AH! Afinal a Gripe A é uma «doença banal e pouco letal»
Bastonário da Ordem dos Médicos critica o«excesso de alarme e zelo»
O bastonário da Ordem dos Médicos criticou o «excesso de alarme e zelo» na resposta à gripe A H1N1, considerando tratar-se de uma «doença banal e pouco letal». «Há claramente um excesso de alarme, de zelo», disse Pedro Nunes, citado pela agência Lusa.
Neste sentido, frisou, «o melhor contributo da Ordem dos Médicos é chamar a atenção dos médicos e, através deles, das pessoas, de que isto é uma doença banalíssima e que não é preciso andarmos todos assustados».
Segundo o bastonário, a gripe A «foi uma oportunidade para criar algumas normas de educação cívica e até para implementar no terreno medidas de contenção para doenças eventualmente mais graves».
Questionado pela Lusa, Pedro Nunes disse concordar com o plano de vacinação contra o vírus H1N1 definido pelo Ministério da Saúde, que «está dentro do que era previsto» porque obedece a «consensos internacionais».*
«Não vale a pena lançar demasiado ruído sobre esses consensos. É evidente que há opiniões diversas, mas, de uma forma geral, tecnicamente são fundamentados» e Portugal tem de se «integrar na comunidade internacional».
Em Portugal, a campanha de vacinação contra o vírus H1N1 arranca a 26 de Outubro e vai contar, numa primeira fase, com 49 mil vacinas, a distribuir pelos «grupos prioritários».
*O QUE SÃO OS “CONSENSOS INTERNACIONAIS”?
- O problema, todos sabemos, não é da gripe conforme o bastonário da ordem dos médicos nos avisa…o problema está na vacina!
"Há alguns médicos e enfermeiros não estão dispostos a vacinar-se contra a gripe A, apesar dos profissionais de saúde terem sido considerados um grupo prioritário para a vacinação. Entre as razões da resistência, invocam a falta de garantias no plano científico do fármaco." (http://diario.iol.pt/sociedade/gripe-a-gripe-tvi24-vacina-medicos-enfermeiros/1093322-4071.html )
-Mais de 50 % dos médicos e enfermeiros em França e na Inglaterra e já em Portugal como noutros pontos do mundo, não a querem tomar…e o mais grave nesta campanha ainda é esta integração forçada, ceguinha de todo, na “comunidade internacional” que visa presumivelmente querer abater 50% do gado, dos porcos, perdão, digo da população animal… Segunda consta nos anais da história oculta, com a gripe espanhola morreram mais pessoas vacinadas do que as não vacinadas…e ficaram ainda muitas bocas inúteis para comer, e o mundo está super poluído de gente, pensa o Sistema...
Ah! Pois, e há as conspirações mundiais! São muitas e contraditórias, mas quem vence são sempre os Mídia…que são pagos para defender os interesses das máfias medicais, as farmacêuticas todas-poderosas que querem vender a vacina concebida expressamente pelos grandes cientistas ao serviço dos grandes magnates a todo o custo, seja o tamiflu ou qualquer outro produto empanado…ou sabemos lá nós com que outro propósito, a verdade é que gastam milhões em anúncios maravilhosos com desenhos animados e criancinhas a brincar … e muitos conselhos de saúde fantásticos…e para eles, que nos cuidam com tanto esmero, de certeza que terão mil virgens no Paraíso à sua espera…
Enfim, são tantas as versões da pandemia que o pobre coitado do Zé-povinho, ignorante e desalentado anda à roda cheio de medo…tudo é confuso e absurdo, como é possível este caos?
Quem está doente de facto é todo o Sistema, alienatório do indivíduo, e que pouco se importa com a vida ou com a saúde do cidadão…eles querem é dinheiro e poder. Manter o Poder e os seus Impérios. Mas eles fingem que se importam e contam-nos histórias ou de terror ou de encantar…
Eles têm de vender a vacina à força e convocam o Scolari, o ex-treinador brasileiro de futebol da Selecção Nacional que movimentou as bandeirinhas portuguesas nas janelas para vir dizer aos portugueses que devem tomar a vacina…e as massas como carneiros vacinam-se para prevenir o pior…talvez ganhem o campeonato do mundo!
E quem paga os milhões a Scolari para fazer o anúncio? A Roché ou o Ramsfel? Quem manobra? O Club de Roma ou os Bildenberg? Ou serão os ET? Os reptilianos…ou os macacos? Os porcos? Quem nos quer contaminar? São os porcos…não pode deixar de ser…
Ah! Mas a seguir, para sermos salvos da morte e da doença, vai vir cá o Papa, a Fátima, rezar pelas vítimas…valha-nos a Nossa Senhora!!!
"A primeira necessidade é a descoberta interior para saber o que se é verdadeiramente atrás das aparências sociais, morais, culturais, raciais, hereditárias. No centro há um ser livre, vasto, conhecedor, que se oferece à nossa descoberta e que deve tornar-se o centro agente de nosso ser, de nossa vida." (Mira Alfassa, “A Mãe”, Revista Ananda, Caderno Especial II, abril de 1974, página 7.)
"Fica evidente que o que conhecemos de nós próprios, nossa presente existência consciente, é apenas uma formação representativa, uma actividade superficial, um resultado externo em mudança, de uma vasta massa de existência oculta. Nossa vida visível e as acções desta vida não são mais que uma série de expressões significativas, mas aquilo que ela tenta expressar não está na superfície; nossa existência é algo bem maior que este ser frontal aparente que nós mesmos supomos ser e que oferecemos ao mundo em volta de nós. Este ser frontal e externo é uma amálgama confusa de formações da mente, movimentos da vida, funcionamentos físicos, e mesmo uma análise exaustiva e ordenadora de suas partes componentes e mecanismo falha em revelar o segredo inteiro. É somente quando vamos atrás, abaixo, acima, penetrando as extensões escondidas de nosso ser, que podemos conhecê-lo; a mais cuidadosa e aguda investigação e manipulação de superfície não pode nos dar o entendimento verdadeiro ou o controle completamente efectivo de nossa vida, de seus propósitos, suas actividades; e de fato, essa inabilidade é a causa do falhar da razão, da moralidade e de toda outra acção na superfície que pretenda controlar e libertar e aperfeiçoar a vida da espécie humana."
