quarta-feira, junho 22, 2011

MULHERES CONTRA A CORRENTE...

A BATALHA CONTINUA....
O FEMININO TAMBÉM ESTÁ NA LÍNGUA!



ASSUNÇÃO ESTEVES: É A PRIMEIRA MULHER PRESIDENTA DA ASSEMBLEIA DA REPUBLICA; para se ser coerente com a evolução dos tempos e não cotinuarmos a aceitar a hipocrisia política e as sua demagogia...

DEVEMOS DE ACORDO COM A GRAMÁTICA PORTUGUESA CHAMÁ-LA DE PRESIDENTA E NÃO PRESIDENTE...SENHORA PRESIDENTA E NÃO SENHORA PRESIDENTE

...e se não mudam de acordo com o género é porque soa ridiculo ainda aos ouvidos dizer "senhora presidenta"...e a elevação do cargo da mulher enquanto mulher a presidente é ser considerada presidentE e não presidentA?
Não o fazem no fundo da língua que o exige, porque o conceito e o preconceito contra as mulheres continua lá...porque os homens se sentiriam ridiculos a dizer a senhora presidenta? Porque continuam a negar o feminino?


Presidente era o termo para o exercício do homem, porque as mulheres não tinham acesso a esses lugares, mas se hoje foi eleita uma Mulher presidenta na Assembleia da República é tempo de mudar a língua ou simplesmente fazê-la acordar consoante as regras da gramátca, porque se nem quando existe a necessidade da concordância gramatical ela não se faz para manter intacta a função no masculino então continuamos a negar o feminino...não, nisso não há nada digno de nota...porque a mudança começa na linguagem...

VAMOS TRAZER ESTA QUESTÃO PARA A DISCUSSÃO E EXIGIR ESSA CONCORDÂNCIA JÁ!
- que seja um exemplo e não mais uma omissão do ser feminino nas suas funções...eleger uma mulher e depois tratá-la de senhora presidente....é obsurdo!!!

SEJA A SENHORA PRESIDENTA POIS...

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PORQUE O FEMININO E PORQUÊ A IMPORTÂNCIA DO VERBO...

As mulheres no mundo têm um trabalho particular a fazer com elas e não é contra ninguém...É CONTRA A CORRENTE...e ao lutar contra os obtáculos que as impeçam de se afirmar na sua individualidade e identidade vão se confrontar com os sistemas que as oprime, ofende e explora, diminuindo a sua dignidade e a sua capacidade como seres humanos. Que impedem a sua expressão própria e a própria concordância das palavras...pelo menos neste caso é óbvio!
Para mim este é o ponto.
Por mim, no meu fundo, "NÃO SOU FEMINISTA, SOU ANTROPOLOGICAMENTE LÚCIDA" (Ana Hatherly) e apenas quero manter a minha lucidez e ser coerente comigo mesma no plano da manifestação. O aspecto da minha espiritualidade-evolução e o caminho que escolhi implica essa coerência e um viver com os pés na terra...também. Não contesto qualquer posição, apenas esclareço o que é a minha posição neste mundo. Sim, numa mão a espada e na outra...o coração...é a senda do Graal...a minha busca (não do si, mas da expressão do si...) ou a minha memória...ou a minha poesia...tanto faz.
rlp

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