sábado, setembro 18, 2021

MULHERES QUE LEEM LILITH



Há um ano atrás fui à Feira do Livro assistir ao lançamento de "Lilith - A Mulher primordial", escrito pela querida Rosa Leonor Pedro , o qual contou com a excelente participação da minha querida Joana Saahirah !

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A Joana, depois, ainda organizou um fantástico webinar com.a Rosa sobre o tema do livro!
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Intelectualmente posso não ter concordado com tudo o que li, mas comprendi muito do que se passava na minha vida, nos relacionamentos com homens e mulheres, e senti um grande alívio por saber que não estava maluca!
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Mas só na meditação desta manhã integrei, no sentir da experiência da minha própria vida, esta divisão ancestral entre a santa virgem Maria e a prostituta, que os homens fizeram da mulher!
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Só hoje me percebi mesmo como mulher inteira e completa que sou e vi que, nos relacionamentos amorosos que tive na vida, sempre fui dividida pelo homem e isso desfez a minha auto-estima!
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Foi por isso que voltei da Holanda com o rabinho entre as pernas, porque o meu ex-futuro marido preferia a pornografia que via no telemóvel e a prostituição legal, a fazer amor comigo que era uma mulher com mais libido que ele!
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Sou só uma gota no oceano no meio de tantas mulheres divididas que se sentem ameaçadas umas pelas outras, como eu me sentia, a achar que há algo errado consigo próprias!
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Ontem vi um vídeo de uma mulher dividida, defensora do patriarcado, que apelava à modéstia das mulheres na forma de vestir porque o corpo era para mostrar ao marido! Estava tão cega quanto as que precisam de se afirmar pelo sexo e mostrar demais!
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Vim ao mundo à frente do meu tempo, completamente desajustada, mas agora vivo em paz com isso! Que essa consciência sirva para acordar outras mulheres e me conectar com as pioneiras antes de mim como a Rosa e a Joana!
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Leiam o livro!
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Yolanda Rebelo
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3 MULHERES E UM SECULO...


 
MULHERES INDEJÁVEIS 


"As vezes, chegava a pensar que ser mulher implicava ter uma espécie de mascara que se punha no rosto logo a nascença para que nunca tivessem de se revelar inteiramente aos outros. Uma máscara que lhes permitia passar pela vida camufladas."

Olga Tukarczuk Premio Nobel de 2018
in CASA DE DIA CASA DE NOITE


Maria Lacerda de Mour
 
ESCRITORA BRASILEIRA

[…] "Levará ainda tantos séculos a perceber que as religiões organizadas, política e economicamente, não são senão instrumentos de exploração dos ignorantes, dos desfibrados, dos ambiciosos, dos moluscos, dos que carecem de espinha dorsal… Ninguém cresce na sua individualidade através da consciência ou, talvez, da inconsciência de outrém. Não é demais repetir que a atual organização social baseia-se na ignorância de uns, no servilismo da maioria, na astúcia de outros, no comodismo de muitos, na exploração dos espertos, na felicidade dos “proxenetas” e “souteneur “, desse cafetismo, desse regime de concorrência, em que se compra e vende tudo, inclusive o Amor e a Consciência – as mais altas manifestações do que é nobre e belo e grande, do que tumultua na vibração interior da nossa vida profunda."

 "SOU INDEJÁVEL"

…] É a razão por que não posso aceitar nem o feminismo de votos e muito menos o feminismo de caridades. E enquanto isso a mulher se esquece de reivindicar o direito de ser dona de seu próprio corpo, o direito da posse de si mesma. Sou “indesejável”, estou com os individualistas livres, os que sonham mais alto, uma sociedade onde haja pão para todas as bocas, onde se aproveitem todas as energias humanas, onde se possa cantar um hino à alegria de viver na expansão de todas as forças interiores, num sentido mais alto – para uma limitação cada vez mais ampla da sociedade sobre o indivíduo. Que representa uma “creche”, um hospital ou o direito de voto ante a vastidão dos nossos sonhos de redenção humana pela própria humanidade? É subir mais alto o coração e o cérebro, ver horizontes mais dilatados -além do sectarismo religioso ou da superstição social governamental. Isso é feminismo? Dêem o nome que quiserem, pouco importa: o que esse feminismo (não me agrada a expressão tão estreita para ideal tão amplo) reivindica é o “Direito Humano”, o Direito Individual, acima de qualquer outro direito, além dos direitos limitados ao parlamentarismo, além dos direitos de classe.”
 

Maria Lacerda de Moura
Nascimento em 16 de Maio de 1887 Minas Gerais
Falecimento em Março de 1945 (57 anos) Rio de Janei
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NATÁLIA CORREIA - UMA MULHER VISIONÁRIA

"Os neoliberais vão tentar destruir os sistemas sociais existentes, sobretudo os dirigidos aos idosos. Só me espanta que perante esta realidade ainda haja pessoas a pôr gente neste desgraçado mundo e votos neste reaccionário centrão".

"Há a cultura, a fé, o amor, a solidariedade. Que será, porém, de Portugal quando deixar de ter dirigentes que acreditem nestes valores?"

"As primeiras décadas do próximo milénio serão terríveis. Miséria, fome, corrupção, desemprego, violência, abater-se-ão aqui por muito tempo. A Comunidade Europeia vai ser um logro. O Serviço Nacional de Saúde, a maior conquista do 25 de Abril, e Estado Social e a independência nacional sofrerão gravíssimas rupturas. Abandonados, os idosos vão definhar, morrer, por falta de assistência e de comida. Espoliada, a classe média declinará, só haverá muito ricos e muito pobres. A indiferença que se observa ante, por exemplo, o desmoronar das cidades e o incêndio das florestas é uma antecipação disso, de outras derrocadas a vir".

Natália Correia

Nascido(a): 13/09/1923 · Ponta Delgada, Portugal
Falecido(a): 16/03/1993 · Lisboa, Portugal


segunda-feira, setembro 13, 2021

A CURTO E A LONGO PRAZO...



OS MORTOS VIVOS...

Não é só o neo liberalismo que nos impede de pensar...também os neo-espirituais.. RLP

"Todos os dias desaparecem espécies animais e vegetais, idiomas, ofícios. Os ricos são cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. Cada dia há uma minoria que sabe mais e uma minoria que sabe menos. A ignorância expande-se de forma aterradora. Temos um gravíssimo problema na redistribuição da riqueza. A exploração chegou a requintes diabólicos. As multinacionais dominam o mundo. Não sei se são as sombras ou as imagens que nos ocultam a realidade. Podemos discutir sobre o tema infinitamente, o certo é que perdemos capacidade crítica para analisar o que se passa no mundo. Daí que pareça que estamos encerrados na caverna de Platão. Abandonamos a nossa responsabilidade de pensar, de actuar. Convertemo-nos em seres inertes sem a capacidade de indignação, de inconformismo e de protesto que nos caracterizou durante muitos anos. Estamos a chegar ao fim de uma civilização e não gosto da que se anuncia. O neo-liberalismo, em minha opinião, é um novo totalitarismo disfarçado de democracia, da qual não mantém mais que as aparências." - JOSÉ SARAMAGO


"Requiem pela Europa.