(Sri Aurobindo, Revista Ananda, Caderno Especial II, abril de 1974, página 8.)
"A maior parte das pessoas vive em sua ignorante personalidade exterior comum, que não se abre facilmente ao Divino; no entanto há um ser interior dentro delas de que elas não sabem, que pode facilmente abrir-se à Verdade e à Luz. Mas existe um muro que as isola dele, um muro de escuridão e não-consciência." (Sri Aurobindo, Revista Ananda, Caderno Especial II, abril de 1974, página 8.)
OBRIGADA PELAS VOSSAS PALAVRAS... ***
Patrícia deixou um comentário sobre o "Eco-feminismo: a esperança de um Novo Feminino":
Bem inteligente e direto seu texto, gostei muito, você disse tudo que sempre observei no nosso universo, quantas e quantas mulheres que conheci e apenas muito poucas que criei uma verdadeira amizade, mas muitas que acreditei que fossem amigas, ou somente colegas qualquer, percebia e via raiva, inveja, hostilidade por eu ser uma mulher, muito mais que no núcleo masculino, mas acredito que isto seja resultado da própria mídia, que sempre colocou todas nós contra as outras, ou seja, você tinha que ser a mais bonita, ou mais admirada, para vencer e conquistar a felicidade, mas pergunto vencer o quê? Se achar melhor que as outras p/ ganhar o respeito dos homens? Que grande bobagem isso tudo qualquer mente inteligente sabe que temos que ser nós mesmas, temos que conquistar os nosso respeito, começando uma pelas outras, sem invejinha, traminhas…afff... vamos ser como irmãs, viver no mundo terra com seus irmãos, respeitar e cuidar da Mãe natureza, e assim evoluir como Mulheres de Verdade!beijinhos **** Querida Rosa...não é a toa que você tem ROSA no nome. Amo seus artigos, seu Trabalho e sua garra. Como você meu foco é levar consciência à um numero cada vez maior de Mulheres (e homens). Eu tento mas ainda carrego uma certa revolta no meu lado Humano. Um dia faço a Integração…esse dia está perto, mas por enquanto, assumo minhas sombras com dignidade e integridade. Depois de 33 anos de um casamento, nos quais os últimos 10 tornou-se absurdamente abusivo, consegui me libertar e hoje caminho livre, dona da minha vida, sabendo sim do meu Poder e passando minha experiência para Mulheres que se encontram na mesma situação, mostrando que a Escolha por Si ainda é o melhor Caminho. Como você sou estudiosa dos ensinamentos de Kryon/Tobias (hj Adamus) que trago para vivência do meu corpo físico, no meu dia a dia.Meu Carinho para Você... Mulher Maravilhosa!!!E Assim É Thais Marzagão
- Sabe Rosa eu comecei uma pesquisa a respeito das divindades nórdicas de onde se originaram os guerreiros das sociedades patriarcais. Sabe o que descobri? Que antes mesmo do patriarcado se instalar no norte o povo era governado pelo matriarcado das Disir/Disas (titulo de sacerdotisas da Deusa Freya e Frigga) Na verdade a própria origem das runas místicas tão atribuídas a Odin são na verdade femininas visto que foi Freya quem ensinou Odin a arte das Runas. A Deusa só ensinava a sua arte às mulheres e as suas sacerdotisas que gozavam de uma liberdade sexual e espiritual que poucas mulheres de hoje têm. Elas eram profetisas, advinhas, magas, sacerdotisas e magistas que realizavam rituais com magia sexual em que apenas as mulheres podiam participar (A Deusa Freya era a Grande Donzela, contraparte da Frigga que era Mãe) A Deusa do amor da beleza e padroeira das bruxas. Ela é a única Deusa que é donzela e feiticeira ou seja a unida Deusa do Amor que tem as bruxas como suas principais representantes. As runas só foram ensinadas a Odin porque ele obedeceu a ordens das Disir e se vestiu de mulher para poder aprender...Tais mulheres (Disa/Disir) eram tão louvadas que nunca poderemos ter certeza se eram realmente Deusas menores ou Sacerdotisas de Freya/Frigga.
Agora eu me pergunto de onde veio exactamente o patriarcado?
Será que os homens temeram tanto a sim o Poder da Deusa e da Mulher ao ponto de tornar Frigga, a Grande Deusa, em apenas uma consorte do Deus.
E mais porque quando manifesto a Deusa a maioria dos homens parece temer me...Porque temem a mulher quando em posse plena de suas forças espirituais e psíquicas?
Gaia Lil
- Penso que esse culto é reminiscência do mesmo culto da Mãe e da Filha, anterior ao cristianismo, que fundou o culto do pai e do filho - e aí mais ou menos teria começado o patriarcado - e que é conhecido como os Grandes Mistérios Eleusianos; elas também faziam esse par mãe-filha, e iniciavam os homens nesses mistérios, os mistérios da Lua, as suas faces e da Natureza Mãe...quem sabe não seriam os mistérios de GAIA? a pura inteligência de Gaia e as suas forças representadas pelas mulheres a que os homens deixaram de servir e obedecer?
rlp
"Um rito de passagem totalmente relegado ao esquecimento é a celebração da menopausa."
