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o que me deixa triste é que tantas mulheres tenham como modelo figuras tão superficiais e caricatas como as quatro personagens da série/filme. Essa pobre criatura que acabou de me escrever dizendo que eu sou frustrada provavelmente nunca nem viu uma dessas horrendas bolsas Louis Vuitton ao vivo e é isso que ela considera sonho, glamour. (...)
Quanto ao machismo, nem preciso falar muito, né? é o filme todo. Uma cena que não vai interferir no conjunto e acho que posso contar aqui é da Samantha fazendo um sushi e se deitando numa mesa nua com o sushi espalhado pelo corpo (como fazem em alguns restaurantes) esperando o namorado. O fim.
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Gente, pelo amor de deus, me explique, como as pessoas vão a um filme e não vêem nada disso? como não se sentem insultadas, ofendidas, estereotipadas? será que viram o mesmo filme que eu?
Enfim, o pior filme da minha vida. Ele até que é assistível, apesar de que, mesmo se tirasse todas as ofensas, ainda seria um roteiro péssimo. Mas é o pior porque pretende marcar a vida das mulheres que acompanharam a série e tudo que faz é acentuar tudo que existe de pior nela e nessa cidade.
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In http://sindromedeestocolmo.com/archives/2008/06/sex_and_the_city_-_um_dos_piores_filmes_que_vi.html/
- O que eu temia: o filme é neste momento o mais visto nas salas de cinema em Portugal…
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“Assustador é também a falta de senso crítico com o que vêm. Satc é uma ode ao consumo desenfreado, irrefletido e automático. As “glamurosas” do filme (e série) vivem uma realidade muito distante das suas defensoras, brasileiras que, se frequentassem aquele meio, seriam, na série, no filme e na vida real (salvo meia dúzia de excessões)as faxineiras e manicures, se tivessem sorte, e se esta não lhes sorrisse, seriam as dançarinas noturnas e as prostitutas. Mas, parece que elas não conseguem ver o lugar reservado aos latinos no cinema e televisão. O argumento mais usada pelas defensoras é que o filme é só um filme. Ora, um filme nunca é só um filme, um livro nunca é só um livro, eles trazem nas entrelinhas coisas muito mais profundas.
Estudo literatura e sei que uma obra nunca é só o que está escrito, ela encerra muitas outras coisas que não estão tão visíveis assim como ideologia, politica, concpções do autor e da época. O filme em questão, assim como a série, (falo mais pela série) traz em suas entrelinhas ideologias nefastas mostradas pelo consumo desenfreado das quatro amigas, glorificação da marca (em nenhum momento as crianças asiáticas semiescravas que costuram as bolsas que as “glamurosas” compram, nem os africanos que morrem na extração dos diamantes que elas usam, nem os pedreiros que perdem as mãos no corte do mármore que reveste o chão que elas pisam aparecem vinculados a esse Glamour), superioridade racial do branco, superioridade da civilização americana em detrimento das demais (é só ver a viagem ao México de uma das personagens) e uma das piores, entre outras, o atrelamento da felicidade ao ato de comprar, o consumo é apresentado como um maravilhoso remédio para o espírito." (...)
Para quem quiser ver tudo sobre este debate Cinema - discriminação acesse ao link: http://sindromedeestocolmo.com/archives/category/artes/cinema/
Leitora de M&D


