domingo, dezembro 16, 2018

ORIENTE VERSUS OCIDENTE



O TESTEMUNHO DE UMA AFEGÃ

" Quando eu tinha 9 anos, e cheguei a idade da puberdade, o que significou foi que eu tive que esconder todo o meu corpo,- menos o rosto e as mãos- para protegê-lo dos olhares estrangeiros, porque um só Cabelo visível podia abrir as portas do inferno para mim. Na época, eu tinha que levantar-me antes do nascer do sol para rezar e lavar algumas partes do meu corpo mesmo quando estava frio. Eu tinha que me ajoelhar trinta vezes por dia para honrar a Deus e, apesar do meu corpo de criança, eu tinha que observar o jejum durante todo o ramadão e suportar estar com fome do amanhecer ao pôr do sol. Eu assistia os meninos a brincar e que tinham a mesma idade que eu, e eu me perguntava porque é que eles eram dispensados do jejum e da oração até aos 16 anos de idade, apesar de o corpo deles ter sido mais forte que o meu."

ORIENTE VERSUS OCIDENTE

Enquanto uma mulher árabe tem de se cobrir da cabeça aos pés e esconder o seu corpo desde tenra idade, obrigada pela religião de Maomé a viver como um ser inferior, destinada unicamente  a parir e  a servir o homem e a sofrer as maiores barbaridades em família, casada à força ainda menina com velhos déspotas e pedófilos, sendo castigada pela sua condição de mulher, as mulheres do Ocidente despem-se com a maior facilidade e despudor, sem qualquer consequência à partida, ousadas e revoltadas, no caso das feministas e das Femen (na foto), contra  o Sistema, que igualmente as violenta e abusa e explora sexualmente. 

No mundo todo a situação da mulher é muito idêntica,  apesar da aparente liberdade das ocidentais é cada vez mais claro que afinal de contas a emancipação  da mulher não foi um dado adquirido nem lhes deu a verdadeira liberdade, pois ela continua a ser abusada e violada e é morta na Europa como na India só que em menor escala. 

O Feminicídio no Ocidente é tão banal como a lapidação da mulher oriental só que a diferença é a forma mais  grotesca - morta à pedrada até a morte - e no ocidente a facada ou a tiro…



Tanto no caso oriental, como no ocidental, ambos são a representação na forma extrema de como os homens culpam ainda a mulher de um PECADO original e que se mantem vivo no inconsciente colectivo, e que as mulheres de uma forma ou de outra,  carregam dentro de si. Esta herança que vitimiza e mata as mulheres pelo seu corpo e o seu sexo, apesar de serem as Mães de toda a Humanidade, é fruto da misoginia  e do ódio a mulher propagado pelas religiões patriarcais, seja a cristã, a judaica ou a muçulmana.
O  facto é que no final  tanto faz que umas se vistam de Burka e outras se des-vestirem de vermelho, ou apareçam nuas na pornografia e nos filmes, elas todas carregam o peso da mesma condenação atávica e o estigma com as religiões do Homem a marcaram e serão castigadas por isso enquanto não se consciencializarem de que o seu Poder é interior e não físico, que a sua força é anímica e não mental.

RLP 

A RETIRADA DA RAINHA BRANCA


Os Jogadores de Xadrez 

Ouvi contar que outrora, quando a Pérsia
Tinha não sei qual guerra,
Quando a invasão ardia na Cidade
E as mulheres gritavam,
Dois jogadores de xadrez jogavam
O seu jogo contínuo.

À sombra de ampla árvore fitavam
O tabuleiro antigo,
E, ao lado de cada um, esperando os seus
Momentos mais folgados,
Quando havia movido a pedra, e agora
Esperava o adversário.
Um púcaro com vinho refrescava
Sobriamente a sua sede.

Ardiam casas, saqueadas eram
As arcas e as paredes,
Violadas, as mulheres eram postas
Contra os muros caídos,
Traspassadas de lanças, as crianças
Eram sangue nas ruas...
Mas onde estavam, perto da cidade,
E longe do seu ruído,
Os jogadores de xadrez jogavam
O jogo de xadrez.