NÃO EXISTE, nunca existiu NENHUMA UNIÃO, tal como nunca existiu nenhuma “EUROPA” que não fosse um mero conceito geográfico.
Apenas existem colonos e colonizados dentro de um espaço que se pretendia de manipulação “globalizada”, e que hoje sofre da expansão da sua enfermidade.
Quando Passos Coelho disse aos portugueses que teríamos que empobrecer, estava absolutamente certo.
E estava absolutamente certo dentro do contexto de um país falido, economicamente primitivo, encravado à força num sistema monetário inadequado, em grande parte responsável por bárbaras e devastadoras políticas de governação associadas a uma liberalização criminosa do sistema bancário.
Um cocktail demoníaco que apenas encontrava match na corrupta Grécia.
Assim, e contrariamente ao exemplo da Polónia, Portugal amarrado ao Euro e cativo de uma dívida pública estratosférica, grande parte dela na posse de Bancos falidos, pouco mais podia fazer do que abraçar a guilhotina do imperialismo global do neoliberalismo.
O que equivale a dizer que teria que ocupar o seu lugar, segundo a "diferenciação social" imposta aos países não "capitalistas", os quais (tal qual acontecia na expansão colonialista do sec. XIX) servem de manancial de recursos e/ou mão de obra barata.
E era a isto que Passos Coelho se referia. O que nem sequer faz dele um visionário.
De facto, antes um conformado seguidor da normalização em curso.
Vejamos:
A dependência económica de uns países perante outros, existente desde há muito, estava, até recentemente, escondida pela dependência política colonial clássica e tradicional, que postula o seguinte:
Uma nação “NOMINALMENTE INDEPENDENTE” está DEPENDENTE economicamente quando as suas empresas mais importantes são controladas por um país estrangeiro.
Ou seja:
OFICIALMENTE, o o seu governo toma as decisões no interesse nacional.
PRATICAMENTE, contudo, se são grupos estrangeiros quem controla as maiores concentrações de poder económico, terão certamente uma influência poderosa nas decisões do governo.
A ISTO chama-se GLOBALIZAÇÃO ECONÓMICA.
A globalização económica está a realçar uma linha de fractura profunda entre Grupos que têm competências e mobilidade para progredirem em mercados globais e aqueles que as não possuem.
Vive-se uma época onde são evidentes a expansão e a prosperidade mas, ao mesmo tempo, também a pobreza, a destruição ecológica e a degenerescência cultural que caracterizam a vida quotidiana da maior parte da humanidade, pois o fosso entre países ricos e países pobres aumentou.
O neoliberalismo ( forma de ditadura encapotada no liberalismo clássico) veio agravar ainda mais este problema.
Donde,
O colonialismo e o imperialismo não se desvaneceram com a quebra dos laços políticos entre colonizados e colonizadores.
Longe disso!
As nações continuam presas na rede da dependência económica e financeira que constitui o núcleo central daqueles dois conceitos e que dificulta seriamente o seu desenvolvimento, não se antevendo uma saída para esta ordem internacional no médio prazo que não passe por um rompimento brusco e tempestuoso dessa rede de dependência.
Algo que PARE com o colonialismo chinês, o qual representa o gradiente MAIS PERFEITO do neoliberalismo totalitário, ao combinar poder financeiro estatal com a expansão comercial de Mercado.
E, TAL, é coisa que a “Europa” não está preparada para fazer. Nem pode! Pois que a sua monstruosa faceta colonizadora abriu uma ferida profunda nos países sujeitos à “Austeridade” pela qual entrou e se fixou o vírus amarelo, o qual ameaça progredir na razão directa da fraqueza compungente da “liderança” europeia e do desespero ganancioso dos regimes socialistas dos seus governos."
- Maria Manuela


ANJO OU DEMÓNIO

 



O COMETA

 Sem mais nem menos, ocorreu-me uma poderosa ideia bizarra: a de que somos seres humanos por esquecimento e desatenção e que, em verdade, a única e verdadeira realidade é sermos criaturas apanhadas numa grande batalha cósmica que talvez dure há séculos e que não se se sabe se ou quando acabará. Tudo o que vemos não passa de reflexos dessa realidade que se assoma no sangrento nascer da Lua, nos incêndios e nos vendavais, na queda das folhas congeladas de Outubro, no voo de pânico da borboleta, na pulsação irregular do tempo que prolonga as noites infinitamente e se detém abruptamente ao meio-dia. Eu sou, portanto, um anjo ou um demónio enviado para a confusão de uma vida com uma missão que se cumpre a si própria ou que eu de todo esqueci. Este esquecimento faz parte de uma guerra, é a arma do outro lado, que me atingiu e me feriu, deixando-.me a sangrar e temporariamente fora de jogo. Por conseguinte, não sei quão poderosa ou fraca eu sou, não me conheço a mim mesma, porque não me recordo de nada e, por isso, também não ouso encontrar em mim essa fraqueza ou esse poder. É um sentimento extraordinário – saber que algures no fundo somos alguém completamente diferente que sempre imagináramos. Mas tal não traz inquietação e, sim, alivio, porquanto aquela fadiga, que estava presente a cada momento da vida, cessa.

Passado pouco tempo, aquele sentimento poderoso apagou-se, levou sumiço perante imagens concretas: a porta aberta do vestíbulo, as cadelas adormecidas, os operários que vieram de madrugada e ergueram um muro de pedra.

 

In CASA DE DIA CASA DE NOITE

OLGA TOKARCZUK - PREMIO NOBEL DA LITERATURA

UMA NOTA BREVE...

 


A ARROGÂNCIA SOCIAL E INTELECTUAL DOS ESTRANGEIRADOS...

 Há muitos anos que observo a arrogância complacente dos estrangeirados em Portugal em relação aos portugueses genuínos, falo do que ca vivem, a quem tratam com desdém disfarçado. Por estrangeirados tomo os filhos e netos de estrangeiros que ficaram a viver em Portugal por décadas  e que são nomes sonantes por serem estrangeiros, que nos atiram a cara como uma espécie de cartão de identidade vip e vivem num pedestal a olhar de cima os     autóctones. É ver os empregados e gente simples a trata-los com todas as mesuras e salamaleques. Sim, ainda. Onde quer que eles estejam. Eles estão dispersos  em cidades e tem funções e actividades diversificadas, mas são mais notados no campo intelectual quando ligados a arte ao jornalismo ou aos livros editoras etc. . O seu nome de família serve-lhes de passaporte de influências dado o provincianismo português e a velha submissão ao estrangeiro, nomeadamente, ingleses franceses ou alemães, que se associam as elites locais e nacionais, digo aos ricos em geral, e são sempre tratados como superiores. E sentem-se nesse direito por mais imbecis ou cretinos que sejam. E o nosso escol literário e artístico dá-lhes toda a influência… e importância enquanto desprezam o português verdadeiro, digo o genuino.

É de reparar que alguns nomes sonantes da nossa praça -  não os digo, mas há muitos e muitos titulos - e que apareceram com sucesso nos jornais e televisões, eram filhos ora de mãe inglesa ou de pai alemão ou netos de estrangeiros influentes… e isso perdura nos nossos dias. Valem-se sempre das suas origens estrangeiras e o papalvo do português seja ele qual for – mesmo doutor-engenheiro – continuam a bajular esses estrangeirados (alguns já portuguesíssimos) tal como os nossos políticos servem o estrangeiro,  e já serviam os mais privilegiados, banqueiros e poderosos …enquanto  o povinho, mesmo os mais letrados ou cultos,  ficam sempre como boi a olhar para o palácio, como se todos esses estrangeirados que nos tratam com a tal complacência e até bonomia – ai estes portugueses coitados – mas que se servem de nós e vivem a nossa conta e da nossa saloiice há séculos,  acabam rindo devido a esse deslumbramento aos estrangeiros de que F. Pessoa falava, e em negação de si mesmos e das suas raízes e origens. Muitos aproveitam-se a armam-se em “doutores” também e riem-se desse nosso complexo, e de tudo fazer para inglês ver…  quando se estivessem na sua terra… lá em França na Bélgica, em Inglaterra  ou na Alemanha NÃO ERAM NINGUÉM.

Tudo isto devido a nossa insignificância cultural e provincianismo  secular. Só o que é estrangeiro é que é bom e tudo o que é português não presta a anão ser que o estrangeiro lhe dê o aval... acontece com os intelectuais, filosofos, escritores e actores e cantores ou até futebolistas... como se nós portugueses por nós mesmo não tivéssemos existência!

rlp

DIZ FERNANDO PESSOA: "Para o provincianismo há só uma terapêutica: é o saber que ele existe. O provincianismo vive da inconsciência; de nos supormos civilizados quando o não somos, de nos supormos civilizados precisamente pelas qualidades por que o não somos. O princípio da cura está na consciência da doença, o da verdade no conhecimento do erro. Quando um doido sabe que está doido, já não está doido. Estamos perto de acordar, disse Novalis, quando sonhamos que sonhamos."


Fernando Pessoa, in 'Portugal entre Passado e Futuro'

domingo, setembro 12, 2021

Reinventando o Amor"

Mona Chollet: "O modelo atual de amor hétero só funciona quando as mulheres fecham a boca"
Artigo reservado para assinantes. Após o sucesso de seu ensaio feminista "Bruxas", a jornalista continua sua introspecção, desta vez sobre relacionamentos heterossexuais, em "Reinventando o Amor". Evocando modelos educacionais de gênero, flerte ou violência doméstica, ela pede uma mudança na relação de dominação dentro do casal.



