quinta-feira, fevereiro 08, 2018

Deus pai ou Deusa mãe ?


"Dessa dualidade - Deus Pai ou Deusa Mãe - vai nascer uma dupla visão da Deusa dos tempos primordiais: Virgem prudente ou Virgem louca? A questão parece banal, mas ela compromete todos os séculos que irão seguir-se, não apenas no plano puramente estético, mas naquele muito mais carregado de consequências, da especulação religiosa. (...)

Isto denota uma considerável evolução das mentalidades: tudo se passa como se tivesse querido, conscientemente ou não, eliminar a imagem de uma mulher divina forte em proveito de um homem divino todo poderoso, cuja relação com a mulher se limitaria a uma relação filho-mãe. "(...) 

in A GRANDE DEUSA de Jean Markale



O HOMEM CONTRA A NATUREZA...E A MULHER


"A natureza não se conforma com as leis do Homem, da Cultura, ela não pode ser contida. O homem vê dessa natureza incontrolável na Mulher - nos líquidos que fluem de sua genitália durante o sexo e menstruação, a partir de seus seios após o parto - e não só se sente ameaçado, como se sente profundamente atraído pelo que lhe falta e acha fascinante. Num impulso, o homem se volta para o céu, em direcção a Apolo, e investe sua energia numa lógica transcendental. Mas é tudo em vão. A Teologia ocidental nunca conquistou o paganismo, mas sim tentou adequá-la ao seu sistema tentando sublimá-la. Assim, o Feminino centrado no paganismo consegue manifestar-se no iconologias popular da cultura ocidental e continuar a ter vida fora do que resta da sua ideologia patriarcal.

O ego masculino é um persona (da palavra latina para a máscara) sexual que se duplica e propaga em monumentos e arranha-céus fálicos (escadas para o céu, o sol), em doutrinas religiosas em que as mulheres são designadas como servas dos homens, em que manifestamente as "megeras" estão a ser domesticadas. Ao controlar as "suas mulheres", os homens estão a tentar controlar a "natureza", a representação final do poder. Mas no fundo sabemos que os homens tal como o seu poder, são como o seu próprio pénis, que murcha e se torna flácido mal termina o ato sexual, assim o seu próprio poder se torna passageiro. Então vemos como eles brigam e lutam em guerras que podem vencer, dentro desta cultura ocidental, e cujos resultados estão á vista: os enormes estragos causados por esta carnificina espantosa da Natureza."


camile paglia - in personas sexuais

“As conexões com e entre as mulheres são as mais temíveis, mais problemáticas e as forças mais potencialmente transformadoras do planeta.” - Adrienne Rich

OS PERIGOS DAS IDEOLOGIAS DE GÉNERO




ESTE MOMENTO HISTÓRICO
É SEM DUVIDA O MAIS PERIGOSO PARA AS MULHERES NO MUNDO...

Neste momento trágico diria sobretudo para as mulheres elas só têm um caminho, um caminho interior de consciência do seu feminino profundo e resgate do seu ser essencial, da sua alma. Se o não fizerem a curto espaço de tempo serão devoradas mais uma vez pelo Sistema Patriarcal, seja qual for o sistema, capitalista comunista ou fascista cuja ordem é apenas a Ordem do poder do Pater, que colonizou as mulheres  - que são uma metade da humanidade - ao longo da História e as explorou e oprime e desvaloriza como seres individuais e as usou e usa sistematicamente como objectos sexuais, reprodutoras ou produtoras - do SISTEMA: PRODUZIR CONSUMIR E MORRER - e a curto prazo descartáveis...e substituídas por bonecas insufláveis ou transexuais e travestis, tal como já está a acontecer ou por robots, estes a muito a longo prazo. As ideologias do Género não só ameaçam a destruição do ser biológico em si - nasce-se mulher como se nasce homem - como ameaça mais do que nunca a identidade da mulher se ela teimar em não se aperceber desse perigo.
Os perigos desta Ideologia de Género que ameaça as mulheres e homens está muito bem descrito neste texto que se segue, excepto o conceito família e religião que no fundo também oprime as mulheres. Não tanto com no Islão, mas o conceito de família-casamento que é "Origem da prostituição: as consequências do direito paternal. A prostituição é o corolário do casamento patriarcal", e continua a ser um aprisionamento das mulheres ao serviço da espécie e do homem com a sua anulação como individuo. O que eu defendo e afirmo é que a mulher tem de ser livre e ser mulher sem depender de ser mãe ou criar uma família, mas ainda assim ela pode e dever mãe SE QUISER e amante SE O ESCOLHER SER, mas com vida própria e sem se cingir às regras e padrões da família cristã tradicional ou de qualquer religião. O casal natural não é religioso nem social - é quando muito alquímico...O Par Alquímico é o único par legitimo e digno de procriar seres naturais e saudáveis, física e psiquicamente.  
rlp


