domingo, agosto 09, 2009

A TENDÊNCIA MISÓGINA DO BUDISMO


TAL COMO NO OCIDENTE Também no oriente a Mulher e o Princípio Feminino foram denegridos pelos monges...

“Onde quer que o fanatismo antivital do princípio espiritual masculino seja dominante, o Feminino adquire uma feição negativa e perversa, precisamente em seu aspecto criador, mantenedor e intensificador de vida”.

Isto significa que a vida – e o Grande Feminino é o seu arquétipo – fascina e prende, seduz e encanta. Os impulsos e instintos naturais subjugam os seres humanos e o princípio masculino da luz e da consciência usa para isso a trama da vida, o véu de Maya, a ilusão “encantatória” da vida neste mundo.

Por essa razão, O Grande Feminino, que deseja a permanência e não a mudança, a eternidade e não a transformação, a lei e não a espontaneidade criadora, é descriminado e visto para seu descrédito como demoníaco por um tal princípio masculino da consciência.

"Assim procedendo, contudo, o princípio masculino consciente deprecia inteiramente o aspecto interior espiritual do princípio feminino, que exalta o homem mundano pela transformação espiritual e glorifica, ao conduzi-lo ao seu mais elevado significado.

(...) Entre os tibetanos, o demônio da Roda do Mundo é considerado igualmente feminino e interpretado como a Feiticeira Srinmo. Isso é em parte devido à tendência misógina do budismo que considera a mulher o principal obstáculo à salvação, pelo facto de ela gerar continuamente novas vidas, e de ser o instrumento da paixão sob o jugo da qual padece o mundo.”
CATHERINE DESPEUX
in TAOISMO Y ALQUIMIA FEMININA

O NOSSO MAIOR ALIADO...


ALQUIMIA INTERNA FEMININA

Homens e mulheres têm coexistido desde muito tempo atrás. Porém, o percentual de homens que atingiram sucesso no Taoísmo tem sido muito maior entre os homens que entre as mulheres. Porquê?

Há muitas razões. Algumas delas são: na China antiga, homens eram livres para viajar por toda parte. Já as mulheres tinham que ficar em casa e não lhes era permitido sair. Isso as restringia de encontrarem um mentor. Havia um bom número de livros de treinamento voltados para os homens, mas quase nenhum para as mulheres. Homens iam para as escolas e podiam ler. Mulheres eram em geral iletradas. Mesmo se houvessem livros para mulheres e elas pudessem ler e lhes fosse permitido viajar e encontrar um mestre, o percentual daquelas que seriam bem sucedidas ainda seria menor que o percentual dos homens. Isso porque ainda há alguns problemas intrínsecos no treinamento feminino.

Alguns dos problemas: quase sempre as mulheres não conheciam o valor. Para aquelas que eram avisadas do valor, elas não queriam abrir mão da sua vida habitual. Para algumas das que abdicavam da vida normal para viver em um templo taoísta, não havia um direcionamento para que pudessem se aperfeiçoar. Algumas não sabiam que existem diferenças no treinamento entre homens e mulheres. Algumas erroneamente assumiam que a posição do dan tian no corpo para os homens é a mesma que para as mulheres. Elas não se deram conta que "cortar a cabeça do dragão vermelho" é o mais fundamental no treino feminino.

NOTA: "cortar a cabeça do dragão vermelho" é um jargão taoísta que significa parar o ciclo feminino.

Algumas eram tão orgulhosas de si mesmas e consideravam serem capazes de cortar a cabeça do dragão vermelho sem a ajuda de um mestre. Algumas morreram devido ao treino inapropriado do QI. Algumas não souberam a diferença na sequência de treinamento entre homens e mulheres. Outras desistiram no meio do caminho. Algumas delas pensaram ter alcançado o estágio final quando estavam na metade. Algumas nem sequer tentaram.
Todos esses fatores impedem as chances de sucesso. Para alcançar resultados, há de se conhecer o caminho.