Mona Chollet, Paris, 24 de agosto. (Rachael Woodson/Libertação)por Cécile Daumas e Johanna Luyssen
publicado em 9 de setembro de 2021 às 20:35

Pode-se ser feminista e amar a masculinidade selvagem de Harrison Ford em Indiana Jones? Eles foram moldados por comédias românticas e analisam hoje o "peso do patriarcado nas relações heterossexuais"? Ser um grande amante na tradição romântica e absolutista do romance sentimental (Bovary, Belle du Seigneur...) e nos perguntar por que nossos modelos amorosos ainda dependem da inferioridade das mulheres? Em seus livros, a jornalista e ensaísta Mona Chollet sempre começa de sua própria, com suas próprias perguntas e sua consciência a baixas temperaturas das desigualdades de gênero. Esse método de dúvida permanente explica, em parte, o considerável sucesso da Sorcières,seu ensaio feminista lançado na esteira de #MeToo, em 2018. Vendido mais de 250.000 exemplares até hoje, este livro geracional tornou-se o vade-mecum da mobilização #Metoo, a entrada no feminismo para muitas meninas e meninos. Neste livro, ela analisou, à luz mítica das bruxas, o "poder invicto das mulheres", em particular através das figuras de mulheres sem filhos ou idosos.

O corpo de referência ainda é o do homem. As mulheres são o "corpo secundário", o "corpo problemático".


Entrevista

Mona Chollet: "É difícil não ver a caça às bruxas como um fenômeno de intenso ódio misógino"Desde o Renascimento, dezenas de milhares de mulheres foram massacradas. Historiadores há muito negligenciaram esse verdadeiro feminicídio. Em seu último livro, Mona Chollet agora detecta vestígios desse ódio irracional.



Execução de bruxas na Inglaterra (gravura; coloração posterior) pela escola de inglês do século XVII, coleção privada de Stapleton. (Foto Bridgeman Imagens) por Catherine Calvet e Anaïs Moran
publicado em 23 de setembro de 2018 às 17:06

O termo "bruxas" ainda é usado hoje para caricaturar mulheres de poder, mulheres envelhecidas ou simplesmente mulheres livres. Em seu último ensaio, Witches. O poder invicto das mulheres (Zonas - La Découverte), Mona Chollet, jornalista do Le Monde diplomatique e autora da excelente Beleza e Lar Fatal, se pergunta o que resta hoje das grandes caças às bruxas, ou seja, o massacre de dezenas de milhares de mulheres na Europa entre os séculosXVI eXVII. Em particular, ela encontra o traço dessa misoginia, odiada feminilidade desses períodos sombrios do passado, no olhar de hoje focado em mulheres solteiras e sem filhos, sobre os idosos. Muito incisiva em seus tweets e em seu blog "La Méridienne", Mona Chollet fala sobre seu assunto com calma e contenção. E finalmente convence: a bruxa é uma figura mais fascinante e estimulante do que repulsiva.
Em seu livro, você mostra as grandes caças às bruxas de uma forma diferente: elas não datam da Idade Média, mas da época do Renascimento...

É incrível descobrir que esses eventos ocorreram durante um período que coincide com a construção de nossa "sociedade iluminada" da qual estamos muito orgulhosos. Essas perseguições e assassinatos não se encaixam no quadro que forjamos para nós mesmos, neste tipo de narrativa que estamos acostumados a contar a nós mesmos, de uma progressão da escuridão da Idade Média em direção ao Iluminismo.

A história das bruxas levou muito tempo para ser "de gênero"...

Por muito tempo, a natureza misógina da caça às bruxas não tem sido um assunto digno de interesse dos historiadores. Quando alguns deles começaram a se interessar por esses eventos através do prisma do gênero, foi com um olhar condescendente para as vítimas. Eles têm alimentado preconceitos muito desfavoráveis contra essas mulheres, considerando-as "loucas" ou "antipáticas"... O historiador americano Erik Midelfort recomenda em seu trabalho estudar por que esse grupo de mulheres"se colocou"naquela época "em uma situação de bode expiatório".


Seu colega francês Guy Bechtel faz, em seu livro A Bruxa e o Ocidente, todo um desenvolvimento sobre a intensidade da misoginia na época imediatamente anterior ao início da caça às bruxas, para, no entanto, acabar afirmando que as caça às bruxas não têm nenhuma relação com a misoginia. A negação realmente vai longe.

Este período de caça às bruxas é uma história que é colocada à distância, porque é difícil, perturbadora. É difícil não ver isso como um fenômeno de ódio misógino particularmente intenso, que resultou em assassinato em massa e tortura. Felizmente, intelectuais, como a filósofa Silvia Federici ou a historiadora americana Anne L. Barstow, deixaram claro que este é um fenômeno misógino.

Qual é o perfil dessas mulheres acusadas de serem "más"?

Mulheres fortes, insolentes e independentes. Viúvas ou sem cônjuges, fugindo de qualquer autoridade masculina, são super-representadas entre as vítimas... Às vezes, um simples comportamento "depravado" era suficiente para ser acusado. A resposta ruim ao marido, falando mal ao vizinho, o espectro de comportamentos que poderia atrair uma acusação era muito amplo. Sem mencionar, é claro, todas as manipulações, como homens que acusaram mulheres de bruxaria para não serem acusadas de estupro.
De acordo com você, mulheres solteiras ou envelhecidas ainda são vítimas dessa desaprovação hoje. Para quê?

Imagens pouco lisonjeiras ainda grudam na pele. As próprias mulheres acabam internalizando-as. Muitos solteiros têm uma imagem degradada de si mesmos. É difícil lutar contra esses estereótipos, ninguém quer ser identificado com uma velha garota gato! Esta dissuasão maçante, mas eficaz baseada em zombaria parece aparentemente inofensiva, mas é realmente bastante desagradável. Uma reprovação do egoísmo e desvio bastante profundo.

Mulheres do poder, como Hillary Clinton ou Margaret Thatcher, são acusadas por algumas de serem as "novas" bruxas.

Sim, eles não são atacados como políticos, mas como mulheres. Mulheres velhas, além disso. Um colunista conservador disse uma vez sobre Hillary Clinton:"Mas quem quer ver uma mulher envelhecer diante de seus olhos dia após dia por quatro anos?" Esta observação é muito reveladora: vimos Barack Obama branquear diante de nossos olhos por oito anos, e todos acharam muito elegante, ele mesmo brincou sobre isso, nunca foi um viés atacá-lo.
Donald Trump está revitalizando esses discursos sobre bruxas?

Ele até ousou falar de uma caça às bruxas para defender homens acusados de assédio sexual, uma terrível reversão de símbolos. As forças conservadoras estão mais uma vez tendo uma grande influência no poder: há ataques aos direitos das mulheres, ao direito ao aborto, e há cada vez mais tentativas de controlar o corpo das mulheres. Este debate tem uma forte ressonância com o tempo da caça às bruxas, uma vez que eles eram curandeiros, mas também abortistas, e o sábado foi considerado a festa da esterilidade. Donald Trump incorpora algo tão arcaico que, do outro lado, para se opor a ele, as mulheres tomam símbolos igualmente arcaicos. Como aqueles ativistas que, aos pés da Trump Tower, fazem um cerimonial neopaano anti-Trump uma vez por mês...

Você também toma como exemplo todas essas mulheres mortas pelo parceiro ou pelo ex...

Antes, era o Estado que punia mulheres que eram muito independentes, mesmo que começasse com uma denúncia. Agora, a violência contra o desejo de liberdade das mulheres é de alguma forma privatizada. Um homem amarrou a ex-mulher em uma linha férrea antes do trem passar. Algumas mulheres são imoladas, queimadas vivas: a pira não está longe. Essas formas de violência contra o desejo de liberdade das mulheres foram de alguma forma privatizadas, são feitas fora do Estado. Felizmente, as reações são cada vez mais numerosas. Assim que há um julgamento, as penas muito leves ou o uso do conceito de "crime passional" despertam indignação. Começa-se a lutar contra a complacência de toda uma sociedade em relação a esses crimes de mulheres. Mas continuamos a ler em relatórios de julgamento erros muito significativos de formulação: falar sobre a vítima dizendo "sua esposa" quando o casal está divorciado há muito tempo, por exemplo. Como se o casamento não pudesse ser desfeito.
Você também descobre estereótipos de bruxas no campo da medicina.

Bruxas eram muitas vezes curandeiras. Eles tinham o conhecimento e a responsabilidade de curar. Mais tarde, as parteiras foram perseguidas pelos médicos. Inventaram novas ferramentas, como fórceps e espéculos: alegaram não precisar mais das parteiras que acusaram de serem "impuras", a acusação de impureza não estar muito longe. Esta é uma grande ironia quando sabemos que os cirurgiões muito tarde lavaram as mãos antes de dar à luz, transmitindo infecções fatais para muitas mulheres. Os mandarins estabeleceram uma medicina quase militar, um medicamento de poder. Nosso sistema ainda separa esses dois aspectos, o do conhecimento e do cuidado: por um lado, há médicos e ciências, e, por outro, enfermeiros que são principalmente enfermeiros. Reconectar a medicina com o cuidado, estabelecer o diagnóstico com o cuidado diário, tornaria nossa medicina mais humana.

