O SORRISO DE PANDORA

“Jamais reconheci e nem reconhecerei a autoridade de nenhuma pretensa divindade, de alguma autoridade robotizada, demoníaca ou evolutiva que me afronte com alguma acusação de pecadora, herege, traidora ou o que seja. Não há um só, dentre todos os viventes, a quem eu considere mais do que a mim mesma. Contudo nada existe em mim que me permita sentir-me melhor do que qualquer outro vivente. Respeito todos, mas a ninguém me submeto. Rendo-me à beleza de um simples torrão de terra, à de uma gotícula de água, à de uma flor, à de um sorriso de qualquer face, mas não me rendo a qualquer autoridade instituída pela estupidez evolutiva da hora. Enfim, nada imponho sobre os ombros alheios, mas nada permito que me seja imposto de bom grado Libertei-me do peso desses conceitos equivocados e assumi-me como agente do processo de me dignificar a mim mesma, como também a vida que me é dispensada. Procuro homenageá-la com as minhas posturas e atitudes e nada mais almejo. É tudo o que posso dizer aqueles a quem considero meus filhos e filhas da Terra. “ In O SORRISO DE PANDORA, Jan Val Ellam

sábado, dezembro 23, 2023

A SEXUALIDADE CODIFICADA PELA SOCIEDADE

UMA VOZ DIFERENTE


Em meu artigo de 2020, Disrupting the Story: Enter Eve, lembro-me de como, desde o início, meu trabalho foi reconhecido como um “pertubardor”. Eu estava pertur bando uma história sobre o desenvolvimento humano que não parecia verdadeira. Levei mais tempo do que imaginei para chegar às seguintes três frases que falam diretamente sobre o que têm sido as principais fontes de confusão em torno do meu trabalho, incluindo a questão de gênero. 
1. A voz diferente é uma voz humana 
2. A voz da qual ela difere é uma voz patriarcal 
3. Em uma sociedade ou cultura patriarcal, uma voz humana é uma voz de resistência. Meus estudos de desenvolvimento e a descoberta de que a iniciação ao patriarcado normalmente começa mais tarde para meninas do que para meninos (na adolescência, em vez de no final da primeira infância) destacam por que as vozes das mulheres têm sido tão informativas para o meu trabalho e continuam a ser politicamente relevantes – o que também explica o contínuo investimento nos silêncios das mulheres ou as pressões sobre as mulheres para não dizerem ou mesmo saberem o que “realmente” pensam e sentem. Em suma, embora a “voz diferente” seja uma voz humana, as vozes das mulheres continuam a ser críticas para trazer à tona a tensão entre a democracia (baseada na voz igual) e o patriarcado (que privilegia as vozes dos pais).

A QUESTÃO DA HETERO E DA HOMOSSEXUALIDADE COMO FACTORES SOCIAIS - resultantes das forças capitalistas, consumistas e tecnológicas que caraterizam a nossa sociedade atual.

A heterossexualidade é um terreno mais privilegiado do que a homossexualidade para estudar esta questão, por uma série de razões. Na sua forma atual, a heterossexualidade se fundamenta sobre as diferenças de géneros que tendem a funcionar como desigualdades de género; a heterossexualidade, por sua vez, organiza essas desigualdades em um sistema emocional que outorga o sucesso ou fracasso das relações à psique das pessoas, especialmente das mulheres. A liberdade permite que as desigualdades emocionais passem inadvertidas e fiquem sem ser atendidas. Tanto os homens como as mulheres - no entanto mais as mulheres - recorrem a sua psique para manejar a violência e as feridas simbólicas que derivam dessas desigualdades emocionais: “Porque ele está distante?”, “Será que pareço necessitada em demasia?”, “Que deveria fazer para conquistá-lo?”, “Quais erros cometi para que ele tenha me deixado?”. Todas essas perguntas, formuladas por mulheres e para mulheres indicam que as mulheres heterossexuais sentem-se culturalmente inseguras e em inferioridade...

Em contraste, a homossexualidade não traduz o género em diferencia nem a diferencia em desigualdade, nem está baseada na divisão entre o trabalho biológico e económico em função do género que caraterizou à família heterossexual. Daqui deduz-se que os efeitos da liberdade nas relações heterossexuais resultam mais urgentes como (texto indecifrável) … já que a interação da liberdade sexual na estrutura ainda omnipresente e poderosa da desigualdade entre géneros multiplica as contradições e as crises da heterossexualidade. Ainda mais, dada a estreita regulação e codificação da heterossexualidade segundo o sistema social do processo, que supostamente conduzia ao matrimonio, o desvio para a liberdade emocional e sexual permite que compreendamos com maior nitidez o impacto de liberdade nas práticas sexuais, assim como as contradições que pode ter criado esse tipo de liberdade com a instituição do matrimonio (ou do casal), entorno ao qual segue girando a heterossexualidade.

No entanto, a homossexualidade foi até faz pouco tempo uma forma social clandestina e oposta. Daí que se definiu, desde a origem, como uma prática de liberdade, e em contraste com a instituição doméstica do matrimonio como alienação das mulheres e atribuições das funções patriarcais ao homens. Em consequência, esse livro pode ver-se como uma etnografia da heterossexualidade.

A homossexualidade moderna representa a conquista histórica da liberdade sexual e a sua encarnação moral, porque em contraste com a homossexualidade grega, não organiza nem naturaliza a desigualdade (não é um recurso que um homem utiliza para exercer o seu poder sobre um homem mais jovem ou sobre um escravo).

 

DESAMOR  

A sexualidade contemporânea (ainda que também inclua alguma entrevista com pessoas homossexuais) que como instituição social, lutou contra as pressões simultaneamente emancipadoras e reacionárias, modernas e tradicionais, subjetivas e reflexivas, resultantes das forças capitalistas, consumistas e tecnológicas que caraterizam a nossa sociedade atual.

O meu enfoque da liberdade emocional e sexual contrasta com diversas formas da ideologia libertária que vem o prazer como cortina da experiência, e interpretam a formidável expansão da sexualidade em todos os âmbitos da cultura consumista como um auspicioso sinal de que - na mordaz enunciação de Camille Paglia - a cultura popular (e o seu conteúdo sexual) são na verdade “uma erupção do paganismo jamais derrotado em Ocidente”, 34

Os libertários sexuais consideram que a sexualidade mediada pelo mercado de consumo liberta o desejo, a criatividade e as energias sexuais, e fomenta o feminismo (e, presumidamente a outros movimentos sociais) ao abrir-se à “arte e ao sexo em todos os seus mistérios escuros e nada reconfortantes”. 35

Essa conceção é sedutora, porém baseia-se no ingénuo suposto segundo o qual as forças do mercado que subjaz à cultura popular canalizam realmente e acompanham energia criativa, em lugar de (por exemplo) difundir os interesses económicos das grandes corporações que promovem uma subjetividade baseada na satisfação das necessidades.

Não encontro razões convincentes para qualificar as energias aproveitadas pelo mercado como naturalmente “pagãs” em lugar de, por exemplo, reacionárias, conformistas ou confusas.

Tal como o enuncia um importante teórico (palavra incompreensível) Margaret Thatcher e Ronald Reagan, defensores dos valores familiares, na verdade abriram a porta à revolução sexual mais importante que se tenha sabido através de la desregulação dos mercado que produziram as suas políticas liberais: 36

 “A liberdade individual não pode servir de freio no mercado; se temos liberdade absoluta para comprar e vender, porque não fazer da mesma forma na eleição dos nossos pares sexuais, nosso estilo de vida sexual, nossa identidade ou nossas fantasias?"2 37
CAROL GILLIGAN

A CADA DIA MAIOR ALIENAÇÃO DOS HOMENS

 

UM CRIME CONTRA NATURA - A CRIANÇA E A MÃE SEPARADAS À NASCENÇA É UM TRAUMA PARA TODA A VIDA - não se tem já a menor noção do ridiculo e do absurdo que isto cria socialmente dado que é a intenção dos midea e dos governos alienar as pessoas, e assim já ninguém pensa naquilo que é o sentido da vida, o coemço da vida, a familia e o famoso equilibrio tão defendido pelos psicologos durante décadas do casal e a importância da mãe e do pai. Sem duvida que isto é uma aberração mas tem uma intenção obvia e macabra por detrás que é negar a familia e a identidade sexual do homem e da mulher. Isto nada tem com o facto de as pessoas serem homossexuais e terem outras preferências afectivas. Se um homem ou uma mulher não tem afinidade com as pessoas do sexo oposto nada as condena ou eu lulgo por isso, mas não tem direito a constituir familia porque a familia - que eu não formei nem quis - e ter filhos sem pai ou mãe...e para além do absurdo de querer formar um casal com filhos sem um dos pais, há o trauma e a carência maternal da criança para toda a vida.  

A idealização, o romantismo e a idiotização das pessoas em geral faz com que elas nunca vejam  o que lhes é mostrado de absurdo e monstruoso, mas sempre e apenas  o que querem ver... ou antes, veem da forma como foram amestradas pelo Sistema e as ideologia que ele promove. ELAS nunca veem a realidade dos factos, o sofrimento real das pessoas ou os dramas por detrás destas cenas impostas, mas a pintura idealizada, o mundo cor-de-rosa que fazem da vida, seguindo a narrativa falsa, sempre a mesma infantilidade dos retardados do espírito, dos que não ousam pensar! 

Elas nunca saiem fora da dominação das massas pelas crenças e ideologias com que são bombardeadas...

rlp

A ideia de que o sexo é mutável em humanos é uma forma de culpar as vítimas

O PERIGO DA TRANSEXUALIDADAE ESTÁ NO DESEJO DE O HOMEM TER UM CORPO FEMININO QUE É UMA OUTRA FORMA DE NEGAR E CONTROLAR A MULHER NEGANDO A SUA BIOLOGIA.

