A DAMA DO SANTO GRAAL
"Quem é esta Maria, conhecida dos primeiros cristãos como a “Madalena”? E como pode ela Ter levado o sangue real para França? Terá o sangue real sido transportado num “vaso de barro”? E o vaso de barro foi uma Mulher? Talvez esta Maria tenha sido a mulher de Jesus e tenha levado o filho dele para a Provença!
(...)
A demanda do Santo Graal é um mistério velho de séculos. As pistas que ligam Maria Madalena ao Sangraal das lendas antigas abundam na arte, na literatura e no folclore da Idade Média, assim como em vários acontecimentos da História e das próprias escrituras. Muitas dessas pistas serão discutidas nos capítulos seguintes, numa tentativa de demonstrar que a Noiva de Jesus foi, acidentalmente, deixada de fora da História como resultado de um turbilhão político na província de Israel logo a seguir à crucificação.”
(...)
“O vaso, o cálice que encarna as promessas do Milénio, o “Sangraal” da lenda medieval, era, acredito agora, Maria Madalena.
A NOIVA PERDIDA
Falámos de como a fé dos Templários, que celebrava o equilíbrio cósmico entre os opostos, foi inserida nas catedrais. As magníficas “rosáceas” de vitrais são outro exemplo do ressurgimento do feminino entre os desenhadores das igrejas medievais em honra da “Notre Dame”.
(...)
Apesar de a veneração da Noiva de Jesus Ter sido oficialmente suprimida pela Igreja Católica, os altares à Virgem Maria continuaram a florescer, atraindo peregrinos de toda a Europa. O culto do feminino consegue atingir a sua apoteose quando Maria foi nomeada Virgem Rainha do Céu. Mas enquanto Virgem Maria, adequadamente, representa o aspecto maternal do feminino, a doutrina da sua perpétua virgindade renega implicitamente o papel de Esposa. Por mais bela que esta mãe seja, é evidente que falta algo muito real e muito precioso na história do Cristianismo. Esse algo é a Noiva.”
Maria Madalena e o Santo Graal
de Margaret Starbird
O SORRISO DE PANDORA
“Jamais reconheci e nem reconhecerei a autoridade de nenhuma pretensa divindade, de alguma autoridade robotizada, demoníaca ou evolutiva que me afronte com alguma acusação de pecadora, herege, traidora ou o que seja.
Não há um só, dentre todos os viventes, a quem eu considere mais do que a mim mesma. Contudo nada existe em mim que me permita sentir-me melhor do que qualquer outro vivente. Respeito todos, mas a ninguém me submeto.
Rendo-me à beleza de um simples torrão de terra, à de uma gotícula de água, à de uma flor, à de um sorriso de qualquer face, mas não me rendo a qualquer autoridade instituída pela estupidez evolutiva da hora. Enfim, nada imponho sobre os ombros alheios, mas nada permito que me seja imposto de bom grado
Libertei-me do peso desses conceitos equivocados e assumi-me como agente do processo de me dignificar a mim mesma, como também a vida que me é dispensada. Procuro homenageá-la com as minhas posturas e atitudes e nada mais almejo. É tudo o que posso dizer aqueles a quem considero meus filhos e filhas da Terra. “
In O SORRISO DE PANDORA, Jan Val Ellam
quinta-feira, agosto 18, 2005
quarta-feira, agosto 17, 2005
OS MISTÉRIOS DAS MULHERES E O GRAAL

Devemos lembrar-nos como e quando cada uma de nós passou por uma experiência da Deusa, e se sentiu sarada e integral por causa desta. São momentos santos, sagrados, intemporais, embora por mais inefáveis que se possam revelar, sejam difíceis de reter em palavras. Mas, quando qualquer outra pessoa menciona uma experiência semelhante, isso pode evocar as sensações que voltam a captar a experiência; se bem que só aconteça se falarmos da nossa vivência pessoal. É por isso que necessitamos de palavras para os mistérios das mulheres, o que parece exigir que uma de cada vez explicite o que sabe - como tudo o mais que é de foro feminino. Servimos de parteiras às consciências umas das outras. Quando, pela primeira vez, contamos a nossa verdade parece-nos assustador e perigoso, mas torna-se cada vez mais fácil. Na medula da nossa experiência feminina colectiva, sabemos que há riscos.
