quinta-feira, janeiro 05, 2012

A CONFUSÃO DE SEXOS...

O CULTO DO RAPAZ BONITO E O ADOLESCENTE GREGO… VERSUS MODA MULHER/RAPAZ (BONITO)
O CULTO DE APOLO - A NEGAÇÃO DA MULHER E DA NATUREZA 

“O rapaz bonito é uma censura à mãe natureza, uma fuga ao labirinto do corpo, com as suas lúgubres entranhas, o seu útero sombrio. A mulher é o miasma dionisíaco, o mundo dos fluidos, o pântano ctónico da procriação. Atena, diz Campel não estava “corrompida pela prosaica sisudez de um compromisso heterossexual com a mera existência”. Sim, a mera existência é de facto recusada pelo idealizante estilo apolíneo. Um divino privilégio dos homens é o de criarem ideias mais grandiosas do que a natureza. Nascemos na indignidade do corpo, com os seus infatigáveis movimentos internos empurrando-nos minuto a minuto em direcção à morte. Mas o apolinismo grego, ao congelar a forma humana numa absoluta exterioridade masculina, representa o triunfo do espírito sobre a matéria.

Quando mata a Piton em Delfos, o umbigo do mundo, Apolo detém o curso do tempo, pois a serpente enrolada que trazemos no abdómen é o eterno movimento ondulatório da fluidez feminina. Todo o rapaz bonito é um Ícaro ascendendo para o sol apolíneo. Mas se ele foge do Labirinto, é apenas para se precipitar no mar de dissolução da natureza. Os cultos da beleza têm sido persistentemente homossexuais, desde a antiguidade até aos salões de cabeleireiro e casas de alta-costura dos nossos dias. O embelezamento profissional das mulheres às mãos dos homossexuais masculinos é uma espécie de reconceptualização dos factos brutos da natureza feminina. Como fin de siecle oitocentista, os estetas são sempre homens, nunca mulheres. No lesbianismo não existe nada que se assemelhe à adoração grega pelo adolescente. A grande Safo pode ter-se apaixonado por raparigas, mas tudo indica que ela interiorizava, mais do que exteriorizava, as suas paixões. (…) É por demais evidente que o lascivo deleite do olhar não existe no erotismo feminino. O idealismo visionário é uma forma de arte masculina. Uma esteta lésbica é coisa que não existe. Mas se existisse seria a partir da perversa mente masculina A intensa busca da beleza através do olhar é uma forma apolínea de rectificar a vida no nosso corpo, nascido de uma mãe.

Suspenso no tempo, o rapaz bonito é uma fisicalidade desprovida de fisiologia. Ele não come, não bebe nem se reproduz. Dionísio está profundamente imerso no tempo – ritmo, música, dança, embriaguez, gula, orgia. O rapaz bonito flutua como um anjo acima do turbilhão da natureza. Também no judaísmo os anjos desafiam a feminidade ctónica. É por isso que o anjo, embora sem sexo, é sempre representado como um jovem do sexo masculino. As religiões orientais não têm nada de similar aos anjos de pureza incorpórea, e isso por duas razões. Primeiro, porque um “mensageiro” (angelos) ou mediador entre humano e divino é para eles algo desnecessário, já que consideram que as duas esferas são coexistentes; e segundo porque no Oriente existe uma relação harmónica e simbolicamente equivalentes entre o feminino e o masculino – o que não significa, contudo, que isso tenha contribuído para melhorar o estatuto da mulher.

O rapaz bonito de faces coradas representa a frescura emocional, a Primavera. Ele é a afirmação parcial acerca da realidade. É exclusivo, é um produto do gosto aristocrático. Ele recusa a superabundância da matéria, o útero da natureza feminina que devora e cospe as criaturas. Dionísio, dissemos nós atrás, é Múltiplo, sempre mutável e que tudo abarca. A totalidade da vida é Verão Inverno, floração e devastação. A Grande Mãe, simultaneamente benévola e malévola, representa ambas as estações. Se o rapaz bonito é branco e rosado, ela é o vermelho e púrpura das suas fauces labiais. Ele representa uma desesperada tentativa de apartar da imaginação a morte a decadência. É a forma a separar-se da criadora-de-formas, a natura naturata a sonhar-se livre da natura naturata. Qual epifania, criada pelo olhar, ele aglutina a pluralidade na fugaz visão do único, tal com o faz a prórpia arte.”

