domingo, setembro 25, 2022

«A identidade de uma mulher é incorporada na sua relação com o homem"...



O QUE EU TENHO ESCRITO (E FALADO) EXAUSTIVAMENTE
E AS MULHERES CONTINUAM A NÃO QUERER VER...
 
«A identidade de uma mulher é incorporada na sua relação com o homem: ela é antes de tudo e principalmente a mãe, esposa, amante, ou filha de algum homem e não de uma mulher. Como as Radicalesbians argumentaram em 1970: “Nós somos autênticas, legítimas, verdadeiras contanto que sejamos a propriedade de algum homem cujo nome carregamos. Ser uma mulher que não pertence a nenhum homem é ser invisível, patética, não-autêntica, não-verdadeira.” Uma mulher que não pertence a nenhum homem, ou não existe ou está tentando ser um homem. Ademais, uma “mulher” é responsável pela prestação de serviços sexuais aos homens. Se ela é boa ou má, qual o seu status ético, está baseado em sua disponibilidade sexual, preço e fidelidade aos homens. Em última análise, uma “mulher” é uma virgem ou uma puta – ou seja, ligada a um homem através do sexo.

Em segundo lugar, uma “mulher” é alguém que é atraente para os homens.
Se ela não tenta se fazer atraente para os homens, considera-se que ela tem um problema sério. Na sociedade mainstream dos EUA, ser atraente significa que ela é caucasiana, de classe média-alta, praticamente anoréxica (isso é, doente), e jovem o bastante para não possuir rugas na sua face, embora ocasionalmente ela possa ser negra e “exótica”. Aquelas mulheres que não se enquadram nessas categorias, embora não sejam completamente descartas como mulheres, são, não obstante, forçadas a se sentir como substitutos ruins de uma mulher. [nota: Em outras partes do mundo, padrões diferentes podem se aplicar. Em alguns lugares, ser católica é essencial para a identidade da mulher, ou ser gorda, ou ser negra, não pálida. O modelo de “mulher” em termos da manifestação física tende a aderir aos valores dos homens no poder em um determinado local.] Além disso, uma “mulher” é alguém que deve ser protegida do que é mau (ou seja, “negro”) a menos que ela própria seja negra (ou seja, má) – nesse caso, outras mulheres devem ser protegidas dela. Quanto mais branca ela é, mais pura. Quanto mais negra ela é, mais perigosamente sexual. Novamente, ela é uma virgem ou uma puta – ou seja, branca ou negra.»


DERRUBAR CULTOS E UTOPIAS



VOU SER QUEIMADA NO FOGO DAS NOVAS IDEOLOGIAS

AQUILO QUE AS MULHERES MODERNAS NÃO PERCEBERAM QUE PERDERAM - "A compreensão da mulher da sua sabedoria intuitiva pode ser fraca em consequencia do rompimento, mas com exercício ela poderá se restaurar e se manifestar em sua plenitude."

As mulheres continuam a perseguir ideais e sonhos e lutas (sociais e políticas) das quais já partem vencidas porque nunca em momento algum o Sistema patriarcal em séculos - e nem nas últimas décadas de afirmação feminista - lhes deu lugar algum a altura quanto mais no Irão ou na China ou na Chechénia...
Sim, há mulheres que ganham eleições apoiadas por misóginos e fascistas, e até podem ser sociopatas e muitas mulheres são ministras no actual momento, prontas a carregar no botão nuclear, mas nenhuma representa o verdadeiro feminino. Nenhuma na Europa, na América ou na Australia...
Perseguindo a Utopia em vez de se concentrarem na sua própria consciência e evolução, lutando por serem em si mesmas senhoras de si, resgatarem a sua essência, além de se manterem presas ao sistema falido e que as destrói paulatinamente nos seus esforços inglórios elas apenas lutam por um mundo aparentemente mais justo e igualitário para as mulheres, quando à luz da história recente NÃO HÁ MULHERES verdadeiras na luta pela sua liberdade a não ser as próprias vitimas e mulheres sofridas abandonadas pelo Sistema, prontas a serem sacrificadas ou mortas…
Ah, então não se faz nada perguntam-me as mais afoitas? Sim, evolui, liberta-te a ti mesma deste Paradigma e das amarras que te ligam ao Sistema e sê tu própria…
ah sim, mas isso custa, não tem gloria nem medalhas nem fotos heroicas de mulheres em luta com armas… 
Iguais como eles, perpetram a guerra e lutam sem perceber que quem com ferros mata com ferros morre…

