domingo, agosto 09, 2009

O SANGUE É SAGRADO


O ciclo menstrual é aliado, e não inimigo,
do equilíbrio feminino

Por Dr. Eliezer Berenstein

Nos últimos anos, um modismo passou a ser rotina dos tratamentos ginecológicos brasileiros — a supressão da menstruação. Mas, seria ela realmente uma sangria inútil? No livro A INTELIGÊNCIA HORMONAL DA MULHER, o Dr. Eliezer Berenstein afirma que o ciclo menstrual é o aliado número um da mulher, uma prova de que o organismo feminino está em sintonia com a natureza e fundamental para o seu equilíbrio físico e psicológico.

Na obra, Dr. Eliezer explica que o cérebro feminino é inundado de hormônios ao longo do mês. Por isso, ao se interromper a menstruação, a harmonia do ciclo hormonal estará comprometida. O autor assinala, ainda, o risco das doses extras de testosterona — método para a interrupção do sangramento — aplicadas nas pacientes que desejam encerrar o ciclo menstrual: "elas podem ficar masculinizadas".

O Dr. Berenstein lembra que a mulher é um ser essencialmente hormonal. Da espécie humana que vivia nas cavernas à mulher moderna, toda a evolução do físico feminino foi impulsionada graças às ações dos hormônios. Substâncias que transformaram o corpo da fêmea em um verdadeiro caldeirão em ebulição. Os hormônios influenciam desde a aparência da pele até as respostas cardíacas. Do temperamento às doenças psíquicas, como a depressão. Da T.P.M à libido. São tão fundamentais que o Dr. Berenstein sugere uma nova classificação de inteligência: a Inteligência Hormonal (QH).
Conhecer os hormônios e como eles agem no organismo é a chave, segundo o médico, para se tirar proveito dos benefícios que essas substâncias podem proporcionar. E, assim, melhorar o QH. O livro traz uma tabela que auxilia a mulher na identificação dos hormônios em destaque ao longo do ciclo. Na primeira fase do ciclo, por exemplo, predomina o estrogênio. Nesses dias, a mulher está pronta para o jogo da sedução e para a competição. Com a QH como aliada, as mulheres ganham qualidade de vida, passam a enfrentar melhor o cotidiano, o trabalho e as relações pessoais. Por isso, argumenta Berenstein, a menstruação é primordial ao corpo feminino.*


“Percebam que menstruação é saúde, é poder, é feminilidade, é magia do sagrado feminino, é empoderar-se, é um tempo para cuidar de si mesma, enfim é um momento especial e sagrado, para ser aproveitado ao máximo com honra e respeito por si mesma.”

Citação de Carla Lampert - em feminino essencial

sexta-feira, agosto 07, 2009

uma pequena nota

BLOGUES E LINKES
Queria apenas referir que sigo alguns blogues anonimamente e que o não faço publicamente porque seria injusto referenciar uns e deixar outros de fora. Segui a mesma linha para os linkes...

Aprecio e estou grata ao meus seguidores, visito os blogues que me seguem, gosto de ver o perfil dos seus autores, mas não gosto de destacar nenhum em particular. Adotei este critério há muito tempo para não ceder à valorização de uns nem à desvalorização de outros. Assim apenas tenho os linkes dos meus Blogues e dos que colaboro.

De qualquer modo, como sabem, vou sempre destacando textos e Blogues que seguem a minha linha e com os quais estou em plena sintonia.

Não me levem a mal as amigas fiéis nem as infiéis, amigos e simpatizantes...
Com todo o carinho e consideração, sempre,

rosa leonor

OS HOMENS NÃO OUVEM AS MULHERES...


A PALAVRA DE MULHER NÃO VALE UM CHAVO...

