“O declínio do culto da deusa privou a mulher de modelo religioso e de sistemas espirituais que correspondam às suas necessidades e à sua experiência. O deus masculino caracteriza as religiões ocidentais e orientais.
Avatares, pregadores, profetas, gurus e budas são todos masculinos.
A mulher não é incentivada a explorar a sua própria força e a sua realização. Submissa à autoridade do homem, ela deve se identificar com as percepções masculinas e seus ideias espirituais, renegar o seu corpo, abafar a sua sexualidade, moldar a sua concepção do mundo na forma do masculino.”
terça-feira, dezembro 14, 2010
segunda-feira, dezembro 13, 2010
A MULHER, SENHORA DE SI, NÃO DONA DE NADA!

Queremos a Mulher, Senhora de si e não Dona de nada…
“Avatares, pregadores, profetas, gurus e budas são todos masculinos”
AS MULHERES DENTRO DA ESPIRITUALIDADE NOVA ERA
(…)
Há quem pense que a "espiritualidade", só por si, pode trazer à mulher a libertação, mas quanto a mim isso não acontecerá se a mulher não se encontrar primeiro a ela mesma, e esse “ela mesma” não se refere ao mesmo propósito do homem quando procura ele também a sua essência, e isso confunde ambos. O que acontece é que a mulher viveu um apagão histórico, cultural e anímico e até físico, enquanto que o homem sempre conviveu naturalmente com o seu potencial embora afastado do seu lado feminino por não ter na mulher o seu espelho. Obviamente saiu prejudicado, mas não foi amputado do seu masculino como a mulher foi do seu feminino.
Muita gente confunde esta questão e pretende partir de um pé de igualdade entre a mulher e homem quando assim não acontece. É como se numa corrida o homem corresse com as suas duas pernas e a mulher só uma…ela nunca ganharia a corrida nem a perna…É assim que eu vejo a mulher dentro da espiritualidade. Amputada da sua verdadeira identidade, a identificar-se com os processos do homem! Sim, porque os processos são diferentes e as funções também. Não se pode inverter os pólos neste caso. A mulher sendo iniciada por natureza, é ela que inicia o homem. Tal como o dá à Luz…duas vezes…o fará. Foi este princípio que o patriarcalismo perverteu há séculos por medo da mulher. Um velho cisma ainda não resolvido que só se a mulher o encarar como tal sairá senhora de si! Senhora de si e não Dona de nada…
Para quem quer escamotear a questão alegue-se o óbvio: as mulheres foram de tal modo esvaziadas do seu ser em todos os sentidos durante milénios de história e religião que agora não conseguem olhar para o que foi a sua perda, a perda da sua identidade profunda; elas não sabem como olhar para os confins dessa história apagada dos registos, em que deixou de existir e em que foi também ela apagada ou simplesmente adulterada a sua missão de iniciadora do amor; isso aconteceu quando ela deixou de ser sacerdotisa e livre e de amante passou a ser concubina escrava ou esposa. O Sistema explora ainda essa condição em que escravizou a mulher ao seu belo prazer e a mulher real morreu, esqueceu-se de quem era… Mal nasce, a mulher é anulada na sua individualidade para servir o homem e a sociedade…
Os filmes, os vídeos e a televisão, a publicidade em geral encarregaram-se de a continuar a alienar propagando o ódio e a violência contra as mulheres. Não é por acaso que elas são violadas e perseguidas ou afrontadas hoje até nas universidades, num país tão livre como o Brasil…ou queimadas na Índia e lapidadas no Iraque e no Irão.
Talvez nas últimas décadas essa mentalidade se tenha atenuado, mas o Sistema encontrou logo maneiras de a reprimir e impedir de adquirir uma verdadeira consciência de si mesma. Sim, pode ser diferente hoje nas novas gerações, mas a mãe não tem referências dessa essência-mulher para dar à filha e ela amalga-se à cultura do homem e é um homem nos seus valores, mesmos os espirituais de onde ela foi igualmente excluída…Por isso há cada vez menos mulheres!
