segunda-feira, julho 13, 2009

QUEM SÃO OS ASSASSINOS DAS ESPÉCIES?


A DESTRUIÇÃO DA TERRA MÃE PELOS HOMENS

"Em seus arquivos constava que seus habitantes encontravam-se em estado de total insegurança e corriam o tempo todo, de um lado para o outro, prisioneiros de si mesmos, pela matéria, pelo medo, pelos apegos, conflitos, limitações, desamor e o pior de tudo, pela ânsia do poder. A natureza estava sendo destruída, a mesma natureza que lhes dava o calor e alimento. Incautos, não sabiam que estavam destruindo a si mesmos com suas criações de guerras, doenças e epidemias. Criavam com sua inteligência, poderosos armamentos; manipulavam bactérias e tudo sem antídoto."

In ABERTURA DO 6o. PORTAL DO PROJETO 11:11
Arcanjo Miguel

A CRISE ECOLÓGICA

“Vocês estão-se aproximando de uma crise biológica e a integridade da vossa espécie está ameaçada. As espécies são mantidas na sua forma pela capacidade que vocês têm de senti-las. É por isso que os nativos americanos trabalharam com animais totémicos como aliados. À medida que a crise ecológica se aprofundar, esse conhecimento vai tornar-se cada vez mais importante no planeta Terra. Entretanto, a equipa dos Administradores do Mundo desviou a atenção dos índios, levando-os a dirigirem casinos nas suas terras nativas. A verdadeira missão dos humanos neste planeta é comungarem com todos os outros animais, assim como consigo mesmos, uma vez que os animais expressam o resplendor da inteligência estelar. Entretanto, vocês estão a tentar matar todos os outros animais, pois sofreram uma lavagem cerebral que vos levou a pensar que a consciência humana é própria de um deus. Do meu ponto de vista, os mais potentes assassinos de todos os tempos são os cristãos, porque o cristianismo supõe que os humanos são superiores aos animais. Outras religiões valorizam o misticismo, uma abordagem baseada no sentimento, mas o cristianismo tornou-se tão mental que é letal para todas as formas de vida.”

In “A Agenda Pleiadiana”, Barbara Hand Clow
Copiado de: http://saberdesi.blogspot.com/

ah, perante esta única realidade..



Ah, perante esta única realidade, que é o mistério,
Perante esta única realidade terrível — a de haver uma realidade,
Perante este horrível ser que é haver ser,
Perante este abismo de existir um abismo,
Este abismo de a existência de tudo ser um abismo,
Ser um abismo por simplesmente ser,
Por poder ser,
Por haver ser!
— Perante isto tudo como tudo o que os homens fazem,
Tudo o que os homens dizem,
Tudo quanto constroem, desfazem ou se constrói ou desfaz através deles,
Se empequena!
Não, não se empequena... se transforma em outra coisa —
Numa só coisa tremenda e negra e impossível,
Urna coisa que está para além dos deuses, de Deus, do Destino
—Aquilo que faz que haja deuses e Deus e Destino,
Aquilo que faz que haja ser para que possa haver seres,
Aquilo que subsiste através de todas as formas,
De todas as vidas, abstratas ou concretas,
Eternas ou contingentes,
Verdadeiras ou falsas!
Aquilo que, quando se abrangeu tudo, ainda ficou fora,
Porque quando se abrangeu tudo não se abrangeu explicar por que é um tudo,
Por que há qualquer coisa, por que há qualquer coisa, por que há qualquer coisa!

Minha inteligência tornou-se um coração cheio de pavor,
E é com minhas idéias que tremo, com a minha consciência de mim,
Com a substância essencial do meu ser abstrato
Que sufoco de incompreensível,
Que me esmago de ultratranscendente,
E deste medo, desta angústia, deste perigo do ultra-ser,
Não se pode fugir, não se pode fugir, não se pode fugir!

