A emergência
do Princípio Feminino
"Nós estamos actualmente no ponto crítico entre duas tendências, entre dois sistemas de valores. Estes dois sistemas correspondem aos dois princípios:
Numa etapa da evolução, a espécie favorisa o princípio masculino e os valores a ele associado, de opressão, competição, de poder;
Numa outra etapa, a espécie favorisa o princípio feminino e os valores que lhes estão associados, o império sobre si, de cooperação, e de vantagens mútuas.
Com o princípio masculino, é a sobrevivência do mais forte; com o princípio feminino, a sobrevivência do mais sábio. É preciso perguntar-se a que levaria essa mudança de atitude ao colocar-se a ênfase sobre os termos do feminino. Que valores adviriam dessa nova atitude, tanto no plano colectivo como individual?"
In "O Cálice e a Espada" de Riane Eisler
Há mulheres que continuam a não querer ver diferenças entre homens e mulheres e a negar evidências...
O SORRISO DE PANDORA
“Jamais reconheci e nem reconhecerei a autoridade de nenhuma pretensa divindade, de alguma autoridade robotizada, demoníaca ou evolutiva que me afronte com alguma acusação de pecadora, herege, traidora ou o que seja.
Não há um só, dentre todos os viventes, a quem eu considere mais do que a mim mesma. Contudo nada existe em mim que me permita sentir-me melhor do que qualquer outro vivente. Respeito todos, mas a ninguém me submeto.
Rendo-me à beleza de um simples torrão de terra, à de uma gotícula de água, à de uma flor, à de um sorriso de qualquer face, mas não me rendo a qualquer autoridade instituída pela estupidez evolutiva da hora. Enfim, nada imponho sobre os ombros alheios, mas nada permito que me seja imposto de bom grado
Libertei-me do peso desses conceitos equivocados e assumi-me como agente do processo de me dignificar a mim mesma, como também a vida que me é dispensada. Procuro homenageá-la com as minhas posturas e atitudes e nada mais almejo. É tudo o que posso dizer aqueles a quem considero meus filhos e filhas da Terra. “
In O SORRISO DE PANDORA, Jan Val Ellam
quinta-feira, agosto 11, 2005
quarta-feira, agosto 10, 2005
E por cima de tudo uma transparência lúcida
Do entendimento retrospectivo...
E a luxúria única de não ter já esperanças?
Estou Cansado
Estou cansado, é claro,
Porque, a certa altura, a gente tem que estar cansado.
De que estou cansado, não sei:
De nada me serviria sabê-lo,
Pois o cansaço fica na mesma.
A ferida dói como dói
E não em função da causa que a produziu.
Sim, estou cansado,
E um pouco sorridente
De o cansaço ser só isto —
Uma vontade de sono no corpo,
Um desejo de não pensar na alma,
E por cima de tudo uma transparência lúcida
Do entendimento retrospectivo...
E a luxúria única de não ter já esperanças?
Sou inteligente; eis tudo.
Tenho visto muito e entendido muito o que tenho visto,
E há um certo prazer até no cansaço que isto nos dá,
Que afinal a cabeça sempre serve para qualquer coisa.
Álvaro de Campos
Do entendimento retrospectivo...
E a luxúria única de não ter já esperanças?
Estou Cansado
Estou cansado, é claro,
Porque, a certa altura, a gente tem que estar cansado.
De que estou cansado, não sei:
De nada me serviria sabê-lo,
Pois o cansaço fica na mesma.
A ferida dói como dói
E não em função da causa que a produziu.
Sim, estou cansado,
E um pouco sorridente
De o cansaço ser só isto —
Uma vontade de sono no corpo,
Um desejo de não pensar na alma,
E por cima de tudo uma transparência lúcida
Do entendimento retrospectivo...
E a luxúria única de não ter já esperanças?
Sou inteligente; eis tudo.
Tenho visto muito e entendido muito o que tenho visto,
E há um certo prazer até no cansaço que isto nos dá,
Que afinal a cabeça sempre serve para qualquer coisa.
Álvaro de Campos
terça-feira, agosto 09, 2005
NO PLANETA DOS GATOS...

A ABERTURA DO CAMINHO
O AMOR E A SEXUALIDADE...
A dualidade sendo a causa da sexualidade - portanto a afinidade entre os complementos -, é a causa do desejo que os homens chamam amor. O erro está em confundir amor, desejo e necessidade....