Isso acontece portanto na vida normal das sociedades a todos os níveis incluindo o nível “espiritual” em que a mulher serve apenas para o homem (monge) atingir a iluminação sem que ela seja considerada, nomeadamente no caso do Oriente. Digo Oriente porque no Ocidente, no caso dos padres e monges cristãos, deu-se pura e simplesmente a total rejeição da mulher para por si mesmos e pelo ascetismo atingirem essa libertação…do pecado!
Mas hoje em dia o que mais me choca são os nossos espiritualistas “nova era” que respeitam muito as suas companheiras e discípulas e no entanto continuam a ver a mulher vulgar como mulher objecto e divertir-se com a sua imagem degradada…
(…)
(excerto de artigo plus...)
ROSALEONORPEDRO
sábado, dezembro 11, 2010
SHAME ON YOU ILUM INAME
A morte de uma mulher É um mau estandarte,
diz Ilum Iname…
“Não escolheu o ocidente neste caso um mau estandarte?”
Ilum Iname (anónimo)
“Não escolheu o ocidente neste caso um mau estandarte?”
Ilum Iname (anónimo)
11.12.2010/07:58 (in DN)
"Este é um caso absolutamente paradigmático de como impera o vale-tudo na guerra psicológica com que se confrontam o mundo cristão e o mundo islâmico. A sra. Sakineh Ashtiani matou o marido em cumplicidade com o seu amante. Foi condenada à morte segundo as leis do País que nesse aspecto são perfeitamente iguais às dos EUA. Independentemente de sermos a favôr ou contra a pena de morte - e eu sou fervorosamente contra - não escolheu o ocidente neste caso um mau estandarte? Como se pode ser contra a condenação da sra Ashtiani? Pode-se ser contra a pena de morte, e aqui lute-se contra todos os países onde é aplicada, não só contra o Irão, mas não vejo como se pode ser contra a condenação em si ."
"Este é um caso absolutamente paradigmático de como impera o vale-tudo na guerra psicológica com que se confrontam o mundo cristão e o mundo islâmico. A sra. Sakineh Ashtiani matou o marido em cumplicidade com o seu amante. Foi condenada à morte segundo as leis do País que nesse aspecto são perfeitamente iguais às dos EUA. Independentemente de sermos a favôr ou contra a pena de morte - e eu sou fervorosamente contra - não escolheu o ocidente neste caso um mau estandarte? Como se pode ser contra a condenação da sra Ashtiani? Pode-se ser contra a pena de morte, e aqui lute-se contra todos os países onde é aplicada, não só contra o Irão, mas não vejo como se pode ser contra a condenação em si ."
"Como se pode ser contra a condenação da sra Ashtiani?"
Este comentário, absolutamente repugnante, é simplesmente abjecto...
Este comentário, absolutamente repugnante, é simplesmente abjecto...
Trata-se de um comentário de hoje e de um jornal diário e este indivíduo que assim escreve português, parece ser uma pessoa “esclarecida”, mas note-se a sua extrema “coerência” e a sua “humanidade”….ele é contra a pena de morte, mas a morte de uma mulher culpada de adultério é para ele justa…e ele não vê como se pode ser contra a condenação da sra Ashtiani.
Note-se a certeza com que este homem aceita as justificações da lei islâmica para a mulher adultera…é que ele, no fundo, pensa exactamente assim e pelo "petit nom" – ilum Iname - que ele mesmo é pró-islâmico "moderado", para quem naturalmente as mulheres não têm a menor importância.
Nem por um segundo ele se questiona se a mulher matou ou mesmo praticou o adultério; não, ele tem a certeza e é categórico…A MULHER DEVE SER CONDENADA E MORTA (não é a mesma pena de morte para quem mata a dos EUA? pergunta ele…).
Nem por um segundo ele se questiona se a mulher matou ou mesmo praticou o adultério; não, ele tem a certeza e é categórico…A MULHER DEVE SER CONDENADA E MORTA (não é a mesma pena de morte para quem mata a dos EUA? pergunta ele…).