"A expressão francesa “Rites de Passage” foi adoptada por antropólogos e escritores europeus para definir todos os rituais e cerimónias que propiciam a passagem de uma pessoa para uma nova forma de vida ou um novo status social. Segundo o escritor Arnold van Gennep, os ritos de passagem são cerimónias que existiram e existem em todas as culturas, antigas ou contemporâneas, primitivas ou urbanas, acompanhando cada mudança de idade, de lugar, de estado ou de posição social. Infelizmente, nas sociedades modernas estas celebrações foram sendo reduzidas - algumas delas mesmo ignoradas - e outras deturpadas. Vivemos nossas vidas, do berço até o túmulo, com apenas algumas poucas cerimónias marcando nossas transições, como baptizado, casamento e enterro. O nascimento de uma criança era considerado antigamente um ato divino, presenciado, assistido e celebrado apenas por mulheres (parteiras, sacerdotisas, amigas) com cantos, orações e invocações das Deusas “responsáveis” pela gestação e o parto. Por considerarem a Criação um atributo da Mãe Cósmica, os povos antigos honravam as mulheres como detentoras do dom divino da procriação, por isso o ofício sagrado de trazer uma criança ao mundo era uma função natural e exclusiva das mulheres. As habilidades das parteiras eram ensinadas de mãe para filha, e os preparativos para o parto decorriam em uma atmosfera de harmonia e oração, a mãe amparada por ervas, massagens com óleos aromáticos, cânticos e oferendas para as Deusas. O recém-nascido era apresentado às Divindades e abençoado pelas mulheres presentes, invocando atributos e qualidades para a sua vida (foi daí que se originou a lenda das “fadas madrinhas”). O próprio acto de concepção era planejado, preparando os pais para se conectarem com o espírito do seu futuro filho através de rituais, mudanças na alimentação, jejuns, purificações e orações. Acreditava-se que ao se comunicarem com o espírito da criança, antes de ela nascer, os pais criavam laços afectivos mais fortes, facilitando o relacionamento e aceitação recíproca. Mesmo hoje os nativos norte-americanos perfazem rituais para chamar e se comunicar com o espírito do futuro filho. A primeira celebração após o nascimento de uma criança era para honrar a mãe (feita pelas mulheres), enquanto os homens festejavam o pai. A cerimónia de “dar um nome” à criança era programada escolhendo os aspectos planetários favoráveis, enterrando o cordão umbilical da criança embainha de uma árvore frondosa (que então se tornava o guardião e aliado durante os anos de crescimento) e fazendo oferendas às Divindades para abençoar a vida da criança com saúde, segurança, força e abundância. Os mais importantes ritos de iniciação dos povos antigos eram para celebrar a primeira menstruação das meninas e a entrada dos meninos para o mundo dos homens (marcada pela circuncisão, tatuagens e testes de força e resistência). Por considerarem o sangue menstrual o “sangue da vida” imbuído de “mana” (poder) respeitado e temido pelos homens e oferecido para a Mãe Terra pelas mulheres, procurava-se imitar nos meninos o primeiro sangue das meninas com cortes e flagelações e até mesmo mutilações. Infelizmente, com o advento das sociedades patriarcais a reverência pela sacralidade do sangue menstrual foi sendo substituída por tabus e superstições, segregando e hostilizando as mulheres, que passaram a ser consideradas impuras, indignas e perigosas (por “roubarem” a força dos homens). As celebrações da primeira menstruação foram substituídas por enclausuramento, desfloramentos forçados, proibições e restrições, originando posteriormente os conceitos perniciosos e as sensações “vergonhosas” que assombraram as mulheres ao longo dos últimos três mil anos.
Um rito de passagem totalmente relegado ao esquecimento é a celebração da menopausa. Os povos antigos não consideravam que a vida da mulher era definida pela sua capacidade de procriar. Pelo contrário: acreditavam que a partir do momento em que o sangue menstrual não mais era vertido, mas retido no corpo da mulher, aumentava a sua sabedoria e os seus poderes psíquicos e mágicos. Ao passar do estágio de Mãe para a de Anciã (manifestação da própria Deusa, além de Donzela) as mulheres adquiriam um “status” especial, tornando-se conselheiras, curadoras, profetisas e orientadoras espirituais da comunidade. Ritualizando este conhecimento reconhecia-se e se honrava este momento importante de transição na vida da mulher, quando ela podia assumir e desempenhar outros papéis além dos maternos e familiares. Por que então este acontecimento tão fundamental na vida da mulher passou a ser negligenciado e depois negado pela sociedade, pela história e pela religião contemporânea? Segundo estudiosos e pesquisadores esta negação foi consequência dos conceitos e atitudes patriarcais que valorizavam a mulher apenas por sua capacidade reprodutiva ou os seus encantos sexuais. Crenças como a de que a mulher perdia sua feminilidade após a cessação da menstruação reflectiam os medos inconscientes das mulheres alimentados pelas atitudes de indiferença ou desprezo dos homens em relação às mulheres idosas.
Os antigos conceitos espirituais sobre o poder mágico da mulher fértil foram deturpados para as caricaturas medievais das bruxas velhas, com pêlos no rosto e poderes malignos. Das milhões de mulheres torturadas e trucidadas pelos abomináveis tribunais da Inquisição, a maioria era de mulheres velhas, já que “o diabo anda por lugares áridos”.
