O SORRISO DE PANDORA

“Jamais reconheci e nem reconhecerei a autoridade de nenhuma pretensa divindade, de alguma autoridade robotizada, demoníaca ou evolutiva que me afronte com alguma acusação de pecadora, herege, traidora ou o que seja. Não há um só, dentre todos os viventes, a quem eu considere mais do que a mim mesma. Contudo nada existe em mim que me permita sentir-me melhor do que qualquer outro vivente. Respeito todos, mas a ninguém me submeto. Rendo-me à beleza de um simples torrão de terra, à de uma gotícula de água, à de uma flor, à de um sorriso de qualquer face, mas não me rendo a qualquer autoridade instituída pela estupidez evolutiva da hora. Enfim, nada imponho sobre os ombros alheios, mas nada permito que me seja imposto de bom grado Libertei-me do peso desses conceitos equivocados e assumi-me como agente do processo de me dignificar a mim mesma, como também a vida que me é dispensada. Procuro homenageá-la com as minhas posturas e atitudes e nada mais almejo. É tudo o que posso dizer aqueles a quem considero meus filhos e filhas da Terra. “ In O SORRISO DE PANDORA, Jan Val Ellam

sexta-feira, agosto 14, 2015

A MÃE DA HUMANIDADE



PAGÃ...

A ESPIRITUALIDADE
É A NOSSA GRANDE MÃE HUMANIDADE ESQUECIDA!

Fui e sou profundamente adversa ao “cristianismo” e a todas as religiões patriarcais cuja primazia é dada ao Homem e a minha reacção a elas desde logo foi sempre visceral e inconsciente… E mesmo tendo em conta que o Cristianismo possa ter  uma dimensão superior de entendimento possível e um valor absoluto de princípio dentro das várias cosmogonias do mundo e a “pessoa” do Mestre (a ter sido real e não ficção), possa ter  hoje  também  algum valor representativo, nunca me senti ligada ao seu universo conceptual nem teológico.
Sou com toda a consciência e pleno uso das minhas faculdades humanas alheia a qualquer religião ou dogma e não tenho qualquer orientação religiosa.

Creio no Absoluto da Vida como Sagrada desde a sua Origem e numa Consciência Omnisciente…numa Ordem Universal superior, mas não me rege mais nada ao nível pessoal e humano que não a minha intuição e percepção individual do que seja a realidade possível abrangida pelos meus sentidos alargados (o meu Ka os meus chakras e corpos subtis…) e a Inteligência do Coração.
O que seja A Grande Verdade que se nomeia por Deus deixo para um futuro em que essa relação com Ele seja directa e não me restem dúvidas... Na Terra creio na Deusa Mãe, Gaia, e na Inteligência que a rege…
Pode ser a Mãe divina, a Matriz de toda a vida, Mãe dos homens e de deuses, a grande iniciadora, a Mulher como mediadora das forças cósmico ou telúricas, a que dá à Luz e dá Luz e inicia o homem ao amor da Deusa, a Mulher primordial que tanto pode ser essa Deusa como a Mulher Musa.
E com isto eu sei, não podia ser mais controversa nem mais adversa a todas as ideias e religiões… mas hoje, mais do que nunca congratulo-me por isso.



RosaleonorPedro

ACERTAR O ALVO...



O FEMININO COMO PRINCÍPIO

No resgate da mulher essencial creio que está a espiritualidade da mulher ligada a Terra e não ao céu nem ao caminho do homem e ao seu deus. Presumo que na totalidade da mulher quando integrada ela possa aceder à sua dimensão espiritual em si mesma que consiste em ligar a terra ao Céu - ela é a grande mediadora das forças cósmica e telúricas - e não abandonar a terra e fugir para o céu...como todas as religiões a induzem. Essa é a diferença...
As mulheres que abandonam a sua essência primeva e original (Lilith) como mulheres submissas (Eva) para subir aos céus ou à montanha com o homem e o servir não acedem à sua dimensão interior, ao conhecimento do Útero que a liga à Lua e ao Sangue e ela assim trai a sua herança materna sendo fiel ao Pai e anulando-se para servir o homem e o senhor!

A Mulher liga a Terra ao Céu e cumpre-se a função do Céu aqui na terra - mas a ligação e propósito da mulher é na Terra e a via da mulher é completamente diferente da do homem que nega a Terra e a Mulher para se "elevar " aos céus - o que está errado, pois também ele se deve ligar à terra através da mulher e cumprir aqui o seu papel e destino encarnatório. O Céu pode esperar - é para onde iremos TODOS E TODAS...mas não antes de o SER HUMANO no seu conjunto e de per se realizar a Obra alquímica e integrar os lados opostos e complementares - só que o desvio do patriarcado para o céu, o homem deixou de viver na terra e a mulher deixou de ser mulher...

