terça-feira, julho 05, 2016

UM DEUS MISÓGINO...


É PREFERÍVEL A MORTE A VIVER SEM DIGNIDADE...?


Mayssa Charrouf, uma jovem palestiniana na Jordânia, de 18 anos, acabou de se suicidar. Ela deixou uma carta de despedida comovente. Aqui estão algumas palavras:

" Eu não sei se Deus fez bem em me criar e me deixar viver entre estas pessoas. Todos me olham de lado quando ando na rua. Eles me chamam de puta, só porque me recuso a me comportar como uma mulher / escrava... Deus sabe que o seu reino aqui na terra tornou-se o teatro de um massacre diário? Será que ele fez deliberadamente esta terra oriental, onde ele enviou seus profetas, um cemitério para as mulheres?... Quem disse que a morte é uma coisa ruim e que a vida é muito melhor? É isto vida o ser constantemente violentada, estrangulada e espancada? Estou desolada pela nossa situação, nós mulheres do médio-Orientais, de sermos incapazes de nos defender. Estou cheia de ódio face a esta injustiça. Sou atormentada por esse assédio diário e por este vocábulo da puta que nos espreita a cada esquina, sem podermos fazer nada. Morremos todos os dias muitas vezes quando sentimos essa impotência... Eu quero renascer. Este mundo é estreito demais para mim. Preciso de jardins espaçosos e nuvens para sonhar. Eu quero viver."

segunda-feira, julho 04, 2016

QUE LIBERDADE DE ESCOLHA?

SÃO AS MULHERES LIVRES?

COMO AS MULHERES MODERNAS DEFENDEM "A PUTA" - embora tendo consciência da sua dicotomia, expressa entre a ideia da mulher séria (e honesta, de um só homem) por um lado e do outro a rameira (a puta que vai com todos), elas optam por se afirmar rameiras. Cada vez mais elas escolhem a via dos homens, em ser iguais e terem tantos homens como eles podem ter mulheres - elas defendem o mesmo direito, a mesma liberdade de usar o corpo e servirem-se do sexo, como se a Mulher fosse apenas um corpo e um buraco...é aqui minhas amigas que entra a consciência imperiosa da Mulher integrada, nem santa nem puta, nem rameira ou meretriz, mas apenas MULHER INTEIRA, consciente de si e da sua totalidade e não manipulável por esta mentalidade falocrática e patriarcal.

Esta "liberdade" e a "igualdade" sexual (falocrática) que defendem leva-as a essa loucura e promiscuidade, sem perceber que nunca ficam a ganhar e são sempre exploradas pelas Mafias e pelos Mídea, pela publicidade, o cinema e a televisão, pela pornografia, e usadas e deitadas fora. Mas infelizmente parece que é esse o mundo que escolhem?
Partindo até de um pondo de vista razoável e em defesa da sua liberdade legitima, sem duvida, a menina que escreve o texto abaixo, não percebe, como quase todas as mulheres "modernas" não percebem, que acabam em nome dessa liberdade por fazer exactamente o que os homens querem  que elas façam: que fiquem exposta para serem consumidas e que sejam rameiras de facto, que tomem a iniciativa e que se  ofereçam de graça.
Esta ingénua igualdade que estas jovens mulheres defendem de a mulher ser igual ao homem na cama e nos seus apetites sexuais, em nome da liberdades do seu corpo - andar nuas ou fazer topless nas ruas? - é o que os homens fizeram sempre na publicidade e na pornografia, vendendo-a...
Afinal elas outorgam-se o direito de como eles de fazer o mesmo o que equivale também  a "comer" tantos homens como eles "comem" mulheres. Isto é, sem sombra de preconceito,  de uma falta de consciência de si enorme e falta de respeito pelo seu corpo sagrado de mulher, e mostra efectivamente como estas mulheres estão tão longe da sua verdadeira essência.
Elas nem se apercebem na sua estupidez cultural que cada  vez mais as mulheres estão ao serviço dos homens já não em nome do seu dever de esposa e mãe, mas em nome da sua liberdade sexual - eles agora já não precisam de trabalhar para sustentar as mulheres no lar,  porque elas trabalham mais do que eles, como não precisam de casar para ter uma mulher em casa, como nem precisam ir às putas ou aos bares e boîtes porque são elas que estão todas para ai viradas - é em nome da "igualdade de géneros"  - porque as mulheres "livres e emancipadas" - que vão com todos (?) os que lhes apetecer e  dizem por prazer, só não percebem que é ainda o prazer deles...
As mulheres são as rameiras livres que já não se fazem pagar?
rlp


