quarta-feira, dezembro 01, 2021

ESTAMOS DENTRO DE UM FILME DE FICÇÃO CIENTÍFICA...

 



Eu não estou a julgar ou a condenar essas mulheres!


A PERDA DA IDENTIDADE FEMININA deu numa cópia caricatural do homem...

"A sociedade patriarcal valoriza e promove apenas os aspectos masculinos, subestimando e até mesmo reprimindo os aspectos femininos. O resultado é que a mulher se esvazia, perde sua identidade feminina essencial e se torna uma “cópia” caricatural do homem; o homem, por sua vez reduzido à masculinidade bruta e unilateral, perde a ligação com os valores femininos do seu mundo interior e passa a ter uma relação opressiva para com a mulher. Como restaurar a feminilidade, despontenciando a unilateralidade do mundo patriarcal, a fim de reequilibrar a identidade psicológica dos sexos e planificar a relação entre o homem e a mulher?"
in A GRANDE MÃE de Erich Newmann


Tenho pensado muito em como as mulheres quase todas, excepto algumas raras excepções, estão completamente aprisionadas no Sistema patriarcal e como muito dificilmente sairão dele sozinhas... 
Durante muitos anos lutei por uma verdadeira emancipação da mulher para fugir à tutela do homem e ser ela mesma senhora da sua vontade e desejos... E acreditei que as mulheres poderiam se quisessem sair de situações que as oprimiam ou impediam de ser livres,  seja a nivel sexual, emocional ou económico, e poderem assim serem elas mesmas, sem ficarem presas ao modelo e sempre condicionadas pela família com as  suas pressões morais e  sociais de como uma mulher deve ser ou da pressão de um marido manipulador que asfixia e violenta... e não falo apenas de maus maridos ou de homens déspotas e manipuladores, a grande maioria, mas até de casamentos concertados - modernos, democráticos ...digo de "igualdade" em que ele lava a loiça e não chateia nada se sais com amigas...- a fim de manter uma estabilidade (de conveniência) de segurança emocional e económica ou mesmo sexual. Em que ambos fazem as suas concessões... e até parecem felizes, mas vendo bem as coisas são só para manter as aparências. Para facilitar a vida segundo as normas em vigor. 
Eu não estou a julgar ou a condenar essas mulheres! Eu sei como é... Eu sei o que vivi e como vivi. E é por isso que faço estas considerações. Se consegui ser livre foi porque a vida conspirou a meu favor...no mal e no bem. 
O que mudou em mim e na minha convicção é que não vejo hoje grandes possibilidades da mulher se tornar plena ou total em si, integra e auto-centrada...como eu sonhei e escrevi -  e tudo isto porque ao fim de tantos anos poucas mulheres, das dezenas que eu conheci,  conseguiram vencer sozinhas ou tiveram coragem para superar os múltiplos obstáculos e pressões que sofreram, seja serem perseguida por chefes no emprego, seja serem olhadas pelos colegas e amigos como sendo disponíveis ou oferecidas, seja criticadas pela familia que suspeitam sempre de uma mulher só, e dos predadores em geral que estão sempre atentos a presa...
 
Conheço algumas mulheres que tentaram e foram sinceras. Elas fizeram tudo o que supostamente poderiam fazer para sair dessa prisão, lutando por uma independência pessoal e mudar o rumo das suas vidas fosse a nivel económico  e social;  lutaram para fugir a uma situação que as aprisionava, que as tinha esgotado, para serem realmente livres e poderem assim viver uma vida por si mesmas e fazer as suas escolhas começando por se libertarem de um casamento falhado, e no fim, quase todas, se viram obrigadas a voltarem para um casamento desfeito ou acabado, muitas já divorciadas, só para garantir a sobrevivência, manter uma reputação, uma segurança ou manter os filhos protegidos. Ou porque não se aguenta a solidão e se necessita de algum afecto na velhice... 

