terça-feira, junho 13, 2006



Coroai-me

Coroai-me de rosas,

Coroai-me em verdade,

De rosas —

Rosas que se apagam

Em fronte a apagar-se

Tão cedo!

Coroai-me de rosas

E de folhas breves.

E basta.



>Quero dos Deuses


Quero dos deuses só que me não lembrem.

Serei livre — sem dita nem desdita,

Como o vento que é a vida

Do ar que não é nada.

O ódio e o amor iguais nos buscam; ambos,

Cada um com seu modo, nos oprimem.

A quem deuses concedem

Nada, tem liberdade.



Ricardo Reis

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