Cárcere do Ser, não há libertação de ti?
Cárcere de pensar, não há libertação de ti?
Ah, não, nenhuma — nem morte, nem vida, nem Deus!
Nós, irmãos gêmeos do Destino em ambos existirmos,
Nós, irmãos gêmeos dos Deuses todos, de toda a espécie,
Em sermos o mesmo abismo, em sermos a mesma sombra,
Sombra sejamos, ou sejamos luz, sempre a mesma noite.
Ah, se afronto confiado a vida, a incerteza da sorte,
Sorridente, impensando, a possibilidade quotidiana de todos os males,
Inconsciente o mistério de todas as coisas e de todos os gestos,
Por que não afrontarei sorridente, inconsciente, a Morte?
Ignoro-a? Mas que é que eu não ignoro?
A pena em que pego, a letra que escrevo, o papel em que escrevo,
São mistérios menores que a Morte? Como se tudo é o mesmo mistério?
E eu escrevo, estou escrevendo, por uma necessidade sem nada.
Ah, afronte eu como um bicho a morte que ele não sabe que existe!
Tenho eu a inconsciência profunda de todas as coisas naturais,
Pois, por mais consciência que tenha, tudo é inconsciência,
Salvo o ter criado tudo, e o ter criado tudo ainda é inconsciência,
Porque é preciso existir para se criar tudo,
E existir é ser inconsciente, porque existir é ser possível haver ser,
E ser possível haver ser é maior que todos os Deuses.


Álvaro de Campos


Surekha passou quase toda a sua vida nesta jaula com 1x2 metros, num bordel em Mumbai, India. Aqui, ela dorme, prepara as suas refeições, guarda os seus poucos objectos - e foi aqui que ela serviu o cliente que a infectou com HIV



in National Geographic, Setembro 2003



Escravos

As dívidas condenam famílias ao cativeiro durante várias gerações.

Por vezes, pensamos que a escravatura é coisa do passado e as magens que dela temos tendem a remontar ao século XIX: trabalhadores rurais negros agrilhoados. "Nessa época, a escravatura prosperava devido à falta de mão de obra", explica Mike Dottridge, antigo director da Anti-Slavery International, fundada em 1839 para dar seguimento à campanha que já abolira a escravatura no Império Britânico. Em 1850, segundo os estudos sobre escravatura feitos pelo especialista Kevin Bales, o preço médio de um escravo elevava-se a cerca de 35.200 euros, em dinheiro actual.
(...)
"Hoje, as pessoas vulneráveis são aliciadas para a escravatura com dívidas, ns esperança de uma vida melhor. Há muitos seres humanos nessas condições, porque há muita gente desesperada no mundo."
(...)
Embora a globalização tenha facilitado a movimentação de bens e dinheiro em todo o mundo, a compra e venda de seres humanos é um negócio rendível porque quem pretende deslocar-se para os locais onde há emprego enfrenta restrições cada vez mais rígidas em matéria de migração.
Quem não consegue migrar legalmente, ou pagar legalmente, ou pagar adiantado o dinheiro exigido para passar a fronteira de forma clandestina, acaba quase sempre nas mãos das máfias de traficantes.

in http://adufe.weblog.com.pt/arquivo/011375.html

POLÍTICA E CULTURA

Infelizmente não é esta Cultura que vai mudar nada...