A Ideologia de Género

"Constata-se que a questão da ideologia de género, por desconhecimento, descuido, desatenção juvenil ou falta de estudo, é um conceito muito confuso para a maioria. É óbvio que para os promotores do globalismo e do marxismo cultural esse é o cenário ideal para a construção e posterior aceitação de uma nova realidade conceptual que se deseja disseminar no intuito de corroer todas as estruturas civilizacionais anteriores.
Tentemos fazer um exercício de clareza na apresentação e desmontagem do embuste revolucionário-globalista.
Corrijam-me se estiver errado:
A ideologia de género afirma que não existe sexo masculino nem feminino e que estes são apenas uma criação social.
Nós afirmamos: Todos os seres humanos são iguais na sua dignidade existencial, de entre eles apresenta-se uma parcela minoritária da população em que existem homens que gostam de homens e mulheres que gostam de mulheres mas isso não pode significar que não existem nem homens nem mulheres, nem pode abrir caminho para se eliminar o conceito de homem/macho e de mulher /fêmea porque estes constituem uma auto-evidência biológica anatómico-fisiológica incontestável. É através destes dois pólos quer no reino animal quer no vegetal que a vida se manifesta e se reproduz neste planeta.
Exceptuando casos muito remotos na população de hermafroditismo e ambivalência genital ( más formações embrionárias ), um homem ou uma mulher, dentro do seu âmbito próprio, podem ir do mais másculo ao mais afeminado sem que tenhamos de criar artificialmente novos sexos a nível social para acomodar todas as cambiantes.
Temos então dois sexos biológicos, o masculino e o feminino à priori (dado adquirido objectivo imutável ) e que como é óbvio, serão acomodados, aculturados e moldados pelas mais diversas civilizações ( mútaveis e subjectivas ) ao longo das épocas e dos tempos. Daqui se depreende que esta nova guerra é uma guerra de hostilidade à civilização porque uma vez que não se pode derrotar a biologia derrubar-se-à então a sociedade e as suas estruturas. Eis nos chegados à dialéctica da luta de classes e ao marxismo cultural que visa a destruição de tudo o que foi para a edificação do novo ser humano liberto inclusivé da sua condição humana.
Tudo isto tem tido uma grande penetração e difusão no mundo ocidental ( cristão por herança ), uma vez que a caridade e solidariedade das populações é utilizada como objecto para a disseminação de ideias de intervenção ideológica que visam a destruição de todas as estruturas tradicionais humanas até à sua unidade mais básica: A família - notemos que esta é o veículo primordial de transmissão da cultura, da tradição e da sabedoria.
Não devemos esquecer que o género é a aplicação do sexo na gramática. Qualquer aplicação do conceito de género fora do âmbito da gramática é abusivo, inadequado e descabido.
.
Repare-se para concluir, chegamos a um tal ponto de torpor intelectual no mundo moderno que se tem de redigir um texto interminável ou escrever um livro para explicar ao cidadão comum que um lagostim não é uma bacia, que um autocarro é um autocarro ou que neste planeta existe o sexo masculino e o feminino. "

Texto de Pedro Jorge publicado no Facebook

domingo, fevereiro 04, 2018

COM OU SEM MAQUILHAGEM...


MULHER É SEMPRE MULHER

O texto que se segue é excelente e não tem qualquer contra argumento da minha parte, à partida, mas... mas, há um facto indiscutível, a mulher ao natural não tem de se parecer com o homem nem vestir roupa de homem, nem cortar o cabelo como os homens...pode e deve não imitar as falsas mulheres silicone e maquilhadas, salto agulha etc. - esse arqui modelo de uma falsa feminilidade -, mas não entendo o oposto: vestir roupa de homem e parecer-se efectivamente com os homens e chamar a isso feminino só porque não se veste de mulher travesti?
Sim, o armadilhado do texto é que nos remete para uma imagem oposta desse feminino falso, como se a mulher ao natural fosse como mostra a fota... um homem com seios?
Ora a ser coerente com este discurso sobre esta "mulher natural" não devia optar por nenhum modelo homem - o  feminino não é vestir-se de uma maneira nem de outra - é ser neutral e - não copiar nenhum modelo afinal...