MULHERENGOS E RAMEIRAS

"É puta. É rameira. É bêbada. É tonta. É burra. É oferecida. Mulher de extremos é sempre qualquer coisa má. Porque homem que dorme com muitas mulheres, é mulherengo. Mas mulher que se deite com uma parafernália de gajos, é uma vaca. Não é uma homerenga. Não. Não é uma Don Juan. É uma prostituta. Não é uma conquistadora. É uma oferecida. Porque a ela lhe está vedada a liberdade do seu corpo aos olhos do mundo. Porque o “demais” está inscrito na social genética moralista. Como se houvesse um limite. Dez no currículo ainda vá. Quinze é muito. Demasiado. Quinze? Uma cabra. Vai com todos. Porque para ela, a mulher, há um limite intransponível de recato e decência. Como se fossem valores intrínsecos à sua condição de mulher decente. Porque mulher com decote é aquela que está a “querer levar com ele”. Mas o peito musculado do homem, numa bacoca t-shirt colante, é de quem se cuida. De quem tem vaidade no que trata. Mulher de saia curta é vagabunda. Quer que olhem. Quer que falem. Quer que cobicem. Quer mais qualquer coisa. Está pedi-las. E as calças justas com que ele sai à noite é de quem revela os glúteos firmes. Homem de calça justa é macho. É de homem que sabe o que vale e o mostra com orgulho.
Mulher que chega a casa e prepara um jantar ao ritmo de um copo de vinho, é fraca. Precisa daquilo para relaxar. Porque a cerveja que ele tira do frigorífico para ver o futebol é um adereço, com certeza. Como um brinco que ela coloca quando sai à noite. Mulher que bebe duas caipirinhas numa hora, é coitada. Quase adita. Sem rei nem roque. Vai acabar a vomitar-se porque não aguenta. Homem que engole um whiskey ou dois depois do jantar é maduro. Conforta a digestão nesse ritual boémio. Mulher é bêbada. Homem é ébrio.
Nesta dicotomia do género, amorfa, ofensiva e humilhante, gera-se o contágio do mito. O mandamento milenar do que deve ser, baseado na convicção de que somos diferentes. Demasiado diferentes e com papéis sociais demasiado definidos para que haja o desvio. Mulher não bebe muito. Não se mostra muito. Não pina muito. E enquanto não destacarmos estes rótulos, ficaremos empedernidos no tempo, no vácuo da moral e dos costumes. Somos diferentes. Mas somos iguais nas escolhas. O meu corpo. O meu direito. O meu gosto. O meu prazer. O meu desejo. As minhas escolhas… e, sobre essas, que ninguém opine. Escolherei, sempre, ser uma meretriz oferecida e bêbada mas livre. "

rita marrafa de carvalho
in maria capazes

A MULHER CRIA O UNIVERSO

 


"A Mulher cria o universo, é o próprio corpo desse universo. A Mulher é o suporte dos três mundos, é a essência do nosso corpo. Não há outra felicidade senão aquela proporcionada pela Mulher. Não há outro caminho a não ser aquele que a Mulher pode abrir para nós. Nunca houve e nunca haverá, nem ontem, nem agora, nem amanhã, outra ventura que não seja a Mulher. Nem reino, nem lugar de peregrinação, nem yoga, nem oração, nem mantra (/formula magica), nem ascese, nem plenitude além daquela prodigalizada pela Mulher."