Algures nas nossas almas, rememoramos o tempo das fogueiras, em que as mulheres eram perseguidas e queimadas vivas como feiticeiras. Aconteceu em três séculos de Inquisição. Quando nos referimos, nos nossos tempos, ao “holocausto das mulheres”, sabemos que houve mais mulheres queimadas numa estaca do que assassinadas com gás nos fornos nazis do holocausto da Segunda Guerra Mundial.
HOLOCAUSTO DAS MULHERES
Primeiro, queimavam-se vivas as parteiras por abrandarem as dores do parto (que iam contra o preceito bíblico de que as mulheres deviam sofrer), depois, as curandeiras que sabiam usar as ervas medicinalmente, as mulheres que comemoravam a chegada das estações, as mulheres excêntricas, as mulheres com posses que alguém cobiçava, as mulheres que falavam sem medo, as mulheres inteligentes, as mulheres desprotegidas.
Essa memória colectiva tem um efeito igual ao de um trauma pessoal reprimido: torna as mulheres ansiosas quando descobrem as suas experiências sagradas e acham as palavras para as designar.
Precisamos de coragem para contar o que sabemos.
Algures nas nossas almas, lembramos uma época em que a divindade era chamada Deusa e Mãe. Quando nos transformamos em iniciadas nos mistérios femininos, então passamos a saber que somos portadoras de um cálice sagrado, que o Graal se manifesta em nós.
IN TRAVESSIA PARA AVALON
De Jean Shinoda Bolen
Devemos lembrar-nos como e quando cada uma de nós passou por uma experiência da Deusa, e se sentiu sarada e integral por causa desta. São momentos santos, sagrados, intemporais, embora por mais inefáveis que se possam revelar, sejam difíceis de reter em palavras. Mas, quando qualquer outra pessoa menciona uma experiência semelhante, isso pode evocar as sensações que voltam a captar a experiência; se bem que só aconteça se falarmos da nossa vivência pessoal. É por isso que necessitamos de palavras para os mistérios das mulheres, o que parece exigir que uma de cada vez explicite o que sabe - como tudo o mais que é de foro feminino. Servimos de parteiras às consciências umas das outras. Quando, pela primeira vez, contamos a nossa verdade parece-nos assustador e perigoso, mas torna-se cada vez mais fácil. Na medula da nossa experiência feminina colectiva, sabemos que há riscos.
Algures nas nossas almas, rememoramos o tempo das fogueiras, em que as mulheres eram perseguidas e queimadas vivas como feiticeiras. Aconteceu em três séculos de Inquisição. Quando nos referimos, nos nossos tempos, ao “holocausto das mulheres”, sabemos que houve mais mulheres queimadas numa estaca do que assassinadas com gás nos fornos nazis do holocausto da Segunda Guerra Mundial.
HOLOCAUSTO DAS MULHERES
Primeiro, queimavam-se vivas as parteiras por abrandarem as dores do parto (que iam contra o preceito bíblico de que as mulheres deviam sofrer), depois, as curandeiras que sabiam usar as ervas medicinalmente, as mulheres que comemoravam a chegada das estações, as mulheres excêntricas, as mulheres com posses que alguém cobiçava, as mulheres que falavam sem medo, as mulheres inteligentes, as mulheres desprotegidas.
Essa memória colectiva tem um efeito igual ao de um trauma pessoal reprimido: torna as mulheres ansiosas quando descobrem as suas experiências sagradas e acham as palavras para as designar.
Precisamos de coragem para contar o que sabemos.
Algures nas nossas almas, lembramos uma época em que a divindade era chamada Deusa e Mãe. Quando nos transformamos em iniciadas nos mistérios femininos, então passamos a saber que somos portadoras de um cálice sagrado, que o Graal se manifesta em nós.
