O SORRISO DE PANDORA

“Jamais reconheci e nem reconhecerei a autoridade de nenhuma pretensa divindade, de alguma autoridade robotizada, demoníaca ou evolutiva que me afronte com alguma acusação de pecadora, herege, traidora ou o que seja. Não há um só, dentre todos os viventes, a quem eu considere mais do que a mim mesma. Contudo nada existe em mim que me permita sentir-me melhor do que qualquer outro vivente. Respeito todos, mas a ninguém me submeto. Rendo-me à beleza de um simples torrão de terra, à de uma gotícula de água, à de uma flor, à de um sorriso de qualquer face, mas não me rendo a qualquer autoridade instituída pela estupidez evolutiva da hora. Enfim, nada imponho sobre os ombros alheios, mas nada permito que me seja imposto de bom grado Libertei-me do peso desses conceitos equivocados e assumi-me como agente do processo de me dignificar a mim mesma, como também a vida que me é dispensada. Procuro homenageá-la com as minhas posturas e atitudes e nada mais almejo. É tudo o que posso dizer aqueles a quem considero meus filhos e filhas da Terra. “ In O SORRISO DE PANDORA, Jan Val Ellam

segunda-feira, julho 09, 2018

SER JOVEM ENQUANTO VELHA...



"Talvez você tenha vindo à minha porta por estar interessada em viver de um modo que a abençoe com a perspectiva de, como eu digo, "ser jovem enquanto velha e velha enquanto jovem" — o que significa estar plena de um belo conjunto de paradoxos mantidos em perfeito equilíbrio. Está lembrada? A palavra paradoxo significa uma idéia contrária à opinião de aceitação geral. E o que acontece com a grand mère, a maior das mulheres, a grande madre... porque ela é uma sábia em preparação, que mantém unidas as grandes e totalmente úteis capacidades aparentemente ilógicas da psique profunda. Os atributos paradoxais do que é grande são principalmente ser sábia e ao mesmo tempo estar sempre à procura de novos conhecimentos; ser cheia de espontaneidade e confiável; ser loucamente criativa e obstinada; ser ousada e precavida; abrigar o tradicional e ser verdadeiramente original. Espero que você entenda que todos esses atributos se aplicam a você de modo geral e em detalhes, como algo em potencial, meio realizado ou já perfeitamente formado.
Se você sente interesse por essas contradições divinas, sente interesse pelo arquétipo misterioso e irresistível da mulher sábia, do qual a avó é uma representação simbólica. O arquétipo da mulher sábia pertence a mulheres de todas as idades e se manifesta sob formas e aspectos singulares na vida de cada mulher. Falar da imagem profunda da grande avó como um dos principais aspectos do arquétipo da mulher sábia não é falar de alguma idade cronológica ou de algum estágio na vida das mulheres. A grande perspicácia, a grande capacidade de premonição, a grande paz, expansividade, sensualidade, a grande criatividade, argúcia e coragem para o aprendizado, ou seja, ser sábia não chega de repente perfeitamente formada e se amolda como uma capa sobre os ombros de uma mulher de determinada idade. A grande clareza e percepção, o grande amor que tem magnitude, o grande autoconbecimento que tem profundidade e amplitude, a expansão da aplicação refinada da sabedoria... tudo isso é sempre uma "obra em andamento", não importa quantos anos de vida a mulher tenha acumulado. Os fundamentos do que é "grande", em oposição ao que é "apenas comum", são conquistados no início da vida, no meio ou mais tarde... muitas vezes mediante enormes fracassos, elevações do espírito, decisões equivocadas e recomeços impetuosos. O que se recolhe depois do desastre ou da sorte inesperada... é isso que é moldado e então praticado pela mulher e seu espírito, coração, mente, corpo e alma... até que ela se torne não apenas competente em seu modo de ser paradoxalmente sábio... mas também, muitas vezes, perfeita em seus modos de viver, enxergar e ser.(…)"



clarissa pinkola estes - ciranda das mulheres

sexta-feira, julho 06, 2018

A DEGENERESCÊNCIA DA MULHER ...OU DO HOMEM?


Tem 23 anos e diz que nunca foi discriminada. Chama-se Ángela Ponce. É a primeira transexual a concorrer ao título de de MIss Espanha.