“Na verdade nem todos os jantares acabam de forma tão lastimável. No entanto, qualquer que seja o enredo, a palavra da mulher não vale nada. O seu desejo é acessório. O facto de ela dizer que não, não está previsto no programa. Quem não se lembra de um anúncio (...) onde aparecia uma mulher negra fantástica e cujo slogan era: “mesmo que digam não, percebemos que sim”. As feministas tentaram retirar o cartaz. Ninguém lhes deu ouvidos. Não achas isso incrível?(…)
No entanto ninguém ficou chocado, ou seja, perceber sim quando a mulher diz não, faz parte das coisas que passam despercebidas. Será porque são demasiado habituais? O discurso feminino é captado pelos homens como um ruído de fundo.
(...) Eles não têm ouvidos para as mulheres. Isso não lhes interessa. Não há lugar no nosso sistema para aquilo que não interessa aos homens. (…)
As mulheres têm a opção entre não dizer nada ou só dizer aquilo que eles querem ouvir.”


in “Todos os homens são iguais...mesmo as mulheres”
Isabelle Alonso


Este pequeno excerto vem apenas ilustrar esta ideia curiosa precisamente porque passa desapercebida ao grande público e aos leitores em geral – homens e mulheres - de que a mulher não é ouvida na sua realidade seja ela qual for e a sua palavra de facto não vale nada.

Vem isto a propósito de umas mensagens de que fui alvo no decorrer da semana às quais respondi inicialmente tentando esclarecer o fulano que mas mandava que, primeiro, se devia ter enganado no número, depois, que não estava interessada nesse tipo de conversa e ainda que era uma senhora de idade...Nada resultou! O dito indivíduo, fez ouvidos de mercador, continuou a propor-me situações de encontro e intenções equivocadas, a que eu deixei de responder mas, ainda antes de ter filtrado o número (desconhecido), recebi a mensagem: “ando doido a pensar todo o dia em nós, porque não nos encontramos e esclarecemos isto tranquilamente”...

Em NÓS?
Desde quando “nós”?


Sim, é verdade que há aquele lugar comum de que o "amor" é cego...e que um homem, por suposto, "apaixonado" não pensa... Mas essa foi a "treta" com que nos tramaram... A verdade é que eu disse NÃO, que não o conhecia nem queria conhecer, que não estava interessada em conversas daquelas, que já tinha uma certa idade, para parar de me enviar mensagens que eu não responderia mais...Tudo isto com delicadeza!
Mas Não, não serviu de nada. O dito anónimo passou por cima da minha palavra, da minha vontade, da minha idade...e isto só pode ser encarado como violência psicológica e uma forma de agressão subtil; mostra claramente a falta do mais elementar respeito que os homens em geral têm pela mulher...Por fim alguém me ensinou a filtrar o número e assim nunca mais recebi mensagens incómodas, invasivas, forçadas.
Exemplos destes há muitos. Ainda ontem, na andar de cima, do meu vizinho que até é educado, o filho deste e os amigos a quem ele emprestou a casa para o fim-de-semana, fizeram uma tal algazarra até às 3 da manhã como se estivessem na quinta do pai em vez de um pequeno apartamento frente ao mar...
Eu que sou celibatária por opção e senhora da minha vida vejo como não estou ao abrigo dessa violência meramente por desrespeito da Mulher e sobretudo da mulher que vive sozinha, sem o macho que a “proteja! Esta é a mentalidade não só na França, onde vive a autora do livro e que fala obviamente dos franceses, como dos portugueses que ainda são piores; sabemos que os países, mesmo sendo mais ou menos civilizados aqui ou ali, como mundo dos Homens é todo igual. A palavra das mulheres não vale mesmo nada!

A Foto: Há lugares onde tudo é muito mais grave como ilustra a imagem que não é de jantar em Paris mas de um filme baseado num caso verdadeiro...
"Uma mulher iraniana é condenada injustamente por adultério, amarrada, amordaçada e enterrada na terra até a cintura, para então ser morta a pedradas numa sequência sangrenta e chocante de um filme que chega aos cinemas americanos esta semana.

"The stoning of Soraya M." (O apedrejamento de Soraya M.) é uma dramatização baseada no best-seller do mesmo título escrito por um jornalista franco-iraniano sobre a morte de uma mulher num povoado iraniano em 1986."

rlp

quinta-feira, agosto 06, 2009

A VERDADEIRA MAGIA


"A CONSCIÊNCIA SIMPÁTICA"...


A CONSCIÊNCIA TEM FUNDAMENTALMENTE DOIS ASPECTOS:
UM É O RESULTADO DE COMPARAÇÕES,
O OUTRO É O RESULTADO DA IDENTIFICAÇÃO;
UMA É ORGÂNICA OU CEREBRAL, A OUTRA VITAL OU FUNCIONAL.

(...)

