quinta-feira, março 05, 2020

O que eles escreveram sobre grandes mulheres


8 DE MARÇO - A PENSAR NO DIA DA MULHER?

Eu sei que há uma faceta na minha escrita e no meu trabalho que não é bem recebido nem muito popular entre as mulheres que me lêem. Muitas vezes sinto a animosidade ou o medo das mulheres em relação aos aspectos mais radicais ou mesmo contundentes da minha expressão e concepção do feminino sagrado...principalmente quando foco o aspecto psicológico e o trauma básico da identidade da mulher no mundo de hoje…

São séculos de cultura patriarcal de génios, homens em todas as áreas, desde pintores, poetas e escritores a retratarem uma mulher que não sabem. Dela fizeram uma Virago, dela fizeram uma prostituta, dela fizeram um travesti, dela fizeram um andrógino, dela fizeram uma boneca insuflada…dela fizeram tudo que quiseram..Profetiza, demente, mãe, cândida donzela, virgem e prostituta, rainha, louca, assassina…
São muitos, todos eles génios ou santos: Miguel Ângelo, Leonardo da Vince, Shakespeare, Balzac, Baudelaire, Voltaire, Santo Agostinho etc. …
O que eles escreveram sobre grandes mulheres. Cleópatra por exemplo, e como a viu Shakespeare…Meu Deus, que insana criatura ela era e como todas as mulheres fortes eram igualadas a DEMONIOS. E é desses modelos ao longo de séculos de história e cultura que a mulher se deixou moldar sem nunca ser ela mesma a pronunciar-se! Aqui está, houve mulheres famosas na ribalta, mas elas não tinham voz própria. Sim, houve Rainhas dizem-me, grandes rainhas, mas sujeitas aos mesmos padrões e aprisionadas pelos mesmos valores em vigor nas épocas em que reinaram, aos mesmos conceitos e atributos, com que as modelavam os homens da arte e da cultura. Fosse na época Helénica na Renascença ou o no Iluminismo. Nunca até hoje a Mulher foi Ela mesmo!

MULHERES ENXERGUEM-SE!
rlp
Rosa Leonor Pedro

PORQUE NÃO SOU FEMINISTA



NÃO É O FEMNISMO QUE ESTÁ DESPROVIDO DE SUBSTÂNCIA, MAS AS MULHERES EM SI MESMAS…e isso gera este paradoxo que poucas mulheres querem ver porque estão imbuídas das ideias e ideologias patriarcais (quer queiram quer não, pois nela foram formatadas) mesmo quando estão contra elas - elas baseiam-se nas suas premissas e isso é um ciclo vicioso de que se não dão conta. Mulheres intelectuais e inteligentes - jornalistas e escritoras etc. - continuam a usar a mesma cartilha patriarcal, o pensamento logico masculino, para se defender, ou seja a argumentação
 é toda do plano mental e intelectual, sem que tenham acesso a uma consciência ontológica onde se radica o sentir e o pensamento verdadeiramente feminino. O pensamento feminino deriva de uma experiência que é sentir a partir de uma sensibsibilidade própria que é a da mulher quando ela está ligada a sua natureza profunda quer as suas entranhas quer as forças da natureza e da Terra e dos ciclos e SENTE, antes de pensar e por isso o que pensa é fruto de uma síntese entre sentir - emoção intuição e a razão não é apenas baseadas em factos, mas numa percepção superior que é a Inteligência do Coração… e é por isso que eu digo que não sou feminista, e prefiro uma palavra mais abrangente como FEMINITUDE... embora claro a palavra não entre no léxico patrista e diga também pouco as mulheres cujo ego masculino e o velho patriarca que ainda habita nelas através da psicologia e filosofia patriarcal… não as deixe pensar o INFINITO que são …

ASSIM O QUE É O FEMINISMO SENÃO UM PARADOXO?