Não, eu não estou contra essas mulheres. Eu compreendo-as. Mas não posso deixar de ver as coisas como elas são, sem artificios e mentiras ou desculpas. Vejo hoje que é impossivel para uma mulher sozinha libertar-se e ser uma mulher consciente de si dentro do Sistema patrista. A batalha é mortal... e a mulher que não cede é morta ou anulada de muitas maneiras. AS que sobrevivem aos golpes duros do olhar alheio que julga e condena são muito poucas...

rosa leonor pedro 

NOTA A MARGEM:

Estamos perante uma realidade em que assistimos impotentes a um RETROCESSO CULTURAL SEM PRECEDENTES na História da Humanidade - estanques as mentes num status quo evolutivo, em que as pessoas na sua grande maioria, manipuladas pelos Midea e as fake news no mundo inteiro, regrediram todas, voltando a um medo ancestral e atávico da morte (ah a Peste...) e com medo de perder esta vidinha falsa, de comodismo e consumismo, e de futilidade em que vivem, voltaram ao seu nível mais primitivo e estão dispostas a matar para salvar a pele carcomida de vermes invisíveis...
rlp

terça-feira, novembro 30, 2021

a alma também é exterior...



OS PORTUGUESES e a sua falta de sensualidade...


Li há dias algures uma crónica, em que se dizia que os escritores e realizadores portugueses são tão maus nas descrições das cenas eróticas ou amorosas que passam directamente do patético ao grotesco, do mecânico ao animalesco…pelo menos foi assim que o entendi e de facto nunca li em nenhum escritor português uma cena amorosa que fosse elevada e realmente sensual… (Abro uma excepção para ADORAÇÃO, de Leonardo Coimbra…muito mal visto pelos académicos do seu tempo)
Com efeito, de um modo geral, entre nós não há grande sensualidade, digamos uma sensibilidade erótica, espiritualizada, vivida no sentido amoroso mais lato, que seja transversal aos sexos e às idades…Uma sensualidade que esteja na origem de uma atracção natural não só entre mulheres e homens mas que se baseie na inteligência e na emoção pura, na cumplicidade, no encanto, no charme e na expressão natural do amor entre as pessoas independentemente do género e de haver ou não desejo sexual. Os portugueses em geral confundem tudo com sexualidade (digo genitalidade) sem ver que a sensualidade dos afectos ou dos gestos nem sempre significam sexualidade. Com isso perdem um certo prazer de viver e a motivação ou a criatividade que deixa de existir sem esse elan!
As pessoas em Portugal, penso, passaram por cima de tudo o que implicaria uma tradição cultural de sedução porque lhes faltou uma educação sensual livre baseada no respeito pelo próximo, nomeadamente da mulher, e do conhecimento de si mesmo, para se fixarem numa abordagem genital, exterior a si, numa agressividade verbal que fica a um passo da violência sexual. 
Porque a liberdade brusca, essa falsa liberdade que se criou depois do 25 de Abril, a seguir aos longos anos de opressão social e religiosa, com muitos preconceitos de cariz sexual e atavismos religiosos, aconteceu abruptamente e superficialmente, sem haver a transição para uma verdadeira liberdade baseada numa educação do SER e portanto sem fundamento ético nem uma sensibilidade estética das pessoas. Passou-se de uma sexualidade reprimida e oculta, a uma sexualidade básica, objectiva e muitas vezes abjecta e os machos já não perdem tempo “com cantigas”…vão directamente ao “assunto”.
Há uma castração da sensibilidade-sensualidade em Portugal...

ESCRITO EM 2010
rlp
IN M.&D.

FALTA A DIMENSÃO DA ALMA

"A alma, ao contrário do que tu supões, a alma é exterior: envolve e impregna o corpo como um fluido envolve a matéria. Em certos seres humanos a alma chega a ser visível, a atmosfera que os rodeia tomar cor. Há seres cuja alma é uma contínua exalação: arrastam-na como um cometa ao oiro esparralhado da cauda - imensa, dorida, frenética. Há-os cuja alma é de uma sensibilidade extrema: sentem em si todo o universo. Daí também simpatias e antipatias súbitas quando duas almas se tocam, mesmo antes da matéria comunicar. O amor não é senão a impregnação desses fluidos, formando uma só alma, como o ódio é a repulsão dessa névoa sensível. Assim é que o ser humano faz parte da estrela e a estrela de Deus."

Raul Brandão

segunda-feira, novembro 29, 2021

QUEM FOI Marguerite Porete?





Marguerite Porete foi acusada de heresia e queimada em Paris, em 1310. 