Shaktisangama-Tantra II. 52

 

Cada dia mais tenho dificuldade em ouvir mulheres ou ler mulheres (escritoras, jornalistas, ou ensaístas) a falar exclusivamente no masculino, em nome do homem, em deus e em irmandade, como se elas não existissem. Fico sempre a pensar se aquilo tem alguma coisa a ver comigo...é uma sensação estranha...estar fora do discurso, sentir esta exclusão do feminino na linguagem oral e escrita...enfim no discurso espiritual, académico e cientifico.
Ah pois "feminista" dizem os homens e essas mulheres sem identidade...
Aqui tem um discurso que não me diz nada ou diz tudo dessa alienação da mulher onde não há lua, não há deusa, não há mãe, não há irmã, não há feminino. Não, não entendo este "altruísmo" este "eu comum" só aos homens. Obviamente a mulher está fora da sua "era dourada"! RLP

EIS O EXEMPLO DE UMA MULHER "ESPIRITUAL" QUE NESTE PLANO HUMANO  SE NEGA COMO MULHER...

"Só existe um Sol, e cada energia em nossa Terra não passa de alguma forma de força solar; e assim como um só Sol alimenta toda a Terra, um só Eu brilha em todos os corações. Só existe uma blasfêmia - a negação de Deus no homem. Só existe uma heresia - a heresia da separatividade, que diz: "Sou outro além de ti, nós não somos um só". Para a redenção do mundo nós precisamos mais do que altruísmo, por mais nobre que ele seja. Precisamos aprender a anulação do eu individual, o sacrifício, a auto-entrega, mas não estaremos firmes no Um antes de podermos dizer "Não há outros; é o Eu em tudo". Quando todos os homens disserem isso o mundo conhecerá sua Era Dourada: quando um homem diz isso através de sua vida, sua presença é uma bênção onde quer que ele vá. Somos irmãos, mas mais que irmãos. Os irmãos têm apenas um mesmo pai; nós temos um Eu comum. Em tudo à nossa volta vejamos a Glória do Eu, e lembremos que negar o Eu no mais baixo é negá-lo em nós mesmos e em Deus."

Anne Besant

domingo, julho 03, 2016

O SER HUMANO



" ... O QUE CONHECEMOS DE NÓS MESMOS, NOSSA EXISTÊNCIA CONSCIENTE ACTUAL, NÃO PASSA DE UMA FORMAÇÃO DERIVATIVA, DE UMA ACTIVIDADE SUPERFICIAL, DA CONSEQUÊNCIA EXTERIOR MUTÁVEL DE UMA ENORME MASSA OCULTA DE EXISTÊNCIA...

A  nossa existência é algo muito maior do que esse ser que aparece à frente, com o qual nos identificamos e que apresentamos ao mundo que nos rodeia. (...)

A descoberta mais desconcertante é a de que cada parte do nosso ser - intelecto, vontade, mente sensorial, ...mente nervosa, alma de desejos, o coração, o corpo - tem, por assim dizer, a sua própria individualidade complexa e a sua formação natural, totalmente independente das outras... Descobrimos que somos compostos não de uma, mas de várias personalidades, e que cada qual tem as suas próprias exigências e sua própria natureza (...)

Cada ser humano* tem sua própria consciência pessoal, cujo reducto é o corpo... Não obstante, o tempo todo, as forças universais arremetem sobre ele sem que ele o saiba. Ele só tem consciência de pensamentos, sentimentos, etc, que surgem na superfície do seu ser e que toma como seus. Na verdade eles vêm de fora, sob a forma de ondas mentais, ondas vitais, ondas de sentimento e sensação, etc., que assumem dentro dele uma forma particular. (...)

Além disso, não só exteriormente, mas também interiormente, não estamos sozinhos no mundo; a rígida separatividade do ego não passa de uma forte impressão e de uma ilusão; nós não existimos mergulhados em nós mesmos, não vivemos, na realidade, isolados numa privacidade ou solidão íntimas... Muito mais da metade dos nossos pensamentos e sentimentos não são nossos, na medida em que tomam forma fora de nós; acerca de quase nada pode-se dizer que foi verdadeiramente criado na nossa natureza. Boa parte dessas coisas vêm dos outros ou do ambiente... mas uma parte ainda maior vem da Natureza universal daqui ou de outros mundos e planos, ou ainda dos seres, poderes e influências desses mundos; pois nós somos como que "recobertos" e rodeados por outros planos de consciência - planos mentais, planos vitais, planos de matéria subtil - que alimentam a nossa vida e a nossa acção ou se alimentam delas, que pressionam-nas, dominam-nas e usam-nas para a manifestação das suas formas e forças."