rlp

AS MULHERES JÁ NÃO CORREM COM OS LOBOS, mas correm de novo (e desde sempre) atrás de Homens que inventam agora, tal como eles as inventaram antes... dizem-se agora "mulheres despertas" e prometem-lhes grandes artes de sensualidade... talvez as das "prostitutas sagradas" em versão new age...
rlp


quarta-feira, setembro 21, 2022

"Lilith, a Mulher primordial"



Rosa Leonor Pedro traz-nos através deste livro, a lembrança de quem Somos, mas também do trabalho necessário da mulher consciente em relação à cisão e à necessidade do encontro da totalidade em si mesma, enquanto mulher integral.

Ao contrário do oriente, na cultura ocidental, sempre foi mantido um certo mistério que envolvia a deusa, e dois aspectos foram perdidos: 1) a forma humana [imagem feminina] da deusa; e 2) a relação com a matéria. A deusa era também simples matéria cósmica, e esse aspecto também despareceu. Não se reconhecem nem os atributos da deusa nem a inerente natureza sexual da mulher (ou do homem).
Consequentemente, isto abre um abismo entre o corpo e a espiritualidade, é mantida a cisão psíquica que é extremamente perigosa, principalmente para a Mulher.

Recomendo o livro da Rosa Leonor Pedro "Lilith, a Mulher primordial" a todas as mulheres e homens que estão no caminho da Individuação.

"Sim, eu sou a primeira e a última.
Sou a honrada e a desdenhada.
Sou a meretriz e a sagrada.
Sou a esposa e a virgem.
Sou (a mãe) e a filha.
Sou os membros de minha mãe...
Sou o silêncio incompreensível e a idéia cuja lembrança é frequente
Sou a voz cujo som reverbera e a palavra que se repete.
Sou a expressão vocal de meu nome"


The Thunder, Perfect Mind de Nag Hammadi Library
 


sexta-feira, setembro 16, 2022

uma mulher culta e empoderada (ainda) é considerada um perigo...



"A elevada presença das mulheres no Ensino Superior pode causar problemas demográficos, dificultando a procura de um parceiro". Esta pérola não saiu de um qualquer bafiento manual do século passado ou do preâmbulo de mais um decreto da sharia. É uma das conclusões de um estudo revelado esta semana e realizado pelo instituto de estatística da Hungria, que alerta para os perigos sociais e económicos do elevado nível de instrução feminina.


Sob o título "Fenómeno de educação cor-de-rosa na Hungria?", o relatório conclui que o número elevado de mulheres com formação universitária pode, pasme-se, colocar em perigo a economia, baixar a taxa de natalidade e a taxa de casamentos e, claro, prejudicar os homens. Mais: o sistema de ensino, dominado pelos cromossomas XX, subvaloriza "características masculinas" (a saber, competências técnicas, assunção de riscos e empreendedorismo), o que pode causar problemas mentais e de comportamento nos homens, que assim não conseguem desenvolver as suas capacidades especiais, e até levar ao colapso da vida em sociedade, porque não vai haver quem conserte um computador avariado ou uma torneira a pingar.

Esta alegada investigação realizada por um organismo próximo de Viktor Orbán - o mesmo que não quer "raças mistas", proíbe informação sobre temas LGBTQI+ e não convive bem com a democracia e a liberdade de imprensa e se senta no Conselho Europeu - está a causar indignação, o que é quase sempre sinónimo de impotência em regimes com tiques fascizantes.

Negar o acesso à educação, principalmente das mulheres, é uma estratégia clássica de controlo social e repressão política. E um traço definidor dos regimes totalitários. Embora esta doutrina pareça uma barbárie anacrónica na Europa, a verdade é que surge na mesma altura em que num país de democracia consolidada (Finlândia) se discutiu se uma primeira-ministra (Sanna Marin) que dança e canta numa festa tem competência para governar.