IN TRAVESSIA PARA AVALON
De Jean Shinoda Bolen
A MINHA EXPERIÊNCIA

Curiosamente quando escrevi o meu primeiro livro e por ser uma experiência profunda do acordar do Arquétipo da Deusa Mãe em mim, quando da sua publicação, enfrentei todos esses medos e angústias de que a autora do livro em cima citado fala e durante um certo tempo, até à sua publicação, uma enorme tensão, senão um certo pavor, dominou-me quase por completo e para mim começou a ser muito claro que eu temia “represálias e perseguições” por parte de mentes obscuras e ocultas, que logicamente não tinham a ver com a minha realidade social. Embora sabendo que estava a romper a barreira do que me era permitido de acordo com os conceitos e limites como mulher, pelo que sentia e de forma tão intensa, comecei a perceber que tinha, sem sombra de dúvida, “passado” já (algo em mim lembrava-se) pelos tormentos da tortura e da morte e isso era muito vivo na minha alma. Antes dessa "certeza" ainda, pensei que todas essas sensações pudessem ter a ver, psicologicamente, com a memória real da ameaça da PIDE à expressão política que eu tinha vivido nos anos sessenta... O medo de falar e de escrever...Mas aos poucos fui percebendo que era uma memória atávica muito mais enraizada e traumática do que uma Polícia de Estado e o que eu tinha vivido concretamente. Fez-me lembrar então o meu medo das batinas negras dos padres e a agonia que sentia na missa em pequena e como uma vez me comecei a sentir tão mal que desmaiei no decorrer daquelas ladainhas. Afinal era um rememorar “o tempo das fogueiras, em que as mulheres eram perseguidas e queimadas vivas como feiticeiras” e não desta vida... Só muitos anos mais tarde voltei a entrar numa igreja. A minha repulsa, misto de medo e raiva, pelos padres - ainda hoje a sinto - e pelo ambiente fechado e sinistro das Igrejas, tornava assustador o universo religioso da minha infância....Tinha então cerca de treze anos e nessa altura, eu não sonhava sequer com a Antiga Deusa, embora a única coisa que me motivasse a ir à missa fosse a Nossa Senhora de Fátima a quem fervorosamente rezava...
Curiosamente quando escrevi o meu primeiro livro e por ser uma experiência profunda do acordar do Arquétipo da Deusa Mãe em mim, quando da sua publicação, enfrentei todos esses medos e angústias de que a autora do livro em cima citado fala e durante um certo tempo, até à sua publicação, uma enorme tensão, senão um certo pavor, dominou-me quase por completo e para mim começou a ser muito claro que eu temia “represálias e perseguições” por parte de mentes obscuras e ocultas, que logicamente não tinham a ver com a minha realidade social. Embora sabendo que estava a romper a barreira do que me era permitido de acordo com os conceitos e limites como mulher, pelo que sentia e de forma tão intensa, comecei a perceber que tinha, sem sombra de dúvida, “passado” já (algo em mim lembrava-se) pelos tormentos da tortura e da morte e isso era muito vivo na minha alma. Antes dessa "certeza" ainda, pensei que todas essas sensações pudessem ter a ver, psicologicamente, com a memória real da ameaça da PIDE à expressão política que eu tinha vivido nos anos sessenta... O medo de falar e de escrever...Mas aos poucos fui percebendo que era uma memória atávica muito mais enraizada e traumática do que uma Polícia de Estado e o que eu tinha vivido concretamente. Fez-me lembrar então o meu medo das batinas negras dos padres e a agonia que sentia na missa em pequena e como uma vez me comecei a sentir tão mal que desmaiei no decorrer daquelas ladainhas. Afinal era um rememorar “o tempo das fogueiras, em que as mulheres eram perseguidas e queimadas vivas como feiticeiras” e não desta vida... Só muitos anos mais tarde voltei a entrar numa igreja. A minha repulsa, misto de medo e raiva, pelos padres - ainda hoje a sinto - e pelo ambiente fechado e sinistro das Igrejas, tornava assustador o universo religioso da minha infância....Tinha então cerca de treze anos e nessa altura, eu não sonhava sequer com a Antiga Deusa, embora a única coisa que me motivasse a ir à missa fosse a Nossa Senhora de Fátima a quem fervorosamente rezava...
terça-feira, agosto 16, 2005
A RUNA QUE ME TIRASTE:PERTH

INICIAÇÃO, ALGO ESCONDIDO
UM ASSUNTO SECRETO...