* no texto, estava escrito "o homem" que substitui por ser humano.

IN UMA PSICOLOGIA MAIOR
Introdução à Doutrina Psicológica de
SRI AUROBINDO
DE A.S. Dalal ( org.)

A DESTRUIÇÃO DA MÃE E FILHA


NÃO ESQUEÇAMOS...

“A destruição do tecido social é antes de tudo a destruição da relação mãe-filha, sendo esse o sustendo de toda a urdidura humana, e compreender isso é compreender que essa má relação mãe-filha é a interiorização básica, e mais profundamente arraigada dentro do sistema."
Casilda Rodrigañez Bustos

Ninguém parece querer ver a urdidura de destruição social da Mulher na forma como a mulher e a mãe são atacadas sistematicamente até como mães. A forma como os Mídea e as Televisões atacam as mulheres vitimas de pobreza e de abandono, vitimais de violência doméstica, vitimas de todo o tipo de abusos e exploração social, familiar e sexual, quando em desespero de caso, como se tem registado ultimamente situações extremas de mães que matam os filhos à nascença, ou se tentam suicidar com eles  ou os abandonam, sem sequer investigarem as causas e o desespero das mesmas.  Toda a gente, homens e mulheres  caiem em cima da mulher sem ver como a mulher está desprotegida socialmente e como ela é regra geral apontada como culpada secularmente, como essa ideia passa de forma subliminar nos filmes e nas histórias recentes, como a má da fita...ela é sempre  a megera, a puta, a alcoólica ou drogada e a criança entregue ou salva pelo  Pai herói que é impecável...e saudável, o Homem bom e dedicado pai...Esta é a moral de quase todos os filmes e séries de Hollywood de há décadas para cá...Agora são os Gays que são os bons pais...e as mulheres mais uma vez as "putas" que  vendem não só o sexo, mas, mais rentável, o útero, como "barriga de aluguer" - e a mulher continua a ser o elo mais fraco, a explorada e usada a todos os níveis incluindo as industrias farmacêuticas à conta do seu corpo ferido de morte por tanta infâmia perpetuada sobre si e o seu corpo...ou ainda as industrias da cosmética que as explora na sua fraqueza e inferioridade e complexos de culpa, que a instiga a ser bela para melhor ser usada pelo Homem...que cada vez mais a despreza abusa, viola e mata...

rlp

Homens vítimas de violência doméstica terão casa abrigo




O RIDICULO DAS "INSTITUIÇÕES: como se branqueia a realidade da crescente violência sobre a mulher...


Não há duvida que a especulação e a estupidez andam de mãos dadas...quando as mulheres são vitimas de violência doméstica e não tem forma de se libertarem é porque a sociedade as condena (a putas) e o Estado não lhes dá nenhum apoio e ficam porque não tem meios de subsistência - ora se um homem for vitima de violência por parte de uma mulher, ela não é violência DOMÉSTICA, ela É SIMPLESMENTE violência sobre o homem mais fraco ou dependente emocionalmente...porque a violência física defende-se regra geral o mais forte pela força física e no caso os homens têm-na sempre mais? Não?...a não ser que casem com uma culturista...ou um macho de saias...
Não digo que não haja mulheres-homens mais agressivas do que homens. Mas este oportunismo mediático é de um ridículo atroz e com isto só se pretende na verdade RELATIVISAR a violência do homem sobre a mulher 99% - como se os homens e as mulheres tivessem forças iguais, então arranjem casas para débeis mentais, casos patológicos e não vitimas de violência doméstica por parte de mulheres...porque isso por muito sério que seja só dá vontade de rir é que não há homens domésticos...apenas mulheres...