Camille Paglia in Personas Sexuais pag.s 127/8


A MULHER ACTUAL

Este texto, cuja leitura para mim se baseia numa interpretação cultural do nosso mundo por uma escritora acutilante e cultíssima, escreve de uma perspectiva global e abrangente sobre a história e a arte, a partir dos opostos masculino-apolíneo e feminino-ctónico. E é a sua visão particular de como essa separação funciona no nosso mundo cultural de facto, com a qual eu não concordo em muitos aspectos, embora o que eu queria aqui destacar e do meu ponto de vista pessoal é ver como esses aspectos aqui focados estão patentes e se reflectem nos relacionamento entre as ditas "personas sexuais" (que somos todos), mas particularmente entre a mulher e o homem de hoje. Para mim o que é mais curioso ou espantoso é ver como a mulher com quem eu falo e conheço…se anula a si mesma e em muitas circunstância que não são só o casamento, nessa pretensão e vontade do homem de a transformar num rapaz bonito (a Moda), quer do lado mundano, social comum, quer também no lado espiritual new age através dos conceitos de uma pretensa nova espiritualidade, que transforma igualmente as mulheres em anjos, (rapazes bonitos e puros). Também esta "nova espiritualidade" continua a negar a mulher original e a negar-lhes a feminilidade essencial, ctónica, na forma dos seios abundantes, nas formas arredondadas ou na gordura, (tirando a pornografia que procura sempre aviltar a mulher e representa a posse e o ódio do homem à mulher e a vontade de violação -agressão) como até mesmo lhes retira as entranhas e aí muito particularmente toda a ciência se encarrega de limpar as mulheres das suas vísceras. Quando a medicina "preventiva" lhes arranca o útero e os ovários e mesmo as seios, com a maior das facilidades, está a obedecer a esse imperativo do mundo apolíneo que abomina a mulher e a natureza. Fazem-no, dizem, para “prevenção” das doença do colo do útero, e forçam-nas a tomar desde cedo toda uma série de comprimidos e artefactos para esconder ou interromper a menstruação, afectando todos os processos naturais da vida da mulher e os seus ciclos, começando pelos anticoncepcionais de que a mulher é escrava para não engravidar…e ter de obedecer como cobaia a todos os apetites do homem sobre o seu corpo-objecto-rapaz-bonito. Portanto o rapaz bonito, seja ele homossexual ou não, é o modelo inconsciente de beleza da nossa sociedade e admirado por homens e mulheres.

Esse rapaz bonito enquanto homossexual (ou não) recusa a sua mãe (por excesso de afecto ou por carência) – ou o ter sido concebido por ela - ou quer ser ele a mãe …como se a mulher fosse de facto e apenas um animal reprodutor que já deixou de ser a esposa e a mãe para ser agora, apenas uma barriga de aluguer.

Estão as mulheres conscientes disto?

Não…nem as mulheres comuns nem as mulheres que se julgam emancipadas e livres pois essas são as que melhor correspondem aos padrões da moda homossexual. Elas continuam submissas ao modelo, ao cabeleireiro, ao estilista, ao médico, ao astrólogo, ao padre antes, agora ao guia e mestre ou ao guru…
Nesta sociedade falocrática a mulher sofre todo o tipo de doenças que são o resultado da repressão do seu ser feminino e a recusa em ser mulher em todas as suas formas e utilizar o seu poder interior, o seu saber intrínseco para não perder justamente o quê? O falo, a famosa inveja do pénis que Freud percebeu sem perceber que a mulher tinha sido primeiro desventrada pela inveja que os homens tinham do útero …É a mulher sem Útero que inveja o falo e se cola ao rapaz bonito…ou ao velho rico que lhes permite ter acesso ao rapaz bonito em que ela se transforma, acedendo à moda e aos símbolos de poder. Ver o culto da "bunda", cada vez mais pronunciado, especialemnte no Brasil …


rOSAlEONORpEDRO

quarta-feira, janeiro 04, 2012

SER MULHER EM SI E POR SI SÓ...


Este texto que publiquei no Grupo Mulheres & Deusa no Facebook, serve também para enfatizar aqui o meu posicionamento em relação ao Blog. E apesar de não haver a mesma interecção nem a dinânima que o facebook permite, eu resolvi publicar aqui também a minha questão porque é uma questão, embora radical, de princípio...
Aproveito para sugerir quem quiser fazer parte do grupo no facebook é muito bem vinda...


SOU RADICAL POR UMA QUESTÃO DE PRINCÍPIO... 

 De vez em quando eu venho aqui pontuar uma questão de princípio... Este Grupo trata de Mulheres & Deusas...trata do Principio Feminino e da sua integração em particular e apenas isso. Não em função do masculino nem em conflito com ele...apenas trata das questões que nos aprofundam a nós mulheres no sentido de integrar o nosso feminino sagrado e através da compreensão do que foi em termos históricos e culturais a cisão fulcral da Mulher. Falamos dessa cisão interior dessa divisão da mulher em duas espécies...e procuramos integrar essas duas mulheres em nós que a sociedade patriarcal dividiu...na santa e na puta...

Portanto neste momento e neste espaço não estamos em princípio, e por princípio, e creio que já posso falar por muitas mulheres aqui, interessadas em resgatar o amor do homem...mas sim o amor da mulher...o amor de si mesma e como eu não sou homem também não me ocupo do seus problemas NEM DOS MEUS AMORES SEJAM ELES QUAL FOREM, nem sequer do erotismo, mas dos meus sentimentos e consciência COMO MULHER em mim e das mulheres em geral. Espero que me entendam de coração aberto e não de mente fechada...