Este remédio de duas cabeças também é uma tomada de poder dos corpos das mulheres?

Não só o parto foi super medicalizado, mas as histórias de violência ginecológica e obstétrica estão apenas começando a ser contadas. Eles são o sintoma de um problema real na relação com o paciente. A manifestação de uma medicina dominadora, conquistadora e agressiva, uma medicina profundamente masculina. O corpo de referência ainda é o do homem. As mulheres são o "corpo secundário", o "corpo problemático". Eles também são suspeitos de exagerar, de serem fabuladores, de somatizar, sua palavra é levada menos a sério.
A bruxa também não é a figura daquele que desafia a racionalidade e o progresso, ainda em grande parte encarnado pelos homens?

A própria noção de progresso deve ser questionada. As perspectivas ambientais são um sinal de que temos uma relação problemática com o mundo ao nosso redor. Ainda estamos em dominação, domínio absoluto. Se o sistema atual, que é mais do que capitalista – essa dominação e exploração do capitalismo pré-existente da natureza – se esse sistema nos leva direto para a parede, devemos nos perguntar o que é realmente racional. Esta figura da bruxa que agora está de volta em vigor pode nos permitir lançar luz sobre os aspectos problemáticos de nossa história moderna questionando as categorias do racional e do irracional. Focando-nos na história das bruxas, chegamos, finalmente, a um questionamento filosófico muito mais amplo.

uma viagem evolutiva



"Agora eu sei que os seres humanos são criaturas de consciência envolvidas numa viagem evolutiva da consciência, seres desconhecidos de si mesmos, cheios de incríveis recursos que nunca serão por si usados. "

"Tensegridade", de Carlos Castaneda

quinta-feira, setembro 09, 2021

ELES SABEM O QUE FAZEM...



DIA 7 DE SETEMBRO




Hoje foi Lua nova em Virgem.
E considero que temos uma oportunidade de escolha; entre fazer o certo, o conveniente e o pedido vai uma grande diferença.
Vivemos tempos assépticos, usamos a mesma máscara horas a fio, entramos numa loja e olhe não se esqueça do gel. Ah e já agora façam uma lista de tudo o que podemos melhorar, de tudo o que estamos a aprender com isto; oh virgem santíssima ajudai-me, principalmente na paciência.
Estou na sala de espera do aeroporto cadeira sim cadeira não por causa do bicho, mas entro no avião e fico apertada entre 2 desconhecidos. O ar está com pressão positiva. Se passo por uma velhinha na rua, e estou sem mascarilha e passo demasiado perto levo logo um olhar reprovador!
Aí aí aí. Que medo. Ainda levo com a bengala.
Que parvoeira este mundo que vivemos. Vamos todos para o trabalho com o açaime mas na hora do almoço vamos almoçar com os colegas e já está tudo bem. Como é para comer, vá lá, esquece lá isso.
Entretanto tudo aquilo que fizeste bem… também… esquece lá isso.
Vivemos o pior da energia virginiana, aí seus pecadores, estou desconfiada que isto é tudo castigo. Não!?
Cambada de incompetentes. Mandrionas!
Vivam os serviçais. Vivam os lambe-botas. Ajoelhai e orai.
E pelos vossos pecados rezem 10 pais nossos e 10 avés-marias. O patriarcado até relincha!
Estais perdoados.
Tanta pobreza de espírito.
Amai-vos uns aos outros.
Esquecemos!?
O que vale é que isto é tudo a brincar.
Só pode.
Estou a alucinar.
Estou a sonhar.
Tanta lição aprendida.
E o que aprendi eu?
Principalmente que há tanto para desaprender.
Pureza. Elevação. Ainda é possível senhor. Ainda é possível mestres.
Eu acredito.
Perdoai-lhes. Eles sabem o que fazem mas perdoai-lhe na mesma. Porque eu só quero o meu coração leve
Ps. Adoro a virgem de capa vermelha…

Mel star astrologie 

QUANDO TUDO PARECE NORMAL...





para todos os que vivem cheios de certezas (mesmo, e principalmente, as alimentadas - irracionalmente - pelos medos),
enquanto os Nódulos transitam por Gémeos/Sagitário (até ao fim deste ano),
é uma curiosidade, interesse e pergunta que eu tenho:
o que é que (te) aconteceria se, e quando,
por um acaso - é só um "supônhamos" -
por exemplo, por acaso, faz de conta
que tinhas sido enganado por todo um sistema ao qual deste crédito e no qual fizeste fé.
É uma curiosidade que eu tenho:
bad boy, bad boy,
what you gonna do
se por acaso acontecer (e) descobrires
que foste enganado, manipulado, abusado, violado, detido, drogado, enquanto te faziam sentir seres o maior
só para seres cúmplice fascinado e iludido
da maior operação de manipulação levada a cabo no mundo até hoje?
I'm just asking:
o que é que (te) aconteceria se, e quando,
faz de conta - por um acaso, e como numa qualquer teoriazita da conspiração -
descobrisses que foste enganado e a tal ponto
que até és capaz de ter injectado e aos teus filhos
veneno que a ti tirará anos de vida e a eles, se calhar,
a possibilidade de te darem netos, a Ti e ao planeta?
o que é que (te) aconteceria se acordasses de um transe, sonho ou pesadelo,
e de repente descobrisses que tinhas sido enganado pelo teu próprio juízo, por teres confiado em quem não devias?
é só uma pesquisa.
o que é que te aconteceria?
é para escrever uma ficção sobre os anos 2022/24...  uno michaels

terça-feira, setembro 07, 2021

TERRA MÃE


A IMPORTÂNCIA DA LIGAÇÃO COM A TERRA MÃE E A NATUREZA...

"Se pudéssemos estabelecer uma profunda relação abrangente com a natureza, nunca mataríamos um animal por nosso apetite, nunca feriríamos, vivisseccionaríamos um macaco, um cão, um porquinho-da-índia para nosso benefício. Descobriríamos outras formas de curar nossas feridas, curar nossos corpos. Mas a cura da mente é algo totalmente diferente. Essa cura gradualmente acontece se você está com a natureza, com aquela laranja na árvore, e a folha de grama que brota no meio do cimento, e as colinas cobertas, escondidas, pelas nuvens. Isto não é sentimento ou imaginação romântica mas a realidade de uma relação com tudo que vive e se move sobre a terra. "

 
kRISNAMURTI

“Onde há perigo, surge a salvação”.




Uma grande tragédia do nosso mundo é o facto de a verdade harmoniosa desde o casamento de opostos ter sido esquecida num desastroso excesso de ênfase daquilo a que podemos chamar valores de poder, controlo e domínio “masculinos” negativos. Este desequilíbrio resultou na catastrófica crise global que pode ser vista na nossa adoração hierárquica económica, cultural e política; no crescimento de diferentes e letais fundamentalismos; na nossa obscena violação da natureza e da Terra; e nas nossas visões religiosas do divino desnaturam a matéria, desonram a sexualidade, desvalorizam o poder sagrado das relações e debilitam radicalmente a santidade da própria vida. O resultado é o perigo apocalíptico potencialmente terminal que actualmente nos ameaça e desespera, e a falta de significado e a sensação de desespero que a todos ameaça. No entanto, como nos lembra o grande poeta Holderling: “Onde há perigo, surge a salvação”.
A salvação na nossa era, penso eu, assenta na completa e total reconstrução do feminino – a Mãe – em todos os estados de espírito, aspectos, qualidades, paixões e poderes.





A MEDITAÇÃO...

É nos interstícios do ser, na estrutura anímica e interna, que se instala a paz real e só assim ela se torna amor e fonte de protecção segura diante de todos os obstáculos e de todas as flutuações do mundo exterior pois essa paz lubrifica todos os recantos, os mais recônditos do seu ser e quem vive essa Paz interior que é doce e ciente, também a transmite pelos poros e ao seu redor...e isso é inalterável se for vivido e não apenas uma teoria ou ideal...
Essa é a diferença entre a experiência e a ideia: uma pessoa até pode ser mártir e santa de se esforçar por ser aquilo que pensa e prega, mas se NÃO SENTE, SE NÃO VIVE REALMENTE ESSE AMOR E ESSA PAZ de nada lhe vale. E o mais grave é quando nem se consegue pensar por si e ver a diferença entre uma coisa e outra. Lutar por causas e pregar por paz, sem a viver dentro, no seu amago, não se chega a nenhum lado. Não passa de um simulacro de paz (ausência de guerra) e disso vive a humanidade prisioneira há mais de cinco mil anos pelo menos...sempre em guerra pela Paz, matando e destruindo em nome de deus...

esc. 2016
rlp

O momento do renascimento



′′ Princípio da Mãe Divina


"O momento do renascimento
O encontro com a Mãe Divina é um passo essencial para a nossa consciência. Porque a Grande Mãe é o Todo. Ela é o próprio corpo da Criação.
Ela apoia os Universos, Sua Essência é Amor puro.
Ela é a Matrix Derrage, que nós somos crianças.
MEM possui o grande poder purificador. Ela está ressoando com a Estrela da Verdade, e dissolvendo nossas mentiras, conscientes e inconscientes."