Existem 3 aspectos: 1 - caráter, 2 características corporais e, 3 método para treinamento. Por natureza, masculino é Yang, Yang é transparente. Feminino é Yin, Yin é opaco. As características masculinas são calor/dureza, velocidade, complexidade e as características femininas são suavidade, lentidão, simplicidade/ pureza. Masculino é ativo e pode causar perda de QI. Feminino é calmo/tranquilo e pode restringir o fluxo de QI. É difícil acalmar o QI masculino. É fácil para o feminino guardar (acumular, abastecer) o QI. Essa é a diferença das características.

A vida dos homens está no "QI XUE" enquanto nas mulheres é no peito. A mais importante essência para o homem é o esperma, que é branco e por isso chamado de "tigre branco". Para as mulheres, o sangue é o mais importante e é chamado de dragão vermelho. Enquanto o esperma é "YANG", também há "YIN" nele. Enquanto o sangue feminino é "YIN", há "YANG" nele. Há grande quantidade de "QI" no esperma, mas não tanto "QI" no sangue das mulheres. Essa é a diferença nas características físicas. Homens deveriam treinar primeiro a essência básica e então a qualidade externa. Mulheres deveriam treinar primeiro as qualidades externas e depois a essência básica. Quando o homem puder parar a ejaculação, isso é chamado "dominar o tigre branco". Quando a mulher puder parar o ciclo menstrual, isso é chamado "cortar a cabeça do dragão vermelho". Homens deveriam atingir o fluxo reverso do esperma e o sangue feminino deveria retornar ao coração.

Para mulheres com menstruação irregular, ela deve aprimorar o sangue, para aprimorar a conexão dos meridianos e fortalecer os órgãos internos, assim a menstruação retornará ao normal. Somente então, ela poderá iniciar o treinamento de cortar a cabeça do dragão vermelho. Quando o dragão vermelho for decaptado, o treinamento para adquirir qualidade externa estará completado. Nesse estágio, o corpo feminino se tornará puro "YANG" advindo do "YIN" e será opaco. Daí em diante, ela deveria manter o treinamento em estado de Neidan/Meditação.

NOTA: o método de treino para meditação é o mesmo que para os homens.

Tradução: Thiago
http://holosgaia.blogspot.com/2009/07/alquimia-interna-feminina_06.html

Apesar de estar apenas no início de uma longa caminhada em busca de sabedoria, não concordo com a visão taoísta de que a mulher deve abdicar do poder do sangue.(Quem sou eu para discordar de milhares de anos de sabedoria oriental?)Mas realmente não consigo aceitar este princípio de que a mulher tem que cortar o seu poder mais precioso para se tornar masculinizada(Yang), como único modo de conseguir a iluminação. Penso que deve ser realmente ao contrário, a mulher deve reforçar o seu lado Yin.Toda a filosofia que desconsidera este aspecto no seu treinamento espiritual, não merece o meu crédito. O Dragão Vermelho na verdade é nosso grande aliado.
A sociedade patriarcal sempre nos fez pensar exatamente assim por ser mais cômodo e seguro para ela, e o medo ancestral masculino em relação ao Dragão Vermelho nos pede para "cortar a cabeça" e seguirmos caladas ou nos tornarmos Yang para ter acesso ao poder tido como essencialmente masculino.


Anna:

Você há tempos enviou-me este texto com a sua legítima pergunta e natural sabedoria, porque as mulheres são as donas do seu corpo e do seu sangue e sabem intuitivamente a verdade...eu não podia estar mais de acordo consigo...tanto que
ao encontrar hoje este texto no feminino essencial pensei em si...talvez a resposta mais elucidadtiva esteja no texto abaixo...tanto como a que está em cima...
rl

O SANGUE É SAGRADO


O ciclo menstrual é aliado, e não inimigo,
do equilíbrio feminino

Por Dr. Eliezer Berenstein

Nos últimos anos, um modismo passou a ser rotina dos tratamentos ginecológicos brasileiros — a supressão da menstruação. Mas, seria ela realmente uma sangria inútil? No livro A INTELIGÊNCIA HORMONAL DA MULHER, o Dr. Eliezer Berenstein afirma que o ciclo menstrual é o aliado número um da mulher, uma prova de que o organismo feminino está em sintonia com a natureza e fundamental para o seu equilíbrio físico e psicológico.