Hoje em dia a expectativa de vida aumentou e há uma percentagem cada vez maior da população formada por mulheres pos-menopausa. Como esta ocorre por volta dos cinquenta anos, as mulheres têm ainda mais um terço de suas vidas a produzir. A sociedade não pode mais se permitir ignorar ou marginalizar as mulheres após terem deixado de ser reprodutivas ou “atractivas”. Mais importante do que reverter os preconceitos masculinos é a necessidade das próprias mulheres emergirem do seu marasmo secular e assumirem atitudes positivas em relação a este rito de passagem - não como um fim, mas o início de um novo ciclo. Aceitar esta nova fase e celebrá-la através de rituais e cerimónias contribuirá para a libertação dos medos sobre a perda da feminilidade, a decadência física e mental, a entrega à passividade, ao vazio, à depressão. Sentindo-se aceita, honrada e celebrada pelas suas irmãs e companheiras de jornada a mulher saberá sintonizar-se com os atributos da Mulher Sábia, da Conselheira, da Mestra e da Deusa Anciã, compartilhando os maduros frutos de suas experiências e vivências.*
Queria agradecer a todas as minhas seguidoras e amigos que seguem Mulheres & Deusas...mas mais do que agradecer eu queria dizer que o facto, mais uma vez o digo, de não seguir também os seus blogues -às vezes penso que é injusto - mas isso não quer dizer que eu não tenha o maior apreço por vocês e de cada vez que aparece um novo blogue ou um novo rosto eu não vá logo verificar quem é e informar-me sobre si, o que escreve, de onde é etc. E fico feliz, muito feliz mesmo e mais do que feliz, estou muito grata por verificar que todo o meu trabalho de pesquisa de autoras/es, livros, excertos, poemas e citações e até imagens (que nunca foram minhas mas que "descobri")... estão cada vez mais espalhados pela blogosfera em nome da Mulher e da Deusa...
E que cada vez há mais mulheres focadas na Deusa e mais despertas para elas próprias...mais focadas em si mesmas!
A todas vocês que me visitam eu quero agradecer a vossa fidelidade do fundo do coração e se continuo com este trabalho é porque não só vejo os frutos, como sinto orgulho das mulheres e de todos as/os amigos/as que por aqui passam e deixam ou não os seus comentários... Agradeço a todas as contribuições preciosas e a troca de informações...Ás vezes eu demoro um pouco a responder, pois dou a maior prioridade aos novos textos, mas contem sempre com a minha resposta...
Há uns tanto especiais, mas eu mantenho a minha imparcialidade não os citando, nem premiando. Apenas agradeço no entanto a sua presença e deixo aqui o meu carinho, toda a minha ternura de Mulher... e Mãe que só o sou de coração... rlp
"A alma em nós se desenvolve através da vida e de trabalhos."
(Sri Aurobindo, Revista Ananda, Caderno Especial II, abril de 1974, página 13.)
"Para a descoberta interior o trabalho, mesmo manual, é uma coisa indispensável. Se não se trabalha, se não se coloca sua consciência na matéria, ela não se desenvolverá jamais. Deixar a consciência organizar um pouco de matéria através de seu corpo é muito bom. Pôr ordem ao redor de si ajuda a pôr ordem em si." (Mira Alfassa, "A Mãe", Revista Ananda, Caderno Especial II, abril de 1974, página 13.)
"Incluir a consciência exterior na transformação é de suprema importância - meditação não pode fazer tudo. Meditação pode apenas lidar com o ser interior. Assim, trabalho é de importância primeira - só que ele deve ser feito com a atitude certa e na consciência certa, então ele é tão frutífero como qualquer meditação pode ser."
(Sri Aurobindo, Revista Ananda, Caderno Especial II, abril de 1974, página 13.)
"Pois a meditação, a contemplação, a União, isto é o resultado obtido, a flor que desabrocha; enquanto a actividade quotidiana é a bigorna sobre a qual se deve passar e repassar todos os elementos a fim de que eles sejam amaciados, purificados, refinados, tornados maduros para a iluminação que lhes é dada pela contemplação. É preciso que todos estes elementos, uns após os outros, sejam assim passados no cadinho, antes que a actividade exterior deixe de ser uma necessidade para o desenvolvimento integral."
(Mira Alfassa, "A Mãe", Revista Ananda, Caderno Especial II, abril de 1974, página 14.)
"Para aquietar a mente e ter a experiência espiritual é necessário, primeiro, purificar e preparar a natureza.Isto leva às vezes muitos anos.Trabalho feito com a atitude certa é o meio mais fácil para isto - quer dizer, trabalho feito sem desejo ou ego, rejeitando todos os movimentos do desejo, ambição ou ego quando vêm, feito como uma oferenda." (Sri Aurobindo, Revista Ananda, Caderno Especial II, abril de 1974, página 14.)
Desculpem esta seca, sinceramente...mas é só para verem até que ponto um filósofo influencia todo o pensamento como se fosse um deus...e afinal não passa de um pobre doente...mas esta visão arrojada e impiedosa de Nietzsche é quase divertida...se conseguirem ler, tudo bem, se não passem à frente...
Este assunto não me interesse muito enquanto mulher porque na verdade Sócrates votou ele também as mulheres ao descrédito, tal como Apolo já fizera...Inclusivo acusava a sua mulher de bruxa...mas o daimon era dele, ele é que era possesso....por isso me empenho a mostrar quão feio era o pobre do coitado...que na verdade não gostava nada de mulheres...
Sim vale a pena ver o ridículo em que o Homem baseia a sua filosofia e já agora a sua ciência... eh, eh, eh....Eles renegaram a sabedoria da Deusa e depois aparecem, como diz o meu amigo Nietzsche...
"Cambaleantes? Decadentes? Talvez a sabedoria (dos homens) se apresente sobre a terra como um corvo, ao qual um pequeno odor de carniça entusiasma?..."