Esta é uma Runa hierática ou misteriosa indicando aquilo que está para além dos nossos frágeis poderes manipulatórios. Esta Runa está do lado do Céu, do Desconhecido, e é associada à fénix, a ave mística que se consome no fogo e se ergue das cinzas. Os seus caminhos são secretos e escondidos.
Profundas forças transformacionais internas estão a operar aqui. Contudo, aquilo que se consegue concretizar não é nem fácil nem prontamente partilhado. A integridade implícita pode estar mascarada, disfarçada ou secreta...Afinal, tornarmo-nos um todo e os meios para o alcançarmos constitui um segredo profundo.
Sob o ponto de vista do tangível, poderá haver surpresas; ganhos materiais possíveis.
No que respeita à natureza humana, esta Runa é simbolizada pelo voo da águia. Voo audaz, livre de amarras a elevar o ser acima da teia e do fluxo sem fim da vida comum para que o mesmo adquira uma visão mais abarcante – tudo isso está indicado aqui. Esta é a Runa da Demanda.
Perth representa um intenso aspecto da iniciação. Nada do que é exterior importa aqui, excepto na forma como se reflecte interiormente. Esta Runa tem a ver com o nível mais profundo do teu ser, a pedra basilar sobre a qual o teu destino está erguido. Para alguns, Perth representa o experimentar de uma morte psíquica. Se necessário, deixa que tudo se vá, sem excepções, sem exclusões.
O que está aqui em causa é nada menos do que a renovação do Espírito.
INICIAÇÃO, ALGO ESCONDIDO
UM ASSUNTO SECRETO...
Esta é uma Runa hierática ou misteriosa indicando aquilo que está para além dos nossos frágeis poderes manipulatórios. Esta Runa está do lado do Céu, do Desconhecido, e é associada à fénix, a ave mística que se consome no fogo e se ergue das cinzas. Os seus caminhos são secretos e escondidos.
Profundas forças transformacionais internas estão a operar aqui. Contudo, aquilo que se consegue concretizar não é nem fácil nem prontamente partilhado. A integridade implícita pode estar mascarada, disfarçada ou secreta...Afinal, tornarmo-nos um todo e os meios para o alcançarmos constitui um segredo profundo.
Sob o ponto de vista do tangível, poderá haver surpresas; ganhos materiais possíveis.
No que respeita à natureza humana, esta Runa é simbolizada pelo voo da águia. Voo audaz, livre de amarras a elevar o ser acima da teia e do fluxo sem fim da vida comum para que o mesmo adquira uma visão mais abarcante – tudo isso está indicado aqui. Esta é a Runa da Demanda.
Perth representa um intenso aspecto da iniciação. Nada do que é exterior importa aqui, excepto na forma como se reflecte interiormente. Esta Runa tem a ver com o nível mais profundo do teu ser, a pedra basilar sobre a qual o teu destino está erguido. Para alguns, Perth representa o experimentar de uma morte psíquica. Se necessário, deixa que tudo se vá, sem excepções, sem exclusões.
O que está aqui em causa é nada menos do que a renovação do Espírito.
Ó Lua das fogueiras
queima as minhas memórias e medos,
as minhas velhas feridas e mágoas passadas,
cura todas as minhas chagas
de lutas guerreiras, insanas, de templário e cátaro,
todas as minhas dores de bruxa, sacerdotisa e curandeira
sempre perseguida pela turba, queimada nas fogueiras..
Limpa a minha aura do sangue e da mentira de séculos
em que fui perseguida por reis, bispos e monges fanáticos
e dá-me a força renovada, a das tuas águas, mares e fontes abençoadas,
e permite o retorno às tuas Florestas de gnomos, duendes e fadas...