Apesar de todos os avanços civilizacionais, uma mulher culta e empoderada (ainda) é considerada um perigo."

Helena Norte
*Editora executiva-adjunta


“esquizofrenia feminina”




AS MULHERES COMO OBJECTOS DE CONSUMO


"As mulheres não são apenas consumidoras na economia de mercado; elas são consumidas como mercadoria. É disso que fala o poema de Oles, e isso é o que Tax chamou de “esquizofrenia feminina”. Tax constrói um monólogo interior para a dona-de-casa-mercadoria:

 “Não sou nada quando estou sozinha comigo mesma. Em mim mesma, não sou nada. Só sei que existo se sou desejada por alguém que é real, meu marido, e pelos meus filhos”. *

Quando as feministas descrevem a socialização nos papéis sexuais de mulher, quando elas apontam as características que garotas são ensinadas a ter (dependência emocional, infantilidade, timidez, preocupação em ser bonita, docilidade, passividade e assim vai), elas estão falando da fabricação cuidadosa de um produto apesar de não se chamar assim normalmente. Quando elas descrevem a opressão da objetificação sexual, ou de viver em família nuclear, ou de ser uma Supermãe, ou de ser trabalhadora precarizada, subempregos com baixo salário que são ocupados maioritariamente por mulheres, elas também estão descrevendo a mulher enquanto mercadoria. As mulheres são consumidas por homens que as tratam como objectos sexuais; são consumidas por seus filhos (que elas mesmas produziram!) quando eles compram o papel da Supermãe; são consumidas por maridos autoritários que esperam que elas sejam servas submissas; e elas são consumidas por patrões que as mantém instáveis na força de trabalho activa e que extraem o máximo trabalho pelo menor salário. Elas são consumidas por pesquisadores médicos que experimentam nelas novos e inseguros contraceptivos. São consumidas por homens que compram seus corpos nas ruas. São consumidas pelo Estado e pela Igreja, que esperam que proliferem a próxima geração pela glória de deus e do país; são consumidas por organizações políticas e sociais que esperam que elas “voluntariem” seu tempo e energia. Elas têm pouca noção de si mesmas porque sua pessoa enquanto identidade foi vendida para os outros.

(Carol Ehrlich, Socialismo, Anarquismo e Feminismo)
*[Meredith Tax, “Woman and Her Mind: The Story of Everyday Life”, Boston: Bread and Roses Publication, 1970.]

"nós casamos contra a mulher"

 


PODEM AS MULHERES LIBERTAR-SE DESTE OLHAR DO HOMEM QUE LHES "DÁ" (E TIRA) A VIDA??

"O facto da menina viver a relação com a pessoa do seu sexo apenas através do homem, com essa espécie de filtro que existe entre ela e a mãe, é a razão mais profunda da divisão que encontramos entre uma mulher e outra mulher; nós as mulheres estamos divididas na nossa história desde sempre, não apenas porque cada uma de nós está unida socialmente ao marido, às e aos filh@s – este é apenas o aspecto visível da separação – a divisão dá-se a um nível mais profundo, ao não conseguirmos olhar-nos uma à outra, ao não sermos capazes de contemplar o nosso corpo sem termos sempre presente o olhar do homem. (…)

Num artigo em “L’Erba Voglio”… insistia na relação interrompida com a mãe, ou no mínimo deformada desde o começo precisamente porque a mãe não é a mulher, apenas “a mãe”, ou seja, a mulher do homem. Do facto de que a mulher não encontra na relação com a mãe o reconhecimento da sua própria sexualidade, do seu próprio corpo, procede depois toda a história sucessiva da relação com o homem como relação onde a negação de tudo aquilo que tu és, da tua sexualidade, da tua forma de vida, já se produziu.”*


 PODE A MULHER SER UNA EM SI MESMA?

