quarta-feira, dezembro 09, 2015
A CURA ESTÁ EM TI...
A CURA
"Quando identificares intelectualmente uma experiência, toma consciência de como a sentes no corpo. Permíte-te senti-la fisicamente. Se não, nem teu comportamento nem tua saúde vão mudar. Uma vez que, com plena consciência damos nome a uma experiência e a interiorizamos, física e emocionalmente, ela já não pode afectar inconscientemente. Então começamos a ver como temos sido influenciadas pelos nossos problemas e os temos perpetuado. Identificar algo que nos afecta de modo adverso faz parte da nossa libertação e da sua contínua influência. Muitas vezes curar as feridas abertas isso não pode começar enquanto não nos permitimos sentir o peso que as coisas tiveram ( no passado). Fazer isto liberta energia emocional e física que estava acumulada, escondida e por nós negada ou desapercebida durante muitos anos. Logo que possamos começar a perceber exactamente o que sentimos, sem julgamento, começámos a libertar a nossa energia. Só então poderemos avançar para o que queremos."
ENTÃO...
"Vi mulheres saudáveis e estou a tornar-me uma delas. Estou a começar a saber como é estar bem, e o primeiro passo é abraçar o nosso corpo. Imagína-te saudável, completa, curada e profundamente conectada com a sabedoria de teu corpo feminino. Como é que te está a sentir? O que é que sabes, no fundo, da medula dos teus ossos? Nada é mais emocionante do que saber que o nosso corpo e os nossos sentimentos são um caminho aberto e aberto para o nosso destino."
Christiane Northrup
Corpo de mulher, sabedoria de mulher
terça-feira, dezembro 08, 2015
MÃE...
A Bicicleta pela Lua Dentro - Mãe, Mãe
A bicicleta pela lua dentro - mãe, mãe -
ouvi dizer toda a neve.
As árvores crescem nos satélites.
Que hei-de fazer senão sonhar
ao contrário quando novembro empunha -
mãe, mãe - as tellhas dos seus frutos?
As nuvens, aviões, mercúrio.
Novembro - mãe - com as suas praças
descascadas.
A neve sobre os frutos - filho, filho.
Janeiro com outono sonha então.
Canta nesse espanto - meu filho - os satélites
sonham pela lua dentro na sua bicicleta.
Ouvi dizer novembro.
As praças estão resplendentes.
As grandes letras descascadas: é novo o alfabeto.
Aviões passam no teu nome -
minha mãe, minha máquina -
mercúrio (ouvi dizer) está cheio de neve.
Avança, memória, com a tua bicicleta.
Sonhando, as árvores crescem ao contrário.
Apresento-te novembro: avião
limpo como um alfabeto. E as praças
dão a sua neve descascada.
Mãe, mãe — como janeiro resplende
nos satélites. Filho — é a tua memória.
E as letras estão em ti, abertas
pela neve dentro. Como árvores, aviões
sonham ao contrário.
As estátuas, de polvos na cabeça,
florescem com mercúrio.
Mãe — é o teu enxofre do mês de novembro,
é a neve avançando na sua bicicleta.
O alfabeto, a lua.
Começo a lembrar-me: eu peguei na paisagem.
Era pesada, ao colo, cheia de neve.
la dizendo o teu nome de janeiro.
Enxofre — mãe — era o teu nome.
As letras cresciam em torno da terra,
as telhas vergavam ao peso
do que me lembro. Começo a lembrar-me:
era o atum negro do teu nome,
nos meus braços como neve de janeiro.
Novembro — meu filho — quando se atira a flecha,
e as praças se descascam,
e os satélites avançam,
e na lua floresce o enxofre. Pegaste na paisagem
(eu vi): era pesada.
O meu nome, o alfabeto, enchia-a de laranjas.
Laranjas de pedra - mãe. Resplendentes,
estátuas negras no teu nome,
no meu colo.
Era a neve que nunca mais acabava.
Começo a lembrar-me: a bicicleta
vergava ao peso desse grande atum negro.
A praça descascava-se.
