ATENÇÃO
Estou sem Netcabo há três dias e três noites...
Vou estar ausente e em mudanças por dias indeterminados e espero voltar o mais breve possível...
Enquanto isso podem ler o meu artigo na revista:"Espaço & Design" "A Besta Ferida" ou o País das caricaturas...à venda nas bancas e Quiosques de Lisboa e Porto...
Não percam e não deixem de me visitar...
O SORRISO DE PANDORA
“Jamais reconheci e nem reconhecerei a autoridade de nenhuma pretensa divindade, de alguma autoridade robotizada, demoníaca ou evolutiva que me afronte com alguma acusação de pecadora, herege, traidora ou o que seja.
Não há um só, dentre todos os viventes, a quem eu considere mais do que a mim mesma. Contudo nada existe em mim que me permita sentir-me melhor do que qualquer outro vivente. Respeito todos, mas a ninguém me submeto.
Rendo-me à beleza de um simples torrão de terra, à de uma gotícula de água, à de uma flor, à de um sorriso de qualquer face, mas não me rendo a qualquer autoridade instituída pela estupidez evolutiva da hora. Enfim, nada imponho sobre os ombros alheios, mas nada permito que me seja imposto de bom grado
Libertei-me do peso desses conceitos equivocados e assumi-me como agente do processo de me dignificar a mim mesma, como também a vida que me é dispensada. Procuro homenageá-la com as minhas posturas e atitudes e nada mais almejo. É tudo o que posso dizer aqueles a quem considero meus filhos e filhas da Terra. “
In O SORRISO DE PANDORA, Jan Val Ellam
quarta-feira, novembro 27, 2002
sábado, novembro 23, 2002
Tudo quanto é feio, destruído, todas as coisas gastas, velhas,
(...)
Maculam a tua imagem que engendra uma rosa no fundo do meu coração.
Tão grande é a mácula das coisas torpes que não pode ser descrita;
A minha ânsia é tudo reconstruir e sentar-me num verde outeiro solitário,
Com a terra, o céu, a água renovados, como um cofre de ouro
Para os meus sonhos da tua imagem que floresce numa rosa tão profundamente no meu coração.
Yeats
(...)
Maculam a tua imagem que engendra uma rosa no fundo do meu coração.
Tão grande é a mácula das coisas torpes que não pode ser descrita;
A minha ânsia é tudo reconstruir e sentar-me num verde outeiro solitário,
Com a terra, o céu, a água renovados, como um cofre de ouro
Para os meus sonhos da tua imagem que floresce numa rosa tão profundamente no meu coração.
Yeats
MULHER VULCÃO
"Elle a une envie de femme. Envie de quoi ? Mais du Tout, du Grant Tout universel."
(…)
"A ce désir immense, profond, vaste comme une mer, elle succombe, elle sommeille. En ce moment, sans souvenir, sans haine ni pensé de vengeance, innocente malgré elle, elle dort sur la prairie, tout comme autre aurait fait, la brebis ou la colombe, descendue, épanouie, - je n’ose dire, amoureuse."
"Elle a dormi, elle a rêve…Le beau rêve ! Et comment le dire ? C’est que le monstre merveilleux de la vie universelle, chez elle s’était englouti ; que désormais vie et mort, tout tenait dans ses entrailles, et qu’au prix de tant de douleurs elle avait conçu la Nature."
In « LA SORCIÈRE » de Michelet
"A MÃO DE UMA AMA ASTRAL"
"QUANDO DURMO MUITOS SONHOS, VENHO PARA A RUA,
DE OLHOS ABERTOS, AINDA COM O RASTRO E A SEGURANÇA DELES.
E PASMO DO AUTOMATISMO MEU COM QUE OS OUTROS ME DESCONHECEM.
PORQUE ATRAVESSO A VIDA QUOTIDIANA SEM LARGAR A MÃO DE UMA AMA ASTRAL.
PORQUE MEUS PASSOS NA RUA VÃO CONCORDES
E CONSOANTES COM O OBSCUROS DESIGNIOS DA IMAGINAÇÃO DE DORMIR.
E NA RUA VOU CERTO; NÃO CAMBALEIO; RESPONDO BEM; EXISTO."
Fernando Pessoa -- Livro do Desassossego
sexta-feira, novembro 22, 2002
FOGOS...
"Partes? Partes?...Não, não te vais embora.
Retenho-te... nas minhas mãos deixaste a tua alma como se fosse um manto."