 Pessoalmente tenho afirmado muitas vezes e volto a afirmá-lo: NÃO ESCREVO CONTRA OS HOMENS. Não falo contra os homens e menos ainda contra o individuo per se, mas CONTRA UM SISTEMA em que eles, quer queiram quer não, estão no dominio e abusam do poder e todos eles sem excepção, diria, estão formatados dentro da caixa patriarcal - em que mulher serve para servir o homem e dar prazer - e em que o seu poder sobre a mulher e a sua conduta, mesmo dos que parece estarem do seu lado e que se dizem "pró-feministas", não o provam em nada. Ainda ontem ouvi um humorista português brincar com o casamento dizer, sim, "nós casamos contra a mulher" ...e a mulher contra o homem - não é com - é CONTRA. E assim é na prática. E para além de a mulher dever se afirmar autónoma e independente do olhar do homem e SER UNA EM SI MESMA - valer por si mesma sem precisar de ser mãe, nem filha, nem amante nem esposa do Homem para que este lhe dê o selo para a sua existência.

Assim, espero que fique esclarecido que não escrevo contra os homens em si e por si - tenho amigos e irmãos, e tive pai e sei bem do que falo - mas CONTRA O SISTEMA que lhes dá todos os direitos sobre as mulheres, anulando-as. E não, o feminismo não acabou com esse olhar do homem e a sexualidade continua a ser o sinal de escravidão da mulher ao homem e a espécie.

A minha questão é: pode a mulher ser ela mesma sem nenhuma dessas pré-condições de serviço? Ter vida própria sozinha? Ou vai a mulher, tenha que idade tiver, continuar a cair na "canção do bandido", do amor a dois e da felicidade conjugal para ter um lugar na sociedade? Sim, eu sei que mulheres sozinhas é muito dificil, (nada nos protege ou defende), mas pelo menos tenham a CONSCIÊNCIA do seu valor...

Sim, o amor é uma necessidade humana, mas tem a mulher de se submeter a um "código de honra" - sendo que sem o carimbo do casamento ela não é ninguém, mas uma vadia, faça o que fizer...Tem ela pois de obedecer sempre a um padrão sexual para ser aceite e realizada?

Portanto minhas amigas, eu falo para a Mulher que se quer descobrir em si mesma e ser ela por ela...e não mais pelo belo par idealizado ou pelo olhar do outro...

Quer a mulher continuar a eleger o Mito e ser escrava dele?

rosa leonor pedro

*Lea Melandri, La Infamia Originaria (excertos),

 citada por Cacilda Rodrigañez Bustos em El Assalto al Hades

quarta-feira, setembro 07, 2022

HECATE, deusa das encruzilhadas...


 
HECATE - a velha sábia...

"Como deusa das encruzilhadas, Hecate podia ver três maneiras ao mesmo tempo
. Ela podia ver de onde vínhamos à medida que chegávamos à encruzilhada, e ela podia ver onde cada uma das duas estradas nos levaria. Eu imagino-a como antiga e sábia para os caminhos ou caminhos que podemos seguir na vida, na morte e no meio. Penso nela como uma velha com conhecimento do passado e futuro, e reconheço que isto a torna numa personificação da temida e perseguida imagem da bruxa, cujos precursores foram os Destinos.
Sempre que fazemos uma descida e regressamos, se integrarmos a experiência e agora soubermos mais sobre as nossas próprias profundezas e como o sofrimento nos leva para o submundo da experiência humana partilhada, ganhamos mais da sabedoria particular de Hecate. É conhecimento corpo-alma sobre ciclos de vida-morte-vida. Hecate é o arquétipo da parteira,
a velha que ajuda a dar à luz ou a trazer nova vida ao mundo, e que como parteira na hora da morte, ajuda a alma a fazer uma transição.
A aceitação dela do nascimento e morte e sofrimento como parte integrante da experiência humana ajuda-nos a ter perspectiva.
Cada vez que fazemos um ciclo de descida e retorno, ganhamos alguma sabedoria Hecate que podemos desenhar quando outro ciclo nos derruba novamente, ou quando acompanhamos outros nas suas descidas.
Que todos vocês sintam profundamente a sabedoria de Hecate quando se encontrarem na encruzilhada"

Página 207-208 ... PERTO do OSSO - Doença ameaçadora de vida e a procura de significado 
por Jean Shinoda Bolen, M.D.