E eis o teu nome resplendente com as letras
ao contrário, sonhando
dentro de mim sem nunca mais acabar.
Eu vi. Os aviões abriam-se quando a lua
batia pelo ar fora.
Falávamos baixo. Os teus braços estavam cheios
do meu nome negro, e nunca mais
acabava de nevar.
Era novembro.
Janeiro: começo a lembrar-me. O mercúrio
crescendo com toda a força em volta
da terra. Mãe - se morreste, porque fazes
tanta força com os pés contra o teu nome,
no meu colo?
Eu ia lembrar-me: os satélites todos
resplendentes na praça. Era a neve.
Era o tempo descascado
sonhando com tanto peso no meu colo.
Ó mãe, atum negro —
ao contrário, ao contrário, com tanta força.
Era tudo uma máquina com as letras
lá dentro. E eu vinha cantando
com a minha paisagem negra pela neve.
E isso não acabava nunca mais pelo tempo
fora. Começo a lembrar-me.
Esqueci-te as barbatanas, teus olhos
de peixe, tua coluna
vertebral de peixe, tuas escamas. E vinha
cantando na neve que nunca mais
acabava.
O teu nome negro com tanta força —
minha mãe.
Os satélites e as praças. E novembro
avançando em janeiro com seus frutos
destelhados ao colo. As
estátuas, e eu sonhando, sonhando.
Ao contrário tão morta — minha mãe —
com tanta força, e nunca
— mãe — nunca mais acabava pelo tempo fora.
Herberto Helder, in 'Poemas Completos'
ouvi dizer toda a neve.
As árvores crescem nos satélites.
Que hei-de fazer senão sonhar
ao contrário quando novembro empunha -
mãe, mãe - as tellhas dos seus frutos?
As nuvens, aviões, mercúrio.
Novembro - mãe - com as suas praças
descascadas.
A neve sobre os frutos - filho, filho.
Janeiro com outono sonha então.
Canta nesse espanto - meu filho - os satélites
sonham pela lua dentro na sua bicicleta.
Ouvi dizer novembro.
As praças estão resplendentes.
As grandes letras descascadas: é novo o alfabeto.
Aviões passam no teu nome -
minha mãe, minha máquina -
mercúrio (ouvi dizer) está cheio de neve.
Avança, memória, com a tua bicicleta.
Sonhando, as árvores crescem ao contrário.
Apresento-te novembro: avião
limpo como um alfabeto. E as praças
dão a sua neve descascada.
Mãe, mãe — como janeiro resplende
nos satélites. Filho — é a tua memória.
E as letras estão em ti, abertas
pela neve dentro. Como árvores, aviões
sonham ao contrário.
As estátuas, de polvos na cabeça,
florescem com mercúrio.
Mãe — é o teu enxofre do mês de novembro,
é a neve avançando na sua bicicleta.
O alfabeto, a lua.
Começo a lembrar-me: eu peguei na paisagem.
Era pesada, ao colo, cheia de neve.
la dizendo o teu nome de janeiro.
Enxofre — mãe — era o teu nome.
As letras cresciam em torno da terra,
as telhas vergavam ao peso
do que me lembro. Começo a lembrar-me:
era o atum negro do teu nome,
nos meus braços como neve de janeiro.
Novembro — meu filho — quando se atira a flecha,
e as praças se descascam,
e os satélites avançam,
e na lua floresce o enxofre. Pegaste na paisagem
(eu vi): era pesada.
O meu nome, o alfabeto, enchia-a de laranjas.
Laranjas de pedra - mãe. Resplendentes,
estátuas negras no teu nome,
no meu colo.
Era a neve que nunca mais acabava.
Começo a lembrar-me: a bicicleta
vergava ao peso desse grande atum negro.
A praça descascava-se.
E eis o teu nome resplendente com as letras
ao contrário, sonhando
dentro de mim sem nunca mais acabar.
Eu vi. Os aviões abriam-se quando a lua
batia pelo ar fora.
Falávamos baixo. Os teus braços estavam cheios
do meu nome negro, e nunca mais
acabava de nevar.
