terça-feira, janeiro 01, 2002

AO CÉU DA TUA BOCA

Ao céu da tua boca eu quero ir
e na minha língua sentir o nectar a jorrar.

Enquanto tu, figura alada,
com as tuas asas te debates
para deste mundo o espírito libertar,
eu convulsamente mergulho no teu ventre
indo ao mais fundo do meu ser,
ouvir o teu coração bater
para romper os véus da nossa existência,
vir de novo à terra
voltar ao céu da tua boca

e voar na minha alma ao teu lado deitada


**** ****

BÁLSAMO

Não te beijei a boca,
mas os lábios como quem toca a seda
o veludo ou talvez o céu!

Vi estrelas e safiras nos teus olhos centilando
e a minha alma inebriada voou num imenso rodopio.

Fiquei tonta e tu rias fugindo de mim...
e dizias que tonta era eu.
Mas estavas presa no véu que caia de cima do dossel
e de mim mesmo que quisesses não te podias apartar.

Tinha-te nos meus braços entrançada
entre as almofadas...
Eras doce e sagrada como um bálsamo
no meu coração ou na memória deste sonho de devoção.

"MULHER INCESTO - SONATA E PRELÚDIO"

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