sexta-feira, junho 24, 2005

Para mim escrever é quase rezar... Penso a escrita para mim mesma como um fio que me liga, um cabo magnético invisível, a outro lado de mim mesma, seja o “inconsciente”, seja o supra -consciente. O que busco é um fio condutor, uma orientação interior, uma voz inaudível, um eco de mim própria que se repercuta através do espaço e do éter e que me traga memórias, mas também dê respostas...
Algo que me ligue o finito que sou ao infinito a que pertenço, que ligue o céu e a terra, que me una ao Cosmos.

Sinto-me como “um nómada do cosmos” viajante do espaço sideral e que aterrou aqui ou caíu, não de “pára-quedas” ou num óvni, mas num corpo físico, presa de uma amnésia congénita...Presa num corpo portentoso e frágil, sublime e miserável à vez...Um corpo de carne e ossos, nervos e sangue, um corpo que dói e dá prazer, um corpo que tem olhos e chora! Que tem alma e saudades de “casa”, que tem saudades de uma Mãe Original, para além da matéria densa a que estamos presos.

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