Sim este homem pequeno e repulsivo não considera que os homens lá na "sua" terra podem ter legitimamente 4 mulheres (ou mais) mas põe em causa e castiga a mulher adúltera…basta a mais leve suspeita ou uma intriga para a mulher ser condenada…
Um "fervoroso" contra a pena de morte, diz este ser imbecil, igual a tantos no nosso mundo, mas não a morte “justa” de uma mulher que (supostamente) matou o marido… E nem sequer se importa em que condições e porque motivos, caso isso tenha sido verdade, não, ele parte do princípio de que essa morte aconteceu…
Nota-se o quão este homem é implacável com as mulheres, como quase todos os homens ofendidos na sua “honra” de machos feridos, mesma pela suposta traição das mulheres dos outros…
São estes os dominadores do mundo, os homens da fé islâmica os da fé cristã…Quando muito, alguns, importam-se com os seus semelhantes Homens, mas as mulheres são lixo, são pecado, são para abater…
Estaremos assim tão longe do Irão?
No Irão onde as mulheres são apedrejadas e mortas a frio pela multidão e a própria família e em que não têm qualquer VALOR ou direito de defesa ?
Este documentário foi escrito hoje por homem que vive em Portugal…
Estaremos assim tão longe do Irão?
No Irão onde as mulheres são apedrejadas e mortas a frio pela multidão e a própria família e em que não têm qualquer VALOR ou direito de defesa ?
Este documentário foi escrito hoje por homem que vive em Portugal…
PS.
Eu sei que estou a dar demasiado importância a um imbecil anónimo...mas é um bom exemplo de como pensam os homens em geral...
Rosa Leonor Pedro
sexta-feira, dezembro 10, 2010
A terra e a humanidade estão em grande perigo

A Terra inteira tem sede de vida verdadeira.
"Fora deste tempo, tudo está já inscrito, tudo vibra na Consciência da Unidade perfeita. Mas no tempo, no tempo desta humanidade, há uma urgência, verdadeiramente. Nada está garantido à partida. Não te percas nem na ideia de catástrofes que alguns espalham e geram medo e imobilizam o teu movimento, nem na noção de que tudo isso é ilusão, e portanto sem importância, sem que haja necessidade de agir.
Neste tempo, há uma batalha, e isso é realmente importante. Uma batalha terrível, violenta, em que se chocam no inconsciente colectivo das ideias forças-opostas. Uma batalha no plano das energias, de que as guerras e desarmonias no plano físico não são mais do que vagos sintomas, como salpicos.
A pressão aumenta com o borbulhar da era nova e com o aproximar da verdade messiânica. A Terra inteira tem sede de vida verdadeira. E a alma dos homens aspiram perdidamente por ela porque ela sofre há muito de grande dispersão. As almas estão cansadas de experimentar a morte a cada segundo da encarnação. É urgente agir para responder ao chamamento. Ouve esse grito, Cavaleiro, e encontra a motivação para avançar.
(…)
Para responder à sede do mundo, tu precisas de toda a motivação do mundo. Esquece os teus ou deixa de acreditar nos teus limites, esquece que tu não és senão um homem entre os homens. Encontra o objecto do teu amor na imensidão da Luz, na Luz no tempo e no espaço, na Luz que quer vencer, que é força de vida:
Neste tempo, há uma batalha, e isso é realmente importante. Uma batalha terrível, violenta, em que se chocam no inconsciente colectivo das ideias forças-opostas. Uma batalha no plano das energias, de que as guerras e desarmonias no plano físico não são mais do que vagos sintomas, como salpicos.
A pressão aumenta com o borbulhar da era nova e com o aproximar da verdade messiânica. A Terra inteira tem sede de vida verdadeira. E a alma dos homens aspiram perdidamente por ela porque ela sofre há muito de grande dispersão. As almas estão cansadas de experimentar a morte a cada segundo da encarnação. É urgente agir para responder ao chamamento. Ouve esse grito, Cavaleiro, e encontra a motivação para avançar.