De qualquer modo a violência é normalmente uma expressão de dominação do mais forte, do animal mais forte e normalmente é o macho de qualquer espécie o mais forte. Ela existe nas relações de poder e de dominação. Quem domina a mulher histórica sexual e culturalmente há séculos é o Homem nõa nos restam duvidas.
Neste caso é subverter a questão da violência crescente sobre as mulheres mas o incrível é que os homens continuem a querer branquear a questão. Todas sabemos que à partida não há homens mais fracos fisicamente quer por constituição do que as mulheres, portanto falar de violência doméstica" por parte da mulher ao homem é uma falsa questão. Sem dúvida que há homens fracos dominados sexualmente por mulheres fatais e dependentes delas, viciados, mas são casos psicológicos, ou patológicos não de "violência doméstica"...que é comum apenas às situações de dependência económica e social que a mulher tem do marido. Sabemos também que há mães más e violentas, há mulheres horríveis e prepotentes - mas a questão da violência doméstica é sobre as DOMÉSTICAS - a não ser que na situação o homem se tenha ele tornado doméstico e serva do lar...e dependente económica e psicologicamente da mulher. Conhecem muitos casos? Eu não...

rlp


Homens vítimas de violência doméstica terão casa abrigo: O Governo vai criar, a partir de setembro, uma casa abrigo para homens vítimas de violência doméstica, que representam já cerca de 15% do total de casos.

MULHERES - HOMENS



NA ALBÂNEA MULHERES QUE VIVEM COMO HOMENS - para terem direitos...
NO RESTO DA EUROPA - as mulheres vivem como homens e são homens de cabeça, mas continuam a vestir-se de mulheres e enchem-se de silicone ...

"O fotógrafo Jill Peters apresenta o fenômeno chamado de “burneshas”: mulheres albanesas que decidiram por iniciativa própria viver como homens, ou que tiveram que assumir essa identidade por manda da família. Elas fazem o voto de virgindade e assumem o papel de homens para o resto de suas vidas. O que costumava ser um uma tradição comum no século 15 ainda permanece viva em algumas áreas rurais no norte da Albânia.

Jill explica: “A liberdade de votar, dirigir, ter um negócios, ganhar dinheiro, beber, fumar, possuir armas ou vestir calças era tradicionalmente da competência exclusiva dos homens. As meninas eram comumente forçadas ao matrimônio em casamentos arranjados, muitas vezes com homens muito mais velhos de aldeias distantes. Como alternativa, elas poderiam fazer o voto de virgindade, se tornando ‘burneshas’, o que elevava a mulher à condição de homem e lhe concedia todos os direitos e os privilégios exclusivos da população masculina”.

O SER HUMANO - não tem que se definir pela sua sexualidade....


O SER HUMANO - não se define pela sua sexualidade, mas pela sua condição HUMANA COMO ESPÉCIE, independentemente da sua preferência sexual e por isso quanto a mim, a classificação em géneros  e as definições em grupos homo, trans, hétero etc.  de acordo com as expressões dessa apetência sexual virada para seres de outro ou do mesmo sexo, não tem  qualificar as pessoas disto ou daquilo. Cada ser humano simplesmente devia ter o direito de se exprimir como sentisse sem precisar do aval social e politico ou religioso.

rlp

"Antes da chegada dos cristãos europeus, nativos norte-americanos reconheciam 5 gêneros. Com a conversão forçada ao cristianismo, foi imposto também o sistema que só reconhece os gêneros masculino e feminino.

Nativos norte-americanos reconheciam 5 gêneros antes da chegada dos europeus Hoje, ativistas retomam o termo "two-spirit".


Muitos conservadores continuam a insistir em uma "ideologia de gênero" que negaria a "natureza" humana ao afirmar que os gêneros são culturalmente construídos. Para eles, só existiriam dois gêneros, correspondentes aos sexos "masculino" e "feminino", algo que já estaria determinado por "Deus" antes do nascimento.
No entanto, a ideia restrita dos papéis de gênero como a conhecemos hoje, baseada no binário homem/mulher, apenas foi incorporada pelas tribos norte-americanas após a chegada dos europeus, com a imposição das crenças cristãs.