"Marguerite Porete foi uma mística medieval, procedente do Condado de Hainaut, cidade de Valenciennes, região do Reno e que, segundo consta, viveu entre a segunda metade do século XIII e início do século XIV. Marguerite teria sido uma beguina clériga, isto é, teria feito parte do Movimento Beguinal. Esse Movimento foi um movimento espiritual que se desenvolveu como alternativa de vida religiosa leiga na Renania e Países Baixos. As beguinagens começam aparecer no final do século XII e foram formadas por pequenas casas agrupadas. Eram comunidades de homens ou de mulheres que, conservando-se como leigos ou leigas, assumiam como promessa (e não voto) a pobreza, a obediência e a castidade. Essas comunidades estavam inseridas num contexto social urbano. As beguinas, como eram chamadas as mulheres que faziam parte dessas comunidades, viviam do próprio trabalho: tecelagem, bordado, costura, ensinamento de crianças e serviços de damas idosas. Do ponto de vista da espiritualidade, eram adeptas do evangelismo, perspectiva que se constitui a partir da emergência dos movimentos mendicantes no seio da experiência religiosa cristã e implica na vontade de conhecer textos bíblicos na sua literalidade, na liberdade de pregação, no amor à pobreza, na contestação do mundo e na valorização do estilo de vida mais que a doutrina. Essas mulheres eram também adeptas de práticas ascéticas. O movimento espiritual das beguinas permaneceu marginal, pois não obedecia a uma regra aprovada. As beguinas, que constituíam essas comunidades fora do controle institucional, passaram a despertar desconfiança e foram perseguidas pela Igreja oficial. A instituição das beguinas foi reprovada pelo Concílio de Viena (1311) que afirma, entre outras coisas, que essas mulheres se perdem em especulações loucas sobre a Trindade, a essência divina e outros dogmas e pontos da doutrina sobre os sacramentos. O livro de Marguerite Porete, Le Mirouer des Simples Ames, é um “espelho medieval”, uma instrução religiosa que, como outros “espelhos”, ilumina a vida moral ou espiritual. Mas não é só isso, é também, por outro lado, e isso torna o livro especialmente interessante, um romance de amor, um romance alegórico cortês depositário de uma cultura laica veiculada pela linguagem vulgar; um romance como outros que mistura os gêneros épico, cortês, alegórico e é escrito tanto em versos quanto em prosa. A obra constitui-se numa alegoria mística sobre o caminho que conduz essa alma à união perfeita com seu Criador e Senhor. O aniquilamento é seu grande tema e é descrito como o estado em que as almas simples adquirem a mais plena liberdade e o saber mais alto. A alma aniquilada, amorosa de Deus, Marguerite sempre reafirma, recebe mais saber do que o contido nas escrituras, mais compreensão do que a que está no alcance ou capacidade do trabalho humano de alguma criatura. A alma, sendo nada, possui tudo e não possui nada, vê tudo e não vê nada, sabe tudo e não sabe nada . Essa alma aniquilada é a que se torna capaz de experimentar a “paz de caridade”.
Não é a alma que mora no amor, mas o amor que mora nela, faz sua vontade por ela, opera nela e sem ela. A alma não compete. Aniquilando-se, entrega-se... experimenta uma indiferença radical. Já não pode mais falar de Deus. Se fala é por costume, bom hábito, ou por mandamento da Igreja. Se anuncia algo, faz sem paixão. Aquilo que pensa, fala ou faz é exclusivamente obra de Deus, o amor operando nela. Seu saber e seu fazer de alma aniquilada têm, paradoxalmente, autoridade divina. Da experiência de maior humilhação, emerge uma radical liberdade. Marguerite Porete foi acusada de heresia e queimada em Paris, em 1310. "


Retirado da tese "Marguerite Porete - Teóloga do século XIII"
de Ceci Maria Costa Baptista Mariani, 2008, São Paulo, Brasil



"Quando se fala em escrita de si na literatura, normalmente o foco de análise dos estudiosos são os escritores modernos ou contemporâneos. Dificilmente se aborda o tema a partir de autores medievais e, principalmente, a partir da literatura de autoria feminina na Idade Média. Posto isso, neste artigo, o objetivo geral é pensar, a partir de O Espelho das almas simples, de Marguerite Porete, a literatura mística de autoria feminina como escrita de si. O principal texto do artigo, como já dito, é o texto poretiano, subsidiado pelos estudos sobre a escrita de si – Foucault (1992), Lejeune (1994), Klinger (2007), Gomes (2004), Dalcastagné (2005) – e para o tema da mística como não-lugar será utilizado Certeau (2015), embora, naturalmente, outros estudos – sobre Marguerite Porete, a escrita de si, a mística, a literatura de autoria feminina – se façam presentes no decorrer do texto. O Espelho das almas simples é aqui lido sem preconceitos, como um texto escrito por uma mulher na Idade Média e considerado, dentre outras possíveis interpretações, como uma escrita de si e como o seu não-lugar é o lugar que lhe é próprio, pois, afinal, é o lugar de onde a escritora francesa fala."


