Um ano depois de eu nascer Clarice Lispector escrevia:
1947 Berna - Suiça "Não pense que a pessoa tem tanta força assim a ponto de levar qualquer espécie de vida e continuar a mesma. Até cortar os defeitos pode ser perigoso - nunca se sabe qual o defeito que sustenta nosso edifício inteiro...há certos momentos em que o primeiro dever a realizar é em relação a si mesmo. Quase quatro anos me transformaram muito. Do momento em que me resignei, perdi toda a vivacidade e todo interesse pelas coisas. Você já viu como um touro castrado se transforma em boi. Assim fiquei eu...Para me adaptar ao que era inadaptável, para vencer minhas repulsas e meus sonhos, tive que cortar meus grilhões - cortei em mim a forma que poderia fazer mal aos outros e a mim. E com isso cortei também a minha força.
Ouça: respeite mesmo o que é ruim em você - respeite sobretudo o que imagina que é ruim em você - não copie uma pessoa ideal, copie você mesma - é esse seu único meio de viver. Juro por Deus que, se houvesse um céu, uma pessoa que se sacrificou por covardia ia ser punida e iria para um inferno qualquer. Se é que uma vida morna não é ser punida por essa mesma mornidão. Pegue para você o que lhe pertence, e o que lhe pertence é tudo o que sua vida exige. Parece uma vida amoral. Mas o que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesma. Gostaria mesmo que você me visse e assistisse minha vida sem eu saber. Ver o que pode suceder quando se pactua com a comodidade da alma". Clarice.
Há dias ou momentos em que não encontro qualquer outro eco de verdade interior que não seja na clareza de Clarice Lispector, a mulher que tinha uma Flor de Lis no peito por nome...
O SORRISO DE PANDORA
“Jamais reconheci e nem reconhecerei a autoridade de nenhuma pretensa divindade, de alguma autoridade robotizada, demoníaca ou evolutiva que me afronte com alguma acusação de pecadora, herege, traidora ou o que seja.
Não há um só, dentre todos os viventes, a quem eu considere mais do que a mim mesma. Contudo nada existe em mim que me permita sentir-me melhor do que qualquer outro vivente. Respeito todos, mas a ninguém me submeto.
Rendo-me à beleza de um simples torrão de terra, à de uma gotícula de água, à de uma flor, à de um sorriso de qualquer face, mas não me rendo a qualquer autoridade instituída pela estupidez evolutiva da hora. Enfim, nada imponho sobre os ombros alheios, mas nada permito que me seja imposto de bom grado
Libertei-me do peso desses conceitos equivocados e assumi-me como agente do processo de me dignificar a mim mesma, como também a vida que me é dispensada. Procuro homenageá-la com as minhas posturas e atitudes e nada mais almejo. É tudo o que posso dizer aqueles a quem considero meus filhos e filhas da Terra. “
In O SORRISO DE PANDORA, Jan Val Ellam
segunda-feira, setembro 19, 2005
domingo, setembro 18, 2005
ESCREVER PARA TI?

"Esse esforço que farei agora por deixar subir à tona um sentido, qualquer que seja, esse esforço seria facilitado se eu fingisse escrever para alguém. Mas receio começar a compor para poder ser entendida pelo alguém imaginário, receio começar a "fazer" um sentido, com a mesma mansa loucura que até ontem era o meu modo sadio de caber no sistema. Terei de ter a coragem de usar um coração desprotegido e de ir falando para o nada e para o ninguém? - assim como uma criança pensa para o nada - e correr o risco de ser esmagada pelo acaso."
"É preciso coragem. Uma coragem danada. Muita coragem é o que eu preciso. Sinto-me tão desamparada, preciso tanto de proteção...porque parece que sou portadora de uma coisa muito pesada. Sei lá porque escrevo! Que fatalidade é esta?"
Paixão Segundo G.H.
CLARICE LISPECTOR
"Esse esforço que farei agora por deixar subir à tona um sentido, qualquer que seja, esse esforço seria facilitado se eu fingisse escrever para alguém. Mas receio começar a compor para poder ser entendida pelo alguém imaginário, receio começar a "fazer" um sentido, com a mesma mansa loucura que até ontem era o meu modo sadio de caber no sistema. Terei de ter a coragem de usar um coração desprotegido e de ir falando para o nada e para o ninguém? - assim como uma criança pensa para o nada - e correr o risco de ser esmagada pelo acaso."
