"NÃO SOU FEMINISTA, SOU ANTROPOLOGICAMENTE LÚCIDA" Ana Hatherly

terça-feira, julho 17, 2012

O PERIGO DE UM NOVO ATENTADO AO FEMININO SAGRADO

NÃO AO "TRANSFEMINISMO"

- PORQUE AS MULHERES NÃO SÃO MULHERES AINDA...
HÁ MUITO QUE AS MULHERES NÃO SÃO MULHERES, FALTANDO-LHES SER APENAS MULHERES AUTÊNTICAS. ESTA É A NOSSA LUTA, POR UMA CONSCIÊNCIA E NÃO POR PODER...


E Agora vem AÍ O MAIOR PERIGO: o "Transfeminismo" - ele tinha que ser inventado pelos homens claro...
Ainda são os homens trans que se valem das "mulheres" fora do Sistema, esta "escória" (que se denigre a si própria) que são as mulheres não integradas pelo sistema que as criou e despreza e que sobram para fora do SistemA... mas que em vez de quererem SABER DE SI E SER MULHERES apenas....elas querem...ser trans...porque, dizem:
"O sujeito do feminismo “mulheres” nos parece pequeno, é excludente por si mesmo, deixa de fora as sapatonas, xs trans, as putas, as de véu, as que ganham pouco e não vão para a universidade, as que gritam, as sem papeis, as maricas…"
E eu digo-vos: O FEMININO É GRANDE, é imenso, a mulher é imensa, elas é que não sabem pois o "feminismo radical" é que as transformou em pequenas, "IGUAIS AOS HOMENS"...e essas mulheres, todas elas, as do lado de fora da barricada e as que pertencem ao Sistema, ELAS NÃO REPRESENTAM O VERDADEIRO FEMININO.
 
ASSIM, tudo isto não passa de uma manobra do próprio Sistema para impedir as verdadeiras MULHERES de serem MULHERES! Porque o perigo para o sistema vem da Mulher Verdadeira, da Mulher profunda, das forças ctónicas e telúricas, do Sagrado Feminino e não destas "vítimas" do sistema patriarcal...que o alimenta numa luta errática.

O Feminino profundo não vem nem tem nada a ver com essas caricaturas de mulheres, desses travestis, dessa cópia generalizada, antiga, dessa tragédia shakespeariana, que deu todas essas personas sexualis que reclamam "direitos" em vez de HUMANIDADE simples e total e um novo PARADIGMA SOCIAL.
SOU TRANSFÓBICA SIM, LUTO POR UMA VERDADEIRA HUMANIDADE!

 

O FEMINISMO nunca SERÁ TRANSFEMINISMO... 

DIGAMOS SIM Á FEMINITUDE...
O que nós queremos aqui é uma nova Consciência do SER MULHER inteira e não dividir mais a mulher em vários estereótipos, em  classes e em personas sexuais,  em caricaturas de mulheres. Acreditamos que a MULHER é um SER imenso e criativo e que a sua essência sagrada é mais do que suficiente para Ela ser ela própria... Não estou contra  nem a favor de grupos nem de opções sexuais, mas do lado apenas do sagrado e do eterno, do essencial, do autêntico da mulher que foi destruido pelo patriarcado. Saudemos o eterno feminino em nós ainda por descobrir, mas nunca uma luta exterior por imitações plásticas de uma mulher inventada pelo Sistema e pelos homens...A mulher verdadeira nada tem a ver com o travesti que fizeram dela e quanto às "lésbicas" ninguém foi mais Mulher do que Safo e elas, estão muito longe de a representarem em essência, em beleza, em grandeza e em dignnidade, em transcendência...
A VISÃO MATERIALISTA E REDUTORA DA VIDA, a visão positivista ou marxista das feministas levou-as a esta loucura de um mundo de alienação do SER profundo e da nossa natureza sagrada, pela luta de poder dentro do próprio Sistema que as exclue...
rlp 

Deixo-vos a leitura indesgesta do maifesto transFeminista...

"Vimos do feminismo radical, somos as fufas, as putas, xs trans, as migrantes, as negras, as hetero-dissidentes… somos a raiva da revolução feminista, e queremos aguçar os dentes; sair dos gabinetes do género e das políticas correctas, e sermos guiadas pelo nosso desejo sendo politicamente incorrectas, amolando, repensando e resignificando as nossas mutações. Já não vale sermos só mulheres. O sujeito político do feminismo, “mulheres”, ficou pequeno, é exclusor por sim próprio, deixa de fora as fufas, as/os trans, as putas, as de véu, as que ganham pouco e não vão à universidade, as que berram, as sem-papéis, as marikas…

Dinamitemos o binómio género e sexo como prática política. Sigamos o caminho que começámos, “não se nasce mulher, tornamo-nos”, continuemos a desmascarar as estruturas de poder, a divisão e hierarquização. Se não aprendemos que a diferença homem-mulher é uma produção cultural, da mesma forma que o é a estrutura hierárquica que nos oprime, reforçaremos a estrutura que nos tiraniza: as fronteiras homem/mulher. Todas as pessoas produzem género, produzamos liberdade. Argumentemos com infinitos géneros…

Apelamos à reinvenção a partir do desejo, à luta com os nossos corpos diante de qualquer regime totalitário. Os nossos corpos são nossos!, tal como o são os seus limites, mutações, cores e transacções. Não precisamos de protecção quanto às decisões que tomamos sobre os nossos corpos, transmutamos de género, somos o que nos apetece, travestis, fufas, superfem, butch, putas, trans, usamos véu e falamos wolof, somos rede: somos manada furiosa.

Apelamos à insurreição, à ocupação das ruas, dos blogues, à desobediência, a não pedir permissão, a gerar alianças e estruturas próprias: não nos defendamos, façamo-nos temíveis!

Somos uma realidade, operamos em diferentes cidades e contextos, estamos conectadxs, temos objectivos comuns e já ninguém nos cala. O feminismo será transfronteiriço, transformador, transgénero ou não será, o feminismo será TransFeminista ou não será…

Queremos-vos

Rede PutaBolloNegraTransFeminista."
in panteras rosas

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