Isto vem no sentido de ver como é inútil os encontros entre artistas e políticos, a propósito de se ter dado um encontro entre o 1º ministro e alguns artistas da nossa triste ribalta no Museu do Oriente em Lisboa, à beira Tejo...
Muito à pressa e com medo de perder as eleições próximas, o Sócrates que de filósofo só tem o nome, reuniu alguns actores e músicos, pintores e cantores para falarem das suas aspirações e pretensões...e teria já dito que lamentava nada ter feito ainda pela cultura no País o que subentende uma promessa eleitoral...ele agora vai fazer tudo para sermos mais cultos…mas a questão é que já não se trata de cultura mas de consciência da consciência e isso poucos ou raros têm…
Ademais a Cultura nunca teve nada a ver com a política... podia ter tido com a filosofia ou com a literatura, mas hoje em dia não tem nada a ver com nada...Como se hoje em dia a cultura fosse a algum lado pela mão dos políticos. O futebol sim, mas a cultura? Como se nós não soubéssemos já todos tão bem a velha história dos escritores e poetas malditos e dos artistas à deriva, não reconhecidos, que morrem na miséria...ou abandonados pelas famílias! Como os maiores de todos desde Camões no passado a um grande de “hoje”, como Fernando Pessoa, que morreu na solidão extrema e anónimo e que hoje faz a (vã) glória dos que se promovem a eles e ao País à custa dos seus nomes…
Os artistas que seguem os políticos são artistas de circo, pouco mais, são os que se encostam ao sistema para usufruir deles regalias e não para promover a cultura nem a arte, para não falar em consciência de facto porque isso nem existe seja ela cívica ou humana ou outra (digo psicológica e política) e tirando obviamente a excepção à regra, dos raros que acreditam na democracia e na justiça humana e até podem ser sinceros...De resto todos eles, está na cara, querem é dinheiro e fama; fazem tudo por ego, um ego enorme...e que egos se passeavam pelo Museu do Oriente a cumprimentar e a dar “o sim sr. Ministro”!
Não, não acredito em nenhum político porque eles estão todos nas mãos dos poderes económicos internacionais que controlam o mundo e apenas fazem de conta que são isto ou aquilo...Podem dizer-se socialistas ou liberais ou mesmo fascistas, mas como as ideologias já não existem, acabam todos iguais quando estão no poder.
No poder serão todos obrigados a cumprir com o que lhes é imposto pela União Europeia ou a América, e aos poderes que vem de cima e se o não fizerem serão destronados. Seja o Lula da Silva no Brasil seja o Obama na América. As eleições são sempre uma fraude e directa ou indirectamente manipuladas pelos meios de comunicação social.

Como sempre ao longo da História da humanidade, os povos ou as pessoas não têm qualquer importância para eles, são apenas números ou máquinas que trabalham, consomem e morrem e que se exploram e enganam ao sabor dos seus interesses. A ideia é manter as suas fortunas abissais e os seus sistemas corruptos nas suas mãos dos seus familiares. É assim na Europa, em África na China ou no Japão.
Aristocratas, banqueiros, ex-presidentes, ministros e ultra-milionários que formam o grupo Bildenbergue e outros ainda piores que dominam secretamente ou na Sombra. São eles que controlam as massas, os seus cientistas, artistas e jornalistas e os seus impérios.

Agora os verdadeiros artistas, os escritores e poetas, esses sim deviam fazer a diferença e saber que a política é sempre e apenas defender os interesses de alguns e que só defendem os grandes e os que dominam o Globo. Isso é a globalização e eu não creio no Obama nem no mais democrático ou carismático presidente que não esteja controlado pelo poder central...pelo Governo da Sombra que detém o verdadeiro poder. Os senhores das guerras e das quedas dos seus Governos ou dos Sistemas. Eles têm o poder de mandar matar e de destruir o que quer que lhes faça frente, manipular as populações do mundo através dos media apenas para benefício próprio. Sem qualquer escrúpulo deixar morrer ou matar em nome do seu poder pessoal e familiar. Fazem-nos as etnias primitivas, comandadas de cima, como as sociedades mais "evoluídas" no Ocidente civilizado!
A história do mundo é velha e os homens sempre foram iguais. Nunca deixou de haver “escravidão” - esta apenas mudou de aparência e de forma. As cadeias ou as grades já não são correntes de ferro, mas as férias, casas e carros e empregos de marionetas; os homens são escravos do consumo e das doenças fabricadas por mentes torpes que apenas visam o dinheiro e dar lucro às farmacêuticas e a médicos e psiquiatras... As mulheres são bonecas insufladas e escravas de escravos, e todos nós o somos enquanto este sistema monetário económico perdurar. Continuaremos todos escravos do sistema económico que controla e domina a nossa vida no dia a dia enquanto todos os meios de comunicação social trabalham para os donos do mundo e fazem imperar o medo das doenças e epidemias forjadas, através de uma vida escravizante, de dívidas e preocupações, de uma pseudo educação e cultura que destroem sistematicamente a capacidade de discernimento individual e de pensamento livre e original.

