quinta-feira, março 05, 2020

O que eles escreveram sobre grandes mulheres


8 DE MARÇO - A PENSAR NO DIA DA MULHER?

Eu sei que há uma faceta na minha escrita e no meu trabalho que não é bem recebido nem muito popular entre as mulheres que me lêem. Muitas vezes sinto a animosidade ou o medo das mulheres em relação aos aspectos mais radicais ou mesmo contundentes da minha expressão e concepção do feminino sagrado...principalmente quando foco o aspecto psicológico e o trauma básico da identidade da mulher no mundo de hoje…

São séculos de cultura patriarcal de génios, homens em todas as áreas, desde pintores, poetas e escritores a retratarem uma mulher que não sabem. Dela fizeram uma Virago, dela fizeram uma prostituta, dela fizeram um travesti, dela fizeram um andrógino, dela fizeram uma boneca insuflada…dela fizeram tudo que quiseram..Profetiza, demente, mãe, cândida donzela, virgem e prostituta, rainha, louca, assassina…
São muitos, todos eles génios ou santos: Miguel Ângelo, Leonardo da Vince, Shakespeare, Balzac, Baudelaire, Voltaire, Santo Agostinho etc. …
O que eles escreveram sobre grandes mulheres. Cleópatra por exemplo, e como a viu Shakespeare…Meu Deus, que insana criatura ela era e como todas as mulheres fortes eram igualadas a DEMONIOS. E é desses modelos ao longo de séculos de história e cultura que a mulher se deixou moldar sem nunca ser ela mesma a pronunciar-se! Aqui está, houve mulheres famosas na ribalta, mas elas não tinham voz própria. Sim, houve Rainhas dizem-me, grandes rainhas, mas sujeitas aos mesmos padrões e aprisionadas pelos mesmos valores em vigor nas épocas em que reinaram, aos mesmos conceitos e atributos, com que as modelavam os homens da arte e da cultura. Fosse na época Helénica na Renascença ou o no Iluminismo. Nunca até hoje a Mulher foi Ela mesmo!

MULHERES ENXERGUEM-SE!
rlp
Rosa Leonor Pedro

PORQUE NÃO SOU FEMINISTA



NÃO É O FEMNISMO QUE ESTÁ DESPROVIDO DE SUBSTÂNCIA, MAS AS MULHERES EM SI MESMAS…e isso gera este paradoxo que poucas mulheres querem ver porque estão imbuídas das ideias e ideologias patriarcais (quer queiram quer não, pois nela foram formatadas) mesmo quando estão contra elas - elas baseiam-se nas suas premissas e isso é um ciclo vicioso de que se não dão conta. Mulheres intelectuais e inteligentes - jornalistas e escritoras etc. - continuam a usar a mesma cartilha patriarcal, o pensamento logico masculino, para se defender, ou seja a argumentação
 é toda do plano mental e intelectual, sem que tenham acesso a uma consciência ontológica onde se radica o sentir e o pensamento verdadeiramente feminino. O pensamento feminino deriva de uma experiência que é sentir a partir de uma sensibsibilidade própria que é a da mulher quando ela está ligada a sua natureza profunda quer as suas entranhas quer as forças da natureza e da Terra e dos ciclos e SENTE, antes de pensar e por isso o que pensa é fruto de uma síntese entre sentir - emoção intuição e a razão não é apenas baseadas em factos, mas numa percepção superior que é a Inteligência do Coração… e é por isso que eu digo que não sou feminista, e prefiro uma palavra mais abrangente como FEMINITUDE... embora claro a palavra não entre no léxico patrista e diga também pouco as mulheres cujo ego masculino e o velho patriarca que ainda habita nelas através da psicologia e filosofia patriarcal… não as deixe pensar o INFINITO que são …

ASSIM O QUE É O FEMINISMO SENÃO UM PARADOXO?

" As feministas de hoje fizeram-se desacreditar da mesma forma que as de ontem e gerações anteriores ainda: São " mulheres habitadas pelo ódio dos homens, que querem parecer-lhes ou tomar o seu lugar ", por exemplo. São "Feias, agressivas, burras e perigosas", enumera Clarence Edgard-Rosa.
(...)
" Estamos a navegar neste paradoxo. O feminismo é acusado de estar na moda, e, portanto, como que esvaziado da sua substância, enquanto muitas pessoas aderem às ideias sem a reivindicar. Isso mostra-nos bem que é uma luta de palavras ", continua a jornalista.

(...)
" Eu não sou feminista mas…" é um discurso que se ouve há anos, destaca Françoise Picg. " esta é uma maneira de tomar distância em relação a um movimento mas admitindo uma proximidade com este último ". Para desviar a conversa, alguns e algumas vão então dizer-se " Humanista " ou " pela igualdade ".
Mas para Clarence Edgard-Rosa, "substituir esta palavra (feminismo) por outro é o corte em todo o legado político, cultural e militante e de todas as mulheres que lutaram pelos seus direitos", explica ela. "É um erro dar esse sentido porque falar de humanismo é colocar de lado a hierarquia social que existe e perdura hoje, é colocar de lado que as mulheres são realmente os bonecos da farsa", adiciona a editora em Chefe de Maria Claire Digital antes de concluir: "é por isso que é preciso usar esta palavra para o que é e lembrar o que ela quer dizer a qualquer momento".

segunda-feira, março 02, 2020

O medo das mulheres


ESCREVER MULHER

Falar ou escrever de acordo com o pensamento feminino - bastante diferente do masculino - é uma ousadia para a mulher, e acarreta muita resistência por parte das hostes regressivas que estão contra a tomada de consciência da mulher como ser individual e elas acontecem não só da parte dos homens, como da parte de mulheres patriarcais, desde que não se fale na língua do Homem, em sua defesa ou a seu favor, tendo-o a ele como único foco de atenção da mulher.
Não, os homens não suportam que as mulheres deixem de se focar e pensar neles para se afirmarem por conta própria… e a grande parte das mulheres cai na armadilha e quando é assediada e confrontada por eles cede e dá-lhes então toda a primazia. Isso está a acontecer até nos círculos de mulheres que deviam ser só de mulheres e agora todas se viram para o par masculino dando-lhe toda a atenção tal como eles queriam.
Uma das razões porque o fazem é porque se sentem mais seguras assim e apoiadas pelo Poder e (pelo dinheiro). O vazio e a insegurança das mulheres mesmo que achando-se em vias de uma qualquer espiritualidade (patriarcal) ou do dito "feminino sagrado" não conseguiram afirmar-se sozinhas no seu potencial porque lhes é tremendamente difícil ousar e ser Mulher. Elas preferem claudicar e estar do lado do mais forte para garantir o seu sustento, não só pessoal - casamento - mas também profissional... Desse modo elas evitam dizer qualquer verdade que possa ferir o ego masculino e portanto voltam-se para o seu lado e elogiam a sua "feminilidade"...a sua sensibilidade, a sua aderência à Deusa e a sua proteção…
Eu não estou contra os homens - gostaria muito que eles fizessem  o seu caminho que é muito válido, se é que querem defender e proteger a mulher. Eles tem essa possibilidade porque vivem numa sociedade que lhes dá todo o crédito e o tira  a mulher e portanto se eles quiserem ajudar e viver numa sociedade mais justa estejam dentro do sistema a lutar pela defesa das mulheres e das crianças diante dos outros homens que as atacam e violam e exploram…e deixam as mulheres fazerem o seu papel que é encontrarem-se a si mesmas. Para mim não faz sentido nenhum os homens andarem nos círculos… ai eles não ajudam as mulheres - ai eles empatam as mulheres...vão-lhes pedir colo e ajuda e cura das suas feridas...e o jogo inverte-se porque quem está mais ferida neste mundo que a sacrificou e explorou através dos séculos é a mulher. Que o homem aproveite as vantagem que tem neste mundo e faça o seu papel junto com os outros homens em defesa das mulheres… isso sim iria ajudar e muito as mulheres a evoluir.