Saída do livreto ′′ A Dança da Vida das Letras Hebraicas ′′ 

sexta-feira, setembro 03, 2021

Como um palco deserto




Dá-me rosas..
(...)
Mas por mais rosas e lírios que me dês,
Eu nunca acharei que a vida é bastante.
Faltar-me-á sempre qualquer coisa,
Sobrar-me-á sempre de que desejar,
Como um palco deserto.
Por isso, não te importes com o que eu penso,
E muito embora o que eu te peça
Te pareça que não quer dizer nada,
Minha pobre criança tísica,
Dá-me das tuas rosas e dos teus lírios,
Dá-me rosas, rosas,
E lírios também...

FERNANDO PESSOA

terça-feira, agosto 31, 2021

O medo invocado por eles está apenas começando...



′′ Devemos especialmente ter cuidado de atender demasiado em qualquer era ao que emerge como autoridade. Enquanto não tivermos conhecimento espiritual, isto pode enganar-nos seriamente. Isto é particularmente verdade numa área da cultura humana: o campo da medicina materialista. Aqui podemos discernir a influência decisiva da autoridade, e a reivindicação cada vez maior de autoridade, que é, de facto, muito mais terrível do que qualquer tipo de tirania medieval.

Encontramo-nos no meio desta tendência, que vai continuar a aumentar.
As pessoas podem zombar dos fantasmas da superstição medieval, mas podemos perguntar se alguma coisa mudou. Este medo de fantasmas desbotou? Na verdade, as pessoas não têm muito mais medo dos fantasmas do que naquela época? O que acontece na alma humana quando as pessoas dizem que eles carregam 60,000 bacilos nas mãos é muito mais terrível do que geralmente reconhecido.
Na América, as estatísticas foram calculadas sobre quantos bacilos podem ser encontrados no bigode de um homem. Pelo menos os fantasmas dos tempos medievais eram, diriam, fantasmas decentes; mas os fantasmas modernos bacilos são demasiado minúsculos para lidar com isso. O medo invocado por eles está apenas começando, e leva, em questões de saúde, as pessoas que sucumbem a uma crença realmente terrível na autoridade."

Rudolf Steiner #rudolfsteiner
Fonte: Rudolf Steiner - A Missão do Novo Espírito Revelação - Mannheim, 5 de janeiro de 1911 (p. 9)

segunda-feira, agosto 30, 2021

AMOR LÍQUIDO




AMOR LÍQUIDO

Zygmunt Bauman
Relógio d'Água, 2006
196págs.


"O amor líquido: nada é para durar?
Amor líquido: nada é para durar?


“Relacionar-se é caminhar na neblina sem a certeza de nada”, escreveu Zygmunt Bauman, em “Amor Líquido” (2003), um livro em que alerta para a crescente fragilização das relações sociais e afetivas no mundo moderno.
Traçando um paralelo entre a velocidade das transformações e a durabilidade dos relacionamentos, o sociólogo aponta que não temos mais o hábito de reformar ou consertar algo que se estragou.
Tomados pela necessidade de acompanhar o ritmo alucinante dos acontecimentos, jogamos o objeto fora e substituímos por outro novo. O que importa não é um produto que simplesmente funcione, mas o poder de escolher, comprar e possuir o que é novo e atual. Desse modo, o importante não é mais apenas o “ter”, mas a constante atualização do que se tem.
Este novo modelo, em que tudo se tem, mas nada se retém, foi transferido para as relações afectivas, em que, com o auxílio das redes sociais e aplicações, cada vez mais se escolhe as pessoas ‘pela capa’: se ao ultrapassá-la encontramos algo que não nos agrade, basta desconectar, bloquear, trocar por outro.
Sem aprofundar um compromisso entre as partes, o relacionamento se torna frágil, uma mera conexão, a nova forma vigente de se relacionar na modernidade líquida. Todos podem, a qualquer tempo, trocar seus parceiros por outros melhores.
O amor líquido é aquele que escorre por entre os dedos feito água, é instável, não tem forma e substância, não dura; e encontrar alguém para fazer essa água se transformar em algo sólido e permanente é um grande desafio.
É preciso ter coragem para se caminhar pela neblina, arriscar-se, para ser capaz de sair desse mundo líquido.
Bauman descreve que a “insegurança inspirada por essa modernidade líquida, estimula desejos conflitantes de estreitar esses laços e ao mesmo tempo mantê-los frouxos”. Para ele, este conflito fica evidente quando pensamos nas crescentes estatísticas de casos de depressão e síndrome do pânico, relatadas em todo o mundo.
Mas será que Bauman tem razão? E como podemos lidar com isso?
Bem, a resposta à primeira pergunta é, provavelmente, sim. Quanto à segunda questão, não há respostas prontas, mas algumas sugestões podem abrir um caminho. Por exemplo:
Procure ‘estar presente’: exercite a atenção plena onde e com quem estiver; ouça, olhe nos olhos, concentre-se na interação e no momento. Assim poderá conhecer e deixar-se conhecer melhor.
Lembre-se de que, assim como você, cada pessoa é única em sua singularidade e merece um contacto verdadeiramente humano. Não somos descartáveis.
Trabalhe a sua autoestima: o amor próprio reduz a carência, evitando que você fique vulnerável a envolvimentos negativos.
Arrisque-se: estamos sim, sempre em risco, quando resolvemos nos apaixonar; é preciso doação e troca, além de paciência para construir uma relação. Mas é claro que vale a pena!
Resumindo, se conseguirmos estar sempre atentos ao outro e a nós mesmos, abertos para o momento presente, sem medo de tentar, pode ser que encontremos um amor que não seja líquido e nem gasoso, mas finalmente sólido".

segunda-feira, agosto 23, 2021

AS MULHERES ESTÃO EM PERIGO

  