Desde há muitos anos que a eleição das Misses se faz a partir de uma imagem estereotipada de mulher que corresponde ao imaginário masculino do que é uma mulher e os padrões de beleza de acordo com as modas e os costureiros, quase sempre gays.  Essa mulheres de algum modo e ao longos das décadas sempre foram uma espécie de seus TRAVESTIS...Mulheres cujos padrões de beleza, pelas suas  medidas e pelos seus corpos estilizados, sempre estiveram longe da mulher natural, estando muito longe de representar a verdadeira BELEZA da mulher-Mulher. 
Portanto estamos agora e finalmente diante desta proeza a de um ser nascido homem que se  transformou  em "mulher" na sua aparência, mas não é uma mulher biologicamente falando; este é apenas  um ser hibrido quimicamente alterado. Ele não tem Utero nem Ovários...
Mas há muito tempo que estas aberrações  se anunciavam através de uma  mutação genética fabricada pela "ciência" materialista  que busca a destruição do que resta da Mulher biológica e ontológica a mulher  real e também do homem…

Não! Não, não se constrói nem fabrica-oficina-sala de operações um 3º Sexo...não se fabrica nem constrói por mão humana ou química  aquilo que a VIDA teceu nas nossas células, no nosso coração misterioso...e em todos os seres EXISTE a possibilidade de TRANSCENDÊNCIA, de elevação, de saída, de metamorfose INTERIOR...de Mutação interior, de complementação do Ser…de integração dos pólos opostos, de Amor interior, de ligação com o Cosmos. Mas nunca poderemos atingir o nosso cerne, nem o cerne da questão se não for a nível da CONSCIÊNCIA ONTOLÓGICA.
Assim, faz todo o sentido o grito do escritor, referindo-se a mulheres comuns masculinizadas e estereotipadas, muito longe da sua essência e natureza profunda, e tenha dito o que agora podemos dizer perante seres fabricados pela Máquina macabra desta ciência maligna que mutila corpos e  que DEFORMA O QUE A NATUREZA CRIOU e assim esse grito faz mais do que nunca  todo o sentido:  

"Senhores, o ser que chamamos de mulher não é A mulher. É uma degenerescência, uma cópia. A essência não está aí, nossa alegria e nossa salvação não estão aí...

...Chamamos mulheres a seres que dela não têm senão a aparência, tomamos em nossos braços imitações de uma espécie inteiramente ou quase destruída."

Louis Pawels

quinta-feira, julho 05, 2018

A filha bondosa; a filha agradável, dócil e delicada...



A MULHER E " A filha bondosa; a filha agradável, dócil e delicada; a companheira diligente, discretamente encorajadora ou brilhante.
Como tantas escritoras feministas declararam pelos tempos afora, esse modelo colectivo e o comportamento daí resultante é inadequado para a vida; "

A vida, qual vida? A vida tal como é definida e formada ou deformada pelos homens. Só numa escala de valores masculina é que os valores referidos acima são implicitamente dados como inferiores. Pelo contrário, um mundo onde estes valores sejam promovidos a virtudes cardinais será menos apreciado por uma perspectiva masculina, daí que muitos conservadores do sexo masculino já se estejam a queixar da actual feminização da sociedade, porque os valores (ditos) femininos - paz, igualdade, compaixão, empatia - são cada vez mais "mainstream"(tradicionais ou convencionais)

Os homens e as mulheres continuam a escamotear verdades fundamentais como o facto do desequilíbrio do mundo derivar da falta do princípio feminino e do seu justo valor não ser efectivamente atribuído à Mulher e à Mãe. Em quase todo o mundo e em todos os paises, uns mais do que outros, existe uma óbvia discriminação do ser mulher...
Ninguém quer ver que essa descriminação começa e é feita entre nós na nossa linguagem, na omissão da mulher nos discursos sempre no masculino, na falta de entendimento de que sem a emoção-coração - o polo que a mulher representa - e nela está a origem dos grandes dramas no Planeta?


Pessoalmente tenho cada dia mais dificuldade em ouvir mulheres ou ler mulheres (escritoras, jornalistas, ou ensaístas) a falar exclusivamente no masculino, em nome do Homem, em Deus e em irmandade, como se elas não existissem...fico sempre a pensar se aquilo tem alguma coisa a ver comigo...E é uma sensação estranha...estar fora do discurso, sentir esta exclusão do feminino na linguagem oral e escrita...enfim no discurso espiritual, académico e cientifico.


