O SORRISO DE PANDORA

“Jamais reconheci e nem reconhecerei a autoridade de nenhuma pretensa divindade, de alguma autoridade robotizada, demoníaca ou evolutiva que me afronte com alguma acusação de pecadora, herege, traidora ou o que seja. Não há um só, dentre todos os viventes, a quem eu considere mais do que a mim mesma. Contudo nada existe em mim que me permita sentir-me melhor do que qualquer outro vivente. Respeito todos, mas a ninguém me submeto. Rendo-me à beleza de um simples torrão de terra, à de uma gotícula de água, à de uma flor, à de um sorriso de qualquer face, mas não me rendo a qualquer autoridade instituída pela estupidez evolutiva da hora. Enfim, nada imponho sobre os ombros alheios, mas nada permito que me seja imposto de bom grado Libertei-me do peso desses conceitos equivocados e assumi-me como agente do processo de me dignificar a mim mesma, como também a vida que me é dispensada. Procuro homenageá-la com as minhas posturas e atitudes e nada mais almejo. É tudo o que posso dizer aqueles a quem considero meus filhos e filhas da Terra. “ In O SORRISO DE PANDORA, Jan Val Ellam

sexta-feira, outubro 21, 2005



O QUE A MULHER PRECISA DE SABER:
O SEU PODER PESSOAL NA MENOPAUSA

(…)

"Nas culturas celtas, a jovem donzela era vista como a flor; a mãe, o fruto, e a mulher mais velha, a semente. A semente é a parte que contém o conhecimento e o potencial de todas as outras partes de si. O papel da mulher pós-menopáusica é voltar a semear toda a comunidade com a sua semente concentrada de verdade e sabedoria. Em algumas culturas nativas, considerava-se que as mulheres na menopausa retinham o “sangue da sabedoria”, em vez de o expelir ciclicamente, e eram portanto consoderadas mais poderosas que as mulheres que menstruavam. Nessas culturas, uma mulher não podia ser “xamã” até ter ultrapassado a menopausa.


A “menopausa”, observa Slayton, “quando compreendida e apoiada, fornece às mulheres o nível seguinte de iniciação ao poder pessoal. Como parte do tabu menstrual que ainda perdura na nossa cultura, a voz da mulher menopáusica é temida e negada. Foi tornada invisível ou encorajada a permanecer jovem para sempre através da terapia de substituição hormonal, ou outra intervenção médica. Esta alienação cultural de um rito de passagem vital faz com que as mulheres mais velhas se sintam inúteis, isoladas e impotentes”
(...)

Quando uma mulher compreende que o verdadeiro significado da menopausa foi invertido e degradado, como muitos outros processos do corpo da mulher, consegue fazer o seu caminho durante o resto da vida, fortificada com objectivos e discernimento.


In “CORPO DE MULHER SABEDORIA DE MULHER”
de Christiane Northrup



”Porque que é que à sombra das mulheres, o infinito nos parece próximo? Porque, junto delas, não existe tempo...O amor é uma aparência para lá do tempo...”

E. Cioran

quinta-feira, outubro 20, 2005



A MULHER COMO MUSA,
A POESIA E A DEUSA...


A frase “invocar a Musa” foi empregue muitas vezes de forma errada, o que obscurece o sentido poético: íntima comunhão do poeta com a Deusa Branca considerada como a fonte de toda a verdade.

Os poetas representaram a verdade como uma mulher nua, uma mulher privada de qualquer artifício que permitiria pela sua visão ligarem-se a um certo ponto do tempo ou do espaço.
(...)

O poeta é um apaixonado da Deusa Branca da Verdade: o seu coração consome-se por ela e na espera do seu amor.