Quando queremos passar do saber clássico (esta esclerose do génio) ao pensamento fecundo não nos basta a mecânica cerebral. Quando antes dizíamos, que devemos dirigir-nos necessariamente ao que constitui a verdadeira Magia, a Evocação, que há acordo ou desacordo na conexão das noções e das memórias, recorríamos a outro poder em nós mesmos, o que procede da nossa consciência inata, fonte do sentido da Harmonia. Este poder será, se for efectivo, a causa do Génio, do Pensamento criador, no sentido em que ultrapassa o conhecido, o classificado.

Não é esta consciência uma nova via, imposta ao decadente mundo actual, a que incita a arte a destruir o Ídolo de ontem para tentar a expressão irracional?
Busca-se a concordância de elementos de “sensações” esquecendo a sua conexão racional – desejando-se levar por inércia do hábito adquirido. Criam-se meios, imagens, formas que “evocam” um sentimento, uma emoção e provocam uma reacção vital. E a Arte é o arauto da mentalidade de uma época, o porta voz da tendência íntima.

A Inteligência do Coração, que estabelece a relação da Consciência inata com a observação do facto, é a Identificação.

Identificação significa viver com e no feito observado, sermos nós próprio o feito, experimentar e actuar, sofrer, alegrar-se com ele. Esta é a “Consciência Simpática” e não uma consciência subjectiva que a lógica pretende opor à Consciência objectiva. Sem dúvida, presta-se a confusões: a consciência cerebral se inscreve de maneira cerebral como acabamos de dizer e a Consciência inata inscreve-se na natureza dos organismos, ou seja, que o móbil da sua função é o impulso da sua necessidade, a Ideia o princípio de Harmonia. No ser humano, no animal superior, isto cria a emotividade.•

Quanto maior é a sensibilidade emotiva, melhor se pode expressar a Consciência inata. Se o feito observado provoca uma “sensação”, uma reacção tipo egocêntrico, com que estamos ante a consciência subjectiva. Se o feito é observado por uma pessoa em estado de neutralidade, um estado impessoal, estamos diante da Consciência simpática. Daí todos estes problemas se resolvem numa cultura que implique um desprender-se do egoísmo e do domínio da parte mental (do filme cerebral).
(...)
in “ESOTERISMO E SIMBOLISMO” - R.A.SCHWALLER DE LUBICZ

A VERDADE ESTÁ DENTRO DE TI


"Ó TU QUE PROCURAS, FICA SABENDO QUE O CAMINHO
DA VERDADE ESTÁ DENTRO DE TI."

- Sufi Sheik Badrutin


"Fim do Mundo

Algumas pessoas se preocupam com o fim do mundo sem se perceberem que a morte, venha da maneira como vier, é sempre um fenômeno individual. E como tal implica tão somente no fim do mundo da própria pessoa. Assim termos tais como fim do mundo, apocalipse e a data do momento 2.012 são apenas maneiras de alimentar uma fantasia, uma ilusão que esconde o fenômeno da própria morte como algo inteiramente pessoal e que pode ocorrer a qualquer instante, não pela colisão de um astro com a Terra, mas por um simples tropeço no paralelepípedo da esquina. Assim escapamos da nossa responsabilidade primordial, viver as nossas próprias vidas, aqui e agora, com toda a impecabilidade que nos é possível.
"

- EU NÃO PODIA SER MAIS EXPLÍCITA NEM ESTAR MAIS DE ACORDO...

IN: http://pistasdocaminho.blogspot.com/


"No fundo, o homem religioso é um hedonista. O instinto religioso de modo geral é um instinto de prazer, de ter tudo resolvido na vida. Deter-se só perante a Verdade é doloroso para o homem. A realidade é muda e fria."

in "TEXTOS FILOSÓFICOS" de Fernando Pessoa

quarta-feira, agosto 05, 2009

INTRIGANTE, PLAUSÍVEL E FASCINANTE...