E eu olho para uma qualquer mulher ao natural para a mulher real  ...sem maquilhagem e até pode ter os pelos das pernas e das axilas compridos...mas ela é feminina, independentemente de ser bonita ou feia, ela  tem a a forma e as características da Mulher biológica  e ser  feminina no que a distingue de um homem   ...só que não é este o caso, o caso da foto, que receio que seja com efeito um homem e não uma mulher ...ou então diria um hermafrodita de nascença, porque nem andrógino é...
Porque tem então esta mulher de rapar o cabelo e deixar crescer o pelo das pernas, qual é a diferença? Um está bem e o outro está mal...
E eis o erro grosseiro do texto é..."eu compro as minhas roupas na secção masculina..." e eu pergunto 
PORQUÊ?

"ELA responde à pergunta...

- "Por que você quer se parecer com um homem?

Minhas roupas são compradas na seção masculina. Os pêlos nas minhas pernas são mais compridos que a maioria dos cabelos na minha cabeça. Eu nunca uso maquiagem, não importa se estou saindo para comprar pão de manhã ou se estou indo a uma festa. As pessoas na rua muitas vezes me chamam de “senhor”. Outras partem para o insulto, às vezes me chamando de “sapatão”, outras vezes me chamando de “viado”, em ambos os casos demonstrando sua desaprovação da minha aparência física. Vejo crianças pequenas perguntando às suas mães, aos sussurros, se eu sou um menino ou uma menina. E me perguntam o tempo todo “por que eu quero me parecer com um homem?”.

A resposta é simples. Eu não quero.

E eu não me pareço com um homem.
Eu me pareço com uma mulher que se recusa a fazer a performance da feminilidade.

Minhas pernas peludas não me fazem parecer masculina, elas são MINHAS pernas, e é o MEU pêlo, e eu sou uma mulher. Minhas roupas “de menino” vestem o meu corpo, o corpo de uma mulher. Meu rosto nu, sem pintura, é o rosto de uma mulher. Eu sou uma mulher, e isto não é definido por um corte de cabelo ou uma escolha de vestimenta, ou por batom e sapatos de salto, ou por cuecas e desodorante masculino aplicado em axilas cabeludas. Não têm nada “másculo” em mim.

Eu sou uma mulher, e isso não é uma escolha, mas um fato. Porque “mulher” é uma realidade imposta a mim, do dia em que eu nasci e recebi um nome de mulher, ao dia em que eu tinha seis anos de idade e me disseram, em um dia escaldante de verão, que eu não podia tirar a camisa porque no futuro eu teria seios, até a noite passada, em que eu voltei para casa a pé, num estado de hiper-atenção, com as chaves de casa apertadas firmemente entre os dedos, seguindo cada movimento de cada homem que andava na rua escura.

Eu sou mulher porque, desde antes do meu nascimento, quando uma imagem de ultrassom informou aos meus pais que eu nasceria com uma vulva, eu fui educada para ser um membro da classe mulher, a classe reprodutora, a classe do sexo, a classe subalterna. Eu fui ensinada a sempre acomodar os outros e a falar de maneira mansa, a não chamar atenção para mim mesma e a poupar os egos e os sentimentos dos homens. Me ensinaram que o menino que puxou o meu cabelo e atirou seu trenzinho de brinquedo em mim, mirando na minha cabeça, provavelmente o fez porque ele gostava de mim, e que meninos são assim mesmo. Aprendi que, se eu fizesse o mesmo a ele, eu era uma encrenqueira, causadora de problemas. Que ser assertiva é feio, não é atitude de mocinha. Que um dia eu iria me casar e ter os filhos de algum homem, e isso era praticamente destino, uma certeza da vida. Que meu maior valor estava na minha aparência, muito mais que na minha mente. Sou mulher porque me foram ensinadas todas essas coisas, e sou mulher porque as pessoas esperam que eu saiba todas essas lições de cor, e siga cada uma delas.

Quando as pessoas me perguntam por que eu quero me parecer com um homem, o que elas realmente estão perguntando é por que eu me recuso a me apresentar como um membro da classe mulher. Elas estão me perguntando o porquê de eu não estar representando o papel da feminilidade, me apresentando de maneira agradável e inofensiva aos olhos da classe dominante, a classe dos homens. Minha mãe uma vez comentou, preocupada, que tinha medo que minha apresentação e atitude me tornassem alvo para a violência masculina, e ela está certa em sua preocupação. Eu sou percebida como um membro da classe subalterna que se recusa a se portar e apresentar e cumprir o papel imposto a mim.

