sábado, agosto 13, 2005

UM BECO SEM SAÍDA

"E onde quer que a política se tenha exteriorizado, a sensação é, de facto, a de um beco sem saída, divorciada do dia-a-dia das vidas da mulher ou do homem, limitada a uma gíria de elite, a um enclave, definida por pequenas seitas que alimentamos erros uma das outras."
( Adrienne Riche)

O NOSSO TEMPO
(...)
Escuta o horrível emprego do dia
em todos os países de fala humana,
a falsificação das palavras pingando nos jornais,
o mundo irreal dos cartórios onde a propriedade é um bolo com flores,
os bancos triturando suavemente o pescoço do açucar,
a constelação das formigas e usurários,
a má poesia, o mau romance,
os frágeis que se entregam à proteção do basilisco,
o homem feio, de mortal feiúra,
passeeando de bote
num sinistro crepúsculo de sábado.
(...)
O poeta
declina de toda responsabilidade
na marcha do mundo capitalista
e com suas palavras, intuições, símbolos e outras armas
promete ajudar
a destruí-lo
como uma pedreira, uma floresta,
um verme.


C. Drumont

"Enquanto o homem continuar a ser destruidor impiedoso dos seres animados dos planos inferiores, não conhecerá a saúde nem a paz.
Enquanto os homens massacrarem os animais, eles se matarão uns aos outros.
Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor."


Pythagoras

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