Ah pois "feminista" dizem...os homens e essas mulheres sem identidade...


Aqui tem um discurso que não me diz nada...ou diz tudo...onde não há lua, não há deusa, não há mãe, não há irmã, não há feminino...não entendo este "altruísmo"...este "eu comum" só aos homens....obviamente a mulher está fora da sua "era dourada"! Até porque hoje sabemos bem que o caminho da Mulher não é propriamente o caminho do homem dado os valores dos dois princípios serem de algum modo "opostos" mas complementares...no entanto são claramente diferentes e que passou pelo maior branqueamento da história da humanidade quer a  nível da linguagem quer na leitura do ser homem ou ser mulher a nível psicológico ou a  nível mesmo físico e biológico que são obviamente diferente entre si. Não é uma diferença cultural ou social como hoje se quer fazer crer reduzindo os sexos a um desejo meramente libidinal, genital. Portanto a mulher como ente esteve quase sempre fora dos estudos da Psique (sempre analisada pelo homem e os seus dele complexos) esteve fora dos estudos da biologia e da sexualidade...e isto, embora mudado, é ainda uma tremenda falta de bom senso… 

Ora leia-se isto...escrito por uma mulher consagrada na "espiritualidade"...


… "Só existe um Sol, e cada energia em nossa Terra não passa de alguma forma de força solar; e assim como um só Sol alimenta toda a Terra, um só Eu brilha em todos os corações. Só existe uma blasfêmia - a negação de Deus no homem. Só existe uma heresia - a heresia da separatividade, que diz: "Sou outro além de ti, nós não somos um só". Para a redenção do mundo nós precisamos mais do que altruísmo, por mais nobre que ele seja. Precisamos aprender a anulação do eu individual, o sacrifício, a auto-entrega, mas não estaremos firmes no Um antes de podermos dizer "Não há outros; é o Eu em tudo". Quando todos os homens disserem isso o mundo conhecerá sua Era Dourada: quando um homem diz isso através de sua vida, sua presença é uma bênção onde quer que ele vá. Somos irmãos, mas mais que irmãos. Os irmãos têm apenas um mesmo pai; nós temos um Eu comum. Em tudo à nossa volta vejamos a Glória do Eu, e lembremos que negar o Eu no mais baixo é negá-lo em nós mesmos e em Deus."  - Anne Besant


rlp

terça-feira, julho 03, 2018

"A destruição do tecido social


"A destruição do tecido social é antes de tudo a destruição da relação mãe-filha, sendo esse o sustendo de toda a urdidura humana, e compreender isso é compreender que essa má relação mãe-filha é a interiorização básica, e mais profundamente arreigada dentro do sistema…” *


A DESTRUIÇÃO DO TECIDO SOCIAL começa no ódio às mulheres, na sua divisão secular religiosa (a santa e a puta versus a esposa e a prostituta)  e na consequente  rivalidade entre as mulheres em luta pelo homem…Um Sistema onde a mulher não tem valor nem identidade, senão através do sexo e do utero ao serviço da familia patriarcal. rlp


UMA HUMANIDADE "FORA DA MÃE": 
Uma humanidade Homem sem mãe...

Na encruzilhada na qual a humanidade se encontra, o que precisamos de fazer se queremos acabar com este sistema de dominação e sobreviver é recuperar a verdadeira mãe, e com ela as qualidades básicas dos seres humanos, que nos capacitam para a concórdia e nos incapacitam para o fratricídio. Recuperar a mãe verdadeira é recuperar o habitat que a rodeia. Bachofen criou um termo em alemão para o definir: é o Muttertum, sendo que o sufixo “tum” (equivalente ao “dom” em inglês) significa o sítio, o lugar da mãe.

Não se trata apenas dum espaço físico, mas antes dum conjunto de relações travadas com o seu fluxo libidinal específico, o fluido feminino-materno, o hálito materno, porque a produção do nosso sistema orgânico libidinal, desenhado para organizar as relações humanas, é a matéria-prima do tecido social humano original. O Muttertum é assim como a urdidura da tela social, como lhe chamou na sua preciosa metáfora Martha Moia: um conjunto de fios, porque um fio sozinho não consegue fazer a urdidura.