Às pessoas é dado fast food, comida já mastigada, ou mesmo estragada, para a boca e para a mente...e a Humanidade inteira caminha como autómatos que sonham com mais dinheiro e dinheiro e a serem iguais aos heróis da bola e do cinema e o que fazem é seguir fielmente padrões de vida fictícia criada pelos filmes de Hollywood e os seus modelos estereotipados que as populações do mundo absorvem sem pensar, seja no Oriente seja em África.
A nós, os insurrectos do sistema, cabe passar despercebidos ou invisíveis ou fingir que somos loucos…e não dar o ouro ao bandido como eu estou a fazer…
A solução é interior…cabe a cada um descobrir os meios dentro de si mesmo!

rlp

sábado, julho 11, 2009

A MENTIRA GLOBAL...


"O Grupo que Governa o Mundo e que actualmente influencia o vosso planeta é composto por um grupo de famílias, que rondam alguns milhares de pessoas.>

Governam as indústrias bancárias, dos media, educação e da distribuição de conhecimento por todo o vosso globo, e são uma mão cheia de gente que desafia a vossa liberdade. Estão ligadas pelo pensamento a outras entidades, tal como vós todos estais. A diferença é que essas pessoas têm disso consciência, e maioria de vós não, assim elas usam os seus instrumentos e técnicas para vos ligar às entidades que pretendem alimentar.
(...)
Os mistérios e segredos escondidos que as famílias mais importantes do Grupo que Governa o Mundo guardam têm de ser expostos e examinados. Entre a actualidade e 2012, todas as cartas serão postas na mesa, os segredos serão revelados. E esses segredos, pistas para um viver multidimensional, ser-vos-ão revelados para que os possais usar na cura."

IN CHAVES DAS PLEIADES
Barbara Marciniake


"À medida que a Matriz de Controle (que controla, que domina) é desagregada, é dispersa... na proporção em que essa matriz de cegueira, de visão materialista, vai sendo desactivada, o espaço vibratório que vai sendo disponibilizado é preenchido por um varrimento de Liberdade Macrocósmica que começa a envolver a Terra... como um Hino..."
(...)
ANDRÉ LOURO D'ALMEIDA

QUEM SÃO OS VERDADEIROS PORCOS?

PANDEMIA DE LUCRO

Que interesses económicos se movem por detrás da gripe porcina???

No mundo, a cada ano morrem milhões de pessoas vitimas da Malária que se
podia prevenir com um simples mosquiteiro.

Os noticiários, disto nada falam!

No mundo, por ano morrem 2 milhões de crianças com diarreia que se poderia evitar com um simples soro que custa 25 centimos.

Os noticiários disto nada falam!

Sarampo, pneumonia e enfermidades curáveis com vacinas baratas, provocam a morte de 10 milhões de pessoas a cada ano.

Os noticiários disto nada falam!

Mas há cerca de 10 anos, quando apareceu a famosa gripe das avesŠ Šonoticiários mundiais inundaram-se de noticiasŠ Uma epidemia, a mais perigosa de todasŠ Uma Pandemia! Só se falava da terrífica enfermidade das aves.

Não obstante, a gripe das aves apenas causou a morte de 250 pessoas, em 10 anosŠ 25 mortos por ano.
A gripe comum, mata por ano meio milhão de pessoas no mundo. Meio milhão contra 25.
Um momento, um momento. Então, porque se armou tanto escândalo com a gripe
das aves?
Porque atrás desses frangos havia um ³galo², um galo de crista grande.
A farmacêutica transnacional Roche com o seu famoso Tamiflú vendeu milhões de doses aos países asiáticos.

Ainda que o Tamiflú seja de duvidosa eficácia, o governo britânico comprou 14 milhões de doses para prevenir a sua população.

Com a gripe das aves, a Roche e a Relenza, as duas maiores empresa farmacêuticas que vendem os antivirais, obtiveram milhões de dólares de lucro.

-Antes com os frangos e agora com os porcos.
-Sim, agora começou a psicose da gripe porcina. E todos os noticiários do mundo só falam dissoŠ
-Já não se fala da crise económica nem dos torturados em GuantánamoŠ
-Só a gripe porcina, a gripe dos porcosŠ

-E eu pergunto-me: se atrás dos frangos havia um ³galo²Š ¿ atrás dos porcosŠ não haverá um ³grande porco²?

A empresa norte-americana Gilead Sciences tem a patente do Tamiflú. A principal accionista desta empresa é nada menos que um personagem sinistro, DonaL Rumsfeld, secretario da defesa de George Bush, artífice da guerra contra Iraque.