Penso que as mulheres estão de  novo a regredir por medo...por medo de perder o homem, sem perceber que elas sim estão perdidas de si mesmas. E estão porque mão ousam dizer-se as verdades.
Eu sei que é muito dificil dizer a verdade e ousar ser Mulher só sem medo. Dizer-se o que se sente e se pensa sobre nós mesmas depois de séculos de mordaças e calunias, sobretudo quando se escreve sobre esses mesmos problemas, questões inerentes à mulher e apenas à mulher, causados pelo poder abusivo do homem, é como sair das grades de uma velha e sufocante prisão e acarreta-nos cargas porderosissimas sejam dolosas sejam elas dolorosas porque estamos a romper o veu espesso do nosso medo e do nosso silêncio e condenação... às fogueiras da inquisição, a da Idade Media e da Moderna, muito mais sofisticada e subtil.
Por isso vos digo, tudo o que digam de vocês é um avanço sobre essas energias que nos querem calar...e agora é mais do que nunca preciso soltar esse grito preso na garganta seja qual for o preço a pagar...
Mulheres não tenham medo de se dizerem!

rlp
 

...eles são encarniçadamente contra a mulher



COMO OS HOMENS DEFINEM A MULHER
E QUEREM O SEU CONTROLO...

— De acordo com os homens o útero limita à mulher tanto mental como fisicamente. Esta é a razão pela qual às mulheres, apesar de seu acesso ao conhecimento, não lhes tem sido permitido determinar o que é este conhecimento. Tenha em conta, por exemplo, os filósofos — propôs Esperanza. — Os pensadores puros. Alguns deles são encarniçadamente contra a mulher. Outros são mais subtis, no sentido em que estão dispostos a admitir que a mulher poderia ser tão capaz como o homem, se não fosse a ela não lhe interessar as investigações do domínio racional, e no caso de estar interessada, não deveria estar. Pois, dizem, fica melhor à mulher ser “fiel” à sua natureza, como companheira nutridora e dependente do macho.
Esperanza expressou tudo isto com uma inquestionável autoridade. No entanto, em poucos minutos, a mim já me assaltavam as dúvidas. — Se o conhecimento não é outra coisa senão do domínio do masculino, a que se deve então a sua insistência em que eu vá à universidade? — perguntei.

— Porque você é uma bruxa, e como tal precisa saber o que te afecta, e como te afecta — respondeu. — Antes de recusar algo deve saber por que o recusa.


in Sonhos Lúcidos
FLORINDA DONNER-GRAU

AS RELIGIÕES ANTIGAS E AS MODERNAS




AS MULHERES NÃO SABEM PENSAR POR SI

ELAS RECITAM A CARTILHA DO MESTRE , seja ela qual for...a antiga testamental ou doutrinária ou a da new age...


Poucas pessoas conseguem distinguir a realidade em que estão inseridas e o Paradigma vigente da sua própria realidade tangível, aquilo que vivem no seu dia a dia. Elas, tal como todos os religiosos, acreditam nos pressupostos teóricos e teológicos ou ideológicos e até políticos que sustentam as suas teses perfeitas onde se julgam a viver em plenitude e harmonia de acordo com aquilo que defendem e acreditam. Elas não conseguem distinguir porem a sua realidade intima e psicológica e anímica dos pressupostos que defendem em nome da sua fé ou da causa que elegem. De modo que temos de um lado a grandeza de um belo projecto ou discurso de um ser humano consciente e evoluído e a realidade vivida na precaridade existencial, na confusão e na desordem; dai o conflito emocional e a desordem psicológica de muitas pessoas, principalmente mulheres…
AS pessoas em geral misturam os planos da existência com os planos da essência, dai a sua desordem e o actual caos social.
Não há equilíbrio algum, nem verdade entre um propósito exigente e grandiosos - belo e perfeito - pensado como se essa fossa a realidade dos seres a construir ...Fazem tal e qual como todas as religiões e ideologias que falharam rotundamente porque não viram a disparidade entre o seu ideal e a realidade concreta das pessoas - não viram a sua mediocridade e a confusão da experiência humana na sua vida diária.
Confundir um propósito divino e espiritual no seu mais alto intento com o estado da humanidade actual é pura demagogia e ilusão grandiosa… por mim, prefiro a miséria e a ambiguidade humana no seu presente estadio. Há esperança de realmente evoluirmos...


rlp



O medo de perder o comando sobre as mulheres...



"As sociedades patriarcas são fundadas num crime. Este crime não é o assassinato do pai, como Freud nos faria acreditar. É o estupro e o desprezo da mãe. Este ...é o horror inconsciente que cada menina-criança herda e, ao contrário da " ansiedade de castração masculina, a ansiedade de estupro é muitas vezes reforçada pela realidade diária do ato e ameaça de estupro. (O chamado "medo da castração" dos homens é simplesmente um medo de perder o comando sobre as mulheres na sociedade patriarcal, o que equivale a dominação das mulheres com " masculinidade." Se os ocidentais têm algum medo legítimo da castração, deriva do ato de circuncisão, o que é uma coisa terrível infligir a uma criança masculina; mas este costume vem do Pai da Bíblia. Vivendo constantemente sob o telhado de aço da misoginia criminosa do patriarcado, as mulheres são forçadas a dobrar-se e aceitar, com dor de castigo e terror cada vez reverberantes, projeções paranóicas dos homens. Mulheres, desde que temam  a punição pelos nossos poderes, e enquanto estivermos economicamente dependentes dos homens, teremos de aceitar que os nossos corpos são imundos e deficientes. Sob o patriarcado, a mãe é temida e odiada, muito louca, tanto pelo seu poder como pela sua fraqueza; tudo o que um homem não pode aceitar corajosamente sobre si mesmo é projetado em sua mãe ou esposa. Ou para qualquer mulher aleatória andando pela rua."

Monica Sjoo & Barbara Mor, A Grande Mãe Cósmica


' ' Grande Mãe ' ' de Jakki Moore

quinta-feira, fevereiro 27, 2020

O LIVRO - LILITH, A MULHER PRIMORDIAL


NÃO DEIXEM DE LER - UMA ESPÉCIE DE DANÇA...


Através da Zefiro recebi uma mensagem de uma leitora que lamentava as várias gralhas e erros que aparecem no livro Lilith, A Mulher Primordial, e com toda a razão. Há de facto vários erros que aproveito para informar @s leitores em geral e dizer que na próxima edição eles serão corrigidos com o maior cuidado.
Á minha resposta recebi por minha vez esta interessante mensagem que agradeço e me congratulo por o Livro poder ser uma resposta a muitas mulheres que se questionam e vão ao encontro da sua Mulher Interior sem medo… Com todos os erros que o livro possa ter, o ESSENCIAL está dito e escrito e creio que isso vai mudar muito na vida das mulheres que o lerem a fundo...