Ó Lua das fogueiras,
deixa-me dançar nua e selvagem até o amanhecer
ao som dos teus cânticos sagrados,
em evocação da Grande Deusa Mãe,
para através do seu Eterno Poder
despertar em mim os dons de cura e amor,
na celebração deste dia pagão
a fim de lembrar-me de todos os feitiços e sortilégios
que sei no fundo do coração...
Ó Lua das fogueiras,
dá-me a liberdade de ser una contigo
e une as sacerdotisas de Atlântida e Mu e do Egitpo...
Que venham de todos os cantos do mundo
iluminadas pelo Teu halo sagrado!
Faz com as nossas mãos mais uma vez se se dêem à volta das fogueiras
e pela tua magia nelas acorde a lembrança deste pacto antigo
unindo de novo todas as mulheres neste voto há muito esquecido...
E cantemos todas em uníssono:
Vem Mãe...
Salvar a Terra e as Florestas,
os animais as crianças e as mulheres das guerras infames dos homens,
dos magos negros e seus algozes, dos seus ódios...
entoando o Teu cântico de Amor, Paz e Fertilidade.
Faz com que para sempre ergamos a nossa voz
e do cimo da mais alta montanha á caverna mais recôndita
todos nos ouçam gritar o Teu Santo Nome e que Ele ressoe na terra inteira,
libertando a Humanidade da opressão e do medo!
R.L.P.
segunda-feira, agosto 15, 2005
Montserrat- O Feminino Sagrado
antes mesmo de toda a existência.
Sou a força primitiva, ilimitada e eterna.
Eu sou a Deusa pura da Lua, a Senhora de toda a magia.
Os ventos e folhas ondulantes cantam o meu Nome.
Repouso sobre a Lua e meus pés dançam nas estrelas do céu...
sou todos os mistérios por desvendar,
O novo caminho.
Eu sou o campo lavrado pelo arado.
Sou a alegria daqueles que atendem o meu chamado
Sou aquela que traz a abundância e força.
Eu sou a Mãe santificada
Sou a Senhora das colheitas
Sou a Senhora vestida da plena natureza
Sou o perfume da terra fresca
Sou o brilho das sementes douradas dos campos cultivados
Sou Aquela que governa as marés
Sou o refúgio e a cura
Sou a vida e que germina em tudo e em todos.
Sou a velha, e a nova o próprio ciclo da morte
e do renascimento
Sou a Grande roda
Sou a Sombra da lua
Sou eu quem rejo as mulheres e homens
Sou eu quem dá a libertação e a renovação às almas cansadas
Sou a Deusa da Lua, da Terra e dos Mares
Meus nomes são muitos e infinitos
É das minhas mãos que sai a perspicácia, a paz,
a sabedoria e a compreensão.
Sou a eterna jovem
Sou a Mãe eterna
Ainda que me chamem imensos nomes
Sou eu sempre a mesma
Quem envia a minha doce paz sobre cada coração.
(Anónimo)
domingo, agosto 14, 2005
ISHTAR
Oye mi ruego, Istar,
Luna de los Amantes.
De quien no sabe dar
enséñame a recibirlo todo.
De quien no sabe abrir-se
hasme llenar...
A adoração da Nossa Deusa Mãe e da Origem.
O Culto da Grande Mãe remonta
ao mais recuado dos tempos...
A Grande Deusa era adorada em todo o mundo antes da nossa história e já no Egipto, Isis era a Senhora por Excelência e cuja imagem vem a corresponder à imagem adoptada pela Igreja Romana com o menino ao colo e que por volta do séc. VI - no obscurecimento do seu verdadeiro culto e origem – é reencontrada em Maria, mãe de Jesus, e a liturgia bizantina celebrava a "Dormição da Mãe de Deus" - antes era a Deusa! - Mas por hora ela "dormia" e antes que acordasse eles tomaram conta... Na época, o Imperador Maurício fixou a efeméride para o dia 15 de Agosto e até aos nossos dias ficou assim registado. Através de muitas lutas, e petições, o dogma da Assunção Corpória da Nossa Senhora levou muitos séculos a ser aceite até que no séc. XVIII foi assinada a bula que o admitia, embora a Igreja Católica sòmente em 1950 através do Papa Pio XII a tenha oficializado.
