quarta-feira, fevereiro 28, 2018

VERDADES DIFICEIS DE ENCARAR...



HÁ  UMA GRANDE  DIFERENÇA ENTRE UM HOMEM E UMA MULHER...

A confusão mental das mulheres, e dos homens, acerca das diferenças entre ambos os sexos, acerca do feminismo e do machismo e toda esta miscelânea de informações e mistura de culturas e tradições e agora minado todo o campo do pensamento-informação pela ideologia de género, pela direita e pela esquerda, defrontamo-nos de um lado com os velhos conceitos de um cristianismo serôdio e do outro de um materialismo exacerbado e o consumo doentio, e todo este culto do rasca e do medíocre, da ignorância disfarçada de novas ideias, sem pés nem cabeça... toda esta propaganda malsã disseminada nas redes sociais dá um Cocktail Molotov letal para qualquer reserva de sanidade humana que ainda reste na humanidade.

Esta confusão geral de homens e mulheres da actualidade, pretensamente cultos, acerca do feminismo e do machismo, de tudo o que está por detrás desta dominação secular da mulher pelo homem e dos mais fracos, a luta de classes, os complexos sociais, as doenças mentais, os quimicos e a teoria do transgeneros, toda a desordem social emocional e psicológica, está a perverter e a destruir toda a capacidade de discernimentos entre os factos reais e da história recente, anulando a luta de mulheres extraordinárias que lutaram contra a hegemonia masculina no campo laboral e dos direitos humanos, não só pretendem confundir todos os movimentos feministas de inicio do século passado que deu consciência a muitas mulheres e a liberdade de votar, por exemplo ou viajar sem ter de ter o consentimento dos maridos ou pai, com estes movimentos agora das Femens e porventura com lhes chamam femini-nazi, são tão absurdos como os que os atacam ou defendem - uma direita retrógada e fascista...uma esquerda liberal esquizoide comunista e materialista, mas todos - a direita e as esquerda das ideologias e partidos cometem o mesmo erro de não ter a noção correcta nem uma Visão salutar das evidências, porque ambos os lados destes extremos são o fruto de um mesmo Sistema que tanta faz que seja Capitalista como Comunista ele é sempre de exploração e escravização da mulher e dos mais pobres...
As mulheres deixaram-se levar pela ideia de igualdade e caíram na armadilha do patriarcado e hoje estão em muitos maus lençóis...e em todos os campos da sua actividade onde é possível assistimos a um campo minado por ideias do Homem que as leva à deturpação de noções básicas essenciais ao seu ser ontológico, levando-as assim a servir o Sistema que tem o grande propósito de alienar as mulheres de um verdadeiro Feminino Sagrado. Desde logo uma Consciência do Ser Mulher em si integral e essencial que nada tem a ver à partida com o homem e a cultura patriarcal...

"A aculturação leva muitas vezes à desintegração de uma ou de várias culturas, sob a influência dos contatos que se estabelecem entre os seus integrantes."

Mas o mais grave nisto tudo é esta aculturação das mulheres e a sua divisão psíquica: sim, a mulher nasce mulher, mas o sistema educa-a, parte-a em duas para negociar o corpo, o utero, os ovários e o sexo da mulher, sempre ao serviço do Estado e do Sistema em prol da procriação e prazer do Homem.
rlp

É A MULHER É UMA VAZO DE ENCHER?



"Vivemos numa sociedade em que os homens acham que os ovários e o útero são da humanidade e o seios e a vagina das mulheres são deles." - Albino Aroso (médico)


VIVEMOS NUM MUNDO EM QUE A MULHER É AINDA POSSE DOS HOMENS - em que se pretende que ela não tenha escolha nem direito ao seu corpo a partir do momento em que está grávida...
Para os homens a mulher é apenas um Vaso de encher...e o seu  direito sobre a mulher e o filho é deles, exclusivamente... É assim que perante as mais diferentes situações eles pensam mesmo homens de envergadura intelectual e modernos, não só os crentes ou cristãos, os mais reaccionários,  pensam que a mulher grávida não tem qualquer direito a sua existência e sim e apenas viver em função da criança que possa ter no ventre...a criança  não é dela...é do Pai e da sociedade...isto é o que o Homem pensa regra geral...
Quando eu vejo ou leio afirmações de homens de moral e de ética defender o feto e a "vida" em detrimento da mulher  em si, da sua liberdade de escolha e da sua dignidade e integridade, mesmo em caso de violações e outras situações de abuso das quais as mulheres ficam grávidas..., a minha vontade era que as mulheres na sua grande maioria deixassem de ser ou estar ao serviço sexual do homem quando se submetem a sua vontade e prazer...
Se as mulheres percebessem o grau da sua escravidão ditada pelo "amor" ou paixão, o instinto de reprodução, elas começariam por ter em conta a sua sexualidade e em vez de pautar a sua vida pelo dito "amor" a dois e pelo romance que as leva invariavelmente a situações destas...pensaria duas vezes antes de viver com um homem...casar ou ter filhos! 



terça-feira, fevereiro 27, 2018



UMA VISÃO LÚCIDA...e desmistificadora!



"Não pretendo negar, em geral, a existência de profetas autênticos, mas, por cautela, começarei duvidando em cada caso individual; o assunto é sério demais para que se aceite, levianamente, alguém como um verdadeiro profeta. Se for este o caso, ele mesmo lutará contra toda pretensão inconsciente a esse papel. Portanto, se num abrir e fechar de olhos aparecer um profeta, seria melhor pensarmos num possível desequilíbrio psíquico.

Mas além da possibilidade de converter-se em profeta, há outra alegria sedutora, mais sutil e aparentemente mais legítima: a alegria de ser o discípulo de um profeta. Esta técnica é ideal para a maioria das pessoas. Suas vantagens são: o odium dignitatis, isto é, o da responsabilidade sobre-humana do profeta, que é substituído pelo otium indignitatis, que é muito mais suave. O discípulo é indigno; senta-se modestamente aos pés do "Mestre" e se protege contra os próprios pensamentos.

A preguiça mental torna-se uma virtude; pelo menos, é possível aquecer-se ao sol de um ser semidivino. Pode desfrutar do arcaísmo e infantilismo de suas fantasias inconscientes sem esforço algum, pois toda a responsabilidade é deixada ao Mestre. Através da divinização do Mestre, o discípulo se exalta, aparentemente sem que o perceba. Além disso, não possui a grande verdade (que, naturalmente, não foi descoberta por ele), recebida diretamente das mãos do Mestre? É óbvio que os discípulos sempre se unem com solidariedade, não por laços afetivos, mas com o propósito de confirmar suas próprias convicções, sem esforço, engendrando uma atmosfera de unanimidade coletiva.
Há, porém, uma forma de identificação com a psique coletiva, que parece muito mais recomendável; alguém tem a honra de ser um profeta, assumindo desse modo uma perigosa responsabilidade. Outro indivíduo, por seu lado, é um simples discípulo, administrador do grande tesouro que o Mestre alcançou.
Sente toda a dignidade e o peso de uma tal posição e considera uma obrigação solene, ou mesmo uma necessidade moral, denegrir todos os que pense diferentemente; sua preocupação é fazer prosélitos e iluminar a humanidade, tal como se ele mesmo fosse o profeta."