Recentemente afirmado por um homem ? li o seguinte trecho em que o autor do texto, em principio do sexo masculino, subtrai o utero à mulher para se apossar interiormente dele e coloca o falo interiormente na mulher... sendo que esta a confusão de um macho que adopta a visão freudiana da mulher manqué e reserva para si o Utero da Mulher onde reside toda a sua força da Vida e o seu mistério...

Nenhum homem macho - travesti ou trans. - poderá nunca falar e sentir a Mulher senão e apenas referir o fascinio do seu Mistério. rlp




EIS O ERRO DE ALGUMAS FEMINISTAS teóricas da ideologia de género: "... as feministas muitas vezes veem a ideologia de gênero como trabalhando de mãos dadas com ativistas dos direitos dos homens, que também afirmam negar a realidade do patriarcado e as experiências reais das mulheres de violência masculina. Mas a violência masculina é real:

90 % dos autores de violência sexual contra as mulheres são homens [1]
93 % dos autores de violência sexual contra os homens são homens [1]
95 % dos autores de todos os abusos sexuais infantis são homens [2]

A ideia de que o sexo é mutáveis em humanos é uma forma de culpar as vítimas, afirmando que as mulheres podem simplesmente tornar-se homens para evitar a violência e a discriminação patriarcal. Não é à toa que as meninas estão agora a saltar na fila para tentar identificar-se fora da sua feminilidade.
Mas as feministas sabem a verdade - não importa a sua proclamada "identidade", as pessoas do sexo feminino estarão sempre em risco de violência por parte do homem masculino enquanto a gente estiver debaixo do controlo do patriarcado.
Um estuprador não pára para perguntar a uma mulher a sua "identidade" antes de a violar."
Women can't just identify out of their oppression


PERGUNTA DE UM SUPOSTO TRAVESTI ao qual respondi mais abaixo.

- "Como é que transexual nega a mulher ao querer ser mulher? Se quer ser mulher está então a negá-la?...
Como é que o transexual controla a mulher ao tornar-se mulher?...
Como é que o transexual nega a mulher biologicamente se tudo faz para se tornar mulher, inclusivamente a cirurgia de transformação do pénis em vagina?..."
L. S.


Como lhe tenho dito, e como mulher eu só sei efectivamente de mim e só posso falar pela minha experiência e até posso descurar algumas causas secundárias, como são os problemas de minorias que vivem a sua subjectividade-sexualidade como um propósito em si, e desejo apenas que para elas seja como quiserem, mas não invadem o campo do feminino clamando-se mulheres e iguais. 
Eu é apenas como mulher NASCIDA MULHER que defendo uma identidade Feminina de raiz, de uma Mulher e sou contra tudo o que mascara e põe em risco essa identidade através da moda, de cosméticas e drogas e quimicos ou estéticas. E digo que transexualidade é um perigo para a mulher a muitos níveis até porque como diz a autora do texto, as mulheres e muitas feministas estão a cair nessa ideia de género e a integrar a ideia de que ser mulher não é nada de intrínseco nem biológico e que qualquer homem pode ser mulher. Para mim uma mulher é uma mulher...tem utero e ovários, tal como uma rosa é uma rosa é uma rosa… e um transexual por mais que se vista e pinte de mulher nunca será uma mulher mas apenas uma caricatura da mesma - e isso eu deploro! 
Seja como for, a constituição masculina e a força do homem e o falo por suposto, levá-lo -à a violar a mulher mesmo que outros homens os ameacem, eles tem a força dos homens por constituição… é como no desporto. É ridículo por transsexuais a competir com mulheres pois pela força eles irão sempre ganhar...seja na natação como tem acontecido, no ténis no boxe ou em corridas… 
Olhe confesso que não entendo a sua defesa dos transexuais sem ver que ninguém ganha com isso - será sempre um mundo à parte e fictício, hibrido … 
Eu Adoro seres andróginos e homens femininos que podem ser muito belos e sensíveis sem necessidade de se transformarem ou negar o seu sexo… mas respeito toda a subjectividade dos indivíduos dentro da sua privacidade e apenas pretendo que não invadam o campo da Natureza da Mulher confundindo as massas ignorantes... e as próprias mulheres demasiado masculinizadas também. Sabe, o drama do mundo patriarcal é que se perdendo a mulher perdeu-se também o homem… e é por causa disso que tantos homens não sabendo nem tendo referência da verdadeira feminilidade se confundam com a mulher fictícia que eles criaram durante dezenas de anos - psicanalistas filósofos e místicos, médicos e escritoras inventaram uma mulher que NUNCA FOI A MULHER! … mas por ultimo eu entendo que a adoração da Mãe e da mulher e da Deusa possa ter levado homens a emascular-se para A Servir nos templos… hoje em dia talvez prostitutas nas ruas e nos Bares mas sem sacralidade nenhuma, tal como as ditas "prostitutas sagradas"...

rlp

A MULHER, UM SER MISTERIOSO E MÁGICO




AS MULHERES NÃO PENSAM...como mulheres!

As mulheres, com a sua excessiva vontade de acolher e de servir e enfim amar o próximo e os desvalidos etc. ...estão a fazer uma grande confusão entre o que seja o respeito pela diferença - seja qual for a diferença -, o amor ao próximo e a sua identidade...
Muitas mulheres inteligentes não estão a ver o perigo que as ideologias de género estão a ser para a Mulher biológica e também para o homem, e sobretudo para as crianças e adolescentes, ainda em formação, que aderem cegamente a essas modas, adulterando os princípios da natureza e da vida humana em defesa dos transformistas que agora atentam contra a integridade da Mulher ao quererem transformar-se em mulheres ou homens, só porque se sentem "diferentes". Estão a confundir a homossexualidade ou a homo-afectividade, uma realidade de todos os tempos e que nada tem a ver com a Transsexualidade nem com a mudança de sexo por intermédio de operações e de hormonas e castração. Trata-se de uma condição natural do ser humano e que nada tem de anormal, apenas a normose e o Sistema e a Religião patriarcal, que durante séculos marcaram a sexualidade tabu e ainda em pecado, como expressão unica, a do par heterossexual, rejeitando outras expressões naturais de afecto e erotismo humano. Por essa razão esta ofensiva da ideologia de género, casamentos gays, adopção de crianças e agora as mudanças de sexo biologico,  não trás nada de saudável nem de evolutivo,  mas apenas de aberrante e malsã, lançado crianças  e adolescentes numa confusão de géneros que os leva a mutilação e castração sexual muito antes de uma maturidade psiquica para poderem escolher o que anseiam...


SIM, TODOS OS SERES HUMANOS TEM DIREITO A SUA EXPRESSÃO SEXUAL, mas não tem o direito de por em causa a biologia da mulher e a do homem, nem adulterar a identidade do feminino e do masculino per se, à partida. Não tem o direito de mascarar homens e crianças em nome das suas fantasias e paranoias sexuais invertendo a ordem natural, enquanto obcecados sexuais e pedófilos! As crianças tem direito a sua infância e a crescerem em harmonia...

Compreendo e aceito que o ser humano homem possa sentir-me mais feminino ou um ser humano mulher mais masculina do que a sua condição sexual fisica e genital indica, é natural pois os dois tem em si os componentes opostos como polos complementares pois faz parte da quimica e da biologia essa duplicidade e cada ser humano é chamado alquimicamente a integrar esses aspectos em si mesmo, portanto a questão de identidade não é alterada do ponto de vista fisico, mas psiquico ou animico. 
Faz parte do psiquismo humano a ANDROGINIA. SOMOS TODOS ANDRÓGINOS psiquicamente. Esta questão ontológica não é mutante, mas inerente a espiritualidade QUANDO REALIZADA. As pessoas comuns e sem alma, que foram desnaturadas pelo Sistema, alienadas pelo consumismo e a pornografia e que estão interiormente alienadas da sua essência humana, e que fazem esta confusão mental, pretensamente intelectual, para forçarem a  psique humana com fins macabros de criar seres hibridos e alienados da verdade espiritual e de uma verdadeira evolução das consciências!
É isso que está em marcha neste mundo desumanizado e vendido ao Sistema Mundial e em que o ser humano enquanto ser humano, tanto o homem como a mulher estão em risco de sobreviver ao nivel da sua identidade.

rlp


Queria deixar-vos aqui o testemunho real de uma amiga brasileira, uma leitora deste Blog desde há mais de uma década, que é  travesti assumido e que sendo uma pessoa consciente de si e do seu processo, fala de si  de uma forma honesta, verdadeira e profunda - coisa rara nestes dias - em que alienação do ser e da alma nos fere, ele/ela diz como se vê e sente enquanto TRAVESTI e  que eu respeito profundamente por ser um Ser que tem a noção da Vida e do Mistério da Mulher e não pretende subtrair-se a sua realidade, nem do drama humana do qual todos fazemos parte e a quem agradeço do coração a sua partilha:


 "Eu como sendo travesti considero em mim um masculino ferido. Um masculino ausente.

Talvez pela imagem masculina fraca e decadente do meu pai na infância e na adolescência e perceber também uma falta de traquejo da minha mãe perante a situação de conviver com um marido extremamente machista que não respeitava sua voz enquanto mulher e pendia para o álcool nos finais de semana. Via um masculino ferido através do meu pai e convivia com a passividade da minha mãe. Talvez isso me levou a querer ser dono da minha situação e colocar as imagens de macho e fêmea em fusão no meu ser!

Mas pendia para a feminilidade pois penso ser algo misterioso e mágico!