Fora dessas excitações sexuais produzidas pelas estações da vida humana e da Natureza, cada indivíduo é o joguete dos seus instintos particulares, que o fazem reagir sexualmente a certos gestos ou circunstâncias que lhes correspondem.
Estas características instintivas, inscritas no fígado, encontram a sua reacção no sexo e no cérebro, e estes que estão sempre ligados, dão-se mutuamente desculpas para explicar e satisfazer o desejo que daí resulta...
Isha Schwaller de Lubicz
A ABERTURA DO CAMINHO
O AMOR E A SEXUALIDADE...
A dualidade sendo a causa da sexualidade - portanto a afinidade entre os complementos -, é a causa do desejo que os homens chamam amor. O erro está em confundir amor, desejo e necessidade....
Fora dessas excitações sexuais produzidas pelas estações da vida humana e da Natureza, cada indivíduo é o joguete dos seus instintos particulares, que o fazem reagir sexualmente a certos gestos ou circunstâncias que lhes correspondem.
Estas características instintivas, inscritas no fígado, encontram a sua reacção no sexo e no cérebro, e estes que estão sempre ligados, dão-se mutuamente desculpas para explicar e satisfazer o desejo que daí resulta...
Isha Schwaller de Lubicz
EU E OS MEU GATOS
NOUTRO PLANETA...

"Feliz aquele que, para encontrar a sua "Imagem" eterna,
ousa queimar sem piedade os fantoches do seu passado"
Minha irmã dos caminhos cruzados, eu não acredito já no amor de ninguém a nível pessoal e humano. Todo o amor do “outro”, "o encontro das almas gémeas" não passa de fantasia nossa e fugaz ilusão que dura enquando duram os enganos ... O resto é imaginação só nossa ou compromissos que se tomam, sociais e económicos, os filhos para criar, a casa para sustentar... O mais são só sonhos e projecções dos nossos sonhos neste mundo de ilusões sejam eles grandiosos sejam eles torpes... ambos convivem lado a lado nesta nossa frágil humanidade, cheia de conflitos e misérias, em permanente dualidade.
Cada ser humano, passada a ponte dessa ilusão fragmentária do mundo, fica só consigo mesmo. Todo e qualquer ser humano mais tarde ou mais cedo tem de se enfrentar ao seu próprio espelho, nem que seja na morte e assim vai adiando esse momento...Mas se decidir seguir o seu próprio caminho na busca implacável de Si mesmo, verá que o Caminho é estreito e estritamente individual. Nele nada mais cabe senão o nosso próprio ser. Nesse ponto, todos caminhamos sós...ao encontro da nossa totalidade e aí, alcançado esse centro já não há solidão. Aí sim talvez O Amor seja a nossa realidade, face à nossa alma gémea descoberta, não como outro ser fora de nós, mas como a outra parte de nós - ou o nosso KA - que se oculta na eternidade e que nós procuramos uma vida inteira.
(TEXTO ESCRITO EM 2002)
NOUTRO PLANETA...
"Feliz aquele que, para encontrar a sua "Imagem" eterna,
ousa queimar sem piedade os fantoches do seu passado"
Minha irmã dos caminhos cruzados, eu não acredito já no amor de ninguém a nível pessoal e humano. Todo o amor do “outro”, "o encontro das almas gémeas" não passa de fantasia nossa e fugaz ilusão que dura enquando duram os enganos ... O resto é imaginação só nossa ou compromissos que se tomam, sociais e económicos, os filhos para criar, a casa para sustentar... O mais são só sonhos e projecções dos nossos sonhos neste mundo de ilusões sejam eles grandiosos sejam eles torpes... ambos convivem lado a lado nesta nossa frágil humanidade, cheia de conflitos e misérias, em permanente dualidade.
Cada ser humano, passada a ponte dessa ilusão fragmentária do mundo, fica só consigo mesmo. Todo e qualquer ser humano mais tarde ou mais cedo tem de se enfrentar ao seu próprio espelho, nem que seja na morte e assim vai adiando esse momento...Mas se decidir seguir o seu próprio caminho na busca implacável de Si mesmo, verá que o Caminho é estreito e estritamente individual. Nele nada mais cabe senão o nosso próprio ser. Nesse ponto, todos caminhamos sós...ao encontro da nossa totalidade e aí, alcançado esse centro já não há solidão. Aí sim talvez O Amor seja a nossa realidade, face à nossa alma gémea descoberta, não como outro ser fora de nós, mas como a outra parte de nós - ou o nosso KA - que se oculta na eternidade e que nós procuramos uma vida inteira.