Marguerite Porete, mística francesa do século XII, manifesta bem a “imediatez mediada” que caracteriza a mística cristã. “A mulher no mundo medieval, não tendo voz entre os doutores, vai encontrar o caminho da arte para expressão da experiência de Deus. Poesia, teatro, música serão maneiras encontradas para narrar o caminho de encontro com o Amado”, afirma Ceci à IHU On-Line. Em Marguerite, o aniquilamento é seu grande tema. É “fruto de um processo que implica várias mortes”: para o pecado, para a natureza, para o espírito. “A alma aniquilada, amorosa de Deus. lançando-se ao nada, recebe tudo, mais saber do que o contido nas Escrituras, mais compreensão do que a que está ao alcance da razão, ganha a liberdade perfeita e torna-se capaz de experimentar a ‘paz de caridade’”, explica a teóloga. E “a nobreza, para Marguerite Porete, é também a condição que nos vem do aniquilamento. Mais vale à alma, ela diz, o nada querer em Deus que o bem querer por Deus. A alma aniquilada é nobre porque, pelo aniquilamento, acolhe a obra de Deus nela”.

»La femme, enfant malade et douze fois impure!



Meu pobre amigo, não tenho compaixão para te dar.
A compaixão custa, sobretudo sincera, e em dias de chuva.
Quero dizer: custa sentir em dias de chuva.
Sintamos a chuva e deixemos a psicologia para outra espécie de céu.
Com que então, problema sexual?
Mas isso depois dos quinze anos é uma indecência.
Preocupação com o sexo oposto (suponhamos) e a sua psicologia —
Mas isso é estúpido, filho.
O sexo oposto existe para ser procurado e não para ser compreendido.
O problema existe para estar resolvido e não para preocupar.
Compreender é ser impotente.
E você devia revelar-se menos.
«La Colère de Sanson», conhece?
»La femme, enfant malade et douze fois impure!»
Mas não é nada disso.
Não me mace, nem me obrigue a ter pena!
Olhe: tudo é literatura.
Vem-nos tudo de fora, como a chuva.
A maneira? Se nós somos páginas aplicadas de romances?
Traduções, meu filho.
Você sabe porque está tão triste? É por causa de Platão,
Que você nunca leu.
E um soneto de Petrarca, que você desconhece, sobrou-lhe errado,
E assim é a vida.
Arregace as mangas da camisa civilizada
E cave terras exactas!
Mais vale isso que ter alma dos outros.
Não somos senão fantasmas de fantasmas,
E a paisagem hoje ajuda muito pouco.
Tudo é geograficamente exterior.
A chuva cai por uma lei natural
E a humanidade ama porque ama falar no amor.
*
8 - 7 - 1930
Álvaro de Campos






AQUI - Senti-me a viajar até as minhas células...





Olá a todas... 

Quero agradecer as palavras da Rosa Leonor Pedro , bem como a divulgação do meu trabalho...
Além da minha admiração e respeito, pelo percurso, sabedoria ,dedicação de investigação, entrega e coragem da Rosa Leonor Pedro, em prol de uma consciência mais lúcida e inteira na abordagem ao feminino , encontrei neste blog, abordagens de outras mulheres tão ricas, inteiras e sábias.
Um grande bem haja ,não só pelo o trabalho incrível a que se dedica , mas também por abrir um "espaço" para partilha de informação, interesses, visões...
Aqui encontrei, uma espécie de sagrada tertúlia.
Senti-me a viajar até as minhas células, uma espécie de chamado em entusiasmo, sede de saber e aprender, entre linhas ,parágrafos ,textos e imagens, no meio de toda esta riqueza ,poesia , beleza, sabedoria inteligência, perspicácia e lucidez tão arrojadas e pertinentes.
Bem hajam a todas
Trabalho tão admirável que que se dedica a Rosa Leonor Pedro em nome de todas nós. Muito grata