(…)
Para responder à sede do mundo, tu precisas de toda a motivação do mundo. Esquece os teus ou deixa de acreditar nos teus limites, esquece que tu não és senão um homem entre os homens. Encontra o objecto do teu amor na imensidão da Luz, na Luz no tempo e no espaço, na Luz que quer vencer, que é força de vida:
A terra e a humanidade estão em grande perigo. Nada está ganho à partida, e o momento decisivo aproxima-se. E é essencial, Cavaleiro, absolutamente essencial, que tu ultrapasses este obstáculo. Não só para ti mas por todos os teus irmãos, pela terra que sofre, pela tua bem-amada das profundezas, e também pelos teus irmãos de luz, as Inteligências de amor que ligaram o seu destino ao vosso: Por Deus ele próprio, cujo grande corpo quer reunificar-se."
Rencontres Avec la Splendeur
Marie Elia
Rencontres Avec la Splendeur
Marie Elia
quinta-feira, dezembro 09, 2010
IRIS LICAN

Hoje Danço Nua
Prece ao desvelar das mulheres que tomam a roupa por pele
A pele por Alma
Deixando o espirito aprisionado no cárcere estéril da superficial imagem.
Nua e Essencial,
comprometo-me comigo á plenitude, profundidade, respeito, Amor de mim
Louvo a abundancia dos meus seios e as rugas que na pele são caminhos.
Mulher, emanação,
Uma boneca menina jamais conteria o espirito exultante que me dá Vida.
Sejamos nos corpos Sublimes e unicos que temos
a expressão do Sublime poder que nos transcende
Além tempo, forma, lugar!
Nuas Dancemos ! )0(
Prece ao desvelar das mulheres que tomam a roupa por pele
A pele por Alma
Deixando o espirito aprisionado no cárcere estéril da superficial imagem.
Nua e Essencial,
comprometo-me comigo á plenitude, profundidade, respeito, Amor de mim
Louvo a abundancia dos meus seios e as rugas que na pele são caminhos.
Mulher, emanação,
Uma boneca menina jamais conteria o espirito exultante que me dá Vida.
Sejamos nos corpos Sublimes e unicos que temos
a expressão do Sublime poder que nos transcende
Além tempo, forma, lugar!
Nuas Dancemos ! )0(
IRIS LICAN
BAILARINAS, ESCRITORAS, FEITICEIRAS...TODAS MULHERES E DEUSAS.

Joana Saahirah no Cairo...
Se Isadora Duncan fosse viva, haviamos de ser grandes amigas!
Leio aquilo que ela escrevia e revejo-me totalmente. As suas palavras são as minhas desde que me conheci por gente, entre passos e saltos balleticos que nunca me pareceram naturais e amorosos em relação ao corpo.
Com a Dancça Oriental, regressei ao natural e ao que diz respeito ao CORPO e a ALMA, muito alem de técnicas rígidas e dor imposta.
As vozes do passado tornam-se as vozes do presente com impressionante facilidade.
(Posted by joanamagica)
"A Bailarina do futuro será aquela cujo coração e alma cresceram juntos tao harmoniosamente que a linguagem natural dessa alma se tornou a linguagem do seu corpo.
Esta e' a missão da bailarina do futuro.
Ela esta a chegar, a bailarina do futuro:
o espírito livre que habitara o corpo das novas mulheres;
mais gloriosa do que qualquer outra mulher que ja existira; mais bela do que todas as mulheres de séculos passados: a maior inteligência no corpo mais livre."
Isadora Duncan
Camille Paglia, uma escritora difícil...

No entanto, como grande intelectual que é, ela diz coisas tremendamente assertivas, muitas extremas é verdade e outras demasiado bombásticas, mas ainda assim acho-as divertidas pois ela questiona tudo de forma muito pertinente e erudita. Nada fica de pé ao seu olhar crítico e implacável...
Não sinto total afininade com o seu pensamento, mas gosto da sua ousadia e frontalidade face ao mundo actual, seja ele o político seja o social.