E a Serpente símbolo da Grande –Mãe e do poder da Mulher



O PODER DAS MULHERES QUE LHES FOI ROUBADO POR JEOVÁ  

E a Serpente símbolo da Grande –Mãe e do poder da Mulher, regeneradora e mutante, Melusine au l’Androgyne, “estava em contacto com os mistérios da terra, das águas, da escuridão – auto- suficiente, insensível, reservada, às vezes venenosa, capaz de deslizar sem deixar rasto, magicamente engolindo grandes criaturas e rejuvenescendo-se pela mudança da pele.” J.Markale

Consequentemente, a serpente tornou-se o maior símbolo animista e esotérico mas por ouro lado posteriormente ou paralelamente tornou-se para a Igreja católica simplesmente símbolo do pecado e da mulher tentadora para os seus padres misóginos e castrados ao serviço de um “deus macho” que pôs inimizade entre a mulher e a serpente, entre Maria a Virgem e simbolo do Culto da Deusa Mãe, em que Maria, de acordo com a imagem, pisa a sua cabeça e ela lhe morderia os calcanhares... antagonizando assim as mulheres ou seja, dividindo-a em duas, usando-as como mera mercadoria, uma para serviço do homem e da familia, a santa e a prostituta, uma  cingida ao lar e a outra à prostituição e ao bordel. 
rlp

(…) 
A Serpente representa a consciência da Terra, é a consciência do mundo natural, feminina e ecológica, representa o eterno poder do feminino, e como somos filhos da Terra, essa consciência também se expressa em nossos corpos, em nosso corpo ela é a serpente Kundalini dos iogues. O objetivo da consciência da Terra é nos conectar com ela para que nos libertemos da mente do predador. O uso sábio e sóbrio de plantas de poder é uma forma de nos conectarmos a essa consciência e promover o despertar da serpente Kundalini. Muitos caminhantes do Xamanismo de plantas de poder não ignoram a capacidade de estimular a Serpente Kundalini de plantas de poder como a Ayahuasca. Algo que exige do praticante grande equilíbrio ao lidar com esta Força. Não é à toa que a serpente é o clássico símbolo da medicina, pois Ela é a medicina contra o parasita que é o predador. Ao nos conectarmos com a consciência da Terra adquirimos a harmonia e a paz interior que implica na cura da mente doentia do predador."

(…) in pistas do caminho


O SÍMBOLO DA SERPENTE E O SEU SIGNIFICADO
 
“Para os povos da antiguidade, a serpente era um transmissor de conhecimento. Nos textos bíblicos encontramo-la, inclusive, relacionada com a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal. Mais tarde, Moisés construiria uma serpente de bronze que sanava os feridos que a olhavam.
Nos povos orientais, a serpente estava associada à transmissão de energia. Esta relacionava-se com uma outra simbologia, a da serpente Kundalini ou energia adormecida no homem.
Outro aspecto a ela ligado é o mito da imortalidade e a doutrina da reencarnação (as várias encarnações da alma num corpo), já que periodicamente substitui a sua pele velha por outra nova, num perpétuo rejuvenescimento, à semelhança do que acontece no homem quando muda de corpo (a pele), mas mantém a individualidade que é a sua consciência.
Um outro símbolo a ela associado é o Ouroboros. Trata-se de um símbolo cósmico em que a serpente aparece enroscada, mordendo a sua própria cauda. Também a vemos enrolada em espiral à volta da árvore (mito de Adão e Eva no Éden), que significa a representação dos ciclos do Tempo.” 

 Eduardo Amarante
in "LUGARES MÁGICOS E MEGALÍTICOS DE PORTUGAL"


terça-feira, setembro 06, 2022

Oh bálsamo mágico que cura nossa ferida!

 


Lilith est la flamme qui nous transforme...


Ô linda mulher
Desde teu olhar amoroso
Posso viajar até os espaços infinitos onde a beleza do sagrado inunda minha alma com a pureza de um sentir imortal


Monologue d'une femme


Une dédication aux femmes que je connais et à celles que je ne connais pas...
 