Inda que nas mensagens do ermo vento
Lhes viessem os gritos,
E, ao refletir, soubessem desde a alma
Que por certo as mulheres
E as tenras filhas violadas eram
Nessa distância próxima,
Inda que, no momento que o pensavam,
Uma sombra ligeira
Lhes passasse na fronte alheada e vaga,
Breve seus olhos calmos
Volviam sua atenta confiança
Ao tabuleiro velho.

Quando o rei de marfim está em perigo,
Que importa a carne e o osso
Das irmãs e das mães e das crianças?
Quando a torre não cobre
A retirada da rainha branca,
O saque pouco importa.
E quando a mão confiada leva o xeque
Ao rei do adversário,
Pouco pesa na alma que lá longe
Estejam morrendo filhos.

Mesmo que, de repente, sobre o muro
Surja a sanhuda face
Dum guerreiro invasor, e breve deva
Em sangue ali cair
O jogador solene de xadrez,
O momento antes desse
(É ainda dado ao cálculo dum lance
Pra a efeito horas depois)
É ainda entregue ao jogo predileto
Dos grandes indif'rentes.

Caiam cidades, sofram povos, cesse
A liberdade e a vida.
Os haveres tranqüilos e avitos
Ardem e que se arranquem,
Mas quando a guerra os jogos interrompa,
Esteja o rei sem xeque,
E o de marfim peão mais avançado
Pronto a comprar a torre.

Meus irmãos em amarmos Epicuro
E o entendermos mais
De acordo com nós-próprios que com ele,
Aprendamos na história
Dos calmos jogadores de xadrez
Como passar a vida.

Tudo o que é sério pouco nos importe,
O grave pouco pese,
O natural impulso dos instintos
Que ceda ao inútil gozo
(Sob a sombra tranqüila do arvoredo)
De jogar um bom jogo.

O que levamos desta vida inútil
Tanto vale se é
A glória, a fama, o amor, a ciência, a vida,
Como se fosse apenas
A memória de um jogo bem jogado
E uma partida ganha
A um jogador melhor.

A glória pesa como um fardo rico,
A fama como a febre,
O amor cansa, porque é a sério e busca,
A ciência nunca encontra,
E a vida passa e dói porque o conhece...
O jogo do xadrez
Prende a alma toda, mas, perdido, pouco
Pesa, pois não é nada.

Ah! sob as sombras que sem qu'rer nos amam,
Com um púcaro de vinho
Ao lado, e atentos só à inútil faina
Do jogo do xadrez
Mesmo que o jogo seja apenas sonho
E não haja parceiro,
Imitemos os persas desta história,
E, enquanto lá fora,
Ou perto ou longe, a guerra e a pátria e a vida
Chamam por nós, deixemos
Que em vão nos chamem, cada um de nós
Sob as sombras amigas
Sonhando, ele os parceiros, e o xadrez
A sua indiferença.


RICARDO REIS
1-6-1916

sábado, dezembro 15, 2018

AS FEMEN



Foto de Femen em Paris, hoje,  na manifestação dos Gilets Jaunes 

AS MULHERES QUE SE DESPEM EM FORMA DE PROTESTO…

As mulheres estão cegas em relação à realidade que as cerca porque foram enganadas durante décadas acerca da sua "liberdade". As mulheres precisam de perceber que não são livres. O discurso e as ideias e idealizações até podem ser, mas de facto, para além das teorias, ninguém o é neste mundo e apenas na aparência; os homens são donos da situação, pela força e o poder económico, e até fazem o que querem, no entanto, as mulheres são-no sempre condicionalmente… e se teimarem em se expor estupidamente nuas ou meias despidas ou provocantes, serão sempre  agredidas, ofendidas ou massacradas…E,  por mais que se dispam não ganharão nada com isso...  