rlp

Cara Sónia Quental

Perante a sua critica talvez demasiado exigente mas ao mesmo tempo simpática no que me diz respeito eu admito desde logo ter encontrado erros e gralhas no livro, nomeadamente algumas  falhas nas referidas fontes (via Internet) tal como diz haver  falta de “rigor nas referências da listagem bibliográfica final” mas creio que muito por culpa minha… Ainda não me apercebi de erros provenientes da edição e reconheço não ter  tido na verdade esse rigor profissional…mas não considero a editora responsável pelos erros que constata. Creio sim que são de alguma falta de atenção minha na revisão final embora claro que admita algumas gralhas da impressora – terei de reler e rever melhor os meus textos.  Tenho porém algumas duvidas quanto aos erros ortográfico que refere pois não sei  se se refere a erros de acordo com o acordo ortográfico, que eu não sigo e dai poder haver palavras corrigidas de forma dúbia. Já vi pessoalmente 2 ou 3 erros crassos nos textos que alteram o sentido da leitura e que foram certamente falhas minhas ou da minha revisora, o que me deixou bastante consternada pelo empenho e pela importância que este livro tem para mim e  vamos tentar corrigir isso nas próximas apresentações, ou fazendo uma errata e se houver uma próxima edição corrigir de fundo.
Agradeço ter mencionado a importância do livro e os respectivos erros em defesa da obra.
Com os meus agradecimentos,
Rosa Leonor Pedro 

Cara Rosa Leonor Pedro,

Fico-lhe muito grata pela atenção que dedicou ao meu comentário e pela amabilidade, prontidão e elegância da resposta que me fez chegar.
Reconheço que tenho um olhar um tanto exigente, mais ainda em assuntos de escrita, em que radica a minha formação – por vezes, a “formação” transforma-se em “deformação”. Relativamente à questão que coloca sobre a ortografia, embora eu use o acordo ortográfico, percebi que não o seguia, por isso o reparo que fiz não se prendia com a utilização do acordo. As omissões ortográficas em si são esporádicas – o que encontrei com maior frequência foram erros de ordem sintática. Devo, porém, acrescentar que o vocabulário que emprega é extremamente rico e que tem frases/trechos belamente lapidados. Estou a terminar a leitura do livro, que comprei apenas há dias e que tenho quase todo sublinhado!, aproveitando esta oportunidade de contacto direto para lhe agradecer o serviço que nos presta a todos – e a todas – com a sua publicação. No meu caso, foi uma obra que surgiu como resposta muito contundente a uma convocação íntima de Lilith. Caso sinta interesse em ler, aproveito também para lhe deixar o link para a breve crónica que escrevi nesse dia, num apontamento improvisado que envolveu a compra da obra, que aproveitei assim para divulgar: https://especiededanca.blogspot.com/2020/02/ela.html.

Grata e com um bem-haja,

Sónia Quental

sexta-feira, fevereiro 21, 2020

REALIDADES CARNAVALESCAS






O CARNAVAL...

"Sabe porque não tem fantasia de homem no carnaval? Sabe porque não tem blocos repletos de mulheres fantasiadas de homem, sabe porque não tem uma imensa massa de mulheres pedindo roupas a seus pais, irmãos, tios, primos pra se fantasiar de homem no carnaval? Porque "homem" não é ridículo. Não há em ser homem qualquer ridículo a ser debochado. Ser homem não é passível de deboche. Ser homem é uma condição de supremacia, de superioridade. Diferente de ser mulher, de ser homossexual, de ser negro."

Mulheres sentem obrigação de serem sensuais o tempo todo, é tão introjetado isso, que nem se dão conta. Observem o carnaval: enquanto a maioria dos homens usam fantasias confortáveis e divertidas, pura zuera, mulheres se fantasiam pra serem sexies. Pode ser qualquer tema o da fantasia - animal, super heroína, personagem de filme ou tv, qualquer coisa - ela será convertida em uma roupa sexy, com decote, apertada, muito justa e curta, marcando o corpo. Ser sexy é uma obrigação da mulher na nossa sociedade. Perpetuar a ideia de que estao disponíveis sexualmente é uma obrigação que é introjetada na cabeça e nos sentimentos como se isso fosse normal. E não é só no carnaval. Maquiagens emulam estado de excitação sexual (ou imagem pueril, que também é erotizado numa cultura pedófila como a nossa), roupas muito curtas, justas e decotadas tem função de deixar o corpo das mulheres em constante estado de oferecimento aos homens. Tudo é feito pra hipersexualizar e manter a imagem que o corpo da mulher está disponível e serve aos homens. E não adianta dizer que usa maquiagem, decote, roupa "sexy" pra si mesma, porque gosta, porque não é, não existe isso. Mulheres usam os signos patriarcais para serem aceitas, pra serem desejadas, pra receberem reconhecimento da sociedade patriarcal que lhes socializa pra crer que seu mais alto valor está em ser reconhecida e aceita por homens."

"O exemplo daquela que é considerada uma das "grandes conquistas" das mulheres na nossa sociedade: o trabalho - na verdade, a escravidão feminina ao trabalho, ao mundo do trabalho, que é ESTRUTURALMENTE MASCULINO. A "grande conquista" é apenas um rearranjo do capitalismo e do patriarcado sobre a escravidão da mulher ao homem, não um "privilégio". É uma falsa noção de privilégio que se aponta. Nao se libertam com o trabalho, ao contrário, se escravizam, são subordinadas, aos homens, aceitando e recebendo salários menores (por isso sao contratadas), trabalham mais, estao sujeitas ao assédio, sao desqualificadas em suas profissões, tem múltiplas jornadas, cumprindo, além do trabalho externo, o trabalho em casa, o trabalho doméstico, ou seja, sao violentadas, dominadas, submetidas por/em uma atividade que é apenas uma peça de sustentação do sistema patriarcal e capitalista, dominado por homens, assim como, por extensão, o mundo do trabalho também o é. Não há liberdade, não há autonomia, não há privilégio - a não ser de forma enganadora e aparente. É uma artimanha. E almejar isso como meta, como objetivo, como dado de revolução, almejar ter a condição social de "privilégio" da "cismulher", é um engano tão grande quanto abocanhar uma isca colorida que um homem balança com uma mão enquanto esconde a armadilha atrás das costas com a outra."
Marcio Gimenez





O que é que mudou no mundo?

LA GUERRA DE LOS SEXOS: CRISIS, RETOS y ESPERANZA - FEMINISMO Y RECONVERSION DE LA FUNCION DEL PADRE

Creo que todo el mundo es consciente de que nuestra sociedad está en crisis, y de que no es una crisis coyuntural, sino que es una crisis que afecta a los cimientos básicos de la civilización patriarcal en la que estamos inmersos desde hace siglos. Voy a exponer mi punto de vista sobre esta crisis, sobre los retos que se nos plantean y las esperanzas que se abren, en particular, la de la reconversión de la función del padre

I - RESUMEN DE LA SITUACION

El Patriarcado es una civilización que consiste, entre otras cosas, en un estado de guerra permanente del sexo masculino contra el sexo femenino. Una guerra que se ha desarrollado de diferentes maneras y cuyas características esenciales han sido el dominio del sexo masculino sobre el femenino, la represión de la sexualidad femenina y la relegación de las mujeres a una categoría o clase social inferior; incluso han existido épocas en las que ni siquiera se consideraba a las mujeres seres humanos sino simplemente animales. Esta represión se ha desarrollado a lo largo de los siglos de diferentes maneras, unas veces con métodos más cruentos (lapidaciones, quema de viudas en la India, quema de mujeres en Europa etc.) y a veces con métodos más psicológicos, mediante la educación, etc. De hecho, la guerra de los sexos se ha grabado en el psiquismo de los seres humanos, en lo más profundo de los inconscientes, y así se ha transmitido culturalmente y ha llegado hasta nuestros días..