Recuperar a mãe verdadeira pressupõe então recuperar o coletivo de mulheres e a sua função coletiva dentro dum determinado grupo social. A recuperação da mãe não é uma recuperação individual (embora tenha uma dimensão individual e corporal), mas a recuperação do feminino coletivo, de todas nós. Segundo Malinowski, as mulheres trobriandesas dum clã (in The Sexual Life of Savages in the Western Melanesia) tinham um nome coletivo, “tábula”, a “tábula” é que se ocupava do parto das mulheres do clã.

Em castelhano há uma aceção do nome "mãe" que é um vestígio dessa mãe ancestral, que se encontra na expressão "salirse de madre", "sair da mãe", que seria sair do Muttertum, que nos faz amadurecer e nos torna consistentes. Há também uma aceção em que a palavra significa "fonte originária de algo" ("a mãe do vinagre", por exemplo), ou como a raiz de algo, quando dizemos que encontrámos a "mãe do cordeiro". Se um rio sai da "madre", tudo se inunda e é o desastre. Pois assim anda a humanidade, "fora da mãe", em permanente estado de esquizofrenia e cada vez com mais ataques de violência..."*


*Cacilda Rodrigañez Bustos


domingo, julho 01, 2018

Isto é uma catástrofe humana


PORQUE JÁ NÃO COMUNICAMOS?

Hoje em dia e cada vez mais as pessoas optam por não dizer nada, não interagem, ficam no seu canto, fechadas numa concha e ou tem preguiça de responder e de comunicar ou já não sabem expressar-se...e desde que não seja um simples LIKE como no Facebook, duas frases como no Twiter, cada vez mais superficiais e incapazes de dizer o que realmente sentem. Incapazes de ter ideias próprias ou opiniões...Incapazes de intervir...e assistimos a cenas de violência e de horror e toda gente filme e ninguém acode ninguém…
Estamos a perder a faculdade de interagir e viver uns e umas com as outras e de sentir as coisas em profundidade, incapazes de nos olharmos olhos nos olhos.

Parece que temos medo umas e uns dos outr@s e não ousamos sair da nossa gaiola de oiro (o PC ou o Telemóvel)...criando avatares e seres simulacros, máscaras, valendo-nos apenas de aparências, cada vez mais rebuscadas e esquisitas, cobrindo o corpo de tatuagens e transformando o ser humano real em seres híbridos e falsos, completamente plastificados...trans - formados por químicos e silicones, mudando de sexo como quem muda de camisa e invertendo todos os valores saudáveis e uma vida simples, natural... em um negação completa da vida e tornando-nos monstros…

Isto é uma catástrofe humana. Estamos a tornar-nos VIRTUAIS.

Como bem diz a escritora Nancy Huston, cada vez mais "As pessoas estão sozinhas e angustiados. Nas nossas cidades civilizadas, vivemos uma existência feita de ilusões, em que nos esquecemos de estarmos juntos. E bem pelo contrário, escondemo-nos, tornamo-nos solitários e secretos, atrás de 4 paredes, como se tivéssemos vergonha do nosso sofrimento, da nossa fraqueza, ou da nossa fealdade. Esquecemos a nossa espiritualidade, a celebração da nossa ligação entre humanos.

Quando passamos seis a doze horas por dia em frente a ecrãs, ficamos indefinidamente à superfície da vida presente. Que espiritualidade se pode imaginar viver uma humanidade que foge da sua corporalidade e não acredita na vida depois da morte, para quem a vida material é a única que conta?

Se queremos perceber melhor a espiritualidade, devemos voltar a dar valor ao nosso mundo físico e concreto.

É preciso parar com a prostituição e a pornografia. Encorajemos, ao contrário disso, a dança a sedução e o amor.
Aceitemos que somos seres múltiplos, maleáveis, permeáveis, que se emocionam.
Olhemos para as flores e percebamos que os nossos sexos são flores, que se abrem e se procuram, que os nossos corações batem e vão parar de bater, que todos nós somos frágeis e preciosos porque mortais." (…)

Nota final: 
De vez em quando lembro-me de leitoras e amigas que costumavam comentar o Blog e alguns temas e que me davam uma ideia do que escrevo tinha eco ou não…Isso aconteceu ao longo de anos o que me dava um prazer imenso receber essas missivas e incentivos e agradecimentos e até contestações, claro...
Sinto imensa falta dos emocionantes testemunhos de mulheres que se descobriam a si mesmas…

Muitas vezes me pergunto o que será feito de A e de B...você…?