Tendo descoberto anos mais tarde que existe um masculino e um feminino ferido em mim talvez pelas figuras frágeis parentais.

Talvez algo que eu sublimasse no mundo!

Um mundo em fusão de ambos os sexos, mesmo tendo a ilusão de achar que minha alma fosse de mulher busquei abruptamente e prematuramente despir-me da capa de masculinidade que o mundo me deu e ir eu mesma em busca de uma mulher mítica, procurando em mim algo que perdi na infância e na adolescência.

Equivocando-me ao realizar as mudanças no meu corpo quando o que sinto é de alma e de outras vidas talvez. Essa memória remanescente na matéria me fez ser quem sou hoje... um ser híbrido e sem sexualidade. Mesmo tendo esse panorama sobre meu respeito eu ainda na matéria privilegio a fonte feminina pois vejo-a como o manancial de todas as coisas. Não que eu queira imitar, mas já que eu imito. Pois tenho o profundo desejo de viver esse mistério da vida em minha carne.

Sou um ser dominado pelos desejos mesmo sabendo que todo ser humano deve sublimar os desejos e viver a realidade nua e crua, doa a quem doer! Sigo na minha disforia acreditando na minha realidade de travesti e vivendo na crença de que algo maior nos une... nessa roda chamada vida - uma utopia para mim que nunca acaba.

A beleza como cariz da vida me atrai... e é essa beleza feminina que tanto me atrai e me faz ser quem eu almejo ser... mesmo sabendo ser um equívoco!

Um beijo com carinho... espero que eu tenha elucidado alguma coisa!

Abraços

M. Q.

quinta-feira, dezembro 14, 2023

O NOVO NAZISMO


 
O BELO E O MONSTRO - A ANIMALIDADE  DA SOCIEDADE INSANDECIDA 


(...) o movimento transativista neoliberal começou pedindo inclusão, respeito e rapidamente se tornou um movimento patriarcal de homens contra mulheres, um transpatriarcado, igualmente misógino e sem respeito nenhum pelas mulheres e pelas mães. A parte em que os homens queriam se sentir mulher rapidamente passou para se afirmar e ocupar o lugar das mulheres, declarando que são mulheres melhores que as próprias mulheres, com vastos exemplos de misoginia e total desprezo pelas mulheres.

 O que diria Freud desse movimento político que aloca pra si toda história e ciência das mulheres e se declaram mulheres com pênis, o que seria a "mulher completa" na ilusão da pseudo análise de gênero. O mais triste desse movimento é que ele não luta contra a violência, ele impõe mais violência contra as mulheres, roubando sua história e seu lugar de fala e querendo tornar a mulher em opressora dos homens. Estamos condenadas ao machismo da direita, que coisifica as mulheres e ao machismo da esquerda que invisibiliza as mulheres. 
Esse é o momento da história em que as mulheres precisam como nunca invocar a Grande Mãe e Mulher Sagrada e o poder do Útero e da Vida

Mas vai piorar. Vai piorar porque as pessoas trans vão ser apoiadas pela direita, pelos homens de direita, que se dizem conservadores, na verdade são o que sempre foram: misóginos e a misoginia vai se sobrepor à hipocrisia do conservador de araque, já é possível adivinhar que homens tipo redpil, mgtow e incels, gays envergonhados de assumir a homossexualidade vão se relacionar abertamente com outros homens (broderagem) ou com mulheres trans como forma de evitar relacionar com mulheres, assumindo uma misoginia extremista. Na verdade, esse movimento não é novo, isso já aconteceu em outros momentos da história humana e a última vez foi no movimento de ascenção do nazismo, onde havia um movimento Queer alemão muito íntimo de uma ala nazista e masculinidade do exército de Hitler, e isso está documentado em série da Netflix. 

Toda vez que a mulher se eleva de alguma forma, os homens se unem pra dominar a mulher outra vez, desde a pré história vemos isto acontecer, covardemente e ciclicamente. Se as mulheres não forem capazes de transpor suas diferenças, seja política ou ideológica, religiosa, enfim, serão novamente abatidas, destruídas e queimadas vivas em praça pública. No Brasil há uma epidemia de feminicídios, que escalam em violência, com agravante de se fazer o horror na frente das crianças. Os homens estão de novo acendendo as fogueiras para queimar mulheres e nesse caso, não erram o nosso sexo, nem se confunde com gênero.
A direita quer a mulher como escrava, doméstica ou sexual, divide a Santa e a puta e impede a mulher de ser inteira ou de existir sem servir ao homem. A esquerda liberal é um pós patriarcado, é um movimento neoliberal que se infiltrou nos movimentos de "minorias" e confundiu suas pautas. No Brasil, o objetivo foi destruir direitos trabalhistas, então dividiram a classe trabalhadora para brigar entre si, colocaram a mulher negra versus a mulher branca, e agora a mulher cis como privilegiada e opressora de homens. Muitas pessoas da esquerda vivem esse negacionismo neoliberal, e simplesmente estão em transe igual estavam os bolsonarista que viam o mesmo como um enviado divino. As pessoas simplesmente não conseguem perceber a manipulação que são vítimas. Os neoliberais controlam os dois lados, pq o capital está acima da política, patrocinando tanto esses movimentos, experiências científicas, guerras, tudo que lhes dê muito lucro. E de quebra, que ajude a baixar a natalidade, sobretudo em países pobres como o Brasil... Os políticos são só bonecos, quem realmente manda são os que controlam os cordões. E isto vai ficar mais claro quando Portugal mudar o governo para a direita. Tal como aqui, isso só vai fortalecer mais a agenda woke. É uma falsa polarização, tudo é financiado pelos mesmissimos interesses, ou seja, o lucro acima de tudo.

A direita quer a mulher submissa, parindo, limpando, maternando ou prostituindo. A esquerda quer a mulher apagada, invisível, inviável, completamente destituída de espaço, de história, de direitos, é uma apropriação cultural completa. A direita usa a violência física, estupro, agressão, morte, violência patrimonial. A esquerda usa uma violência psicológica, cruel, virtual, simbólica, para a qual não existe legislação. É crime trocar o pronome da pessoa, mas eles podem xingar e ameaçar a mulher, ocupar seus espaços, premiações, tudo, em casos extremos podem até bater em mulheres e alegar que não é violência masculina pq tbm são "mulheres" e não é crime ser misógino
Ou seja, são sempre os homens se impondo sobre as mulheres, com tipos de violências diferentes. Ambos são financiados e amparados pelo sistema. A direita esteve 4 anos no poder e nada mudou, só piorou em alguns aspectos. Mas daqui do meu ponto de vista, eles estão reeditando o século XX, o movimento Queer, as sufragistas, o nazismo e em breve outra guerra, eles lucram, diminuem a população, voltam as mulheres pra cozinha e os gays para o armário, reconstroem tudo, destroem outra vez, estão sempre no lucro...

Juliana Xavier


O EMPONDERAMENTO da Mulher




A MULHER A VIDA E A MORTE...

O EMPODERAMENTO da Mulher só pode ser intrínseco, interior  e não corresponde ao dar poder à mulher em forma de cargos políticos a chefias ou pelo “direito” (aberrante) de ser policia ou cumprir o serviço militar, educando a mulher para matar!
 
E é aqui que eu me desvio definitivamente do Feminismo e as suas lutas por "iguadlade de direitos... 

Emponderar a mulher Não e ir para a guerra, nada disso,  e portanto para mim não  se trata reivindicar  direitos iguais nem igualdades sexuais ou outras forma de aviltamento da mulher como as feministas fizeram e sim ter consciências das diferenças entre homens e mulheres e essencialemnte do que  define ser uma mulher; trata-se de devolver-lhe as suas capacidades de vida e amor inatos e as liberdades que lhes foram retiradas enquanto ser humano individual. O direito a ter voz activa, usar a sua própria Voz que é a Voz do Útero a Voz da intuição e da sua mediunidade, canal que é das forças cósmico e telúricas por excelência.
Isto é o que eu entendo por este termo tão mal traduzido e que dificilmente poderemos traduzir de outra maneira o que levará novamente a muitos equívocos pois mais uma vez tomar-se-à o poder da mulher como sinal de domínio ou de força e esse não é o Poder real da Mulher! NÃO! Não é o poder da mulher que eu quero resgatar ou impor! Não é desse poder ficiticio de que eu falo. Não é o poder da força bruta de competição e do ego masculino, que nós tão bem conhecemos, com o domínio de uns sobre os outros ou a inversão dos termos que é o que sugere a ideia de poder dentro de uma sociedade fraticida…
Emponderar a Mulher é dar-lhe  a possibilidade da realçar e afirmar a sua diferença entre homem e mulher, trabalhar o seu  feminino enquanto o homem devia trabalhar o seu masculino natural e assim poderem ambos  chegar à União dos dois Princípios, a fusão dos opostos, a integração tanto do feminino essencial omo do masculino original dentro e fora de cada SER HUMANO.

MAS QUE  MULHER É ESTA QUE VEMOS ACTUALMENTE?