Zacharia Sitchin e os Anunnaki

Zecharia Sitchin é lingüista, perito em escrita cuneiforme (suméria) e em muitas outras linguagens antigas. Em 1976, publicou The Tewlfht Planet e assim começou sua trajetória transformadora da pesquisa da história antiga. Em 1993, lançou seu sexto livro, parte da série de Earth Chronicles (Crônicas da Terra) - When Time Began. Este último livro fala das relações entre o complexo calendário de Stonehenge, as ruínas de Tiahuanacu, no Peru, a antiga cultura suméria e, por extensão, a conexão desses monumentos antigos com os Anunnaki. Sitchin defende que os Anunnaki não são uma alegoria ou criação fabulosa dos sumérios; antes, são seres humanóides que habitam o misterioso planeta Nibiru. A órbita excêntrica, extensa de Nibiru, faz com que o planeta passe milênios totalmente invisível à observação no centro do sistema solar. Zecharia Sitchin acredita que quando a posição de Nibiru é favorável, ciclicamente, os Anunnaki - habitantes de Nibiru - visitam a Terra e interferem no curso da história humana. O ano de Nibiru corresponde a 3 mil e 600 anos terrenos, período regular de intervalo entre as visitas dos Anunnaki.

Sitchin já decifrou mais de dois mil cilindros e fragmentos de cerâmica com inscrições da Mesopotâmia, alguns de 4.000 a.C., que fazem parte do acervo de museus de todo o mundo. Um desses fragmentos, que se encontra na Alemanha, indica que a Terra é o "sétimo planeta", contando a partir de Plutão. Ocorre que Plutão somente foi descoberto pela astronomia moderna no início do século XX. Como os sumérios poderiam saber de tal coisa?

O lingüísta acredita que, na antiguidade, seres extraterrenos conviveram com antigos mesopotâmicos e foram os "instrutores", os deuses da humanidade dos primeiros tempos históricos (pós-advento da escrita). Comparando as mitologias da Criação de diferentes culturas, verifica-se a coincidência dos mitos, que são recorrentes nas referências a uma "colonização" ou instrução das primeiras nações humanas por seres superiores, que vieram do espaço e se encarregam de ensinar aos homens primitivos as "artes" que caracterizam as civilizações.
(...)

Anunnaki

ANUNNAKI, ANU-NA-KI, "Os do Céu que Estão Na Terra", ou "Aqueles que Vieram do Céu para a Terra"

A história ortodoxa considera que os Anunnaki eram divindades que faziam parte do panteão sumérico e acádio, entretanto o historiador e linguista, Zecharia Sitchin, especialista em traduções de tabletes cuneiformes, revela que para os sumérios e babilônios os Anunnaki eram, literalmente astronautas extraterrestres que aterrisaram na região onde se situa o Iraque, há aproximadamente 450.000 anos atrás, em uma missão de mineração, que se extendeu do Oriente Médio até a África. Liderados por EA/ENKI, o "Senhor Cuja Casa é a Água", um grupo inicial de 50 Anunnaki se estabeleceu em três bases: ERIDU, EDIN e ABZU c/ o objetivo de obter ouro, em quantidade suficiente p/ sanar os problemas no ecossistema de seu planeta natal, NIBIRU. Outros Anunnaki, os IGIGI, teriam fixado bases em Marte e na nossa lua. Posteriormente uma nova equipe chegou à Terra, liderada por ENLIL, o "Senhor do Comando" e por NINTI/NINHARSAG, a "Senhora da Vida". Segundo os sumérios, o trabalho de mineração ficou comprometido por rebeliões entre os próprios Anunnaki, o que levou ENKI e NINTI, brilhantes cientistas, à interferir no ritmo evolutivo do tipo humanóide simiesco que habitava o planeta. E através de experiências de engenharia genética, foi obtido o protótipo do "Homo Sapiens", chamado pelos sumérios de ADAPA/ADAMU, o "homem primordial" ou "raça primordial".
Óbviamente que a ciência ortodoxa, impregnada pelo falho darwinismo, não admite tais explicações, contudo os textos sumérios constituem o "elo perdido" entre o evolucionismo e o criacionismo!

Os Anunnaki teriam elevado o homem da terra ao nível civilizado, erguendo poderosas civilizações na Mesopotâmia, América Central, Ásia e no Mediterrâneo. As provas de sua passagem pela Terra estão espalhadas por vários lugares. Construções megalíticas, de arquitetura inusitada e perfeição matemática, como o complexo de Gizé, no Egito; os complexos piramidais de Tiahuanaco e Sacsyahuaman, na América Central; as recém descobertas ruínas submersas de Yonaguni, Japão; entre outras. Segundo os sumérios, à cada 3.600 anos o planeta NIBIRU, completa um período orbital em torno do nosso sol e durante sua aproximação da Terra, diversos cataclismas se sucedem. Os Anunnaki, então aproveitariam essa "janela" cósmica, para retornarem à Terra