Senão vejamos: 


A Mulher tem de uma vez por todas de Ser Mulher sem que seja em relação ao homem ou ao filho. É urgente que a mulher compreenda isto. E quando compreender e integrar isto pode ir se quiser tratar do homem e do mundo social ou o que mais queira, eu não tenho nada a ver com as opções das mulheres no seu campo amoroso ou social. A questão aqui é a mulher ver-se em relação a si mesma SEM RELAÇÕES e sem o amor do "outro"...mas com o amor de si mesma!
Não sei se me entendem bem, mas é um ponto de vista único talvez, novo, complexo, que implica um grande recuo da mulher, pois trata-se de um ângulo radicalmente diferente daquele que sempre olhámos para nós...Pois sempre a mulher foi e existiu em função dos outros...sempre em função do amor do homem em função do amor do filho ou de deus ou da família ou da comunidade.

Basta! Sim, BASTA!

A mulher tem de se OLHAR A SI MESMA sem mais projecções, sem mais amores nem ódios e lutas e medos...ELA TEM DE COMEÇAR A OLHAR PARA SI MESMA SEM MAIS NENHUM SUPORTE. Só ELA. Custa???? Pois custa. Na maior parte das vezes as mulheres nem sabem nem entendem do que se fala aqui...e acham que é arrogância minha, uma espécie de misoginia invertida, que não gosto de homens ou gosto de mulheres etc. É-me indiferente o que pensam as mentes urbanas e dialéticas dentro do sistema e os seus conceitos. Para mim BASTA. NÃO é por aí que nós vamos. Quem quiser ir neste sentido faça o esforço e será muito bem vinda, quem não quiser...faça então o seu tabalho ou seu percurso onde quiser mas não empata...nem nos desvia do nosso propósito. A vida sentimental e amorosa da mulher não concerne este espaço. Mas a sua IDENTIDADE UNICA E PROFUNDA. 

Só quero que fique quem está está à vontade com o tema e em sintonia e não em desacordo. Eu não acho que a discussão nos sirva de alguma coisa, por isso NÃO ESTAMOS AQUI A DISCUTIR IDEIAS...nem filosofias! Estamos a criar empatias, sintonias, portanto não quero batalhas nem lutas...Já não preciso de antagonismos na minha vida, nem da afirmação do meu ego sun. E por reflexo aqui também não. Quero harmonia e empatia, compreensão e abertura...quero um "Círculo de Mulheres" onde os homens não entram, de maneira nenhuma...me desculpem as mulheres que não conseguem viver sem os seus "apêndices"...ou sem romances, porque aqui não há espaço para o tema. Mas todas podem abordar esses temas onde melhor se adequarem e há muitos grupos adequados onde podem debater as relações e os amores. Aqui trata-se só de mulheres. Radicalmente e irreversivelmente.
rlp

segunda-feira, janeiro 02, 2012

A MULHER COMO PORTADORA DO MUNDO TRANSCENDENTAL...


"Chegarei mesmo a dizer que, nessa evolução do conhecimento, a mulher leva vantagem, mas não tenho a certeza se ela sabe disso. Ainda mais que em relação à situação actual ela se choca com o poder do homem. Sejamos claros: constitutivamente, não existem relações de superioridade ou inferioridade entre homem e mulher. Tudo depende do contexto sociocultural da época considerada cujas consequências extremas se manifestam nas sociedades do tipo patriarcal e matriarcal." E.G.*  

A MULHER E O SEU POTENCIAL


A mulher já é DE SI a portadora do mundo transcendental, e é-o inatamente, mas para ser uma mulher activa e consciente neste mundo ela tem de ser integral...Ela tem de unir em si aquilo que foi separado e dividido e até que a fusão de si, pela integração dos aspectos fragmentados do seu ser abissal e ctónico não se unirem, a mulher não passa de um ser de superfície, mental, masculinizada e sujeita às leis do homem que a controla e submete. Pensar que a mulher atingiu já esse patamar onde todas as mulheres são "iguais" e leais umas às outras é pura utopia e não ajuda ninguém, nem mulheres nem homens, a fazer a sua parte. Porque à partida ela é apenas um potencial...mas não tem acesso ainda à sua verdadeira natureza. Pensar que toda a mulher é Mulher só porque o é biologicamente é um erro crasso...pensar que a mulher é mulher porque tem líbido ou é mãe é uma fatalidade...é estar do lado da matriz de controlo...é fazer exactamente o que o patriarcado quer...é cair na armadilha que sempre nos separou e impediu uma verdadeira cumplicidade entre mulheres.