Durante muitos e muitos anos as mulheres trabalhavam em casa e ninguém considerava o seu trabalho, mas ele era absolutamete essencial para o equilibrio da Familia e dos filhos. E eu não defendo que a mulher deva forçosamente voltar ao lar... Mas se por um lado com essas mudanças as mulheres ganharm alguma independência económica por oputro lado perderam muito... e  os filhos... Mas nem todas as mulheres são mães embora a grande maioria esteja definida e marcada como tal (casar e ter filhos) e não teve outra saida que não fosse como alternativa...o alterne...ou a prostituição... 
Mas hoje em dia e depois das ultimas décadas há mulheres a trabalhar em diferentes áreas da vida... umas casadas e outras solteiras ou divorciadas e outras sozinhas e que tem profissões diferentes entre si e começaram sem duvida, a partir dos anos 60 a trabalhar  na area do ensino e da educação, professoras e médicas, enfermeiras, educadoras de infância ou com outras mulheres, como há mulheres a trabalhar com crianças ou com idosos...etc.  pois se acreditava que era essa a sua propensão... Há muitas profissões dignas de respeito e de facto todo o trabalho pode ser  importante e gratificante, quando educa e e cuida, quando faz justiça, mas ser policia ou fazer vida militar é uma aberração porque obriga a mulher a usar armas e a matar se for preciso indo à guerra o que é o caso hoje em dia em certos paises da Europa e na América enfrentando traumas e violações e situações brutais para a sua estrutura...mas as mulheres acharam que tudo isso as igualava aos homens... 

É possível que algumas mulheres mais jovens pensem que sso é natural e que com isso atingiram já um patamar de evolução consciente enquanto mulheres mas elas falham completamente no que é a sua essência, e uma verdadeira consciência do que é SER MULHER e da qual foram totalmente afastadas e por isso pensam que agora são livres para morrer e matar... 

rlp



terça-feira, dezembro 12, 2023

Conselhos as mulheres de um misógino?

O que pensava um português erudito e culto sobre as mulheres no seculo passado e certamente nem conheceu muitas mulheres - o grande e magnifico poeta filosofo Fernando Pessoa


CONSELHOS ÀS MAL-CASADAS (193?)

(as mal-casadas são todas as mulheres casadas e algumas solteiras)

"Livrai-nos sobretudo de cultivar os sentimentos humanitários. O humanitarismo é uma grosseria. Escrevo a frio, raciocinadamente, pensando em vosso bem-estar, pobres mal-casadas.
A arte toda, toda a libertação, está em submeter o espírito o menos possível, deixando ao corpo, que se submeta à vontade.
Ser imoral não vale a pena, porque diminui, aos olhos dos outros, a vossa personalidade e a banaliza. Ser imoral dentro de si, cercada do máximo respeito alheio. Ser esposa e mãe corporeamente virginal e dedicada, e ter, porém contactos […] inexplicáveis com todos os homens da vizinhança, desde os merceeiros até (…) — eis o que maior sabor tem a quem realmente quer gozar e alargar a sua individualidade, sem descer ao método da criada de servir, que, por ser também delas é baixo, nem cair na honestidade rigorosa da mulher profundamente estúpida, que é decerto filha do interesse.

Segundo a vossa superioridade, almas femininas que me ledes, sabereis compreender o que escrevo. Todo o prazer é do cérebro, todos os crimes que se dão é só em sonhos que se cometem. (...)
Dou-vos estes conselhos desinteressadamente aplicando o meu método a um caso que me não interessa. Pessoalmente os meus sonhos são de império e glória; não são sensuais de modo algum. Mas quero ser-vos útil, ainda que mais não seja só para me arreliar porque detesto o útil. Sou altruísta a meu modo."

FERNANDO PESSOA - IN Livro do Desassossego


SÓ AS MULHERES SABEM DA MULHER, CASADA E SOLTEIRAS...

"Os ciclos da natureza são os ciclos da mulher. A feminidade biológica é uma sequência de retornos circulares, que começa e acaba no mesmo ponto. A centralidade da mulher confere-lhe uma identidade estável. Ela não tem que tornar-se, basta-lhe ser. A sua centralidade é um grande obstáculo para o homem, cuja busca de identidade é bloqueada pela mulher. Ele tem que se transformar num ser independente, isto é, libertar-se da mulher. Se o não fizer acabará simplesmente por cair em direcção a ela. A união com a mãe é o canto da sereia que assombra constantemente a nossa imaginação. Onde existiu inicialmente felicidade agora existe uma luta. As recordações da vida anterior à traumática separação do nascimento podem estar na origem das fantasias arcádicas acerca de uma idade de ouro perdida. A ideia ocidental da história como movimento propulsor em direcção ao futuro, um desígnio progressivo ou providencial que atinge o seu apogeu na revelação de um Segundo Advento, é uma formulação masculina. Não creio que alguma mulher pudesse ter concebido tal ideia, já que a mesma é uma estratégia de evasão em relação à própria natureza cíclica da mulher, na qual o homem teme ser aprisionado. A história evolutiva ou apocalíptica é uma espécie de lista de desejos masculinos que desemboca num final feliz, num fálico cume” 

CAMILA PAGLIA


A FALTA DE SENSUALIDADE



OS PORTUGUESES e a sua falta de sensualidade...


Li há dias algures uma crónica, em que se dizia que os escritores e realizadores portugueses são tão maus nas descrições das cenas eróticas ou amorosas que passam directamente do patético ao grotesco, do mecânico ao animalesco…pelo menos foi assim que o entendi e de facto nunca li em nenhum escritor português uma cena amorosa que fosse elevada e realmente sensual… (Abro uma excepção para ADORAÇÃO, de Leonardo Coimbra…muito mal visto pelos académicos do seu tempo)
Com efeito, de um modo geral, entre nós não há grande sensualidade, digamos uma sensibilidade erótica, espiritualizada, vivida no sentido amoroso mais lato, que seja transversal aos sexos e às idades…Uma sensualidade que esteja na origem de uma atracção natural não só entre mulheres e homens mas que se baseie na inteligência e na emoção pura, na cumplicidade, no encanto, no charme e na expressão natural do amor entre as pessoas independentemente do género e de haver ou não desejo sexual. Os portugueses em geral confundem tudo com sexualidade (digo genitalidade) sem ver que a sensualidade dos afectos ou dos gestos nem sempre significam sexualidade. Com isso perdem um certo prazer de viver e a motivação ou a criatividade que deixa de existir sem esse elan!
As pessoas em Portugal, penso, passaram por cima de tudo o que implicaria uma tradição cultural de sedução porque lhes faltou uma educação sensual livre baseada no respeito pelo próximo, nomeadamente da mulher, e do conhecimento de si mesmo, para se fixarem numa abordagem genital, exterior a si, numa agressividade verbal que fica a um passo da violência sexual. Porque a liberdade brusca, essa falsa liberdade que se criou depois do 25 de Abril, a seguir aos longos anos de opressão social e religiosa, com muitos preconceitos de cariz sexual e atavismos religiosos, aconteceu abruptamente e superficialmente, sem haver qualquer  transição para uma verdadeira liberdade baseada numa educação do SER e portanto sem fundamento ético nem uma sensibilidade estética das pessoas, demasiado atrasadas e incultas, na realidade analfabetas na sua esmagadora maioria. Passou-se de uma sexualidade reprimida e oculta, envergonnhada e pecaminosa vivida as escondidas a uma sexualidade básica, objectiva e muitas vezes abjecta e os machos já não perdem tempo “com cantigas”…vão directamente ao “assunto”. Há uma espécie de castração da sensibilidade-sensualidade em Portugal. Sobretudo nos homens, mas também nas mulheres.

ESCRITO EM 2010
rlp


A MULHER E O UNIVERSO...

 

Pode ser uma imagem de espaço sideral e texto que diz "El vidje es hacia adentro"


De vez em quando penso neste espaço e nas palavras que escrevo e hoje senti que devia clarificar o porquê do que escrevo e partilho sendo que, desde o inicio deste Blog, que o seu propósito foi e é realmente debater as questões das mulheres em si e o seu drama pessoal enquanto mulheres...tanto a nivel psiquico como emocional, falar de como as mulheres sofrem particularmente e de forma diferente emuito mais do que os homens na sua afirmação pessoal individual em sociedade e em familia. Porque sempre foram sobrecarregadas e tratadas de forma depreciativa e desvalorizada pelas religiões e são ainda sobremaneira atacadas de todas as maneiras no mundo.

Mas, claro, há sempre alguns temas que exponho e questões que posso debater enquanto ser humano pois todas temos ou podemos ter questões filosóficas, religiosas e metafisicas, que gostamos de abordar e desejariamos ter respostas...mas, eu pergunto-me, será que essas questões esde logo mudam alguma coisa a nossa vida como mulheres? Sim e Não... depende do que queremos fazer com a nossa vida no mundo em que vivemos! E eu não nego nem recuso as questões de fundo da vida humana, as grandes questões da existência, como a vida e a morte, o nascer e o morrer...o amor... mas os temas e os assuntos de preferência aqui sempre senti que deviam ser sobre nós enquanto mulheres apenas...

Mas isso não é diminuir a mulher? Não…penso que não. Quero dizer, eu acho que enquanto não resolvermos os problemas de cariz pessoal e intimo, a nível emocional e psicológico, enquanto mulheres sofendo como sofremos todo o tipo de reveses pela nossa condição feminina, não adianta ir para campos elevados do espírito e querer ver as coisas mais elevadas seja do pensamento seja da metafísica - dos deuses e deusas - senão estivermos ligadas ou conectadas com a nossa essência feminina em si porque só ela nos poderá dar um sentido profundo da nossa transcendência como seres individuais que perderam a sua origem e que foram divididas em si mesmas e não falo de divino nem do sagrado, mas de alguma forma de acedermos a uma consciência integrada – ligando as partes de nós que se digladiam sem msmo no darmos conta e - em nós mesmas enquanto mulheres. Porque se continuarmos divididas em estereótipos e deusas e deuses… dificilmente temos uma base para entender o que está para além da nossa própria dualidade e assim a do mundo.