A visão diferenciada dos gêneros, que existia em muitas comunidades indígenas, não apenas na América do Norte, mostra como a cultura de um povo influencia os papéis de gênero e a maneira como enxergamos as expressões e sexualidades de acordo com nossas crenças.

Para os nativos norte-americanos, havia um grupo de regras específicas que tanto homens quanto mulheres deveriam obedecer para que fossem considerados "normais" dentro de uma tribo. As pessoas que reuniam em si características femininas e masculinas eram vistas com reverência, pois se acreditava que tinham grande poder.
Segundo o site Indian Country Today, especializado em notícias sobre povos indígenas, entre os norte-americanos eram reconhecidos 5 gêneros diferentes: masculino, feminino, dois-espíritos masculino, dois-espíritos feminino e o que hoje chamaríamos de transgênero. As nomenclaturas são diferentes para cada tribo, de acordo com os dialetos, mas referem-se a identidades de gênero semelhantes.

A crença dos indígenas norte-americanos era a de que algumas pessoas nasciam com um espírito feminino e outro masculino que se expressavam perfeitamente em um mesmo corpo. Não havia questões morais associadas nem aos gêneros nem à sexualidade; uma pessoa era julgada pela sociedade conforme seu caráter e de acordo com o que contribuía para a tribo.

Desde 1989, nativo-americanos que militavam pela diversidade sexual e de gêneros resgataram o termo "dois-espíritos" (em inglês, two-spirit) para reafirmar sua identidade trans. Assim, "dois-espíritos" passou a ser uma expressão universal para identificar nativos e seus descendentes, que se considerassem transgênero, entre as tribos norte-americanas.

Quando chegaram ao território norte-americano, exploradores que testemunharam a presença desses indivíduos que não se encaixavam no padrão binário do masculino e feminino consideraram aquilo um pecado, uma espécie de maldição que recaiu sobre aquelas comunidades por não se dedicarem ao cristianismo.

 (...)
in Blasting news - Francine Oliveira

sexta-feira, julho 01, 2016

"Eu mais do que ninguém aspiro a um Novo Mundo ..."



COM-PAIXÃO, não há mais belo enunciado neste mundo humano, mas quem é que é capaz de compaixão pura, só quem tem ALMA, sim, só quem tem Paixão pela vida e não tem medo da morte, quem tem consciência do sofrimento, quem já viveu as agruras e as vicissitudes da vida, quem já passou o cabo das tormentas, quem ousou ser igual a si mesmo, quem conhece os opostos e não é um nem outro, quem nunca fugiu à dor e a integrou, quem desfruta dos paradoxos e se entrega aos paroxismos (ah quem não passou por calor, frio suor e calafrios...), sem recear o julgamento alheio ou o pecado de errar...ou o medo de morrer ou de SER INTEIRO/A!
rlp


"Eu mais do que ninguém aspiro a um Novo Mundo.
Um Mundo em que estas coisas estejam bem distantes.
Está tudo contaminado.
Queria acreditar, mas desconfio dos Falsos Profetas, Falsos Salvadores, que começam a surgir de todos os lados, numa ávida necessidade de Poder sobre as Mentes Humanas... que mais uma vez, terá resultados tão idênticos como sempre ocorreram na História da Humanidade!!
Sempre venderam Pós Mágicos, que aparentemente não Iludem, mas que enterram cada vez... mais, e as Dores serão vomitadas, tarde ou cedo, de tal forma tão dolorosas, que ficará quase impossível de Respirar... tornar-se-á um Sufoco Humano...
Eu sei, as dores assustam... e vocês apenas não querem ouvir falar sobre isso!!
Muitos acham que tudo isto é Fraqueza!!
Por acaso, dar à Luz não é um Festim de dores?
Sabem porque o parto é atenuado?
Porque no fim, a criança está nos braços da Mãe, e isso fá - la perdoar a dor.
Mas quando as nossas dores, não levam a nada... não nos trazem acréscimo de Vida, de Absolvição... torna-se Insuportável a Existência!!
Ninguém Merece ver uma Porta Fechada, sem que uma Janela se abra, não para um Novo Abismo ou de regresso ao Passado.
É quase uma Injustiça!!! É quase uma Injustiça.
Digo-vos, e porque estou profundamente cansada:
Por Favor, Saiam da Frente de Meu Sol!!
Estou arrasada em Ser Sombra."*