AS MULHERES ESTÃO EM PERIGO
CARTA ÀS MULHERES - escrita em 2016

Minhas amigas:
...sinto que muitas de vocês pensam que de algum modo tenho sido muito radical em relação ao Sistema patriarcal, e que há mulheres que têm ainda muitas esperanças nele e que se insurgem contra mim pelo que eu digo convencidas que tem um papel activo nele... e que vão obter resultados da sua luta...
Isso pode até ser verdade em relação a algumas de vocês, inseridas no Sistema, e sendo muito jovens são muito idealistas também e não viram ainda a outra face do jogo; no meu caso sinto-me muito apreensiva com tudo o que se passa pelo mundo e venho aqui rectificar uma posição, quando digo que não voto e não acredito de forma alguma no Sistema patriarcal e como ele se voltará sempre contra a mulher, aparentemente dando-lhe até algumas liberdades que mais à frente - passadas décadas - acaba por lhe cobrar ou a violentar por isso mesmo. É o caso do que está a acontecer nos nossos dias às mulheres do mundo no que diz respeito a violação e abuso sexual.
Escrevo hoje com a intenção de vos dizer que eu também não só me preocupo como gostaria de fazer alguma coisa socialmente, ser solidária com esta humanidade e também acreditar na possibilidade da nossa acção ser possível alguma mudança...contudo, digo-vos que no fundo não creio que adiante nada a nossa vontade ou acção e que isso me causa alguma afectação e por isso não me sinta amiúde colocada entre dois fogos: Por um lado queria fazer alguma coisa e acreditar neste mundo ainda... mas por outro, já não consigo ver nenhuma hipótese para ele enquanto sobe o jugo do Homem e do dinheiro e dominado pelo poder material... Especialmente no que concerne as mulheres. Sempre compradas ou vendidas... cedendo de uma maneira ou outra, mesmo sem perceber que é assim...
Eu sinto o terror porque Vejo-as ameaçadas e alienadas de si e dos perigos que correm. O seu idealismo, a sua fantasia, e as ideologias e o pior o conto da New age, as projecta em mundos ficiticios e elas acreditam nisso. Por isso me sinto tão apreensiva...
Eu sei que o que eu digo parece excessivo e por vezes até exagerado...mas há tanto tempo que vejo isto a caminhar para um beco sem saída e as mulheres sem verem nada, alheias e convencidas de que chegaram a algum lado...Sim, isto é muito subtil e difícil de enxergar porque na verdade nós mulheres estamos formatadas e educadas para nos ocuparmos dos outros e acima de tudo prestar serviço à humanidade sem ver nem pensar, fazemo-lo do coração...e não vemos que humanidade é essa, metade de uma humanidade cuja outra metade, somos nós mulheres e ainda estamos escravizadas - esse é o culto que nos é destinado. Servir o nosso Senhor Deus e o Homem e os filhos do Pai. É certo que somos mães e não podemos abdicar de cuidar e salvaguardar os interesses dos nossos filhos nesta sociedade, mas o que eu vos digo é que nós mulheres não temos outra valia que não seja servir o Homem e a liberdade da mulher - conquistada a preço tão alto pelas feministas, mas até estas perderam a perpectiva real do que lhes está a acontecer cegas pelo marxismos e positivismo materialista - e entre os aspectos económicos e socias das suas "conquistas", destaco os meios e os métodos contraceptivos e também a pseudo liberdade sexual (que virou total promiscuidade entre adolescentes sem qualquer sentimento) a começar com a pilula e a do dia seguinte e o amor livre etc. quando isso nunca favoreceu de facto a sua saúde, a sua Dignidade, nem a sua integralidade como mulher - pelo contrário, sobrecarregou-a de mais encargos e riscos, colocou sim a mulher livre e jovem sem quaisquer limites, sem qualquer tabu ou preconceito ao serviço do prazer do homem, pensando que o prazer do homem é o seu, desafiando-o sem qualquer pudor as práticas mais insanas, sofrendo elas todas as consequências, seja das gravidezes indesejadas, seja dos abortos, seja das doenças venéreas, seja do resultados dos químicos no seu corpo...e do desequilíbrio psíquico.
Não estou a fazer a apologia dos padrões antigos nem da castidade, nem virgindade, nem fidelidade ao homem, marido etc., mas tudo isso somado nos diz que a "liberdade" das mulheres não lhes trouxe grande coisa além de dinheiro ao fim e ao cabo...e de novo nos encontramos numa encruzilhada...estamos ameaçadas fortemente da violência crescente dos homens, dos abusos e violações assim como da invasão árabe - que já começou a acontecer na Europa a vários níveis com a migração e os interesses económicos o petróleo etc. - e que ameaça muito concretamente a mulher face a algumas dessa conquistas e colocando-a de novo na corda bamba. É o momento de vermos para onde estamos a ir e como tudo se volta contra a mulher pois o fundamento da sociedade machista e patriarcal nunca se preocupa com as mulheres e coloca-as na frente das suas batalhas e guerras quase sempre como cobaias, como o faz face a sexualidade ao serviço do homem continuando a fomentar a prostituição como mercado e a deixar que mafias usem as mulheres em tráfico sexual no mundo inteiro e pouco se importaram, no caso das agressões recentes em Colónias, na Alemanha, as mulheres que foram agredidas e violadas por muçulmanos em massa na noite de fim de ano.
As Mulheres estão em perigo, mas também a nossa arte e cultura, embora ela nunca tenha favorecido muito as mulheres...
Muitas mulheres e eu compreendo porque o fazem querem afastar esta visão de si, querem afastar este quadro da sua cabeça, fingindo que nada está a acontecer, mas esta ameaça é real e global e não dá para nos mantermos a dormir convencidas das nossas liberdades adquiridas pois nada está garantido. Se um Estado e um Governo de um Pais como Itália tapa esculturas e estátuas de nus homens e mulheres principalmente coma visita de um chefe árabe o que acham que vem ai a seguir?

rlp

. The Handmaid’s Tale é mais que ficção.



FICÇÃO OU ANTEVISÃO DE UM MUNDO ATERRADOR?
Publiquei este texto e imagem aqui no meu Blog em 2018...


"The Handmaid’s Tale de Margaret Atwood é aterradora. Desde o primeiro episódio ao último. Força-nos a olhar um Mundo ao virar da esquina do nosso. A um passo mínimos de desespero de nos tornarmos naquilo. Peões sem identidade. O olhar oferecido pela exímia e acutilante Ofred de Elizabeth Moss é horrífico e castrante. Da vontade própria. Do Ser. Bruce Miller, criador da série, dá palco ao feminino e muitos dos episódios são realizados por mulheres. E nelas vivemos imiscuídos. Na letargia profunda do quotidiano das Servas cuja única função é o serviço à Casa. Tudo culmina num ritual mensal de violação por parte do Dono assistido pela Esposa. Qualquer sinal de rebelião é punido fortemente, cujo castigo máximo é o do enforcamento público, para que todos possam assistir às consequências dos seus crimes: Herege, Paneleiro, Puta. Ou então de justiça levada a cabo pelas próprias Servas, um rito primitivo de erradicação de qualquer humanidade nelas presente.
Muitas vezes somos confrontadas e confrontados pela razão pela qual ainda lutamos. Porque ainda saímos às ruas. Pelos direitos das mulheres. Das pessoas LGBT. Das minorias. Porque gritamos. Porque marchamos. Muitas vezes com orgulho. Muitas vezes com raiva. É porque esta distopia está a um pestanejar de distância. Basta baixarmos os braços. Por um segundo. Com alarmes destes… não podemos fazê-lo. O cansaço não nos pode derrotar. A falta de esperança não nos pode petrificar. Ou estaremos, mais cedo que tarde, também nós numa sala de convento qualquer, a ter o nosso futuro escravizado. The Handmaid’s Tale é mais que ficção. É um ensurdecedor e penetrante alerta vermelho.
Uma das personagens mais aterradoras, em particular para a comunidade LGBT, é a de Ofglen, protagonizada pela extraordinária Alexis Bledel. Uma Traidora de Género como Moira. Tenta não se conformar às vidas fantasmagóricas e desumanas que lhes são impostas e cedo vêmo-la amordaçada como um animal, de gritos abafados. Apenas os olhos deixam transparecer o puro terror que vive. De querer resistir mas não conseguir mais que a subjugação total e incontornável. De querer lutar apenas para ser subsequentemente humilhada e mutilada. De tentar Ser e ver todas as suas fugazes e voláteis aspirações erradicadas à sua frente."


domingo, agosto 22, 2021

A MISSA DE DOMINGO - O HOMEM É A CABEÇA DA MULHER...



"Já viste o reboliço que a missa de hoje de manhã RTP está a criar? Uma manobra inacreditável de propaganda e contra informação na altura do episódio “Afeganistão” para continuar a dividir as pessoas? Meteram na missa uma mulher a dizer as mulheres têm de ser submissas ao homem… que o homem é a cabeça da família… nitidamente para picar as pessoas Nunca isto foi uma mensagem católica… e meteram isto agora mesmo para provocar”

UMA AMIGA enviou-me esta manhã esta mensagem, mas só agora ouvi o video e a dita senhora a pregar... Não consegui trazer o video da missa para aqui mas deixo o meu comentário ao video. 
Sim a dita mulher leu e recitou a formula de obediência ao marido e ao homem como sendo a cabeça do casal...

Ouvir isto deu-me um vómito...