Eu entendo muito bem as mulheres que defendem essa forma de reivindicação, até pode haver razão logica para isso e muito mais, mas a verdade é que os homens não mudaram de mentalidades e só agora se está a descobrir em massa como todos os homens notórios ou idóneos e até os santos e guias espirituais e pais de santo e médiuns etc. abusaram e usaram ou violaram as mulheres e até as filhas e sobrinhas.

O drama das mulheres, com as feministas à cabeça, foi pensar que alguma coisa tinha mudado durante décadas, mas afinal nada mudou na cabeça dos homens (excepto nos gays e mesmo ai...) e até porque a sexualidade e a ideia de posse da (sua) mulher ou filha é um "direito" do Homem, legitimado em todas as estâncias e instituições, a começar na família e no casamento… E nós mulheres não quisemos ver isso. Pensávamos que a batalha da emancipação estava ganha, que bastava trabalhar... e agora vemos o contrário… Mas seja como for  a verdadeira liberdade da mulher não passa por mostrar o corpo ou despir-se em publico, porque assim está mesmo só a alimentar a besta. Não é isso que eles querem?

Será que as mulheres percebem este paradoxo?

Não tem que se cobrir de burka, nem vestir de freiras...mas podiam ao menos ter noção deste mundo em que vivemos e de como as coisas são na prática. Ver que a sua nudez só acicata o homem comum à pornografia e contribui para serem olhadas como objectos sexuais e não para se afirmarem enquanto mulheres  nem dignificar. Custa a entender isto? Poucas mulheres querem largar mão da sua sedução e depois queixam-se…isto da sedução tem muito que se lhe diga e é preciso pensar que o corpo da mulher não é para se expor impunemente... claro que vou ser apedrejada pelas simpatizantes das Femen...que defendem a "arte do nu" (no caso da foto que é uma performance) perante a policia ou em manifestações de eventual violência, onde são expostas à boçalidade dos seguranças e da policia e portanto  à brutalidade dos mesmos...

Pessoalmente penso que nenhuma mulher livre e consciente tem necessidade de exibir o corpo em nome da sua liberdade, nem da beleza…porque esse é e foi o imperativo de uma Ordem Patriarcal (é certo que oposta à Igreja) em que a mulher foi programada para agradar, e tem isso interiorizado na forma como é completamente dominada pelo paradigma do mundo da moda. Ela obedece aos seus estereótipos; ela submete-se a eles sem perceber o que está por detrás dessa manipulação, tal como obedeceu a uma série de padrões que a diminuem e exploram sem consciência alguma do que fazem ao longo de séciulos.

Agora para mudar alguma coisa de verdade talvez fosse urgente que as mulheres pensassem na realidade que as rodeia, como são tratadas de maneira tão brutal e que é preciso que mudem de atitude… a partir de dentro e não de fora.

Sei que a um certo nível isto vai parecer reacionário para muitas mulheres engajadas em teorias do género e em partidos de esquerda, mas pouco me importa o que pensam… o que me importa mesmo é que as mulheres tomem consciência de que a sua liberdade tem a ver com CONSCIÊNCIA de si como seres humanos e a sua DIGNIDADE, com a sua autonomia interior e não com reivindicações socias ou politicas que sabem ou não que as não levará a lado nenhum senão ao desgaste da sua energia e da sua força interior.
rlp

quarta-feira, dezembro 12, 2018

como uma perda da alma...


ENTROPIA DA CONSCIÊNCIA 

"Um abaixamento do nível da consciência, uma condição mental e emocional experienciada como uma “perda da alma”. É um afrouxamento na intensidade da consciência que é sentido como falta de interesse, tristeza ou depressão, e que as vezes acontece de forma tão intensa que simplesmente toda a personalidade se desmorona perdendo assim sua unidade. Entre as causas que a provocam estão a fadiga mental e física, o adoecimento do corpo, emoções violentas e choque traumático restringindo a personalidade como um todo. 
ENTROPIA DA CONSCIÊNCIA, Acontece com pessoas que foram uma grande personalidade em outras reencarnações, no presente não suportarem o peso sob influência do seu passado de sucesso, as condições de agora são diferentes, os meios de vida são outros, mas seu coração pulsa por lugares distantes, isto é um consolo."