"Não cairei. Alcancei o centro. Escuto a pulsação de não sei que divino relógio através do fino invólucro carnal da vida plena de sangue, de sobressaltos e de suspiros. Estou perto do núcleo misterioso das coisas como, à noite, estamos às vezes perto de um coração."
Marguerite Yourcenar
A PALAVRA COMO DESTINO...
"A palavra também é destino, pois ela anuncia aquilo que foi decidido pelos poderes; além disso, a maldição e a benção dependem dos rituais mágicos que estão sob o domínio das mulheres. Aquilo que mais tarde passamos a chamar de poesia teve origem na fórmula dos sortilégios e nos cânticos mágicos que emergem espontaneamente das profundezas do inconsciente de onde trazem à tona suas formas características; seu próprio ritmo, além do vigor e da sensualidade peculiares de sua imagem"
(...)
in "A Grande Mãe"
(...)
"os colares de corolas várias
e fragrantes
em redor de um colo delicado;
as essências de ervas raras
e um perfume real
derramado sobre a pele;
o leito onde o desejo
profundamente apaziguavas
a meu lado..."
SAFO
A "divina beleza", que aqui nos aparece envolta em seda verde, ornamentada com prata, ouro e pedras preciosas, possui uma carga fortemente numinosa, e conduz o adepto a uma experiência do centro"(...)
in "AlQUIMIA DO AMOR" de Y.K.Centeno
ADMIRAÇÃO DO MACHO...
(...) "Quando vejo aquelas mulheres que pensam que emancipação significa a liberdade de serem tão ambiciosas e sedentas de poder como o mais macho dos homens, temo que as mulheres que se mantiveram intactas (autênticas) à sua maneira sejam postas em perigo por outras mulheres. É que já não se tratará apenas de se defenderem dos homens, como também daquelas mulheres que adoptaram a concepção masculina da liberdade. A “liberdade” de perseguir o poder para não terem de saber do medo torna-as cúmplices com o desprezo que os homens costumam ter pelo sexo feminino. Um Eu que foge do desamparo só até certo ponto pode aspirar a saber algo dos seus processos interiores. Não sabe lidar com os próprios horrores e inseguranças, só os pode negar pelo desprezo e pela perseguição da invulnerabilidade. Essa perseguição é evidentemente um esforço inútil para ambos, já que para os homens e as mulheres o desamparo espreita atras de cada esquina, justamente porque ela é temida. As suas consequências são paranóia, defesa, ameaças de guerra e a loucura da corrida aos armamentos.
A dependência da admiração, isto é, o sermos admirados, parece prometer a força desejada. O homem quer ser admirado pela sua “força”. E esse estado do ser admirado chama-se amor, embora ele tenda mais a asfixiar o amor autêntico. A maior parte das vezes não é essa a intenção consciente, mas isso não altera nada os resultados."
(...)
In “A TRAIÇÃO DO EU “ do autor do livro “A LOUCURA DA NORMALIDADE”
ARNO GRUEN – Professor e Psicanalista de origem alemã
“AS MULHERES PRECISAM DE SABER QUE SÃO CAPAZES DE PENSAR INTELI+GENTEMENTE E QUE PRECISAM DE TER CONSCIÊNCIA DISTO NESTE EXACTO MOMENTO.” Adrienne Rich
quinta-feira, novembro 21, 2002
RECAPITULANDO...
A CONSCIÊNCIA, O AUTÓMATO E O GATO...
(...)
"O ser humano ainda não iluminado pela sua consciência espiritual quanto aos valores reais ou relativos, deixa o seu mental apoiar os desejos instintivos do seu ser inferior, cujas exigências anárquicas criam tumultos de aceleração de impaciência, e de caprichos incoerentes.
Sofrendo dessas influências, o Autómato humano assemelha-se a certo tipos de animais. O cão treme de impaciência diante do osso avidamente desejado. A inconstância do macaco é típica pela sua dispersão de ideias. A agitação da mosca lança-a para a armadilha da aranha. A pressa é a preocupação da abelha pelo dever social; é também a inquietação da formiga que tem sempre qualquer coisa que fazer, mas que se precipita em voltas supérfluas, sabendo a direcção, mas não a maneira de contornar os obstáculos.
Ao contrário de outros animais que nos dão uma lição de mestria, sendo exemplo disso o gato cuja sabedoria é um modelo porque junta a maior paixão à mais indiferente calma.