À partida tudo o que nos transcende - falando do divino e do sagrado - parece impossivel saber o que realmente isso significa na nossa vida quotidiana…por isso penso que nos temos de cocnentrar no nosso plano humano e a esse nível há coisas que temos de fazer e cumprir…como ser dignas e verdadeiras connosco mesmas…No caso das mulheres e porque sou Mulher o meu sentuido de viad foi descobrir a minha essência e o sentido desta encarnação e apostar ou escolher uma via que me dignifique a mim e  às outras mulheres… Mas posso dizer que o é a minha experiência em paralelo com o que penso da vida em termos de vivência terrena e do meu objectivo (destino ou Karma??) e portanto,  INDEPENDENTEMENTE DE TODAS ESSAS QUESTÕES FILOSOFICAS OU METAFISICAS que são coisas distintas, ou seja, o que nesta vida sabendo ou não sabendo qual e o seu sentido profundo, se eu quero fazer ou não alguma coisa por mim e talvez pelos outros que possa ajudar e neste caso eu fico-me pelas mulheres minhas irmãs…mesmo sem saber se é certo ou se posso ou se devo. 

A confusão e a desordem humana neste momento no mundo é tão grande como o Caos inicial ?...em que fomos criad@s e projectad@s na atmosfera da Terra, saidas do Ventre da Mãe … e por isso penso que  é uma enorme pretensão a nossa querer sair disso sem primeiro nos rendermos à nossa ignorância e à nossa impotência ao nivel dos nossos sentidos e capacidade intelectual perante tudo o que nos ultrapasssa, e o Grande Mistério da Vida e da Mulher - o nascer e o morrer - e a imensidão do que vive ainda  por detras de tudo o que nós vivemos e achamos sr a vida e sem que  possamos vislubrar uma verdade ou simplesmente que existem outras dimensões e outros universos e mundos paralelos e talvez seres...humanos e não humanos?  

rlp

quarta-feira, dezembro 06, 2023

"Descrevi a mulher tal como ainda hoje a vejo: dividida" - Simone de Beauvoir

 



As mulheres não sabem ser em função de si mesmas...

Elas estão viciadas em viver em função dos outros como se fosse uma grande prova de amor...
Elas viverem séculos dependentes e presas de um homem que as sutentava e maltratava e agora pouco variou e apesar do feminismo, elas continuam há décadas ao serviço do outro, sempre a começar pela família, pais, marido e filhos e  ao padre e recentemnte ao patrão chefe e ao Partido. 
A mulher  viveu sempre e foi moldade desde pequena a viver em função de uma ordem social que estabelecia a sua vida de forma a não ter qualquer espaço para si nem direito a viver uma vida própria, fosse em termos de lazer ou de cultura, sendo a sua vida sempre pautada pelo serviço exclusivo a família ou a Igreja e hoje como dizia, as empresas e as instituições onde trabalham.
Quando começa historicamente a reivindicar direitos ela vira-se para os valores da mesma sociedade buscando apenas paridade ou igualdade com o homem sem pensar a sua própria realidade interior, e o que diferenciava do homem em termos da sua esência  e vontade sempre anulada e da sua própria subjectividade. Quis ser igual e ter os mesmos direitos que o homem. Mas ela não é igual ao homem. Não é. E foi ai que a mulher se perdeu de si mesma embora já estivesse confinada à casa e pouco mais, onde também não reflectia a sua totalidade e apenas cumprindo um papel ao serviço do homem e que lhe fora destinado secularmente, mas ainda mantinha alguma ligação ao seu feminino profundo ainda que mal compreendido.
Nessa projecção e luta empreendida pelas feministas - na verdade mais uma armadilha onde a mulher caiu para servir mais aidna o Sistema - ela negou a importância da maternidade tornou-se executiva, adiou o casamento ou divorciou-se, fez carreira e formou-se nas diversas áreas do conhecimento humano. Mas nunca aprofundou a sua essência ou se questionou sobre a sua natureza profunda, a saber quem era essa mulher fragmnetada e ao mesmo tempo multifacetada que se desdobra em mil facetas e tenta tudo para vencer na vida, mas ainda para agradar ao homem… e ao seu serviço…e ganhando menos e sendo abusada, sempre…agora talvez por "vontade" própria em nome da falsa liberdade sexual que a aviltou aidna mais...
Mas porque não se encontra a mulher? Porque ela não se ama...

Eu sei porque de todas as mulheres que conheço, divorciadas e viuvas elas não conseguem refazer a sua vida sem um homem ou sem o parceiro, ficam perdidas...
Porque elas não sabem se questionar sobre a sua vida interior porque foram esvaziadas de si e de identidade própria ao longo dos anos…Viveram supostamente protegidas e suportadas pelo marido e filhos e não entendem ainda que quem não se conhece em essência – quem não se busca - não pode saber de si nem dar nada de si...e se perde, mais tarde ou mais cedo! Ela chega a uma certa idade e acaba sem forças por tanto se deabater emv vão e assim  ela gasta-se e ela esgota-se, ela adoece e ela é violentada, mas ela não entende a sua luta nem o seu conflito, a sua depressão porque ela está dividida e não consegue erguer-se dessa fragmentação na luta por agradar ainda ao pai e ao filho e ao chefe e ao marido ou ao líder…ao patrão e ao padrão de vida que lhe destinaram agora as feministas ou as vanguardistas e luta contra as outras mulheres que lhe fazem sombra… 

Quando a mulher não se encontra a si mesma e se restrutura ela perde-se de si para sempre. E nunca mais se encontra porque ela não percebe que o encontro da mulher consigo mesma passa inevitavelmente pela integração dessa sua Sombra e dos seus fatasmas...e principalmente pela tomada de consciência da sua ferida com a Mãe e dos seus traumas e esencialemnte da divisão da sua psique em dois estereótipos básicos (a santa e a put*) que se dividem entre si em imensos aspectos que categorizam a mulher em múltiplas facetas  e sem qualquer coerência entre si. Daí as suas doenças… do cancro à depressão e da depressão ao cancro. E a mulher não vê que vive a vida inteira em entropia…contra si e inimiga de si, odiando-se e culpando as outras da sua desgraça, com ou sem razão...

Se ela é só e não encontra sentido ou lugar nesse mundo ai entra em depressão e bebe, toma quimicos ou droga-se…porque ela não conhece nem lida com os seus escombros – as ruinas da sua psique - que ela esconde de si mesma e assim nega a sua própria sombra. Ela torna-se esquizofrénica borderline histérica e paranoica, destrói-se a si mesma e aos outros a sua volta.

Rosa leonor pedro



"Nossa História é pautada num modelo patriarcal, e este se encorpou de forma tão intrínseca que quase não nos sobra criatividade para entender um funcionamento social diferente. O machismo está por toda parte, escamoteado por de trás de algumas revoluções que duramente o público feminino conseguiu promover. Mas o pior dos machismos não está nas leis e nos direitos, pois estes já melhoraram bastante. O machismo sólido reside em nossas psiques, em nosso comportamento, em nossas dúvidas e expectativas. O nosso formato de mulher ainda é este, e nosso próprio julgamento moral nos concerne este papel. É aí que entra o orgasmo feminino. Aparentemente não há uma ligação direta, e pode parecer discurso feminista levantando uma questão social. Mas este passeio pela história do machismo é apenas para nos remontar uma realidade que faz parte do nosso passado, e portanto que preenche nossos conteúdos coletivos."
...
"Há muitos anos a mulher foi divida em dois caminhos: o da esposa e o da promíscua. Desde então o sonho romântico feminino foi casar e ter filhos. Felizmente aberturas novas se deram de uns tempos para cá e as mulheres de hoje em dia mantém suas idealizações pautadas em mais do que isso. Contudo, o conceito de respeito à mulher ainda reside bem próximo a moralidade sexual. O passado patriarcal comprova que por muitos e muitos anos a função social da fêmea era oferecer herdeiros legítimos ao seu marido, e promover assim a manutenção e repasse do patrimônio daquele clã familiar. Se o sexo para a mulher por muito tempo fora por fins reprodutivos, e muitas das vezes, com parceiros não escolhidos, e sim decididos, o prazer em seu fim fora descartado, quando mais se considerarmos que a satisfação sexual estava vinculada às prostitutas da rua, que representam esta sombra do feminino, enquanto à dama se reservava o lugar intocável muito bem representado pela “Virgem Maria”."
(...)
Catherine de Almeida Plata

AS EMOÇÕES E O NEGATIVO



O ‘negativo’ não são as emoções: o ‘negativo’ é não percebermos ao que elas correspondem...

"Na realidade, se soubéssemos da capacidade de autorregulação psicossomática que o nosso corpo tem, se conhecêssemos a função da sexualidade e do prazer em tal autorregulação, se fossemos conscientes da repressão social e corporal, do dano ocasionado por essa repressão, e do massacre que supõe o como nascemos e nos socializamos, se pudéssemos ter consciência de nossas pulsões e de nossa capacidade orgástica, as nossas biografias pessoais deixariam de serem um mistério, os nossos corpos seriam um livro aberto e podíamos compreender o que acontece connosco. E quando percebêssemos o que acontece, a situação daria uma volta de 180º.
Sentiríamos a transparência interior, o vínculo das emoções e dos sentimentos com as pulsões viscerais, uma coerência interna, e, portanto, uma atitude frente ao exterior que desfazeria os sentimentos de culpa, libertaria a energia anímica, as ‘vontades de fazer’, a paixão pelas coisas que nos movem e comovem; e essa paixão nos serviria de guia para adotar a melhor conduta, a melhor adaptação possível ante as relações sociais.