Não HÁ, como diz o autor que citarei de seguida, nenhuma diferença constitutiva entre homem e mulher, mas face à separação das duas mulheres iniciais, Eva e Lilith, Maria Madalena a pecadora,  e a  Virgem Imaculada, face à manipulação milenar do ser mulher, há grandes diferenças que são aquelas que impedem justamente a mulher de atingir o seu verdadeiro potencial...e se em vez de a mulher servir o homem como  tem servido e de continuar a perseguir apenas o seu orgasmo, ela não vai atingir esse potencial nem saber quem verdadeiramente ela é. A mulher segue cegamento o seu instinto sexual...persegue incansalvelmente a "sua metade",  mas a mulher devia sim procurar a sua totalidade, saber primeiro quem ela é no fundo e ser essa totalidade antes de tudo e perseguir incansavelmente o seu POTENCIAL porque é o seu portencial que gera potência infinita, orgástica e universal e lhe dará maiores e ininarráveis prazeres orgásticos cósmicos e telúricos...só asssim ela será uma mulher Realizada e plena, da Raiz e na Matriz dela mesma.
E se a mulher tem sede de se sentir em todo o seu ser e estremecer e vibrar em toda a plenitude do seu SER, de corpo alma e espírito, então que vá para lá desse pequeno prazer-morte...dessa masturbação, desse prazer de escrava... A mulher para ser MULHER  tem de começar por si mesma e trabalhar a fundo os aspectos que nela foram negados, destruidos, apagados, difamados pelo clero e pelos padres durante centenas de anos. Daí a "descida aos infernos" da Deusa ou aos abismo da noite escura da alma...nenhuma mulher coneherá a Luz sem primeiro descer ao seu fundo negro...porque é lá que ela vai buscar a Prima Matéria para a consumação das suas núpcias  secretas, resgatar a Rainha da Noite para pode unir-se ao seu cavaleiro se assim o entender...
A Mulher que não se conhece na sua profundidade não é mais do que uma marionette nas mãos da cultura, da sociedade e dos media e até nos movimentos sejam eles feministas ou da "deusa"...
RLP

 PORQUE A MULHER É EM SI TUDO

"A mulher potencialmente está ligada ao conhecimento e à sabedoria que são duas forças complementares na grelha de base. A mulher realizada domina a dualidade e ajuda o homem a transcendê-la. Enquanto o homem tem acesso ao conhecimento que está no início de tudo e além disso tem a vontade."
  (...)
A mulher já é portadora do mundo transcendental - a Virgem Maria, Ísis, as Virgens negras. O homem, em contacto com a mulher, teria acesso ao germe da iluminação. E o casal alquímico exteriorizaria isso."*2

*2 In O HOMEM ENTRE O CÉU E A TERRA
De Étienne Guillé

NA BUSCA DA MULHER DESAPARECIDA...


EM BUSCA DA MULHER MÍTICA


"A satisfação das necessidades materiais mesmo não elementares não conduzirá nunca a progressos correspondentes da consciência. O inverso não é verdadeiro, ou seja, não é necessário privar as pessoas a todo o custo, fazê-las sofrer de qualquer modo, para as fazer evoluir, o que significaria que temos que adoptar um comportamento masoquista ou sádico. De facto, penso que existe no casal alquímico uma dinâmica subtil. Pode ser que eu tenha acesso melhor ao meu duplo descobrindo-o no olhar do outro, o olhar do outro desempenhando o papel de espelho para ver a outra face de minha dupla alquímica, e reciprocamente. Estou interessado na busca do absoluto. Humanamente, eu só tinha três soluções. Seja a mulher mítica, seja todas as mulheres com os seus limites desesperantes, seja nenhuma, e minha liberdade estava condicionada pelos meios que eu utilizaria para descobrir essa mulher ideal. Para mim esse esforço e esse caminho de conhecimento são ligados ao sagrado, à busca da mulher mítica." *

 * IN O HOMEM ENTRE O CÉU E A TERRA - ETIENNE GUILLÉ


O homem a mulher, o casal alquímico.


"(...) no homem existe a vontade, vontade de se realizar e de fazer isso em contacto com a mulher. Enquanto a mulher tem em si a sabedoria, um tipo de sabedoria inata, um catalisador único da realização. (...)

A mulher potencialmente está ligada ao conhecimento e à sabedoria que são duas forças complementares na grelha de base. A mulher realizada domina a dualidade e ajuda o homem a transcendê-la. Enquanto o homem tem acesso ao conhecimento que está no início de tudo e além disso tem a vontade. (...)

A busca da verdade é também a busca do outro. Essa questão toca bem claramente o problema da dualidade masculino /feminino, dia/noite...Quando essa dualidade é dominada, leva a um outro nível de consciência, tal como a expressão na grelha integrada. A mulher - conhecimento/sabedoria - tem um substrato de facto, enquanto o homem precisa partir sem demora em busca de si mesmo. A mulher é para ele uma iniciação ao progresso, um catalisador de futuro. Nesse sentido a mulher parece Ter vantagem em relação ao homem. (...)

