in Agua Viva...
Clarice Lispector
Olha a lua, sente a noite
correa minha ligeireza
de mulher inconformada
pelas trevas do escuro
enluarado
Rasgo a aragem fina
com dóceis lábios
curvilíneos
reminiscentes
de outra noite
quem sabe até
de outras luas
Sou a triste lembrança
de mim mesma
mas guardo asas
amor
retenho ainda
essa memória que me faz
cantar
Basta que a lua
assome plena como agora
e tu ao longe
me celebres
TESSA ESTATE
Sem comentários:
Enviar um comentário
quem vier por bem seja bem vindo...