*NãoSouEuéaOutra
in, ''Curtas e Rápidas''

dar a césar o que é de cesar



OS PLANOS DA EXISTÊNCIA E DA ESSÊNCIA

QUANDO UM HOMEM SE ARVORA EM GUIA DE MULHERES E PRETENDE ABORDAR OS TEMAS DO FEMININO POR SUA CONTA E RISCO - para mim é um ultraje e uma manipulação muito grave feita à Consciência do feminino e ao Caminho da Deusa. Infelizmente são as mulheres mais frágeis e as mais ignorantes que lhe dão aval e os seguem - digo o que digo com conhecimento de causa e não perdoou o oportunismo.
Nenhum homem tem, em consciência, nem por experiência nada a dizer a mulher que não seja o seu  olhar deformado pelo patriarcado e pelo abuso e misoginia de que nenhum está isento, e disso tenho provas; nenhum homem por mais sábio que seja nada tem a dizer sobre o feminino nem a sua essência. Sejam dados históricos místicos ou culturais estão todos deturpados pela visão masculina da história e da religião.

Quando digo porém que um homem nada tem a dizer ou a acrescentar sobre a mulher e que não devia sequer tentar falar do que pensa, sente ou "estuda" (sejam psicólogos sexólogos ou filósofos e menos ainda padres e monges) sobre o feminino em geral, nem mesmo em nome do sagrado, e menos ainda de deus...refiro-me de facto a todos os assuntos que digam respeito à Mulher em si e à sua experiência especifica como ser mulher e isto em todos os sentidos, mas não falo, note-se, da experiência do SER HUMANO em si e a nível espiritual que já nada tem a ver à partida com a condição da mulher ou do homem neste mundo porque a Experiência da alma pode ser comum aos dois sexos e como dizemos, de facto a alma não tem sexo. Mas essa abordagem faz-se por suposto num nível diferente de entendimento e não se pode cingir as questões de sexos...nem misturar os planos...
Esclareço esta questão para que não haja confusão entre o facto de um instrutor poder ser um bom instrutor ou guia ou ser um conhecedor exímio de assuntos transcendentes e esotéricos, mas saber muito pouco de si como homem (e ser na pratica incoerente, estupido e até violento com as mulheres) e saber menos ainda da mulher...que não é. Quando um homem opina sobre uma mulher o seu olhar é sempre influenciado pela sua experiência diria traumática, na maior parte dos casos, e portanto nunca é isenta de conceitos e preconceitos religiosos e outros, como é o facto de que a nossa sociedade ainda hoje catalogar a mulher em duas espécies...a dita puta e a santa - de acordo com os velhos padrões -, a mãe santa no altar ou no lar e a mulher devassa ou a prostituta na rua...a mãe séria e fiel e a mulher louca na cama, promiscua e infiel...
Creio que cada um dos sexos, deve falar e abordar as suas experiências de si em separado assim como os temas que quiser mas apenas os que sejam ditados pela sua experiência directa e vivida e não por ideias e teorias sobre um ou o outro sexo...
Para mim são planos diferentes: as questões da mulher tal como as questões do homem no plano da existência dizem respeito à experiencia individual que os caracteriza com corpos e funções e sentires distintos, com psicologias diferentes, mas no plano da Essência sem duvida que o saber e o sentir pode ser comum. Eu só me insurjo contra os homens quando eles se arvoram em mestres das mulheres...quando certos instrutores pretendem falar e ministrar cursos para mulheres e para elas dirigidos e não apenas manterem o seu papel como facilitadores ou mentores de vias ditas espirituais. E aí sou muito radical e não admito que se imiscuam nos processos do feminino ontológico e sagrado ou da Deusa na Mulher em nome de nada. É preciso dar a Cesar o que é de César e dar ás mulheres o que é da mulheres...o seu discurso e a sua experiência!

RLP