Ela dispara, por exemplo, esta irrefutável verdade: o "medo dos homens das forças misteriosas que se escondem dentro do útero das mulheres e, daí, consequentemente, as suas tentativas obsessivo-compulsivo de valorizar seus pénis."
Assim como afirma outra grande verdade: "Ao controlar as "suas mulheres", os homens estão a tentar controlar a "natureza", a representação final do poder "...
"Camille Paglia é autora de Sexual Personae, um estudo da arte e da decadência na evolução de nossa civilização e onde ela consegue confrontar um monte de gente intelectual. As estudiosas feministas detestam os argumentos de Paglia que resume a condição das mulheres, essencialmente, como seres vinculados biologicamente à "natureza", através das suas faculdades reprodutivas. Esquerdistas detestam a sua sustentação de que o capitalismo (a la Ayn Rand), tenha libertado as mulheres da sua servidão aos homens. Teóricos Queer desdenham o seu esteticismo e alinhando homossexual com ideologias tirânicas tal como o seu argumento de que a idolatria dos homens gays de coisas masculinas vai "contra a natureza."
"Camille Paglia é autora de Sexual Personae, um estudo da arte e da decadência na evolução de nossa civilização e onde ela consegue confrontar um monte de gente intelectual. As estudiosas feministas detestam os argumentos de Paglia que resume a condição das mulheres, essencialmente, como seres vinculados biologicamente à "natureza", através das suas faculdades reprodutivas. Esquerdistas detestam a sua sustentação de que o capitalismo (a la Ayn Rand), tenha libertado as mulheres da sua servidão aos homens. Teóricos Queer desdenham o seu esteticismo e alinhando homossexual com ideologias tirânicas tal como o seu argumento de que a idolatria dos homens gays de coisas masculinas vai "contra a natureza."
(…) Ataque aos conservadores tradicionais que na manutenção dos suas instituições as mais sagradas do Ocidente - incluindo a Igreja e o Estado - como sendo tentativas dos homens para reprimir e extinguir as poderosas forças do sexo feminino.
Na opinião de Paglia, a grande civilização que chamamos de "cultura ocidental" não é nada mais do que manifestações sociais - na literatura, na arte, nas instituições políticas e religiosas – do medo dos homens das forças misteriosas que se escondem dentro do útero das mulheres e, daí, consequentemente, as suas tentativas obsessivo-compulsivo de valorizar seus pénis. Em suas mentes, que estão sempre buscando a "verdade" e "a luz", estas forças obscuras estão intrinsecamente ligados com a fluidez da natureza. Ao tentar conquistar a natureza, os homens tentam subjugar o poder que as mulheres têm sobre eles – seja o sexo, seja tudo o que resista a ser encaixado pela sua lógica e pela razão.
Eles não fazem isso conscientemente, é claro. É apenas parte do ser do sexo masculino. Paglia realça que o pénis, ao contrário da vagina, é externo e, portanto visual, tem linearidade, "uma sintaxe", e pode ser medido, comparado, avaliado. A vagina, pelo contrário, é amorfa, em cores chocantes, impossíveis de quantificar ou simular a arquitectura. O deus do céu grego Apolo, macho, serve para representar o " O Olho exterior", a maneira de ver as coisas "à luz" - como elas se encaixam logicamente, como são medidas, ou como faz sentido. Dionísio - o deus andrógino da Terra - representa tudo o que é misterioso, oculto, irracional, impulsivo. Apolo representa tudo o que é masculino e Dionísio está para todas as coisas que concernem o sexo feminino. Apolo é o deus do sol, da luz, como Lúcifer antes da queda. Dionísio, o escuro, é o deus da noite, das orgias, dos impulsos e terrena "paganismo", como Lúcifer, após a queda.