Carl Jung - O eu e o inconsciente

A ORDEM PATRIARCAL...



O 4 MANDAMENTO -  Honrar Pai e Mãe...

"El tema de la infancia también se evita cuidadosamente en muchas de las terapias actuales (véase A. Miller 2001). Al principio se anima a los pacientes a dar rienda suelta a sus emociones más intensas, pero con el despertar de las emociones suelen aflorar los recuerdos reprimidos de la infancia, recuerdos del abuso, la explotación, las humillaciones y las heridas sufridas en los primeros años de vida. Y eso a menudo supera al terapeuta. No puede tratar todo esto cuando él no ha recorrido este camino. Y como los terapeutas que lo han recorrido son los menos, la mayoría ofrece a sus pacientes la pedagogía venenosa, es decir, la misma moral que en el pasado les hizo enfermar. El cuerpo no entiende esta moral, el cuarto mandamiento no le sirve de provecho y tampoco se deja engañar por las palabras, como hace nuestra mente. El cuerpo es el guardián de nuestra verdad, porque lleva en su interior la experiencia de toda nuestra vida y vela por que vivamos con la verdad de nuestro organismo. Mediante síntomas, nos fuerza a admitir de manera cognitiva esta verdad para que podamos comunicarnos armoniosamente con el niño menospreciado y humillado que hay en nosotros. Personalmente, ya desde los primeros meses de vida fui educada a base de castigos para obedecer. Claro está, no fui consciente de ello durante décadas. Por lo que mi madre me contó, de pequeña me portaba tan bien que no tuvo ningún problema conmigo. Según ella, fue gracias a que me educó de manera consecuente cuando yo era un bebé indefenso; de ahí que durante tanto tiempo no tuviera ningún recuerdo de mi infancia. Fue durante mi última terapia cuando mis emociones intensas me informaron sobre mis recuerdos. Éstos se exteriorizaron relacionados con otras personas, pero me resultó más fácil averiguar su procedencia integrándolos como sentimientos comprensibles para reconstruir la historia de mi primera infancia. Así fue como perdí los antiguos miedos, hasta entonces incomprensibles para mí, y gracias a una compañía cómplice conseguí que las viejas heridas cicatrizaran. Estos miedos estaban sobre todo vinculados a mi necesidad de comunicación, a la que mi madre no sólo nunca respondió, sino que incluso, dentro de su rígido sistema educativo, castigaba por considerarla una descortesía. La búsqueda de contacto y de interacción se manifestaba en primer lugar con lágrimas y, en segundo, con la formulación de preguntas y la comunicación de mis propios sentimientos e ideas. Pero cuando lloraba recibía un cachete, a mis preguntas se me contestaba con un montón de mentiras, se me prohibía expresar lo que sentía y pensaba. Como castigo, mi madre solía volverme la espalda y se pasaba días enteros sin dirigirme la palabra; yo me sentía constantemente bajo la amenaza de ese silencio. Dado que ella no me quería como yo realmente era, me vi obligada a ocultarle siempre mis verdaderos sentimientos. Mi madre podía tener arrebatos violentos, pero carecía por completo de la capacidad de reflexionar sobre sus emociones y profundizar en ellas. Como desde pequeña vivió frustrada y fue infeliz, siempre me culpaba a mí de algo. Cuando yo me defendía de esta injusticia o, en casos extremos, intentaba demostrarle mi inocencia, ella se lo tomaba como un ataque que solía castigar con dureza. Confundía las emociones con los hechos. Cuando «se sentía» atacada por mis explicaciones, daba por sentado que yo la había atacado. Para poder entender que sus sentimientos tenían otras causas ajenas a mi comportamiento habría necesitado la capacidad de reflexión. Pero yo nunca la vi arrepentirse de nada, siempre consideraba que «tenía razón», lo que convirtió mi infancia en un régimen totalitario."

in EL CUERPO NUNCA MENTE
ALICE MILLER

Celebração do Dia de Hecate




27 DE FEVEREIRO


Dia da Anciã, uma das manifestações da Deusa Tríplice, detentora da sabedoria.

"A Anciã podia ser representada por inúmeras deusas como Morrigan, Baba Yaga, A Mulher que Muda, Befana, Hecate, Cailleach, Edda, Hel ou Sedna. Esse aspecto da Deusa corresponde aos rituais de mudança e transformação, aos períodos de transição e à sabedoria da mulher pós-menopausa que, ao guardar seu sangue, adquire novas habilidades psíquicas, mentais e espirituais.
Celebração da deusa grega da natureza e do tempo Pyrrha, a filha da deusa da terra Pandora.

Originalmente, Pandora – cujo nome significa “A Doadora” – era a própria terra, sua energia alimentando as plantas, os animais e os homens. Sob o nome de Anesidora – “aquela que dá as dádivas” – a deusa era representada como uma mulher gigante, saindo da terra por um túnel aberto com machados de pedra pelos gnomos. Com o advento da sociedade patriarcal, Pandora foi transformada em uma vilã, responsável por ter aberto a caixa com todos os males do mundo, assim como Eva, considerada no Velho Testamento como a causa original do pecado e dos males da humanidade." (?)


Hécate como Feiticeira Temida

"As mulheres temem ser chamadas de bruxas por razões históricas de peso. A Inquisição foi criada em 1252 pelo papa Inocêncio IV e a tortura prosseguiu durante cinco séculos e meio até ser abolida pelo papa Pio VII em 1816. Entre 1560 e 1760 a perseguição de mulheres por bruxaria atingiu o seu auge. É chamado a este tempo o “holocausto das mulheres”. Estima-se entre cem mil e oito milhões o n.º de mulheres condenadas á morte na fogueira.
As mulheres mais temidas ou respeitadas foram as mais perseguidas. Entre as primeiras a serem queimadas, incluíam-se as parteiras e as curandeiras, as velhas que facilitavam o trabalho de parto e ajudavam as mulheres a darem á luz, que conheciam as ervas medicinais e cujos poderes provinham da observação e da experiencia. As mulheres com autoridade e experiencia ou conhecimentos, as mulheres excêntricas ou as mulheres com posses, normalmente viúvas também eram denunciadas, sujeitas a tortura e condenadas. Qualquer mulher idosa corria riscos, para sobreviverem, era preciso que não dessem nas vistas nem se distinguissem. Só as mulheres idosas invisíveis permaneciam vivas.
Um dos motivos pra acusações de bruxaria era a ganância, ficar com os bens das bruxas ou verem-se livres da competição. Os acusadores das parteiras, por exemplo, eram médicos. As viúvas com algumas posses cobiçadas por outras pessoas eram alvo de denúncia. Havia avareza por parte da inquisição. Considerava-se que os bens de uma mulher que tivesse sido denunciada como bruxa e queimada serviam para custear o seu encarceramento, tortura e até a morte na fogueira."(...)


in As Deusas em cada Mulher, a Deusa Interior, de Jean Shinoda Bolen

segunda-feira, fevereiro 26, 2018

La traición a los recuerdos


Virginia Woolf - o erro crasso das mulheres seguirem a  psicanálise Freudiana...


