O SORRISO DE PANDORA

“Jamais reconheci e nem reconhecerei a autoridade de nenhuma pretensa divindade, de alguma autoridade robotizada, demoníaca ou evolutiva que me afronte com alguma acusação de pecadora, herege, traidora ou o que seja. Não há um só, dentre todos os viventes, a quem eu considere mais do que a mim mesma. Contudo nada existe em mim que me permita sentir-me melhor do que qualquer outro vivente. Respeito todos, mas a ninguém me submeto. Rendo-me à beleza de um simples torrão de terra, à de uma gotícula de água, à de uma flor, à de um sorriso de qualquer face, mas não me rendo a qualquer autoridade instituída pela estupidez evolutiva da hora. Enfim, nada imponho sobre os ombros alheios, mas nada permito que me seja imposto de bom grado Libertei-me do peso desses conceitos equivocados e assumi-me como agente do processo de me dignificar a mim mesma, como também a vida que me é dispensada. Procuro homenageá-la com as minhas posturas e atitudes e nada mais almejo. É tudo o que posso dizer aqueles a quem considero meus filhos e filhas da Terra. “ In O SORRISO DE PANDORA, Jan Val Ellam

sábado, dezembro 10, 2016

os seres humanos?



AINDA...

Estamos tão longe da verdadeira vida, a que brota lá do fundo, que gera gestos puros e emoções genuínas, que transformam... Estamos tão longe das pessoas reais e de nós mesmos...como estamos longe da natureza e das árvores e plantas e animais...porque os animais e as flores que amamos as convertemos ao nosso habitat e os animais os mantemos prisioneiros que como nós são escravos das nossas contingências de mercado ...e do dinheiro...
Nós pervertemos a natureza, o mar e o ar...e convertemos tudo em aparência,  fatos de treino...em exibição de músculos, corpos de silicone, em joggings e desporto, tudo competição...
Hoje, acordei com uma enorme nostalgia de uma vida vivida à volta do fogo e ao vento... rodeada de seres humanos e não zombies...


(escrito em 2012)
rlp

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