A mulher e o homem têm um mesmo propósito como individuos no aspecto espiritual que é realizar a sua individualidade, a um nivel superior, na sua solidão - saber o porque desta vida -, mas o mito do amor romântico (ou não) mantem-nos a nós mulheres no vazio de nós mesmas (tanto o homem como a mulher) à procura de um complemento fora seja do amante seja do filho. Cada ser humano nasce e morre só. Não há finalidade no outro, no amado...ou na amada - amante ou filho/a...Há funções e papéis desempenhados e há responsabilidades nesta vida...mas o propósito último é seguir só...mas este não é o tema que estamos a tratar aqui nem o caminho da mulher para si, que independentemente de ser mãe ou amante, ela tem de resgatar o seu feminino ontológico antes de se encontrar face à sua espiritualidade. Isto é o que eu penso.

Tudo está no Ser Humano..."mas o véu das nossas rotinas e preconceitos, as nossas ambições, a nossa vontade personalística, as nossas repugnâncias e gostos particulares, a vaidade da nossa ciência racional", impedem-nos de ver o essencial e como esse véu espesso da mente nos impede da simplicidade e transparência de ouvir o nosso coração e não o nosso ego...
É no nosso coração que tudo faz sentido!

 rleonorpedro

quinta-feira, agosto 13, 2015

O FOGO DA ALMA



"La serpiente es un símbolo del inconsciente creativo".
 

 "Representa el calor del alma, el fuego de la pasión, y por lo tanto representa una etapa más intensa de desarrollo."  Carl Jung, Los sueños, Seminario infantil
 
 
"Si buscamos nuestra conexión con la serpiente llegamos a la médula espinal y que apunta al alma animal del hombre que le lleva a la oscuridad del cuerpo, en el instinto que uno se reúne en forma animal en el mundo exterior."  Carl Jung, Psicología moderna

quarta-feira, agosto 12, 2015

A MULHER COMO A TOTALIDADE



"Pode se dizer que a figura da mulher na linguagem pictórica da mitologia representa a totalidade do que pode ser conhecido. O aprendizado do herói se dá decorrente e à medida que ele progride, na lenta iniciação que é a vida. É neste sentido que a mulher atrai e guia o herói para que este rompa com as amarras e os grilhões que o prendem." Kesller Campos 

"A mulher é o guia para o sublime auge da aventura sensual. Vista por olhos inferiores, é reduzida a condições inferiores; pelo olho mau da ignorância, é condenada à banalidade e à feiúra. Mas é redimida pelos olhos da compreensão. O herói que puder considerá-la tal como ela é, sem comoção indevida, mas com a gentileza e a segurança que ela requer, traz em si o potencial do rei, do deus encarnado, do seu mundo criado.”

Joseph Campbell (2007, p. 117)

A mulher é o construtor primordial, o verdadeiro Primeiro Motor.




"É correcta a identificação mitológica entre a mulher e a natureza.
O contributo masculino para a procriação é fugaz e momentâneo.
A concepção resume-se a um ponto diminuto no tempo, apenas mais um dos nossos fálicos picos de acção, após o qual o macho, tornado inútil, se afasta.
A mulher grávida é demonicamente (diamon), diabolicamente completa.
Como entidade ontológica, ela não precisa de nada nem de ninguém.
Eu defendo que a mulher grávida, que vive durante nove meses absorta na sua própria criação, representa o modelo de todo o solipsismo, e que a atribuição do narcisismo às mulheres é outro mito verdadeiro.
A aliança masculina e o patriarcado foram os recursos a que o homem teve de deitar a mão a fim de lidar com o que sentia ser o terrível poder da mulher.
O corpo feminino é um labirinto no qual o homem se perde.
É um jardim murado, o hortus conclusus do pensamento medieval, no qual a natureza exerce a demónica feitiçaria.
A mulher é o construtor primordial, o verdadeiro Primeiro Motor.
Converte um jacto de matéria expelida na teia expansível de um ser sensível, que flutua unido ao serpentino cordão umbilical, essa trela com que ela prende o homem."

E AINDA...