" As feministas de hoje fizeram-se desacreditar da mesma forma que as de ontem e gerações anteriores ainda: São " mulheres habitadas pelo ódio dos homens, que querem parecer-lhes ou tomar o seu lugar ", por exemplo. São "Feias, agressivas, burras e perigosas", enumera Clarence Edgard-Rosa.
(...)
" Estamos a navegar neste paradoxo. O feminismo é acusado de estar na moda, e, portanto, como que esvaziado da sua substância, enquanto muitas pessoas aderem às ideias sem a reivindicar. Isso mostra-nos bem que é uma luta de palavras ", continua a jornalista.

(...)
" Eu não sou feminista mas…" é um discurso que se ouve há anos, destaca Françoise Picg. " esta é uma maneira de tomar distância em relação a um movimento mas admitindo uma proximidade com este último ". Para desviar a conversa, alguns e algumas vão então dizer-se " Humanista " ou " pela igualdade ".
Mas para Clarence Edgard-Rosa, "substituir esta palavra (feminismo) por outro é o corte em todo o legado político, cultural e militante e de todas as mulheres que lutaram pelos seus direitos", explica ela. "É um erro dar esse sentido porque falar de humanismo é colocar de lado a hierarquia social que existe e perdura hoje, é colocar de lado que as mulheres são realmente os bonecos da farsa", adiciona a editora em Chefe de Maria Claire Digital antes de concluir: "é por isso que é preciso usar esta palavra para o que é e lembrar o que ela quer dizer a qualquer momento".

segunda-feira, março 02, 2020

O medo das mulheres


ESCREVER MULHER

Falar ou escrever de acordo com o pensamento feminino - bastante diferente do masculino - é uma ousadia para a mulher, e acarreta muita resistência por parte das hostes regressivas que estão contra a tomada de consciência da mulher como ser individual e elas acontecem não só da parte dos homens, como da parte de mulheres patriarcais, desde que não se fale na língua do Homem, em sua defesa ou a seu favor, tendo-o a ele como único foco de atenção da mulher.
Não, os homens não suportam que as mulheres deixem de se focar e pensar neles para se afirmarem por conta própria… e a grande parte das mulheres cai na armadilha e quando é assediada e confrontada por eles cede e dá-lhes então toda a primazia. Isso está a acontecer até nos círculos de mulheres que deviam ser só de mulheres e agora todas se viram para o par masculino dando-lhe toda a atenção tal como eles queriam.
Uma das razões porque o fazem é porque se sentem mais seguras assim e apoiadas pelo Poder e (pelo dinheiro). O vazio e a insegurança das mulheres mesmo que achando-se em vias de uma qualquer espiritualidade (patriarcal) ou do dito "feminino sagrado" não conseguiram afirmar-se sozinhas no seu potencial porque lhes é tremendamente difícil ousar e ser Mulher. Elas preferem claudicar e estar do lado do mais forte para garantir o seu sustento, não só pessoal - casamento - mas também profissional... Desse modo elas evitam dizer qualquer verdade que possa ferir o ego masculino e portanto voltam-se para o seu lado e elogiam a sua "feminilidade"...a sua sensibilidade, a sua aderência à Deusa e a sua proteção…
Eu não estou contra os homens - gostaria muito que eles fizessem  o seu caminho que é muito válido, se é que querem defender e proteger a mulher. Eles tem essa possibilidade porque vivem numa sociedade que lhes dá todo o crédito e o tira  a mulher e portanto se eles quiserem ajudar e viver numa sociedade mais justa estejam dentro do sistema a lutar pela defesa das mulheres e das crianças diante dos outros homens que as atacam e violam e exploram…e deixam as mulheres fazerem o seu papel que é encontrarem-se a si mesmas. Para mim não faz sentido nenhum os homens andarem nos círculos… ai eles não ajudam as mulheres - ai eles empatam as mulheres...vão-lhes pedir colo e ajuda e cura das suas feridas...e o jogo inverte-se porque quem está mais ferida neste mundo que a sacrificou e explorou através dos séculos é a mulher. Que o homem aproveite as vantagem que tem neste mundo e faça o seu papel junto com os outros homens em defesa das mulheres… isso sim iria ajudar e muito as mulheres a evoluir.