(...) “Mais do que nunca, a Virgem Maria ia tomar o lugar de todas as deusas da antiguidade, suavizando os seus traços, abandonando a sexualidade, mas permanecendo sempre aquela que dá a vida e o alimento”.(...)
Substituindo assim, “uma divindade feminina cuja função materna se desdobrava necessariamente numa função erótica. Sabemos muito bem que essa função erótica iria ser escondida desde o início de um cristianismo inteiramente orientado para uma masculinidade triunfante e uma castidade exemplar, resultante a maior parte do tempo de um terror instintivo relativamente aos mistérios da mulher” (Jean Markale)
O Arquétipo da Deusa Mãe ressurge pela premência do Princípio Feminino na Terra desvastada pelo poder patriarcal de dominação do mais fraco, nomeadamente da mulher.
A Festa ou o feriado do dia (15 de Agosto) da Assunção da Nossa Senhora que a Igreja Católica celebrará amanhã foi imposta pela tradição e pela força secular da Deusa-Mãe, reminiscência do Culto "pagão" da Grande Mãe, muito anterior ao Cristianismo! Assim como substituiu todas as deusas pagãs, pelo nome de santas para as integrar no catolicismo! Enquanto isso e através dos séculos, as mulheres que tivessem ou ousassem ter voz, da mesma forma que foram perseguidos os fiès da Grande Deusa, eram perseguidas e queimadas vivas como bruxas nas figueiras da Inquisição!
Ainda o ano passado, neste mesmo dia, em alusão à celebração do dia da Nossa Senhora, ouvi um padre na televisão alertar para o facto de que apesar do dia e do culto à Virgem, não podemos adorar a Nossa Senhora e que Maria é igual a todas as mulheres...Ela serve apenas o senhor... É portanto inferior, deduzo eu, e por isso ninguém pode elevar a Mulher ou a Deusa acima do Deus Macho!
Só podemos adorar um Deus-Homem...
Quanto à irrupção do culto da Grande Mãe e da Deusa surgido em Lurdes e em Fátima e em outros lugares de Peregrinação e culto recente, são também coisas de mulheres devotas, ignorantes e inferiores e de um povo inculto e sujo, sem ornamentos nem estatuto...
À Igreja de Roma não dá crédito às mulheres, sendo os sacerdotes os detentores únicos da fé e da palavra de deus, mas acaba aproveitando-se como sempre se aproveitou das mulheres para continuar a explorar e a manter as próprias mulheres na ignorância e na sujeição católica ao macho e dono!
Eles rezam a missa vestidos e com paramentos remanescentes das Sacerdotisas da Deusa Mãe e as mulheres ajoelham-se a seus pés...Cofessam-se pecadoras...
A igreja nunca foi Mãe para as mulheres, mas sim Madrasta pois só os Homens são filhos do seu Deus...
A Grande Deusa na Antiguidade
(...) "mas a antiga detentora da soberania sobre o universo, a causa primeira de toda a existência, e isto muito antes da manifestação do Verbo que, segundo o Evangelho gnóstico de João, era no princípio (e não no começo) do mundo das relatividades concretas. A arte da Idade Média é o reflexo de um pensamento e esse pensamento, apesar do peso do dogmatismo romano, está longe de ser unívoco. Mesmo que ela não cesse de ser consoladora, e mesmo lenitiva, a virgem mediaval transmite mais do que uma mensagem, que remonta à aurora dos tempos e que se manifesta por vezes através de especulações ditas heréticas ou mesmo por meio das aberrações fantasmáticas, a saber: o conceito de uma criação permanente que não pode ser senão de natureza feminina. Se Maria foi realmente a geradora do divino enquanto “mãe portadora”, ela apenas podia ser a encarnação de um conceito preexistente que se tornou incompreensível, incomunicável e indizível, que aparece através dos diferentes mitos referentes à criação do mundo."