AO OUVIR ISTO, SINTO UM VOMITO...
Esta santa senhora representa o que de mais retrógrado existe na sociedade e na igreja católica portuguesa e não esconde uma filosofia ou a ideologia que esteve sempre por detrás de todas as homilias... contra a Mulher e a sua liberdade!
Não é por acaso que tenha acontecido hoje. Começa assim a preparação para o ataque talibã às mulheres do ocidente pois esta missa não faz mais do que tentar destruir desde logo todo e qualquer avanço das mulheres em Portugal e isto é feito com a conivência do Estado que nunca foi laico e dos seus governantes que obedecem a cartilha papal...
Voltamos aos padrões de dominio militar estadal e religioso. Esta é a Ditadura em curso, agora só com uns laivos , mas na televisão estatal...
Este é porém - no mundo todo - com principal palco no Afeganistão, mais um anunciado teste de um RETROCESSO HISTÓRICO E CULTURAL tocante as mulheres e jamais imaginado nestes anos de dita "re-volução" e civilização democrática em que a ONU do muito catolico guterres recentemente entregou aos paises árabes a defesa dos direitos das mulheres e agora entrega-as aos criminosos talibãs no poder... e a igreja católica segue-lhe os passos - ela está em consonância com o espirito e a ordem de matar essa liberdade para todas as mulheres.
As mulheres vão dizer coisas ligeiras e pensar que é inofensivo e algumas aparentemente revoltar-se contra esta mulher submissa e obediente ao seu senhor na cama e no altar, mas sem perceberem muito bem o que está em curso...
Há anos que AVISO... enquanto pensam nas pobres mulheres afegãs elas serão as próximas visadas dos seus algozes...
Já usamos mascarilha...falta a burka...
(Os homens brincam com isto...mas no fundo...?)
rl

ESTA FOTO, QUE NÃO PASSA DE UMA FOTO BEM APANHADA PELO CONTRASTE ENTRE AS MULHERES DO OCIDENTE E AS MULHERES ÁRABES, É CENSURADA NO FAKEBOOK COMO FALSA...

sábado, agosto 21, 2021

A HISTÓRIA É TODA ELA FALSEADA




′′ Para liquidar as pessoas, você começa privando-as da memória deles. Eles destroem seus livros, sua cultura, sua história. E outra pessoa escreve outros livros, dá-lhe outra cultura, inventa outra história; depois disso, as pessoas lentamente começam a esquecer o que são e o que eram. E o mundo ao seu redor esquece ainda mais rápido ". 
~ Milan Kundera.

sexta-feira, agosto 20, 2021

CONHECER A SI MESMO

"A MEDITAÇÃO É AQUELA LUZ QUE, NA MENTE, ILUMINA O CAMINHO DA ACÇÃO; E SEM ESSA LUZ NÃO EXISTE AMOR." J. Krishnamurti


"Nenhum líder vai nos dar paz, nenhum governo, nenhum exército, nenhum país. O que nos vai dar paz é a transformação interior que nos conduzirá à ação exterior. A transformação interior não é isolamento, desistência da ação exterior. Ao contrário, só pode haver a ação correta quando há o pensamento correto, e não existe pensamento correto quando não existe autoconhecimento. Sem conhecer a si mesmo, não existe paz."

(J. Krishnamurti)

"Uma vacina longe demais


UM PAIS CEGO E ENTREGUE A CORRUPTOS

Dr. Pedro Girão

Texto completo. Misteriosamente, ficou indisponível no site do Público. (Ou texto censurado!)


"Uma vacina longe demais

Cada ciência tem a suas leis, as suas regras, o seu modo de fazer as coisas. As decisões decorrentes delas devem seguir as regras da ciência, impondo decisões lógicas e transparentes. Quando se trata de construir uma ponte, por exemplo, os detalhes técnicos não se debatem nos jornais, na televisão ou nas redes sociais. Não ouvimos “especialistas” de economia, ou de matemática, ou de sociologia, a defenderem que o betão do primeiro arco pode ou deve secar uma semana em vez das duas habituais. Não importa a urgência, a necessidade ou a bondade da obra: há normas de procedimento, há regras de segurança, há ciência. Fossem quais fossem as pressões, nenhum engenheiro aceitaria diminuir os prazos correndo o risco de que a ponte caia — eventualmente com carros e pessoas a atravessá-la.
Certamente, poderíamos dizer que a Engenharia é uma ciência bastante exacta — e a Medicina não o é. A Medicina é uma ciência aplicada, com graus de risco e de falibilidade que não são em geral bem compreendidos por quem raciocina sob o prisma das ciências exactas. A Medicina não é uma dessas ciências, mas tem igualmente as suas normas de procedimento, as suas regras de segurança. E não é a aparente urgência de tratamentos, exigidos diariamente pela loucura mediática e pelo pânico geral, que deve permitir ultrapassar as regras. No caso das vacinas em geral, antecipadas mais do que a segurança que sempre foi seguida impunha, e muito particularmente no caso da sua aplicação a crianças e jovens, não é isso que está a acontecer: a ciência médica está a ser ignorada, as regras estão a ser quebradas. Os argumentos que foram e continuam a ser utilizados publicamente acerca das vacinas em geral, e agora muito concretamente acerca da vacinação de jovens e crianças, são argumentos irracionais, emotivos e políticos. Isso é o pior que se poderia desejar para uma ciência que se pretende devotada a curar mas também, e antes de tudo, a não causar danos.
Os apelos recentes do Presidente da República e do responsável da vacinação (ambos excedendo de forma escandalosa e irresponsável as suas competências) são emotivos e políticos — dando de barato que possam ser “bem intencionados”. O vice-almirante, melhor do que ninguém, deveria saber o que pode acontecer quando se ignora a ciência militar e quando, pressionado por razões ou interesses de ordem política, se ordena uma ponte longe demais. A História lembra-nos como isso pode ser meio caminho andado para a tragédia; e, quer essa tragédia aconteça que não, esse tipo de decisão não deixa de ser uma irresponsabilidade. Colocar em risco a vida dos soldados, ou mesmo achar normal a existência de eventuais baixas e de vítimas colaterais, pode ser uma ideia com que as chefias militares convivam tranquilamente. Mas não são aceitáveis. E, convém lembrar, nós não somos soldados; e convém também frisar que recorrer a crianças como soldados não é tolerável.
Pelos mesmos motivos, a posição do Presidente da República nessa matéria é absolutamente escandalosa, parecendo baseada em conhecimentos débeis do assunto, em hipóteses duvidosas, em desvario emocional, ou em possíveis interesses. É pena constatar que ele não é actualmente o defensor dos portugueses, tendo-se progressivamente transformado num risco para os portugueses. E a posição de António Costa, congratulando-se com uma decisão final que ele próprio e as autoridades que ele tutela manobraram de forma palaciana, seria lamentável se não fosse apenas o seu registo habitual, cínico e falso.
Repito, os argumentos usados pelos (ir)responsáveis e pelos especialistas (alguns deles médicos) são emotivos e não-científicos. Deixemos a ciência ser ciência, sem pânicos, emoções ou estados de alma. Ou seja, paremos de fazer o que andamos a fazer há um ano e meio. Vacinar jovens e crianças com a motivação emotiva de que temos de salvar o resto da sociedade é um argumento revoltante. Insistir nessa ideia quando já percebemos que a eficácia das vacinas é muito relativa é uma atitude puramente disparatada. Não podemos usar os nossos filhos como escudo para a pretensa defesa da saúde dos adultos; e justificar a administração de uma vacina insuficientemente testada para o bem da saúde mental dos adolescentes é, em si mesma, uma ideia que remete para o questionar da saúde mental de quem a defende.
Pessoalmente, na covid como em qualquer outra doença, tomarei todas as precauções possíveis e farei todos os tratamentos adequados. Mas há limites, e a segurança dos meus filhos é uma deles. Se eu tiver que morrer por causa desse princípio, morrerei tranquilo; mas não submeterei os meus filhos a experiências terapêuticas e a riscos para me salvar. Sobretudo quando tudo indica que essa “solução” seja mais um fracasso e mais uma mentira a somar às anteriores. Sobretudo quando essas experiências se aproveitam do pânico de uma população desinformada e manipulada. Sobretudo quando essas experiências são exigidas e decididas por especialistas cobardes, por médicos cobardes, por políticos cobardes, por militares cobardes. Sim, porque só pode ser cobardia tentar usar crianças como um escudo humano. Deixem-nas crescer. E cresçam.”

"Depois de tudo, nosso corpo também não nos pertence."



"... A origem dos males do escravo moderno está na degradação generalizada de seu ambiente, do ar que respira, e da comida que ele consome; o stress provocado pelas suas condições de trabalho e pelo conjunto de sua vida social.
Sua condição subserviente é um mal que nunca encontrará remédio. Somente a total libertação da condição na qual ele se encontra, pode permitir ao escravo moderno se liberar de seus sofrimentos.
A medicina ocidental só conhece um remédio contra os males dos quais sofrem os escravos modernos: a mutilação. É à base de cirurgias, de antibiótico ou de quimioterapia que se trata os pacientes da medicina mercantil. Nunca se ataca a origem do mal, senão que a suas consequências, pelo motivo de que esta busca da origem do mal nos conduziria inevitavelmente à condenação fatal da organização social em toda sua totalidade.
Assim como ele transformou todos os detalhes de nosso mundo em simples mercadoria, o sistema atual fez de nosso corpo uma mercadoria, um objeto de estudo e de experiências para os pseudo-aprendizes de medicina mercantil e para a biologia molecular. Os donos do mundo já estão prontos para patentear os seres vivos.
A sequencial completa do ADN do genoma humano é o ponto de partida de uma nova estratégia posta em ação pelo poder. A descodificação genética não tem outro objetivo que o de amplificar consideravelmente as formas de dominação e de controle.
Depois de tudo, nosso corpo também não nos pertence."