No entanto, a incompreensão e a confusão sobre o que nos sucede, e o facto de acreditarmos que somos responsáveis ou culpados pelos efeitos patológicos da repressão, é uma fonte permanente de desassossego e angústia; de facto é uma parte muito importante do mal-estar psíquico individual que desaparece quando recuperamos a perceção da nossa integridade psicossomática. O ‘negativo’ não são as emoções: o ‘negativo’ é não percebermos ao que elas correspondem, e o acreditar que correspondem a algum tipo de pecado o de culpa própria, ou como se costuma dizer agora, ao facto de não se ter feito os deveres de casa; culpados como na história de Édipo em que ele mesmo declara-se culpado de uma tragédia que foi provocada pelo facto da sua mãe e do seu pai o abandonarem e o condenarem a morrer ao nascer."

Pag 157-158-159 - A REBELIÃO DE EDIPO de Cacilda Rodrigañes Bustus


segunda-feira, dezembro 04, 2023

A NEGAÇÃO DA MÃE E DA MULHER



A MULHER SEM SIGNIFICADO EM SI MESMA...


"A mulher encontra-se desde o início sem uma forma própria de existir, como se a existência da mulher estivesse já incluída numa forma de existência (mulher, mãe, filha, etc. ) que a negam em termos de mulher. Ser mãe significa existir e usar o próprio corpo em função do homem, e, portanto, mais uma vez, falta o sentido e o valor do próprio corpo e da própria existência a todos os níveis. Esta negação de si mesmo é interiorizada a níveis tão profundos que é como se as mulheres, ao mesmo tempo.
Ao longo de toda a sua história não fizessem mais do que repetir esta experiência de autodestruição. Por isso, o discurso sobre a violência masculina, sobre a vexação, sobre dominação, sobre privilégios, etc. continuará a ser um discurso abstrato se não tivermos em conta o aspecto interiorizado da violência, a violência como negação da própria existência. A negação de si mesma começa a funcionar desde o nascimento, a partir da primeira relação com a mãe, onde a mãe não está presente como mulher com o seu corpo de mulher, mas está ali como mulher do homem, para o homem. (... )

O fato de a menina viver a relação com a pessoa do seu sexo somente através do homem, com esta espécie de filtro que existe entre ela e a mãe, é a razão mais profunda da divisão que encontramos entre uma mulher e outra mulher; as mulheres estamos divididas na nossa história desde sempre, não só porque cada uma de nós está socialmente ligada ao próprio marido, aos próprios filhos – este é o aspecto visível da separação –, a divisão dá-se a um nível mais profundo , não conseguindo olhar para nós uma à outra, não sendo capazes de contemplar nosso cor- po sem ter sempre presente o olhar do homem.
(... )
O assalto ao Hades
A Rebelião de Édipo 2a PARTE
Casilda Rodrigáñez Bustos


quinta-feira, novembro 30, 2023

EM BUSCA DA MULHER MÍTICA




EM BUSCA DA MULHER MITICA  I

Senhoras e "Senhores, o ser que chamamos de mulher não é a mulher. É uma degenerescência, uma cópia. A essência não está aí, o princípio não está aí, nossa alegria e nossa salvação não estão aí." 
(louis pawuels)

Podia ser o nome de um livro, "em busca da mulher mitica"...essa Mulher que fomos e hoje desconhecemos, mas pensámos em Mulher Plena e o que isso nos quer dizer num tempo em que mulher e homem já não sabem quem são e a mulher se masculinizou de tal forma que o homem hoje em vez de procurar a mulher mitica procura ele ser essa mulher que mitificou ou a transformou numa travesti de si própria que ele vai encarnar.
Estas ultimas décadas de decadência a que chamamos evolução e modernidade, tendo como propósito de vida, sobretudo as mulheres – uma minoria sempre – partido para a busca da sua independência económica e igualdade com homem, trocando a casa e os filhos pelo trabalho, e em vez de servir o marido e os filhos preferiu servir um chefe e o patrão… que afinal a abusou e explorou tanto como o marido, mas que lhe pagou um ordenado. E o marido não…
A minha visão das coisas agora até parece retrógada pois sou obrigada a olhar para um ponto de partida em que a mulher ainda era uma mulher, ainda que submetida ao marido, e sem independência económica, e portanto podem julgar que estou a defender a volta da mulher ao lar…Não. Havia certamente outra via natural de evolução dentro do curso natural das coisas. mas a mulher foi desviada para o campo do trabalho e desviou-se dela mesma ou do que restava da mulher genuina. As mudanças foram acontecendo e a mulher foi galgando para patamares antes inacessíveis e chegou às profissões mais masculinas como a policia e o exercito. Formou-se nas universidades e tornou-se medica advogada e juíza…
Há 50 anos isso não acontecia e as mulheres formadas eram muito poucas. Parecia que era um progresso enorme mas tudo acabou em mera construção social e económica e os aspectos subjectivos e afectivos da vida em si, incluindo o sexual foram ou descuidados ou exacerbados – como foi o caso do sexo, antes interdito, agora promiscuo - e hoje a confusão é geral e tão grande que se perderam todos os valores e a coisa principal que era o respeito pela Mulher e a Mãe… já não existe nem da parte dos filhos… O casal deixou de ser de facto o par equilibrado nas suas funções, ambos massacrados e totalmente alienados pelo trabalho e a ambição social e o consumo, o materialismo ou ideia de um vida de conforto etc. e é mais importante ter carro e casa e cursos do que ter uma vida rica interior ou espiritual, o que suplantou qualquer sentido de transcendência e relacionamentos profundos e apostados na construção de algo e até mesmo numa mera relação saudável a qualquer nivel…
Pensar desta forma parece reaccionário. A exemplo disto as mulheres ficaram muito indignadas com as afirmações de Paulina Chiziane, “a primeira mulher africana a ganhar o Prémio Camões, que fala sobre a relação entre marido e mulher em uma entrevista. A escritora moçambicana, que é conhecida por abordar temas polêmicos como a poligamia, a cultura patriarcal e os direitos das mulheres em seus romances, defende que a casa é um espaço de energia feminina e a rua é um lugar de energia masculina.
Segundo ela, quando o marido se faz de amigo da mulher, torna-se caseiro e torna-se feminino, porque se afasta dos ambientes masculinos onde os homens recarregam a sua testosterona. "Deixa de ser dominante e passa a ser um fofoqueiro e de repente a sua vida sexual fica lastimável, porque as mulheres não sentem vontade de sexo com homens amarrados às suas saias.”
De uma certa maneira e na visão de uma mulher que vive no espirito da natureza ampla e livre como é Africa, e onde os principio que regem os comportamentos ainda estão muito ligados ao sentido natural das cosias e do humano, sem a sofisticação das sociedade pretensamente evoluidas como as nossas, onde diz ela, o lugar das mulheres é na casa e dos homens na rua, a trabalhar ou o que seja, a divertir-se entre si e das mulheres é em casa a cuidar dos filhos e do abrigo...estes são os fundamentos das sociedades iniciais... sim, patriarcais, mas as nossas não são menos.
Agora a mulher vive a trabalhar fora e andar na rua em lojas e bares e centros comerciais mas isso é uma outra história e muito complicado o que se construiu nestas ultimas décadas – olhe-se agora bem para que homens se vêm na rua...e que mulheres também...? Onde está a verdadeira mulher e o verdadeiro homem? É que tudo se misturou de tal forma, a começar na moda unissexo, depois as ideologias de género que mesmo as crianças andam a deriva...perdidas de um centro feminino e afecto – abrigo, casa lar - e de uma protecção masculina que as direccionava, por suposto, porque os pais viraram escravos do trabalho e do consumo... e já nem sabem se são meninos ou meninas... e eu até pareço retrogada, pois é, mas... o que aconteceu no mundo ocidental foi essa feminização dos homens e masculinidade das mulheres hoje sem identidade de género, sem qualquer consciência da sua alienação e perda de valores…
Para mim é urgente que a Mulher volte a encontrar-se a si mesma e portanto todas estamos em busca dessa mulher plena que não é essa mulher falsamente emancipada nem a mulher submetida ao marido ou ao sexo, mas uma Mulher inteira que se assume na sua feminilidade essencial e sabe de si e procura resgatar essa identidade original e valorizar o seu ser como alguém que é inteira, não obedecendo a meros estereótipos, antes de tudo e a partir dessa consciência construir uma nova estrutura de vida – sem duvida que a busca de um parceiro se quiser construir família é ou vai ser um drama, pois também o homem se perdeu de si e agora encontrar-se na sua masculinidade original, não toxica nem dominadora, vai ser complicado. Contudo, creio que se a mulher se encontrar e partir de si e da sua realização interior enquanto ser pleno e independente, se ela voltar as suas raízes, ela não precisa ser forçada a encontrar parceiro nem casar e viver a sua vida em plenitude, sozinha ou acompanhada. Mas sendo ela mesma o seu centro e sendo ela capaz de ser sem ser apenas a metade (laranja) que a fizeram crer ser durante dezenas de anos ou centenas… a Mulher é antes de tudo um ser individual e completo e é isso que ela tem de se compenetrar para se encontrar e ser fiel a si mesma.
Se a Mulher não se encontrar em si mesma e voltar a essa origem do que é o Principio Feminino e os valores do afecto/sentir/intuir, ela vai perder-se conjuntamente como o homem e tornar-se um ser hibrido…
rlp


EM BUSCA DA MULHER MITICA II


Ao longo destas ultimas décadas, sempre que a mulher começa qualquer processo de busca de si mesma, e a risco de ser um perigo para o patraircado e o sistema de dominaçao, ela é logo desviada pela Matrix que imediatamente copia a ideia e desvirtua-a mantendo a mulher presa aos velhos padrões de obediência a deuses e deusas ou mestres, criando hierarquias e cultos, sempre através de crenças e a mulher há muito sem auto-estima nem conexão com o cosmos, nem dá por isso...
Sim, ela entra no labirinto de Teseu e perde-se...porque ela é o seu próprio fio de Ariane... sem seguir esse fio condutor que é ela mesma, a mulher perde-se da sua dimensão feminina das suas entranhas e da transcendência que isso lhe permite, perdendo a sua ligação ao feminino essencial e à Mãe e fica uma mulher instrumento sexual, um ser mental, vazio, desprovida de ligação ao seu útero/coração e começa a papaguear coisas sem sentido, isto desde as feministas que deram a grande machadada na Mulher mitica e eterna - essa Mulher plena de grandeza e sensualidade amorosa que quando aparecia magnetizava homens e mulheres...
rlp


quinta-feira, novembro 23, 2023

O TABU DO SEXO E O ENCOURAÇAMENTO


A origem do nosso mal estar humano não é outro senão o não poder deixar fluir o desejo dos nossos corpos...