Chegarei mesmo a dizer que, nessa evolução do conhecimento, a mulher leva vantagem, mas não tenho a certeza se ela sabe disso. Ainda mais que em ralação à situação actual ela se choca com o poder do homem. Sejamos claros: constitutivamente, não existem relações de superioridade ou inferioridade entre homem e mulher. Tudo depende do contexto sociocultural da época considerada cujas consequências extremas se manifestam nas sociedades do tipo patriarcal e matriarcal. (...)

A mulher já é portadora do mundo transcendental - a Virgem Maria, Ísis, as Virgens negras. O homem, em contacto com a mulher, teria acesso ao germe da iluminação. E o casal alquímico exteriorizaria isso."*2


*2 In O HOMEM ENTRE O CÉU E A TERRA

De Étienne Guillé



A BABEL DO MUNDO E OS SEUS REBANHOS...



CONFUNDIMOS ATRAVÉS DA NOSSA VISÃO PESSOAL LIMITADA, AQUILO QUE VIMOS NA VIDA DE SUPERFÍCIE,  COMO  UM VERDADEIRO DISCERNIMENTO DO REAL QUE ESTÁ MUITO PARA LÁ DA NOSSA "APRECIAÇÃO" SUBJECTIVA E PARCIAL DOS FACTOS...

"A maior perturbação da época que atravessamos vem da confusão e da multiplicidade de crenças e de opiniões. A agitação da vida utilitária, os falsos limites de uma moral convencional e de uma estética artificial, desviaram-nos do verdadeiro discernimento pessoal, e desse modo parece-nos que só um grande cataclismo poderia acordar a consciência.

Mas a nossa mentalidade confunde o discernimento do real com a mera apreciação pessoal, e o julgamento cerebral com o julgamento “verdadeiro”.
(…)
A massa dos seres humanos, cuja consciência é ainda nebulosa não experimenta a impulsão de um acordar individual, agrupa-se sempre em rebanho numa prudente expectativa.
(…)
A perturbação da nossa época caótica tem ao menos a vantagem de ter levantado as barreiras, e fazer estremecer os valores aos quais a sociedade não ousava tocar."
(…)

L’ Ouverture du Chemin – Isha S. de Lubicz


sexta-feira, dezembro 30, 2011

A GUIZA DE BALANÇO


O NOVO ANO QUE AÍ VEM…

 Congratulo-me hoje deste espaço a que me dedico de alma e coração, porque ele reúne um leque de mulheres extraordinárias, todas muito diferentes umas das outras…mas todas empenhadas em acrescentar algo ao grupo e que dão o melhor de si e outras que se zangam e saiem o que eu entendo e nem por isso fico zangada ou sinto qualquer animosidade. Já aconteceu…e aconteceu desde o chamarem-me de tudo…madre superior de um Convento, controladora das mulheres (sadomasoquista?) … vampira ou convencida e arrogante…ou ”menina mimada”…snobe e elitista etc. Mas todos esses mal entendidos não abalaram um trabalho de anos que no fundo de mim é e continua a ser solitário, amadurecido pelos anos, pois o Amor e a Consciência da Deusa em nós firma-se no nosso interior e não está sujeita as flutuações do humor alheio, nem é afectada pelos acontecimentos exteriores. Pode desanimar-me por momentos, mas depois torna-nos mais fortes!

Sabemos desde os séculos e das histórias que há sempre as filhas rebeldes que não suportam qualquer ordem ou tutela, que não querem qualquer disciplina e ordem e julgam que agredindo se esquivam à relação porventura conturbada com a Mãe...ou com a outra mulher que lhes espelha a mulher mais forte ou a mulher perigosa a mulher fatal ou a mulher submissa etc.

São as deusas do caos…nunca nada para elas está bem…Elas não criam nada mas rebatem tudo o que se faça…caminham na negação…muitas vezes traem e traíram a Grande Mãe, mas todas cumprem uma missão, todas fazem o seu papel nos ciclos da roda da vida.

Há ainda as que vêm e roubam da caixa de jóias da Mãe (a caixa de Pandora?) tudo o que podem, pérolas preciosas...ou segredos perigosos em mãos incertas, e são como as meninas que põem os colares e saltos altos ou o vestido de decote da  Mãe, antes de amadurecerem…e que usam por vaidade como se fossem delas...e depois caem das alturas falsas…