O PROBLEMA DE SÓCRATES
Por Friedrich W. Nietzsche , em “Crepúsculo dos Ídolos”
1
Em todos os tempos os grandes sábios sempre fizeram o mesmo juízo sobre a vida: ela não vale nada... Sempre e por toda parte se escutou o mesmo tom saindo de suas bocas. Um tom cheio de dúvidas, cheio de melancolia, cheio de cansaço da vida, um tom plenamente contrafeito frente a ela. O próprio Sócrates disse ao morrer: "viver significa estar há muito doente- eu devo um galo a Asclépio curador". O próprio Sócrates estava enfastiado da vida. O que isso demonstra?Para onde isso aponta? Outrora teria-se dito (ó! Disse-se e forte o suficiente; e avante nossos Pessimistas!): "Em todo caso é preciso que haja algo verdadeiro aqui! O consensus sapientium prova a verdade." Ainda falaremos hoje desta forma? Nóstemos o direito a um tal discurso? "Em todo caso é preciso que algo esteja doente aqui" - eis a nossa resposta.
Em primeiro lugar temos de observar mais de perto esses mais sábios de todos os tempos! Todos eles talvez não estivess em tão firmes sobre as pernas? Talvez estivessem atrasados?
Cambaleantes? Decadentes? Talvez a sabedoria apresente -se sobre a terra como um corvo, ao qual um pequeno odor de carniça entusiasma?...
2
Esta irreverência de asseverar que os grandes sábios sãotipos decadentes abriu-se para mim mesmo exactamente em uma circunstância na qual mais intensamente o preconceito erudito e não-erudito se lhe contrapunha. Reconheci Sócrates e Platão como sintomas de declínio, como instrumentos da decomposição grega, como falsos gregos, como antigregos ("Nascimento daTragédia" 1872).Aquele consensus sapientium - isto fui compreendendo cada vez melhor- não prova sequer minimamente que eles tinham razão quanto ao que concordavam. O consenso demonstra muito mais que eles mesmos, esses mais sábios, possuíam entre si algum acordo fisiológicopara se colocar frente à vida da mesma maneira negativa- para precisarse colocar frente a ela desta forma. Juízos, juízos de valor sobre a vida,.a favor ou contra, nunca podem ser em última instância verdadeiros: eles só possuem o valor como sintoma, eles só podem vir a ser considerados enquanto sintomas. Em si, tais juízos são imbecilidades. É preciso estender então completamente os dedos e tentar alcançar a apreensão dessafinesseadmirável,que consiste no fato de o valor da vida não poder ser avaliad o. Não por um vivente, pois ele é parte, mesmo objeto de litígio, e não um juiz; não por um morto, por uma outra razão. - Da parte de um filósofo, ver um problema no valor da vidapermanece por conseguinte uma objeção contra ele, um ponto de interrogação quanto à sua sabedoria, uma falta de sabedoria. Como? E todos esses grandes sábios?- Eles não seriam senão decadentes, eles não teriam sido sequer uma vez sábios? Mas eu retorno ao problema de Sócrates.
3
Segundo sua origem, Sócrates pertence à camada mais baixa do povo. Sócrates era plebe.
Sabe-se, ainda se pode até mesmo ver, quão feio ele era. Mas a feiúra, em si uma objeção, é entre os gregos quase uma refutação. Sócrates era afinal decontas um grego? Muito frequentemente, a feiura é a expressão de um desenvolvimento cruzado, emperrado pelo cruzamento. Em outros casos, ela aparece como desenvolvimento decadente. Os antropólogos dentre os criminalistas dizem-nos que o criminoso típico éfeio: monstrum infronte, monstrum in animo.Mas o criminoso é um décadente. Sócrates era um típico criminoso? Ao menos não o contradiz aquele famoso juízo-fisionômico que soava tão escandaloso aos amigos de Sócrates.
Um estrangeiro, que entendia de rostos, disse certa vez na cara de Sócrates, ao passar por Atenas, que ele eraum monstro e escondia todos os vícios e desejos ruins em si. E Sócrates respondeu simplesmente: "Vós me conheceis, meu Senhor!"
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Em Sócrates, a desertificação e a anarquia estabelecidas no interior dos instintos não são os únicos indícios de décadence: a superfetação do lógico e aquela maldade de raquítico, que o distinguem, também apontam para ela. Não nos esqueçamos mesmo daquelas alucinações auditivas que, sob o nome de o "Daimon de Sócrates", receberam uma interpretação religiosa.
Tudo nele é exagerado, bufão, caricatural. Tudo é ao mesmo tempo oculto, cheio de segundas intenções, subterrâneo. – Procuro compreender de que idiossincrasia provém essa equiparação www.lycurgo.org2 socrática entre Razão= Virtude = Felicidade: essa equiparação que é, de todas as existentes, a mais bizarra, e que possui contra si, em particular, todos os instintos dos helenos mais antigos.
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Com Sócrates, o paladar grego transforma-se em favor da dialética: o que acontece aí propriamente? Acima de tudo é um gostonobreque cai por terra. A plebe ascende com a dialética. Antes de Sócrates, recusavam-se as maneiras dialéticas na boa sociedade: elas valiam como más maneiras, elas eram comprometedoras. Se advertia a juventude contra elas. Também se desconfiava de todo aquele que apresentava suas razões de um tal modo. As coisas honestas, tal como as pessoas honestas, não servem suas razões assim com as mãos. É indecoroso mostrar os cinco dedos. O que precisa ser inicialmente provado tem pouco valor. Onde quer que a autoridade ainda pertença aos bons costumes, onde quer que não se "fundamente", mas sim ordene, o dialético aparece como uma espécie de palhaço: ri-se dele, mas não se o leva a sério.- Sócrates foi o palhaço que se fez levar a sério: o que aconteceu aí propriamente?