Era novembro.
Janeiro: começo a lembrar-me. O mercúrio
crescendo com toda a força em volta
da terra. Mãe - se morreste, porque fazes
tanta força com os pés contra o teu nome,
no meu colo?
Eu ia lembrar-me: os satélites todos
resplendentes na praça. Era a neve.
Era o tempo descascado
sonhando com tanto peso no meu colo.
Ó mãe, atum negro —
ao contrário, ao contrário, com tanta força.
Era tudo uma máquina com as letras
lá dentro. E eu vinha cantando
com a minha paisagem negra pela neve.
E isso não acabava nunca mais pelo tempo
fora. Começo a lembrar-me.
Esqueci-te as barbatanas, teus olhos
de peixe, tua coluna
vertebral de peixe, tuas escamas. E vinha
cantando na neve que nunca mais
acabava.
O teu nome negro com tanta força —
minha mãe.
Os satélites e as praças. E novembro
avançando em janeiro com seus frutos
destelhados ao colo. As
estátuas, e eu sonhando, sonhando.
Ao contrário tão morta — minha mãe —
com tanta força, e nunca
— mãe — nunca mais acabava pelo tempo fora.
Herberto Helder, in 'Poemas Completos'
POR AQUELES QUE MORREM...
Álvaro de Campos
Por aqueles, minha mãe, que morreram, que caíram na batalha...
Por aqueles, minha mãe, que morreram, que caíram na batalha...
Dlôn — ôn — ôn — ôn...
Por aqueles, minha mãe, que ficaram mutilados no combate
Dlôn — ôn — ôn — ôn...
Por aqueles cuja noiva esperará sempre em vão...
Dlôn — ôn — ôn — ôn...
Sete vezes sete vezes murcharão as flores no jardim
Dlôn — ôn — ôn — ôn...
E os seus cadáveres serão do pó universal e anónimo
Dlôn — ôn — on — on...
E eles, quem sabe, minha mãe, sempre vivos [...] com esperança...
Loucos, minha mãe, loucos, porque os corpos morrem e a dor não morre...
Dlôn — dlôn — dlôn — dlôn — dlôn — dlôn...
Que é feito daquele que foi a criança que tiveste ao peito?
Dlôn...
Quem sabe qual dos desconhecidos monos ai é o teu filho
Dlôn...
Ainda tens na gaveta da cómoda os seus bibes de criança...
Ainda há nos caixotes da dispensa os seus brinquedos velhos...
Ele hoje pertence a uma podridão [...] in France.
Ele que foi tanto para ti, tudo, tudo, tudo...
Olha, ele não é nada no geral holocausto da história
Dlôn — dlôn...
Dlôn — dlôn — dlôn — dlôn...
Dlôn — dlôn — dlôn — dlôn...
Dlôn — dlôn — dlôn — dlôn — dlôn — dlôn...
Dlôn — ôn — ôn — ôn...
Por aqueles, minha mãe, que ficaram mutilados no combate
Dlôn — ôn — ôn — ôn...
Por aqueles cuja noiva esperará sempre em vão...
Dlôn — ôn — ôn — ôn...
Sete vezes sete vezes murcharão as flores no jardim
Dlôn — ôn — ôn — ôn...
E os seus cadáveres serão do pó universal e anónimo
Dlôn — ôn — on — on...
E eles, quem sabe, minha mãe, sempre vivos [...] com esperança...
Loucos, minha mãe, loucos, porque os corpos morrem e a dor não morre...
Dlôn — dlôn — dlôn — dlôn — dlôn — dlôn...
Que é feito daquele que foi a criança que tiveste ao peito?
Dlôn...
Quem sabe qual dos desconhecidos monos ai é o teu filho
Dlôn...
Ainda tens na gaveta da cómoda os seus bibes de criança...
Ainda há nos caixotes da dispensa os seus brinquedos velhos...
Ele hoje pertence a uma podridão [...] in France.
Ele que foi tanto para ti, tudo, tudo, tudo...
Olha, ele não é nada no geral holocausto da história
Dlôn — dlôn...