(TEXTO ESCRITO EM 2002)
segunda-feira, agosto 08, 2005
ESTA FEIRA DE VAIDADES...
Na feira que atravessas,
não tentes encontrar nenhum amigo.
Não procures tampouco um abrigo seguro.
Com a alma serena, aceita
a dor sem esperança de remédio,
que não existe.
Sorri ao infortúnio
e não peças a ninguém que te sorria:
seria tempo perdido.
IBN 'ARABÎ
"SE queres colher a suave paz e descanço, discípulo, semeia as sementes do mérito nos campos das colheitas futuras. Aceita as dores de nascença.
Afasta-te da luz do sol para a sombra, para dares mais espaço aos outros. As lágrimas que regam o solo árido da dor e da tristeza fazem nascer as flores e os frutos da retribuição cármica. Da fornalha da vida humana e do seu fumo denso, saltam chamas aladas, chamas purificadas, que, erguendo-se alto, sob o olhar cármico, tecem por fim o tecido glorioso das vestes do Caminho." (...)
in A VOZ DO SILÊNCIO - HELENA BLAVATSKY
(TRADUÇÃO E NOTAS DE fERNANDO pESSOA)
não tentes encontrar nenhum amigo.
Não procures tampouco um abrigo seguro.
Com a alma serena, aceita
a dor sem esperança de remédio,
que não existe.
Sorri ao infortúnio
e não peças a ninguém que te sorria:
seria tempo perdido.
IBN 'ARABÎ
"SE queres colher a suave paz e descanço, discípulo, semeia as sementes do mérito nos campos das colheitas futuras. Aceita as dores de nascença.
Afasta-te da luz do sol para a sombra, para dares mais espaço aos outros. As lágrimas que regam o solo árido da dor e da tristeza fazem nascer as flores e os frutos da retribuição cármica. Da fornalha da vida humana e do seu fumo denso, saltam chamas aladas, chamas purificadas, que, erguendo-se alto, sob o olhar cármico, tecem por fim o tecido glorioso das vestes do Caminho." (...)
in A VOZ DO SILÊNCIO - HELENA BLAVATSKY
(TRADUÇÃO E NOTAS DE fERNANDO pESSOA)
domingo, agosto 07, 2005
PORTUGAL IMOLADO PELO FOGO...

A INCÚRIA DOS HOMENS QUE GOVERNAM O MUNDO:
CRIAM BOMBAS ATÓMICAS, SUSTENTAM MILHARES DE JOVENS QUE APRENDEM A MATAR,
CRIAM EXÉRCITOS DE INÚTEIS, FOMENTAM AS GUERRAS...
ENQUANTO MILHARES DE CRIANÇAS E MULHERES POR TODO O PLANETA MORREM À FOME...
ESTE É O MUNDO EM QUE VIVEMOS HOJE, COM DESFILE DE HORRORES, EM TODOS OS CONTINENTES, TODOS OS DIAS À HORA MARCADA, ENQUANTO JANTAMOS, SOB O COMANDO DOS MÍDEA...
OS SENHORES DA GUERRA HÁ MUITO QUE
VENCERAM O MUNDO DOS HUMANOS...
“A ilusão de um amanhã melhor há muito murchou (...). Por todo o lado impera a força das armas e a pirataria das armas. Evaporou-se a água que refresca os destinos da humanidade, tudo é fogo.
Mulher e homem, forte e fraco, fogo e água, desfilam em círculo como as estações do ano. Morre um vem outro, nuca caminhando juntos para a harmonia da natureza. As palavras fome, guerra, greve, fuga, massacre, roubo, desgraça, fazem hoje o discurso da maioria. Os passos dos homens já não são desfiles serenos, mas marchas de protesto. As palavras poder, revolução, soam como maldição, nos ouvidos ensurdecidos pela violência das explosões em nome da democracia.
O derramamento de sangue é premeditado, planeado, com uma intenção benéfica e um projecto de nobreza.(...) Há cada dia menos escolas, menos emprego, menos chuva, mais sol, mais armas. Há mais mortos do que vivos, mas ainda não é chegado o fim do mundo, a vida triunfará para a glória do vencedor. O campeão desta guerra construirá o majestoso palácio imperial com ossadas humanas que andam às toneladas nas matas.”