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Só se escolhe a dialética, quando não se tem mais nenhuma outra saída. Sabe-se que se suscita desconfiança com ela, que ela é pouco convincente. Nada é mais facilmente dissipável do que um efeito dialético: a experiência de toda e qualquer reunião na qual se conversa, o prova. Ela só serve comosaída drásticanas mãos daqueles que não possuem nenhuma outra arma. É preciso que se tenha de estabelecer à força o seu direito: antes disto não se faz uso algum dela. Por isso, os judeus eram dialéticos. Como? Sócrates também o era?
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— A ironia de Sócrates é uma expressão de revolta? De ressentimento da plebe? Ele goza enquanto oprimido de sua própria ferocidade nas estocadas do silogismo? Ele vinga-se dos nobres que fascina? — À medida que se é um dialéctico, tem-se um instrumento impiedoso nas mãos. Com ele podemos cunhar tiranos e ridicularizar aqueles que vencemos. O dialéctico lega ao seu adversário a necessidade de demonstrar que não é um idiota: ele o deixa furioso, mas ao mesmo tempo desamparado. O dialéctico despotencializa o intelecto de seu adversário. Como? A dialéctica é apenas uma forma de vingança em Sócrates?
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Eu dei a entender o que fez com que Sócrates pudesse se tornar repulsivo: permanece tanto mais a ser esclarecido o fato de ele ter podido produzir fascínio. Por um lado, Sócrates foi o pioneiro na descoberta de um novo tipo de Agon: para o círculo nobre de Atenas, ele foi o seu primeiro mestre de armas. Ele fascinou, à medida que tocou no impulso agonístico dos helenos e que trouxe uma variante para o cerne do embate entre os homens jovens e os rapazinhos.
Sócrates também foi um grande erótico.
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Mas Sócrates desvendou ainda mais. Ele olhou por detrás de seus atenienses nobres; ele compreendeu que seu caso, a idiossincrasia de seu caso, já não era nenhuma excepção. O mesmo tipo de degenerescência já se preparava em silêncio por toda parte. A velha Atenas caminhava para o fim. E Sócrates entendeu que todo o mundo tinha necessidade dele: de sua mediação, de sua cura, de seu artifício pessoal de autoconservação... Por toda parte os instintos estavam em anarquia; por toda parte estava -se cinco passos além do excesso; o "monstrum in animo"era o perigo universal. "Os impulsos querem fazer-se tiranos; precisa -se descobrir um antitirano, que seja mais forte"... Quando aquele fisionomista revelou a Sócrates quem ele era, uma caverna para todos os piores desejos, o grande irónico ainda deixou escapar uma palavra, que deu a chave para compreendê-lo. "Isto é verdade, disse ele, mas me tornei senhor sobre todos estes desejos.” Como Sócrates se assenhorou de si mesmo? No fundo o seu caso foi apenas o caso extremo; apenas o caso mais distintivo disto que outrora começou a se tornar a indigência universal: o fato de ninguém mais se assenhorar de si, de os instintos se arremeterem uns contra os outros. Ele fascinou como este caso extremo - sua feiura apavorante o comunicava a todos os olhares: ele fascinou, como segue de per si, ainda mais intensamente enquanto resposta, enquanto solução, enquanto aparência de cura para este caso.
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Se se tem necessidade de fazer da razão um tirano, como Sócrates o fez, então o risco de que outra coisa faça -se tirano não deve ser pequeno. A racionalidade aparece outrora enquanto Salvadora; nem Sócrates, nem seus "doentes" estavam livres para serem racionais. Ser racional foi o seu último remédio. O fanatismo, com o qual toda a reflexão grega se lança para a racionalidade, trai uma situação desesperadora. Estava -se em risco, só se tinha uma escolha: ou perecer, ou ser absurdamente racional... O moralismo dos filósofos gregos desde Platão está condicionado patologicamente; do mesmo modo que sua avaliação da dialéctica. A equação
Razão = Virtude = Felicidade diz meramente o seguinte: é preciso imitar Sócrates e estabelecer permanentemente uma luz diurna contra os apetites obscuros — a luz diurna da razão. É preciso ser prudente, claro, luminoso a qualquer preço: toda e qualquer concessão aos instintos, ao inconsciente conduz para baixo...
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Dei a entender o que fez com que Sócrates exercesse fascínio: ele parecia ser um médico, um salvador. Faz-se ainda necessário indicar o erro que repousava em sua crença na “racionalidade a qualquer preço”?— Imaginar a possibilidade de escapar dadécadenceatravés do estabelecimento de uma guerra contra ela é já um modo de iludir a si mesmo criado pelos filósofos e moralistas. O escape está além de suas forças: o que eles escolhem como meio, como salvação, não é senão uma nova expressão da décadence. Eles transformam sua expressão, mas não a eliminam propriamente. Sócrates foi um mal-entendido. Toda moral fundada no melhoramento, também a moral cristã, foi um mal-entendido....A luz diurna mais cintilante, a racionalidade a qualquer preço, a vida luminosa, fria, precavida, consciente, sem instinto, em contraposição aos instintos não se mostrou efectivamente senão como uma doença, uma outra doença.— Ela não concretizou de forma nenhuma um retorno à "virtude", à "saúde", à felicidade... Os instintos precisam ser combatidos esta é a fórmula da decadência. Enquanto a vida está em ascensão, a felicidade é igual aos instintos.
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Ele mesmo compreendeu isso, este que foi o mais prudente de todos os auto-ludibriadores? Ele soube dizer isto por fim a si mesmo em meio à sabedoria de sua coragem diante da morte?...