Na obra, Dr. Eliezer explica que o cérebro feminino é inundado de hormônios ao longo do mês. Por isso, ao se interromper a menstruação, a harmonia do ciclo hormonal estará comprometida. O autor assinala, ainda, o risco das doses extras de testosterona — método para a interrupção do sangramento — aplicadas nas pacientes que desejam encerrar o ciclo menstrual: "elas podem ficar masculinizadas".

O Dr. Berenstein lembra que a mulher é um ser essencialmente hormonal. Da espécie humana que vivia nas cavernas à mulher moderna, toda a evolução do físico feminino foi impulsionada graças às ações dos hormônios. Substâncias que transformaram o corpo da fêmea em um verdadeiro caldeirão em ebulição. Os hormônios influenciam desde a aparência da pele até as respostas cardíacas. Do temperamento às doenças psíquicas, como a depressão. Da T.P.M à libido. São tão fundamentais que o Dr. Berenstein sugere uma nova classificação de inteligência: a Inteligência Hormonal (QH).
Conhecer os hormônios e como eles agem no organismo é a chave, segundo o médico, para se tirar proveito dos benefícios que essas substâncias podem proporcionar. E, assim, melhorar o QH. O livro traz uma tabela que auxilia a mulher na identificação dos hormônios em destaque ao longo do ciclo. Na primeira fase do ciclo, por exemplo, predomina o estrogênio. Nesses dias, a mulher está pronta para o jogo da sedução e para a competição. Com a QH como aliada, as mulheres ganham qualidade de vida, passam a enfrentar melhor o cotidiano, o trabalho e as relações pessoais. Por isso, argumenta Berenstein, a menstruação é primordial ao corpo feminino.*


“Percebam que menstruação é saúde, é poder, é feminilidade, é magia do sagrado feminino, é empoderar-se, é um tempo para cuidar de si mesma, enfim é um momento especial e sagrado, para ser aproveitado ao máximo com honra e respeito por si mesma.”

Citação de Carla Lampert - em feminino essencial

sexta-feira, agosto 07, 2009

uma pequena nota

BLOGUES E LINKES
Queria apenas referir que sigo alguns blogues anonimamente e que o não faço publicamente porque seria injusto referenciar uns e deixar outros de fora. Segui a mesma linha para os linkes...

Aprecio e estou grata ao meus seguidores, visito os blogues que me seguem, gosto de ver o perfil dos seus autores, mas não gosto de destacar nenhum em particular. Adotei este critério há muito tempo para não ceder à valorização de uns nem à desvalorização de outros. Assim apenas tenho os linkes dos meus Blogues e dos que colaboro.

De qualquer modo, como sabem, vou sempre destacando textos e Blogues que seguem a minha linha e com os quais estou em plena sintonia.

Não me levem a mal as amigas fiéis nem as infiéis, amigos e simpatizantes...
Com todo o carinho e consideração, sempre,

rosa leonor

OS HOMENS NÃO OUVEM AS MULHERES...


A PALAVRA DE MULHER NÃO VALE UM CHAVO...

“Na verdade nem todos os jantares acabam de forma tão lastimável. No entanto, qualquer que seja o enredo, a palavra da mulher não vale nada. O seu desejo é acessório. O facto de ela dizer que não, não está previsto no programa. Quem não se lembra de um anúncio (...) onde aparecia uma mulher negra fantástica e cujo slogan era: “mesmo que digam não, percebemos que sim”. As feministas tentaram retirar o cartaz. Ninguém lhes deu ouvidos. Não achas isso incrível?(…)
No entanto ninguém ficou chocado, ou seja, perceber sim quando a mulher diz não, faz parte das coisas que passam despercebidas. Será porque são demasiado habituais? O discurso feminino é captado pelos homens como um ruído de fundo.
(...) Eles não têm ouvidos para as mulheres. Isso não lhes interessa. Não há lugar no nosso sistema para aquilo que não interessa aos homens. (…)
As mulheres têm a opção entre não dizer nada ou só dizer aquilo que eles querem ouvir.”


