segunda-feira, agosto 09, 2004

Plenilúnios

de Ayla Cândido

Em sonhos eu me vejo despertar
Em volta em brumas suspirando
Uma saudade sem tamanho
De um amor distante que findou

Nos lençóis desenhos de saudades
Uma dor guardada a sete chaves
Uma aflição na alma a reclamar
Da tua presença neste plenilúnio

A lua minguando com este amor
Celebrando a morte de uma paixão
Para assim nascer em outros sonhos
Um novo amor a crescer no coração

Vejo no céu tua face escura e nova
Emergindo dos mundos intocados
Com a sabedoria de quem tudo viu
De quem estava aqui desde o princípio.

Um crescente no céu agora se forma
É o prenúncio de um novo amor
É o ciclo da vida-morte
Morte e vida deste amor.

É a donzela inocente da fábula
Que viu nas águas escuras do caldeirão
O teu rosto no reflexo que a lua trouxe
De tantas vidas ou dessa outrora?

Olho o céu consultando as estrelas
Perscrutando o agonizar desse amor
Ë a tua face Mãe,cheia e nutridora
Que me diz baixinho o teu segredo

Tudo é vida-morte e vida
E no teu útero eu dormi de novo.

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