Assim que as formas poéticas começam a ser utilizadas por homossexuais e que o “amor platónico” (o idealismo homossexual) se introduz nos costumes, a deusa vinga-se.
Sócrates, se bem nos lembramos, teria banido os poetas da sua lúgubre república. A alternativa consistindo a passar sem o amor da mulher é o ascetismo monástico; os resultados que daí advieram foram mais trágicos do que cómicos.
No entanto a mulher não é poeta: ela é a Musa ou nada. Isto não quer dizer que uma mulher deveria abster-se de escrever poemas, e sim apenas que ela deveria escrever como mulher, e não como se fosse um homem. O poeta era originalmente o Místico ou o Fiel em êxtase da Musa, as mulheres que participavam nos seus rituais eram suas representantes (...)


in “A DEUSA BRANCA” de Robert Graves


“O centro fisiológico é o coração.
Nos tantras do hinduísmo, que são instruções dos deuses aos seres humanos, o coração é o Anãhata chakra, o centro nervoso que abrange o sentimento por outro ser humano, o sentimento por si mesmo, pela terra e pelo sagrado.*


É o coração que nos permite amar como ama uma criança: totalmente, sem reservas e sem qualquer capa de sarcasmo, depreciação ou protecionismo.
(...)



...é o coração que pensa e convoca as moléculas, átomos, sentimentos, anseios e o que seja necessário, até um único lugar a fim de gerar a matéria que realize a criação da mulher “essência”.**

Dar o coração para uma nova criação, para uma nova vida, para as forças da vida-morte-vida, é uma descida ao reino dos sentimentos. Pode ser difícil para nós, especialmente se tivermos sido feridos por uma decepção ou pela mágoa. No entanto, ele existe para ser tocado, para dar vida plena à Mulher, para nos aproximar daquela que sempre esteve por perto.”


in MULHERES QUE CORREM COM OS LOBOS
de CLARISSE PINKOLA ESTÉS

** Para melhor compreensão da frase em si substitui a palavra “esqueleto” por essência e por na verdade ser o significado que esconde. *Assim como substitui a palavra Deus por Sagrado.

quarta-feira, outubro 19, 2005




DE FORA DAS IDEIAS CONSENSUAIS

Sei que ocasionais leitores, sobretudo homens, e portugueses, ao passar por aqui me acharão deslocada da SUA realidade e excessiva nos meus pareceres e escolhas e terão um sarcasmo qualquer arrasador, como haverá mulheres que se julgam já emancipadas e livres e capazes de tudo e me acharão desfasada...
Só que nem uns nem outros têm a menor noção do que é que aqui se está a falar...

Não defendo nenhuma sexualidade nem direitos sociais, à esquerda ou à direita mas sim uma NOVA CONSCIÊNCIA do SER MULHER TOTAL.

Não defendo as Faces de Eva, nem nenhum ismo, mas a Sombra da Mulher - Lilith! - que tanto faz parte do homem como da mulher e que urge integrar para que o mundo não seja assolado pela lado sombrio que a humanidade reprimiu em vez de integrar, projectando de forma inconsciente o mal na mulher e fazendo dela seu "bode-expiatório" gerando o caos do mundo e a sua destruição lenta...

É contra esse "Diabo", PERSONIFICADO PELA MULHER pelas religiões patriarcais que assumo a minha natureza Pagã e pretendo deste modo e por todos os meios ao meu dispôr, denunciar os aspectos subtis e quase anódinos, para salvar a mulher dessa diabolização ancestral e que corresponde a uma insana divisão da mulher em duas e da humanidade em geral "BEM E MAL". Desta maneira, a Humanidade em vez de integrar a dualidade de princípios, masculino e feminino, estes ou se invertem ou se suprime um dos lados do indivíduo impedindo o SER Humano de atingir a sua plenitude e Conciência superior de um/a Deus/a que existe e coexiste em SI MESMO.

R.L.P.

O MEDO DA IGREJA DE ROMA DO "CÓDIGO DA VINCE"
É O MEDO DE SER DESMASCARADA

(...)
“A Inquisição publicou um livro que alguns consideram como a publicação mais manchada de sangue de todos os tempos:
MALLEUS MALLEFICARUM – O MARTELO DAS BRUXAS
-
, no qual se doutrinava dos “perigos que eram as mulheres livres pensadoras e ensinava o clero sobre como localizá-las, torturá-las e destruí-las. Entre as mulheres que a Igreja considerava “bruxas” estavam as que tinham estudos, as sacerdotisas, as ciganas, as místicas, as amantes da natureza, as que colhiam plantas medicinais, e “qualquer mulher suspeitamente interessada pelo mundo natural”.