(...) “A rádio não dá os bons dias ao povo, nem um despertar suave para reanimar as esperanças. Nos dias que correm, as emissoras radiofónicas pactuam com a morte. O locutor de rádio anuncia a morte de homens em combates. Fala de gente morta de fome, de sede, de desespero em todos os cantos do país. O locutor de rádio é um mensageiro da morte e executa a tarefa com competência e ingenuidade. O conteúdo do seu noticiário pretende apenas dizer: sou a morte! Sou o rei das trevas! Onde quer que estejas, desperta, escuta-me, prepara-te, que eu te virei buscar mesmo a ti que ainda dormes e roncas.”
In O SÉTIMO JURAMENTO
De Paulina Chiziane
A INCÚRIA DOS HOMENS QUE GOVERNAM O MUNDO:
CRIAM BOMBAS ATÓMICAS, SUSTENTAM MILHARES DE JOVENS QUE APRENDEM A MATAR,
CRIAM EXÉRCITOS DE INÚTEIS, FOMENTAM AS GUERRAS...
ENQUANTO MILHARES DE CRIANÇAS E MULHERES POR TODO O PLANETA MORREM À FOME...
ESTE É O MUNDO EM QUE VIVEMOS HOJE, COM DESFILE DE HORRORES, EM TODOS OS CONTINENTES, TODOS OS DIAS À HORA MARCADA, ENQUANTO JANTAMOS, SOB O COMANDO DOS MÍDEA...
OS SENHORES DA GUERRA HÁ MUITO QUE
VENCERAM O MUNDO DOS HUMANOS...
“A ilusão de um amanhã melhor há muito murchou (...). Por todo o lado impera a força das armas e a pirataria das armas. Evaporou-se a água que refresca os destinos da humanidade, tudo é fogo.
Mulher e homem, forte e fraco, fogo e água, desfilam em círculo como as estações do ano. Morre um vem outro, nuca caminhando juntos para a harmonia da natureza. As palavras fome, guerra, greve, fuga, massacre, roubo, desgraça, fazem hoje o discurso da maioria. Os passos dos homens já não são desfiles serenos, mas marchas de protesto. As palavras poder, revolução, soam como maldição, nos ouvidos ensurdecidos pela violência das explosões em nome da democracia.
O derramamento de sangue é premeditado, planeado, com uma intenção benéfica e um projecto de nobreza.(...) Há cada dia menos escolas, menos emprego, menos chuva, mais sol, mais armas. Há mais mortos do que vivos, mas ainda não é chegado o fim do mundo, a vida triunfará para a glória do vencedor. O campeão desta guerra construirá o majestoso palácio imperial com ossadas humanas que andam às toneladas nas matas.”
(...) “A rádio não dá os bons dias ao povo, nem um despertar suave para reanimar as esperanças. Nos dias que correm, as emissoras radiofónicas pactuam com a morte. O locutor de rádio anuncia a morte de homens em combates. Fala de gente morta de fome, de sede, de desespero em todos os cantos do país. O locutor de rádio é um mensageiro da morte e executa a tarefa com competência e ingenuidade. O conteúdo do seu noticiário pretende apenas dizer: sou a morte! Sou o rei das trevas! Onde quer que estejas, desperta, escuta-me, prepara-te, que eu te virei buscar mesmo a ti que ainda dormes e roncas.”
In O SÉTIMO JURAMENTO
De Paulina Chiziane
sexta-feira, agosto 05, 2005
Para ser sincera tenho tido alguma dificuldade em actualizar esta página...de férias, mas engripada e com muito pouca inspiração...
Há momentos que penso mesmo acabar com ela...
Já LÁ VÃO UNS ANOS que po aqui ando e não tenho nada de novo para acrescentar. Estou aliás a recorrer aos meus arquivos e republico...
Como agora este texto tão importante, de um livro não menos importante.
"O Princípio Feminino e o Poder da Mulher
vem agora para quebrar as cadeias de todas as rotinas e tiranias"

“As mulheres julgam muitas vezes que elas não servem senão para gerar filhos e que nesses corpos se vêm fixar as almas. Mas não! As mulheres são desde toda a eternidade a Matrizes e o Sustento de muitas outras coisas. Elas são antes de tudo o mais, as reveladoras do Conhecimento. O Princípio Feminino e o poder da Mulher vem agora para quebrar as cadeias de todas as rotinas e tiranias. Esse poder fala da “curiosidade imaginativa” sagrada e cria assim um espaço em constante expansão na Consciência da Humanidade. É aí que se encontra o verdadeiro papel da Matriz. Ela gera e alimenta “outra coisa” de “doutra maneira” e é essencial e necessária para a Vida concluir a sua obra.”