Durante siglos las niñas han crecido sabiendo que su destino era ser entregadas por su padre al mejor postor. El jefe de familia negociaba con sus hijas y con las mujeres de su familia como lo hacía con las vacas, y las niñas eran criadas y educadas para el llamado débito conyugal, sus deseos eran irrelevantes cuando no malignos y pecaminosos. Las mujeres hemos sido objetos sexuales para uso del hombre durante siglos, incluso en muchos lugares, durante milenios. Y esto no son cosas que ocurrían en la remota Antigüedad. En el siglo XIX, Leandro Fernández de Moratín estrenó una obra de teatro, ‘El Sí de las Niñas’, que fue un auténtico escándalo porque criticaba esta educación de las niñas para el consentimiento al débito conyugal y para la negación de sus deseos sexuales. Fue un escándalo porque, efectivamente, en la sociedad del siglo XIX dominaba la cultura del consentimiento de las mujeres al débito conyugal. (Por eso, es insuficiente ahora oponer a la violación ‘el consentimiento’, sin tener en cuenta que durante siglos las mujeres hemos consentido por imperativo legal, divino (era un sacramento) o familiar). Hasta muy recientemente, a las niñas ‘se las casaba’, y si la familia no les buscaba el marido, ellas lo buscaban según la educación recibida, con un criterio de conveniencia socio-económica; el débito conyugal estaba pre-establecido desde la más temprana infancia, y estaba unido a un desarrollo psíquico para la sumisión al marido.


La negación del deseo sexual de la mujer en general y del deseo materno en particular, ha sido el elemento característico de esta dominación patriarcal. Esto no es una afirmación vacía; son, a lo largo de los siglos, leyes, costumbres y relaciones sociales de dominio social y físico concreto de los hombres sobre las mujeres. Uno de los símbolos más emblemáticos del Patriarcado es el falo de Hammurabi."






CACILDA RODRIGANEZ

quinta-feira, fevereiro 20, 2020

O ABATE DE ÁRVORES POR CAUSA DO 5 G

AS ÁRVORES SÃO ABATIDAS, e os insectos, pássaros e  
SERES HUMANOS serão afectados gravemente de RADIAÇOES ultra perigosas. 
O que é a tecnologia 5G e quais os seus perigos
Hugo Gonçalves Silva, Professor Auxiliar no Departamento de Física da Universidade de Évora 21 Janeiro 2020, 00:06

O ABATE DE ÁRVORES POR CAUSA DO G5 

Por este motivo, têm sido abatidas árvores saudáveis em muitas cidades do mundo desde 2018
(…)
De resto, a Agência Internacional de Investigação sobre o Cancro (IARC) da Organização Mundial de Saúde classificou, em 2011, a radiação electromagnética de radiofrequência como possivelmente cancerígena para os seres humanos (grupo 2B), com base num aumento do risco de glioma, um tipo maligno de cancro no cérebro, associado ao uso de telemóveis.
(…)
"Em segundo lugar, devido aos comprimentos de onda serem mais curtos, para esta tecnologia funcionar têm de ser instaladas variadíssimas mini-antenas para garantirem rede, uma vez que têm menor capacidade de penetração nos edifícios. Por este motivo, têm sido abatidas árvores saudáveis em muitas cidades do mundo desde 2018. Além disso, uma vez que as antenas são significativamente mais pequenas, são facilmente disfarçadas no mobiliário urbano, podendo passar absolutamente despercebidas. E os equipamentos que medem frequências para lá dos 8-10 GHz não são acessíveis ao público.
Em terceiro lugar, a tecnologia 5G usará emissão direccionada (com o argumento de reduzir interferências), e, como consequência, teremos intensidades de radiação muito mais elevadas, efeitos de interferência enormes e uma resolução milimétrica de localização dos dispositivos móveis. Isto é muito diferente da tecnologia atual (3G e 4G) cujo padrão de emissão é aproximadamente isotrópico e o que nos deve levar a reflectir sobre um possível uso subversivo desta tecnologia.
Há que diferenciar o sistema 5G, do 5G que se refere às ondas milimétricas. O sistema 5G começará por assentar em antenas 4G (700MHz) com a capacidade sem precedentes de MIMO e feixes de raios dirigíveis, capazes de focar mais energia à distância.
Se considerarmos que com a tecnologia atual (3G e 4G) estamos expostos a níveis de radiação electromagnética milhares de vezes acima dos recomentáveis pelo “Building Biology Evaluation Guidelines”, com a tecnologia 5G ficaríamos expostos a níveis milhões de vezes acima do tolerável.

Será que vale a pena corrermos tantos riscos para termos downloads mais rápidos?"

terça-feira, fevereiro 18, 2020

HOMENS FEMINISTAS? NÃO...



- Homens podem ser feministas?
- Não, isso é impossível.

No patamar social em que estamos o feminismo ainda é uma luta para acabar com os privilégios masculinos, nem chegamos aos direitos, estamos nos privilégios. E que homem quer abrir mão dos seus privilégios? Nenhum.
Não existe a menor possibilidade de um homem ser feminista, porque nenhum deles vai renunciar a séculos de privilégios. 
- Iara Dupont
PORQUE NÃO ACREDITO EM HOMENS FEMINISTAS...


Não, não acredito em homens feministas e muito menos em MULHERES TRANS... a razão disso é que esses homens por mais que se pintem e vistam de mulheres façam operações e se emasculem NUNCA SERÃO MULHERES. Podem até por um útero artificial ou implantar ovários, mamas e tirar todos os pelos, mas nunca serão mulheres e por isso não tem que fazer parte de grupos de feministas a não ser como uma vertente do machismo, mas biológica e hormonalmente, serão sempre homens e dotados das caracterisiticas do ser macho. Podem mimetizar as mulheres, copiar os seus gestos que tanto os homens ridicularizam e que fazem parte de estereótipos que nunca serão femininos, mas apenas ridículos. Não, não é essa suposta feminização do homem que faz dele uma mulher como a MULHER não é esse boneco de silicone e articulado tipo boneca insuflada que os homens criaram e que eles copiam desde a mais sofisticada imagem de mulher vampe ícone do cinema ou da musica à mais desgraçada e colorida das prostitutas. Nunca um TRANS. copiou ou imitou a mulher vulgar a mulher comum e sem artifícios, mas sim e sempre o modelo do cinema e da pornografia, o modelo eleito pelos machos que fantasiam e se fantasiam de mulheres. É preciso perceber que estes movimentos dirigidos por teóricos da ideologia de género ou das vertentes bi e homossexual que querem a todo o custo ser algo que não são e que se aproveitam de ideias e conceitos e modas sem fundamento cientifico e biológico para subverter os Princípios Masculino e Feminino. Porque não é só o feminino que está em causa, mas também o verdadeiro masculino. Como homem ou mulher homossexual não precisam de se vestir ou ter atitudes formatadas do sexo oposto para engatar ou ter sexo... Esta sociedade mental e alienada do espirito e da alma a única coisa que procura é sexualidade genital e vender o produto sexual seja a que preço for e construir uma sociedade hibrida e sem princípios, uma sociedades falsamente democrática e livre. Por isso estou visceralmente contra todas essas ideias e propagandas e me mantenho na luta por um feminino ontológico e de cariz telúrica e cósmica. Uma mulher é Mulher nasce mulher e morre mulher... Quanto aos homens que defendem e se dizem contra o machismo penso como a autora e assim deixo aqui as suas palavras com as quais estou em completo acordo.

"Muitas vezes vemos homens a tentar combater a "masculinidade tóxica", usando saltos e saia ou maquilhagem. Em primeiro lugar, gostaria de esclarecer uma questão importante: não existe a " masculinidade tóxica " e a " masculinidade saudável ", a masculinidade é uma construção social que serve para manter o domínio dos homens sobre as mulheres por isso já é tóxica por si mesmo. Os comportamentos decentes e respeitosos não são qualidade da "masculinidade saudável", mas sim da humanidade saudável.