Relação Biblico-judaica

Na Bíblia poderiam estar relacionados como os Enaquins, ou por comparação, poderiam ser aqueles a quem os Hebreus chamaram de Nefilim ou Nephalim ( génesis 6 )que é uma forma plural (im) da palavra Nephal que sugere uma queda, descida ou aterrisagem.
Os anunnaki, seriam os mesmos nefilim do Gênesis 6 e do Salmo 82, são os deuses da antiguidade, seriam os habitantes de Nibiru/Marduk, 10º planeta do sistema solar.

Obtido em:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Anunnaki

VER EM:http://es.octopop.com/Comunidad_-Misterios-da-Humanidade-_7844627_-Zacharia-Sitchin-e-os-Anunnaki-_24421770.html


- AFINAL QUE HISTÓRIA É A QUE NOS CONTAM HÁ MILÉNIOS?
QUAL É A VERDADEIRA E A MAIS CREDÍVEL? NÃO EXISTE...


Vivemos entre histórias e mitos, crenças e fanatismos, guerras e pandemias, entre ditadores e criminosos sem querer ver a loucura com que todos pactuamos e achamos que somos civilizados e livres...e nem sequer sabemos quem somos nem de onde viemos...
Como animais acossados pelo medo da morte, da fome e das doenças, produzimos-consumimos e morremos sem nunca saber o real sentido da vida...
As Religiões mentem-nos sobre um deus e um diabo, os Governos exploram-nos, a cultura engana-nos e os poderosos matam-o nos por impérios...
O Bancos controlam o Mundo...o dinheiro é a grande peste, a besta do Apocalipse!
rlp

terça-feira, agosto 04, 2009

AS DEUSAS... E AS MULHERES...


Índia: “um terrível lugar para nascer mulher”
(Dezembro 2, 2007 – 12:03 am
Publicado em Infanticídio)

“Mulher indiana sofre e a sua consciência tortura-a”
Na Índia, o nascimento de crianças do sexo feminino é um desaire para a família, incluindo para a própria mãe, para a qual, pior do que as dores do parto, é o facto de saber que deu à luz uma menina. Os olhares, vozes e gestos dos membros da sua família e comunidade são de repúdio, consternação e incúria. Muitas parturientes de meninas são negligenciadas, maltratadas e, inclusivamente, abandonadas pelos seus maridos.

De acordo com a UNICEF, o distrito de Shravasti constitui a pior região indiana para nascer mulher. No “Global Gender Gap Report 2007”, a Índia ocupa a 114ª posição, num conjunto de 128 países: a igualdade na educação, a saúde e a economia são muitíssimo débeis no país.

Para a sociedade indiana, a mulher representa um pesado encargo financeiro, uma vez que, aquando do casamento, a família da noiva terá de efectuar o pagamento do dote. Na verdade, o sistema tradicional do casamento indiano determina que “as raparigas deixam a casa dos seus pais permanentemente no dia do seu casamento” para integrar o núcleo familiar do seu marido, acompanhadas por um “montante significativo”. Não obstante a ilegalidade do dote – desde 1960 –, este é uma prática corrente entre os indianos, e fundamente nefasta para a mulher. Nela, vêem somente o dispêndio de cifrões em vez da sua identidade própria, confinam-na ao menosprezo e à segregação, cerceiam os seus direitos fundamentais.

“Ouço-as gritar dentro de mim: mamã não me mates!”

Na índia, bem como no Paquistão e na China, o infanticídio e o feticídio femininos são amplamente praticados. Por meio de “um processo psicológico que a comunidade desenvolve”, as indianas são instigadas a matar as suas próprias filhas. A pressão recai sempre na mãe da criança, consideradas, frequentemente, culpadas pelo nascimento de uma rapariga – “há cada vez mais sogras a queimar as noras vivas”. Por isso, muitas indianas matam as suas filhas antes ou após o parto. Com o desenvolvimento tecnológico, muitas recorrem à selecção pré-natal do sexo da criança no sentido de evitar o nascimento de meninas. Este recurso redunda, frequentemente, no feticídio feminino. Na Índia, estima-se que cerca de 10 milhões de fetos femininos foram abortados nos últimos 20 anos. A erradicação de tais práticas exige uma mudança de atitudes, o banimento das barreiras mentais edificadas pelo patriarcado e nutridas pela pobreza e fechamento intelectual. Secundando a especialista em Política Social da UNICEF, Rama Subrahmanian, “não é possível para estes lugares não mudar. Mas a absorção no mainstream não acontece rapidamente”.