Dlôn — dlôn — dlôn — dlôn...
Dlôn — dlôn — dlôn — dlôn...
Dlôn — dlôn — dlôn — dlôn — dlôn — dlôn...
segunda-feira, dezembro 07, 2015
TER (OU NÃO) DISCERNIMENTO
UMA REFLEXÃO BREVE
Sobre a aceitação do outro/a...e de nós mesmas!
Repare-se, quando nos confessamos ou dizemos o que sentimos a alguém, o que acontece em geral é que a pessoa não sabe ler a experiência do outro/a sem fazer comparação com a sua e sem ser subjectiva na apreciação, reagindo sempre ora dando "receitas" ora achando bem ou mal...Não saímos da dualidade de critérios...e essa é a nossa formatação-educação...e a forma como todas as pessoas reagem de forma primária ao que o "outro/a" diz. Ninguém se abre à percepção-visão do outro...um exercício possível e de boa vontade...como complemento da sua.
...
Tenho comprovado que as pessoas raramente se conseguem dissociar do seu próprio ponto de vista e pareceres subjectivos, conceitos e ideias sobre os temas, quando os outros se expressam para ter uma impressão neutra. Digo isto para que se perceba bem que raramente conseguimos ser imparciais ou colocarmo-nos na pele dos outros/as - pois reagimos quase sempre pelo que sentimos nós mesmas em vez de recuarmos e sermos imparciais face ao outro/a e assim ou nos defendemos ou atacamos as ideias pela leitura que fazemos do que lemos à priori...
Por isso é tão difícil falar ou escrever sobre o que sentimos para os outros. Não nos entendemos nunca ou raramente porque, além de estarmos a ver as coisas de angulos diferentes, ou vem logo a receita...ou vem o reparo. E já vão ler isto que eu digo como se fosse uma "critica" ou um reparo ao que escrevem ou comentam, se for o caso...
Estão a ver?
Então de facto o exercício de uma pessoa se dizer - escrever - é muito ingrato porque nunca podemos esperar compreensão e aceitação, mas apenas REACÇÃO, rejeição ou silêncio.
No meu caso, mesmo entre amigas/os eu já tenho dito isto, quando eu falo do que sinto ou penso, ou escrevo sobre os outros/as NÃO ESTOU A JULGAR NINGUÉM em particular e quando escrevo sobre o que sinto, exponho-me nas minhas duvidas e sou eu a "objectora de consciência" - não preciso que os outros o façam por mim, mas que apenas compreendam e mostrem a sua solidariedade pelo caso exposto, pelos meus sentimentos e não espero receitas (ah medita que isso passa, ou faz reiki ou reza, vai a missa ou faz uma massagem, etc) nem julgamento de uma moral qualquer de que estamos impregnadas - mas aceito de muito bom grado a reflexão sobre as causas comuns que nos afectam sem que possamos nunca avaliar as causas pessoais de cada uma...
O que eu esperava era que houvesse compreensão e solidariedade...mas não.
Portanto o convite seria um olhar neutro sobre o drama do outro/a sem reflectirmos o nosso como oposição..."o eu sou melhor que tu, eu sou pior que tu, eu sei mais, sou mais honesto, tenho razão e tu não etc."
O QUE DEVIAMOS FAZER...
Era agir como se fossemos todas enfermeiras e tivessemos que por um penso no paciente sem saber porque ele foi ferido...nem o que aconteceu...sem pensar se é o criminoso ou o ladrão ou a vítima...
O que acontece é que quando nos julgamos ou não aceitamos como somos acabamos a julgar os outros/as da mesma forma que nos julgamos a nós mesmas...e passamos logo a atacar o outro ou a defender o nosso ponto de vista apenas. Tudo depende do grau da nossa susceptibilidade também. O medo e a culpa vem sempre em primeiro lugar...e isso tolda e adultera a neutralidade do discernimento...que nesse caso deixa de ser discernimento puro, para ser "julgamento" e é aqui que está a dificuldade em sermos neutrais.
rlp
Por isso é tão difícil falar ou escrever sobre o que sentimos para os outros. Não nos entendemos nunca ou raramente porque, além de estarmos a ver as coisas de angulos diferentes, ou vem logo a receita...ou vem o reparo. E já vão ler isto que eu digo como se fosse uma "critica" ou um reparo ao que escrevem ou comentam, se for o caso...