Hace más de veinte años que, en Du sollst nicht merken [Prohibido sentir], escribí sobre la escritora Virginia Woolf, quien, igual que su hermana Vanessa, de pequeña fue víctima de abusos sexuales por parte de sus dos hermanastros. Según Louise DeSalvo (1990), en sus voluminosos diarios Virginia Woolf menciona siempre esta terrible época, en la que no se atrevía a contarles su situación a sus padres, porque no podía esperar de ellos apoyo alguno. La escritora sufrió depresiones durante toda su vida. No obstante, tuvo fuerzas para trabajar en sus obras literarias con la esperanza de poder así expresarse y superar, finalmente, los horribles traumas de su infancia. Pero en 1941 ganó la depresión y Virginia Woolf se lanzó al río. Cuando en Du sollst nicht merken describí su destino, me faltaba un dato importante, que no supe hasta muchos años después. El estudio de Louise DeSalvo explica que, tras la lectura de las obras de Freud, Virginia Woolf empezó a dudar de la autenticidad de sus recuerdos, que justo antes había anotado en sus bosquejos autobiográficos, a pesar de que por medio de Vanessa podía constatar que ésta también había sufrido abusos por parte de sus hermanastros. DeSalvo escribe que desde entonces, siguiendo a Freud, Virginia se esforzó para dejar de contemplar el comportamiento humano como lo había hecho hasta el momento, como la consecuencia lógica de las experiencias infantiles, y verlo como el fruto de los instintos, las fantasías y los deseos. Los escritos de Freud confundieron por completo a Virginia Woolf: por un lado, ella sabía perfectamente lo que había sucedido, y, por otro, deseaba, como casi todas las víctimas de abusos sexuales, que esto no fuese cierto. Al fin, siguió las teorías de Freud y sacrificó su memoria negando lo ocurrido. Empezó a idealizar a sus padres y a ver de manera positiva a toda su familia como nunca antes había hecho. Después de darle la razón a Freud, se sintió insegura, confusa y, en adelante, se creyó que había enloquecido. DeSalvo escribe:
«Estoy convencida de que su decisión de suicidarse pone de relieve lo que defiendo en mi tesis […] Desde mi punto de vista, la relación causa-efecto que Virginia había tratado de trabajar perdió todo su fundamento a causa de Freud, por lo que se vio obligada a desdecirse de sus propias explicaciones sobre su depresión y su estado anímico. Había partido de la base de que podía achacar su situación a la experiencia incestuosa de su infancia, pero al seguir a Freud, tuvo que considerar otras posibilidades: que sus recuerdos estaban distorsionados, si no eran incluso falsos, que no eran una vivencia real, sino una proyección de sus deseos, y que el suceso en sí era producto de su imaginación» (DeSalvo 1990, pág. 155).
Tal vez el suicidio habría podido evitarse si Virginia Woolf hubiese tenido un testigo cómplice con quien poder compartir sus sentimientos sobre la crueldad que tan tempranamente sufrió. Pero no tenía a nadie, y creyó que Freud era el experto. Los escritos de éste la confundieron y desorientaron mucho; aun así, prefirió dudar de sí misma a dudar de Sigmund Freud, la gran figura paterna, que representaba los criterios de la sociedad de aquel tiempo. Por desgracia, éstos no han cambiado mucho desde entonces. En 1987 el periodista Nikolaus Frank vivió la indignación que provocó un comentario que hizo en una entrevista para la revista Stern, en la que dijo que nunca perdonaría la crueldad de su padre. El padre fue jefe del distrito de Cracovia durante la guerra y permitió que muchas personas sufrieran atrocidades. Pero toda la sociedad esperaba que el hijo fuese indulgente con este monstruo. Alguien escribió a Nikolaus Frank que lo peor que su padre había hecho era tener un hijo como él." (...)

in EL CUERPO NUNCA MENTE
ALICE MILLER

domingo, fevereiro 25, 2018

As mais belas rendas...




"As Penélopes das sombras, como as aranhas, às vezes não gostamos delas. São aquelas tecelãs nocturnas que fiam tudo aquilo que na vigília queremos rejeitar.
Há coisas das nossas vidas que fazem parte de um tecido que não podemos controlar, e que, como temos a grande ambição de querer controlar tudo, não é fácil de aceitar. Às vezes sofremos consequências indesejadas de coisas que fizemos no passado, mas às vezes também recebemos as consequências do que os outros fizeram. Às vezes temos sentimentos que não gostamos de ter porque são desagradáveis, mas que são fios que reclamam ser tecidos ao lado dos outros.
No entanto, quando nos tornamos conscientes de todas as coisas, aprendemos que não só os nós, mas também os vazios, são os que fazem as roupas mais belas e delicadas. As rendas são jogos entre buracos e nos de acordo com um padrão que formam motivos e desenhos. Ao  iniciarmos um encaixe tudo é uma confusão... Não vemos nada. Uma tecelã experiente, já pode intuir que desenho vai ficar a partir do que faz ao mover as agulhas.
Não fujamos do que não gostamos; tenhamos paciência. Se continuarmos a experimentar o suficiente, criaremos cada vez melhores e mais belas rendas." 

ANA CORTIÑAS

QUEM SABE?



AQUILO QUE SE PERDEU... OU NUNCA SE PERDE?


"Aquilo que se perdeu, aquilo que se deveria ter querido, aquilo que se obteve e satisfez por erro, o que amámos e perdemos e, depois de perder, vimos, amando por tê-lo perdido, que o não havíamos amado; o que julgávamos que pensávamos quando sentíamos; o que era uma memória e críamos que era uma emoção;
(...)
Quem sabe sequer o que pensa ou o que deseja? Quem sabe o que é para si-mesmo? Quantas coisas a música sugere e nos sabe bem que não possam ser! Quantas a noite recorda e choramos e não foram nunca! "

(...)
IN O LIVRO DO DESASSOSSEGO
FERNANDO PESSOA


ESTE ESFORÇO...



ESCREVER PARA NINGUÉM...