Anabela Santos

segunda-feira, agosto 03, 2009

KALI - A DESTRUIDORA DO DEMÓNIO RAKTABIJA


Kali, do sânscrito Kālī काली (que significa, literalmente, A Negra), é uma das divindades mais cultuadas do Hinduísmo. Apresenta-se com aspecto terrível e a tradição inclui sacrifícios animais e antigamente humanos -- segundo observado ainda pelos colonizadores ingleses no século XIX.[carece de fontes?]

No entanto, no paganismo ela é a verdadeira representação da natureza e é também considerada por muitas pessoas a essência de tudo o que é realidade e a fonte da existência do ser. Deusa da morte e da sexualidade, Kali - cujo nome, em sânscrito, significa "negra" - é a esposa do deus Shiva, segundo o tântrismo é a divina Mãe do universo, destruidora de toda a maldade. É representada como uma mulher exuberante, de pele escura, que traz um colar de crânios em volta do pescoço e uma saia de braços decepados - expressando, assim, a implacabilidade da morte.

A lenda conta que, numa luta entre Durga e o demônio Raktabija, este fez o desespero de Durga com um maléfico poder: cada gota do sangue se transformava em um demônio. Durga e Shiva, ao tentar matar os vários demônios que surgiam a cada gota de sangue, cortavam a cabeça (e daí nasciam mais e mais demônios). Já em desespero, surge Kali, que cortava as cabeças e lambia o sangue (daí representado pelo colar de cabeças, pela adaga e a língua de fora). Assim, dizimou os demônios-clones de Raktabija.

Mas Kali não é uma deusa do mal pois, na verdade, o papel de ceifadora de vidas é absolutamente indispensável para a manutenção do mundo. Os devotos são recompensados com poderes paranormais e com uma morte sem sofrimentos.

Kali é a destruidora do demônio Raktabija. Ela é também uma das formas da deusa Parvati, esposa de Shiva.

A figura da deusa tem quatro braços, o corpo pintado de vermelho sombrio, os olhos ferozmente arregalados, os cabelos revoltos, a língua pendente, os lábios tintos de hena e bétele. No pescoço traz um colar de cabeças humanas, e nos flancos uma faixa de mãos decepadas. Sempre é representada em pé sobre o corpo caído do esposo Shiva.

Apesar da aparência malvada, Kali é só mal compreendida pelas pessoas. Ela mostra o lado escuro da mulher e a verdadeira força feminina. Kali é venerada na Índia como uma mãe.[carece de fontes?]


http://pt.wikipedia.org/wiki/Kali

KALI - A GRANDE MÃE DOS HINDUS


(...)

É fácil identificar Sarah como mais uma das muitas virgens negras que podem ser encontradas no mundo. Sara-la-Kali, diz a tradição, vinha de uma nobre linhagem, e conhecia os segredos do mundo. Seria, no meu entender, mais uma dasmuitas manifestações do que chamam a Grande Mãe, a Deusa da Criação.
E não me surpreende que cada vez mais pessoas se interessem pelas tradições pagãs. Por quê? Porque o Deus Pai é sempre associado com o rigor e a disciplina do culto. A Deusa Mãe, pelo contrário, mostra a importância do amor acima de todas as proibições e tabus que conhecemos. O fenômeno não é novidade: sempre que a religião endurece suas normas, um grupo significativo de pessoas tende a ir em busca de mais liberdade no contato espiritual. Isso aconteceu durante a Idade Média, quando a Igreja Católica limitava-se a criar impostos e construir conventos cheios de luxo; como reação, assistimos ao surgimento de um fenômeno chamado “feitiçaria”, que, apesar de reprimido por causa de seu caráter revolucionário, deixou raízes e tradições que conseguiram sobreviver todos estes séculos.
Nas tradições pagãs, o culto da natureza é mais importante que a reverência aos livros sagrados; a Deusa está em tudo, e tudo faz parte da Deusa. O mundo é apenas uma expressão de sua bondade.