Na sua imobilidade reflecte o seu salto, sempre exacto;
a força dos seus rins é proporcional ao relaxe do seu sono:
há no seu sono, o abandono da criança recém-nascida, enquanto que o seu instinto está sempre de vigília;
a sua leveza sem resistência torna a sua queda sem perigo;
Caça e luta são para ele alegria do jogo: ele caça sem ódio e joga sem finalidade;
constantemente pronto ao ataque sem animosidade, e pronto a defender-se sem apreensão:
vencedor indiferente, ele nunca é vencido.
A serenidade é o fruto da independência.
Cria em ti esta independência, que não é indiferença, mas neutralidade face às impressões recebidas do exterior: bonito e feio, bom e mau, alegre ou triste, agradável ou penível... Um a coisa é discernir as qualidades, outra é deixá-las afectar a nossa disposição."
(...)
A paz sobre esta Terra não pode ser a supressão das forças opostas,
mas a sua conciliação no interesse de um fim comum: a vida indestrutível
In « L’OUVERTURE DU CHEMIN » de ISHA s. DE LUBCZ
A CONSCIÊNCIA, O AUTÓMATO E O GATO...
(...)
"O ser humano ainda não iluminado pela sua consciência espiritual quanto aos valores reais ou relativos, deixa o seu mental apoiar os desejos instintivos do seu ser inferior, cujas exigências anárquicas criam tumultos de aceleração de impaciência, e de caprichos incoerentes.
Sofrendo dessas influências, o Autómato humano assemelha-se a certo tipos de animais. O cão treme de impaciência diante do osso avidamente desejado. A inconstância do macaco é típica pela sua dispersão de ideias. A agitação da mosca lança-a para a armadilha da aranha. A pressa é a preocupação da abelha pelo dever social; é também a inquietação da formiga que tem sempre qualquer coisa que fazer, mas que se precipita em voltas supérfluas, sabendo a direcção, mas não a maneira de contornar os obstáculos.
Ao contrário de outros animais que nos dão uma lição de mestria, sendo exemplo disso o gato cuja sabedoria é um modelo porque junta a maior paixão à mais indiferente calma.
Na sua imobilidade reflecte o seu salto, sempre exacto;
a força dos seus rins é proporcional ao relaxe do seu sono:
há no seu sono, o abandono da criança recém-nascida, enquanto que o seu instinto está sempre de vigília;
a sua leveza sem resistência torna a sua queda sem perigo;
Caça e luta são para ele alegria do jogo: ele caça sem ódio e joga sem finalidade;
constantemente pronto ao ataque sem animosidade, e pronto a defender-se sem apreensão:
vencedor indiferente, ele nunca é vencido.
A serenidade é o fruto da independência.
Cria em ti esta independência, que não é indiferença, mas neutralidade face às impressões recebidas do exterior: bonito e feio, bom e mau, alegre ou triste, agradável ou penível... Um a coisa é discernir as qualidades, outra é deixá-las afectar a nossa disposição."
(...)
A paz sobre esta Terra não pode ser a supressão das forças opostas,
mas a sua conciliação no interesse de um fim comum: a vida indestrutível
In « L’OUVERTURE DU CHEMIN » de ISHA s. DE LUBCZ
segunda-feira, novembro 18, 2002
TÉCNICA DE SEGUIR O ESPÍRITO
Começa por unificar os chakras e convida o ESPÍRITO a irradiar, desde o chakra do coração, para os chakras unificados. Agora imagina que estás no vestíbulo com várias portas. Uma delas tem um letreiro com a pergunta em questão. Determina que, atrás dessa porta, tu estás a viver a dita situação, plena e realmente. Na realidade atrás daquela porta, tu já aceitaste o trabalho xxx ou já te casaste com T... de tal forma que não podes retroceder. A coisa está a acontecer e é completamente real!
Agora, abre a porta.
"Agora, volta para o vestíbulo onde estavas no início e repara numa outra porta cujo letreiro diz: «Su-gestão do ESPÍRITO». Quando te aproximas desta porta, que pode estar a brilhar e a lançar chispas, sentes que, atrás dela, existe uma boa energia.
Então, talvez te apeteça abri-la e entrar.
Se a questão era encontrar uma parceria, poderás conhecê-la; talvez seja alguém que já conheces ou alguém estranho; se a questão era encontrar um trabalho ou uma casa, talvez te vejas desempenhando a função que te corresponde, no momento, ou a morar onde te convém, nesta fase da vida.