- Aimer est un verbe qui retrouve sa légitimité lorsque le sujet en soi-même vit cet état d'esprit...
- Ah oui?
- Oui! Aimer est un état d'esprit.
L' Amour, avec le "A" majuscule qui lui rend sa dignité, son originalité, son authenticité, est la propre matière qui compose notre âme...
- Interessant... ce sujet me touche de près...
- ... Mais notre âme est blessée....
Une plaie ouverte qui saigne depuis des milliers d'années... dont peux parmi nous en parlent pour le simple fait de vouloir l'ignorer ou de ne pas en connaitre la raison...
Une douleur commune à nous toutes, femmes, pour avoir été séparées sauvagement de notre trésor... de notre sacralité, de notre amorosité qui réside au sein de notre intimité, de notre corps, de notre coeur, de notre ventre procréateur...
Oui! L' Amour qui est l'essence de notre propre nature, l'Amour créationnel...
L' Amour pour soi-même
Oh baûme magique qui soigne notre plaie!
Cet Amour qui rend notre dignité
Cet Amour qui permet à notre âme ressentir sa sensualité,
Cet Amour qui nous fait redécouvrir notre souveraineté et nous libère de toute cage argentée ou dorée...
L' Amour qui nous permet de briller dans toute notre splendeur!
Parce que Amour et Liberté
Sont les deux piliers de la Féminité,
Ne cherchons plus ailleurs...
L'illusion a été décelée!!
Retrouvons en nous-mêmes notre intégralité!!
Avec la complicité d'une femme que j'admire (RLP)

 

SABINE CARLOTTI

Monólogo de uma mulher 
Dedicado às mulheres que conheço e às que não conheço..
- O amor é um verbo que recupera a sua legitimidade quando o próprio sujeito vive esse estado de espírito...
- Ai sim?
- Sim! O amor é um estado de espírito.
O amor, com o "A" maiúsculo que lhe dá a sua dignidade, a sua originalidade, a sua autenticidade, é a própria matéria que compõe a nossa alma...
- Interessante... este tema está perto de mim..
- ... Mas nossa alma está ferida..
Uma ferida aberta que sangra há milhares de anos... o que poucos de nós falam pelo simples fato de querer ignorar ou não saber a razão por trás...
Uma dor comum a todas nós mulheres, ter sido separadamente do nosso tesouro... do nosso sagrado, da nossa beleza que reside aqui... nossa intimidade, do nosso corpo, do nosso coração, do ventre do nosso criador...
Sim! Amor que é a essência da nossa própria natureza, Amor criativo..
O amor a si mesmo
Oh bálsamo mágico que cura nossa ferida!
Esse Amor que restaura nossa dignidade
Esse Amor que permite que nossa alma sinta sua sensualidade,
Aquele Amor que nos faz redescobrir nossa soberania e nos liberta de qualquer gaiola de prata ou ouro...
Amor que nos permite brilhar em todo o nosso esplendor!
Porque amor e liberdade
São os dois pilares da feminilidade,
Não vamos procurar mais...
A ilusão foi detectada!!
Vamos encontrar nossa plenitude em nós mesmos!!
Com uma mulher que eu admiro (RLP)
(Hoje precisei escrever em francés...porém quero partilhar com todas⚘)

O SORRISO DE LILITH



ENCONTROS MÁGICOS COM "LILITH, A MULHER PRIMORDIAL"...



“Permita-me que lhe diga que desde que a ouvi no dia que apresentou o seu livro "Lilith, a Mulher Primordial"(Feira do Livro 2022) senti no seu olhar e palavras que já a conhecia há muito tempo...mais do que eu própria imagino ou sei...a sua Verdade, a sua escrita, sinto-a como se fossem as Palavras que ainda não escrevi (só que eu não escrevo e a Rosa escreve maravilhosamente). Cada um dos posts que lindamente escreve, tocam-me mais fundo do que lhe poderei algum dia dizer. Grata por a ter "reencontrado" e poder voltar a aprender consigo Já não me sinto só a dizer o que me vai na Alma sem medo de represálias de qq género porque me revi em si.
Como disse sinto que a conheço mais do que as palavras podem transmitir, a minha sensação após olhar para si foi "estou em casa". O meu desafio sempre esteve na "contenção" da Lilith que vive em mim perante esta Sociedade mesquinha e rotulatória. Segui-la-ei por onde for, nunca páre porque você escreve e fala o que eu sempre falei e todos me julgam louca mas nos ultimos anos percebi que estou mais lúcida que nunca e agradeço muito.
Estou mesmo feliz por a ter "reencontrado", sabe aquele sorriso que se nos coloca no rosto como que se de uma confirmação, uma "festinha na cabeça" se tratasse? ...é esse sorriso que tenho ao escrever-lhe.
Para que saiba somente que gosto muito de si apesar de nesta encarnação somente a ter conhecido agora.
Vi o seu post sobre Hekate e, se alguma dúvida houvesse, simplesmente dissipou-se na profunda escuridão da maravilhosa Lua Nova
Abraço com carinho e admiração”

SARA GUERRA

sábado, setembro 03, 2022

Mentimos tão bem...