Existem muitos sistemas filosóficos — como o taoísmo ou o budismo — que eliminam a idéia da distinção entre o criador e a criatura. As pessoas não tentam mais decifrar o mistério da vida, e sim fazer parte dele; também no taoísmo e no budismo, mesmo sem a figura feminina, o princípio central afirma que “tudo é uma coisa só”. No culto da Grande Mãe, o que chamamos de “pecado”, geralmente uma transgressão de códigos morais arbitrários, deixa de existir; sexo e costumes são mais livres, porque fazem parte da natureza, e não podem ser considerados como frutos do mal.
O novo paganismo mostra que o homem é capaz de viver sem uma religião instituída
, e ao mesmo tempo continuar na busca espiritual para justificar sua existência. Se Deus é mãe, então tudo que é necessário é juntar-se e adorá-la através de ritos que procuram satisfazer sua alma feminina — como a dança, o fogo, a água, o ar, a terra, os cantos, a música, as flores, a beleza. A tendência vem crescendo de maneira gigantesca nos últimos anos. Talvez estejamos diante de um momento muito importante na história do mundo, quando finalmente o Espírito se integra com a Matéria, os dois se unificam, e se transformam. Ao mesmo tempo, estimo que haverá uma reação muito violenta das instituições religiosas organizadas, que começam a perder fiéis. O fundamentalismo deve crescer, e instalar-se em todos os cantos.

Como historiador, me contento em coletar dados e analisar esta confrontação entre a liberdade de adorar e a obrigação de obedecer. Entre o Deus que controla o mundo e a Deusa que é parte do mundo. Entre as pessoas que se unem em grupos em que a celebração é feita de modo espontâneo, e aquelas que vão se fechando em círculos onde aprendem o que deve e o que não deve ser feito.
Gostaria de estar otimista, de achar que finalmente o ser humano encontrou seu caminho para o mundo espiritual.
Mas os sinais não são tão positivos assim: uma nova perseguição conservadora, como já aconteceu muitas vezes no passado, pode sufocar novamente o culto da Mãe.

In: A Bruxa de Portobello.Pág:265
Enviado por Disa - a alta sacerdotisa...

domingo, agosto 02, 2009

OS CAMINHOS INICIÁTICOS...


As Iniciações Colectivas e Individuais

Vou tentar delinear o misterioso e transcendente caminho iniciático, baseada nas experiências vividas por mim nesta existência e que foram obviamente o resultado de outras Iniciações em vidas anteriores. Há uma estrada de desenvolvimento, vagarosa, pontuada por marcos, que são as Iniciações em espiral infinita. Através das reincarnações e Iniciações sucessivas, o homem vai progredindo, até atingir o grau elevado de expansão de consciência que o torna capaz de conhecer a sua meta Divina, sinal da proximidade da libertação ou Iniciação Maior. Mas que caminhada até chegar a este estado.
Quando Thot-Hermes, no Egipto, começou a transmitir aos homens a beleza do amor e do conhecimento, disse:
«Oh povo nascido na terra, vós que vos abandonastes à embriaguês, ao sono, à ignorância de Deus, deixai de chafurdar como crápulas, pois tendes a potência de participar da imortalidade». Sendo a Criação ou Manifestação o envio dum Pensamento de Deus e tendo vindo a esta manifestação os que se identificaram com esse Pensamento, eles constituíram a humanidade e passaram a agir guiados sempre pela força desse Pensamento que os liga como uma “massa”. No caminhar vulgar da evolução, lenta e automática, a humanidade age geralmente por pensamentos colectivos provindos da mente comum, como que hipnotizada. E, quando alguém emite um pensamento suficientemente forte, pode ser seguido por milhares ou milhões de seres. São muitos os exemplos, desde as formas mais elevadas e poderosas das mensagens de líderes políticos, religiosos e filósofos, até às marcas publicitárias que se tornam famosas e dominam o mundo inteiro. Portanto, o homem tem-se habituado a viver guiado por algo ou alguém. Não tem pensamento próprio e é assim que passa pelas Iniciações Colectivas que abrangem a “massa” humana, estando durante este estágio de homogeneidade esquecido da sua origem, até ficar capaz de compreender que necessita de voltar à Consciência Espiritual, ou de religar a individualidade ao Todo. Assim, só quando a Alma está na reascensão à Divindade é que se torna independente, afasta-se desse pensamento colectivo e ruma em sentido inverso. Por isso os seres que buscam Deus por vontade própria remam contra a “maré” dos homens, provocando oposições. Por esta razão é que os grandes seres que fizeram a história humana foram sempre perseguidos e incompreendidos não só pelas suas formas de viver mas, principalmente, pelas suas ideias inovadoras e algo perturbadoras para a inteligência comum. Vêem coisas que os outros não vêem, ao ultrapassarem as aparências. São Iniciados que já passaram pelas Iniciações Menores e estão a passar ou a preparar-se para as Iniciações Maiores.