"Esse esforço que farei agora por deixar subir à tona um sentido, qualquer que seja, esse esforço seria facilitado se eu fingisse escrever para alguém. Mas receio começar a compor para poder ser entendida pelo alguém imaginário, receio começar a "fazer" um sentido, com a mesma mansa loucura que até ontem era o meu modo sadio de caber no sistema. Terei de ter a coragem de usar um coração desprotegido e de ir falando para o nada e para o ninguém? - assim como uma criança pensa para o nada - e correr o risco de ser esmagada pelo acaso."

Paixão Segundo G.H.
CLARICE LISPECTOR

sábado, fevereiro 24, 2018

A lógica da nossa obsessão com o mundo material é a destruição da terra.



Do Materialismo - a destruição da Terra

"O materialismo é uma atracção por e uma obsessão com o visível. Qualquer materialismo, quer seja ligado ao dinheiro, poder, posse ou pessoas, tem a ver com a epistemologia da quantidade. É a crença errónea de que, através de uma acumulação de quantidade, nós conseguiremos concluir a tarefa da nossa própria identidade. Este materialismo é prejudicial para a alma e para o espírito, uma vez que é vital e necessária uma amizade com o invisível para a vida interior. Não é bom para nós determo-nos demasiado no mundo do materialismo. Um dos índices de pobreza de uma cultura é a sua falta de respeito pelo mundo invisível. A nossa cultura sofre desta falta de respeito. A lógica da nossa obsessão com o mundo material é a destruição da terra."


John O'Donahue

segunda-feira, fevereiro 19, 2018

HÁ UM CAMINHO ESPIRITUAL DA MULHER?



"As mulheres que alcançaram a iluminação – conseguiram-no seguindo vias ou modelos tradicionais masculinos? Conseguiram-nos seguindo o seu próprio caminho? Como é que o encontraram? Por que tipo de conflitos, dúvidas sobre si próprias, etc., passaram para encontrarem o seu próprio caminho?" Treya*

Há certamente um caminho da Mulher diferente do homem e há um resgato do feminino essencial diferente do homem...antes de equiparamos os sexos e os princípios era preciso entender que a mulher foi afastada da sua essência e da sua identidade para assim poder ser usada pelo Sistema patriarcal e tornar-se uma mulher reprodutora e objecto de prazer, dividida entre a santa e a puta - a esposa e a prostituta -...divisão essa que teve origem na Instituição Casamento que serviu para garantir a "fidelidade" da mulher ao marido, como propriedade sua, e  dar o nome ao Filho do Pai e fazer da Familia o núcleo central do Sistema. Neste Sistema endocratico e patriarcal o Homem domina e anula a mulher enquanto ser individual para a colocar aos serviço exclusivo da Espécie Homem.
Portanto para que se possa encetar um caminho espiritual da Mulher ou encetar uma tarefa civilizacional como diz a autora (?) é preciso o resgate do principio feminino, mas antes de mais   a mulher tem de ter consciência do seu ser mulher enquanto Ente independente do homem... e com consciência própria uma vez que a não a tem - não a tem  as donas de casas cada vez mais raras, nem as executivas ou trabalhadoras e nem as feministas que descambaram completamente de uma luta  inicial por verdadeiros valores e direitos e não essa igualdade que hoje em dia é propagada...afinal a liberdade de serem usadas e abusadas por vontade  própria mas segundo os padrões de escravização que delas fizeram os homens...seja como mulheres que consomem sexo seja como mulheres que consomem a moda e usam todo o tipo de produtos que as transformam e tornam meros objectos...


"As mulheres não são apenas consumidoras na economia de mercado; elas são consumidas como mercadoria. É disso que fala o poema de Oles, e isso é o que Tax chamou de “esquizofrenia feminina”. Tax constrói um monólogo interior para a dona-de-casa-mercadoria:


“Não sou nada quando estou sozinha comigo mesma. Em mim mesma, não sou nada. Só sei que existo se sou desejada por alguém que é real, meu marido, e pelos meus filhos”.

...

"A grande tarefa civilizacional, talvez a mais urgente nos dias atuais, consiste no resgate do princípio feminino. Chamo atenção para o fato de que não falo de categoria feminino/masculino, mas de princípio feminino/masculino. Afasto-me decididamente da ideologia do gênero, sexista, baseada no sexo biológico, que constrói social e culturalmente as categorias do masculino e do feminino de forma dualista e excludente.

O resgate do princípio feminino e do masculino propicia uma nova inteireza à humanidade, ao transcender as distorções na relação homem-mulher e ao ultrapassar o sexo biológico de pertença. Significa não somente libertação dos humanos, especialmente da mulher, mas também da natureza e das culturas não estruturadas no eixo do poder-dominação, equiparadas ao fraco e ao frágil - portanto, ao feminino cultural." (?) 

rlp
*In Graça e Coragem de KEN WILLBER

sexta-feira, fevereiro 16, 2018

Roda Viva Internacional | Camille Paglia | 22/10/2015

O COLAPSO DA CULTURA



UMA MULHER LUCIDA: “A homossexualidade não é normal”

Teórica do “pós-feminismo”, a ensaísta norte-americana diz que a normalização da homossexualidade é sintoma de colapso cultural e critica os rumos do feminismo atual.


(Publicado em 10 de fevereiro de 2017  - por Equipe Sempre Família)


Ela foi a primeira estudante da Universidade de Yale a se assumir lésbica. Porém, é justamente a partir de suas concepções feministas e ateístas que a ensaísta Camille Paglia, ao contrário do esperado, mantém um discurso que se opõe às reivindicações típicas de grupos de pressão LGBT e da ideologia de gênero. “A homossexualidade não é normal”, segundo ela, que, aos quase 70 anos, é considerada a principal teórica do que tem sido chamado de “pós-feminismo”. “Pelo contrário, é um desafio à regra”.

Para ela, a tendência à homossexualidade e à transgeneridade é “uma forma de disfunção”, porque na natureza “há apenas dois sexos biologicamente determinados” e a androginia, tema de suas pesquisas na pós-graduação, está limitada a um número muito restrito de casos. Seria a propaganda LGBT que faz emergir uma falsa necessidade de uma diversidade de rótulos cada vez maior.

Além disso, Paglia reconhece que cada sexo traz consigo características inatas, um modo de ser masculino e um modo de ser feminino muito claros, que as principais vertentes do feminismo atual insistem em ignorar. A cirurgia de mudança de sexo é, até mesmo biologicamente, uma ilusão, já que cada célula continua tendo um material genético ou feminino ou masculino. E Paglia é muito clara a respeito de pais que permitem que seus filhos iniciem processos de mudança de sexo na infância ou na adolescência: “Isso é abuso infantil”, diz.

Mulher criada por pais gays publica livro sobre o mal de ser privada de uma mãe...