As parteiras também eram mortas por práticas heréticas por aplicar conhecimentos médicos para aliviar as dores do parto – um sofrimento que, para a Igreja, era o castigo justo por Eva ter comido da Árvore da Ciência, originando assim o pecado original. Durante trezentos anos a caça às bruxas, a Igreja queimou na fogueira nada menos do que cinco milhões de mulheres.”


(in EL CÓDIGO DA VINCI - Dan Brown)


NESTA MESMA LINHA TEMOS AINDA EM PORTUGAL A PERSEGUIÇÃO ÁS MULHERES QUE FAZEM ABORTO E A SUA CONDENAÇÃO, ASSIM COMO A DAS PARTEIRAS QUE O FAZEM À REVELIA DOS DOGMAS PATRIARCAIS E INQUISITORIAIS. PARA ISSO SE JUNTAM OS BISPOS E CARDEAIS E OS PADRES VOCIFERAM O SEU ÓDIO ÀS MULHERES NOS SEUS PÚLPITOS DE CASTRADOS.

"A CAÇA ÀS BRUXAS" CONTINUA, NÃO SÓ NA IGREJA COMO NOS PARTIDOS CRISTÃOS, OUTRO TIPO DE IGREJAS...

terça-feira, outubro 18, 2005

A VISÃO ATEIA E NÃO PAGÃ DA PERSEGUIÇÃO
E ÓDIO DA IGREJA DE ROMA À MULHER.


"IVG II: as raízes" do ódio à mulher


"Para conseguirmos entender a concepção do dogma cristão em relação ao aborto é necessário abordar as raízes do cristianismo que são simultaneamente as raízes da demonização do sexo e da demonização e menorização da mulher. Embora frequente e inconvincentemente negada, a misoginia explícita na Bíblia foi a fonte onde os chamados pais fundadores do cristianismo beberam a misoginia que ainda hoje caracteriza as religiões cristãs em geral e a católica em particular. Misoginia expressa, por exemplo, no mito da «imaculada concepção». A »virgem» Maria foi elevada a paradigma da mulher cristã, uma mulher que nasceu «liberta do pecado original» e concebeu um filho «por graça do Espírito Santo», isto é sem o abominado sexo, façanhas que mais nenhuma mulher na História conseguiu igualar. Ou seja, o culto mariano apenas reforça quão indigna é a mulher que não consegue cumprir a sua função reprodutora sem o pecaminosos desejo sexual!

Quando o cristinanismo se tornou a religião dominante no Império Romano pela mão de Constantino, a posição e papel social da mulher, até aí muito «equalitários», quiçá também por infuência etrusca, conheceram uma crescente deterioração, tendência que só começou a ser invertida no século XIX quando o poder das Igrejas, especialmente a de Roma, começou a declinar.

Como indicado pela teóloga católica alemã Uta Ranke-Heinemann1 o ódio às mulheres é a caracteristíca comum de todos os principais teólogos cristãos dos primeiros séculos do cristianismo. Especificando com os mais reconhecidos teólogos (e santinhos) desta época. Clemente de Alexandria (~150-215), o pai grego da Igreja, devotava um tal desprezo pelas mulheres que afirmou no seu livro Paedagogus que «a consciência da sua própria natureza deve evocar sentimentos de vergonha» às mulheres. Tertuliano (~160-225), o pai africano, chamava às mulheres «a porta do Diabo», Orígenes (~185-254),
o patriarca de Alexandria, tinha tal ódio às mulheres e ao sexo que se castrou de forma a atingir «perfeição cristã».

LENA GAL

Igualmente condenatórios da mulher e do sexo (uma consequência da Queda promovida pela pérfida Eva e cuja culpa é carregada para sempre por todas as mulheres) encontramos os grandes defensores da virgindade, a grande virtude cristã, Gregório de Nazianzum (329-389), bispo de Constantinopla, outro «santinho» Gregório (~330-395), bispo de Nyassa, Ambrósio (~339-397), bispo de Milão, Jerónimo (~342-420)(que traduziu a Bíblia para latim) e o patriarca de Constantinopla, João Crisóstomo (340-407).