O ACORDAR DESTE MUNDO.
“É por isso que eu vos digo, é preciso que a mulher veja a Mulher QUE ELA É em si mesma e que o homem a aceite nele próprio. O acordar deste mundo exige essa mutação! O Fogo feminino é um fogo da Terra, e reparem, se temos necessidade do Ar que vem do Céu, o inverso não se pode negar. Todos os que sabem ou entendem o que eu digo, vêem que o Céu e a Terra se atraem um ao outro, que não existem independentes um do outro. Por isso é preciso que os homens aceitem este ensinamento e que as mulheres não temam mais desvelar a sua função...e só então o mundo entrará em metamorfose”.
A TRANSFORMAÇÃO QUE O MUNDO PRECISA:
O FOGO FEMININO. O FOGO QUE LIMPA...
(...)
“Que a vossa humanidade tenha balançado entre monarquias e ditaduras e depois repúblicas não muda nada no mundo pois o vento que sopra as suas velas não é senão expressão de relações de força e de domínio. A incessante luta interior em que se debatem as vossas almas entre o dominador ou o dominado é uma limitação, é a verdadeira pobreza de que tem de se libertar. O Fogo Feminino que está hoje em dia A COMEÇAR A DESPERTAR tem como Missão por fim a esse combate interior. Ele tem como função reinventar o Homem e a Mulher neste mundo, de revelar outra imagem, outro ser mais completo, mais solar, mais cristão no sentido universal do termo.”
In VISIONS ESSÉNIENNES
Daniel Meurois-Givaudan
Há momentos que penso mesmo acabar com ela...
Já LÁ VÃO UNS ANOS que po aqui ando e não tenho nada de novo para acrescentar. Estou aliás a recorrer aos meus arquivos e republico...
Como agora este texto tão importante, de um livro não menos importante.
"O Princípio Feminino e o Poder da Mulher
vem agora para quebrar as cadeias de todas as rotinas e tiranias"
“As mulheres julgam muitas vezes que elas não servem senão para gerar filhos e que nesses corpos se vêm fixar as almas. Mas não! As mulheres são desde toda a eternidade a Matrizes e o Sustento de muitas outras coisas. Elas são antes de tudo o mais, as reveladoras do Conhecimento. O Princípio Feminino e o poder da Mulher vem agora para quebrar as cadeias de todas as rotinas e tiranias. Esse poder fala da “curiosidade imaginativa” sagrada e cria assim um espaço em constante expansão na Consciência da Humanidade. É aí que se encontra o verdadeiro papel da Matriz. Ela gera e alimenta “outra coisa” de “doutra maneira” e é essencial e necessária para a Vida concluir a sua obra.”
O ACORDAR DESTE MUNDO.
“É por isso que eu vos digo, é preciso que a mulher veja a Mulher QUE ELA É em si mesma e que o homem a aceite nele próprio. O acordar deste mundo exige essa mutação! O Fogo feminino é um fogo da Terra, e reparem, se temos necessidade do Ar que vem do Céu, o inverso não se pode negar. Todos os que sabem ou entendem o que eu digo, vêem que o Céu e a Terra se atraem um ao outro, que não existem independentes um do outro. Por isso é preciso que os homens aceitem este ensinamento e que as mulheres não temam mais desvelar a sua função...e só então o mundo entrará em metamorfose”.
A TRANSFORMAÇÃO QUE O MUNDO PRECISA:
O FOGO FEMININO. O FOGO QUE LIMPA...
(...)
“Que a vossa humanidade tenha balançado entre monarquias e ditaduras e depois repúblicas não muda nada no mundo pois o vento que sopra as suas velas não é senão expressão de relações de força e de domínio. A incessante luta interior em que se debatem as vossas almas entre o dominador ou o dominado é uma limitação, é a verdadeira pobreza de que tem de se libertar. O Fogo Feminino que está hoje em dia A COMEÇAR A DESPERTAR tem como Missão por fim a esse combate interior. Ele tem como função reinventar o Homem e a Mulher neste mundo, de revelar outra imagem, outro ser mais completo, mais solar, mais cristão no sentido universal do termo.”
In VISIONS ESSÉNIENNES
Daniel Meurois-Givaudan
quinta-feira, agosto 04, 2005
O ETERNO PRESENTE, DENTRO DE NÓS...