Segundo as pesquisas históricas de Paglia, todo período de declínio de uma cultura é marcado pela efervescência de fenômenos transgêneros, que são, assim, “um sintoma do colapso de uma cultura”.
“Por que nos últimos anos não houve nem mesmo um único líder gay que chegasse minimamente perto da estatura de um Martin Luther King Jr.?”, pergunta. A resposta, segundo ela, é óbvia: “Porque o ativismo negro está inspirado na profunda tradição espiritual da Igreja, à qual a retórica política gay é hostil de uma maneira infantil”.

“Os códigos morais são a civilização. Sem eles, estaríamos esmagados pela barbárie caótica do sexo, da tirania da natureza”, diz ela. Por isso, mesmo ateia, Paglia reconhece o papel histórico das religiões. “Tenho um grande respeito pela religião, que considero uma fonte de valor psicológico infinitamente mais rico que o estruturalismo eticamente insensato que se converteu em religião secular”, diz.

“Sofro mais preconceito por ser católico do que por ser homossexual”, diz escritor

No feminismo atual, Paglia não vê ideias novas, mas um retorno “às piores ideias do feminismo”, que ela acreditava derrotadas. Entre elas, está o repúdio que muitos setores do feminismo demonstram à própria ideia da maternidade. Para Paglia, a verdadeira luta do feminismo atual deveria estar em pressionar empresas, governos e universidades para que não obriguem as mulheres que queiram ser mães a interromper sua vida acadêmica e profissional.

Muitos desses erros, para Paglia, decorrem de que o feminismo atual se volta, mesmo sem perceber, a mulheres da classe média alta. É, para ela, um feminismo burguês, que escusa as mulheres de qualquer responsabilidade pelo que fazem, e que simplesmente transferiu da religião para as pautas feministas sua necessidade de servir a uma ideologia. “Para mim, o feminismo é inútil se as feministas só conversam entre si e recusam qualquer crítica”, afirma.

https://youtu.be/KlYR1isM2o8


quinta-feira, fevereiro 15, 2018

UMA MULHER É UMA MULHER



A MULHER NÃO TEM GÉNERO...

ELA É MULHER, ELA NASCE MULHER - mas enquanto não se consciencializar de si como tal, unindo as duas mulheres cindidas pelo patriarcado, dividida há séculos entre a santa e a puta e enquanto  não for uma Mulher inteira de novo, uma mulher integrada, consciente de si e dessa cisão ela continuará a ser apenas um subproduto do Sistema patrista, de um lado a esposa...e do outro lado a prostituta...e as suas variantes modernas incluindo o travesti...Mas sem que a mulher se consciencialize da sal Psique e da sua ontologia para ser Mulher inteira ela nunca terá  nem liberdade nem integridade e vai continuar a sua busca de identidade no obscurantismo religioso e ideológico patriarcal, ou inserida no quadro académico em que está atada a ideias e conceitos, filosofias e psicologias masculinas e machistas e misóginas que falam dela e a definem ao longo dos séculos, que a secundarizaram e colonizaram como mãe e amante. Enquanto a mulher não  se "desemaranhar" de toda esta teia secular patriarcal, de domínio do Homem e da própria semântica...pese embora e o digam os homens - todos serem dominadas pela mulher, e nós admitimos que de algum modo é verdade, pois todos nascem de uma mãe - porem e no caso da mulher ela busca-se no vazio do homem que a inventa que a recriou e a projectou intelectualmente para ser...SEM NUNCA SE ENCONTRAR A ELA MESMA E A VERDADEIRA MULHER. E continuam a ser os homens a querer definir a mulher á força, condenando-a como mulher e ou sublimando-a como Mãe enquanto que as feministas em geral, as marxistas, essas mulheres sem alma, sem essência a querem uma mulher igual ao homem.

Por isso digo que é urgente que a mulher se diga que a mulher se conte que a mulher se encontre!

Penso, tal como Natália Correia que como mulher o disse com mais nenhuma mulher em lingia portuguesa o disse:

"Acho que não vale a pena a mulher libertar-se para imitar os padrões patristas que nos têm regido até hoje. Ou valerá a pena, no aspecto da realização pessoal, mas não é isso que vem modificar o mundo, que vem dar um novo rumo às sociedades, que vem revitalizar a vida.
A mulher deve seguir as suas próprias tendências culturais, que estão intimamente ligadas ao paradigma da Grande Mãe, que é a grande reserva, a eterna reserva da Natureza, precisamente para os impor ao mundo ou pelo menos para os introduzir no ritmo das sociedades como uma saída indispensável para os graves problemas que temos e que foram criados pelas racionalidades masculinas.
É no paradigma da Grande Mãe que vejo a fonte cultural da mulher; por isso lhe chamo matrismo e não feminismo.
É aquilo a que eu chamo o cansaço do poder masculino que desemboca no impasse temível do tal equilíbrio nuclear que criou uma situação propícia a que os valores femininos possam emergir, transportando a sua mensagem."

NATÁLIA CORREIA, in Diário de Notícias, 11-09-1983

A MORTE DA MÃE...




“A mulher banhada em lágrimas surgiu detrás das árvores.

Tinha a face convulsa, mas os pés corriam, seguros sobre a erva.
Todas as olhávamos, paradas. E sabíamos que ela trazia uma má nova. Uma ferida profunda em seu seio.
- Eles tentarão, os homens, eles tentarão arrancar e levar consigo uma parte das entranhas da mulher. Chamar-lhe-ão falo. O princípio mágico da criação que habita o ventre das mulheres. A luz das deusas que sugere as formas pré-existentes na treva profunda, para que nossos olhos as descubram.
As lágrimas cobriam agora o espaço e o tempo. E a partir de então foi o momento de risco. E os próprios homens reconhecem que os deuses cometeram um erro ao fazê-los, respeitando, contudo, os deuses.
Havia-se acreditado que eram as mulheres que faziam as crianças: por sua força, ou por intervenção da lua, ou das deusas.
Havia-se acreditado que era o prazer que fazia as crianças.
Haviam os homens descoberto sua intervenção.
E um dia, os homens descobrem que nem o prazer nem mesmo o consentimento das mulheres são necessários: estas podem ser tomadas pela força das armas, ou pela força de um grupo de homens, como as cidadelas, e, impedidas de abortar, serão obrigadas a produzir filhos dos homens.
Este foi o principal facto que determinou toda a decadência das mulheres; a perda da sua magia.
O rapto e o estupro, juntamente com o assassínio, são específicas invenções do “Homem”: em mais nenhuma espécie animal se entregam os machos a tais feitos.”


"A Morte da Mãe" de Maria Isabel Barreno

A VOZ DO DONO


A VOZ DO DONO...