Estão a ver?
Então de facto o exercício de uma pessoa se dizer - escrever - é muito ingrato porque nunca podemos esperar compreensão e aceitação, mas apenas REACÇÃO, rejeição ou silêncio.
No meu caso, mesmo entre amigas/os eu já tenho dito isto, quando eu falo do que sinto ou penso, ou escrevo sobre os outros/as NÃO ESTOU A JULGAR NINGUÉM em particular e quando escrevo sobre o que sinto, exponho-me nas minhas duvidas e sou eu a "objectora de consciência" - não preciso que os outros o façam por mim, mas que apenas compreendam e mostrem a sua solidariedade pelo caso exposto, pelos meus sentimentos e não espero receitas (ah medita que isso passa, ou faz reiki ou reza, vai a missa ou faz uma massagem, etc) nem julgamento de uma moral qualquer de que estamos impregnadas - mas aceito de muito bom grado a reflexão sobre as causas comuns que nos afectam sem que possamos nunca avaliar as causas pessoais de cada uma...
O que eu esperava era que houvesse compreensão e solidariedade...mas não.
Portanto o convite seria um olhar neutro sobre o drama do outro/a sem reflectirmos o nosso como oposição..."o eu sou melhor que tu, eu sou pior que tu, eu sei mais, sou mais honesto, tenho razão e tu não etc."
O QUE DEVIAMOS FAZER...
Era agir como se fossemos todas enfermeiras e tivessemos que por um penso no paciente sem saber porque ele foi ferido...nem o que aconteceu...sem pensar se é o criminoso ou o ladrão ou a vítima...
O que acontece é que quando nos julgamos ou não aceitamos como somos acabamos a julgar os outros/as da mesma forma que nos julgamos a nós mesmas...e passamos logo a atacar o outro ou a defender o nosso ponto de vista apenas. Tudo depende do grau da nossa susceptibilidade também. O medo e a culpa vem sempre em primeiro lugar...e isso tolda e adultera a neutralidade do discernimento...que nesse caso deixa de ser discernimento puro, para ser "julgamento" e é aqui que está a dificuldade em sermos neutrais.
rlp
domingo, dezembro 06, 2015
ENTROPIA DA CONSCIÊNCIA
ENTROPIA DA CONSCIÊNCIA
ou MEMÓRIAS DE OUTRAS VIDAS?
"Um abaixamento do nível da consciência, uma condição mental e emocional experienciada como uma “perda da alma”. É um afrouxamento na intensidade da consciência que é sentido como falta de interesse, tristeza ou depressão, e que as vezes acontece de forma tão intensa que simplesmente toda a personalidade se desmorona perdendo assim sua unidade. Entre as causas que a provocam estão a fadiga mental e física, o adoecimento do... corpo, emoções violentas e choque traumático restringindo a personalidade como um todo.
ENTROPIA DA CONSCIÊNCIA
Acontece com pessoas que foram uma grande personalidade em outras reencarnações, no presente não suportarem o peso sob influência do seu passado de sucesso, as condições de agora são diferentes, os meios de vida são outros, mas seu coração pulsa por lugares distantes, isto é um consolo."
(perdi a fonte e o autor?)
quinta-feira, dezembro 03, 2015
Mulheres contra o Islam: O Alcorão - lição 1.
Basta apenas escrever o nome Alcorão, colocar o número do capítulo, seguido de dois pontos ( : ), seguido do número do verso. Vejamos o que diz o Alcorão 4:34 (ou seja, o capítulo 4 verso 34):

"Os homens têm autoridade sobre as mulheres pelo que Deus os fez superiores a elas e porque gastam de suas posses para sustentá-las. As boas esposas são obedientes e guardam sua virtude na ausência de seu marido conforme Deus estabeleceu. Aquelas de quem temei a rebelião, exortai-as, bani-as de vossa cama e batei nelas. Se vos obedecerem, não mais as molesteis. Deus é elevado e grande."