A desconexão: 
a outra cara da moeda do encouraçamento. 


Para compreender o nosso estado de desconexão interna devemos aprofundar em alguns aspetos que fazem parte do que somos, e ver como os seres humanos deviam de funcionar. Refiro-me à explicação dos biólogos Maturana e Varela em relação à autopoiese da vida (a capacidade de auto criar-se):
Os sistemas autopoiéticos são sistemas que se geram a si mesmos e se autorregulam. Tal como resumia Jesús Ibáñez: são organizacionalmente fechados (porque em vez de serem programados desde fora geram-se a si mesmos), e informacionalmente abertos (recebem e produzem informação de maneira contínua).

Quando falamos que os organismos vivos são sistemas abertos, estamos a dizer que se trata de matéria e energia (‘in-formação, no sentido etimológico da palavra) em permanente inter-relação no ecossistema onde cada ente orgânico está integrado; nesse sentido somos sistemas abertos. Além disso os organismos vivos são sistemas muito complexos; estamos constituídos por diferentes sistemas com diferentes níveis de organização: as moléculas, o plasma, as células, os tecidos, os órgãos, etc. Podemos estudar cada nível por separado, porque cada um tem a sua própria capacidade de autorregulação e de facto autorregulam-se (nesse sentido são chamados de sistemas fechados); porém essa autorregulação própria depende da sua abertura aos demais sistemas, os que ela abarca e os que a abraçam. Nenhum sistema pode manter-se isoladamente porque termina com uma autodestruição.

Compreende-se também que cada nível de organização de um organismo tem que ter por finalidade a do conjunto do organismo; e também que a finalidade do conjunto deve permitir a finalidade interna de cada nível de organização subjacente. É o que chamamos sinergia. A vida é sinérgica.

Essa sincronização funcional ou sinergia de todos os sistemas é resultado de 4 bilhões de evolução. A vida é sinérgica; o seu fluir constante harmonioso, an-árquico e impredizível não pode ser objeto de dominação, somente de respeito.

Portanto percebemos porque um pensamento linear, mecânico ou determinista como o pensamento do nosso racionalismo clássico é enganoso: somente existe na nossa imaginação, no mundo das ideias, mas não nos processos materiais da vida.

Como diz a Bíblia, um dos livros sagrados da nossa civilização: Submetei-a e dominai… sobre tudo quanto vive e move-se na Terra. E assim foi; dominar os ecossistemas internos e externos foi a arte ou o artifício, que a humanidade aplicou ao longo dos últimos quatro o seis milénios, ao tentar corrigir quatro bilhões de anos de autopoiese e autorregulação. Agora estamos a ver os resultados.

Quando um organismo bloqueia o transvasamento de matéria e energia, inicia um processo de degradação da sua energia interna e começa a destruir mais ou menos a sua estrutura orgânica. Ou seja, bloquear as vias ou os meios mediante os que os sistemas interrelacionam é, de alguma forma, implementar mecanismos de desvitalização, de enfermidade ou de morte.

A dominação paralisa o fluir espontâneo da vida, e insere uma estrutura de funcionamento artificiosamente desenhada, feita de leis, instituições, disciplina, métodos de conduta, hábitos e costumes. De facto as primeiras leis escritas que regulam as relações de parentesco, a hierarquia e a propriedade (como o Código de Hammarabi), aparecem com a civilização patriarcal. Frente à sabedoria orgânica dos corpos, a dominação opõe um desenho artificioso e patogénico, fruto da sua experiência no saqueio e na escravização de tudo o que vive e move-se sobre a terra.

A origem do nosso mal estar não é outra que o não poder deixar fluir os nossos corpos: internamente pelo rompimento da autorregulação psicossomática, e para fora, pela hostilidade do entorno ao que devia abrir-se o corpo; entorno que a sua vez atua impedindo que os sistemas de nosso organismo restaurem a autorregulação.

A importância da função que a sexualidade cumpre na retroalimentação e autorregulação da vida humana foi resumido por Reich numa frase:


O processo sexual, ou seja, o processo de expansão do prazer, é o processo vital produtivo per se.


A sexualidade é energia vital, o que anima os nossos corpos -a sua inibição, o que nos desanima-.
A sua sublimação e a sua transformação em ‘ânima’ espiritual, como dizia Jesús Ibáñez, nos descompõe. Acredito que todo o mundo conhece intuitivamente a importância que o prazer tem. Somente precisa de um pouco de honestidade e de compromisso com a vida e a verdade, para reconhecê-lo, para pensá-lo e para dizê-lo. E também para não cair nos enganos publicitários da sexualidade secundária, perversa, do homem de hoje.

Após essa breve reflexão, voltemos a nosso estado de desconexão interna que resulta da socialização das pulsões sexuais, e na estagnação da libido e da capacidade orgástica. Se de maneira sistemática auto inibimos as pulsões sexuais, e colocamos dificuldades ao ritmo uníssono interno, sinérgico dos nossos sistemas, da mesma forma não poderemos estabelecer na hora da simbiose do período reprodutivo, o ritmo uníssono, cego e visceral do desejo do outro simbionte.

p127
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A DESCONEXÃO INTERNA

A desconexão interna existe de alguma forma em todas as mulheres socializadas no patriarcado, e sobretudo no mundo ocidental onde a componente inconsciente da ediposisação é mais importante que em outras culturas patriarcais; ela existe até em mulheres que racionalmente tratam de estabelecer a sincronização com a sua criança porém, encontram um grave obstáculo na sua própria desconexão. Quantas mulheres conseguem vivenciar e perceber o tremor do seu útero na hora de dar de mamar, como o anatomista francês Ambroise Paré tinha a convicção que sucedia? Quantas mulheres vem a sua capacidade orgástica refletida na imagem dos polvos micénicos cujos tentáculos, a maneira de uma onda rítmica, abraçam todo o corpo do cântaro onde foram pintados?


A desconexão desempenha um papel muito importante para impedir que o desejo percorra o campo social (Deleuze e Guattari). Os seres humanos, além de produzir desejos, fomos feitos para perceber e acolher o desejo do outro ou da outra; e para que quando o desejo do outro ou da outra nos alcance, o nosso desejo seja induzido. E tudo isso é corroborado quando percebemos que o que nos deixa apaixonados por uma pessoa, é o seu próprio desejo que nos alcança e nos comove desde a pele até o útero; quando acontece tal coisa é o sinal de que o amor que nos professam é verdadeiro. Mas pelo visto resulta difícil deixar-nos alcançar pelo desejo do outro ou da outra! Estamos tão desconectados das nossas próprias pulsões, tão encouraçadas, que não permitimos que o fluido amoroso transpasse as defesas e a nossa pele, e nos alcance por dentro. Assim é como a lei do Tabu do Sexo é cumprida, mediante a desconexão interna de nossos corpos que torna tão difícil o palpitar uníssono dos uns e das outras.

Quando alguém fala, e o escutamos com certa frequência, que não sabe o que sente pela outra pessoa, está a por de manifesto a sua desconexão.
A desconexão das nossas pulsões, o desmoronamento corporal, vêm a somar-se às normas sociais estabelecidas, é assim como impede-se que o desejo percorra o campo social.

É muito importante entender o papel da desconexão interna dos corpos em nosso sistema de repressão da sexualidade aqui e agora. Isso também nos ajuda a percebe como o Tabu do Sexo pôde instalar-se nos começos dessa civilização; como pôde acontecer e como foi a transição de uma forma de vida regulada pela sexualidade espontânea (matrística), a uma forma de vida que reprime o seu desenvolvimento espontâneo e logo a ordena segundo uma lei (o patriarcado). A desconexão interna ajuda-nos também a entender o que alguns registos históricos contam e que agora resultam tão incríveis e dificilmente imagináveis, por exemplo quando a liberdade de amar não era chamada de promiscuidade. Como diz Maryse Choisy por muitos incríveis que nos pareça essas informações, contam com o testemunho da história. Como aquilo que o amor ao próximo foi primeiro um amor carnal até que tornou-se um ‘amor’ “espiritual”; ou que antes da eleição do casal o que funcionava era o abandono ao primeiro que chegava; o que o matrimonio monógamo era considerado uma perversão contra natureza e uma imoralidade; ou que o hetairismo foi uma resistência ativa das mulheres ao matrimónio, até que consolidou a ordem sexual e então o hetairismo converteu-se em prostituição, que logo ganhou o adjetivo de ‘sagrada’ ao tentar retirar o pequeno detalhe de que não tinha troca mercantil. Outro pequeno detalhe que joga por terra a crença de que o matrimonio, chamado “demétrico”, apareceu pela primeira vez como um pacto contratual e explícito.