Penso que as mulheres estão de  novo a regredir por medo...por medo de perder o homem, sem perceber que elas sim estão perdidas de si mesmas. E estão porque mão ousam dizer-se as verdades.
Eu sei que é muito dificil dizer a verdade e ousar ser Mulher só sem medo. Dizer-se o que se sente e se pensa sobre nós mesmas depois de séculos de mordaças e calunias, sobretudo quando se escreve sobre esses mesmos problemas, questões inerentes à mulher e apenas à mulher, causados pelo poder abusivo do homem, é como sair das grades de uma velha e sufocante prisão e acarreta-nos cargas porderosissimas sejam dolosas sejam elas dolorosas porque estamos a romper o veu espesso do nosso medo e do nosso silêncio e condenação... às fogueiras da inquisição, a da Idade Media e da Moderna, muito mais sofisticada e subtil.
Por isso vos digo, tudo o que digam de vocês é um avanço sobre essas energias que nos querem calar...e agora é mais do que nunca preciso soltar esse grito preso na garganta seja qual for o preço a pagar...
Mulheres não tenham medo de se dizerem!

rlp
 

...eles são encarniçadamente contra a mulher



COMO OS HOMENS DEFINEM A MULHER
E QUEREM O SEU CONTROLO...

— De acordo com os homens o útero limita à mulher tanto mental como fisicamente. Esta é a razão pela qual às mulheres, apesar de seu acesso ao conhecimento, não lhes tem sido permitido determinar o que é este conhecimento. Tenha em conta, por exemplo, os filósofos — propôs Esperanza. — Os pensadores puros. Alguns deles são encarniçadamente contra a mulher. Outros são mais subtis, no sentido em que estão dispostos a admitir que a mulher poderia ser tão capaz como o homem, se não fosse a ela não lhe interessar as investigações do domínio racional, e no caso de estar interessada, não deveria estar. Pois, dizem, fica melhor à mulher ser “fiel” à sua natureza, como companheira nutridora e dependente do macho.
Esperanza expressou tudo isto com uma inquestionável autoridade. No entanto, em poucos minutos, a mim já me assaltavam as dúvidas. — Se o conhecimento não é outra coisa senão do domínio do masculino, a que se deve então a sua insistência em que eu vá à universidade? — perguntei.

— Porque você é uma bruxa, e como tal precisa saber o que te afecta, e como te afecta — respondeu. — Antes de recusar algo deve saber por que o recusa.


in Sonhos Lúcidos
FLORINDA DONNER-GRAU

AS RELIGIÕES ANTIGAS E AS MODERNAS




AS MULHERES NÃO SABEM PENSAR POR SI

ELAS RECITAM A CARTILHA DO MESTRE , seja ela qual for...a antiga testamental ou doutrinária ou a da new age...


Poucas pessoas conseguem distinguir a realidade em que estão inseridas e o Paradigma vigente da sua própria realidade tangível, aquilo que vivem no seu dia a dia. Elas, tal como todos os religiosos, acreditam nos pressupostos teóricos e teológicos ou ideológicos e até políticos que sustentam as suas teses perfeitas onde se julgam a viver em plenitude e harmonia de acordo com aquilo que defendem e acreditam. Elas não conseguem distinguir porem a sua realidade intima e psicológica e anímica dos pressupostos que defendem em nome da sua fé ou da causa que elegem. De modo que temos de um lado a grandeza de um belo projecto ou discurso de um ser humano consciente e evoluído e a realidade vivida na precaridade existencial, na confusão e na desordem; dai o conflito emocional e a desordem psicológica de muitas pessoas, principalmente mulheres…
AS pessoas em geral misturam os planos da existência com os planos da essência, dai a sua desordem e o actual caos social.
Não há equilíbrio algum, nem verdade entre um propósito exigente e grandiosos - belo e perfeito - pensado como se essa fossa a realidade dos seres a construir ...Fazem tal e qual como todas as religiões e ideologias que falharam rotundamente porque não viram a disparidade entre o seu ideal e a realidade concreta das pessoas - não viram a sua mediocridade e a confusão da experiência humana na sua vida diária.
Confundir um propósito divino e espiritual no seu mais alto intento com o estado da humanidade actual é pura demagogia e ilusão grandiosa… por mim, prefiro a miséria e a ambiguidade humana no seu presente estadio. Há esperança de realmente evoluirmos...