A natureza não se conforma com as leis do Homem, da Cultura, ela não pode ser contida. O homem vê dessa natureza incontrolável na Mulher - nos líquidos que fluem de sua genitália durante o sexo e menstruação, a partir de seus seios após o parto - e não só se sente ameaçado, como se sente profundamente atraído pelo que lhe falta e acha fascinante. Num impulso, o homem se volta para o céu, em direcção a Apolo, e investe sua energia numa lógica transcendental. Mas é tudo em vão. A Teologia ocidental nunca conquistou o paganismo, mas sim tentou adequá-la ao seu sistema tentando sublimá-la. Assim, o Feminino centrado no paganismo consegue manifestar-se no iconologias popular da cultura ocidental e continuar a ter vida fora do que resta da sua ideologia patriarcal.
O ego masculino é um persona (da palavra latina para a máscara) sexual que se duplica e propaga em monumentos e arranha-céus fálicos (escadas para o céu, o sol), em doutrinas religiosas em que as mulheres são designadas como servas dos homens, em que manifestamente as "megeras" estão a ser domesticadas. Ao controlar as "suas mulheres", os homens estão a tentar controlar a "natureza", a representação final do poder. Mas no fundo sabemos que os homens tal como o seu poder, são como o seu próprio pénis, que murcha e se torna flácido mal termina o ato sexual, assim o seu próprio poder se torna passageiro. Então vemos como eles brigam e lutam em guerras que podem vencer, dentro desta cultura ocidental, e cujos resultados estão á vista: os enormes estragos causados por esta carnificina espantosa da Natureza.
(Texto Adaptado para o português)
Na opinião de Paglia, a grande civilização que chamamos de "cultura ocidental" não é nada mais do que manifestações sociais - na literatura, na arte, nas instituições políticas e religiosas – do medo dos homens das forças misteriosas que se escondem dentro do útero das mulheres e, daí, consequentemente, as suas tentativas obsessivo-compulsivo de valorizar seus pénis. Em suas mentes, que estão sempre buscando a "verdade" e "a luz", estas forças obscuras estão intrinsecamente ligados com a fluidez da natureza. Ao tentar conquistar a natureza, os homens tentam subjugar o poder que as mulheres têm sobre eles – seja o sexo, seja tudo o que resista a ser encaixado pela sua lógica e pela razão.
Eles não fazem isso conscientemente, é claro. É apenas parte do ser do sexo masculino. Paglia realça que o pénis, ao contrário da vagina, é externo e, portanto visual, tem linearidade, "uma sintaxe", e pode ser medido, comparado, avaliado. A vagina, pelo contrário, é amorfa, em cores chocantes, impossíveis de quantificar ou simular a arquitectura. O deus do céu grego Apolo, macho, serve para representar o " O Olho exterior", a maneira de ver as coisas "à luz" - como elas se encaixam logicamente, como são medidas, ou como faz sentido. Dionísio - o deus andrógino da Terra - representa tudo o que é misterioso, oculto, irracional, impulsivo. Apolo representa tudo o que é masculino e Dionísio está para todas as coisas que concernem o sexo feminino. Apolo é o deus do sol, da luz, como Lúcifer antes da queda. Dionísio, o escuro, é o deus da noite, das orgias, dos impulsos e terrena "paganismo", como Lúcifer, após a queda.
A natureza não se conforma com as leis do Homem, da Cultura, ela não pode ser contida. O homem vê dessa natureza incontrolável na Mulher - nos líquidos que fluem de sua genitália durante o sexo e menstruação, a partir de seus seios após o parto - e não só se sente ameaçado, como se sente profundamente atraído pelo que lhe falta e acha fascinante. Num impulso, o homem se volta para o céu, em direcção a Apolo, e investe sua energia numa lógica transcendental. Mas é tudo em vão. A Teologia ocidental nunca conquistou o paganismo, mas sim tentou adequá-la ao seu sistema tentando sublimá-la. Assim, o Feminino centrado no paganismo consegue manifestar-se no iconologias popular da cultura ocidental e continuar a ter vida fora do que resta da sua ideologia patriarcal.