in “Todos os homens são iguais...mesmo as mulheres”
Isabelle Alonso


Este pequeno excerto vem apenas ilustrar esta ideia curiosa precisamente porque passa desapercebida ao grande público e aos leitores em geral – homens e mulheres - de que a mulher não é ouvida na sua realidade seja ela qual for e a sua palavra de facto não vale nada.

Vem isto a propósito de umas mensagens de que fui alvo no decorrer da semana às quais respondi inicialmente tentando esclarecer o fulano que mas mandava que, primeiro, se devia ter enganado no número, depois, que não estava interessada nesse tipo de conversa e ainda que era uma senhora de idade...Nada resultou! O dito indivíduo, fez ouvidos de mercador, continuou a propor-me situações de encontro e intenções equivocadas, a que eu deixei de responder mas, ainda antes de ter filtrado o número (desconhecido), recebi a mensagem: “ando doido a pensar todo o dia em nós, porque não nos encontramos e esclarecemos isto tranquilamente”...

Em NÓS?
Desde quando “nós”?


Sim, é verdade que há aquele lugar comum de que o "amor" é cego...e que um homem, por suposto, "apaixonado" não pensa... Mas essa foi a "treta" com que nos tramaram... A verdade é que eu disse NÃO, que não o conhecia nem queria conhecer, que não estava interessada em conversas daquelas, que já tinha uma certa idade, para parar de me enviar mensagens que eu não responderia mais...Tudo isto com delicadeza!
Mas Não, não serviu de nada. O dito anónimo passou por cima da minha palavra, da minha vontade, da minha idade...e isto só pode ser encarado como violência psicológica e uma forma de agressão subtil; mostra claramente a falta do mais elementar respeito que os homens em geral têm pela mulher...Por fim alguém me ensinou a filtrar o número e assim nunca mais recebi mensagens incómodas, invasivas, forçadas.
Exemplos destes há muitos. Ainda ontem, na andar de cima, do meu vizinho que até é educado, o filho deste e os amigos a quem ele emprestou a casa para o fim-de-semana, fizeram uma tal algazarra até às 3 da manhã como se estivessem na quinta do pai em vez de um pequeno apartamento frente ao mar...
Eu que sou celibatária por opção e senhora da minha vida vejo como não estou ao abrigo dessa violência meramente por desrespeito da Mulher e sobretudo da mulher que vive sozinha, sem o macho que a “proteja! Esta é a mentalidade não só na França, onde vive a autora do livro e que fala obviamente dos franceses, como dos portugueses que ainda são piores; sabemos que os países, mesmo sendo mais ou menos civilizados aqui ou ali, como mundo dos Homens é todo igual. A palavra das mulheres não vale mesmo nada!

A Foto: Há lugares onde tudo é muito mais grave como ilustra a imagem que não é de jantar em Paris mas de um filme baseado num caso verdadeiro...
"Uma mulher iraniana é condenada injustamente por adultério, amarrada, amordaçada e enterrada na terra até a cintura, para então ser morta a pedradas numa sequência sangrenta e chocante de um filme que chega aos cinemas americanos esta semana.

"The stoning of Soraya M." (O apedrejamento de Soraya M.) é uma dramatização baseada no best-seller do mesmo título escrito por um jornalista franco-iraniano sobre a morte de uma mulher num povoado iraniano em 1986."

rlp

quinta-feira, agosto 06, 2009

A VERDADEIRA MAGIA


"A CONSCIÊNCIA SIMPÁTICA"...


A CONSCIÊNCIA TEM FUNDAMENTALMENTE DOIS ASPECTOS:
UM É O RESULTADO DE COMPARAÇÕES,
O OUTRO É O RESULTADO DA IDENTIFICAÇÃO;
UMA É ORGÂNICA OU CEREBRAL, A OUTRA VITAL OU FUNCIONAL.