Dito isto, gostaria de salientar que aprecio que alguns homens estejam a tentar encontrar formas de "ajudar" as mulheres, a sério, mas falta o ponto. Usar roupas de mulher não significa combater a masculinidade. A 'Feminilidade' não é um conceito criado pelas e para as mulheres como categoria auto-suficiente, mas é uma ferramenta patriarcal que serve para converter as mulheres em objetos sexuais e domésticos. Não vejo como fetichar e celebrar uma invenção criada para a complacência masculina pode ter um impacto positivo no Estatuto de oprimidas das mulheres. As mulheres em alguns contextos, como o trabalho, não têm realmente outra opção senão usar saltos dolorosos e roupas desconfortáveis e os homens são aplaudidos e pintados como uma espécie de soldados corajosos e progressistas porque se oferecem voluntários para usar roupas desconfortáveis? Não percebo. É tudo tão ofensivo.

Se os homens querem realmente lutar contra a masculinidade, deveriam, para começar, parar de glamourizar esta forma de escravatura feminina.

És um homem e queres usar sapatos dolorosos e roupas desconfortáveis? O que não é bom é fazer uma batalha feminista. A tua roupa não libertará as mulheres da violência masculina. Gostaria de ver os homens a falar contra a pornografia e outras formas de objectificação feminina, em vez de apertar os pés num par de saltos altos e pensar que basta isso para subverter o mundo. Se queremos elevar alguém a herói nacional, vamos fazê-lo com as mulheres que se recusam a cumprir a ideia socialmente construída de mulher, é aí a verdadeira revolução." Female Matters

AS MULHERES TAMBÉM NASCEM MULHERES...



" Nascido de mulher. O que significa para os homens terem nascido de um corpo de mulher " 
(Garzanti, 1996) de Adrienne Rich. Saiu em 1976 nos EUA, oferece uma análise da maternidade numa perspectiva feminista.

" Toda a vida humana no nosso planeta nasce de mulher. A única experiência unificadora, incontestável, partilhada por todos, homens e mulheres, é o período de meses passado a formar-nos no colo de uma mulher. Uma vez que os pequenos do homem necessitam de cuidados muito mais tempo do que os outros mamíferos, e uma vez que a divisão do trabalho desde há muito estabilidade nas sociedades do homem atribui às mulheres a quase total responsabilidade pela criação dos filhos para além de os criar e amamentar, Nós temos as primeiras experiências de amor e de decepção, de poder e ternura, através de uma mulher.

Toda a vida e até na morte, guardamos a impressão digital desta experiência. No entanto, estranhamente, há pouco material que nos ajude a compreendê-la e a utilizá-lo. Sabemos muito mais sobre os mares que navegamos do que da maternidade... há muitos elementos a indicar que a mente masculina sempre foi obcecada pela ideia do dever a vida a uma mulher, o esforço constante do filho para assimilar, compensar ou negar o Feito de ter nascido de mulher.

As mulheres também nascem das mulheres.
Mas sabemos pouco sobre os efeitos culturais deste facto, porque as mulheres não foram as protagonistas e as portadoras da cultura patriarcal... expressões como ' Estéril ' ou ' sem filhos ' foram utilizadas para lhe negar qualquer identidade adicional. O termo "não pai" Não existe em nenhuma categoria social.

O fato físico da maternidade é tão visível e dramático que o homem demorou algum tempo a perceber que ele também tinha uma parte na geração. O significado de "paternidade" continua a ser tangencial, exclusivo. Ser Pai sugere fornecer espermatozóides que fertilizam o ovo. Ser mãe implica uma presença contínua, pelo menos nove meses, e geralmente durante anos. A maternidade chega-se primeiro através de um ritual de passagem de grande intensidade física e psíquica - gravidez e parto - e depois com a aprendizagem dos cuidados necessários à criança, que não se conhecem por instinto. Um homem pode gerar um filho em um momento de paixão ou de violência, e depois repartir; também pode não rever mais a mãe, não se interessar pelo filho. Nestas circunstâncias, a mãe encontra-se confrontada com uma série de escolhas dolorosas, tornadas opressivas pela sociedade: aborto, suicídio, abandono da criança, infantil, criar um filho com a marca de "Ilegítimo", geralmente na pobreza e sempre no Fora da lei. Em algumas culturas, espera-lhe a morte pelas mãos da sua família. Algum que seja a sua escolha, a sua mente nunca mais será a mesma, o seu futuro como mulher está marcado por este evento... quase todas as mulheres, mesmo que como irmãs e tias, amas, professores, mães adoptivas, madrastas , foram mães porque dedicaram seus cuidados às crianças... para a maior parte de nós foi uma mulher que nos deu continuidade e estabilidade - mas também as repulsas e negações - dos nossos primeiros anos, e nossas primeiras Sensações, as nossas primeiras experiências sociais estão associadas às mãos, aos olhos, ao corpo, à voz de uma mulher... neste livro eu tentei distinguir entre os dois significados de maternidade, geralmente sobrepostos: A relação potencial da mulher com As suas capacidades reprodutivas e com os filhos; e o instituto de maternidade que visa garantir que esse potencial - e, consequentemente, as mulheres - permaneça sob controlo masculino ".

sexta-feira, fevereiro 14, 2020

A DIFERENÇA COMO PRINCIPIO EXISTENCIAL


CARLA LONZI: 
A DIFERENÇA COMO PRINCÍPIO EXISTENCIAL

Carla Lonzi é provavelmente a pensadora feminista frente à qual as múltiplas almas do feminismo italiano reconhecem unanimemente uma dívida (ZAMBONI, 2014). Nascida em Florença em 1931, morreu aos 51 anos. A partir dos anos setenta se dedicou integralmente ao feminismo, abandonando uma brilhante carreira como crítica de arte. Junto com Carla Accardi e Elvira Banotti fundou o coletivo “Rivolta Femminile” (Revolta Feminina) e uma editora ligada ao grupo: “Scritti di Rivolta Femminile” (Escritos de Revolta Feminina).  O Manifesto di Rivolta Femminile5 (LONZI, 2010), caracterizado por frases breves e incisivas, expressa a consciência da opressão sexista, conduzida com o auxílio de todo tipo de ideologia – do cristianismo como do marxismo – e por meio de explicações baseadas tanto na natureza quanto na cultura. Ao mesmo tempo, afirma a convicção de que a libertação das mulheres não pode acontecer através da imitação do modelo masculino. “Libertar-se para a mulher não significa aceitar a mesma vida do homem – o que é insuportável – mas expressar o seu próprio sentido da existência”6 (Ibid., p.6; tradução nossa).  Nesse sentido, a diferença feminina não é compreendida como um conjunto de traços que caracterizam a especificidade das mulheres em contraposição ou complementarmente ao homem, mas sim como um princípio existencial, baseado no exercício da liberdade. A diferença envolve as maneiras do ser humano, a peculiaridade de suas experiências e do seu sentido da existência. Essa é a ideia central que fundamenta a perspectiva do feminismo praticado por Rivolta Femminile e que retorna em vários escritos elaborados por Carla Lonzi individualmente ou com a Rivolta Femminile.
(…)
A busca da independência da mulher e a superação do seu vínculo com o mundo masculino estão profundamente ligadas à prática da autoconsciência introduzida na Itália por Rivolta Femminile, a partir da experiência das feministas norte-americanas. Em Significato dell'autocoscienza nei gruppi femministi10 (Ibid.), esclarece-se que a autoconsciência possibilita às mulheres se assumirem como sujeitos e seres humanos completos, para além do mito da realização de si através da união amorosa com seu opressor. Neste sentido “o feminismo começa quando a mulher busca a ressonância de si na autenticidade das outras, porque compreende que a única forma de reencontrar a si mesma, é no interior de sua própria espécie11” (Ibid., p.120; tradução nossa). Essa passagem revela a possibilidade da ação criativa feminista e abre para horizontes desconhecidos.