Mas há sobretudo as mulheres que são fiéis a si mesmas e por isso nada temem, nem as diferentes idades, nem as diferenças de cultura ou educação ou referência social, porque sabem que tudo faz parte da vida e que há um tempo para tudo e que esse tempo corresponde ao tempo da mãe da filha e da anciã…e pacíficas, serenas seguem a ordem ancestral das mulheres sábias…e há as que gostam de agradar apenas ou as que corroboram as ideias, partilham outras e que dão-se sem reservas, como há as que são simples e gostam de seguir um foco e se calam e agradecem à irmã mais velha o trabalho feito; há as que obedecem a um sentimento interior e seguem o trilho por vontade de saber mais; há sempre as seguras e firmes e as inseguras que se ofendem por tudo e por nada…há as pacíficas e as rebeldes, como há as irmãs mais independentes e que reclamam de qualquer ordem “superior”...não suportam ideias nem amarras...julgam que não precisam de nada; como há as que gostam de fazer mal ou dizer mal e estão sempre zangadas… com a mãe…e vão-se embora sem cerimónia, ou outras que estão caladas e nunca dizem nada por reserva ou timidez. Mas no fundo e essa é  aminha certeza, há sempre essas mulheres incríveis sem qualquer pré-conceito e que se dão de coração aberto e sem receio. E quanto mais confiam em si e nas outras mulheres mais seguras estão. E são essas mulheres que se mantiveram aqui firmes que tornaram este grupo sólido e pacífico a quem eu agradeço em especial; mas a todas sem excepção, as que silenciam e as que me acusaram de tudo e de nada eu desejo muito que neste próximo ano se dediquem mais e mais a saber como ser una, integral, como ser total em si e a encontrar a plenitude da mulher e a respeitar as diferenças e a sentir a união de todas as mulheres como um círculo de braços e abraços que se entrelaçam e se dão força e não se negam nem traem…que este grupo seja desejo, no próximo ano e para sempre na vida real uma base de um trabalho pessoal que no une e engrandece!

A todas um fim e começo de novo ano auspicioso e no Amor da Deusa Mãe.

rlp
Escrito e publicado em simultâneo no Facebook no grupo Mulheres & Deusas

AMAR E ODIAR...





A IMPORTÂNCIA DAS RELAÇÕES ENTRE MÃE E FILHA...

AS MÃES E AS FILHAS/OS...

"Melaine Klein sabia da importância das relações entre pais e filhos por causa da própria experiência como criança e como mãe. Filha não desejada, sofreu a vida toda de depressão por causa do sentimento que tinha de que seus pais a rejeitavam. Ela própria acabou se afastando da filha adulta (que mais tarde tornou-se analista). A filha acusava Klein de interferir na sua vida e afirmava que seu irmão, morto durante uma escalada a uma montanha, na verdade se suicidara por causa da péssima relação que tinha com a mãe. A teoria dos objectos de Klein concentrava-se na ligação emocional intensa entre mãe e filho, principalmente durante os seis primeiros meses de vida do bebé. Descreveu a ligação entre o bebé e a mãe e termos emocionais e cognitivos e não em termos sexuais."
***
 
“A maldade e a destrutividade passam a ser vistas no rival; ele é condenado, e contra ele pode ser dirigido o ódio sem implicar o sentimento de culpa”. *

* Melaine Klein e Joan Riviere,
IN Amor Ódio e Reparação,
Imago Editora
OS AMIGOS E AS AMANTES... 
"O que leva a que a ciumenta destine toda a sua raiva numa rival (real ou fantasiada), e poupe a pessoa que ama? O mesmo para o ciumento.
A torturante amargura do ciúme faz-nos odiar quem amamos. Sentimo-nos preocupadas e culpadas que a nossa agressividade possa destruir o outro e a relação.
“Transferir” a maldade e destrutividade para uma rival, é uma maneira de atenuar esta tortura, e pouparmos do nosso ódio, a pessoa que amamos.
 Ao condenarmos uma amante, podemos assim descarregar todos esses sentimentos nela. Sem culpas, por isso.
 Este mecanismo projecção, permite ao odiar a outra, não lidar também com a dúvida sobre nós próprias, que talvez não sejamos dignas de sermos amadas."

Cristina Simões
IN iNCALCULÁVEL iMPERFEIÇÃO


quinta-feira, dezembro 29, 2011

QUANDO O PODER DA DEUSA SE INVERTE...



"O poder da Deusa, que se manifesta por meio das mulheres, é uma matriz emocional que convida a uma fusão ou simbiose inconsciente e transmite uma sensação de “chegada a casa”. J.S.B.


Nem sempre acontece como bem gostariamos que fosse que essa matriz emocional convide a uma fusão ou simbiose inconsciente com a sensação de volta "a casa" se ao nivel inconsciente precisamente as  mulheres não estiverem em sintonia com essa matriz que é a Matriz comum a todas as mulheres na essência e não na superfície...Ora aqui chegadas....infelizmente não a casa...temos de rever de forma clara o objectiva que há algo por fazer, algo por realizar de muito importante...pois sabemos que a Mulher ainda não é capaz de sentir essa simbiose nem fazer essa fusão com as outras mulheres porque não está ligada à sua própria essencia...e portanto está longe dessa matriz do feminino.