(...)

Quando queremos passar do saber clássico (esta esclerose do génio) ao pensamento fecundo não nos basta a mecânica cerebral. Quando antes dizíamos, que devemos dirigir-nos necessariamente ao que constitui a verdadeira Magia, a Evocação, que há acordo ou desacordo na conexão das noções e das memórias, recorríamos a outro poder em nós mesmos, o que procede da nossa consciência inata, fonte do sentido da Harmonia. Este poder será, se for efectivo, a causa do Génio, do Pensamento criador, no sentido em que ultrapassa o conhecido, o classificado.

Não é esta consciência uma nova via, imposta ao decadente mundo actual, a que incita a arte a destruir o Ídolo de ontem para tentar a expressão irracional?
Busca-se a concordância de elementos de “sensações” esquecendo a sua conexão racional – desejando-se levar por inércia do hábito adquirido. Criam-se meios, imagens, formas que “evocam” um sentimento, uma emoção e provocam uma reacção vital. E a Arte é o arauto da mentalidade de uma época, o porta voz da tendência íntima.

A Inteligência do Coração, que estabelece a relação da Consciência inata com a observação do facto, é a Identificação.

Identificação significa viver com e no feito observado, sermos nós próprio o feito, experimentar e actuar, sofrer, alegrar-se com ele. Esta é a “Consciência Simpática” e não uma consciência subjectiva que a lógica pretende opor à Consciência objectiva. Sem dúvida, presta-se a confusões: a consciência cerebral se inscreve de maneira cerebral como acabamos de dizer e a Consciência inata inscreve-se na natureza dos organismos, ou seja, que o móbil da sua função é o impulso da sua necessidade, a Ideia o princípio de Harmonia. No ser humano, no animal superior, isto cria a emotividade.•

Quanto maior é a sensibilidade emotiva, melhor se pode expressar a Consciência inata. Se o feito observado provoca uma “sensação”, uma reacção tipo egocêntrico, com que estamos ante a consciência subjectiva. Se o feito é observado por uma pessoa em estado de neutralidade, um estado impessoal, estamos diante da Consciência simpática. Daí todos estes problemas se resolvem numa cultura que implique um desprender-se do egoísmo e do domínio da parte mental (do filme cerebral).
(...)
in “ESOTERISMO E SIMBOLISMO” - R.A.SCHWALLER DE LUBICZ

A VERDADE ESTÁ DENTRO DE TI


"Ó TU QUE PROCURAS, FICA SABENDO QUE O CAMINHO
DA VERDADE ESTÁ DENTRO DE TI."

- Sufi Sheik Badrutin


"Fim do Mundo

Algumas pessoas se preocupam com o fim do mundo sem se perceberem que a morte, venha da maneira como vier, é sempre um fenômeno individual. E como tal implica tão somente no fim do mundo da própria pessoa. Assim termos tais como fim do mundo, apocalipse e a data do momento 2.012 são apenas maneiras de alimentar uma fantasia, uma ilusão que esconde o fenômeno da própria morte como algo inteiramente pessoal e que pode ocorrer a qualquer instante, não pela colisão de um astro com a Terra, mas por um simples tropeço no paralelepípedo da esquina. Assim escapamos da nossa responsabilidade primordial, viver as nossas próprias vidas, aqui e agora, com toda a impecabilidade que nos é possível.
"

- EU NÃO PODIA SER MAIS EXPLÍCITA NEM ESTAR MAIS DE ACORDO...

IN: http://pistasdocaminho.blogspot.com/


"No fundo, o homem religioso é um hedonista. O instinto religioso de modo geral é um instinto de prazer, de ter tudo resolvido na vida. Deter-se só perante a Verdade é doloroso para o homem. A realidade é muda e fria."

in "TEXTOS FILOSÓFICOS" de Fernando Pessoa

quarta-feira, agosto 05, 2009

INTRIGANTE, PLAUSÍVEL E FASCINANTE...