A desconexão interna teve que acompanhar necessariamente a instalação da ordem sexual falocrática; a perversão da sexualidade elimina o seu mecanismo próprio de funcionamento: o fluir da libido.

Uma vez estabelecida a desconexão, a pulsão sexual perverte-se, e então é quando o desejo do outro ou da outra pode converter-se e sentir-se como uma agressão. De outra forma, o desejo do outro nunca podia sentir-se como uma agressão, porque o desejo é respeitoso pela sua própria condição. Por isso o amor ao próximo era carnal e funcionava o abandono ao primeiro que chegava, em lugar da eleição do par.

Outro aspeto importante associado à desconexão é o nojo aos fluidos corporais, simbolicamente representado com a secura, assépsia, a limpeza e a pureza. É um nojo para com os fluidos d@s outr@s e para com os próprios, que acompanha necessariamente à auto inibição do desejo; é uma componente do mecanismo de auto inibição, porque em nosso inconsciente o desejo segue estando imediatamente associado aos seus fluidos.

A socialização na repressão das pulsões sexuais, a repressão do desejo materno desde o nascimento, a alteração do processo natural e normal do parto, o rechaço a compartilhar os fluidos corporais. Tudo isso produz o inevitável encouraçamento (seja mais ou menos inconsciente ou voluntário por parte da mãe), e vai organizar pouco a pouco um estado de desconexão interna na mulher: entre a pulsão da libido e a fisiologia, entre a sua mente e o resto do corpo, entre o inconsciente e o consciente, e entre uns processos fisiológicos e outros; a matrofagia e a mãe impostora construi-se em base a processos psicossomáticos reais e muito concretos, e não é tão só uma operação no plano social ou no plano da racionalidade individual.

O evidente é que se a mãe tem um grau importante de desconexões internas, dificilmente poderá conectar-se com a criança; porque o bonding*, a unidade mãe-criatura, estabelece-se a nível libidinal, a nível das pulsões, do desejo, para manter a sinergia comum dos sistema dos dois corpos. Como dizia em outros escritos, O pior atrás da mamadeira, não é que o leite artificial nutra pior o proteja menos; o pior é que rompe a relação libidinal.

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LIVRO: O ASSALTO AO HADES DE CACILDA R. BUSTUS



* o conceito de Bonding: o conceito antropológico de ‘díada’ (uma coisa só composta por dois) ou os conceitos definidos desde a psicanalise de ‘matriz uterina’, ou ‘unidade básica’ correspondem melhor com o conceito de Bonding.


"A alma não é um homem, nem uma mulher, nem o que não é homem nem mulher.



"A alma não é um homem, nem uma mulher, nem o que não é homem nem mulher.
Quando a alma toma a forma de um corpo, fica limitada por esse mesmo corpo.
A alma nasce e floresce num corpo, com sonhos e desejos, de acordo com as suas obras anteriores. E então renasce em novos corpos, conforme as acções da sua vida passada.
A qualidade da alma determina o seu futuro corpo: terreno ou aério, pesado ou leve.
Os seus pensamentos e acções podem levá-lo à liberdade, ou conduzi-la à escravidão, vida após vida."


Os Upanishades - as Escrituras mais antigas do mundo...




AMBIVALÊNCIA SEXUAL À VERDADEIRA ESSÊNCIA DA ANDROGINIA

(...)
“Na realidade actual, diante da desintegração dos antigos costumes, inúmeras pessoas se encontram num estado menos de fusão do que de confusão. Com o colapso dos modelos sexuais tradicionais, as pessoas ficaram livres para experiências; diversas vezes, porém, acabam se vendo em grandes dificuldades e buscam ajuda para sair do emaranhado labirinto do sexo e da alma. Muitas das que pretendem estar confortavelmente instaladas nos papéis heterossexuais convencionais, na realidade não estão.

Há muita confusão em torno de quem pertence a qual categoria sexual.

Uma das questões mais cruciais que qualquer nova teoria da sexualidade deve enfrentar são os rótulos geralmente aplicados à sexualidade – a heterossexualidade, homossexualidade, bissexualidade – e o significado relativo destes termos. Apresento isso como uma única questão; e não como três questões distintas, porque na minha prática analítica é assim que ela, via de regra, aparece ainda que embrenhada em complicações.

A maioria das pessoas está convencida de que “pertence” a uma destas três categorias, de que são de natureza Heter. Homo. Ou bissex. E de que têm de aceitar o que são. Ou caso não consigam se aceitar como membros de uma categoria fixa, atribuem-se a tarefa de se modificarem para que possam se enquadrar numa delas.”
(...)
in  “ANDROGINIA – RUMO A UMA NOVA TEORIA DA SEXUALIDADE”
de June Singer (Cultrix)


Hermafroditas; Andróginos; Monstros; Transgênero"


O HERMAFRODITA

"A figura do hermafrodita ou andrógino foi fundamental para todo o discurso médico-moral-espiritual sobre sexo e gênero em nossa cultura, desde a Antiguidade até o século XVIII. Com a mudança epistemológica que ocorre a partir do século XVI, o antigo hermafrodita, associado ao mundo mágico e religioso, perde seu lugar nas classificações modernas. A partir do século XIX nasce uma nova entidade conceitual no Ocidente: o pseudo-hermafrodita da medicina, não mais "maravilha" da natureza, mas um erro desta; filho do racionalismo iluminista e do positivismo, vindo a tornar-se o pai - e mãe - das futuras identidades transgêneras."
 

"A Bissexualidade nos Mitos Gregos

Na mitologia grega aparecem três casos principais e diferentes entre si de bissexualidade: a história de Tirésias, que muda de sexo por decisão divina; o caso de Hermafrodita, que evoca a bissexualidade no sentido de ser haver os genitais de ambos os sexos e, por último, no que diz respeito a sentimentos amorosos, aquele que Aristófanes evoca em seu elogio a Eros, no banquete de Platão.
No estudo da mitologia grega, percebe-se também que muitos deuses estão envolvidos em amores bissexuais. Zeus, o marido de Hera, seduziu o mortal Ganimedes; Poseidon, marido de Anfitrite, se envolve em relações homossexuais
com Pélope; Apolo seduziu muitas mulheres, mas também se relacionou com homens jovens, como Jacinto e Cipariso.
No banquete de Platão, Aristófanes relata um mito platônico que tem uma relação grande com a bissexualidade. Segundo tal mito, originalmente, havia três tipos de seres humanos: machos, fêmeas e andróginos. Cada em desses seres tinha dois sexos, isto é, o macho tinha dois pênis, a fêmea duas vaginas e o andrógino possuía ambos os sexos. Num dado momento, querendo se rebelar contra os deuses, esses seres são cortados em dois por Zeus, como forma de punição. Compadecido da raça humana, Zeus pede a Apolo para tratá-los, para que não morram dessa ferida.
Apesar de curados, os seres humanos, agora separados em dois, passam, portanto, a procurar sua completude através da união sexual. Essa narrativa explica, assim, a existência de uma possível atração dos homens pelos homens, das mulheres por mulheres e de homens por mulheres e de mulheres por homens."

5. Um paralelo entre a bissexualidade originária de Freud e a da Grécia Antiga

O tema da bissexualidade constitutiva originária chamou nossa atenção. Isso porque, ao partirmos do pressuposto que todos nós somos seres originariamente bissexuais, resta muito mais fácil lidar com as complexidades derivadas da sexualidade, existentes em todos nós. Pergunto-me se, sendo assim, não seria natural a aceitação de que todos os tipos de relações estejam presentes dentro de nós, sejam elas heterossexuais, homossexuais ou bissexuais, e, por conseguinte, que todas sejam encaradas de forma mais natural, sem que se constituam objeto de censura, de preconceito e de traumas.
Vimos que na Grécia Antiga, o que era importante era a atração por outra pessoa (bela aos olhos do atraído), independentemente se de mesmo sexo ou não. Assim, os gregos já sabiam, de forma claramente institiva, que o sujeito tinha em si, na sua origem, ambos os desejos, ambas as opções, e isso era encarado de forma plenamente natural, sem que se configurasse, em hipótese alguma, qualquer espécie de problemática ou conflito. Essa bissexualidade era aceita, institucionalizada e foi, inclusive, amplamente retratada na mitologia e na produção
literária e artística da época.
Os gregos antigos não apenas desconheciam a separação entre o comportamento homossexual e o heterossexual, mas provavelmente nunca o teriam entendido.
Termino questionando em que parte da história o homem perdeu essa liberdade sexual, já que constitutiva e originária, e quando isso deixou de ser natural e livre, tornando-se excepcional, inabitual e incomum, aos olhos da sociedade."





A diferença biológica do Hermafroditismo:

Hermafroditismo é uma condição genética em que a pessoa apresenta órgãos masculinos e femininos, simultaneamente.


O difícil está quando os genitais externos não estão logo à nascença visíveis e por exemplo só se detecta esta condição na adolescência quando no caso de um rapaz começa a menstruar e a desenvolver as mamas ou numa rapariga desenvolve um pénis.
Assim o Hermafodismo pode dividir-se de 3 formas:

Hermafrodita verdadeiro: condição mais rara em que a criança nasce com os órgãos sexuais, a genitalia feminina e masculina internos e externos bem formados, embora somente um se desenvolva normalmente, deixando o outro atrofiado.

Pseudo-Hermafrodita masculino: a pessoa nasce com a genitália externa feminina, porém sem os ovários e o útero, mas os testículos encontram_se alojados dentro da cavidade pélvica;

Pseudo-Hermafrodita feminino: a pessoa nasce com a genitalia externa masculina bem definida devido ao desenvolvimento anormal do clítoris, que passa a ter formato semelhante ao pênis mas tem útero e ovários.

Texto retirado da net.