sábado, agosto 27, 2005

Pagã


Sou uma religiosa sem igreja,

Uma reclusa sem convento, amante de uma deusa sem altar.

Vivo na pele o tormento de uma humanidade que ainda não é.

Vivo no mundo sem nele já acreditar.


Sou sacerdotisa de um templo destruido

à procura de um novo amor e uma nova fé.

Olho num único sentido, íntimo, profundo

no centro de mim mesma e espero a luz...


A luz de um outro mundo e a única esperança.

Com ele há-de vir a nova criança e a deusa

Em que ainda descansa e as duas serão um só.

Numa epifania de cores e harmonia, ele virá,

Sem armas nem ódios, o novo Milénio.


in ANTES DO VERBO ERA O ÚTERO

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