"É preciso coragem. Uma coragem danada. Muita coragem é o que eu preciso. Sinto-me tão desamparada, preciso tanto de proteção...porque parece que sou portadora de uma coisa muito pesada. Sei lá porque escrevo! Que fatalidade é esta?"
Paixão Segundo G.H.
CLARICE LISPECTOR
"Não há ideal a que possamos sacrificar-nos, porque de todos eles conhecemos a mentira, nós os que ignoramos em absoluto o que seja a verdade. A sombra terrestre que se alonga por detrás dos deuses de mármore basta para nos afastar deles. Ah, com que amplexo o homem se estreitou a si próprio! Pátria, justiça, grandeza, piedade, verdade, qual das suas estátuas não traz em si os sinais das mãos humanas para que não desperte a mesma ironia triste que os velhos rostos outrora amados? Compreender não significa necessariamente aceitar todas as loucuras. E, no entanto, quantos sacrifícios, quantos heroísmos injustificados dormem em nós..."
André Malraux, in 'A Tentação do Ocidente'
Da mesma forma, não há nenhum ser ideal por quem nos sacrificarmos porque de qualquer ser acabaremos por conhecer também a mentira...
André Malraux, in 'A Tentação do Ocidente'
Da mesma forma, não há nenhum ser ideal por quem nos sacrificarmos porque de qualquer ser acabaremos por conhecer também a mentira...
sábado, setembro 17, 2005
A PERGUNTA SOBRE A DESPENALIZAÇÃO DO ABORTO,
PROPOSTA PELO PS:
“Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde autorizado”. (In Público de 16/9/05)

Se realizada por opção da mulher - SIM
Não pelo “aborto” em si, mas pela liberdade da mulher decidir!
Pelo direito à autonomia da mulher e da liberdade de decidir cabalmente sobre o seu corpo!
Pela confiança inata que a mulher merece e consequentemente possa decidir em uso das suas faculdades e de moto próprio, quando e como quer ser Mãe.
Só a Mulher cabe decidir quando quer ou pode ser Mãe. A mulher não é uma “barriga de aluguer” nem “propriedade privada” do homem ao serviço do Estado patriarcal e muito menos pode estar sujeita a leis discriminatórias ou aos “juízos de valor” burgueses, marcados pela “moral” secular dos padres, misóginos e celibatários!
PROPOSTA PELO PS:
“Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde autorizado”. (In Público de 16/9/05)
Se realizada por opção da mulher - SIM
Não pelo “aborto” em si, mas pela liberdade da mulher decidir!
Pelo direito à autonomia da mulher e da liberdade de decidir cabalmente sobre o seu corpo!
Pela confiança inata que a mulher merece e consequentemente possa decidir em uso das suas faculdades e de moto próprio, quando e como quer ser Mãe.
Só a Mulher cabe decidir quando quer ou pode ser Mãe. A mulher não é uma “barriga de aluguer” nem “propriedade privada” do homem ao serviço do Estado patriarcal e muito menos pode estar sujeita a leis discriminatórias ou aos “juízos de valor” burgueses, marcados pela “moral” secular dos padres, misóginos e celibatários!
“NÃO EXISTE ACONTECIMENTO NATURALMENTE CRISTÃO,
NEM NATURALMENTE COMUNISTA”
“A UTOPIA É UMA MISTURA DE RACIONALISMO PUERIL
E DE ANGELISMO SECULARIZADO.”
e. m. cioran
ASSIM ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS EM PORTUGAL:
“EGO À PATRIA”
A Esquerda “à esquerda” divide-se para sobreviver no palco político e não para vencer e ajudar o “povo”...
A Esquerda pela sua divisão intrínseca (“casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão”), vai entregar a Presidência da República à Direita para não perder a sua identidade de pobre... e utópico!
Ela só existe, a esquerda, se a Direita Governar... os fanáticos e os fundamentalistas têm que ter sempre um inimigo, como os católicos têm o diabo...
A prova disso é que quando a “Esquerda” à direita pode Governar e tem a Maioria Absoluta é “a Esquerda” à esquerda que se transforma na Oposição. A Direita, a de gingeira, a de elite, como Lapas agarradas ao Poder, sempre unida na sua identidade bancária, a breve trecho, não precisa de fazer nada para sair vitoriosa.