Eu me recuso a depilar minhas pernas para me parecer com uma criança pré-pubere, inocente e vulnerável, ou a usar sapatos que me forcem a andar apoiada nas pontas dos meus pés, de maneira lenta e com equilíbrio precário, e isso enfurece os homens, pois é um ato consciente de rebelião. Isto sou eu dizendo que não pertenço a eles. Que não vou agradá-los. Que não desejo sua atenção ou sua aprovação. E os homens frequentemente tratam com violência quem se recusa a fazer o que eles querem.

Minha escolha de apresentação física me torna um exemplo negativo. Eu sou a feminista lésbica, feia e cabeluda, aquela que os homens usam para servir de aviso às outras mulheres. “Não seja como ela”, eles dizem, “ou nenhum homem vai te querer”. Mas eu também não os quero, e não quero me parecer com eles, ou ser como eles, ou ter qualquer coisa a ver com eles. Eu quero ser livre dos homens e seus padrões arbitrários. Quero poder andar orgulhosa, sem culpa ou vergonha por não ser “feminina”, do jeito que uma mulher é quando não está coberta de pintura e vestimentas restritivas, uma mulher que não se importa em agradar aos homens.

Eu não me pareço com um homem, e nada vai me fazer parecer um. Sou apenas uma mulher não-adulterada. Eu escolhi a mim mesma ao invés deles, e escolhi outras mulheres ao invés deles. Se isso fizer com que os homens me odeiem, que seja. Eu sou mulher, e eles vão me odiar de qualquer maneira."

A EXPLORAÇÃO SEXUAL DA MULHER







"NÃO SOU FEMINISTA, SOU ANTROPOLOGICAMENTE LÚCIDA"
Ana Hatherly

Não duvido da existência de um movimento global de exploração de todos os seres humanos, chame-se-lhe: Banca, Economia, Finanças, Capitalismo ou Democracia, tendo ou não uma teoria da conspiração em conta; mas o que eu sei é que são sempre - para além das minorias -  são as mulheres - a metade da humanidade -  sempre  as vítimas preferenciais desde há séculos e nada mudou.
Por isso não posso comparar em termos de estatísticas e do pondo de vista da História, essa exploração ser igual no caso de ser-se homem ou mulher, e não é por capricho meu ou por uma "tendência feminista". É só porque é uma realidade concreta que afecta toda a humanidade desde o berço...e começa na violência sobre a mulher e a MÃE.
Dizerem-me por exemplo que os homens também são usados como objectos sexuais na publicidade (quase todos os publicitários são homossexuais) é fácil constatar que não é para o prazer das mulheres, mas um negócio do lobby gay, e porque são os homens que compram o produto. As mulheres compram sonhos e fantasias perfumes e plásticas, seios de silicone, no sonho do Príncipe ou do homem rico...Vejam as revistas cor-de-rosa, quem as compra senão  as mulheres*...e os homens,*compram em geral o quê para além da Bola?...Revistas pornográficas...
Para mim é muito grave querer branquear estes factos e estatísticas e a própria História como  a cultura em geral, os Midea, o cinema e a arte..., e  querer equiparar a exploração do corpo da mulher ao do homem.
TOD@S SABEMOS COMO A IMAGEM DA MULHER serve de objecto sexual em todo o mundo e onde quer que seja ela sofre horrores inenarráveis: ela  é vendida por Mafias - violada, espancada e morta, só por ser mulher, não porque vai a guerra, onde  os homens se matam uns aos outros pela conquista de território ...então diante destes factos não entendo os homens ecológicos e os que se dizem sensíveis e até feministas, os homens justos do Sistema mas que ignoram a História e os factos...

rlp

PS
Quando falo de homens (e mulheres) falo sempre na generalidade e não de excepções à regra... Sei que há homens verdadeiros e impecáveis e que os há sempre, e se é um deles, fique em paz com a sua consciência.  