É claro que podes ficar surpreendido com o que vês, mas espera uns minutos para que essa informação «assente» dentro de ti... Então?... Como é que o teu corpo se sente agora, nestas novas condições?
Lembra-te de que a tua personalidade continuará a poder escolher; isso faz parte do «acordo». Porém, enquanto ESPÍRITO, a tua esperança é conseguir uma integração plena e total entre todas as partes envol-vidas na decisão. Todavia, isso deve ser acordado bilateralmente (entre o eu-espírito e o eu-ego) por for-ma a não parecer que uma parte usurpou o poder da outra."
(...)
SERAPHYS
O BA E O KA
«O MON COEUR DE MA MERE TU EST LE KA DE MES TRANSFORMATIONS»“
(...) O “eu” é o portador do nome que assiste, impotente, ao julgamento do seu coração. O Nome é o verbo aparente da personalidade humana terrestre; ele devia ser a expressão do seu Ka e da sua natureza, se ele estivesse correctamente atribuído. Ele é sempre a fórmula mágica que conserva a sua imagem na memória dos seres.
Ele é a veste do eu egoísta; é por isso, que quando este eu egoísta se apaga diante do homem consciente do seu fim altruísta, nós modificamos o seu nome para o pôr em harmonia com o seu Ser e a sua função verdadeira.
- Porquê que é que a alma - pássaro (BA) fica à parte na cena do julgamento?
- A alma divina é neutra, impassível e indiferente a esta história pessoal.
Se o homem não cultivou a afinidade do seu KA por esta alma, se ele não estabeleceu, por um apelo constante ao seu ser espiritual, a relação que é a sua consciência recíproca, a alma volta para a sua pátria, e o seu ser unificado não se poderá
realizar." In HER-BAK “Disciple”, de Schwaller de Lubicz.
A alma tem de se ligar ao Espírito, não só através da oração (o Nome verdadeiro), como dessa consciência recíproca.
"SAVOIR, VOULOIR,OSER, SE TAIRE ET AIMER... AIMER.... AIMER..."
"l'écho assourdi d'une symphonie oubliée résonne à nouveau en notre mémoire"
in "L'ENERGIE DES PYRAMIDES ET L'HOMME" - Étienne Guillé
UM MANUAL DE ASCENSÃO
Cada acção não amável ou daninha que este planeta viu ocorrer, sempre foi cometida por alguém que, de alguma forma, se sentia impotente; e quanto mais forte for o sentimento de impotência, maior será a falta de amabilidade ou o dano da acção.
Quando as coisas correm bem na tua vida, significa que o teu eu-espírito está a trabalhar através dos teus campos de energia; quando correm mal, continua a ser o trabalho do eu-espírito só que, neste caso, ele tenta chamar a atenção consciente da personalidade ou procura pô-la ao corrente de algo importante.
SERAPHYS
"LA TENDRESSE HUMAINE
NE PEUT S' EXPRIMER QUE PAR UN SEUL GESTE:
CELUI D'OUVRIR ET DE REFERMER LES BRAS"
"Numa acepção pagã, que valoriza de forma diferente a noção de pureza, não a opondo ao amor carnal, mas sim associando-a a ele, a pomba, ave de Afrodite, representa a realização amorosa que o amante oferece ao objecto do seu desejo.
Estas acecpções, que não divergem senão na aparência, fazem com que ela represente muitas vezes aquilo que o ser humano contém de imperecível, isto é, o princípio vital a alma"
in Dicionário de Símbolos
SEGREDOS DO DESTINO
Mais alto!
Segue a terna pomba
Que te chama
Aos espaços siderais
Na noite do inconsciente
Anjos velam
Pela estrela que te guia
Mais alto
Sempre mais alto!
Vencer a solidão gelada dos abismos
Subir entre nuvens inquietas
A dança rítmica dos astros
Subir mais alto
Ascender
Na insondável imensidão
Da tua alma
Nos largos voos
Habitam
Os segredos do destino
MARIANA INVERNO
AS DUAS MULHERES - LILITH E EVA
“A guerra entre Eva e Lilith alastra-se e atinge outro nível.
Eva pode ter suas necessidades satisfeitas numa relação. Lilith não pode. Ela tem de fugir. Ela não aceita a dependência nem a submissão. Ela não será acorrentada nem enjaulada. Ela precisa de ser livre, mover-se e mudar. Ela é o aspecto do ego feminino individualizado que só pode desenvolver-se no deserto, sem relacionamentos, sem eros e sem filhos.” (...)
