terça-feira, novembro 15, 2011

"um escritor amante da maravilhosa alma feminina"




 O Anjo das Letras disse...

Eu costumo dizer que escrevo para as “mulheres”, também sou um escritor que ama a literatura erótica, e costumo separar muito bem separado a literatura erótica da pornográfica. Em meus textos falo sim do falo, pois assim como sem a presença da vagina como haverá sexo sem o falo estar presente? Um homem para mim não se resume pelo seu falo assim como uma mulher não se resume pela sua vagina. Somos mais que isso. Falo e vagina são só dois dos muitos mistérios sagrados que habitam as almas masculinas e femininas. Meu falo é o falo de Cernunnos, assim como a vagina de uma namorada minha se eu a tivesse é a vagina da Deusa, meu falo sendo assim é sagrado, assim como a vagina de toda mulher é sagrada. Por que se envergonhar de nossas genitálias então? Agora no caso deste escritor amigo e companheiro, ele não tem a mínima noção do que seja sagrado, e muito menos como falar a alma doce, sensual, delicada, forte, selvagem e divina de uma mulher. Ele não conhece nem ao Grande Deus Cernunnos e nem a Grande Deusa Gaia, e muito menos as suas leitoras os conhecem. Já descrevi o órgão sexual masculino como lança fálica e o órgão sexual feminino repetidas vezes como pirâmide de delicias misteriosas, ou pirâmide de mistérios orgásticos de Isis ou algo parecido. Pois tento levar o sexo ao patamar do que é poético, lírico e, sobretudo sagrado. Afinal o homem é símbolo do Deus e a mulher símbolo da Deusa, ambos, repito, são sagrados, sacros, filhos do Divino. Co-relação à história de sua amiga e as 50 companheiras de trabalho dela e seu chefe porco-chauvinista, bom, essa teoria fétida de espírito patriarcal é a doutrina das mulheres sadomasoquistas também. Tanto é que tais mulheres chamam seus dominadores de “donos” no fetiche Sado, estes por sua vez as chamam de “cadelas” e quando um “dono” tem várias escravas sexuais, ele diz ser dono de um “canil”. E porque tais donos sadomasoquistas preferem cadelas a gatas? Bom o chefe da sua amiga em seu post já nos respondeu, ou melhor, vomitou em cima de nós com sua resposta desprovida de conteúdo humano e de inteligência. E se procurarmos bem na web, há muitas mulheres que tem uma literatura pornográfica falocrática vindo de sua pena autoral também, então isso não é um “privilégio” só dos autores homens. Quanto a mim querida irmã na amada Deusa, se sou um escritor falocrático e sexista ou não, só o tempo e o juízo justo de Gaia dirão. Espero ser considerado um escritor amante da maravilhosa alma feminina.

Elton Sipião

Meu amigo, como já se deve ter apercebido este Blog é só de Mulheres & Deusas...mas não excluo autores homens como é evidente nem faço nenhuma apologia sexista ou separatista dos seres; apenas foco a questão do feminino sagrado por ser emergente e considerar que as mulheres precisam antes de tudo e do mais, tomar consciência da sua divisão interna...e abraçar a Deusa...para cumprirem a sua parte no todo em toda a sua plenitude interior. Tão pouco foco a sexualidade em particular, nem abordo muito as questões de foro amoroso ou erótico, mas gostei da sua escrita e do seu testemunho e por isso o publico excepcionalmente. Obrigada pela sua extrema correcção e visão correcta da Mulher e da Deusa e do Homem...coisa bem rara...saudo-o por isso. E espero sim, que seja reconhecido como "um escritor amante da maravilhosa alma feminina."

rlp

2 comentários:

isis morgana disse...

Se todos os homens assim pensassem, acreditassem e agissem como Anjo das Letras... e se as mulheres se religassem á divindidade que sempre existiu nelas, teríamos de volta o Sagrado na Terra, o Amor e o Respeito por Tudo o que somos. É uma visão que me agrada... a esperança, é a ultima a morrer!

guiomar disse...

Os homens entre se, e assim como esse escritor que conhece a alma femenina, e escreve sobre ela, sabe tudo que envolve os segredos das mulheres e das DEUSAS. Há se todos os homens fizessem como esse escritor, tentando descrever sobre elas, sobre os seus interiores, talvez soubessem entendê-las que não são objetos sexuais, para usar e depois jogar no lixo, e sim para apreciar toda sua beleza por dentro e por fopra.