AS NOSSAS MENTIRAS, AS NOSSAS DEFESAS...


“…Para protegerem as feridas emocionais, e por terem medo de ser magoados, os seres humanos criaram um sistema mental muito sofisticado: o da negação. É através desse sistema de negação que nos tornamos uns perfeitos mentirosos. Mentimos tão bem que o fazemos connosco e até acreditamos nas nossas próprias mentiras. Não nos damos conta que estamos a mentir e, por vezes, mesmo quando sabemos que estamos a mentir, justificamos a mentira e desculpamo-nos para nos protegermos da dor das nossas feridas.
O sistema de negação é como uma parede de névoa diante dos nossos olhos, impedindo-nos de ver a verdade. Usamos máscaras sociais, porque nos é demasiado doloroso vermo-nos tal como somos ou permitir que os outros vejam o que realmente somos. E o sistema de negação permite-nos fingir que acreditamos que os outros acreditam naquilo que queremos que eles acreditem sobre nós. Erigimos estas barreiras de protecção para manter os outros à distância, mas acabamos por ficar encurralados e sem liberdade."


quinta-feira, setembro 01, 2022

A RIVALIDADE ENTRE MULHERES



VAMOS LÁ VER SE CONSIGO DESFAZER ESTE FEITIÇO...
 
(Ou esta praga...)

Dizem-se amigas...
Beijam-se...
Mas qual!
Haverá quem nisso creia?
Salvo se uma das duas, por sinal,
For muito velha, ou muito feia...*


Vamos lá tentar desfazer toda esta trama antiga, esta mistela baseada nessa COISA verde e pegajosa que é a raiva e a inveja (e o ciume) entre mulheres e que se pega ao corpo denso nessa negatividade que leva a esse sentimento de avesso e de raiva que põe as mulheres a odiarem-se umas às outras, as mães às filhas e às outras, as mulheres diferentes, ou as melhores amigas...
Isto passa-se quase sempre de forma subtil, disfarçada, com sorrisos e falinhas mansas e muitas mentiras as vezes no meio da bajulação, embora muitas vezes nem elas coitadas, de tão frustradas, nem estão conscientes desse ódio, mas reagem de acordo com esse fundo de rejeição e a ferida de que foram vítimas das mães...
Afinal as mulheres vivem desse ódio antigo umas das outras que salta à primeira sensação de rejeição e vivem da competição pelos homens ou pelos filhos e amantes. São amigas das que concordam com elas e odeiam as outras que não são do mesmo grupo ou não falam a mesma línguagem, como todos as filhas e filhos de famílias disfuncionais... cheios de raiva, de ideias de vingança, ah "vingar na vida é tudo o que anseiam!" - por isso revoltas e fanatismos, esquerdismos, infantilismos, convicções e idealizações, manias e modismos extremados.
Chega de atirar pedras...basta de raiva...de confrontos de ideias feitas...esta é a nossa velha herança e só nos envenena. Assim não vemos que vivemos numa caldeirada feita da nossa ignorância e da raiva MESCLADA DE MUITA INFORMAÇÃO E INTERNET e ainda ousamos falar em "verdades"...
Quando é que vamos aceitar e respeitar as nossas diferenças, as nossas dores sem complexos, com humildade e discernimento? Com grandeza de alma?
Se o não fizermos sabemos que mulher pode ser a maior inimiga da outra... os padres sabiam-no...elas podem ferir muito mais do que o homem, tal como o amor se transforma em ódio. Era assim que se denunciavam umas às outras na Idade Media, por ciúme e inveja e assim se tornavam também aliadas dos inquisidores.
rlp
*Da Amizade Entre Mulheres
de Mário Quintana