Li ontem um poste de um conhecido e conceituado instrutor que iria fazer um curso sobre a psique masculina e dizia que tinha muito mais mulheres interessadas em inscrever-se no Curso do que homens...
Realmente, pensei, as mulheres estão muito mais interessadas em saber da psique masculina - uma vez que usam praticamente apenas o ego masculino - do que a sua própria psique...é fácil subir a montanha onde brilha o sol, dificl é ir ao fundo dos abismos ao encontro da Rainha da Noite...
Sim, não nos espantemos de as mulheres seguirem mais depressa tudo o que diga respeito aos homens, do que seguir ou fazerem encontros de mulheres para falar apenas delas, para se centrarem em si e na sua psique. E não nos restam duvidas de que as mulheres dentro desta Onda New Age e pretensamente espiritualizadas, estão muito mais interessadas em deuses, mestres e instrutores masculinos - há sempre a esperança de um amor à vista... - e nos homens do que nelas próprias; mas, dir-me-ão, e isso "não é natural"? Sim é natural do ponto de vista sexual e instintivo, mas não do ponto de vista espiritual e de um caminho pessoal...penso eu...
Isto significa que as mulheres se desprezam como os homens as desprezam...e contudo elas fazem tudo para chamar a sua atenção. Esta é uma verdade comprovada em todo o lado. Elas seguem sem duvida a Voz do Dono, um registo celular atávico, a obediência do escravo, e por isso a seguem com muito mais interesse do que se ouvem umas às outras mulheres, a quem no fundo desprezam...Este parece ser um facto indiscutível e não só nesta área como em todas as áreas da vida.
É por isso que as mulheres estão cada vez mais masculinas e os homens mais femininos...o sentido da diferença e da essência de cada um dos sexos está cada vez mais longe do seu centro e interioridade e das polaridades que as caracterizam, e desse modo estamos a atingir um pondo drástico de alienação do que cada um representa quer a nível cultural e social...quer a nível espiritual.Cada dia mais as mulheres se negam na sua essência e estão longe de si e os homens a mesma coisa...o fosso entre mulheres e homens é cada vez maior...e se as mulheres não acordarem a tempo para si ...dentro em pouco este mundo vira um circo, um mundo de ficção, de bonecas de plástico e robots, de seres híbridos, seres mutilados e perversos - "eu sinto que sou uma galinha" - um carnaval (o festival da carne) sem nenhuma ponta de humanidade. Só mascaras...

rlp

terça-feira, fevereiro 13, 2018

AS ABERRAÇÕES DE GÉNERO...e a alienação do human@ em curso!


"Ela era Ele e se casou com Ele que era Ela. Aí Ele que era Ela engravidou
(dela) que era Ele."


Qual liberdade? Matar, destruir, castrar, amputar órgãos? Em nome do sentir? Do sentir mulher ou do sentir travesti? Isto é CEGUEIRA propagada por todas estas tretas new age e yin e yang quando ninguém sabe nada do que está a dizer e a verdade é que tudo isto vai apenas contra a biologia e a natureza humana, o sentido do sagrado - a grande ignorância sobre os dois hemisférios cerebrais e a complementaridade macho fêmea - a Alquimia e o ESPIRITO - as emoções pertencem ao foro psíquico e a psicologia nas suas bases está a ser completamente destruída pela aberração da ciência química - e onde oh deuses onde está o equilíbrio da criança de pais legítimos e equilibradas perante estes seres híbridos e grotescos - sim isto está a tornar-se numa onda gigante grotesca e carnavalesca...em nome de qual liberdade? Isto é a mais completa ignorância e falta de CONSCIÊNCIA ONTOLOGICA E METAFISICA DO SER.  Todo este drama deriva da falta do feminino essencial - da não existência de uma Mulher integral e de a mulher e o homem estarem a ser manipulados e destruídos para trabalharem e consumirem como escravos que já o são seja da Nova Era ou da Nova ordem Mundial, cujo propósito é destruir toda a estrutura e equilíbrio da Natureza humana.

A TRANSIÇÃO DOS MUNDOS?

Eu nunca imaginei que o Apocalipse ou a Kalyuga fosse uma guerra surda de poderes ocultos e perfeitamente consentâneos entre todos os Governos do mundo e em cumplicidade com todas as instituições mundiais sem ter em conta nenhum valor humano real, sem qualquer humanidade, unicamente por dinheiro e poder temporal…Politicas geradas meramente por interesses económicos, em que se deixam morrer crianças inocentes em guerras sangrentas...e químicas...

Nunca pensei que o mundo pudesse cair nas mãos dos mais loucos e poderosos do Planeta para quem as populações, homens mulheres e crianças, são números e que nada contam como indivíduos a não ser para produzir e consumir, para servir o Sistema que os manda para guerra ou os destrói segundo os seus interesses… sem dó nem piedade...

Eu nunca pensei que a loucura do mundo fosse tão funesta e a sua insanidade fosse tão calamitosa, tão generalizada. Nunca imaginaria uma guerra sem tréguas contra inocentes, mulheres e crianças de forma tão cobarde e tão maléfica…tão “moralista”, tão “benemérita”…em que as potências mundiais dividem entre si os espólios depois dos mortos...
Eu nunca imaginei possível poder-se destruir a identidade e a integridade do ser humano enquanto homem e mulher pelas ideologias do Género, funestas e maquiavélicas e que se minassem nesse sentido e nas escolas as crianças fomentando a confusão sexual, induzindo-as aos transexualismo e criação de seres híbridos por vontade própria - mutação por químicos e mutilação genital - em nome de um "sentir diferente"... e que crianças nascessem de "mães" com barba e sem seios...e de "pais" mulheres com pénis e seios - a pura decadência da espécie...

Eu sei e sabia que os “grandes homens”, os mais ilustres cientistas, sábios, filósofos, escritores, artistas consagrados deste mundo, deixam morrer milhões de crianças à fome, que deixam violar milhares de mulheres, que enriquecem à custa da pobreza e da escravidão de milhões de pessoas em todo o mundo e que todos nós, aqueles que temos a ilusão de viver num mundo civilizado e moderno, que calçamos os sapatos sofisticados feitos na Índia por escravos, que compramos os produtos chineses mais baratos feitos por crianças, todos nós compactuamos com a nossa indiferença, com a nossa alienação, os nossos créditos…talvez mesmo com a nossa “espiritualidade”…mas não esperava esta hecatombe...
(...)

reescrevendo -  rleonorpedro

VER O QUE É PRECISO VER...


A ALIENAÇÃO DO FEMININO


"A supressão do princípio feminino, sobretudo ao longo dos últimos 2 mil anos, permitiu que o ego ganhasse absoluta supremacia na psique humana coletiva. Embora as mulheres tenham ego, é claro, ele pode enraizar-se e prosperar com mais facilidade na forma masculina do que na feminina. Isso acontece porque as mulheres se identificam menos com a mente do que os homens. Elas estão mais em contato com o corpo interior e a inteligência do organismo, que dão origem às faculdades intuitivas. A forma feminina não se encontra tão rigidamente encapsulada quanto a masculina, tem maior abertura e sensibilidade em relação às outras formas de vida e está mais sintonizada com o mundo natural. Se o equilíbrio entre as energias masculina e feminina não tivesse acabado no nosso planeta, o crescimento do ego teria sido limitado de modo significativo. Não teríamos declarado guerra à natureza e não seríamos tão completamente alienados do nosso Ser."- Eckhart tolle


O PATRIARCADO NÃO É UMA "SUPERSTIÇÃO"...