É a ironia das Utopias que os autistas polichinelos de carreira não querem ver. Neles domina sempre o ódio e a raiva (inveja pessoal=sede de poder) aos “barões”, aos “engenheiros” e aos “coronéis”, mas quando estão no poder fazem o mesmo que o “operário” Lula da Silva ou outro qualquer... eles são carrões, aviões, mansões, castelos no ar e fortes à beira-mar.
Quantos “Mensalões” não andam por aí à solta ou “debaixo da mesa”?!
Nisto é que Portugal e Brasil falam a mesma língua...ou andam de mãos dadas...
Não fosse o crime e a corrupção a Lei dos Homens, uns bandidos e outros heróis que sempre dividiram a História entre si e a Igreja...
Quanto “ao povo” (o verdadeiro) e as mulheres, que andam ao abandono... deitam fogo às matas por cinco tostões ou vendem o corpo por cinco reais, ou então ficam-se pelas secas, pois já nem podem ir à pesca do mexilhão... nem da sardinha.
Os outros, os mídia classe, (os adidos do consumo)ficam-se anestesiados entre os ricos e as celebridades a sonhar com o Euro-Milhões!
“A UTOPIA PREENCHE NA VIDA DAS COLECTIVIDADES A FUNÇÃO ATRIBUIDA À IDEIA DE MISSÃO NA VIDA DOS POVOS. AS IDEOLOGIAS SÃO O SUBPRODUTO DAS VISÕES MESSIÂNICAS OU UTÓPICAS, E COMO QUE A SUA EXPRESSÃO VULGAR.”
IN História e Utopia
E.M.Cioran
NEM NATURALMENTE COMUNISTA”
“A UTOPIA É UMA MISTURA DE RACIONALISMO PUERIL
E DE ANGELISMO SECULARIZADO.”
e. m. cioran
ASSIM ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS EM PORTUGAL:
“EGO À PATRIA”
A Esquerda “à esquerda” divide-se para sobreviver no palco político e não para vencer e ajudar o “povo”...
A Esquerda pela sua divisão intrínseca (“casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão”), vai entregar a Presidência da República à Direita para não perder a sua identidade de pobre... e utópico!
Ela só existe, a esquerda, se a Direita Governar... os fanáticos e os fundamentalistas têm que ter sempre um inimigo, como os católicos têm o diabo...
A prova disso é que quando a “Esquerda” à direita pode Governar e tem a Maioria Absoluta é “a Esquerda” à esquerda que se transforma na Oposição. A Direita, a de gingeira, a de elite, como Lapas agarradas ao Poder, sempre unida na sua identidade bancária, a breve trecho, não precisa de fazer nada para sair vitoriosa.
É a ironia das Utopias que os autistas polichinelos de carreira não querem ver. Neles domina sempre o ódio e a raiva (inveja pessoal=sede de poder) aos “barões”, aos “engenheiros” e aos “coronéis”, mas quando estão no poder fazem o mesmo que o “operário” Lula da Silva ou outro qualquer... eles são carrões, aviões, mansões, castelos no ar e fortes à beira-mar.
Quantos “Mensalões” não andam por aí à solta ou “debaixo da mesa”?!
Nisto é que Portugal e Brasil falam a mesma língua...ou andam de mãos dadas...
Não fosse o crime e a corrupção a Lei dos Homens, uns bandidos e outros heróis que sempre dividiram a História entre si e a Igreja...
Quanto “ao povo” (o verdadeiro) e as mulheres, que andam ao abandono... deitam fogo às matas por cinco tostões ou vendem o corpo por cinco reais, ou então ficam-se pelas secas, pois já nem podem ir à pesca do mexilhão... nem da sardinha.
Os outros, os mídia classe, (os adidos do consumo)ficam-se anestesiados entre os ricos e as celebridades a sonhar com o Euro-Milhões!
“A UTOPIA PREENCHE NA VIDA DAS COLECTIVIDADES A FUNÇÃO ATRIBUIDA À IDEIA DE MISSÃO NA VIDA DOS POVOS. AS IDEOLOGIAS SÃO O SUBPRODUTO DAS VISÕES MESSIÂNICAS OU UTÓPICAS, E COMO QUE A SUA EXPRESSÃO VULGAR.”