sábado, fevereiro 03, 2018

OS ARQUÉTIPOS



OS ARQUÉTIPOS E O LADO FEMININO DO HOMEM

" Á medida que o arquétipo feminino consciente se desdobra na consciência, o seu arquétipo aliado muda também. Tão pouco conhecemos ainda o verdadeiro masculino consciente. Confundimos o princípio de poder patriarcal, que controla e altera a natureza a qualquer custo, com o masculino. Assim, o masculino sofreu um desequilíbrio pela perda do feminino, e também ele pode ser renovado, esclarecer-se e renascer em nós. Com a sua aparição, temos uma grande oportunidade para fazer alquimia espiritual, para encontrar o mistério do outro no casamento sagrado." - Connie zweig

Isto só pode acontecer no caso do arquétipo masculino ser um aliado do feminino o que não é na cultura vigente, patrista e dominadora, mas também implica a necessidade de a mulher ter o seu feminino integrado ou seja o seu próprio arquétipo activado...
Como diz uma amiga brasileira, Malu Moreira, "Enquanto a estrutura de percepção e pensamento moldado pelo patriarcado não é transmutada internamente, enquanto a matrix da cisão não é decodificada no nível do nosso DNA, nem mesmo existe solo fértil para que o feminino profundo brote. É como o Y do XY permitir-se fundir ao XX para só então poder individuar-se a partir da consciência da Deusa."

O LADO FEMININO DO HOMEM...

- O princípio Feminino, e o lado feminino do homem tem de ser activado, disso não temos duvidas, mas a questão é que se a mulher ela própria esta por assim dizer desactivada da sua essência feminina, se ela é hoje uma copia do masculino, como vai o homem integrar o seu feminino se não tem espelho na mãe nem na amante que são apenas seres apêndices do homem?
A questão que se nos põe aqui e que eu chamo o nosso trabalho específico, é fazer acordar na mulher antes de mais, a consciência do seu feminino sagrado, essa parte da natureza Mãe da qual a mulher foi desligada, assim como da sua própria natureza intrínseca, com a qual ela não se relaciona e da qual foi secularmente alienada; essa parte de si que lhe foi usurpada e negada desde menina, as mulheres dentro do Sistema patriarcal ignoram e desse modo não pode haver a integração dos opostos, nem dentro nem fora...
Sem que a mulher recupere a sua identidade perdida não há nem pode haver integração dos dois em um nem complementaridade entre homem-mulher.
É preciso para isso que a mulher perceba que está desfocada do seu centro, diria mesmo amputada da sua natureza essencial, aquela parte que a torna a mediadora das forças cósmico telúricas que une céu e terra, o baixo e o cimo, homem e mulher...
Da mesma maneira que ficou às expensas da mulher a gestação do ser humano no seu ventre...também é ela a iniciadora do homem e isso foi totalmente deturpado, tendo sido invertidos os termos e os princípios do casamento alquímico, casamento dos opostos...
É evidente que o homem tem a sua componente feminina como a mulher tem a sua componente masculina que Jung definiu como anima no homem e animus na mulher e com o que eu não concordo. Eles são respectivamente anima a mulher e animus o homem, mas na ligação (casamento) alquímica (no interior) há a revelação ou o despertar dos seus opostos dentro e fora...isto grosso modo, é o que eu penso.
Por isso não nego nem nunca neguei o feminino no homem...nem a sua ligação à Deusa, mas o processo inverteu-se e a mulher foi uma vez desligada da sua natureza essencial, da sua verdadeira natureza feminina, não pode cumprir o seu papel. A mulher que conhecemos não é a mulher verdadeira. É uma mulher fragmentada, dividida e sem identidade, que nega a sua intuição-emoção e utiliza a logica e razão usando um ego masculino...
TEMOS ALGORA EM MÃOS O TRABALHO DESSA INTEGRAÇÃO NA MULHER. Ele não está ainda feito...
Cabe pois a cada mulher e a cada uma de nós SER MULHER primeiro e...depois quanto ao homem e o seu feminino, é com ele descobrí-lo...ao render-se e a abrir-se à Mulher Inteira e a Deusa.