“QUANTO ao Paraíso bem podemos deixar de acreditar na sua realidade geográfica ou nas diversas figurações, nem por isso ele reside menos dentro de nós como dado supremo, como uma dimensão do nosso eu original; trata-se agora de irmos até lá descobri-lo. Quando o conseguirmos fazer,entramos nessa glória que os teólogos chamam essencial; mas não é Deus o que vemos cara a cara, é o eterno presente, conquistado ao devir e à própria eternidade...
A partir daí o que importa a história?
A história não é a sede do ser, mas a sua ausência, o não de todas as coisas, a ruptura do ser vivo consigo próprio; não tendo nós por massa a mesma substância que ela, repugna-nos continuar a cooperar nas suas convulsões. Fica-lhe a liberdade de nos esmagar, mas tudo o que atingirá então serão as nossas aparências e as nossas impurezas, esses restos de tempo que trazemos sempre connosco, símbolos do fracasso, sinais de não-libertação.”
In HISTÓRIA E UTOPIA de Emile Cioran
“QUANTO ao Paraíso bem podemos deixar de acreditar na sua realidade geográfica ou nas diversas figurações, nem por isso ele reside menos dentro de nós como dado supremo, como uma dimensão do nosso eu original; trata-se agora de irmos até lá descobri-lo. Quando o conseguirmos fazer,entramos nessa glória que os teólogos chamam essencial; mas não é Deus o que vemos cara a cara, é o eterno presente, conquistado ao devir e à própria eternidade...
A partir daí o que importa a história?
A história não é a sede do ser, mas a sua ausência, o não de todas as coisas, a ruptura do ser vivo consigo próprio; não tendo nós por massa a mesma substância que ela, repugna-nos continuar a cooperar nas suas convulsões. Fica-lhe a liberdade de nos esmagar, mas tudo o que atingirá então serão as nossas aparências e as nossas impurezas, esses restos de tempo que trazemos sempre connosco, símbolos do fracasso, sinais de não-libertação.”
In HISTÓRIA E UTOPIA de Emile Cioran
terça-feira, agosto 02, 2005
"A doutrina dos olhos é para a multidão;
o doutrina do coração para os eleitos."
in A VOZ DO SILÊNCIO (M.B.)

Mãe das recordações, amante das amantes,
Tu, todo o meu prazer! Tu, todo o meu dever!
Hás de lembrar-te das carícias incessantes,
Da doçura do lar à luz do entardecer,
Mãe das recordações, amante das amantes!
(Baudelaire)
Pega-me tu ao colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é.
(Alberto Caeiro)
o doutrina do coração para os eleitos."
in A VOZ DO SILÊNCIO (M.B.)
Mãe das recordações, amante das amantes,
Tu, todo o meu prazer! Tu, todo o meu dever!
Hás de lembrar-te das carícias incessantes,
Da doçura do lar à luz do entardecer,
Mãe das recordações, amante das amantes!
(Baudelaire)
Pega-me tu ao colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é.
(Alberto Caeiro)
segunda-feira, agosto 01, 2005
“O Cálice parece-se com uma taça ou um recipiente e, o que é mais importante, a forma do ventre feminino. Este símbolo expressa feminilidade e fertilidade.

O Graal é, literariamente, o símbolo antigo do feminino, e o Santo Graal representa a divindade feminina e a Deusa, que por suposto se tinha perdido, suprimida de raiz pela Igreja. O poder da mulher e a sua capacidade para engendrar vida foram noutro tempo algo de muito sagrado, mas representava uma ameaça para a ascensão da Igreja predominantemente masculina e por essa razão a divindade feminina começou a ser diabolizada pela Igreja que considerava a mulher impura. Foi o homem, e não Deus, quem criou o conceito de pecado original, pelo qual dizia a Eva comeu a maçã e provocara a queda da humanidade. A mulher antes sagrada e a que engendrava a vida converteu-se na inimiga. (...)”
J.M.
O Graal é, literariamente, o símbolo antigo do feminino, e o Santo Graal representa a divindade feminina e a Deusa, que por suposto se tinha perdido, suprimida de raiz pela Igreja. O poder da mulher e a sua capacidade para engendrar vida foram noutro tempo algo de muito sagrado, mas representava uma ameaça para a ascensão da Igreja predominantemente masculina e por essa razão a divindade feminina começou a ser diabolizada pela Igreja que considerava a mulher impura. Foi o homem, e não Deus, quem criou o conceito de pecado original, pelo qual dizia a Eva comeu a maçã e provocara a queda da humanidade. A mulher antes sagrada e a que engendrava a vida converteu-se na inimiga. (...)”
J.M.
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