Mas o expoente máximo da misoginia e ódio ao sexo cristãos é Agostinho de Hipona. Agostinho achava a mulher tão claramente inferior ao homem que achou necessário fazer a pergunta
«Por que razão a mulher foi sequer criada?»
. A fobia da mulher e do sexo que se encontra em Agostinho, apenas entendida como uma aberração particularmente grotesca, infelizmente consolidou-se de pedra e cal no cristianismo pela pena fácil e erudita de Agostinho."

(…)

# um artigo de Palmira F. da Silva, publicado às 00:00 # 18 comentários # debater #

- Continue a ler em: DIÁRIO ATEÍSTA

NOTA À MARGEM:

"O pensamento de Santo Agostinho sempre revigorou a cultura portuguesa, nascida na síntese da civilização cristã e do expansionismo rácico lusíada. Basta olhar para o panorama do passado e do presente" - 1958 A.A.de Pina

SEM DÚVIDA QUE BASTA OLHAR PARA O PANORAMA GERAL ACTUAL...

segunda-feira, outubro 17, 2005



A ROSA SECRETA DO CORAÇÃO

Querida Myrian:

Também senti a sua falta, mas tenho andado tão absorvida com problemas de trabalho, que nem tenho escrito a ninguém, mas o pior que me aconteceu, foi a morte do meu gato...o da foto que você gostou...
Era uma companhia incrível e insubstituível em mais de treze anos de vida...um ser ao qual estava tão ligada de coração e alma que me falta agora uma parte invisível de mim, uma presença silenciosa e amistosa, serena. Ainda que saiba que os gatos têm sete vidas, não me conformo. Ainda que saiba que eles não morrem e vivem nas sete dimensões sem problemas de passagem, nem sofrem da cisão que nós sofremos ao nível dos diferentes estados de consciência...Saber isso conforta-me é certo, mas a perda neste plano é sempre dolorosa e ressenti-me muito da sua falta, apesar de já ter uma gatinha substituta...Só que ainda não é nem nunca será a mesma coisa. O amor leva tempo a sidementar-se e só o tempo o faz acordar na sua profundidade, assim como só o tempo nos faz transformar as dores da perda alquimizando-as em conhecimento e inteireza de ser.

Um animal não é menos que uma pessoa,
como toda a gente pensa e o não sabermos "ao certo" se tem alma, nada significa porque a nossa ignorância é tanta que em tempos até os homens afirmavam que as mulheres não tinham alma...afirmá-lo assim é ser louco ou ignorante da grandeza da Grande Mãe e da qual não sabemos ainda quase nada. Nós ainda não sabemos sequer como o Grande Cosmos tem Uma Alma como a têm os Planetas e a Terra...Como cada um de per si tem Uma Alma e Uma Consciência própria, agindo e interangindo em todo o Universo e em cada ser humano.

Os "macacos" afinal são os homens
desta pré-história a que chamamos "civilização" e não os animais porque não falam... Eles não falam nem nunca mentem...e se nós pensarmos que a "vantagem", esta que o ser humano tem de falar, vejamos como nós seres humanos nos enganamos uns aos outros e inventamos tantas mentiras à conta das palavras e dos conceitos, ideologias e filosofias, como mentimos na criação de um deus e de um demónio - que apenas reflecte a dualidade do próprio homem - e é por "Ele" que revestimos de grandeza fictícia, que matamos e escravisamos metade da humanidade justamente em seu nome! Os animais nunca o fizeram e por isso estão mais perto da vida natural e instintiva e portanto da terra e do cosmos... Ainda fazem essa ligação há muito por nós esquecida. Eles sabem que não há morte e que a Vida se estende sem fronteiras para além da mente humana...

Foram os homens que se afastaram do Cosmos e da Natureza ao negarem o seu instinto de vida, negando as qualidades intrínsecas da Mulher que é a mediadora das forças cósmico ou telúricas. Foram os homens que negarama Deusa. Foi a Religião católica sobretudo que destruiu a possibilidade da Mulher unir e complementar com o seu amor, dando o seu seio, dando vida ao nascer e dando luz ao amar o homem, fazendo-o renascer nos seus braços para o Amor da Deusa e assim torná-lo uno e universal...