rosa leonor pedro

"De acordo com a teoria junguiana, as deusas são arquétipos, o que vale dizer, fontes derradeiras daqueles padrões emocionais de nossos pensamentos, sentimentos, instintos e comportamento que poderíamos chamar de "femininos" na acepção mais ampla da palavra. Tudo o que pensamos com criatividade e inspiração, tudo que acalentamos, que amamentamos, que gostamos, toda a paixão, desejo e sexualidade, tudo o que nos impele à união, à coesão social, à comunhão e à proximidade humana, todas as alianças e fusões, e também todos os impulsos de absorver, destruir, reproduzir e duplicar, pertecem ao arquétipo universal do feminino. Entretanto, a psicologia acadêmica moderna, com seu amor pelas abstrações masculinas, prefere usar a linguagem racional e espiritualmente insensibilizante dos "instintos", "impulsos" e "padrões de comportamento", palavras que não geram imagens na imaginação, nem provocam lampejos de reconhecimento na alma...No entanto, os gregos, e todas as culturas antigas, percebiam essas energias não como abstrações destituídas de alma, mas sim como forças espiritualmente vitais, forças ou energias que estão exercendo continuamente influências poderosas sobre nossos processos psicológicos. Quando conseguiam reconhecer as forças espirituais que ativavam e esclareciam determinados aspectos do comportamento e da experiência humana, chamavam esses fenômenos de "compulsão dos deuses e das deusas". É por esse motivo que Jung foi levado a comentar que "há um deus ou uma deusa no âmago de todo complexo." *

*in A Deusa Interior de Jennifer Barker Woolger e Roger J. Woolger, p.17 / Arte: Emily Balivet.

Será que as mulheres pensam?



SERÁ QUE AS MULHERES PENSAM?


NÃO AS MULHERES NÃO OENSAM POR SI...

As mulheres de hoje são incapazes de pensar por si, pensar no feminino...Elas pensam como os homens e agem como os homens. Ela adoptaram um ego masculino. Não fazem por isso a menor diferença deles a não ser na aparência. Elas usam o hemisfério cerebral esquerdo - razão e logica - pouca ou nenhuma emoção (emotion - o que move) e todas elas de um modo geral foram e estão formatadas a um Programa mental especifico (controlo) e são adequadas ao Sistema de pensamento masculino para ficarem presas dos seus parâmetros, guiadas pelas suas cartilhas teóricas ou filosóficas, maçónicas e esotéricas ou religiosa-politicas. Só isto explica que com a percentagem galopante de mulheres formadas nas universidades do Sistema, pouco ou nada evoluiram no sentido de unir a Humanidade...Todas elas, grosso modo, desconhecem o a sua essência, intuição e emoção...porque estão eivadas da cultura patriarcal centenária que se serve da mulher em benefício próprio e da espécie, obedecendo ao Pater família, servindo a Igreja, o Estado e o Homem, sem pensar nem entender qual a sua verdadeira essência mulher, da qual se foram afastando progressivamente (ou regressivamente!). As mulheres bebem das mesmas fontes patriarcais - intelecto+mente - sem ver nem perceber que foram aglutinadas e excluídas simultaneamente do Ser em si, tornadas apenas mulheres objectos, não Entes, sem identidade própria e sem pensamento próprio - a Mulher pensa com o Coração inteligente (síntese dos dois hemisférios).


ROSA LEONOR PEDRO
 

O SISTEMA PATRIARCAL



A MASCULINIZAÇÃO DO MUNDO E DAS MULHERES...


“Pelo seu poder sexual a mulher torna-se perigosa para a colectividade, cuja estrutura social assenta na angústia que, antigamente era inspirada na mãe, hoje em dia tem como fonte o pai.” E se esta mulher é perigosa, ela é afastada, e remetemo-la às cavernas mais profundas, mascaramo-la, ou a masculinizamos por vezes. A Deusa-Mãe tornou-se Deus-Pai. Mas como os homens têm necessidade ainda das mulheres, para quê aborrecer-se? Deus criou o homem à sua imagem, porque não havia o homem de criar a mulher à sua imagem?”
(...)
Assim, "Suprimindo a noção de Mãe-Divina, ou submetendo à autoridade de um deus-pai, desarticulou-se o mecanismo instintivo que fazia o equilíbrio inicial: daí advém todas as neuroses e outros dramas que sacodem estas sociedades paternalistas."* jean markale



POR ISSO O ÓDIO AO QUE HÁ DE MAIS FEMININO...