Os accionistas das farmacêuticas Roche e Relenza estão esfregando as mãos, estão felizes pelas suas vendas novamente milionárias com duvidoso Tamiflú.

A verdadeira pandemia é de lucro, os enormes lucros destes mercenários da saúde.

Não nego as necessárias medidas de precaução que estão a ser tomadas pelos países. Mas se a gripe porcina é uma pandemia tão terrível como anunciam os meios de comunicação.
Se a Organização Mundial de Saúde se preocupa tanto com esta enfermidade, porque não a declara como um problema de saúde pública mundial e autoriza o fabrico de medicamentos genéricos para combatê-la?

Prescindir das patentes da Roche e Relenza e distribuir medicamentos
genéricos gratuitos a todos os países, especialmente os pobres. Essa
seria a melhor solução.

PASSEM ESTA MENSAGEM POR TODOS LADOS, COMO SE TRATASSE DE UMA VACINA, PARA QUE TODOS CONHEÇAM A REALIDADE DESTA ³PANDEMIA².


recebido por email

quinta-feira, julho 09, 2009

A FARSA DO EU...


"A farsa de termos já um "eu’ é o primeiro empecilho para um trabalho profundo sobre nossa realidade. Jogamos uma energia imensa para manter a idéia desse "eu" que é aglomerado e que foi " feito em nós" não "por nós". Esta consciência não pode ser apenas intelectual. Não adianta você ler isso. Você precisa meditar, por muito tempo e atentamente para perceber isso. Todas as escolas trabalham com exercícios para que essa percepção seja possível.

Portanto seguir lendo este trabalho e o compreender indica que você já trabalhou o suficiente para compreender que o que chamamos "eu" é um agregado. Algumas escolas falam de muitos "egos", outras de muitas "personalidades". Personas, máscaras que usamos para nos comunicar com o mundo.

Quem é esse nós que se comunica?
Quem usa as máscaras?

Há uma unidade, algo, alguém? Ou são só fluxos, que focados sob a lente do presente parecem ser algo, parecem ter unidade e existência própria, mas são apenas momentos num fluir constante? Não passe apenas por essas questões, pense nelas, visualize, pare, respire e leia de novo esta página. Todas as escolas tocam nesse ponto. Percebemos o mundo a nossa volta. E quando níveis mais amplos de consciência são atingidos, algo permanece existindo.

A psicologia ocidental em quase sua totalidade só se interessa pelos estados outros de consciência que não o usual quando estes são patológicos, isto é, não integrados no indivíduo. Esquizofrenia, psicoses, neuroses, este é o campo que tais escolas lidam. Escolas como a junguiana e a transpessoal são exceções importantes, que embora de forma tímida, dão os primeiros passos no estudo dos níveis alterados de consciência nos quais ela não se fragmenta ou descompensa, mas se amplia. De uma forma primária ainda chamam tais estados de transe, muitas vezes considerando-os ocorrência fugidias , como acessos que vem e vão.

Mas outras escolas de psicologia mais sofisticadas como a budhista , tanto o ramo Chan e Zen, como o Tibetano, a Taoista, compreendem que existem outros estados de consciência e podemos não apenas incidir neles mas ampliar a tal ponto nossa percepção que um novo mundo se descortina aos nossos olhos, ampliado por podermos perceber mais. Um desses estados é conhecido como o estado de Arhat. Após um trabalho disciplinado o ser passa a interagir de forma mais consciente com o meio e assim ao invés de estados ilusórios passa a perceber o mundo como ele de fato é, com seus fluxos e mutações. Costuma-se dizer que o Arhat vê a essência das coisas e não apenas a superfície. Todo trabalho é realizado em etapas.

Em relação a energia por exemplo, como veremos mais adiante. É importante em primeiro lugar poupar energia, pois precisamos de energia para começar o trabalho sobre nós mesmos. Isto é fundamental, temos de aprender a deixar de gastar energia com hábitos tolos, com posturas existenciais que comprovadamente não levam a nada, só a um esgotamento de nós mesmos.

Em segundo lugar é o momento de recanalizar a energia, reconhecer que os focos nos quais a energia foi anteriormente aplicada eram determinados pelo sistema que nos criou, o qual tem seus próprios fins, bem distantes da autoconsciência e do equilíbrio."