"Patriarcado é uma cultura, um sistema, uma civilização, um sistema econômico, um sistema político, um sistema legal, um sistema religioso, um sistema científico, e assim por diante. Mas acima de tudo, o patriarcado é um PODER. Um poder que se manifesta em todos os lugares, instituições, pessoas, hábitos, culturas, religiões, ideologias, mesmo entre mulheres. Isto porque o patriarcado socializa com os papéis e as hierarquias de gênero que existem entre homens e mulheres. O patriarcado existe há tanto tempo pois promove a sociabilidade entre homens, que se tratam como irmãos (fraternidade), atribuindo-lhes poder. Enquanto isso, obriga as mulheres a reproduzirem e sustentar materialmente os homens, socializadas entre si como inimigas, servindo aos interesses do desejo masculino."*

*Texto adaptado de: “O que é feminismo” de Dra. Elida Aponte Sánchez

sexta-feira, fevereiro 09, 2018

O TEXTO MAIS ANTIGO



O primeiro autor da história foi uma mulher...
Enheduanna foi a mais alta autoridade religiosa na Mesopotâmia


"O texto mais antigo cujo autor é conhecido ganhou uma tradução em inglês moderno, acessível aos leitores comuns. Há pelo menos 50 anos já se sabia que o primeiro autor conhecido da história era uma mulher. Ocorre que os textos eram guardados a sete chaves, disponíveis apenas para poucos estudiosos. Agora, uma analista junguiana aliou-se a especialistas na antiga civilização assíria, oriunda da Mesopotâmia, e traduziu pela primeira vez os escritos da sacerdotisa Enheduanna, filha do rei Sargon, que viveu há cerca de 4 mil anos na cidade de Ur, atual sudeste do Iraque. Enheduanna foi a mais alta autoridade religiosa na Mesopotâmia por volta de 2300 anos a.C.. Seus textos, escritos na linguagem cuneiforme (em forma de cunha, gravada em tábuas de barro), são poesias em homenagem a uma deusa chamada Inanna, adorada pela sacerdotisa."


A Sabedoria primordial associada a Mulher...


Há igualmente grandes evidências de que a espiritualidade, e em particular a visão espiritual característica de sábios videntes, já foi associada à mulher. Nos registros arqueológicos mesopotâmicos soubemos que Ishtar da Babilônia, sucessora de Innana, ainda era conhecida como a Senhora da Visão, Aquela que Orienta os Oráculos, e a Profetisa de Kua. As tábuas babilônicas contêm numerosas referências a sacerdotisas que oferecem conselhos proféticos nos santuários de Ishtar, algumas das quais são importantes nos registros de eventos políticos. Sabemos, através dos registros egípcios, que a representação de uma naja era o sinal hieroglífico para a palavra Deusa e que a naja era conhecida como o Olho, uzait, símbolo de compreensão e sabedoria místicas. A Deusa naja conhecida como Ua Zit era a deidade feminina do baixo Egito (norte) em tempos pré-dinásticos. Posteriormente, tanto a Deusa Hathor quanto Maat ainda eram conhecidas como o Olho. O uraeus, uma serpente empinada, é encontrada com freqüência sobre as frontes da realeza egípcia. Além disso, um santuário profético, possivelmente sítio de um antigo santuário à Deusa Ua Zit, elevava-se na cidade egípcia Per Uto, que os gregos chamavam Buto, nome grego para a própria Deusa naja. O famoso santuário oracular de Delfos também se elevava em um sítio originalmente identificado com o culto da Deusa. E mesmo em épocas gregas clássicas, após ter sido dominado pelo culto a Apolo, o oráculo ainda falava através dos lábios de uma mulher. Ela era uma sacerdotisa chamada Pítia, a qual se sentava sobre um mocho trípode em tomo do qual havia uma serpente chamada Píton enroscada. Lemos ainda em Ésquilo que nesse templo, que era o mais sagrado, a Deusa era venerada como a profetisa primeva. Outra vez sugere-se que mesmo na idade clássica grega a tradição de uma sociedade de parceria em busca da revelação divina e da sabedoria profética através das mulheres ainda não fora esquecida.


IN O Cálice e a Espade - Riane Eisler

COMO A FENIX



"A MULHER NÃO PRECISA DE SE TRANSCENDER COMO O HOMEM PRECISA. COMPLETA-SE NELA PRÓPRIA."  - AGUSTINA BESSA-LUIS


“Na Índia vive um pássaro que é único: a encantadora fênix tem um bico extraordinariamente longo e muito duro, perfurado com uma centena de orifícios, como uma flauta. Não tem fêmea, vive isolada e seu reinado é absoluto. Cada abertura em seu bico produz um som diferente, e cada um desses sons revela um segredo particular, sutil e profundo.
Quando ela faz ouvir essas notas plangentes, os pássaros e os peixes agitam-se, as bestas mais ferozes entram em êxtase; depois todos silenciam. Foi desse canto que um sábio aprendeu a ciência da música.
A fênix vive cerca de mil anos e conhece de antemão a hora de sua morte. Quando ela sente aproximar-se o momento de retirar o seu coração do mundo, e todos os indícios lhe confirmam que deve partir, constrói uma pira reunindo ao redor de si lenha e folhas de palmeira. Em meio a essas folhas entoa tristes melodias, e cada nota lamentosa que emite é uma evidência de sua alma imaculada. Enquanto canta, a amarga dor da morte penetra seu íntimo e ela treme como uma folha."

quinta-feira, fevereiro 08, 2018

Deus pai ou Deusa mãe ?


"Dessa dualidade - Deus Pai ou Deusa Mãe - vai nascer uma dupla visão da Deusa dos tempos primordiais: Virgem prudente ou Virgem louca? A questão parece banal, mas ela compromete todos os séculos que irão seguir-se, não apenas no plano puramente estético, mas naquele muito mais carregado de consequências, da especulação religiosa. (...)

Isto denota uma considerável evolução das mentalidades: tudo se passa como se tivesse querido, conscientemente ou não, eliminar a imagem de uma mulher divina forte em proveito de um homem divino todo poderoso, cuja relação com a mulher se limitaria a uma relação filho-mãe. "(...) 

in A GRANDE DEUSA de Jean Markale



O HOMEM CONTRA A NATUREZA...E A MULHER


"A natureza não se conforma com as leis do Homem, da Cultura, ela não pode ser contida. O homem vê dessa natureza incontrolável na Mulher - nos líquidos que fluem de sua genitália durante o sexo e menstruação, a partir de seus seios após o parto - e não só se sente ameaçado, como se sente profundamente atraído pelo que lhe falta e acha fascinante. Num impulso, o homem se volta para o céu, em direcção a Apolo, e investe sua energia numa lógica transcendental. Mas é tudo em vão. A Teologia ocidental nunca conquistou o paganismo, mas sim tentou adequá-la ao seu sistema tentando sublimá-la. Assim, o Feminino centrado no paganismo consegue manifestar-se no iconologias popular da cultura ocidental e continuar a ter vida fora do que resta da sua ideologia patriarcal.