rlp



O medo de perder o comando sobre as mulheres...



"As sociedades patriarcas são fundadas num crime. Este crime não é o assassinato do pai, como Freud nos faria acreditar. É o estupro e o desprezo da mãe. Este ...é o horror inconsciente que cada menina-criança herda e, ao contrário da " ansiedade de castração masculina, a ansiedade de estupro é muitas vezes reforçada pela realidade diária do ato e ameaça de estupro. (O chamado "medo da castração" dos homens é simplesmente um medo de perder o comando sobre as mulheres na sociedade patriarcal, o que equivale a dominação das mulheres com " masculinidade." Se os ocidentais têm algum medo legítimo da castração, deriva do ato de circuncisão, o que é uma coisa terrível infligir a uma criança masculina; mas este costume vem do Pai da Bíblia. Vivendo constantemente sob o telhado de aço da misoginia criminosa do patriarcado, as mulheres são forçadas a dobrar-se e aceitar, com dor de castigo e terror cada vez reverberantes, projeções paranóicas dos homens. Mulheres, desde que temam  a punição pelos nossos poderes, e enquanto estivermos economicamente dependentes dos homens, teremos de aceitar que os nossos corpos são imundos e deficientes. Sob o patriarcado, a mãe é temida e odiada, muito louca, tanto pelo seu poder como pela sua fraqueza; tudo o que um homem não pode aceitar corajosamente sobre si mesmo é projetado em sua mãe ou esposa. Ou para qualquer mulher aleatória andando pela rua."

Monica Sjoo & Barbara Mor, A Grande Mãe Cósmica


' ' Grande Mãe ' ' de Jakki Moore

quinta-feira, fevereiro 27, 2020

O LIVRO - LILITH, A MULHER PRIMORDIAL


NÃO DEIXEM DE LER - UMA ESPÉCIE DE DANÇA...


Através da Zefiro recebi uma mensagem de uma leitora que lamentava as várias gralhas e erros que aparecem no livro Lilith, A Mulher Primordial, e com toda a razão. Há de facto vários erros que aproveito para informar @s leitores em geral e dizer que na próxima edição eles serão corrigidos com o maior cuidado.
Á minha resposta recebi por minha vez esta interessante mensagem que agradeço e me congratulo por o Livro poder ser uma resposta a muitas mulheres que se questionam e vão ao encontro da sua Mulher Interior sem medo… Com todos os erros que o livro possa ter, o ESSENCIAL está dito e escrito e creio que isso vai mudar muito na vida das mulheres que o lerem a fundo...

rlp

Cara Sónia Quental

Perante a sua critica talvez demasiado exigente mas ao mesmo tempo simpática no que me diz respeito eu admito desde logo ter encontrado erros e gralhas no livro, nomeadamente algumas  falhas nas referidas fontes (via Internet) tal como diz haver  falta de “rigor nas referências da listagem bibliográfica final” mas creio que muito por culpa minha… Ainda não me apercebi de erros provenientes da edição e reconheço não ter  tido na verdade esse rigor profissional…mas não considero a editora responsável pelos erros que constata. Creio sim que são de alguma falta de atenção minha na revisão final embora claro que admita algumas gralhas da impressora – terei de reler e rever melhor os meus textos.  Tenho porém algumas duvidas quanto aos erros ortográfico que refere pois não sei  se se refere a erros de acordo com o acordo ortográfico, que eu não sigo e dai poder haver palavras corrigidas de forma dúbia. Já vi pessoalmente 2 ou 3 erros crassos nos textos que alteram o sentido da leitura e que foram certamente falhas minhas ou da minha revisora, o que me deixou bastante consternada pelo empenho e pela importância que este livro tem para mim e  vamos tentar corrigir isso nas próximas apresentações, ou fazendo uma errata e se houver uma próxima edição corrigir de fundo.
Agradeço ter mencionado a importância do livro e os respectivos erros em defesa da obra.
Com os meus agradecimentos,
Rosa Leonor Pedro 