Mulheres contra o Islam: O Alcorão - lição 1.: Texto de Khadija Kafir. A primeira vez que eu vi uma tradução do Alcorão eu tinha 14 anos de idade. Foi numa livraria no bairro...
quarta-feira, dezembro 02, 2015
ERA UMA VEZ UMA MÃE...
ERA UMA VEZ...
Há tantas teorias, livros e livros, e mais livros, filosofias e tratados e psicologias...tanta, tanta, tanta teoria sobre o mundo em crise e as pessoas em crise e as crianças em crise e a educação em crise e o ambiente em crise, e o planeta e o mundo em crise...e ERA TÃO SIMPLES... tão simples como as histórias que se contavam às crianças:
...ERA UMA VEZ uma DEUSA...uma Rainha, uma Mãe que era plena e segura e senhora de si, uma mulher cuidada que cuidava, uma mulher amada que ...amava, uma mulher respeitada que respeitava e amava os seus filhos e os ensinava a amar-se a si mesmos e a não ter medo de deus do inferno nem do pecado...mas no Amor dela, e por ela aleitadas e desmamadas...crianças que cresciam com colo e abrigo e segurança - não esta selva urbana de gente brutal e vazia e deseperada por salários que educa sem coração e reprime e abandona as crianças ao Sistema de predadores...num mundo de escravidão ao deus dinheiro!
rlp
A RELIGIÃO DO DINHEIRO
A CRISE E A ECONOMIA...
“você deve obedecer!”
(...)
"Crise” e “economia” atualmente não são usadas como conceitos, mas como palavras de ordem, que servem para impor e para fazer com que se aceitem medidas e restrições que as pessoas não têm motivo algum para aceitar. “Crise” hoje em dia significa simplesmente “você deve obedecer!”. Creio que seja evidente para todos que a chamada “crise” já dura decênios e nada mais é senão o modo normal como funciona o capitalismo em nosso... tempo. E se trata de um funcionamento que nada tem de racional.
Para entendermos o que está acontecendo, é preciso tomar ao pé da letra a ideia de Walter Benjamin, segundo o qual o capitalismo é, realmente, uma religião, e a mais feroz, implacável e irracional religião que jamais existiu, porque não conhece nem redenção nem trégua. Ela celebra um culto ininterrupto cuja liturgia é o trabalho e cujo objeto é o dinheiro. Deus não morreu, ele se tornou Dinheiro. O Banco – com os seus cinzentos funcionários e especialistas – assumiu o lugar da Igreja e dos seus padres e, governando o crédito (até mesmo o crédito dos Estados, que docilmente abdicaram de sua soberania), manipula e gere a fé – a escassa, incerta confiança – que o nosso tempo ainda traz consigo. Além disso, o fato de o capitalismo ser hoje uma religião, nada o mostra melhor do que o titulo de um grande jornal nacional (italiano) de alguns dias atrás: “salvar o euro a qualquer preço”. Isso mesmo, “salvar” é um termo religioso, mas o que significa “a qualquer preço”? Até ao preço de “sacrificar” vidas humanas? Só numa perspectiva religiosa (ou melhor, pseudo-religiosa) podem ser feitas afirmações tão evidentemente absurdas e desumanas."
(...)
"A crise econômica que ameaça levar consigo parte dos Estados europeus pode ser vista como condição de crise de toda a modernidade?
A crise atravessada pela Europa não é apenas um problema econômico, como se gostaria que fosse vista, mas é antes de mais nada uma crise da relação com o passado. O conhecimento do passado é o único caminho de acesso ao presente. É procurando compreender o presente que os seres humanos – pelo menos nós, europeus – são obrigados ...a interrogar o passado. Eu disse “nós, europeus”, pois me parece que, se admitirmos que a palavra “Europa” tenha um sentido, ele, como hoje aparece como evidente, não pode ser nem político, nem religioso e menos ainda econômico, mas talvez consista nisso, no fato de que o homem europeu – à diferença, por exemplo, dos asiáticos e dos americanos, para quem a história e o passado têm um significado completamente diferente – pode ter acesso à sua verdade unicamente através de um confronto com o passado, unicamente fazendo as contas com a sua história.