(perdi a fonte e o autor?)

A maior perturbação da época



OS REBANHOS…


"A maior perturbação da época que atravessamos vem da confusão e da multiplicidade de crenças e de opiniões. A agitação da vida utilitária, os falsos limites de uma moral convencional e de uma estética artificial, desviaram-nos do verdadeiro discernimento pessoal, e desse modo parece-nos que só um grande cataclismo poderia acordar a consciência.
Mas a nossa mentalidade confunde o discernimento do real com a mera apreciação pessoal, e o julgamento cerebral com o julgamento “verdadeiro”.
(…)
A massa dos seres humanos, cuja consciência é ainda nebulosa não experimenta a impulsão de um acordar individual, agrupa-se sempre em rebanho numa prudente expectativa.
(…)
A perturbação da nossa época caótica tem ao menos a vantagem de ter levantado as barreiras, e fazer estremecer os valores aos quais a sociedade não ousava tocar."

(…)
L’ Ouverture du Chemin – Isha S. de Lubicz

sexta-feira, dezembro 07, 2018

AS DUAS FACES DE TUDO...



DE VEZ EM QUANDO ACONTECE...

Ontem discutia com uma amiga, alegre, voluntariosa, optimista...Ela insurgia-se com a minha tristeza, a minha dor...e perguntava-me se eu não via o lado belo das coisas, se a minha vida não tinha tantas coisas boas e bonitas? 
E eu tive dificuldade em dizer-lhe que tenho - sim tenho muita paz e amor e muita coisa boa na minha vida - mas igualmente tenho o seu contrário...e que as coisas para mim tem todas o mesmo peso, ou seja tudo tem os dois lados. 
A Rosa tem espinhos...a serpente tem veneno...o amor contem o ódio em germe, o prazer contem a dor...a noite esconde o dia e vice versa e a juventude contem a velhice como a árvore contem as raízes...e a vida a morte...
Mas como dizer-lhe que a beleza da vida para mim está nisto... no compreender que ela é mesmo feita de tudo isso e que podemos olhar do fundo da alma sem oscilar entre o bonito e o feio e sem nos deixarmos tocar por nada...?

rlp

quinta-feira, dezembro 06, 2018

DENUNCIAR A CENSURA


ESTE BLOG FOI CENSURADO E O SEU ACESSO BLOQUEADO PELO FACEBOOK

ISTO OBEDECE A DENUNCIAS DE "AMIG@S" E DEPOIS OS CENSORES DO FACEBOOK sem qualquer discernimento nem capacidade de análise simplesmente bloqueiam os conteúdos e imagens  com a seguinte justificação:
Esta publicação desrespeita os nossos Padrões da Comunidade, pelo que só tu a podes ver.

ESTE FACTO DEIXA-ME ESTUPEFACTA E APREENSIVA COM CENSURA NO FACEBOOK E A MEDIOCRIDADE DOS  FUNCIONÁRIOS QUE CONTROLAM O MESMO.

Trata-se de um perfil com o mesmo nome do Blog que utilizo e onde partilho as publicações que aqui faço. A ideia de CENSURA e o controlo de conteúdos sem fundamento é perigosa e assustadora. 
Como sabem as minhas leitoras não tenho nem escrevo ou publico textos que possam ir contra a moral, mas sim contra o Sistema e a repressão das mulheres e o fascismo em geral. 




segunda-feira, dezembro 03, 2018

A DECREPITUDE DOS SANTOS, E O EXILIO DAS MULHERES...



