Jan Morris, que nasceu (em 1926) James Humphrey Morris, estudou História em Oxford, frequentou a Academia Militar de Sandhurst, combateu na Segunda Guerra Mundial como oficial dos Lanceiros da Rainha, tornou-se um escritor famoso e, em 1972, mudou de sexo, continuando a viver com a mulher que lhe deu cinco filhos (um deles é o poeta e músico Twm Morys). Nesse ano, atenta a nova identidade sexual, adoptou o nome de Jan Morris. Como nota Carlos Vaz Marques no prefácio de Veneza, cuja versão actualizada foi agora traduzida, «É quase escandaloso [...] ser esta a primeira vez que o leitor tem a oportunidade de encontrar o nome de Jan Morris nas estantes das livrarias portuguesas.» De facto.

A obra é vasta: entre livros de viagem (os mais aclamados), ensaios, cinco volumes de memórias, dois romances, uma colectânea de contos, uma biografia do almirante Jackie Fisher, recolhas de artigos, etc., Morris tem publicada meia centena de títulos. Como introdução, recomendaria três: o excepcional Veneza (1960), o pungente relato autobiográfico de Conundrum (1974), e a trilogia Pax Britannica (1978), sobre as luzes e sombras do Império.

A primeira versão de Veneza foi escrita «ainda na pessoa de James Morris», o que não aconteceu nas de 1974, 1983 e 1993. Muita coisa mudou desde 1945, ano da primeira visita, quando o então jovem oficial se deixou seduzir pela «mistura de tristeza e espectacularidade» da cidade, associando o perfil dos «palácios periclitantes» a um bando de «aristocratas inválidos que se atropelam para apanhar ar fresco.» A escrita é fluente, capaz de cerzir informação prosaica com erudição histórica, sem com isso beliscar a melodia da frase.
(...)
jornal publico

quarta-feira, julho 01, 2009

quando atravessamos o sofrimento...


APRENDER COM A VIDA...

O ANEL DE NIBELUNGO

“ Há vários milhares de anos, desde a que as tribos guerreiras indo-europeias com deuses do céu subjugaram os pacíficos povos adoradores de deusas na velha Europa, a patriarquia ocidental manteve activamente os valores e a autoridade femininos, as deusas e as mulheres, no “seu lugar”, que é o mesmo que dizer que tudo o que é considerado feminino foi dominado, denegrido, negado e activamente oprimido.
(…)
As Árvores e nascentes eram sagradas para a deusa e para os druidas. Assim o freixo do mundo e a nascente também são símbolos da deusa. Construíram-se igrejas em cima dos lugares sagrados nas Ilhas britânicas e na Europa. Os povos que aí prestavam culto foram perseguidos e ultrajados como pagãos e idólatras pelos cristãos.
(…)
Regressar à consciência neste tempo de transição é uma crescente tomada de consciência da sabedoria feminina e da sua repressão, uma recordação mantida viva na mitologia que descrevem o desaparecimento da Deusa da Sabedoria.
(…)
PARA ALÉM DE VALHALLA:
COMO UMA DIMENSÃO PESSOAL PÓS-PATRIARCAL

(…)
A patriarquia tem um profundo domínio sobre as nossas vidas interiores, da mesma maneira que o poder domina o mundo exterior em que vivemos. Se o Valhada (o Castelo de Vottan) desaparece e o anel de poder é resgatado pelo self, é coisa que cada um de nós tem de decidir por si, se for capaz.
O exemplo de Brunnhilde (a valquíria, filha de Vottan) mostra-nos o que podemos aprender com a vida. Quando atravessamos o sofrimento, aceitando a nossa sombra em lugar de a projectarmos sobre os outros, enfrentamos a verdade com compaixão, e temos a coragem de agir com integridade, as nossas defesas e recusas ficam para trás e podemos ver com clareza, e saber o que verdadeiramente importa. Descobrimos então que possuir alguém ou alguma coisa, obter poder sobre os outros, tornar-se famoso agora ou na vida futura, ou conseguir vingança, já não são metas compulsivas. Só então é que é provável que descubramos que existe uma fonte de sabedoria e de cura no mais profundo de nós, que é ouro puro da psique, o amor.
(...)
Excertos do livro O ANEL DO PODER de Jean Shinoda Bolen
(ANÁLISE YUNGUIANA DA ÓPERA DE WAGNER O ANEL DE NIBELUNGO)

PARA LÁ DA HISTÓRIA HUMANA


"Se queres ver a estrela não te fixes no dedo que a aponta".