Sim, que é feito de si? Por onde anda agora?

rlp

MULHERES MÃES?



"Uma mulher sem filhos não deixa de ser completa ou natural; seus filhos são as ideias que ela carrega com ela, e o nascimento deles é a forma que ela lhes dá no mundo material " 
Miranda Gray


HÁ MÃES E MÃES E HÁ MÁS MÃES?

Há mães más, sem duvida...há mães desnaturadas, há mães que não queriam ser mães e foram obrigada pelas circunstâncias porque ficaram grávidas ou foram forçadas a casar; há mães pobres e desgraçadas como há mães mal tratadas como se fosse a coisa natural desde sempre…

Há mulheres que não teriam apetência nem natureza nem disponibilidade para serem mães...há mulheres que querendo ter filhos não os amaram porque não sabiam e sobretudo porque se odiavam a si próprias...outras que amaram demasiado e cegamente e tiveram-nos por pura compensação do seu vazio. Outras eram histéricas e loucas.

Como ser boa mãe se ao longo das décadas, quase todas as nossas mães e avós e tias e mulheres pobres e até ricas e rainhas do passado que aturavam maridos violentos e bêbados, impotentes e prepotentes e que sempre se serviram das mulheres para apagar os seus ódios e as suas frustrações...todas essas mulheres sofreram horrores de opressão e dores, humilhações e sevícias como hoje isso acontece e cada dia mais à vista de toda a gente…

É esta humanidade filha - filhos e filhas - dessas mães desrespeitadas, tantas delas espancadas só por serem mulheres, foram as mães de gerações e gerações de homens e mulheres…

ESSAS MULHERES TODAS NÃO FORAM NEM PODIAM TER SIDO BOAS MÃES...por isso temos as taras que temos, os complexos e as carências, os crimes e as guerras, a raiva e o medo, toda a falta de amor que uma Mãe naturalmente não deu se transformou em ódio...e por isso se vive  num mundo cada vez mais de loucos…

Há de certo hoje todo o tipo de mães, Há, mas o GRANDE DRAMA não é apenas a  Mãe boa ou má...é a  CRIANÇA… É QUE TODAS AS CRIANÇAS PRECISAM DE UMA MÃE presente…de uma mãe dedicada quase tempo inteiro, de uma mãe consciente, de uma mãe segura de si…não essa mãe part time, distraída e ocupada com o trabalho e a politica e o emprego etc.. Mas esse não nem nunca foi o pior dos males, o pior dos males é como o Sistema trata as mulheres, como a sociedade trata mal as MÃES E AS MULHERES - DESPREZA AS MÃES SOLTEIRAS e elas não tem culpa da loucura da sociedade que as despreza, que as calunia, dos homens que a assediam e abusam e explora, elas não tem culpa de como a sociedade trata e vê a Mulher e a Mãe por si só. 

E querem agora resolver tudo isso com  a ADOPÇÃO?
Por mais que ela seja uma resposta ela não é solução à falta de amor genuíno que só a mãe pode dar… Por isso não há nenhum pai nem nenhuma mãe adoptiva que lhes possa dar aquilo que só A MÃE VERDADEIRA PODIA DAR - mas seja, terão suporte material e até  afecto, sim, então  adoptem crianças abandonadas e crianças com pais disfuncionais, MAS NUNCA COMPREM CRIANÇAS, nem promovam Barrigas de aluguer que é perverter a vida e a natureza no que ela tem de mais sagrado!!!
rlp


A IMPORTÂNCIA DAS MÃES

"O nosso subconsciente é programado pelas nossas primeiras experiências com a nossa mãe e como fomos criados. A medida em que nos sentimos nutridas/os e incondicionalmente amadas/os determina a forma como as impressões da nossa mãe se traduzem numa sensação de proteção, segurança e confiança no ser, na vida e em poderes superiores, ou não.