IN História e Utopia
E.M.Cioran
sexta-feira, setembro 16, 2005
O AMOR É SEMPRE...
"A CATÁSTROFE DE UM FANTASMA"
“Quando o eleito do meu coração me desconcerta também sobre as razões da minha escolha, quando é precária, revogável, fluida a imagem da qual a minha alienação amorosa extrai a necessidade, tenho acesso à lucidez do não poder: o Outro é enigma sem palavras. Ele é menos o significante de uma instância ausente que a enigmática ausência de um significado estável e seguro.
Na intriga amorosa, a lucidez não é portanto, em última análise, senão a actualização de uma dupla fraqueza: fraqueza do sujeito, posto a nu pelo código do inconsciente da responsabilidade da sua escolha; mas fraqueza também pela falência do código, impotente para reduzir o ser exterior ao papel que ele lhe impõe.
Dir-se-á, pois, que o amor fluido é a memória que troça, a dissonância na repetição, a catástrofe do fantasma.”
AINDA "a nova desordem amorosa"
"A CATÁSTROFE DE UM FANTASMA"
“Quando o eleito do meu coração me desconcerta também sobre as razões da minha escolha, quando é precária, revogável, fluida a imagem da qual a minha alienação amorosa extrai a necessidade, tenho acesso à lucidez do não poder: o Outro é enigma sem palavras. Ele é menos o significante de uma instância ausente que a enigmática ausência de um significado estável e seguro.
Na intriga amorosa, a lucidez não é portanto, em última análise, senão a actualização de uma dupla fraqueza: fraqueza do sujeito, posto a nu pelo código do inconsciente da responsabilidade da sua escolha; mas fraqueza também pela falência do código, impotente para reduzir o ser exterior ao papel que ele lhe impõe.
Dir-se-á, pois, que o amor fluido é a memória que troça, a dissonância na repetição, a catástrofe do fantasma.”
AINDA "a nova desordem amorosa"
“Apenas se conhecem aqueles que não se tem a preocupação de conhecer”
A PROJECÇÃO DO AMOR...

“Amo-te”: é o momento em que a memória se apodera da experiência: memória que me ultrapassa de muito longe, lembrança do que não vivi. Conheço o amor antes de o ter experimentado, a certeza de amar é sempre um reconhecimento: é aquilo, aquilo que li, aquilo de que respirei o aroma fictício, vigiei os indícios e tanto esperei que me arrebatasse, é enfim, aquilo: “amo-te” existe em mim antes de o proferir, o sabor da primeira vez em conformidade com a prelibação que exala o amor de amar”.
“Ela veio, vi-a, estava embriagado por um amor sem objecto; esta embriaguez fascinou os meus olhos, o objecto fixou-se nela”
(Confessions, Rousseau)
E DEPOIS...
“Então, a despeito da sua evidência, a separação não se deixa apanhar senão na sua interrogativa. É verdade? Acabou? Terei rompido? O Outro sobrevive em mim no instante da separação com uma tal força e uma tal insistência que o mundo perde a credibilidade: tudo flutua.
Amo quando nem a réplica do “amo-te” nem a iniciativa da ruptura souberam pôr um fim à minha passividade. Amo quando ascendo ao paradoxo de outrem, quando lhe marco um encontro e comprovo o seu afastamento, a dor da sua inacessibilidade; quando procuro escapar-lhe e tudo se inverte: o longe faz-se próximo, premente não contornável. Ele escapa-se-me e não lhe posso escapar; é a própria experiência da renúncia, a moralidade do amor: daquele que, em tudo se ocultando, me assedia, me fere e me separa de mim mesmo, do alter-ego, não sou o igual.”
(...)
“Todos os ternos enamorados são sádicos do afecto e a sua confissão de dependência é exigida de reparação”
Excertos do livro: "A NOVA DESORDEM AMOROSA"
Pascal B. E Alain Finkielkraut
A PROJECÇÃO DO AMOR...
“Ela veio, vi-a, estava embriagado por um amor sem objecto; esta embriaguez fascinou os meus olhos, o objecto fixou-se nela”
(Confessions, Rousseau)
E DEPOIS...
“Então, a despeito da sua evidência, a separação não se deixa apanhar senão na sua interrogativa. É verdade? Acabou? Terei rompido? O Outro sobrevive em mim no instante da separação com uma tal força e uma tal insistência que o mundo perde a credibilidade: tudo flutua.