IN http://pistasdocaminho.blogspot.com/

quarta-feira, julho 08, 2009

SERÁ QUE O GÉNIO SÓ POR SI EXISTE?


«A ficção é necessária para desembaraço de inconfessáveis segredos e decepções.» ANTÓNIO OSÓRIO


A propósito desta frase, pensei como nunca consegui escrever ficção, (tirando uma vez, em adolescente, em que escrevi um enredo hiper romântico, para captar a atenção de uma professora de quem gostava muito), fora isso nem um conto sequer e menos ainda um romance…por mais que pense fazê-lo às vezes não vejo qualquer utilidade nisso nem sinto a profunda motivação que é sempre a dor de um amor rejeitado, o abandono de alguém muito querido, a sua morte ou a traição do melhor amigo!

Por outro lado, vivi num tempo em que os conceitos e os preconceitos mudaram muito na minha geração, que foi pioneira de novas ideias e liberdades, e por isso mesmo os sentimentos mais inconfessos se tornaram banais e aceites, ou porque tive eu essa coragem, acabei sempre por confessar os meus segredos e expressar as minhas decepções; mas creio sobretudo que nunca escrevi um romance porque não me quero vingar de nada nem de ninguém e já perdoei aos "meus" mortos tanto como aos vivos o mal que porventura ou desgraça me fizeram…as dores ou decepções que me causaram.
Também não quis a vã glória nem a fama e o dinheiro não se ganha a escrever…sem o tráfico das influências…e lutas partidárias, ou não o fiz simplesmente porque eu não tenho génio, admito isso perfeitamente. Mas para escrever um “bom romance” com muito enredo e muito sangue, percebo que tem de haver qualquer coisa muito forte como raiva, ódio ou desespero, em suma: GRANDES COMPLEXOS. Parece ser essa a mola da criatividade, porque a pura inspiração é outra, é sobrenatural, é amor sem reversos nem ódios e essa não é deste plano.
Por outro lado uma certa influência da filosofia hindu contribuiu bastante para este meu sentimento de desistência das coisas mundanas e da entrega do ego; o cedo largar mão das coisas que queremos ou desejamos, porque é perigoso desejá-las pois nunca sabemos Karmicamente o que é mal e bem, nem quem fez ou faz primeiro mal a quem; assim, vale mais acreditar que tudo o que acontece, acontece por bem…e mesmo o mal que nos acontece pode ser a salvação de uma coisa bem pior… como eles dizem, os indianos...
Os enredos humanos tal como as grandes epopeias são sempre histórias de egos, lutas de poder, conquistas e guerras entre o amor e o ódio, vinganças e paixões…
E no final das contas, dos anos, ou séculos depois, vimos como tudo nesta vida passa e muda, como tudo é efémero; nós próprios mudamos tanto por fora (e por dentro), que nos tornamos irreconhecíveis…só a nossa alma que é eterna não muda e essa dimensão só a vivemos na plenitude da solidão…longe das audiências e do enredo humano.
Ai já nada precisamos provar a ninguém, nem sequer confessar os nossos pecados porque os não temos…

Nesse lugar do Ser, inatingível pela mente humana, a que as religiões chamam deus, vemos como são meras ilusões, todas as convicções, visões pessoais deformadas pelo nosso ego, e que todas nos levaram à morte, o espelho derradeiro do verdadeiro SER…

rlp

terça-feira, julho 07, 2009

UMA VISÃO PESSOAL E INTRANSMISSÍVEL...?

GOSTO DO MEU PENTEADO...