Quase todos carregam feridas relacionadas com as suas impressões de maternidade precoce. Nós experimentamos essas feridas como pessoais, mas de facto são geracionais e culturais. A nossa mãe passou para nós o que foi passado para ela, e assim por diante por um longo, longo tempo. Essas impressões dizem respeito à programação cultural em relação ao valor e ao poder de ser mulher. A nossa cura, neste momento, não é a culpa das nossas mães ou de nós mesmos, mas percebermos que temos a oportunidade de libertar a programação baseada no medo que suprimiu o feminino, as mulheres, as emoções e, de facto, toda a humanidade por muito tempo."

Guru Rattana

quinta-feira, junho 28, 2018

Se eu fosse cego amava toda a gente.



Canção da Saudade

Se eu fosse cego amava toda a gente.
Não é por ti que dormes em meus braços que sinto amor. Eu amo a minha irmã gemea que nasceu sem vida, e amo-a a fantazia-la viva na minha edade.
Tu, meu amor, que nome é o teu? Dize onde vives, dize onde móras, dize se vives ou se já nasceste.
Eu amo aquella mão branca dependurada da amurada da galé que partia em busca de outras galés perdidas em mares longissimos.
Eu amo um sorriso que julgo ter visto em luz do fim-do-dia por entre as gentes apressadas.
Eu amo aquellas mulheres formosas que indiferentes passaram a meu lado e nunca mais os meus olhos pararam nelas.
Eu amo os cemiterios - as lágens são espessas vidraças transparentes, e eu vejo deitadas em leitos florídos virgens núas, mulheres bellas rindo-se para mim.
Eu amo a noite, porque na luz fugida as silhuetas indecisas das mulheres são como as silhuetas indecisas das mulheres que vivem em meus sonhos. Eu amo a lua do lado que eu nunca vi.
Se eu fosse cego amava toda a gente.


Almada Negreiros, in 'Frisos - Revista Orpheu nº1'

DELIRIO POÉTICO



Mãe!

Mãe! a oleografia está a entornar o amarelo do Deserto por cima da minha vida. O amarelo do Deserto é mais comprido do que um dia todo!
Mãe! eu queria ser o árabe! Eu queria raptar a menina loira!
Eu queria saber raptar.
Dá-me um cavalo, mãe! Até a palmeira verde está esmeralda! E o anel?!
A minha cabeça amolece ao sol sobre a areia movediça do Deserto!
A minha cabeça está mole como a minha almofada!
Há uns sinais dentro da minha cabeça, como os sinais do Egípcio, como os sinais do Fenício. Os sinais destes já têm antecedentes e eu ainda vou para a vida.
Não há muros para que haja estrada! Não há muros para pôr cartazes!
Não está a mão de tinta preta a apontar — por aqui!
Só há sombras do sol nas laranjeiras da outra margem, e todas as noites o sono chega roubado!
Mãe! As estrelas estão a mentir. Luzem quando mentem. Mentem quando luzem. Estão a luzir, ou mentem?
Já ia a cuspir para o céu!
Mãe! a minha estrela é doida! Coube-me nas sortes a Estrela-doida!
Mãe! dá-me um cavalo! Eu já sou o galope! Há uma palmeira, Mãe!
O que quer dizer um anel? Tem uma esmeralda.
Mãe! eu quero ser as três oleografias!


Almada Negreiros, in 'Antologia Poético

QUANDO A MULHER DESABA...




O QUE MUITAS  MULHERES NÃO QUEREM VER …

REPUBLICANDO

"...Então um dia a mulher acorda do seu cansaço, da sua tristeza ou amargura, da sua raiva ou da sua nostalgia, ou pela idade ou por uma doença fatal e súbita ou pelo desgosto da perda…da desesperança de obter aquilo que uma vida inteira não obteve: o reconhecimento do seu valor, da sua força, da sua coragem, da sua entrega, do seu sacrifício…e desaba…