NOTA À MARGEM
Ambos estes aspectos da Mulher cindida em duas pela sociedade patriarcal, lutam e tem ciúmes entre si nas situações opostas que ocupam na sociedade, agravando essa separação e criando antagonismos perniciosos para a própria mulher em si que se não concebe ou vê inteira, como se a mulher se dividisse em duas e cada uma para seu lado, eternas inimigas uma da outra, uma pomba, outra serpente, uma imaculada e esposa e santa e a outra desgraçada, prostituta e marginalizada ...
Na realidade o inconcebível, haver dois tipos de mulher e inimigas uma da outra...
Tudo porque Deus criou a Mulher e o homem criou a p...
Acabar com essa cisão pela integração das duas (três) mulheres, na mulher livre e consciente que sabe que ela é uma só e a sua natureza é una e reune tosdos os aspectos da sua feminilidade essencial, sem negar parte nenhuma do seu ser.
Só essa mulher integrada será livre e amante e capaz de assegurar um mundo diferente do que vivemos hoje.
RECORDA-TE...
“Houve um tempo em que não eras escrava, lembra-te disso. Caminhavas sozinha, alegre, e banhavas-te com o ventre nu. Dizes que perdeste toda e qualquer lembrança disso, recorda-te...Dizes que não palavras para descrevê-lo, dizes que isso não existe. Mas lembra-te. Faze um esforço e recorda-te. Ou. Se não o conseguires, inventa.“
Excertos de “O Livro de Lilith” – Bárbara Black Koltuv
(Cultrix)
Estas acecpções, que não divergem senão na aparência, fazem com que ela represente muitas vezes aquilo que o ser humano contém de imperecível, isto é, o princípio vital a alma"
in Dicionário de Símbolos
SEGREDOS DO DESTINO
Mais alto!
Segue a terna pomba
Que te chama
Aos espaços siderais
Na noite do inconsciente
Anjos velam
Pela estrela que te guia
Mais alto
Sempre mais alto!
Vencer a solidão gelada dos abismos
Subir entre nuvens inquietas
A dança rítmica dos astros
Subir mais alto
Ascender
Na insondável imensidão
Da tua alma
Nos largos voos
Habitam
Os segredos do destino
MARIANA INVERNO
AS DUAS MULHERES - LILITH E EVA
“A guerra entre Eva e Lilith alastra-se e atinge outro nível.
Eva pode ter suas necessidades satisfeitas numa relação. Lilith não pode. Ela tem de fugir. Ela não aceita a dependência nem a submissão. Ela não será acorrentada nem enjaulada. Ela precisa de ser livre, mover-se e mudar. Ela é o aspecto do ego feminino individualizado que só pode desenvolver-se no deserto, sem relacionamentos, sem eros e sem filhos.” (...)
NOTA À MARGEM
Ambos estes aspectos da Mulher cindida em duas pela sociedade patriarcal, lutam e tem ciúmes entre si nas situações opostas que ocupam na sociedade, agravando essa separação e criando antagonismos perniciosos para a própria mulher em si que se não concebe ou vê inteira, como se a mulher se dividisse em duas e cada uma para seu lado, eternas inimigas uma da outra, uma pomba, outra serpente, uma imaculada e esposa e santa e a outra desgraçada, prostituta e marginalizada ...
Na realidade o inconcebível, haver dois tipos de mulher e inimigas uma da outra...
Tudo porque Deus criou a Mulher e o homem criou a p...
Acabar com essa cisão pela integração das duas (três) mulheres, na mulher livre e consciente que sabe que ela é uma só e a sua natureza é una e reune tosdos os aspectos da sua feminilidade essencial, sem negar parte nenhuma do seu ser.
Só essa mulher integrada será livre e amante e capaz de assegurar um mundo diferente do que vivemos hoje.
RECORDA-TE...
“Houve um tempo em que não eras escrava, lembra-te disso. Caminhavas sozinha, alegre, e banhavas-te com o ventre nu. Dizes que perdeste toda e qualquer lembrança disso, recorda-te...Dizes que não palavras para descrevê-lo, dizes que isso não existe. Mas lembra-te. Faze um esforço e recorda-te. Ou. Se não o conseguires, inventa.“
Excertos de “O Livro de Lilith” – Bárbara Black Koltuv
(Cultrix)
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