(Trecho do Documentário - Da Servidão Moderna)


quinta-feira, agosto 19, 2021

A HIPOCRISIA MUNDIAL



A GRANDE  MENTIRA GLOBAL e dos seus lideres!

Primeiro entregaram de bandeja a "defesa dos direitos das mulheres" aos árabes...agora entregam as mulheres aos talibans...


"Regresso dos talibãs ao poder põe em perigo os direitos readquiridos pela população do sexo feminino, nos últimos anos, mas também a sua segurança.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, revelou preocupação com as mulheres e meninas do Afeganistão, depois de os talibãs terem ocupado, este domingo, a capital, Cabul, tomado o poder e preparem-se para decidir o destino do país.

“O secretário-geral está particularmente preocupado com o futuro das mulheres e das meninas, cujos direitos duramente adquiridos devem ser protegidos”, disse a ONU este domingo num comunicado, citado pela agência Lusa.


O líder da ONU apelou à “à maior contenção” entre todas as partes afegãs, na sequência da entrada em Cabul dos extremistas islâmicos, e para que permitam que os trabalhadores humanitários tenham acesso ao país "sem entraves para fornecer em tempo útil uma assistência que é essencial para salvar vidas”.


ELES, OS TALIBANS DE TODO O MUNDO...



Eles desejam o açaimo e a burka de toda a tua Alma e Corpo.


"Tornam-te mais inconsciente de Ti e de Pensares e de Evoluíres. Eles não querem a tua Evolução. Eles anseiam a tua ignorância e aspiram assim, o Poder da tua Inteligência. São sagazes nessa construção, e usam quem tu menos esperas para servirem de sorvedouro das tuas mais ricas capacidades.
Eles desejam o açaimo e a burka de toda a tua Alma e Corpo. Eles anseiam que descentralizes o mais que puderes de Ti, e te juntes à imbecilidade. Eles não querem a tua evolução e sim, o teu desastre humano. Eles são mais pobres de espírito, do que a tua pobreza física. Eles são os ávidos de Luz. Anseiam apagar a Luz da Vida. A tua Luz de Vida.
Eles nunca te dirão nada, dos seus reais intentos. Nunca. Nunca! Certifica-te disto, miúda. Mas serão hábeis, a fazer de ti um pião. Eles são egoístas, pensam em favor de si mesmos. Nada mais!!»



NãoSouEuéaOutra in «Cadernos Escorpiónicos


terça-feira, agosto 17, 2021

Nós...ainda não somos Seres Humanos...


A ALIENAÇÃO DAS PESSOAS EM GERAL É TOTAL...


Mais do que nunca podemos ver a total alienação do ser humano e como todos se vendem aos mercados. Ninguém sabe amar humanamente falando nem o outro, nem o próximo, nem o longínquo quanto mais o inimigo. Cada ser humano é completamente ignorante de si mesmo, egocêntrico egocentrado, egoísta. Como é que se poderiam amar uns aos outro/as, se os homens não são homens nem sabem nada das mulheres, se odeiam as mães e violam crianças - se as mulheres não são mulheres nem sabem onde andam, se o mundo está todo do avesso e ao contrário e ninguém sabe mesmo o que é esse AMOR ou Deus ou lá o que inventam, porque se ele fosse real e concreto o mundo estaria já salvo há muito…
Nós...ainda não somos Seres Humanos...
Nós não somos seres livres - a humanidade é escrava de propósitos obscuros e a idealização do mundo (tal como as religiões e as ideologias) é a forma como esses poderes obscuros nos controlam - enquanto sonhamos e crentes de deuses e julgamos que mudamos alguma coisa no exterior, com ideias e caridadezinha e boa vontade, eles dominam e destroem tudo...fazem isso há séculos.
Não, a Humanidade não é ainda humana e nem todos os humanos têm alma...Há na terra e no céu muitos DESALMADOS...
rlp



"O fim do ciclo involutivo coincidirá com uma manifestação de poder manipulativo contra o homem, de ordem psicológica e psíquica.
Ao mesmo tempo, a descida de uma nova consciência acabará com o reinado do astral no globo. Esta época será uma das mais difíceis nos registros da história, já que a humanidade será totalmente despojada de meios para vencer esse poder que se ataca em todas as formas imagináveis de influências.
Este usa tanto as forças cerimoniais da magia negra quanto as forças rituais da psicose e neurose, até o ponto final em que o homem perderá contato com a personalidade.
Por trás desse confronto maciço do homem consigo mesmo está escondido a última tentativa de recuperação, pelos planos da morte, de uma maior porção possível da humanidade, com o objetivo de garantir uma continuidade de evolução nos planos em que Essas forças estão ativas. O homem inconsciente não se dará conta do processo em curso.
Sua ignorância sobre as leis ocultas da vida o privará desse conhecimento interno que só a sua própria luz poderia fornecer. A época que se seguirá ao fim do ciclo também marcará o fim desse bullying mundial.
Mas o período que acabar com o ciclo presente será virtualmente uma manifestação agressiva do astral, e o homem poderá esperar qualquer eventualidade, mesmo o que mais possa ferir sua sensibilidade.
Nada será poupado que lhe seja doloroso, e será desta maciça astralização da consciência planetária que nascerá o novo homem.
Existem agora homens que, sem perceber, enquanto outros estão plenamente cientes disso, são seguidores do astral no plano material.
Eles são seres para quem domina, em todos os seus aspectos, excluem a boa vontade ou a possibilidade de reconhecer um. Esses seres são seguidores do astral e representam forças involutivas de grande poder, que só o homem novo poderá combater.
Esses seguidores do astral vão testemunhar uma inteligência superior, no centro frio e sem calor humano.
Eles serão identificáveis pelo novo homem, mas dificilmente identificáveis por seres ingênuos e inconscientes. No final do ciclo, eles serão usados para criar, em diferentes níveis da realidade social, o caos que a humanidade terá que viver antes que desça materialmente as forças da Regência Planetária, seguidas das civilizações ultramarinas. espaço.
Os fãs do astral vão cumprir um papel que não vão entender, exceto aqueles que demonstram consciência oculta avançada de sua ligação com o astral; assim será para os seguidores que estão condenados à magia negra ou a formas paralelas de Maquinações e poderes contra o homem.
Os seguidores do astral alimentarão apetites cada vez mais opostos aos grandes princípios civilizadores da involução; verão em suas ações uma medida de seus direitos e poderes.
Os governos tornar-se-ão impotentes perante a renovação destas potências destrutivas, porque estas irão usar as leis que os governos fracos, no passado, criaram para sua proteção.
Quem governa não pode grassar contra esses seres, porque já a proteção de seus atos terá sido sancionada pela diluição cada vez maior da autoridade legal e da inteligência legislativa.
No palco internacional mais importante será facilmente reconhecível por suas perversões psicológicas e psíquicas.
No entanto, outros serão fiéis a eles até a morte, só vendo heróis.
Os seguidores do astral farão tremer os governos que liderarão chefes impotentes e pouco dotados de espírito, sem força na inteligência.

* A gênese do real * 1988-32 anos atrás
(não enconrei o nome do autor)


quarta-feira, agosto 11, 2021

Ninguém salva ninguém...



Ninguém se salva senão a si mesmo...


"Alguém trata de converter a outrem? Nunca é para salvá-lo, mas para obriga-lo a padecer, para expô-lo às mesmas provações que atravessou o impaciente conversor: vigília, oração, tormento? Pois que o mesmo recaia sobre o outro, que suspire, que uive, que se debata em meio de semelhantes torturas. A intolerância é própria de espíritos devastados cuja fé se reduz a um suplício mais ou menos buscado e que desejariam ver generalizado, instituído. A felicidade do próximo nunca foi um móvel nem um princípio de ação, e só se a invoca para alimentar a boa consciência e cobrir-se de nobres pretextos: o impulso que nos move e que precipita a execução de qualquer um dos nossos atos, é quase sempre inconfessável. Ninguém salva ninguém; não se salva mais que a si mesmo, muito embora se disfarce com convicções a desgraça que se quer outorgar. Por mais prestígio que tenham as aparências, o proselitismo deriva de uma generosidade duvidosa, pior em seus efeitos que uma agressividade declarada. Ninguém está disposto a suportar sozinho a disciplina que assumiu e nem o jugo que aceitou. A vingança esconde-se sob a alegria do missionário e do apóstolo. Sua dedicação em converter não é para libertar, mas para converter."


CIORAN