A Rosa Secreta do Coração, Myrian,
foi negada e difamada, apelidada de "prostituta" (assim como o conceito sagrado de amante da Deusa) pelos patriarcas da igreja há muitos séculos. Todas as religiões patriarcais o fizeram, fazendo cair sobre a mulher o anátema da culpa e de pecado.


A Rosa Sagrada do Amor Feminino
foi espezinhada ao longo dos séculos pela misoginia dos bispos e padres - tal como a bela e livre filósofa Hipácia de Alexandria foi esquartejada e queimada viva pelos monges fanáticos no primeiros anos da cristandade...) e mais tarde pela brutalidade da Inquisição durante centenas de anos... A Mulher foi sacrificada e imolada no fogo no altar da Natureza. Esse foi o seu sacrifício à perversidade dos padres da Igreja de Roma que negaram a sua Alma e o seu Feminino Sagrado, amputando-se de uma parte integrante de si mesmos!
Muitos séculos de perseguição e ódio maltrataram a Mulher-Mãe, a Mulher-Amante, a Mulher-Sacerdotisa e a Terra, mas Ela vai ressurgir em toda a sua plenitude das cinzas como a Fénix Dourada, renascida do Fogo Divino, transmutada no Amor da Deusa...

É tempo de a mulher Ser Mulher e a Deusa através dela se revelar na Terra em todo o seu esplendor. Sem Véus, de braços estentidos, toda abarcante sobre o Planeta Terra...

Rosa Leonor

domingo, outubro 16, 2005

A ABERTURA DO CAMINHO
Isha Schwaller de Lubicz

"Feliz aquele que, para encontrar a sua "Imagem" eterna, ousa queimar sem piedade os fantoches do seu passado

A dualidade sendo a causa da sexualidade - portanto a afinidade entre os complementos -, é a causa do desejo que os homens chamam amor. O erro está em confundir amor, desejo e necessidade....

Fora dessas excitações sexuais produzidas pelas estações da vida humana e da Natureza, cada indivíduo é o joguete dos seus instintos particulares, que o fazem reagir sexualmente a certos gestos ou circunstâncias que lhes correspondem.
Estas características instintivas, inscritas no fígado, encontram a sua reacção no sexo e no cérebro, e estes que estão sempre ligados, dão-se mutuamente desculpas para explicar e satisfazer o desejo que daí resulta..."


Nada se passa connosco:
nós é que somos o que se passa."



"Todo este mundo quotidiano e visível, toda esta gente que boia à superfície da vida, todas estas coisas que constituem os nomes e os feitos da história não são mais que erro e ilusão. Somos todos, não agentes, senão agidos-títeres de maiores que nós.
Todo o nosso orgulho de conscientes e a nossa soberba de racionais
são o títere que se orgulha de seus gestos. Na verdade o combate é aqui, mas não é nosso; não é connosco, somos nós. Não somos actores de um drama: somos o próprio drama – a ante-estreia, os gestos, os cenários. Nada se passa connosco: nós é que somos o que se passa."



"Sou um cristão gnóstico, inteiramente oposto a todas as igrejas organizadas e, sobretudo, à Igreja de Roma."


FERNANDO PESSOA,
Escritos Íntimos, Cartas e Páginas Autobiográficas, Europa-América. 1986

sexta-feira, outubro 14, 2005

“A TRANSFORMAÇÃO QUE O MUNDO PRECISA:
O FOGO FEMININO, O FOGO QUE LIMPA...


(...)
"Que a vossa humanidade tenha balançado entre monarquias e ditaduras e depois repúblicas não muda nada no mundo pois o vento que sopra as suas velas não é senão expressão de relações de força e de domínio. A incessante luta interior em que se debatem as vossas almas entre o dominador ou o dominado é uma limitação, é a verdadeira pobreza de que tem de se libertar.

O Fogo Feminino que está hoje em dia A COMEÇAR A DESPERTAR tem como Missão por fim a esse combate interior. Ele tem como função reinventar o Homem e a Mulher neste mundo, de revelar outra imagem, outro ser mais completo, mais solar, mais cristão no sentido universal do termo."


In VISIONS ESSÉNIENNES