Particularmente La donna clitoridea e la donna vaginale12 (Ibid.) manifesta uma nova compreensão, fruto da autoconsciência. Nesse texto, Carla Lonzi questiona muitos mitos sobre a sexualidade feminina, criados pela projeção masculina e frequentemente baseados em uma visão binária, que contrapõe a passividade, a receptividade, a monogamia da mulher ao ativismo, à agressividade e à poligamia do homem. Na verdade, esses mitos são sustentáveis somente no interior de um modelo sexual baseado no prazer vaginal, que “não é o mais profundo e completo para a mulher, mas é o prazer oficial da cultura sexual patriarcal”13 (Ibid., p.82; tradução nossa). De fato, a vagina é uma zona moderadamente erógena que se tornou o sexo feminino por excelência só por causa da sua complementaridade ao sexo do homem. Neste sentido, o coito é o “primeiro ato de violência e disparidade hierárquica entre os seres”14 (Ibid., p.100; tradução nossa). Ao contrário, o amor clitoriano é assumido – na relação heterossexual como na homossexual – como expressão de uma sexualidade feminina autêntica e autônoma, desprendida das ilusões emotivas da integração com o outro, não subjugada à autoridade patriarcal e não vinculada à procriação. 

A RADICALIDADE TRANSFORMADORA DA DIFERENÇA. UMA LEITURA SITUADA DE ALGUNS TEXTOS DO FEMINISMO ITALIANO

Mariateresa Muraca e  Rosanna Cima
 

EUTA NÁSIA - A HIPOCRISIA HUMANA



EUTANÁSIA - A PERDA DA ESSÊNCIA...

A falta de uma verdadeira dimensão espiritual ao nível da existência, leva as pessoas aos maiores crimes contra a natureza a contra si mesmas. A falta de consciência do SAGRADO DA VIDA EM SI, a falta de saber e o sentido da vida, a falta de profundidade gera o MEDO DE SOFRER e leva as pessoas neste mundo materialista e consumista, a descartar o que já não presta, nem que seja a si próprios...porque só tem validade se estiverem de acordo com a imagem o ego e a mercadoria que são...Sim, como se a vida humana tivesse um prazo de validade como se fosse uma mercadoria.
Em vez de se humanizar as pessoas, dar amor e condições aos doentes, possibilidades de acompanhamento, induz-se a pessoa inútil a matar-se, é mais económico. Sim os velhos e os doentes são inúteis, não dão lucro... e agora querem-nos despachar para a Morgue...
Temo que as pessoas ignorantes e pobres e na sua grande maioria confusas pela dor tenham discernimento para decidir e escolher a sua morte...se calhar é uma lei só para os ricos, intelectuais e gente culta, artistas e coisas assim... e enfim, até os filhos ficam com as heranças mais rapidamente e despacha-se os velhos...
O facto é que se quer branquear o quanto esta sociedade É DESUMANA e sem amor e como isso gera doenças - não são os diabetes falta de amor? Mas a mais grave que a mentira social é a IGNORÂNCIA HUMANA - como não perceber que as doenças quase todas ou são de origem psicossomática geradas na carência no desamor e no abandono, assim como todo o sofrimento...ou então são o resultado de todos esses venenos e químicos - os famosos vírus - que se bebem e comem na comida alterada e da poluição do ar etc. A ciência é só mais uma industria que mata a longo prazo...agora quer vender a morte a curto prazo!

ESTA É A HIPOCRISIA HUMANA

ENTRE 13 MILHÕES de portugueses 20 pediram para morrer por morte assistida porque não suportam o sofrimento da doença. Enfim e os outros digamos 6 ou 8 milhões de portugueses que vivem na miséria muito abaixo dessa "qualidade de vida" e em profunda carência vão também pedir para morrer porque sofrem de doenças ignorância e de miséria ...
E por este andar vamos então matar as crianças que nascem deficientes porque elas não vão aguentar não ter "qualidade" de vida? Que merda é esta? E está a Assembleia da Republica a debater-se em parangonas hipócritas sobre a morte iminente de 20 pessoas muito doentes que já não podem fazer o que querem, enquanto morrem milhares (quiçá milhões) na China por causa de um vírus. Sim, nada melhor do que matar todos os excedentes, e os velhos e velhas. Eles prejudicam a economia e levam muito dinheiro nas reformas ...
Ó humanoides enxerguem-se na vossa piedadezinha dos doentes que querem ajudar a matar para acabar com o seu sofrimento QUANDO OS PAISES E ESTADOS E GOVERNOS MATAM MILHÕES DE PESSOAS NAS SUAS GUERRAS ECONOMICAS ETC. e vocês não querem saber!!
rlp

rlp

A EUTANÁSIA



EUTANÁSIA - DEPOIS VÃO QUERER MATAR MAIS...


“A experiência dos Estados que legalizaram a eutanásia revela que não é possível restringir essa legalização a situações raras e excecionais; o seu campo de aplicação passa gradualmente da doença terminal à doença crónica e à deficiência, da doença física incurável à doença psíquica dificilmente curável, da eutanásia consentida pela própria vítima à eutanásia consentida por familiares de recém-nascidos, crianças e adultos com deficiência ou em estado de inconsciência.” Pedro Vaz Patto


A FALTA DE CUIDADOS PALIATIVOS E AFECTIVOS...


"Os doentes que solicitam a eutanásia estão frequentemente deprimidos ou sob o efeito de outra doença afetiva tratável, o que dificulta a avaliação e a decisão quanto à sua capacidade de tomada de decisões.
Walter Osswald a este propósito afirma que “na realidade, e na perspetiva da ética personalista, a eutanásia nunca é uma solução, dado que nenhuma pessoa nas suas plenas capacidades cognitivas e emocionais desejaria morrer. Assim, quem pede a eutanásia não quer viver naquela situação específica, pelo que se trataria apenas de um grito de desespero quanto à vida que está a ser vivida” .
Aqui novamente percebemos que é o estado do sofrimento não tratado, que leva a um desespero e a insuportabilidade da situação. Ou seja, questões de ordem psíquica como acolhimento e cuidados afetivos, ajudam a suportar o quadro clínico e a fomentar a esperança no tratamento. Torna-se importante termos consciência de que para além dos cuidados médicos que são necessários e indispensáveis, são necessários também os cuidados afetivos, já que estes alimentam um estado de ânimo fundamental para enfrentar o processo de adoecimento e morte."
A.M.E

A EUTANÁSIA - UM paradoxo existencial

"De tal forma era temida a morte repentina que podemos ler numa ladainha dos Santos daquela época «De uma morte repentina livrai-nos Senhor». Mas, na época atual, a boa morte é aquela que chega de repente, aquela que chega sem avisar. Na verdade vivemos como se a morte não existisse. Quando nos deparamos com esta inevitabilidade, não a suportamos e chegamos ao ponto de a querer antecipar. Cria-se assim um paradoxo existencial. E é nesse contexto que surge o conceito de eutanásia como a morte intencional de um doente, a seu pedido (firme e consistente), através da intervenção direta de um profissional de saúde, pressupondo-se a livre expressão da vontade individual."

in associação medico espirita

quinta-feira, fevereiro 13, 2020

A mulher como sujeito...




A MULHER É UM ENTE EM SI MESMA
E NÃO DEVE DEPENDER DA SUA RELAÇÃO COM O HOMEM...