O ego masculino é um persona (da palavra latina para a máscara) sexual que se duplica e propaga em monumentos e arranha-céus fálicos (escadas para o céu, o sol), em doutrinas religiosas em que as mulheres são designadas como servas dos homens, em que manifestamente as "megeras" estão a ser domesticadas. Ao controlar as "suas mulheres", os homens estão a tentar controlar a "natureza", a representação final do poder. Mas no fundo sabemos que os homens tal como o seu poder, são como o seu próprio pénis, que murcha e se torna flácido mal termina o ato sexual, assim o seu próprio poder se torna passageiro. Então vemos como eles brigam e lutam em guerras que podem vencer, dentro desta cultura ocidental, e cujos resultados estão á vista: os enormes estragos causados por esta carnificina espantosa da Natureza.
(Texto Adaptado para o português)
terça-feira, dezembro 07, 2010
AS NÚPCIAS PROFUNDAS
segunda-feira, dezembro 06, 2010
A MULHER QUE CAMINHA PARA SI

- Obrigado por esse blog tão lindo, ainda sou nova, e estou começando a entender toda essa coisa de ser mulher, mas tu me ajudas mto, obrigado = D
*****
Nada mais gratificante para mim do que o reconhecimento e a ajuda que este blog pode constituir na vida de uma mulher seja ela já adulta seja ela uma jovem como você.
O que escrevo não é para ensinar ninguém nem eu pretendo ser uma sumidade e menos ainda "iluminada"...nos assuntos que trato, mas apenas partilhar o que sinto e penso ser a emergência de uma nova consciência do SER MULHER.
O meu anseio é que toda a mulher se aperceba de como ela é rica e sábia e que toda a força e conhecimento necessários para ela ser íntegra e inteira estão dentro dela se ela se disposer a ouvir o seu coração...e se se disposer a passar pelos caminhos que devem ser trilhados sem medo nem vaidades...
Com a sinceridade e a abertura, a coragem de ser quem Ela já é...e de se afirmar na sua natureza profunda pondo de lado todos os esteriótipos, todas as divisões, todas as calúnias...todo o peso da mentira que pesa sobre a mulher selvagem e livre que ousa ser fiel a si mesma e à Deusa.
Porque a Deusa não é senão ela mesma, esse seu outro lado recalcado, esquecido, esse seu lado que lhe sussurra coisas que ela não quer ouvir porque tem medo de olhar para dentro de si e ver esse poder que a habita e que ela precisa para expressar todos os dons que a Grande Mãe da Vida lhe deu. Os dons que o patriarcado lhe roubou. A força que os donos do mundo, reis, padres e os pais lhe retiraram, deixando-a a mercê dos mercenários e dos soldados... (Parece radical demais...mas aconteceu assim há séculos e desde aí...continua a acontecer embora de formas aparentemnte diferentes, mais atenuado no ocidente, mas pior noutras partes do mundo.)
A Mulher que caminha para ela mesma sem precisar de se afirmar perante os outros, torna-se segura à medida que percorre a senda das suas antepassadas, aquelas de quem ainda ressoa a Voz através dos tempos, no vento seu aliado, as que não silenciaram, as que mantiveram o voto sagrado à Terra, as que nunca calaram o seu coração, as mulheres que contam histórias, as avós, as velhas dos tribos longíquos, as bruxas que foram queimadas nas fogueiras por fazer partos às suas irmãs, E AS AJUDARAM A PARIR SEM DOR...As feiticeiras que dançavam na noite sem medo dos padres, as que ousaram cantar e dizer que elas eram a força da natureza, a da seu sangue, do seu útero e dos seus ovários, todas as Mães da terra que amamentaram deixando um rasto de amor invisível que une todas as suas filhas/os; as xamãs que surgem cada dia mais e vêm ao nosso encontro, todas as que escutam a suas raizes, nas árvores, nas plantas, nos animais e fazem ECO com a VOZ DOLORIDA DO PLANETA e dos animais massacrados pelos homens e pela guerra...
