CULPAR OU NÃO CULPAR OS OUTROS...
(...)
Estava tão cansada de não atribuir culpas às pessoas, que já não sabia a quem essas culpas deveriam caber.
(...)
É claro que podia não acontecer. Uma coisa logo que conhecida, jamais poderá ser desconhecida. Apenas poderá ser esquecida. E, na medida em que domina o tempo enquanto puder ser lembrada, indicará o futuro. Compreendo agora que embora fique sentada no meu quarto, a envelhecer, sozinha, tenho de viver com esse conhecimento.
O telefone pode tocar, esta noite, ou amanhã: já não importa. Alguém pode dedicar-me um pensamento, talvez...
In “olhem para mim” – de Anita Brookner
- A TÍTULO DE RECADO...
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