"A mulher não deve ser definida em relação ao homem. Esta consciência assenta tanto a nossa luta como a nossa liberdade.
O homem não é o modelo para adaptar o processo de autodescoberta da mulher.
A mulher é uma outra comparada com o homem. O homem é um outro comparado com a mulher. A igualdade é uma tentativa ideológica de escravizar mulheres aos mais altos níveis.
Identificar a mulher com o homem significa cancelar a última forma de libertação. Libertar-se para a mulher não significa aceitar a mesma vida do homem – o que é insuportável – mas expressar o seu próprio sentido da existência.
A mulher como sujeito não rejeita o homem como um sujeito, mas o recusa-o como um outro absoluto.
 Recusa-o no seu papel autoritário na sociedade…"

Carla Lonzi declara que a concepção marxista ignora a mulher como oprimida e como portadora de futuro, porque se baseia em um esquema – a dialética do senhor e do escravo – que identifica uma luta interna ao mundo masculino, orientada para a conquista do poder. Esse esquema, de fato, não pode ser aplicado ao conflito entre os sexos por causa da impossibilidade de uma solução que elimine o outro. A recusa da dialética do senhor e do escravo como dispositivo explicativo da opressão sexista e do processo de sua superação traz algumas importantes consequências: – primeiramente, problematiza a assunção de uma postura antagonista por parte da mulher, sendo que as exigências que ela explicita não se desenvolvem em antítese ao mundo masculino, mas se movem para outro plano; – além disso, provoca o abandono do objetivo da tomada do poder. “O colocar-se da mulher não implica sua participação no poder masculino, mas um questionamento do próprio conceito de poder”. A recusa da luta pelo poder introduz um elemento de ruptura na continuidade do pensamento masculino e a possibilidade de superar o impasse no qual o mundo está paralisado.
 
"A cultura masculina opera em sentido colonial, subcultural: decide o que é o feminismo e declara-o como tal, mas cala-se sobre o resto; reconhece como válida apenas cada manifestação ambígua de mulheres em que esteja presente a sua aspiração cultural, e então dá cartas de alforria  às que aceitam ser escritoras, pintoras, artistas, políticas, para com isso mesmo proteger os seus valores que são hierárquicos e as dividem em categoriais.
Tudo o que lhes parece existencialmente sem identidade resultante do exercício de um papel social, apaga-o. E assim apaga as mulheres e a sua consciência do que é autêntico nelas. Se o ponto firme é a consciência da autenticidade, para quê pedir uma outra linguagem a quem fala mesmo dessa consciência? Então, que linguagem você procura?
Entre as mulheres socialmente vale quem vale materialmente e quem vale existencialmente não vale socialmente ". *

Carla Lonzi
in  " Cala-te, na verdade fala. Diário de uma feminista " (escritos de revolta feminina, Milão 1978). 


Via Cultura anti-patriarcale e anti-capitalista
* a tradução do texto não me pareceu muito clara e por isso substitui algumas palavras que não tinham sentido no contexto. rlp

A propósito de Óscares...

Conhece o teste de Bechdel-Wallace?

"O teste consiste em saber se num filme existe pelo menos uma cena em que duas mulheres (que tenham nomes) conversem uma com a outra sobre algo diferente de um homem. O teste de Bechdel-Wallace não é um padrão feminista - ele simplesmente identifica se as mulheres estão presentes, interagindo com outras mulheres e discutindo algo além de homens. Mas é eficaz justamente por causa de quantos filmes não atendem a esses critérios mínimos. Menos da metade dos indicados a Melhor Filme deste ano são aprovados no teste de Bechdel-Wallace. American Hustle (2013), por exemplo, passou no teste porque duas mulheresv conversam sobre... verniz das unhas!..."

domingo, fevereiro 09, 2020

NOS QUEREMOS LIVRES E VIVAS...



POR OUTRAS PALAVRAS...


"As mulheres estão exactamente na mesma situação, com a agravante de sermos a maioria nas universidades há vários anos, e com melhores resultados académicos, mas continuarmos sub-representadas nas estruturas de poder político e financeiro.
Somos também a esmagadora maioria das vítimas de crimes sexuais, de violência doméstica, de homicídio conjugal - feminicídio - e de discriminação sexual.

Perante estas estatísticas, é inegável que as mulheres continuam a ser uma classe oprimida e vitimizada. Mas, por alguma razão, o sexismo continua a ser pacificamente tolerado e socialmente muito melhor aceite que o racismo."  HELEN TENDER


VEJO, PORQUE SOU VELHA

Vem este texto a seguir a propósito de uma observação à actuação de Shakira e Jennifer Lopes e de como o seu magnifico Show todo ele baseado na sua excelente forma física, nada tem a ver com o Empoderar a Mulher, ou dar valor à Mulher. Não se discute o valor de duas mulheres lindíssimas e com corpos esculturais e as suas qualidades musicais. Nada disso. No caso de artistas e de cantoras e a suas performances em palcos, para seduzir o publico, eu até acho normal, mas gostaria de escrever justamente sobre como vejo com constrangimento mulheres jovens, bonitas ou elegantes e as vezes até menos bonitas - independentemente de serem psicólogas, escritoras, medicas ou avogadas -, continuarem a valorizarem-se pelos corpos exibindo-os em  poses sofisticadas, mostrando o corpo como se estivessem em desfiles de moda… ou exibindo-se em exercícios flexíveis em ginásios com fatos aderentes ao corpo salientando partes do corpo mais intimas, provocatoriamente...digo, para que se vejam...
Imaginamos para já o que seria se os homens sérios, jornalistas, advogados, médicos e psicólogos - a não ser que sejam gays - fotografarem-se de shorts ou de tronco nu, a mostrar as pernas musculadas  etc, para se valorizarem...e como cairiam no ridículo. É claro que tudo isto  acontece com a publicidade comercial que faz  apelo ao corpo e ao sexo da mulher que é perfeitamente vitima deste   abuso da sua  imagem para em todo o tipo de publicidade vender cosméticos, roupa e até cerveja.
Até ai já sabemos o que a casa gasta, mas  serem as próprias mulheres, essas mulheres jovens e bonitas mas que tem já supostamente um nível cultural ou intelectual mais elevado - muitas são formadas - é o que mais me espanta pois da mulher comum que se expõe na montra e exibe na rua para agradar aos homens e arranjar namorado… isso a mim já não me admira nada. Não tem outro modo de se valorizar que não seja pelo corpo...e já nem falo das prostitutas claro.
É possível que me achem conservadora ou reacionária por dizer isto, mas como sou mais velha não tenho esse receio de estar a criticar as mulheres jovens que fazem culto do seu corpo... podem até pensar que é porque já nada tenho para exibir e por isso as critico, e isso não acontece no caso das duas vedetas da musica, que se exibem naturalmente num espectaculo, mas a verdade não sendo o caso dessas mulheres famosas, mas o de mulheres supostamente cultas que fazem o mesmo porque dizem que são livres e emancipadas... então eu ai digo que isso não é verdade. Porque ser LIVRE tem pouco a ver com o exibir o corpo e mostrar-se na intimidade como forma de valorização ou de afirmação do SER MULHER. E não é por ser "séria", do lar ou bem comportada… nem por ser vadia ou cabra ou provocadora! É só porque a verdadeira Mulher é outra coisa… acaso essas mulheres sabem o que é ser Mulher?
Não. E não me venham dizer as mulheres que a roupa e a forma como se vestem ou despem em publico  não tem nada a ver com o abuso e a violação… infelizmente tem…não pelo facto em si, até poderia ser um direito da mulher, mas  porque não podemos ignorar nem fingir que o predador não existe e que a sexualidade é uma forma primária de agir do homem e a mulher expondo-se dessa maneira acaba por ser atingida na sua dignidade integridade fisica.
Sim, porque não queremos ver que a sexualidade não evoluiu nem o homem respeita a mulher nessa liberdade? Como podem as mulheres pensar que são iguais aos homens e podem fazer as mesmas coisas sem perceber o quão diferentes são -sexual, psicóloga  e emocionalmente - e como a sociedade patriarcal de domínio do homem sobre a mulher continua a subestimar e a não respeitar a mulher em si como ente, ou como igual, lá porque as feministas apregoaram uma liberdade que nunca existiu e não pensaram nos perigos continuados que as mulheres correm nomeadamente em casa com os maridos?
Então qual é  forma segura de ser livre? É ser consciente dos perigos e dos limites que é viver numa sociedade falocrática e num sistema predatório… porque garantir a integridade física e  ética e preservar a nossa dignidade que é muito mais importante do que a moda as selfies e de que andar ai a provocar o predador…
Sim, sou velha e vejo sem medo as mentiras que andam por ai à solta e são a armadilha em que as mulheres novas caem até ficarem talvez perdidas...

rlp

Shakira E Jennifer López


AS MULHERES CONTINUAM A DAR SHOW AFIRMANDO-SE PELO CORPO...