“As mulheres encarnam o desejo sem limites, e os homens temem não poder satisfazê-las. Aos olhos deles, o feminino das mulheres surge como uma reprovação potencial, desencadeia um processo de castração contra o qual os homens se rebelam. Eles não toleram as mulheres senão quando já mataram o que há de feminino nelas e as reduziram a seu status de esposa e mãe.
Nesses dois estados, a sexualidade feminina deixa de ser perigosa: confinadas ...à casa, pertencentes a um macho, reduzidas a assegurar a educação das crianças no lar, com uma jornada dupla de trabalho, elas não têm mais tempo ou oportunidade de ter desejo imperioso. São essas angústias de castração sublimadas que geram a codificação religiosa. E o monoteísmo é insuperável no ódio ao que há de feminino na mulher e na celebração da virgem ou da esposa que gera filhos”. -  Michel Onfray


"Vivemos numa sociedade em que os homens acham que os ovários e o útero são da humanidade e o seios e a vagina são deles."
- Albino Aroso, 1923-2013

quinta-feira, fevereiro 01, 2018

QUEM INVEJA QUEM


A OPINIÃO DOS HOMENS
QUANDO SE FALA E DEFENDE AS MULHERES... 

"Não querendo ser mau, mas além de propaganda feminista disfarçada... a mulher tem tanto de divino como o Homem. Este blog demonstra o comum em grande parte encontrado em lésbicas: inveja do pénis. Impressionante, no novo milénio são as mulheres que degradam a sua própria imagem (rockstars pela exposição, lésbicas pela parvoeira).* (2006)

Em 2006 recebi esta mensagem e muitas outras semelhantes de homens que chegaram ao meu Blogue Mulheres E Deusas e deixaram mensagens como esta - que publiquei e comentei na altura, mas esta é com sabemos já a fórmula portuguesa e machista de sempre que é o insulto à mulher!
Qualquer mulher que fale de si e de outras mulheres sem reverenciar o homem, sem o bajular ou torná-lo a ele apenas o centro obsessivo da sua atenção e atracção sexual é imediatamente catalogada de lésbica e claro que se  não for este o caso  só pode ser.. lésbica...
E assim a mulher é sempre dimensionada através do sexo e do corpo de desejo, sem mais alternativas de vida e de amar senão render-se ao sexo e ao homem, falar do homem, ser a coqueluche do homem, estar ao seu serviço exclusivamente.
As considerações desta espécie já as sei de cor e salteado há muitos anos mas o pior é quando esse tipo de observação ou comentários (as vezes de forma subtil...) vem de mulheres e que eu acho, eventualmente sim, essas mulheres masculinas, sem serem lésbicas,  tem inveja do poder dos homens e por conseguinte do pénis...e não veem como elas de facto é que são invejadas pelos homens a todos os níveis. É o mistério e a sedução da Mulher que é olhado com temor e rejeição pelos homens quase todos em geral e na época,  de mentalidade apolínea, pelo culto de Apolo  e educados  na arte e na literatura, falando de homens cultos, escritores e poetas.
Até Freud fazer esta afirmação, o travestismo e hermafroditismo dos homens e a homossexualidade  masculina era pois mais um género literário decadentista, que poucos homens ousavam além do mundo do espetáculo exibirem-se em vestes de mulheres, ou afirmarem-se homossexuais pois eram condenados, caso do escritor Oscar Wild, que foi preso,  mas passado umas décadas  podemos ver claramente quem é que invejava quem.   
É um facto que há grande numero de mulheres homossexuais que se vestem de homens, mas a proporção dos homens travestis é tão grande nos nossos dias - para além de toda a teoria do género e transsexuais - que este argumento não tem pés nem cabeça...a inveja do útero e a inveja dos seios das mulheres é tão grande nos homens que eles se travestiam e vestem de mulheres e operam para serem mulheres desde sempre...onde está a inveja do pénis? Não o vamos avaliar nas poucas mulheres machos que nada tem de mulheres...
Em suma, tudo isto se deve ao facto também de as mulheres não se amarem a si mesmas nem amarem as outras mulheres simplesmente, naturalmente e como podemos comprovar por essa razão não se motivam umas as outras e entre si porque a sua libido foi e está colonizada e desviada em função exclusiva dos homens...

Quando na verdade e em conclusão direi como a autora da citação que "Os hábitos sexuais das mulheres remetem-nos para a sexualidade não falocêntrica das mulheres; para a diversidade da sexualidade feminina, e a sua continuidade entre cada ciclo, entre uma etapa e outra. Uma sexualidade diversa e que se diversifica ao longo da vida, cujo cultivo e cultura perdemos. (…) Vivemos num ambiente em que o sistema libidinal humano, desenhado filogeneticamente para travar relações humanas, está congelado. Hoje as mães vivem longe das suas filhas e as avós vão de visita a casa d@s net@s; a pessoa de família que nos dá a mão quando adoecemos vive no outro extremo da cidade, e mal conhecemos o vizinho ou a vizinha" (…)**

rlp
** Cacilda Rodrigañez Bustos
*um anónimo da nova era | 15-11-2006

EI-LA...