A história humana tal qual a estudamos na escola é uma tolice sem par. Alguns homens, sempre homens, indo e vindo, matando, pilhando, roubando, impondo seus caprichos sobre outros. Servos que destroem seus opressores e instalam um tipo de opressão ainda pior. Escravos que se tornam peões, que se tornam assalariados e continuam a servir. A implantação do modelo nascido e desenvolvido no Mediterrâneo sobre todos os outros povos. Vimos isso como guerras de conquista, depois como "colonização" e agora o mesmo imperialismo é chamado globalização.
Mas não deixa um minuto de ser o que sempre foi.
Grupos em busca do poder, grupos que se aliam e brigam e voltam a se aliar. Grupos que dominam o poder das armas e grupos que dominam o poder religioso. Assim, matando, subjugando e convertendo os povos, vem esses grupos se espalhando há séculos por todo o mundo e agora dominam-no completamente.
Pense que neste instante estão trabalhando em artefatos nucleares, outros tantos já prontos aguardam em silos e usinas, de segurança duvidosa. Existem mentes brilhantes agora manipulando bactérias e vírus, tentando criar doenças que possam ser lançadas sobre populações especificas, doenças como armas. Contaminar o mundo e criar uma imunidade só nos grupos escolhidos.
Você é tão robotizado que nem sequer pensa nisso?
Que toda, TODA, a vida neste planeta está ameaçada completamente enquanto esses engenhos existirem?

Neste instante alguma mente brilhante foi desviada de seu curso e serve a indústria da guerra: mentes humanas pensando o meio mais letal e eficiente de matar outros seres humanos. Guerra química, guerra biológica, domínio psicológico das massas.


Destruição

Indústrias continuam rasgando a terra, poluindo ar e mar, esquecidos que nossos recursos naturais são finitos e a Terra é como um aquário no meio do grande espaço inter-estelar. Sim um aquário, a mesma limitação de um aquário.
Pense nisto e pense com atenção, faz partes das coisas que te ensinaram a não pensar.
As árvores são organismos geradores de energia.
Cada ser árvore tem sua própria linha evolutiva e quando adultas geram um campo de energia que fortalece a vida como um todo. Árvores adultas geram energia e poderiam nos proteger de certos entes parasitas que tem muito poder sobre a humanidade há alguns milênios.

Nós somos partes da vida.
Não tecemos a teia da vida, somos apenas um de seus fios na vasta trama. E somos afetados por tudo que fazemos à Terra. Tudo que fazemos a Terra fazemos a nós mesmos. Mas somos escravos, embotados e tornados robôs apenas para servir. Nosso orgulho e arrogância nos mantém distantes de qualquer possibilidade de percebermos nossas limitações. Nosso medo nos mantém distante da auto-consciência.
(...)
NUVEM QUE PASSA

COPIADO DE PISTAS DO CAMINHO

PROFECIA OU SONHO?