“Espectáculo latino y feminista”. “La Super Bowl más feminista”. “El poder femenino en la Super Bowl”. A las pocas horas de ver cómo los culos de Shakira y J.Lo lo daban todo en el escenario de la Super Bowl, los diarios de todo el mundo se llenaban de palabras de celebración para un momento histórico, calificándolo como un gran ejemplo de igualdad de género e integración cultural.


Dos cantantes femeninas y latinas habían sido las elegidas para amenizar al público y a los deportistas. Ellas estuvieron a la altura de las expectativas: coreografías perfectas, cuerpos esculturales, voces afinadas, repaso de los greatest hits, puesta en escena. Las dos estrellas brillaron como nunca en el evento deportivo más importante de los Estados Unidos de América. Ahora bien, feminista, feminista… no era.

Lo que hicieron Shakira y J.Lo fue darnos más de lo mismo: cuerpos semidesnudos y seductores que encajan en el canon permitido (sin un gramo de celulitis, ni una arruga, ni una cana)


No hay nada criticable en que dos mujeres, o cuatro, o las que sean, exhiban su cuerpo serrano donde ellas quieran. Pero hemos cogido la mala costumbre de pensar que cualquier cosa realizada por mujeres es feminista, sin analizar si el acto en sí está acercándonos a la igualdad o nos está alejando de ella. Una de los motivos de la desigualdad que existe entre hombres y mujeres, es que a ellas se las valora principalmente por su aspecto físico y su capacidad de seducción mientras que a ellos se les valora por su profesión.

Lo que hicieron Shakira y J.Lo fue darnos más de lo mismo: cuerpos semidesnudos y seductores que encajan en el canon permitido (sin un gramo de celulitis, ni una arruga, ni una cana). Mientras que ellos, los deportistas y protagonistas de la trama, hacían lo suyo compitiendo y ganando trofeos. Ellas en tanga y tacones. Ellos con chándal y zapatillas de deporte. Ellas entreteniendo al personal. Ellos ejecutando el acto principal. Ellas apareciendo en los descansos. Ellos ocupando la mayoría del tiempo y del espacio.

Llamar empoderamiento femenino a menear nuestro cuerpo en una pole dance es apuntar muy bajo y desaprovechar una oportunidad. Eso no quita que a las mujeres que lo practican les haga sentirse mejor con su cuerpo, pero no estamos hablando de lo que hace una persona en su tiempo libre sino de un espectáculo que ven millones de personas en el mundo entero. El poder no tiene que ver con la seducción, sino con la posibilidad de tomar decisiones que tengan un impacto real.
Tanto Shakira como Jennifer López son dos mujeres maravillosas que realizaron un show increíble, pero la igualdad y el poder femenino no se consigue a base de bodies con brilli brilli.

O MISTÉRIO DA MULHER


POUCOS HOMENS SABEM DAS MULHERES...


"Como ousar encarar as mulheres que escrevem, subversivas? Mulheres de intensidade e inteligência? Profundas, abissais. ...Mulheres que escrevem com o ventre nas estrelas, severas ou sorridentes, travessas, sensuais. ...Mulheres que escrevem são um perigo! ...Mulheres que escrevem fazem seu tempo, marcam a história, revelam horizontes, abrem caminhos, revelam-se o caminho. Mulheres que escrevem são senhoras de muitos mistérios! Conhecedoras de noites e bichos recônditos!"
Marcelino Rodriguez


(...)

"É preciso considerar que a essência ou princípio feminino NÃO PODE SER ENTENDIDA ATRAVÉS DE UM ESTUDO INTELECTUAL OU ACADÉMICO. A ESSÊNCIA ÍNTIMA DO PRINCÍPIO FEMININO não se permite tal ataque, o sentido real da feminilidade sempre escapa ao interrogador directo. Essa é a razão pela qual as mulheres são misteriosas para os homens – isto é, para o homem que persiste em tentar compreender intelectualmente a mulher.*

* In OS MISTÉRIOS DA MULHER M. Esther Harding

sexta-feira, fevereiro 07, 2020

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER - Bullying psicossexual,


A DICOTOMIA DA MULHER 

A LUTA INTERNA DAS MULHERES AO LONDO DOS TEMPOS ENTRE SER OU NÃO SER "a santa e a puta" e o seu comportamento com os homens e maridos e depois já no nosso tempo a mulher moderna e livre, forçada pela ideia de ser sexualmente livre e não puritana ou não sensual o que a leva a agir, neste caso, como a prostituta adoptando o estilo de comportamento e roupas ou lingeries das mulheres de alterne...

Essa não é a Mulher esclarecida nem a mulher consciente de si e da sua verdadeira liberdade interior mas apenas como mulher objecto. Como diz a autora do texto "Não há uma via intermédia, aparentemente, e não há um verdadeiro reconhecimento da verdadeira essência da libertação sexual, a que não concorda de forma alguma com este seu comportamento sexual." Isso acontece porque a mulher ainda não se encontrou em si mesma primeiro como um todo, sendo mais do que um sexo e um corpo…e porque esta é a forma como o homem a vê e continua a não respeitar como ente, como individuo integral. Ele só a vê como uma mulher função ou de reprodução ou de prazer e em seu beneficio...



ASSIM "Algumas mulheres esforçar-se-ão por responder a desejos desnecessários que são apresentados como necessidades sexuais fundamentais. Muitas o fazem não para agradar a si mesmas, mas para agradar a outros, e isso porque são fortemente encorajadas nesta direção por uma mentalidade externa que lhes impõe uma escolha rígida entre o ser "sexualmente liberta" e o ser "puritana ". Não há uma via intermédia, aparentemente, e não há um verdadeiro reconhecimento da verdadeira essência da libertação sexual, que não concorda de forma alguma com o seu comportamento sexual.
Muitas mulheres que concordam em que o seu corpo seja usado, fazem-no, portanto, sob o peso de um sentimento de insegurança tão oprimente que as fazem cair perante acusações como és  " Frígida", ou de ter " vistas estreitas " e, Deus nos livre disso,  de ser "moralista", e de todas as etiquetas que são consideradas intoleráveis. Trata-se de bullying psicossexual, e as consequências são duradouras e pesadas.

No seu livro, Jane Fonda descreve como em várias ocasiões foi forçada sexualmente quando era jovem para satisfazer o marido.

"O que ele queria era fotografar-me nua. Eu levo tempo a explicar a mim mesma como não pensei que podia dizer não mesmo que eu não quisesse fazer o que ele me pedia. É uma coisa dolorosa para se  escrever, mas eu faço questão disso porque eu quero que quem me lê, em especial as mulheres, saibam que até uma garota que se julga desperta e inteligente,  tem tão pouca auto-estima e acredita que uma mulher deve "ficar" perante estas situações, ou que vai acabar por se encontrar uma saida. Difícil de explicar. Tive um caso muito curto com ele, e odiei cada momento. Principalmente odiava-me por trair o meu corpo, e sentia-me numa confusão terrível por deixar isto acontecer ".

Rachel Moran