“Os ciclos da natureza são os ciclos da mulher. A feminidade biológica é uma sequência de retornos circulares, que começa e acaba no mesmo ponto. A centralidade da mulher confere-lhe uma identidade estável. Ela não tem que tornar-se, basta-lhe ser. A sua centralidade é um grande obstáculo para o homem, cuja busca de identidade é bloqueada pela mulher. Ele tem que se transformar num ser independente, isto é, libertar-se da mulher. Se o não fizer acabará simplesmente por cair em direcção a ela. A união com a mãe é o canto da sereia que assombra constantemente a nossa imaginação. Onde existiu inicialmente felicidade agora existe uma luta. As recordações da vida anterior à traumática separação do nascimento podem estar na origem das fantasias arcádicas acerca de uma idade de ouro perdida. A ideia ocidental da história como movimento propulsor em direcção ao futuro, um desígnio progressivo ou providencial que atinge o seu apogeu na revelação de um Segundo Advento, é uma formulação masculina. Não creio que alguma mulher pudesse ter concebido tal ideia, já que a mesma é uma estratégia de evasão em relação à própria natureza cíclica da mulher, na qual o homem teme ser aprisionado. A história evolutiva ou apocalíptica é uma espécie de lista de desejos masculinos que desemboca num final feliz, num fálico cume”*


**In, Personas Sexuais
Camille Paglia

(ladrão que rouba a ladrão - tem cem anos de perdão...)

SEM AMOR...

SEM AMOR

Viver sem amor
É como não ter para onde ir
Em nenhum lugar...

Encontrar casa ou mundo

É contemplar o não-acontecer
O lugar onde tudo já não é
Onde tudo se transforma
No recinto
De onde tudo se mudou

Sem amor andamos errantes
De nós mesmos desconhecidos

Descobrimos que nunca se tem ninguém
Além de nós próprios
E nem isso se tem



ana hatherly

terça-feira, agosto 11, 2015

A moral e a não moral imposta as mulheres pelos homens

 
A DIVISÃO DA MULHER E A SUA CRUCIFICAÇÃO

ESTE É UM COMENTÁRIO DE UMA LEITORA ANÓNIMA


"Para os homens é apenas assim: "A vadia que faz sexo. A vadia que não faz sexo. A vadia que faz sexo oral. A vadia que não faz sexo oral." No sistema de valores deles, a mulher nunca é um ser humano, é apenas um objeto de satisfação. Se faz o sexo nos moldes porno, é a vadia liberada que vai servir de chacota quando estiverem reunidos entre seus amigos e contando em detalhes tudo o que fez nela. Se não faz o sexo nos moldes porno, é a vadia moralista, reprimida que não sabe dar prazer a um homem. Nos dois casos, não passa de uma escrava sexual.
Infelizmente as mulheres, hoje se sentem na obrigação de provar que são liberadas, sexuais e livres como antes tinham que provar que eram virgens puras. Em nenhum dos casos foi uma escolha livre, foi sempre uma moral imposta pelos homens."


(leitora anónima)

Ele comentário responde efectivamente à questão principal que debatemos da face da mulher falsamente liberta - e que representa a face da mulher puta aqui - e vadia no Brasil...A outra face, agora banida dos filmes e manuais e credos, "a santa" , ou a mulher honesta (a casta esposa fiel) que perde lugar para esta vadia em todo o mundo, a suposta "mulher emancipada" como já temos aqui afirmado, a mulher que se transformou numa nova escrava sexual...por "vontade" própria...
rlp

"No Brasil da Lei Maria da Penha, homens brasileiros matam 15 mulheres por dia, a cada 15 segundos uma mulher é agredida e ano passado 50.000 mulheres foram estupradas; os homens brasileiros estupraram mais mulheres do que cometeram assassinatos. Eu sou brasileira e sei que vivo num dos países mais machistas e misóginos do planeta.
Não percebo nenhuma mudança no comportamento machista dos homens brasileiros, infelizmente."

Leitora anónima

segunda-feira, agosto 10, 2015

O nosso tempo é novo, e o nosso trabalho também...


O NOSSO TRABALHO É NOVO...