Cara Rosa Leonor Pedro,

Fico-lhe muito grata pela atenção que dedicou ao meu comentário e pela amabilidade, prontidão e elegância da resposta que me fez chegar.
Reconheço que tenho um olhar um tanto exigente, mais ainda em assuntos de escrita, em que radica a minha formação – por vezes, a “formação” transforma-se em “deformação”. Relativamente à questão que coloca sobre a ortografia, embora eu use o acordo ortográfico, percebi que não o seguia, por isso o reparo que fiz não se prendia com a utilização do acordo. As omissões ortográficas em si são esporádicas – o que encontrei com maior frequência foram erros de ordem sintática. Devo, porém, acrescentar que o vocabulário que emprega é extremamente rico e que tem frases/trechos belamente lapidados. Estou a terminar a leitura do livro, que comprei apenas há dias e que tenho quase todo sublinhado!, aproveitando esta oportunidade de contacto direto para lhe agradecer o serviço que nos presta a todos – e a todas – com a sua publicação. No meu caso, foi uma obra que surgiu como resposta muito contundente a uma convocação íntima de Lilith. Caso sinta interesse em ler, aproveito também para lhe deixar o link para a breve crónica que escrevi nesse dia, num apontamento improvisado que envolveu a compra da obra, que aproveitei assim para divulgar: https://especiededanca.blogspot.com/2020/02/ela.html.

Grata e com um bem-haja,

Sónia Quental

sexta-feira, fevereiro 21, 2020

REALIDADES CARNAVALESCAS






O CARNAVAL...

"Sabe porque não tem fantasia de homem no carnaval? Sabe porque não tem blocos repletos de mulheres fantasiadas de homem, sabe porque não tem uma imensa massa de mulheres pedindo roupas a seus pais, irmãos, tios, primos pra se fantasiar de homem no carnaval? Porque "homem" não é ridículo. Não há em ser homem qualquer ridículo a ser debochado. Ser homem não é passível de deboche. Ser homem é uma condição de supremacia, de superioridade. Diferente de ser mulher, de ser homossexual, de ser negro."

Mulheres sentem obrigação de serem sensuais o tempo todo, é tão introjetado isso, que nem se dão conta. Observem o carnaval: enquanto a maioria dos homens usam fantasias confortáveis e divertidas, pura zuera, mulheres se fantasiam pra serem sexies. Pode ser qualquer tema o da fantasia - animal, super heroína, personagem de filme ou tv, qualquer coisa - ela será convertida em uma roupa sexy, com decote, apertada, muito justa e curta, marcando o corpo. Ser sexy é uma obrigação da mulher na nossa sociedade. Perpetuar a ideia de que estao disponíveis sexualmente é uma obrigação que é introjetada na cabeça e nos sentimentos como se isso fosse normal. E não é só no carnaval. Maquiagens emulam estado de excitação sexual (ou imagem pueril, que também é erotizado numa cultura pedófila como a nossa), roupas muito curtas, justas e decotadas tem função de deixar o corpo das mulheres em constante estado de oferecimento aos homens. Tudo é feito pra hipersexualizar e manter a imagem que o corpo da mulher está disponível e serve aos homens. E não adianta dizer que usa maquiagem, decote, roupa "sexy" pra si mesma, porque gosta, porque não é, não existe isso. Mulheres usam os signos patriarcais para serem aceitas, pra serem desejadas, pra receberem reconhecimento da sociedade patriarcal que lhes socializa pra crer que seu mais alto valor está em ser reconhecida e aceita por homens."