O ego masculino é um persona (da palavra latina para a máscara) sexual que se duplica e propaga em monumentos e arranha-céus fálicos (escadas para o céu, o sol), em doutrinas religiosas em que as mulheres são designadas como servas dos homens, em que manifestamente as "megeras" estão a ser domesticadas. Ao controlar as "suas mulheres", os homens estão a tentar controlar a "natureza", a representação final do poder. Mas no fundo sabemos que os homens tal como o seu poder, são como o seu próprio pénis, que murcha e se torna flácido mal termina o ato sexual, assim o seu próprio poder se torna passageiro. Então vemos como eles brigam e lutam em guerras que podem vencer, dentro desta cultura ocidental, e cujos resultados estão á vista: os enormes estragos causados por esta carnificina espantosa da Natureza."


camile paglia - in personas sexuais

“As conexões com e entre as mulheres são as mais temíveis, mais problemáticas e as forças mais potencialmente transformadoras do planeta.” - Adrienne Rich

OS PERIGOS DAS IDEOLOGIAS DE GÉNERO




ESTE MOMENTO HISTÓRICO
É SEM DUVIDA O MAIS PERIGOSO PARA AS MULHERES NO MUNDO...

Neste momento trágico diria sobretudo para as mulheres elas só têm um caminho, um caminho interior de consciência do seu feminino profundo e resgate do seu ser essencial, da sua alma. Se o não fizerem a curto espaço de tempo serão devoradas mais uma vez pelo Sistema Patriarcal, seja qual for o sistema, capitalista comunista ou fascista cuja ordem é apenas a Ordem do poder do Pater, que colonizou as mulheres  - que são uma metade da humanidade - ao longo da História e as explorou e oprime e desvaloriza como seres individuais e as usou e usa sistematicamente como objectos sexuais, reprodutoras ou produtoras - do SISTEMA: PRODUZIR CONSUMIR E MORRER - e a curto prazo descartáveis...e substituídas por bonecas insufláveis ou transexuais e travestis, tal como já está a acontecer ou por robots, estes a muito a longo prazo. As ideologias do Género não só ameaçam a destruição do ser biológico em si - nasce-se mulher como se nasce homem - como ameaça mais do que nunca a identidade da mulher se ela teimar em não se aperceber desse perigo.
Os perigos desta Ideologia de Género que ameaça as mulheres e homens está muito bem descrito neste texto que se segue, excepto o conceito família e religião que no fundo também oprime as mulheres. Não tanto com no Islão, mas o conceito de família-casamento que é "Origem da prostituição: as consequências do direito paternal. A prostituição é o corolário do casamento patriarcal", e continua a ser um aprisionamento das mulheres ao serviço da espécie e do homem com a sua anulação como individuo. O que eu defendo e afirmo é que a mulher tem de ser livre e ser mulher sem depender de ser mãe ou criar uma família, mas ainda assim ela pode e dever mãe SE QUISER e amante SE O ESCOLHER SER, mas com vida própria e sem se cingir às regras e padrões da família cristã tradicional ou de qualquer religião. O casal natural não é religioso nem social - é quando muito alquímico...O Par Alquímico é o único par legitimo e digno de procriar seres naturais e saudáveis, física e psiquicamente.  
rlp


A Ideologia de Género

"Constata-se que a questão da ideologia de género, por desconhecimento, descuido, desatenção juvenil ou falta de estudo, é um conceito muito confuso para a maioria. É óbvio que para os promotores do globalismo e do marxismo cultural esse é o cenário ideal para a construção e posterior aceitação de uma nova realidade conceptual que se deseja disseminar no intuito de corroer todas as estruturas civilizacionais anteriores.
Tentemos fazer um exercício de clareza na apresentação e desmontagem do embuste revolucionário-globalista.
Corrijam-me se estiver errado:
A ideologia de género afirma que não existe sexo masculino nem feminino e que estes são apenas uma criação social.
Nós afirmamos: Todos os seres humanos são iguais na sua dignidade existencial, de entre eles apresenta-se uma parcela minoritária da população em que existem homens que gostam de homens e mulheres que gostam de mulheres mas isso não pode significar que não existem nem homens nem mulheres, nem pode abrir caminho para se eliminar o conceito de homem/macho e de mulher /fêmea porque estes constituem uma auto-evidência biológica anatómico-fisiológica incontestável. É através destes dois pólos quer no reino animal quer no vegetal que a vida se manifesta e se reproduz neste planeta.
Exceptuando casos muito remotos na população de hermafroditismo e ambivalência genital ( más formações embrionárias ), um homem ou uma mulher, dentro do seu âmbito próprio, podem ir do mais másculo ao mais afeminado sem que tenhamos de criar artificialmente novos sexos a nível social para acomodar todas as cambiantes.
Temos então dois sexos biológicos, o masculino e o feminino à priori (dado adquirido objectivo imutável ) e que como é óbvio, serão acomodados, aculturados e moldados pelas mais diversas civilizações ( mútaveis e subjectivas ) ao longo das épocas e dos tempos. Daqui se depreende que esta nova guerra é uma guerra de hostilidade à civilização porque uma vez que não se pode derrotar a biologia derrubar-se-à então a sociedade e as suas estruturas. Eis nos chegados à dialéctica da luta de classes e ao marxismo cultural que visa a destruição de tudo o que foi para a edificação do novo ser humano liberto inclusivé da sua condição humana.
Tudo isto tem tido uma grande penetração e difusão no mundo ocidental ( cristão por herança ), uma vez que a caridade e solidariedade das populações é utilizada como objecto para a disseminação de ideias de intervenção ideológica que visam a destruição de todas as estruturas tradicionais humanas até à sua unidade mais básica: A família - notemos que esta é o veículo primordial de transmissão da cultura, da tradição e da sabedoria.
Não devemos esquecer que o género é a aplicação do sexo na gramática. Qualquer aplicação do conceito de género fora do âmbito da gramática é abusivo, inadequado e descabido.
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Repare-se para concluir, chegamos a um tal ponto de torpor intelectual no mundo moderno que se tem de redigir um texto interminável ou escrever um livro para explicar ao cidadão comum que um lagostim não é uma bacia, que um autocarro é um autocarro ou que neste planeta existe o sexo masculino e o feminino. "

Texto de Pedro Jorge publicado no Facebook