Sócrates queria morrer. Não foi Atenas, mas ele quem deu para si o cálice com o veneno. Ele impeliu Atenas para o cálice com o veneno... "Sócrates não é nenhum médico, falou ele silenciosamente para si mesmo: apenas a morte é aqui a médica... O próprio Sócrates só estava há muito doente...".
“Como poderei situar as diferentes pessoas usadas no sistema legal e as minhas próprias descobertas pessoais? O que é que determina o seu estatuto como escravos ou pessoas livres?
Vêem-me à mente rapidamente três observações: 1) A JUSTIÇA e as suas leis foram feitas para as pessoas que vivem no mundo da ilusão: a pessoa fictícia (lei marítima, Lei Romana) e a pessoa física (lei terrestre, Lei Comum). Ambas estas pessoas constituem o cidadão, que é súbdito de um soberano externo. A principal característica da cidadania é a de que a autoridade externa e a obediência interna estão separadas, o que acarreta dualidade, divisão, conflito e guerra. A Lei de Lucifer aplica-se sempre que há a ideia de um Deus externo.
2) A JUSTEZA é típica da pessoa soberana que apenas obedece à sua suprema autoridade interior – a alma. Só a alma sabe a verdade e a pode distinguir da falsidade. Para a pessoa soberana, autoridade e obediência estão unidas e existem dentro de uma pessoa. Isto traz consigo unidade, harmonia e paz. O Ser Supremo, o criador interno, não está submetido a nenhuma lei, porque cria tudo no momento presente. É amor infinito e não conhece nem o certo nem o errado.
3) As VIBRAÇÕES mais rápidas têm sempre precedência sobre as mais lentas. O Ser Supremo inerente a tudo quanto existe gera todas as vibrações. Assim, ela/ele é ao mesmo tempo o criador e a matéria criada. Cada ser humano é o Ser Supremo, quer esteja consciente disso ou não.”
In MADAME GHIS – Escape in Prison, da autoria de GHIS, 2009
(Traduzido do inglês por Mariana Inverno)
- Este pequeno e elucidativo excerto foi tirado de um livro que uma amiga está a ler e que eu lhe pedi que mo traduzisse. Dispensa quaisquer palavras, mas queria chamar a vossa atenção para a extrema clareza dos novos conceitos que correspondem à manifestação de uma nova consciência, a Consciência da Diesse, a consciência do Princípio Feminino activo e em movimento. É a consciência da Mãe a manifestar-se no planeta através de uma mulher fabulosa que nos apresenta com uma imensa e rara clareza as premissas de um novo SER focado na alma e não no ego...
Os teus colares de pérolas fingidas amaram comigo as minhas horas melhores. Eram cravos as flores preferidas, talvez porque não significavam requintes. Os teus lábios festejavam sobriamente a ironia do seu próprio sorriso.Compreendias bem o teu destino? Era por o conheceres sem que o compreendesses que o mistério escrito na tristeza dos teus olhos sombreara tanto os teus lábios desistidos.
A nossa Pátria estava demasiado longe para rosas. Nas cascatas dos nossos jardins a água era pelúcida de silêncios. Nas pequenas cavidades rugosas das pedras, por onde a água escolhia, havia segredos que tivéramos quando crianças, sonhos do tamanho parado dos nossos soldados de chumbo, que podiam ser postos nas pedras da cascata, na execução estática duma grande acção militar, sem que faltasse nada aos nossos sonhos, nem nada tardasse às nossas suposições.
Sei que falhei. Gozo a volúpia indeterminada da falência como quem dá um apreço exausto a uma febre que o enclausura.
Tive um certo talento para a amizade, mas nunca tive amigos, quer porque eles me faltassem, quer porque a amizade que eu concebera fora um erro dos meus sonhos. Vivi sempre isolado, e cada vez mais isolado, quanto mais dei por mim.
"Não é na nossa cabeça ou nos nossos corpos que nos devemos unir, mas nos nossos corações... A Humanidade... está edificada no seu cérebro no que os nossos olhos abarcam. Pode não ser amanhã, nem por meio da lógica ou do aprofundamento da biologia, mas do movimento dos dois juntos, que ela vai encontrar o seu coração, numa totalidade sem a qual o final do seu poder de unificação jamais pode ser alcançado’? "
Pierre Teilhard de Chardin
"A verdadeira alma secreta em nós é uma chama nascida de dentro do Divino e, habitante luminoso da Ignorância, cresce nela até que seja capaz de voltá-la em direcção ao Conhecimento. Esta velada entidade psíquica é o Testemunho e Controlo encobertos, O Guia escondido, o 'Daimon' de Sócrates, a luz interior e voz interior do místico. É ela que persiste e é imperecível em nós de nascimento a nascimento, não tocada por morte, decadência ou corrupção, uma fagulha indestrutível do Divino."
(Sri Aurobindo, Revista Ananda, Caderno Especial II, abril de 1974, página 11.)
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UMA CLARIFICAÇÃO DE PROPÓSITO...
Tenho postado textos de cariz metafísico ou espiritual, uns de filósofos, outros canalizados, outros inspirados não sei por que fontes, achem como quiserem, mas todos textos sobre a realidade do SER HUMANO para lá desta realidade quotidiana em que nos debatemos nos nossos conflitos e perplexidades…nos nossos sonhos e ilusões, crenças e idealismos, se é que ainda os temos.