E EU PERGUNTO...

Onde está a Mulher integral, a Mulher autêntica, a Mulher corpo sexo mente e psique, a Mulher Alma, a mulher em si, completa, a mulher instintiva e intuitiva, a mulher ctónica e a mulher cósmica?

A Mulher Iniciadora, a Mulher Deusa, a mulher Potência, a Mulher essência? A Mulher Paixão, a Mulher Vulcão, a Mulher Lilith...a Mulher inteira que não precisa nem de deuses...nem de homens, nem de mulheres, nem de filhos para SER EM SI.

- Essa sim é Mulher total, a Mulher que sei que É, a Mulher Deusa dos primórdios e a que voltará em breve vinda do Futuro e a mesma que iluminou o Passado perfeito...de antes da Queda, eu creio... Sim eu creio...totalmente nessa MULHER!

MULHER INTEIRA?

“Aquele que não ousa ofender, não pode ser honesto.” - Thomas Paine


O QUE É A MULHER INTEIRA(republicando)

Será que a Mulher NÃO SE ENXERGA mesmo?

Que não percebe que essa sua divisão interna da santa e da puta, e as suas variantes e atenuantes, expressando aspectos da sua natureza cindidos nas vivências de um lado como esposa e "mãe imaculada" e do outro a pecadora, depravada e sensual ou promiscua? Ela não vê o absurdo que é continuar a aceitar esta divisão-cisão do seu Ser Mulher e olhar as outras mulheres ora como um ser reprodutor ou um corpo ou corpo de prazer apenas? Já não falo dos homens nem como essa divisão das mulheres se reflectem nas suas opções e escolhas...
Porque não pensa a mulher em Ser só MULHER-MULHER? Sim, Mulher plena em si mesma, unindo esses dois lados e ser consciente do seu ser como um todo que é e na plenitude das suas capacidade e dons, redescobrir-se, e ser inteira na união de todas as partes que a constituem, corpo e alma e espirito, sexo e coração, sem mais necessidade de se dividir, sem esta ignominia de ser partes de si mesma e sexo e só e apenas um sexo? Basta de ser ver apenas como um sexo ou um corpo apenas.
Será que é isto nos dignifica, dá vida e vitalidade como escrevia desaforadamente uma jornalista de Capazes no seu artigo, "Fodamos": será isso que nos dá poder, nos dá, sei lá, identidade? Será que as mulheres estão felizes com todas estas designação tout court...e se se assumem com tanta pompa e circunstância e em publico ora como acompanhantes, ora prostitutas ou lésbicas? E depois há as senhoras e as putas...as  de entre as lésbicas, as sapatonas e as camionistas e as fufas e as bix...sei lá que mais...é isto que se chama a mulher emancipada?
Não é a mulher muito mais do que isso? Mais do que um corpo mais do que um sexo, insisto?
Será que não é tempo de a mulher deixar de "foder"cujo significado é  literalmente: se atormentar dilacerar, violentar, de se deixar "furar, cavar"...? e amar...amando-se a si mesma  e amar quando ama como um todo?

Será que a mulher se sente feliz apenas como objecto sexual que visa tão só o prazer do homem ou o seu ou dando-lhe filhos embora agora já não tanto e apenas como "esposa" fiel..., mas como barriga de aluguer...no caso dos gays, especialmente, mas também dos jogadores de futebol ...gays...enfim seja qual for "a parelha"?

Será que a Mulher não tem outra dimensão de si mesma? Não se sabe escolher a si mesma, ser inteira, ser ela mesma?
Eu não prego o celibato nem a solidão nem a renuncia a qualquer tipo de sexualidade-prazer, nem ao "amor"... Eu tão pouco quero dizer que a mulher não possa ser mãe e amante ou esposa - só que o seja sem depender de nomenclaturas definições ou catalogações...nem de ninguém para ser feliz ou completa. É aqui, eu sei, que as mulheres não me entendem e confundem as coisas. Não entendem que uma mulher possa viver focada no seu ser, no seu centro nuclear - e fazer um trabalho de resgate de uma nova consciência como Mulher - Mulher e ter-se como prioridade a si mesma, resgatando a essência dessa Mulher livre e total que perdeu há milénios...

rosa Leonor pedro