A Sétima Profecia Maya

"Esta profecia Maya fala-nos do momento em que o sistema solar, em seu giro cíclico, sai da noite para entrar no amanhecer da galáxia. Diz que nos 13 anos que vão desde 1999 a 2012 a luz emitida pela galáxia sincroniza todos os seres vivos e permite-lhes aceder voluntariamente a uma transformação interna que produz novas realidades; que todos os seres humanos têm a oportunidade de mudar e romper suas limitações, recebendo um novo sentido: a comunicação através do pensamento. Os homens que voluntariamente encontrem seu estado de paz interior elevando sua energia vital e levando sua frequência de vibração interior do medo para o amor, poderão captar e expressar-se através do pensamento e assim florescerá o novo sentido.
A energia do raio transmitido desde o centro da galáxia ativa o código genético de origem divina nos homens que estejam numa frequência de vibração alta. Este sentido ampliará a convivência de todos os homens, gerando uma nova realidade individual, colectiva e universal. Uma das maiores transformações ocorrerá a nível planetário, pois todos os homens conectados entre si como um só todo, originarão um novo ser de ordem genética. A reintegração das consciências individuais de milhões de seres humanos acordará uma nova consciência na qual todos compreenderão que são parte de um mesmo organismo gigantesco.
A capacidade de ler o pensamento entre os homens revolucionará totalmente a civilização: desaparecerão todos os limites, terminará a mentira para sempre porque ninguém poderá ocultar nada, começará uma época de transparência e de luz que não poderá ser opacada por nenhuma violência ou emoção negativa, desaparecerão as leis e os controles externos como a polícia e o exército, pois cada ser se fará responsável de seus atos e não terá que implementar um direito ou dever pela força.
Formar-se-á um governo mundial e harmônico com os seres mais sábios do planeta, não existirão fronteiras nem nacionalidades, terminarão os limites impostos pela propriedade privada e não se precisará do dinheiro como meio de intercâmbio; implementar-se-ão tecnologias para manejar a luz e a energia e com elas se transformará a matéria produzindo de maneira singela todo o necessário, pondo fim à pobreza de sempre.
A excelência e o desenvolvimento espiritual serão o resultado de homens em harmonia que realizam as actividades com que vibram mas alto e ao fazê-lo expandirão seu nível de entendimento sobre a ordem universal. Com a comunicação através do pensamento aparecerá um super sistema imunológico que eliminará as vibrações baixas do medo produzidas pelas doenças, prolongando a vida dos homens. A nova era não precisará da aprendizagem do contraste inverso produzido pelas doenças e pelo sofrimento que caracterizaram milhares de anos de história.
Os homens que consciente e voluntariamente encontrem paz interior, entram numa nova época de aprendizagem por contraste harmônico; a comunicação e a reintegração farão com que as experiências, as recordações individuais e os conhecimentos adquiridos estejam disponíveis sem egoísmos para todos os demais. - Será como uma Internet a nível mental que multiplicará exponencialmente a velocidade das descobertas, e que provocará a criação de sinergias nunca antes imaginadas.
Acabar-se-ão os juízos e os valores morais que mudam com as épocas, como a moda. Compreender-se-á que todos os atos da vida são uma maneira de atingir um maior entendimento e harmonia, que o respeito será o elemento fundamental da cultura, transformará o indivíduo e a comunidade e colocará a humanidade na possibilidade de expandir-se pela galáxia. As manifestações artísticas e as atividades recreativas comunitárias ocuparão a mente humana.
Milhares de anos fundados na separação entre os homens que adoraram a um Deus longínquo que julga e castiga, transformar-se-ão para sempre.
O homem viverá a primavera galáctica, o florescimento de uma nova realidade baseada na integração com o planeta e com todos os seres humanos, e para nesse momento compreender que somos parte integral de um único organismo gigantesco e que nos conectaremos com a terra, uns com os outros, com nosso sol e com a galáxia inteira.
Todos os homens compreenderão que o reino mineral, vegetal, animal e toda matéria espalhada pelo universo a todas as escalas, desde o átomo até à galáxia, são seres vivos com uma consciência evolutiva.

A partir de sábado 22 de dezembro do ano 2012 todas as relações estarão baseadas na tolerância e na flexibilidade, pois o homem sentirá a outros como outra parte de si mesmo."

-Em toda época da humanidade existem áqueles que buscam interação com o transcedental e trazem para todos um conhecimento e orientação que vale a pena refletir sobre eles, quer acreditemos ou não. Os sinais estão ai, basta ter olhos de ver!
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