A Bruxa afinal não é mais do que a mulher em pleno poder da sua intuição e consciência, do seu poder interior ligada às forças da natureza e do cosmos.
Aquilo que a igreja, os padres e toda a cultura patriarcal difundiram, nomeadamente nos contos de fadas e outros mitos e lendas, que eles deturparam, retratam a bruxa e a feiticeira como uma mulher feia e má que comia criancinhas.
Era a figura com que se assustava os meninos que não queriam comer, e para os mais adultos, a mulher que copulava com o diabo, que cometia pecados tremendos e atrocidades tais que os inquisidores não tiveram outro remédio senão as mandar para as fogueiras…
Esta é a história católica, e quanto às bruxas e às videntes do nosso tempo, de que as vizinhas e as comadres ainda há pouco anos falavam, nas aldeias e mesmo nas cidades, eram pobres mulheres ignorantes, sempre ridicularizadas, que faziam mezinhas para os maridos das consulentes abandonarem as amantes ou voltarem para casa, e prediziam outras tantas separações e desgostos de amor, e liam o futuro nas cartas, e a ideia generalizada era de que tudo isso não passava de mentiras e superstições…praticadas por mulheres pobres para gente ignorante…e de quem os intelectuais, os burgueses ou as pessoas sérias se riam, mas que acabavam muitas vezes por consultar às escondidas…
Ou então, no seu oposto, temos na América o Halloween, dia em que toda a gente brinca com abóboras, e se veste de bruxa, até crianças, como se fosse uma espécie de Carnaval…
Precisamos restituir à Mulher Bruxa, ou à Mulher Feiticeira, a ideia da sua grandeza e da sua beleza: fazê-la sentir o orgulho de ser representante da deusa.
E não há curas por si só, nem terapias, nem mezinhas, senão for a própria Mulher a querer de novo caminhar descalça (sem ideias) sobre a Terra Mãe...e não vestir-se de deusa...mas despir-se de todos os conceitos que a aprisionam ao passado!
O Caminho da Deusa não é outro senão o Caminho da Mulher dentro de si, é a voz do Útero, é o caminho da união das duas mulheres dentro de cada mulher, é o caminho de uma Consciência Maior, o caminho do Coração que bate e é inteligente e... não há outro Caminho...
O Caminho da Mulher não é de nenhum Mestre!
De nada nos serve andar a discutir ideias velhas e novas nem belos textos sagrados ou profanos, nem as faces da deusa...
Nada serve de nada se cada mulher não andar pelo seu próprio pé...
E a mulher que quiser encontrar-se consigo mesma, tem de esquecer os outros caminhos - os caminhos do passado e o caminho dos homens e mestres - e tudo o que aprendeu ao inverso e contra ela, para poder encher o copo, o vaso, o Graal da sua memória, do seu sangue vivificante, a sua voz interna e uterina ...e não vir com o copo cheio...de razões e de ideias em nome dos homens...da sociedade...Basta de ideias e confusões...Vamos parar com estas querelas...ou pareceres e divergências.
O caminho da MULHER não é do intelecto nem da razão...mas do SENTIR, do SER, da SÍNTESE...
O Caminho irreversível do Amor...e é o Amor que tudo ama, que tudo cura, e sem ele...tudo é vão e estéril...
O caminho da Deusa é doce e implacável...e por isso impecável...ele não permite mistificações nem simulações...nem fraudes...
Ele exige o total DOM de si...
Estas máscaras não caiem com meditações intensas, posições dolorosas nem em workshops fins de semana, em seminários de mentalização e decorando os Vedas, ou o Curso de Milagres...
Estas máscaras caem com muito trabalho interior, ao nível da psique e na integração da Sombra...na luta de contrários, integrando-os e não na fuga para mundos inventados, a oriente e narrados por sábios de outras eras...
O nosso tempo é novo, e o nosso trabalho também...
É ir ao fundo das nossas células e tirar de lá toda essa mentira secular de bondades e castidades, ou de amor incondicional...E a coragem de nos olharmos no fundo, e não termos medo dos nossos abismos, medo dos males de que nos acusaram...é o que nos liberta, e leva a essa sinceridade feita de coragem...começa sempre por nos mesmas...
É
 um processo individual, solitário, doloroso , nada fácil!

Esse trabalho é a OBRA de um Vida, é a própria VIDA vivida a partir de dentro e em consciência, é a vida de todos os dias, sem precisar de pagar nem de ler a cartilha de nenhum mestre/a ou iluminado/a.
Porque o Teu Mestre, a Tua Mestra, és Tu mesmo/a num plano superior.

Rosa Leonor Pedro
rpublicando

O ABUSO DO PODER



Nosotros somos los que cometemos la mayor parte de la violência.