Andamos obcecados nas nossas lutas pessoas, a gerir o desespero e o desemprego ou a carência e o medo da gripe, nas nossas lutas políticas ou religiosas, entre esta realidade de superfície de um mundo físico, mental e psicologicamente insano, cheio de dores e doenças, de paranóias e anunciadas pandemias, em que o emocional anda à deriva na busca de um centro que normalmente passa pelo amor (ou ódio?) de outra pessoa…e apesar das desilusões e sofrimentos incríveis, decepções e dramas, nós continuamos a acreditar que um amor nos vai salvar…
Seja o amor de alguém especial que finalmente vai chegar, a tal alma gémea ou então uma nova revelação de um verdadeiro Deus…um Novo Mestre vivo ou um líder carismático que governo o Mundo com bondade…
Nós acreditamos em tudo menos em nós individualmente…Ainda conseguimos acreditar em “nós” porque “o nós” não existe nem nunca existiu ao cimo do planeta, é só mais um ilusão que nos foi permitida; na verdade no “nós”, nós não existimos individualmente e isso não ameaça as forças de controlo dos Sistemas.
Enquanto acreditássemos no “nós” ou em um deus qualquer (sistemas comunistas ou fachistas, sistemas religiosos totalitários) tudo estaria sob controlo.
Foi assim que nos ensinaram, num ou noutro sistema…foi assim que nos moldaram, foi assim que nos formataram, foi assim que fomos manipulados por professores tão inconscientes como nós, por médicos tão alienados como nós, por políticos tão ignorantes como nós e líderes mais ou menos conscientes do “propósito” de alienar as populações ao serviço da alta finança e industria militar. De tal modo fomos alienados que ninguém ousa há muito pensar por si próprio…a arriscar a sua verdade, a dizer o que sente, e não faz mais do que seguir quem tem voz “alta” ou quem fala do púlpito; tudo menos a aceitar a sua voz interior, a ouvir os ecos de um conhecimento interior que se radica no mais recôndito do nosso ser…e que é o conhecimento do nosso coração. Ouvimos tudo menos o nosso coração…e estamos a ser totalmente bombardeados pelos meios de comunicação com uma realidade cada vez mais formatada e falsificada que serve exclusivamente os interesses dos grandes poderes, exemplo máfias medicais e farmacêuticas, militares e bancárias etc.
É claro que há uma Razão…é a razão da razão pura que dominou milénios…que julga que tudo sabe e que tudo controla, que nega o sentimento, mas não é essa a verdade de hoje. Essa é a forma como fomos desinformados, deseducados pela cultura patriarcal, pela civilização “ariana”…a civilização da Espada contra o Cálice. A civilização daqueles que destruíram as sociedades evoluídas e pacíficas antes da nossa Era. Aqueles que começaram a escravizar primeiro as mulheres e depois os homens ou os matavam quando os roubavam e venciam nas suas incursões guerreiras de devastação e medo a que chamavam “conquistas” ou “descobrimentos”. A nossa cultura e a “nossa” história é toda ainda feita desses resquícios bárbaros e cujos costumes se mantêm de forma acentuada, ficando para as chefias militares e para as invasões e as guerras o verdadeiro espírito de restrição e morte.
Hitler ameaçou o mundo e fez barbaridades tão grandes como outros paranóicos da história dos homens, os fundadores de Impérios, hoje heróis, mas era óbvio para quem quisesse ver apesar de a cegueira dominar todo um país… A Alemanha estava anestesiada pelo sonho de um Império, inebriada pelo seu EGO nacionalista…e não quis ver os massacras dos judeus, nem o atentado às liberdades fundamentais das minorias…Mas esse fantasma do mundo velho está aí de novo de forças renovadas a juntar todos os argumentos e material bélico e “científico” para dominar de novo o mundo de forma global, desta vez um Governo Mundial que já governa na sombra.
Ele ataca em todas as frentes porque pressente que o seu fim está próximo e o seu poder das trevas deixará de dominara a Humanidade Mulher-Homem…
Mas eis que surge (o Andrógino Celestial) o Novo Ser unificado no corpo na alma e no espírito, um novo ser que já não é macho nem fêmea, activados os dois lados do cérebro, feminino e masculino integrados, em plena função da sua verdadeira Humanidade que é unir o a terra e o céu, humanidade fundamentada no sentido do SER CONSCIENTE DE SI MESMO, da sua alma e não já do seu ego e assim já não o domina o desejo e a posse, mas a vontade de uma humanidade fundada na partilha e não no roubo, uma humanidade fundada na no respeito do outro, na paz e não na Guerra.
Escrevo imbuída desse sentido e não de nenhum outro. Sei que cabe à Mulher um papel fundamental – por isso a tónica no Feminino Sagrado como emergência dos novos tempos, e que por isso mesmo lhe cabe a ela igualmente dirigir a nova humanidade, mas o papel dos grandes visionários, dos homens e mulheres sábios, das grandes almas livres, dos grandes poetas e escritores que lutaram pelo sonho de uma Humanidade justa e livre de jugo, tiveram e têm igualmente um papel imenso…aqui e na minha vida pessoal cujo sentido único é servir a Diesse… ou seja, a matriz da criação, o princípio criador feminino…
rlp
"Nas mudanças humanas e terrestres que nos rodeiam, e nas mudanças incríveis que estão prestes a espalhar-se pela nossa vida quotidiana, se estiver a viver no seu coração, a Mãe Terra tomará conta de si com o seu amor suave e mágico, o mesmo amor mágico que criou este planeta físico.
Lembre-se de quem realmente é, confie em si, e abra os olhos para a nova beleza de uma nova Terra que se desvenda diante da sua pessoa enquanto respira. Deixe a escuridão para trás e a destruição do final deste velho ciclo masculino. Não olhe nos olhos de Kali. Tome atenção à vida que floresce e à luz no centro do vórtex.
(…)
Agora olhe para Luz e respire profundamente a alegria da vida. A vida eterna sem sofrimento foi sempre sua. Nunca esteve separado da Fonte.
Viva a sua vida sem medo."
*
In SERPENTE DE LUZ
O Movimento da kundaline da Terra e a ascenção da Luz Feminina