“AS MULHERES ESTÃO NO EXÍLIO HÁ MAIS DE 5.000 ANOS…”

«É às religiões que se deve esta inédita disparidade entre o homem e a mulher» -Taslima Nasrin

"A mulher não corresponde ao primeiro desígnio da natureza que visava à perfeição (o homem), mas ao segundo desígnio, do mesmo modo que a putrefação, a deformidade e a decrepitude.
O pai deve ser mais amado do que a mãe porque ele é o princípio gerador ativo, enquanto que a mãe é passiva". - São Tomás d’Aquino


...“no patriarcado básico, a sexualidade da mulher e a sua capacidade para gerar filhos pertence exclusivamente ao marido, e não à própria mulher. As áreas da sexual e sensual são receadas e reprimidas. Na nossa memória colectiva feminina, sabemos que a morte por lapidação, assim como a violação, o empobrecimento e a prostituição forçada eram castigos de uma sexualidade não sancionada. Por conseguinte, muitas vezes o terror acompanha sensações sexuais proibidas, relembrando que o poder de Deus foi orientado contra a Deusa e a autonomia das mulheres.” *

• in TRAVESSIA PARA AVALON J.S. Bolen

OS DESVIOS RADICAIS...


A VISÃO DE UMA NOVA ANTROPOLOGIA


(...) “APÓS imposição do poder autocrático, o significado dos nossos símbolos mais importantes sofreu com freqüência desvios radicais através do impacto do ressurgimento gilânico ou da regressão andocrática.

Um exemplo gritante é a cruz. O significado das cruzes gravadas em estatuetas pré-históricas da Deusa e outros objectos religiosos parece ter sido a sua identificação com o nascimento e crescimento da vida vegetal, animal e humana. Foi este significado que sobreviveu nos hieróglifos egípcios, onde a cruz – anke - representa vida e viver, formando parte de palavras como saúde e felicidade. Mais tarde, quando empalar pessoas em estacas se tornou um modo comum de execução (como mostra a arte andocrática – LADO MASCULINO - dos assírios, romanos e outros), a cruz tornou-se símbolo da morte. Mais tarde ainda, os seguidores mais gilânicos – LADO FEMININO - de Jesus tentaram de novo transformar num símbolo de renascimento a cruz na qual este foi executado – um símbolo associado com um movimento social que se empenhou na pregação e prática da igualdade humana, e de conceitos tão “femininos” como a delicadeza, a compaixão e a paz.”
(...)
Mulheres e homens em todo o mundo estão, pela primeira vez em grande número, a desafiar frontalmente o modelo de relacionamento humano macho-dominador/fêmea-dominada que é o alicerce da mundivisão dominadora. Ao mesmo tempo que a idéia da “guerra dos sexos” está a ser denunciada como uma consequência deste modelo, está igualmente a ser posto em causa o seu resultado adicional de ver “o outro” como “inimigo”. Mais significativamente, existe uma noção crescente de que a consciência superior da nossa “parceria” global emergente se encontra integralmente relacionada com o reexame e transformação fundamentais, das funções sociais tanto das mulheres como dos homens."


In O CÁLICE E A ESPADA
De Riane Eisler

terça-feira, novembro 27, 2018

A SALVAÇÃO DA NOSSA ERA.


"A salvação na nossa era, penso eu, assenta na completa e total reconstrução do feminino – a Mãe – em todos os estados de espírito, aspectos, qualidades, paixões e poderes. Somente o regresso da noiva banida e degradada em todo o esplendor, pode restituir um casamento sagrado autêntico entre o masculino e feminino capaz e resplandecente a todos os níveis da nossa vida tanto interior com exteriores.... Com o regresso da Mãe, a raça humana pode uma vez mais ser infundida com a sua compreensão de interdependência, com a sua identificação com todos os seres sencientes em ilimitada compaixão, o seu grande apelo de justiça para todos e com todo o seu terno apreço à vida. Somente a sabedoria e amor desta Mãe em acção em todas as áreas da vida pode agora salvar a raça humana. O grande sábio indiano Aurobindo escreveu: "Se existir um futuro, ele irá usar a coroa do modelo feminino”.


Excerto do Pósfácio de: DEUSAS DA GALERIA CELESTIAL
do pintor tibetano Romio Ahresth – escrito por Andrew Harvey