"O exemplo daquela que é considerada uma das "grandes conquistas" das mulheres na nossa sociedade: o trabalho - na verdade, a escravidão feminina ao trabalho, ao mundo do trabalho, que é ESTRUTURALMENTE MASCULINO. A "grande conquista" é apenas um rearranjo do capitalismo e do patriarcado sobre a escravidão da mulher ao homem, não um "privilégio". É uma falsa noção de privilégio que se aponta. Nao se libertam com o trabalho, ao contrário, se escravizam, são subordinadas, aos homens, aceitando e recebendo salários menores (por isso sao contratadas), trabalham mais, estao sujeitas ao assédio, sao desqualificadas em suas profissões, tem múltiplas jornadas, cumprindo, além do trabalho externo, o trabalho em casa, o trabalho doméstico, ou seja, sao violentadas, dominadas, submetidas por/em uma atividade que é apenas uma peça de sustentação do sistema patriarcal e capitalista, dominado por homens, assim como, por extensão, o mundo do trabalho também o é. Não há liberdade, não há autonomia, não há privilégio - a não ser de forma enganadora e aparente. É uma artimanha. E almejar isso como meta, como objetivo, como dado de revolução, almejar ter a condição social de "privilégio" da "cismulher", é um engano tão grande quanto abocanhar uma isca colorida que um homem balança com uma mão enquanto esconde a armadilha atrás das costas com a outra."
Marcio Gimenez





O que é que mudou no mundo?

LA GUERRA DE LOS SEXOS: CRISIS, RETOS y ESPERANZA - FEMINISMO Y RECONVERSION DE LA FUNCION DEL PADRE

Creo que todo el mundo es consciente de que nuestra sociedad está en crisis, y de que no es una crisis coyuntural, sino que es una crisis que afecta a los cimientos básicos de la civilización patriarcal en la que estamos inmersos desde hace siglos. Voy a exponer mi punto de vista sobre esta crisis, sobre los retos que se nos plantean y las esperanzas que se abren, en particular, la de la reconversión de la función del padre

I - RESUMEN DE LA SITUACION

El Patriarcado es una civilización que consiste, entre otras cosas, en un estado de guerra permanente del sexo masculino contra el sexo femenino. Una guerra que se ha desarrollado de diferentes maneras y cuyas características esenciales han sido el dominio del sexo masculino sobre el femenino, la represión de la sexualidad femenina y la relegación de las mujeres a una categoría o clase social inferior; incluso han existido épocas en las que ni siquiera se consideraba a las mujeres seres humanos sino simplemente animales. Esta represión se ha desarrollado a lo largo de los siglos de diferentes maneras, unas veces con métodos más cruentos (lapidaciones, quema de viudas en la India, quema de mujeres en Europa etc.) y a veces con métodos más psicológicos, mediante la educación, etc. De hecho, la guerra de los sexos se ha grabado en el psiquismo de los seres humanos, en lo más profundo de los inconscientes, y así se ha transmitido culturalmente y ha llegado hasta nuestros días..