Zacharia Sitchin e os Anunnaki

Zecharia Sitchin é lingüista, perito em escrita cuneiforme (suméria) e em muitas outras linguagens antigas. Em 1976, publicou The Tewlfht Planet e assim começou sua trajetória transformadora da pesquisa da história antiga. Em 1993, lançou seu sexto livro, parte da série de Earth Chronicles (Crônicas da Terra) - When Time Began. Este último livro fala das relações entre o complexo calendário de Stonehenge, as ruínas de Tiahuanacu, no Peru, a antiga cultura suméria e, por extensão, a conexão desses monumentos antigos com os Anunnaki. Sitchin defende que os Anunnaki não são uma alegoria ou criação fabulosa dos sumérios; antes, são seres humanóides que habitam o misterioso planeta Nibiru. A órbita excêntrica, extensa de Nibiru, faz com que o planeta passe milênios totalmente invisível à observação no centro do sistema solar. Zecharia Sitchin acredita que quando a posição de Nibiru é favorável, ciclicamente, os Anunnaki - habitantes de Nibiru - visitam a Terra e interferem no curso da história humana. O ano de Nibiru corresponde a 3 mil e 600 anos terrenos, período regular de intervalo entre as visitas dos Anunnaki.

Sitchin já decifrou mais de dois mil cilindros e fragmentos de cerâmica com inscrições da Mesopotâmia, alguns de 4.000 a.C., que fazem parte do acervo de museus de todo o mundo. Um desses fragmentos, que se encontra na Alemanha, indica que a Terra é o "sétimo planeta", contando a partir de Plutão. Ocorre que Plutão somente foi descoberto pela astronomia moderna no início do século XX. Como os sumérios poderiam saber de tal coisa?

O lingüísta acredita que, na antiguidade, seres extraterrenos conviveram com antigos mesopotâmicos e foram os "instrutores", os deuses da humanidade dos primeiros tempos históricos (pós-advento da escrita). Comparando as mitologias da Criação de diferentes culturas, verifica-se a coincidência dos mitos, que são recorrentes nas referências a uma "colonização" ou instrução das primeiras nações humanas por seres superiores, que vieram do espaço e se encarregam de ensinar aos homens primitivos as "artes" que caracterizam as civilizações.
(...)

Anunnaki

ANUNNAKI, ANU-NA-KI, "Os do Céu que Estão Na Terra", ou "Aqueles que Vieram do Céu para a Terra"

A história ortodoxa considera que os Anunnaki eram divindades que faziam parte do panteão sumérico e acádio, entretanto o historiador e linguista, Zecharia Sitchin, especialista em traduções de tabletes cuneiformes, revela que para os sumérios e babilônios os Anunnaki eram, literalmente astronautas extraterrestres que aterrisaram na região onde se situa o Iraque, há aproximadamente 450.000 anos atrás, em uma missão de mineração, que se extendeu do Oriente Médio até a África. Liderados por EA/ENKI, o "Senhor Cuja Casa é a Água", um grupo inicial de 50 Anunnaki se estabeleceu em três bases: ERIDU, EDIN e ABZU c/ o objetivo de obter ouro, em quantidade suficiente p/ sanar os problemas no ecossistema de seu planeta natal, NIBIRU. Outros Anunnaki, os IGIGI, teriam fixado bases em Marte e na nossa lua. Posteriormente uma nova equipe chegou à Terra, liderada por ENLIL, o "Senhor do Comando" e por NINTI/NINHARSAG, a "Senhora da Vida". Segundo os sumérios, o trabalho de mineração ficou comprometido por rebeliões entre os próprios Anunnaki, o que levou ENKI e NINTI, brilhantes cientistas, à interferir no ritmo evolutivo do tipo humanóide simiesco que habitava o planeta. E através de experiências de engenharia genética, foi obtido o protótipo do "Homo Sapiens", chamado pelos sumérios de ADAPA/ADAMU, o "homem primordial" ou "raça primordial".
Óbviamente que a ciência ortodoxa, impregnada pelo falho darwinismo, não admite tais explicações, contudo os textos sumérios constituem o "elo perdido" entre o evolucionismo e o criacionismo!