De Aragão Elishaim-(Carlota de Aragão Fernandes)
Ilustração da autora

domingo, novembro 28, 2021

A MORTE DA ALMA



A GRANDE ENCRUZILHADA

Estamos numa encruzilhada humana e histórica em que tudo se questiona e se transforma…O mundo gira e gira e tudo volta sempre ao mesmo ponto quando não há EVOLUÇÃO da Consciência, mas o potencial (gérmen) de um novo ser humano seja ele qual for e cuja marca está nos nossos genes está em alteração e é natural a confusão generalizada a todos os viveis, mas o risco da inteligência artificial e do virtual em vez do divino em nós se revelar, é cada vez maior.
É natural que a força da marca de uma espécie cindida se exteriorize nas vivências e divisões dos sexos, pela premência da fusão do masculino e do feminino dentro de cada ser e nós tod@s balançamos entre os extremos...o drama é inverte-los em vez de os integrar…

Estamos hoje e sem qualquer duvida perante um RETROCESSO CULTURAL SEM PRECEDENTES na História da Humanidade - estanques as mentes num status quo evolutivo, em que as pessoas na sua grande maioria, manipuladas pelos Midea e as fake news no mundo inteiro, regrediram todas, voltando a um medo ancestral e atávico da morte (ah a Peste...) e com medo de perder esta vidinha falsa, de comodismo e consumismo, e de futilidade em que vivem, voltaram ao seu nível mais primitivo e estão dispostas a matar para salvar a pele carcomida de vermes invisíveis...

Estava a pensar nesta tremenda hipocrisia que sempre foi o Natal e agora ainda mais nesta grande mascarada da Cidade  iluminada por luzinhas artificiais da nossa Mentira secular e agora do iminente desastre global. Gente açaimada nas ruas e nas lojas, amedrontadas e tristes, afastando-se e não se tocando ou sequer sorrindo, por medo,  não vá haver um espirro ou um esbirro… e assustadas ou histéricas… vagueiam sinistras e à  pressa. Sim, cheias de medo e a fingir uma normalidade que não existe em nenhum lado… e tu não saias de casa!!! Não, este ano nem uma luzinha, uma bolinha, nem um fio de natal a decorar a casa vazia… Não, nada que me lembre esta mentira colossal – o meu ser inteiro vomita esta hipocrisia natalícia em que hoje como nunca é uma pura MENTIRA GLOBAL… seres humanos como mortos vivos nas ruas iluminadas… e os seus algozes a rir desta mascarada – eles usam a focinheira e riem ou ladram  como cães de guarda do Sistema.

Neste momento a Humanidade está em queda livre e “ameaçada” por uma guerra louca sem precedentes em que os inimigos da espécie humana são invisíveis e todos a nossa volta nos ameaçam, divididos e repartidos em facções fundamentalistas e terroristas, cegos por uma nova religião mais cega do que todas as outras... a religião do terror… a religião do medo e da Morte, a mesma de sempre, mas que chegou a um extremo paroxismo em que todos se digladiam e mesmo   irmãos, amantes,  amigos e parentes se tornaram inimigos potenciais, basta pensar diferente!.

rosa leonor pedro



sábado, novembro 27, 2021

UM MUNDO VIRTUAL...




O GRAFENO - "UM MATERIAL QUE VAI MUDAR O NOSSO MUNDO"...?

"O grafeno é uma partícula infinitamente minúscula perto de uma minúscula célula do corpo humano. Por ser tão pequena, a partícula de óxido de grafeno penetra facilmente dentro de uma célula, causando alterações bio-elétricas, além de alterar a polaridade e potencializar a condutividade celular.
Mas o grafeno também é altamente tóxico e em poucas horas envenena a célula, matando-a. O processo envolve ainda os efeitos da alteração do sinal elétrico das células, geralmente de cargas negativas para cargas positivas.
Ao tornar as células invadidas em células positivas, estas passam a se unir magneticamente com as células negativas. As células se aglomeram causando coagulação e danos que podem levar a morte. 
Não use máscaras industrializadas. Todas estão infectadas com grafeno, parasitas, bactérias e dispositivos conhecidos como Theragrippens." 