¿Por qué tantos hombres son ajenos a ese aspecto básico de la vida de las mujeres y de las chicas que les rodean (la violencia contra las mujeres)? Una de las explicaciones más plausibles es que la violencia contra las mujeres ha sido vista históricamente como "un tema de mujeres". Nos enfocamos en la parte de la frase "contra las mujeres" y no sobre el hecho de que, de hecho, son los hombres los sujetos que la hacen. Pero la tragedia americana de largo recorrido de la violencia de los hombres contra las mujeres se relaciona con los hombres y "nuestros" problemas, más que ser un tema de mujeres. Nosotros somos los que cometemos la mayor parte de la violencia. Nosotros somos los que las mujeres están condicionadas a tener miedo. En el siglo XXI ya ha pasado suficiente tiempo para que los hombres de todas nacionalidades, etnias y religiones, hayamos podido encarar esta triste situación, habernos educado a nosotros mismos y a los otros sobre los por qué y los cómo y que hayamos hecho algo al respecto


The Macho Paradox de Jackson Katz (traducción mía. Si está mal hecha, me lo decís)

EU NÃO LEVO A SÉRIO QUANDO OS HOMENS FALAM DAS MULHERES...

 


Anónimo disse...
 
"Eu não costumo levar a sério homens que criticam a sexualidade feminina do alto do seu machismo patriarcal.

Nunca vi nenhum desses senhores assumir que a sexualidade doentia que hoje vemos padronizada na sociedade, a dicotomia de dominador/superior/homem e mulher/inferior/submissa foi criada por eles. Sempre prontos a criticar e apontar erros nas mulheres, calam-se diante dos seus privilégios patriarcais sexuais que criaram e mantem a prostituição, a pornografia, a pedofilia, bdsm e o incesto. Nem por um momento questionam o porquê de se acharem no direito de realizar todas as suas fantasias de dominação, mesmo as mais torpes, sem nunca se preocupar com os danos que tais práticas causam ás mulheres e crianças.

Que tal criticar o fato de homens velhos se relacionarem com mulheres 20, 30, 40 anos mais novas? Que tal se horrorizar com o fato de a maioria dos abusos sexuais contra crianças acontecer dentro das famílias e são cometidos pelos próprios pais? Que tal criticar a prostituição, que incrementa o tráfico de mulheres e crianças? Que dizer da pornografia, que trata mulheres como lixo sexual a ser usado e abusado para que homens assistam e se masturbem? Sabia que a exploração de crianças na pornografia é o tipo mais procurado hoje em dia por aquelEs que usam mecanismos de buscas na internet? Falar sobre isso, se indignar com isso? Nem pensar. Vamos criticar as mulheres, porque nem ao orgasmo devem ter direito. Só devem ser passivos meios para os homens conseguirem sua satisfação sexual.

Entendo que hoje há uma exacerbação da obrigação de se fazer sexo e que as mulheres acabam sendo também influenciadas por isso, mas sei que essa exacerbação serve e é protagonizada pelos homens que donos das tvs, das produtoras de filmes e etc inventam a cada dia, novos modos de explorar as mulheres e ganhar muito dinheiro. Os homens poderosos ganham dinheiro e os homens comuns se locupletam com a desvalorização da sexualidade feminina.

Não, não me venham com essa história de que as mulheres são culpadas pela própria opressão ou abuso. Antes de nos apontar o dedo, vire-os para si próprios e questionem-se a respeito de como tratam as mulheres á sua volta. Questionem a sua própria sexualidade."
 
Eliminar
RESPOSTA ~
 
Apesar de ter achado o texto a que se refere bastante curioso e até plausível, não posso deixar de estar totalmente de acordo consigo - todos os aspectos que aponta são sem dúvida muito bem observados e eu já tenho destacado alguns. No entanto achei, como disse, esse texto que publiquei escrito por um homem com um olhar sobre uma realidade de que as mulheres muito novas são vitimas, e estando apenas de acordo com alguns desses aspectos mais interessantes. Mas olhando do seu ponto de vista e indo ao fundo da questão tem toda a razão no que diz mas eu não vi que fosse apontado à mulher a culpa...embora  agora veja claramente a omissão  - o branqueamento  habitual - que o homem faz de onde parte a verdadeira culpa, assim como as causas remotas deste estado de cosias tal como diz.
Em geral não aceito nem publico textos de homens que defendam ou ataquem a sexualidade feminina e não gosto mesmo nada de ver os homens continuarem a falar sobre as mulheres...em vez de falarem de si e dessas causas pois já era tempo de falarem da sua culpa e não das mulheres, certo, no entanto há aspectos  focados no texto que com muita pertinência nos dias de hoje, embora admitindo que passei ao lado das questões que aponta aqui no seu comentário.
Agradeço imenso a sua clareza e lucidez e se não se importa publicarei o seu comentário...
rleonor