Durante siglos las niñas han crecido sabiendo que su destino era ser entregadas por su padre al mejor postor. El jefe de familia negociaba con sus hijas y con las mujeres de su familia como lo hacía con las vacas, y las niñas eran criadas y educadas para el llamado débito conyugal, sus deseos eran irrelevantes cuando no malignos y pecaminosos. Las mujeres hemos sido objetos sexuales para uso del hombre durante siglos, incluso en muchos lugares, durante milenios. Y esto no son cosas que ocurrían en la remota Antigüedad. En el siglo XIX, Leandro Fernández de Moratín estrenó una obra de teatro, ‘El Sí de las Niñas’, que fue un auténtico escándalo porque criticaba esta educación de las niñas para el consentimiento al débito conyugal y para la negación de sus deseos sexuales. Fue un escándalo porque, efectivamente, en la sociedad del siglo XIX dominaba la cultura del consentimiento de las mujeres al débito conyugal. (Por eso, es insuficiente ahora oponer a la violación ‘el consentimiento’, sin tener en cuenta que durante siglos las mujeres hemos consentido por imperativo legal, divino (era un sacramento) o familiar). Hasta muy recientemente, a las niñas ‘se las casaba’, y si la familia no les buscaba el marido, ellas lo buscaban según la educación recibida, con un criterio de conveniencia socio-económica; el débito conyugal estaba pre-establecido desde la más temprana infancia, y estaba unido a un desarrollo psíquico para la sumisión al marido.


La negación del deseo sexual de la mujer en general y del deseo materno en particular, ha sido el elemento característico de esta dominación patriarcal. Esto no es una afirmación vacía; son, a lo largo de los siglos, leyes, costumbres y relaciones sociales de dominio social y físico concreto de los hombres sobre las mujeres. Uno de los símbolos más emblemáticos del Patriarcado es el falo de Hammurabi."






CACILDA RODRIGANEZ

quinta-feira, fevereiro 20, 2020

O ABATE DE ÁRVORES POR CAUSA DO 5 G

AS ÁRVORES SÃO ABATIDAS, e os insectos, pássaros e  
SERES HUMANOS serão afectados gravemente de RADIAÇOES ultra perigosas. 
O que é a tecnologia 5G e quais os seus perigos
Hugo Gonçalves Silva, Professor Auxiliar no Departamento de Física da Universidade de Évora 21 Janeiro 2020, 00:06

O ABATE DE ÁRVORES POR CAUSA DO G5 

Por este motivo, têm sido abatidas árvores saudáveis em muitas cidades do mundo desde 2018
(…)
De resto, a Agência Internacional de Investigação sobre o Cancro (IARC) da Organização Mundial de Saúde classificou, em 2011, a radiação electromagnética de radiofrequência como possivelmente cancerígena para os seres humanos (grupo 2B), com base num aumento do risco de glioma, um tipo maligno de cancro no cérebro, associado ao uso de telemóveis.
(…)
"Em segundo lugar, devido aos comprimentos de onda serem mais curtos, para esta tecnologia funcionar têm de ser instaladas variadíssimas mini-antenas para garantirem rede, uma vez que têm menor capacidade de penetração nos edifícios. Por este motivo, têm sido abatidas árvores saudáveis em muitas cidades do mundo desde 2018. Além disso, uma vez que as antenas são significativamente mais pequenas, são facilmente disfarçadas no mobiliário urbano, podendo passar absolutamente despercebidas. E os equipamentos que medem frequências para lá dos 8-10 GHz não são acessíveis ao público.
Em terceiro lugar, a tecnologia 5G usará emissão direccionada (com o argumento de reduzir interferências), e, como consequência, teremos intensidades de radiação muito mais elevadas, efeitos de interferência enormes e uma resolução milimétrica de localização dos dispositivos móveis. Isto é muito diferente da tecnologia atual (3G e 4G) cujo padrão de emissão é aproximadamente isotrópico e o que nos deve levar a reflectir sobre um possível uso subversivo desta tecnologia.
Há que diferenciar o sistema 5G, do 5G que se refere às ondas milimétricas. O sistema 5G começará por assentar em antenas 4G (700MHz) com a capacidade sem precedentes de MIMO e feixes de raios dirigíveis, capazes de focar mais energia à distância.
Se considerarmos que com a tecnologia atual (3G e 4G) estamos expostos a níveis de radiação electromagnética milhares de vezes acima dos recomentáveis pelo “Building Biology Evaluation Guidelines”, com a tecnologia 5G ficaríamos expostos a níveis milhões de vezes acima do tolerável.

Será que vale a pena corrermos tantos riscos para termos downloads mais rápidos?"