Amo quando nem a réplica do “amo-te” nem a iniciativa da ruptura souberam pôr um fim à minha passividade. Amo quando ascendo ao paradoxo de outrem, quando lhe marco um encontro e comprovo o seu afastamento, a dor da sua inacessibilidade; quando procuro escapar-lhe e tudo se inverte: o longe faz-se próximo, premente não contornável. Ele escapa-se-me e não lhe posso escapar; é a própria experiência da renúncia, a moralidade do amor: daquele que, em tudo se ocultando, me assedia, me fere e me separa de mim mesmo, do alter-ego, não sou o igual.”
(...)
“Todos os ternos enamorados são sádicos do afecto e a sua confissão de dependência é exigida de reparação”
Excertos do livro: "A NOVA DESORDEM AMOROSA"
Pascal B. E Alain Finkielkraut
quarta-feira, setembro 14, 2005
A CRUCIFICAÇÃO DA MULHER...

"Crucificação da Rosa - ou seja no sacrifício da emoção do mundo (a Rosa, que é o círculo em flor) nas linhas cruzadas da vontade fundamental, que formam o substrato do mundo, não como realidade (que isso é o círculo) mas como produto do Espírito (que isso é a cruz)."
O neófito sabe que só se adquire a nova alma com sofrimento e saudade.
O sábio conhece o que o neófito sabe.
O mestre aplica o que o sábio conhece (e o) resto não é mais que nada.
O Mestre é o sábio que se morreu.
O sábio é o neófito que se nasce.
Dou a minha paz
in "Condições de iniciação"
fernando pessoa
O sábio conhece o que o neófito sabe.
O mestre aplica o que o sábio conhece (e o) resto não é mais que nada.
O Mestre é o sábio que se morreu.
O sábio é o neófito que se nasce.
Dou a minha paz
in "Condições de iniciação"
fernando pessoa
terça-feira, setembro 13, 2005
A BUSCA DA NOSSA VERDADE
E A NECESSIDADE DE PERDERMOS O MEDO ANCESTRAL
QUE NOS TOLHE A VONTADE E AS EMOÇÕES...
"A revelação e a dor nos salvam da zona morta. Elas nos permitem deixar para trás o culto fatal dos segredos. Podemos chorar e chorar muito, e sair cobertas de légrimas, mas não manchadas de vergonha. Podemos sair daí mais profundas, com o total reconhecimento de quem somos e plenas de uma nova vida.
A Mulher Selvagem nos abraçará enquanto estivermos chorando. Ela é o Self
instintivo. Ela consegue suportar nossos gritos, nossos uivos, nosso desejo de morrer sem morrer.
Ela sabe aplicar os melhores remédios nos piores lugares. Ela ficará sussurrando e murmurando aos nossos ouvidos. Ela sentirá dor pela nossa dor. Ela a suportará. Não fugirá. Embora haja inúmeras cicatrizes, é bom lembrar que, em termos de resistência à tração e à capacidade de absorver a pressão, uma cicatriz é mais forte do que a pele."
Mulheres correndo com os lobos – Clarissa Pinkola Estés
E A NECESSIDADE DE PERDERMOS O MEDO ANCESTRAL
QUE NOS TOLHE A VONTADE E AS EMOÇÕES...
"A revelação e a dor nos salvam da zona morta. Elas nos permitem deixar para trás o culto fatal dos segredos. Podemos chorar e chorar muito, e sair cobertas de légrimas, mas não manchadas de vergonha. Podemos sair daí mais profundas, com o total reconhecimento de quem somos e plenas de uma nova vida.
A Mulher Selvagem nos abraçará enquanto estivermos chorando. Ela é o Self
instintivo. Ela consegue suportar nossos gritos, nossos uivos, nosso desejo de morrer sem morrer.
Ela sabe aplicar os melhores remédios nos piores lugares. Ela ficará sussurrando e murmurando aos nossos ouvidos. Ela sentirá dor pela nossa dor. Ela a suportará. Não fugirá. Embora haja inúmeras cicatrizes, é bom lembrar que, em termos de resistência à tração e à capacidade de absorver a pressão, uma cicatriz é mais forte do que a pele."
Mulheres correndo com os lobos – Clarissa Pinkola Estés
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