"Devagar e silenciosamente.
Quase ninguém vai saber que é um holocausto."

o medo alimenta o predador




A ESTAGNAÇÃO HUMANA

Penso que as pessoas e sobretudo as mulheres, neste particular momento da história da humanidade que estamos atravessar, estão mais perdidas do que nunca nesta luta absurda de opiniões e ideias superficiais, como se se tivesse registado um retrocesso ou estagnação de uma vontade e abertura de coração que as impelia para a frente...
Tudo parou e não só…houve um retrocesso cultural e espiritual ao nível das diferentes manifestações de busca de verdade sobre o feminino e o sagrado.
O medo e a dúvida criado pela instabilidade social e o medo de um perigo de vida, accionada pelos Midea de maneira manipuladora e aterradora, estão a destruir os movimentos e a liberdade das pessoas em todas as esferas de comunicação. Mas são as mulheres as mais atacadas e as mais susceptiveis de serem dominadas pelo medo difundido pelos midea e televisões, porque tem ainda esse registo atávico do medo dentro delas. São elas pois as mais reactivas e reaccionárias a qualquer opinião diferente e as primeiras a atirar pedras ao vizinho ou a bruxa... Fazem-no agarrando-se ao lugar comum da mente ordinária que domina e rege as populações, fechando-as num circuito viciado e obscuro, - a mente colectiva - em que o medo da morte e do sofrimento foi activado nesta pandemia mental, em que agora todos os seres humanos estão mergulhados como debaixo de uma egrégora de ódio e desconfiança uns dos outros, como em qualquer guerra. Só que aqui ninguém sabe quem é o inimigo… sendo o “bicho” passível de invadir qualquer pessoa é o que “pensam” as massas acéfalas, toda a gente se torna perigosa e alvo a abater…
Onde está neste momento a evolução da consciência do ser Mulher (ou do homem) e a dimensão do ser espiritual e a fraternidade ou a sororidade?
rlp

O MEDO ALIMENTA O PREDADOR ...

"Através de nossas emoções alimentamos outros seres. Os predadores criam traumas emocionais que sustentam um determinado padrão de energia que permite a sua subsistência. Precisamos cortar-lhes a comida. Precisamos deixar de sentir MEDO.

Por aí dá para perceber porque as religiões teístas e patriarcais perseguiram e perseguem o FEMININO até hoje. A MULHER não está tão sujeita ao predador como o homem, então teve que ser sujeitada pela FORÇA. A caixa de percepção que é o ÚTERO FEMININO teve que ser domado pela FORÇA, pelo PRECONCEITO, pela REPRESSÃO, pelo REBAIXAMENTO da MULHER e pela PROIBIÇÃO dela como SACERDOTISA.
Não há MULHERES ocupando posições de destaque no Judaísmo, no Cristianismo e no Islamismo, as 3 grandes religiões do mundo. Por aí dá para perceber porque fomos afastados do mundo natural, da Natureza e fomos trancafiados em grandes cidades, em enormes humaneiros, onde homens não são mais seres humanos, não são mais mamíferos em harmonia com o meio, são parasitas que se reproduzem destruindo tudo a sua volta."
in janela da alma

UMA CICATRIZ INVISIVEL...



O SONHO VESPERTINO


Hoje a tarde sonhei com a Rosa Leonor: ela me mostrava seu belo jardim num dia claro de sol e havia na parte superior entre seus seios uma cicatriz forjada a fogo de um labirinto circular. Por cima da cicatriz havia um lindo trabalho em crochê redesenhando este labirinto. Enquanto eu observava seu jardim e sua cicatriz em pele alva, com rugas e machas senis, eu banhava o tecido em crochê azul bêbê e irrigava os tortuosos caminhos de sua cicatriz. Ela estava bem calma toda emoldurada num lindo vestuário de linho branco, segurando uma rosa vermelha encarnada do seu jardim enquanto a água escorria levemente sobre o seu peito-labirinto.
Assustada eu acordei e resolvi postar!

MFQ - Dia 24 de Novemvro de 2021


- Não sei que lhe dizer, mas estou toda arrepiada e desde há muitos anos que nos cruzamos nestes espaços virtuais  (anos a fio) com sinais de eternidade... Como as almas sabem que aquilo que nos liga (OH NUNCA NOS VIMOS...) vai muito para além das nossas representações fisicas e personalidades...
rlp

Ilustração de De Aragão Elishaim