Os Anunnaki teriam elevado o homem da terra ao nível civilizado, erguendo poderosas civilizações na Mesopotâmia, América Central, Ásia e no Mediterrâneo. As provas de sua passagem pela Terra estão espalhadas por vários lugares. Construções megalíticas, de arquitetura inusitada e perfeição matemática, como o complexo de Gizé, no Egito; os complexos piramidais de Tiahuanaco e Sacsyahuaman, na América Central; as recém descobertas ruínas submersas de Yonaguni, Japão; entre outras. Segundo os sumérios, à cada 3.600 anos o planeta NIBIRU, completa um período orbital em torno do nosso sol e durante sua aproximação da Terra, diversos cataclismas se sucedem. Os Anunnaki, então aproveitariam essa "janela" cósmica, para retornarem à Terra

Relação Biblico-judaica

Na Bíblia poderiam estar relacionados como os Enaquins, ou por comparação, poderiam ser aqueles a quem os Hebreus chamaram de Nefilim ou Nephalim ( génesis 6 )que é uma forma plural (im) da palavra Nephal que sugere uma queda, descida ou aterrisagem.
Os anunnaki, seriam os mesmos nefilim do Gênesis 6 e do Salmo 82, são os deuses da antiguidade, seriam os habitantes de Nibiru/Marduk, 10º planeta do sistema solar.

Obtido em:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Anunnaki

VER EM:http://es.octopop.com/Comunidad_-Misterios-da-Humanidade-_7844627_-Zacharia-Sitchin-e-os-Anunnaki-_24421770.html


- AFINAL QUE HISTÓRIA É A QUE NOS CONTAM HÁ MILÉNIOS?
QUAL É A VERDADEIRA E A MAIS CREDÍVEL? NÃO EXISTE...


Vivemos entre histórias e mitos, crenças e fanatismos, guerras e pandemias, entre ditadores e criminosos sem querer ver a loucura com que todos pactuamos e achamos que somos civilizados e livres...e nem sequer sabemos quem somos nem de onde viemos...
Como animais acossados pelo medo da morte, da fome e das doenças, produzimos-consumimos e morremos sem nunca saber o real sentido da vida...
As Religiões mentem-nos sobre um deus e um diabo, os Governos exploram-nos, a cultura engana-nos e os poderosos matam-o nos por impérios...
O Bancos controlam o Mundo...o dinheiro é a grande peste, a besta do Apocalipse!
rlp

terça-feira, agosto 04, 2009

AS DEUSAS... E AS MULHERES...


Índia: “um terrível lugar para nascer mulher”
(Dezembro 2, 2007 – 12:03 am
Publicado em Infanticídio)

“Mulher indiana sofre e a sua consciência tortura-a”
Na Índia, o nascimento de crianças do sexo feminino é um desaire para a família, incluindo para a própria mãe, para a qual, pior do que as dores do parto, é o facto de saber que deu à luz uma menina. Os olhares, vozes e gestos dos membros da sua família e comunidade são de repúdio, consternação e incúria. Muitas parturientes de meninas são negligenciadas, maltratadas e, inclusivamente, abandonadas pelos seus maridos.

De acordo com a UNICEF, o distrito de Shravasti constitui a pior região indiana para nascer mulher. No “Global Gender Gap Report 2007”, a Índia ocupa a 114ª posição, num conjunto de 128 países: a igualdade na educação, a saúde e a economia são muitíssimo débeis no país.

Para a sociedade indiana, a mulher representa um pesado encargo financeiro, uma vez que, aquando do casamento, a família da noiva terá de efectuar o pagamento do dote. Na verdade, o sistema tradicional do casamento indiano determina que “as raparigas deixam a casa dos seus pais permanentemente no dia do seu casamento” para integrar o núcleo familiar do seu marido, acompanhadas por um “montante significativo”. Não obstante a ilegalidade do dote – desde 1960 –, este é uma prática corrente entre os indianos, e fundamente nefasta para a mulher. Nela, vêem somente o dispêndio de cifrões em vez da sua identidade própria, confinam-na ao menosprezo e à segregação, cerceiam os seus direitos fundamentais.

