"NÃO SOU FEMINISTA, SOU ANTROPOLOGICAMENTE LÚCIDA" Ana Hatherly

segunda-feira, janeiro 26, 2015

EM QUE SOCIEDADE VIVEMOS


O MODO DE SER DE UMA SOCIEDADE DOENTE:

ETOS: Modo de ser; temperamento ou disposição interior; aquilo que é característico e predominante nas atitudes e sentimentos dos indivíduos de um povo, grupo ou comunidade, e que marca suas realizações ou manifestações culturais.

"O patriarcado é o sistema de dominação masculina ancorado num etos de Guerra que legitima a violência, santificada pelos símbolos religiosos, no qual os homens dominam as mulheres através do controlo da sexualidade feminina, com a intenção de legarem a propriedade aos herdeiros masculinos, e no qual os homens, heróis de guerra, são instruídos para matar homens, autorizados a violar mulheres, a apoderarem-se da terra e das suas riquezas, a explorarem recursos e a apropriarem-se ou dominarem por qualquer meio os povos conquistados".  Carol P. Christ


Poderá haver quem pense que eu estou em "luta" e contra o homem, ou que estou contra os homens, a lutar com fantasmas do passado, ou ainda a acicatar o ódio ou a “revolta” numa espécie de "guerra de sexos" como se gosta tanto de dizer e ficar com a ideia errónea de estou a suscitar qualquer antagonismo entre mulheres e homens, mas não é erdade. Eu só quero que vejam o óbvio e destacar as respectivas diferenças para que homem e mulher não se confundam, como hoje acontece por todo o aldo, mesmo a nível psicológico e académico, as teses e mais teses como toda essa confusão estruturada acerca dos géneros...e dos "transgéneros"...afinal para mim e tout court só há mesmo dois sexos à partida e o andrógino é ainda um mito, um ideal psíquico, uma totalidade espiritual na obra alquímica, tal como o hermafrodita, ou ainda os casos  dados com patológicos que é um ser  nascer com sexo indefinido ou ter os dois sexos morfologicamente.
 
Para mim toda esta confusão deriva da falta de  uma vivência e consciência autêntica do Ser Mulher e daí graves distúrbios e anomalias que podem surgir, tirando a homossexualidade que é  também comum ao  homem e à  mulher, mas em que cada um dos sexos sente  atração por pessoas do mesmo sexo, sem que por isso signifique ser doutro género nem tenha de mudar sexo. Mudar de sexo é tentar corresponder a estereótipos, isso sim, produto social e cultural de uma sociedade doente e falocrática que não respeita nem valoriza a mulher e o resto são variações de uma enorme confusão inicial sobre o sexo em si e o feminino versus/masculino e as suas respectivas naturezas a priori!
 
A minha intenção aqui neste Blog é e sempre foi apenas mostrar que as coisas não são como se pretendem ver na teoria sobretudo no que diz respeito à mulher  e na minha perspectiva, que é ter a consciência da dicotomia e divisão intrínseca da mulher em si e por isso qualquer filosofia ou espiritualidade dentro deste sistema falocrático não permite a Mulher total, a mulher integral, impedindo-a de chegar ao conhecimento de si mesma essencialmente,  porque a dissocia da sua natureza intrínseca no caminho dito espiritual ou  mesmo nas ditas iniciações em geral, que não tendo em conta essa dicotomia na mulher  esse caminho não chega para a mulher se encontrar na sua totalidade, pois continua dividida sem o saber.
 
Portanto o que eu digo e sempre realço nos meus textos é que sem a identidade feminina de base, e a integralidade da mulher como Ente, antes de ela se iniciar em qualquer caminho espiritual, é fundamental, tal como para o homem é essencial, que eles tenham consciência do seu ser enquanto homem e mulher de per se e das suas diferenças, assim como as diferenças entre o princípio masculino e o princípio feminino e os respectivos hemisférios cerebrais. Temos sempre de ter em conta a falta do princípio feminino no mundo, a sua negação como princípio e o apagamento da sua história ancestral. É preciso que ambos os sexos percebam de que ponto partem e como o mundo está manco…e não é fingindo que tudo está bem, idealizando ou teorizando, sem querer reconhecer como a mulher  é apenas uma metade de si e dividida em duas espécies - como um subproduto da sociedade machista e patrista e dentro deste sistema não podemos de todo esperar  que a espiritualidade a eleva acima da sua condição que a Humanidade atingirá o seu equilíbrio!
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Rosa Leonor Pedro
 

1 comentário:

Ana Nazaré disse...

A sociedade dos imbecis (o perigo do sonambulismo da mulher !!!!!!!)... Não basta agora o celular ser útil, ele precisa ter função isso, função aquilo, "i cloud, i pod, i nao sei oq lá, i o cacete... ). Agora estão inventando um óculos 3D pra pessoa ficar montando quebra cabeças imaginários enquanto fica sentada no sofá ..E a tentativa então de criarem animais em laboratório, ?????? Tempo , energia e Milhões $$ JOGADOS NO LIXO.... a vida humana?? acabando !!!!! ..A mania daquela porcaria de "whats app" ... Coisas simples e que valorizam o ser humano, como passar na casa de um amiga(o) pra tomar um café no final do dia , por exemplo, estão sumindo pra sempre !!! "O trabalho da mulher na antiguidade era natural, não era um trabalho que vinha do ego ; era espontâneo, ele nasceu da necessidade de cuidar da comunidade (medicina, cozinha, arte). !!!! .O sistema hoje está destruindo a humanidade pq ele é falso ! Ele serve pro ego do homem, pra escravidão feminina, pra qq porcaria desse tipo mas não pro que deveria de fato servir ....