Sim, ela cansou-se de tal modo que teve um esgotamento, uma grave depressão…e acordou, sim, finalmente percebeu que está vazia dela mesma...que há um enorme buraco no seu coração, uma enorme ferida de rejeição de si...e começa a buscar os seus pedaços, os seus fragmentos e assim, já quando tudo parece perdido, ela ergue-se como a Fénix…e começa a renascer das cinzas de si mesma...porque ela morreu…e vê que se deu sem se dar, que se abriu sem se abrir, que amou sem se amar…e que o seu coração sempre esteve partido em dois…em esforço e sacrifico, à família, aos filhos e a tudo o que exigiam dela…o marido ou o companheiro que a tolhia e lhe dizia: “tu não és esta ou tu és aquela” e que sempre a acusou de não fazer nada…de ser uma inútil ou uma incompetente, uma isto e uma aquilo, afinal…pois a mulher sempre foi o bode expiatório do homem…sempre foi e fez o que o homem quis…e porque hoje começa a enxergar um pouco mais e a não fazer tudo o que o homem quer…ela volta a ser perseguida e queimada nas novas fogueiras que não são da Inquisição, mas de um publico e de uma sociedade ávida de explorar a desgraça alheia e a miséria humana, através das vizinhas, alcoviteiras, revistas, televisão e cinema…

Esta é a história de mães e filhas, de avós e tias…de irmãs talvez…histórias que se repetem e se repercutem ainda em todas as telenovelas e filmes…e que afinal na realidade são mesmo assim ainda…"

Rosa Leonor Pedro

segunda-feira, junho 25, 2018

Cortar os laços energéticos de uma relação amorosa.





…"As mulheres podem custar até sete anos para cortar uma ligação com um homem. A eles, em vez disso, apenas 28 dias. Através da meditação, esta ruptura pode tornar-se mais fácil.

Ter relações sexuais com uma pessoa implica muito mais do que o prazer e a satisfação. Para a filosofia do Yoga, é uma instância onde se fundem duas almas através do Espírito. O ideal de uma relação sexual é o encontro amoroso entre dois seres que buscam a fusão total de suas almas, com princípios de vida comuns e com o pilar fundamental do compromisso, respeito e comunicação em que a mulher se sinta segura e amada, e que a mulher se sinta segura O homem sente-se contido e compreendido. Depois de ter sexo, que pode ser com um casal estável ou não, o corpo da mulher fica impregnado com a energia da aura do homem e a psique subconsciente masculina é absorvida pela psique feminina. Desta forma, uma mulher pode, literalmente, curar o seu homem se nesse acto sexual há amor. Caso contrário, se a mulher não é suficientemente forte produz muita confusão mental, é porque as mulheres que têm muitas relações sexuais com diferentes homens acabam por ter problemas psicológicos, já que esta energia deixa a sua marca durante um período de sete anos. Pelo contrário, a impressão feminina na aura masculina fica por um lapso de tempo de 28 dias, ou seja, um ciclo lunar. É aí que reside o problema das mulheres: a difícil tarefa de tirar um homem da cabeça e que do ponto de vista do Yoga, a cura, a meditação e o alinhamento de chakras poderia resolver esse terrível calvário para muitas. A razão para isso, reside na auto-estima da mulher porque é ela quem começa e termina uma relação, ou seja, são as mulheres que decidem se uma relação, tanto amorosa como sexual, se realiza ou não. A Mulher emite um sinal através das feromonas (hormonas de atração) que os homens são capazes de cheirar e que fazem com que acordem nele a sua sensualidade. Quando a mulher já não está entusiasmada com o relacionamento ou não quer nada com esse homem, não é capaz de segregar essa hormona por isso o homem não a sentirá. Assim se cria o que é conhecido como arco de luz (aqueles que se pintam aos anjos ao redor da cabeça), uma cúpula imaginária energética onde se projectam os pensamentos de ações conscientes.

Cortar laços
Os laços energéticos são criados quando existe uma ligação íntima especial entre duas pessoas. Estes "fios" São o meio por onde se manda ou recebe a informação ou a energia do ser. Esta seria a principal razão pela qual custa muito cortar uma relação humana com uma pessoa com quem tenha tido um vínculo afetivo, por muito curto que seja o período de tempo. Para poder cortar os laços afectivos com outra pessoa, é aconselhável praticar a meditação chamada kirtan kriyā, no qual é usado o mantra (som) do sa ta na ma onde vão se tocando por sua vez cada dedo com o polegar, e tem uma duração entre 11 e 31 minutos.