“Ouço-as gritar dentro de mim: mamã não me mates!”

Na índia, bem como no Paquistão e na China, o infanticídio e o feticídio femininos são amplamente praticados. Por meio de “um processo psicológico que a comunidade desenvolve”, as indianas são instigadas a matar as suas próprias filhas. A pressão recai sempre na mãe da criança, consideradas, frequentemente, culpadas pelo nascimento de uma rapariga – “há cada vez mais sogras a queimar as noras vivas”. Por isso, muitas indianas matam as suas filhas antes ou após o parto. Com o desenvolvimento tecnológico, muitas recorrem à selecção pré-natal do sexo da criança no sentido de evitar o nascimento de meninas. Este recurso redunda, frequentemente, no feticídio feminino. Na Índia, estima-se que cerca de 10 milhões de fetos femininos foram abortados nos últimos 20 anos. A erradicação de tais práticas exige uma mudança de atitudes, o banimento das barreiras mentais edificadas pelo patriarcado e nutridas pela pobreza e fechamento intelectual. Secundando a especialista em Política Social da UNICEF, Rama Subrahmanian, “não é possível para estes lugares não mudar. Mas a absorção no mainstream não acontece rapidamente”.

Anabela Santos

segunda-feira, agosto 03, 2009

KALI - A DESTRUIDORA DO DEMÓNIO RAKTABIJA


Kali, do sânscrito Kālī काली (que significa, literalmente, A Negra), é uma das divindades mais cultuadas do Hinduísmo. Apresenta-se com aspecto terrível e a tradição inclui sacrifícios animais e antigamente humanos -- segundo observado ainda pelos colonizadores ingleses no século XIX.[carece de fontes?]

No entanto, no paganismo ela é a verdadeira representação da natureza e é também considerada por muitas pessoas a essência de tudo o que é realidade e a fonte da existência do ser. Deusa da morte e da sexualidade, Kali - cujo nome, em sânscrito, significa "negra" - é a esposa do deus Shiva, segundo o tântrismo é a divina Mãe do universo, destruidora de toda a maldade. É representada como uma mulher exuberante, de pele escura, que traz um colar de crânios em volta do pescoço e uma saia de braços decepados - expressando, assim, a implacabilidade da morte.

A lenda conta que, numa luta entre Durga e o demônio Raktabija, este fez o desespero de Durga com um maléfico poder: cada gota do sangue se transformava em um demônio. Durga e Shiva, ao tentar matar os vários demônios que surgiam a cada gota de sangue, cortavam a cabeça (e daí nasciam mais e mais demônios). Já em desespero, surge Kali, que cortava as cabeças e lambia o sangue (daí representado pelo colar de cabeças, pela adaga e a língua de fora). Assim, dizimou os demônios-clones de Raktabija.

Mas Kali não é uma deusa do mal pois, na verdade, o papel de ceifadora de vidas é absolutamente indispensável para a manutenção do mundo. Os devotos são recompensados com poderes paranormais e com uma morte sem sofrimentos.

Kali é a destruidora do demônio Raktabija. Ela é também uma das formas da deusa Parvati, esposa de Shiva.

A figura da deusa tem quatro braços, o corpo pintado de vermelho sombrio, os olhos ferozmente arregalados, os cabelos revoltos, a língua pendente, os lábios tintos de hena e bétele. No pescoço traz um colar de cabeças humanas, e nos flancos uma faixa de mãos decepadas. Sempre é representada em pé sobre o corpo caído do esposo Shiva.

Apesar da aparência malvada, Kali é só mal compreendida pelas pessoas. Ela mostra o lado escuro da mulher e a verdadeira força feminina. Kali é venerada na Índia como uma mãe.[carece de fontes?]


http://pt.wikipedia.org/wiki/Kali