Hoje eu destaco aqui este aspecto porque mais uma vez fui surpreendida com a inversão desse Poder da Deusa...e em vez de sentir essa sintonia, essa empatia, essa cumplicidade, essa compreensão natural entre seres iguais... com uma ou várias mulheres que me lêem, senti mais uma vez, neste caso directamente na pele, a mágoa pela agressão gratuita ou a revanche antiga pela diferença e a não aceitação da diferença seja em ideias ou palavras ou mesmo experiências que nos marcam e diferenciam umas das outras - o que eu senti foi essa  total falta de simbiose entre as mulheres que é gerada pela competição e luta entre os estereótipos,  as idades, entre a filha e a mãe entre a mãe e a anciã...
E ver este antagonismo manifestar-se entre as mais diferentes mulheres, sempre umas contra as outras, só me fortalece na ideia de que as mulheres continuam inimigas umas das outras  e sem mexer no aspecto fulcral da sua ferida...e o que destilam é esse  veneno que cimenta a discórdia, a agressão e a divergência acérrima que as leva a acusar-se umas às outras  e a agredir "amigas"... e os espelhos  que as mulheres são umas para as outras acabam em estilhaços de acusações e briga, ferindo-se algumas mortalmente (na amizade digo)...E este facto vivido, mais uma vez, prova-me que todas as teorias da Deusa e do Feminino, sagrado ou profano, todas as ideias e lutas feministas, se não houver um verdadeiro trabalho ao nível da psique, ao nível psicológico e anímico, tudo não passa de boas intenções e ideias de superfície. Todos os grupos e círculos de mulheres que não se fundamentam nessas linhas de consciência e trabalho em profundidade consigo mesmas,  na união interior das duas mulheres cindidas dentro de si...levam inexoravelmente ao fim e à cisão dos grupos e ao antagonismo entre as mulheres...e as melhores amigas de hoje serão as maiores inimigas de amanhã...como acontece em todo os lugares e comunidades, no trabalho  e na sociedade em geral.
Portanto e mais do que nunca a grande e premente necessidade de todas as mulheres é de realizar um trabalho pessoal e interior em profundidade. Tudo ou quase tudo foi feito no exterior, mas não são as lutas sociais por direitos  e igualdades, nem as lutas económicas de classe, nem os rituais da Deusa, nem as ideias brilhantes, nem as mais belas filosofias que nos salvam...mas sim a consciência do SER EM Si, neste caso uma consciência integral do ser mulher.

Em resumo, tudo isto na verdade me mostra que enquanto a mulher não se enxergar a si mesma nessa divisão ancestral, e sempre como o pomo da discórdia e continuar a acusar a outra mulher da divergência e pretender ter razão...que ela não fez trabalho nenhum em si - pode até ser uma grande activista e uma grande estudiosa dos assuntos da mulher e da deusa...mas sem esse trabalho interior não vai a lado nenhum digo e afirmo -  mas apenas pretende afirmar-se pela mente e pela lógica...
Para mim não há nada pior do que uma mulher virar-se contra a mãe ou a irmã...não há nada mais grave do que uma mãe acusar uma filha...porque esse é o princípio que separou a mulher da outra mulher e as dividiu em duas, e as  fragmentou em múltiplas personas (e estereótipos) e a faz sentir-se continuamente perdida e contra as outras mulheres. Nada mais nefasto e venenoso do que o ódio de outra mulher. Uma mulher pelo ódio pode fulminar alguém tanto, e tão drasticamente  como pelo Amor da Deusa Mãe e esse pOder simbiótico Curar e salvar-se a si mesma e digo até  a Humanidade inteira. Mas enquanto a mulher lutar contra uma parte de si e contra a outra mulher não haverá Paz dentro de si nem no mundo.

rlp   

terça-feira, dezembro 27, 2011

CAMINHO PARA A INICIAÇÃO FEMININA:

A UNIÃO DAS MULHERES EM SI E FORA DE SI...

"O retorno à Deusa, para renovação numa base de origem e num espírito feminino, é um aspecto vitalmente importante na busca que a mulher moderna empreende em direcção à sua totalidade.”

Sylvia Pereira



Mulheres & Deusas procura dar expressão à uma nova dinâmica da mulher actual versus mulher ancestral. Mulheres & Deusas, retrata mulheres extraordinárias e vulgares, jovens, mães e velhas, que percorrem o seu próprio Caminho de vida na busca da Deusa – descida às cavernas do seu inconsciente - na procura do seu verdadeiro EU.

Mulheres & Deusas
busca o encontro da feminilidade original e da mulher essencial no encontro com a Deusa esquecida; desenvolve um trabalho que visa unir as duas mulheres cindidas e separadas pelo patriarcado que criou em cada mulher o antagonismo da santa e da pecadora e levá-las à fusão desses dois lados de si mesma.


O Blogue Mulheres & Deusas
está exclusivamente vocacionado para o conhecimento alargado (que concerne ambos os princípios) e a consciência do Sagrado Feminino na sua dimensão ontológica sem fazer qualquer cedência ao lúdico e ao gratuito. Mulher & Deusas não é conivente com os estereótipos bem sucedidos da mulher moderna…não é apologista de uma libertinagem sexual nem de qualquer laxismo. Preza a excelência da linguagem, a palavra iluminada a poesia lírica…e a metafísica.