Hoje dei uma volta pelos Blogues portugueses..."os sérios", claro. Não o fazia há muito tempo. Fiquei impressionada...
Os blogues portugueses são todos muito filosóficos, pretenciosos, sorumbáticos, eruditos, cépticos ou jocosos e outros bem cretinos. Mas em geral são blogues muito sérios que versam arte, literatura, política e homossexualidade...assumidamente, ou não...
Não são de todo como os brasileiros, a que estou mais habituada, actuais, dinâmicos, ligeiros ou mais profundos, soltos e variados...
Neles não há nada sobre o clima e as mudanças do Planeta, nada de transcendências nem de "new age"! Só coisas económicas, concretas e objectivas! Falo dos sérios, claro, porque também há cada vez mais blogues alternativos, até demais: de reiky, meditações e mantras e yoga, de astrologia e mística, canalizações e profecias, curas e terapias várias; já há mais oferta que procura e mais terapeutas que pacientes...mas, infelizmente de deusas ninguém fala...
Por cá parece que só eu...
Sim, por cá, as deusas estão muito mal vistas e desacreditadas, e portanto tudo o que lembre videntes, bruxas, sacerdotisas ou feiticeiras são desprestigiadas ou nem merecem qualquer atenção.

É o caso de Mulheres & Deusas!

A Inquisição portuguesa foi duradoura e doirada...os patriarcas portugueses continuam fiéis a Roma, seja ao papa seja a Berluscone, mesmo os agnósticos ou os maçónicos continuam a servir o espírito misógino dos gregos e romanos. Mulheres só as deles…e as aderentes, as “bem comportadas”, como sempre…as que obedecem ao Sistema e estão dentro dele!

Os blogues portugueses são tão sérios e intelectuais, que metem respeito e medem as devidas distâncias...são muito viris, muito didáticos e muito machos, os que o são, mas patristas obviamente são-no todos e mais papistas do que o papa. Todos são mais ou menos misóginos: deles estão ausentes as mulheres intelectuais e escritoras, irrelevantes no panorama nacional e se aparecem são fotos sugestivas de mulheres quase nuas ou são apenas “as gajas”...que ilustram um poema de desejo do macho…o que é raro, pois os poetas de hoje e de renome parece que são todos gays.
Poetisas ou escritoras nem pensar...claro que também há blogues de mulheres escritoras, jornalistas e políticas, doutoras, muito eruditas, sempre fiéis ao Pai ou ao patrono e outros mais divertidos como a Bomba Inteligente, (uma loura que não é estúpida) por exemplo e escolho este porque o título diz tudo; este como outros têm todos umas pitadas de erotismo e artistas de classe, sempre as melhores...são muito modernos, falam de música e de moda e dos filmes da berra...(já nem sei se usa este termo que esteve na berra o meu tempo de mulher jovem e já madura) ou a Rititi, muito cotado ou apreciado pelos congéneres masculinos, que diz palavrões como os homens e é desassombrada na sua linguagem, muito influenciada por Espanha e a sua cultura: o seu símbolo é um touro preto com t...vermelhos...Já foi a entrevistas à televisão e também publicou um livro do blogue como eu...mas não é feminista nem nada...e não tem papas na língua, mas falar-lhe de deusas devia-se ficar a rir à gargalhada uma noite inteira…
Eu percebo que um Blogue que não tenha o selo da vigência patrista, machista e intelectual ou político, não tem valor no panorama nacional. Tal como um livro ou uma pessoa, assim em ordem decrescente...E quem não aparecer ou não for falado nas televisões, nas notícias por destaque o mais banal que seja, então nem existe...é um zero À ESQUERDA E À DIREITA.
Por todas estas razões eu sei que não existo para os blogues caseiros ou para os média e portanto quer como mulher quer como deusa ou bruxa, eu própria sou uma espécie de Cassandra votada ao descrédito pelos machos, pelos apolíneos e pederastas, e ainda pelo lobby gay e lésbico...
Assim vou sobrevivendo, como blogue, claro, do Brasil e das minhas amigas/os anónimas brasileiros...


Rosa Leonor Pedro

domingo, julho 05, 2009

ninguém o sabe...


"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."
*
Estás só.
Ninguém o sabe.
Cala e finge.
Mas finge sem fingimento.
Nada 'speres que em ti já não exista,
Cada um consigo é triste.
Tens sol se há sol, ramos se ramos buscas,
Sorte se a sorte é dada.
*
Breve o dia, breve o ano, breve tudo.
Não tarda nada sermos.
Isto, pensado, me de a mente absorve
Todos mais pensamentos.
O mesmo breve ser da mágoa pesa-me,
Que, inda que mágoa, é vida.

(fernando pessoa - heterónimos)

"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis "
(Frases e Pensamentos de FERNANDO PESSOA)