Sa evoca um sentido da emoção, da expansão e do conhecimento. Ta cria uma sensação de força e transformação, dando sabedoria, inteligência e paciência. Nd estimula um sentimento de amor universal dando vitalidade. A ma desenvolve a capacidade de se comunicar. Este tipo de meditação permite curar feridas emocionais e poder acessar e coordenar a capacidade mental e intuitiva. Além disso, ativa a "cadeia dourada", uma ligação esotérica entre a glândula pineal, que segrega a melatonina encarregada de ajudar a dormir, e a hipófise que mantém uma condição interna estável.

Para realizar esta meditação deve sentar-se no chão ou em uma cadeira com as pernas cruzadas e costas reta; colocar as mãos no colo; fechar os olhos e mover a cabeça em forma de l cada vez que você vai dizendo o mantra para que o A energia sai pela expressão. Depois cantar em voz alta o mantra por dois minutos para depois cantá-la em um sussurro forte por mais dois minutos. Em seguida, repetir o mantra na mente por três minutos e voltar para o passo anterior.

Para finalizar, inalar profundamente e expirar todo o ar dos pulmões, esticar os braços acima da cabeça o mais alto que se possa e abrir os dedos estirándolos para cima da coluna; respirar profundamente várias vezes para depois relaxar e descansar por um. Dois minutos. Para que este exercício seja realmente eficaz, recomenda-se realizar esta meditação por 40 dias consecutivos. Difícil ou não, vale a pena tentar."



A MULHER CONSCIENTE DE SI - É PRECISA

Levei uns dias a digerir isto….
Obviamente isto é uma ideia muito interessante e "romantizada" (a espiritualidade romântica) que pouco ou nada nos garante de concreto em relação aos tais filamentos que aprisionam as mulheres durante 7 anos aos homens com quem tem relações, mas é bonito e estimulante de ler e acreditar que sim…
Mas eu medito há quase 50 anos e garanto que não é nada assim tão técnico, nunca foi...não te curas da paixão nem do apego nem da fome nem da dependência de algo - sempre que houver razões para isso - mas é bonito de se dizer que agora basta meditar ou cantar um mantra...
Ah, o Youga e os Mantras...desculpem o cinismo, mas não, a meditação não cura constipações nem cancros nem quaisquer viroses e de certo não limpa filamentos nem tira ninguém da ignorância se a CONSCIÊNCIA interna e psíquica do individuo não estiver lá primeiro...mas acalma e relaxa, é um facto, dá recuo e talvez até te eleve um pouco o astral, depende da meditação e da seriedade da mesma, mas o que eu acho é que este texto está muito bem construído e ilude ou convence (escolham)  e leva mais uma vez as mulheres  para o relacionamento amoroso e o amor a dois, tendo o homem como foco da vida da mulher e não a própria mulher, como urge acontecer: obter  a sua autonomia e independência do sexo (como razão única da sua vida), ensinando-a a viver por si mesma para lá da mera sexualidade e do orgasmo ou do prazer…

HÁ MAIS VIDA PARA ALÉM DO SEXO!

Continua-se a querer olhar e ver a mulher apenas como um ser iminentemente sexual, em que só o corpo e o sexo parecem contar... Bem sei que é esse o programa e a formatação patriarcal que condiciona como ser social e cultural, sendo a mulher apenas um produto mental e moral das sociedade vigentes, iminentemente falocráticas, desde há séculos. Precisamos ABRIR outros campos de liberdade e de Consciência do Ser Mulher para que a Mulher possa ser um Ente e Ser ela mesma sem assa carga exclusiva do sexo e do casamento ou dos filhos.
Mais uma vez informo que não nego o sexo nemo  amor nem a maternidade, mas que não sejam esses os únicos objectivos da vida da Mulher e sim uma escolha consciente. Para que Não seja um padrão DOMINANTE nem uma obrigação social e moral.
Enfim, para mim é mais do mesmo com que se prende e angana as mulheres da New age; sim, para  mim a quarentena devia ser outra...mas eu já sou velha, claro, já não sonho com o par ideal, nem com o amor romântico...mas percebo muito bem que é isto que as mulheres gostam de ler...agora já podem curtir a vontade e depois meditam e isso passa… além do preservativo, claro.

rlp