Procuro uma mulher, uma nova figura feminina, pois agora vejo que era ela que a metáfora continha. Esquecidas as palavras, não quero que a figura desapareça, deixe de filtrar-se no escuro. É uma figura que canta diferentes massas de água, e avança sobre uma floresta de cabelo. É noite e há sol no lugar da lua. Encontro o que procurava, sempre esquecida. A figura percorre seu corpo e diz que me visita sem finalidade, à beira de calar-se e de exprimir-se. Sigo o seu rasto sem mover-me, com a mão sobre os olhos, e os olhos sobre a boca. Procura seu nome na recordação,
todos que pronuncio derrubam sua imagem que foge para diante.
Estou vestida de branco e de lã, para purificar-me, o cordeiro, depois de ressuscitar três vezes, não morreu para sempre.
Diz-me que se chama Infausta,
que é muralha,
e eu o guardo na última linha da sua voz.
todos que pronuncio derrubam sua imagem que foge para diante.
Estou vestida de branco e de lã, para purificar-me, o cordeiro, depois de ressuscitar três vezes, não morreu para sempre.
Diz-me que se chama Infausta,
que é muralha,
e eu o guardo na última linha da sua voz.
Maria Gabriala LLansol
um falcão no punho - pag 117
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