O blogue Mulheres & Deusas acolhe no seu seio, todas as mulheres verdadeiramente empenhadas na causa da Deusa, autistas, artistas, bruxas, sacerdotisas, feiticeiras e gatos. De vez em quando dá lugar aos poetas e aos magos, mas só aos especiais, os fiéis da Deusa Mãe.
RLP

O poder da Deusa, que se manifesta por meio das mulheres, é uma matriz emocional que convida a uma fusão ou simbiose inconsciente e transmite uma sensação de “chegada a casa”.
 J.S.B.

segunda-feira, dezembro 26, 2011

MATER MATRIZ: O verdadeiro potencial feminino...


A RAÍZ MATRICIAL DA MULHER É A MATÉRIA/VIDA/CORPO, ALMA E ESPÍRITO, A SUA MATRIZ ...E É A PARTIR DO ÚTERO E DA TERRA MÃE...A PARTIR DE DENTRO DE SI E DO CORAÇÃO CENTRO, QUE A MULHER PODE ACEDER À SUA TOTALIDADE
rlp

"CABE ÀS MULHERES REDESCOBRIR O FEMININO,
DAR À LUZ UMA ALMA NOVA,
CAPAZ DE ASSUMIR A SUA DIMENSÃO CÓSMICA"*
(*Antónia de Sousa)





"Construção da Consciência Matricial de Cada Mulher "
O estudo da Construção da Consciência Matricial, abre uma nova oportunidade para o auto-conhecimento profundo de cada mulher. Trata-se de um estudo individual que revela a construção da essência de cada mulher através de uma observação cuidada, objectiva e muito esclarecedora.
A Consciência Matricial, mostra de forma clara o campo morfogenético que cada mulher transporta individualmente, manifestado através da sua personalidade, do seu comportamento, do seu ego, da sua alma, do seu espírito e da sua mente criativa e da sua mente imaginária. A interacção entre este conteúdo feminino individual e único, revela os "nós" ou bloqueios morfogenéticos da ancestralidade que conduz cada Mulher para a vida fisica.
Quando nasce para a vida física, a Mulher, corresponde emocional e mentalmente a padrões e a campos morfogenéticos que a levam a desencadear reacções psicológicas, emocionais e mentais, construindo ou destruindo partes de si mesma, que se vão acumulando em forma de potenciais ou de limitações, sobre os quais nem sempre tem consciência, desdobrando-se e desenvolvendo o seu comportamento em formas arquetípicas, para poder sobreviver. Os desdobramentos arquetípicos de sobrevivencia manifestam-se nas alterações da sua própria personalidade e do seu comportamento, afastando-a da sua essência, resultando num sistema de sucessivos traumas, frustações, dificuldades materiais, afectivas e, no permanente desconforto, de nunca poder relaxar e viver em paz e harmonia a sua vida e a sua felicidade.
 

Todas as Mulheres nascem para a Vida com uma missão matricial, sendo essa missão uma constante procura pela perfeição e pela competência, relativamente à sua essencia e à sua sabedoria interior. No entanto, existem inúmeros factores que podem interferir com o seu caminho, é por isso essencial, que cada Mulher possa aceder ao seu nível mais profundo de conhecimento, sobre si própria e sobre aquilo que a vida espera de si. 
Por mais que fuja, por mais que adie, por mais que evite, nunca poderá deixar de ser quem É, na realidade. Apesar de tudo, pode escolher um caminho construtivo e positivo, sendo detentora de maior consciência sobre si própria, sobre a sua essência e sobre a sua missão como Mulher na Vida.
O estudo da Construção da sua Consciência Matricial, mostra-lhe todos os momentos em que pode ser uma Verdadeira Deusa Criadora, Nutridora ou Materializadora e, ao reconhecer-se, pode defenitivamente assumir-se, como tal.
Quando uma mulher se assume com todo o seu potencial, não precisa mais de se projectar nos outros, buscando referências para si própria, nem mesmo para crescer e para evoluir. Quando é capaz de se assumir integralmente, passa igualmente a reconhecer as outras Mulheres e a ser naturalmente reconhecida.
A Construção da Consciência Matricial, é a mais recente actualização da Psicologia do Amor, no Todo do potencial feminino.

Para conhecer a Construção da sua Consciência Matricial não é necessária a sua presença física, porque se trata de um estudo realizado á distância sendo enviado por mail com toda a informação, esclarecimentos detalhados e conjunto de orientações individuais. Cada Mulher é Única. Cada Mulher tem a sua Missão na Vida. Cada Mulher deve ser observada e reconhecida como Absoluta!

in HANTURIA - UM BLOG INACESSÍVEL

(Espero notícias de contacto estabelecido, a fim de vos dar acesso a ele)