sábado, julho 21, 2007

A PALAVRA ESSENCIAL....


Confesso que quis vir aqui e deixar algo de substancial...de épico...ou de eterno. Qualquer coisa tão bela e tão verdadeira que não houvesse mais nenhuma palavra a acrescentar depois, nunca mais...
Tenho muitas vezes este sentimento, foi ele que pautou a minha poesia de amor e morte...mas hoje queria palavras de eternidade e do AGORA...

Procurei, procurei nos arquivos e nos livros que mais gosto...
e nem no Louco de Shakti encontrei a palavra chave...

As palavras estão tão gastas, os sentidos que lhes dão tão estéreis, banais e vulgares os dizeres...

Hoje comprei um jornal ao acaso e fiquei enjoada com o lixo tóxico das palavras prostituidas, das imagens e dos jogos viciados, da mentira e da falsa vida...

e ocorreu-me uma frase do poema de Rilke que dizia:

"Nenhures amada haverá mundo senão dentro de nós"...

Como cantar o amado?

Quem ama
Fica cheio de não-saber
Não pára de procurar...

Ana Hatherly - Rilkeana


e acabo talvez como comecei...

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