Por isso ao voltar-se para si mesma a MULHER volta à sua verdadeira Natureza, volta à Grande Mãe, volta ao seu Útero e ao Útero da Terra e aí vai plantar as sementes de um Novo Mundo que está a chegar...
- A. Passe sempre e espero que desfrute de tudo o que aqui está e foi escrito...
Procure e encontrará as respostas que precisa...
Com carinho
rlp
quinta-feira, dezembro 02, 2010
A MAÇÃ DO CONHECIMENTO...

UM MILHÃO... E SEIS MIL VISITAS...
MAS SEM COMENTÁRIOS...?
Dos manos tengo:
con una acaricio tu serpiente
con otra hago estallar la fruta.
En mi jardín cultivo
la planta hermafrodita.
ANDREA LUCA
En el principio era Lilith. Se pongan como se pongan, en el origen era el Andrógino. Y después de su exilio, que no destierro, del Edén nunca nada volvió a ser como antes.
Ya fuera la manzana ofrecida por Lilith - Serpiente y aceptada por Eva, ya la caja de la inquietante Pandora (las mitologías patriarcales siempre hicieron responsable a la mujer del desastre universal), el caso es que ahí nacieron la dualidad y la condición humana, con su insatisfacción permanente, su búsqueda de la perfección imposible, de los orígenes, del Absoluto.
Lilith representa el arquetipo de lo irreductible, de todo aquello que, inherente al ser humano como tal, ha sido o intenta ser mutilado por nuestro entorno. De ahí que su identificación con la lucha feminista sea errónea desde un punto de vista literal, pero no incongruente, ya que la situación social de la mujer a lo largo de la historia ha sido antinatural por naturaleza, valga la redundancia.
De ahí que los hombres generalmente no compartan el mito de Lilith, o no entiendan como algo suyo a la Luna Negra. Sin embargo, hay una frase emblemática que explicaría muy bien lo que ésta significa para todos: Más vale morir de pie que vivir de rodillas. Naturalmente, la dijo una mujer con una Luna Negra preponderante en su horóscopo. Hay otra más, y ésta es anónima: Seamos realistas, pidamos lo imposible.
Así pues Lilith, La Luna Negra, actúa sobre hombres y mujeres, si bien éstas viven este punto en su horóscopo de forma más visceral y acusan notablemente sus tránsitos, que las incitan a asumir su condición de mujer completa. Mientras, los hombres suelen vivirlos a través de las mujeres de su entorno más cercano: La madre, en primer término, y después la hija. También, cómo no, la compañera.
He podido observar en algunos temas de varones que un tránsito de la Luna Negra en conjunción u oposición a la Luna natal (sobre el Sol, curiosamente, en el caso de un amigo homosexual) corresponde a una toma de conciencia sobre la muerte de la madre. No exactamente al hecho físico, sino al momento en que estas personas asumieron la realidad de que iban a perder a su madre o - en algunos casos a posteriori- cuando realmente notaron la falta de la madre y lo que ello significa: la ruptura definitiva e inevitable del vínculo, del cordón umbilical.
De algún modo la Luna Negra (sobre todo en relación con los luminares, según apunta Joelle de Gravelaine) tiene que ver simbólicamente con esta ruptura. No olvidemos que Lilith - en tanto y en cuanto dispone de aquellas almas que sufrirían enormes penalidades en esta vida, y por tanto deben ser apartadas de ella- es protectora de los recién nacidos hasta el noveno día después del parto, que es precisamente cuando el bebé suele perder el cordón umbilical. Pero digamos que éste no se pierde nunca, al menos mientras la madre siga con vida.
Algunos artistas y creadores viven a través de su obra la fuerza de la Luna Negra. Si la poesía se relaciona de forma inmediata con el mundo lunar del individuo, se puede afirmar además que un buen número de poetas tienen a Lilith angular en su horóscopo. Son los poetas Luna Negra, y saben sentir y expresar lo arcaico de forma demoledora.
(...)
Carmen Ordoñez - Artículo publicado por la revista Eudemón (España),
nímero 6. Verano 1995
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