(...)
A MORTE DA EUROPA
"A crise econômica que ameaça levar consigo parte dos Estados europeus pode ser vista como condição de crise de toda a modernidade?
A crise atravessada pela Europa não é apenas um problema econômico, como se gostaria que fosse vista, mas é antes de mais nada uma crise da relação com o passado. O conhecimento do passado é o único caminho de acesso ao presente. É procurando compreender o presente que os seres humanos – pelo menos nós, europeus – são obrigados ...a interrogar o passado. Eu disse “nós, europeus”, pois me parece que, se admitirmos que a palavra “Europa” tenha um sentido, ele, como hoje aparece como evidente, não pode ser nem político, nem religioso e menos ainda econômico, mas talvez consista nisso, no fato de que o homem europeu – à diferença, por exemplo, dos asiáticos e dos americanos, para quem a história e o passado têm um significado completamente diferente – pode ter acesso à sua verdade unicamente através de um confronto com o passado, unicamente fazendo as contas com a sua história.
O passado não é, pois, apenas um patrimônio de bens e de tradições, de memórias e de saberes, mas também e sobretudo um componente antropológico essencial do homem europeu, que só pode ter acesso ao presente olhando, de cada vez, para o que ele foi. Daí nasce a relação especial que os países europeus (a Itália, ou melhor, a Sicília, sob este ponto de vista é exemplar) têm com relação às suas cidades, às suas obras de arte, à sua paisagem: não se trata de conservar bens mais ou menos preciosos, entretanto exteriores e disponíveis; trata-se, isso sim, da própria realidade da Europa, da sua indisponível sobrevivência. Neste sentido, ao destruírem, com o cimento, com as autopistas e a Alta Velocidade, a paisagem italiana, os especuladores não nos privam apenas de um bem, mas destroem a nossa própria identidade. A própria expressão “bens culturais” é enganadora, pois sugere que se trata de bens entre outros bens, que podem ser desfrutados economicamente e talvez vendidos, como se fosse possível liquidar e por à venda a própria identidade."
(...)
Giorgio Agamben (filósofo)
(...)
Giorgio Agamben (filósofo)
AS CIMEIRAS...
AS CIMEIRAS? DEIXEM-ME RIR...
Sim, deixem-me rir pelos séculos e séculos passados e pelo séculos do devir da história humana, rir bem alto destes fantoches que governam o mundo, estas criaturas mesquinhas e execráveis que se sentam nos mesmos tronos dos reis em palácios e são presidentes e ministros... gente déspota e rasteira, seres medíocres, invejosos e frustrados, sim, os mesmos que fazem cimeiras para salvar o Planeta e a Humanidade (ah ah ah ah) quando todos eles ...são responsáveis pela sua destruição iminente...a cada dia e a cada hora? Sim, eles mesmo, os mesmos que falam e falam e falam e só dizem mentiras - todos esses 140 hipocritas e mentirosos senhores que governam o mundo e nos enganam lá do alto das suas cadeiras douradas...e fazem as crises e fazem as guerras e escravizam os povos aos mercados, à emigração, à globalização, à destruição da vida em todos os planos, seja da Natureza seja do ser humano, o mais humilde e mais pobre...com quem jogam sem qualquer escrúpulo!
Sim eles e mais ninguém são os responsáveis por todas as crises e misérias do mundo na sua ganância de poder e de domínio - NUNCA DEIXARÃO DE O FAZER por ambição e continuarão a matar populações inteiras em nome do DEUS DINHEIRO, o único deus que conhecem e servem...
E nesta palhaçada internacional eles gastam milhões de euros e dólares com cimeiras aparatosas que daria para alimentar milhares de seres humanos a morrer de fome...
rlp
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