Vemos então que há duas espécies de Iniciações: a Colectiva e a Individual. A Colectiva é aquela em que a humanidade, num todo, passa por diversos graus, desenvolvendo qualidades e sofrendo transformações, mas em que o homem tem pouca consciência das metamorfoses e valores adquiridos. Sabe que goza e sofre, mas não tem a lucidez para compreender a vantagem das transformações, pois vive numa constante procura de estabilidade e felicidade terrena.
Como ponto máximo das Iniciações Colectivas temos as Iniciações Menores, altura em que começa o caminho probatório e em que se procura o auto-conhecimento para aperfeiçoamento do carácter. É neste estágio que se desenvolve mais o sentimento devocional ou religioso e, se procura um guru (1) ou mestre, pois as Iniciações Menores são necessariamente dirigidas por gurus. Guiado pelo guru, mestre ou hierofante, no caso do antigo Egipto e Grécia, o discípulo dedica-se a superar, em formas progressivas de conduta, os valores próprios da condição humana. Vai aprendendo a morrer para esta vida e a renascer com outro modo de ser.
Finalmente, temos as Iniciações Individuais ou Iniciações Maiores, que contribuem para a libertação total terrena ou iluminação. Não acontecem porque o Iniciado queira, mas porque traz capacidades espirituais desenvolvidas doutras vidas e que possibilitam a Graça Divina: Ela ocorre e tudo brota espontaneamente do seu interior, pois é um Iniciado em potência, obtendo as experiências espirituais sem esforço, livre de qualquer ambição espiritual. É num estado de Graça que se passam as Iniciações Maiores, em solidão e em ligação directa com a Divindade.

O que são então as Iniciações?____________
(1) Guru, palavra sânscrita, um pai espiritual ou preceptor, de quem um jovem recebe o mantra, iniciatório ou prece, que o instrui nos Shāstras (escrituras) e dirige as cerimónias até à investidura, que é celebrada pelo mestre ou āchārya. A apelidação honorífica de um preceptor.
M. Williams.
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São mortes simbólicas, caracterizadas por intensas transformações dos estados mentais, psicológicos e espirituais do Iniciado.Essencialmente a base é esta, sendo as diferenças nos modos de se processarem essas Iniciações, dependentes do estado evolutivo de cada ser. As Iniciações não são iguais, no sentido psíquico, psicológico ou ainda, espiritual do termo, para todos. Se analisarmos a vida de santos e santas, por exemplo, vemos que o que receberam de Cristo ou Deus como directrizes no caminho, estava apenas de acordo com os seus estados psíquicos e sentimentais, para uma forma muito pessoal de transformação, ou entendimento das coisas divinas. Todas são diferentes, embora as linhas gerais sejam coincidentes. Estão sempre em conformidade, não só com o grau de desenvolvimento espiritual, como também com as limitações mentais e conceptuais dos tempos ou épocas em que esses seres vivem, e de acordo também com a missão de cada um e, com as qualidades ou virtudes a desenvolver e as falhas a comutar. Numa terminologia oriental, diríamos que estão de acordo com o karma individual e colectivo. Assim, um ser que ainda não esteja pronto para desprender-se definitivamente da Terra, recebe interior e exteriormente ensinamentos bem diferentes daquele que já está na total Renúncia à condição humana. Mas, mesmo aqueles que estão em condições semelhantes, os seus interiores e karma podem ser tão diferentes, ao ponto de haver ensinamentos antagónicos. Cada pessoa cria um mundo em torno de si; a forma como vemos o mundo é criada por nós e, por isso, depende da nossa atitude achá-lo bom ou mau e termos os ensinamentos adequados ao estado mental criado.
AS INICIAÇÕES, de Maria - Colecção «Missão Lusa»

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