In "A GRANDE DEUSA " de Jean Markale
sábado, agosto 13, 2005
UM BECO SEM SAÍDA
"E onde quer que a política se tenha exteriorizado, a sensação é, de facto, a de um beco sem saída, divorciada do dia-a-dia das vidas da mulher ou do homem, limitada a uma gíria de elite, a um enclave, definida por pequenas seitas que alimentamos erros uma das outras."
( Adrienne Riche)

O NOSSO TEMPO
(...)
Escuta o horrível emprego do dia
em todos os países de fala humana,
a falsificação das palavras pingando nos jornais,
o mundo irreal dos cartórios onde a propriedade é um bolo com flores,
os bancos triturando suavemente o pescoço do açucar,
a constelação das formigas e usurários,
a má poesia, o mau romance,
os frágeis que se entregam à proteção do basilisco,
o homem feio, de mortal feiúra,
passeeando de bote
num sinistro crepúsculo de sábado.
(...)
O poeta
declina de toda responsabilidade
na marcha do mundo capitalista
e com suas palavras, intuições, símbolos e outras armas
promete ajudar
a destruí-lo
como uma pedreira, uma floresta,
um verme.
C. Drumont
"Enquanto o homem continuar a ser destruidor impiedoso dos seres animados dos planos inferiores, não conhecerá a saúde nem a paz.
Enquanto os homens massacrarem os animais, eles se matarão uns aos outros.
Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor."
Pythagoras
"E onde quer que a política se tenha exteriorizado, a sensação é, de facto, a de um beco sem saída, divorciada do dia-a-dia das vidas da mulher ou do homem, limitada a uma gíria de elite, a um enclave, definida por pequenas seitas que alimentamos erros uma das outras."
( Adrienne Riche)
O NOSSO TEMPO
(...)
em todos os países de fala humana,
a falsificação das palavras pingando nos jornais,
o mundo irreal dos cartórios onde a propriedade é um bolo com flores,
os bancos triturando suavemente o pescoço do açucar,
a constelação das formigas e usurários,
a má poesia, o mau romance,
os frágeis que se entregam à proteção do basilisco,
o homem feio, de mortal feiúra,
passeeando de bote
num sinistro crepúsculo de sábado.
(...)
O poeta
declina de toda responsabilidade
na marcha do mundo capitalista
e com suas palavras, intuições, símbolos e outras armas
promete ajudar
a destruí-lo
como uma pedreira, uma floresta,
um verme.
C. Drumont
"Enquanto o homem continuar a ser destruidor impiedoso dos seres animados dos planos inferiores, não conhecerá a saúde nem a paz.
Enquanto os homens massacrarem os animais, eles se matarão uns aos outros.
Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor."
Pythagoras
sexta-feira, agosto 12, 2005
"O OCIDENTE: UMA PODRIDÃO QUE CHEIRA BEM,
UM CADÁVER PERFUMADO."
Emile Cioran
A LÓGICA DOS PSICOPATAS...
"A eliminação da dimensão moral das nossas vidas abre o caminho à lógica dos psicopatas. É isso que eu temo. Estamos a mover-nos rumo a uma guerra entre um gigantesco sistema psicopatológico contra outro gigantesco sistema psicopatológico. É assim que eu vejo o futuro. Uma espécie de luta darwiniana entre dois gigantes psicopatas rivais. O dos atacantes do 11 de Setembro contra o do complexo político-militar americano (...)
Não temos interesse em nenhuma zona para além da nossa esquina do mundo. Estamos armadilhados na nossa história social. Olhe, eu nem sou capaz de lhe dizer o nome do primeiro-ministro português! E sou supostamente um homem culto. Vimos, na televisão, imagens de pessoas a morrerem à fome no Sudão. Que fazemos? Nada. As nossas atitudes são completamente provincianas. As nossas vidas são controladas. Se sou dentista, ou professor, não vou desistir da minha carreira para ir para África. Somos prisioneiros, embora não o saibamos."
[J.G. Ballard, in Público]
in "Numa Sociedade Saudável, a Loucura É a Única Liberdade Possível"
UM CADÁVER PERFUMADO."
Emile Cioran
A LÓGICA DOS PSICOPATAS...
"A eliminação da dimensão moral das nossas vidas abre o caminho à lógica dos psicopatas. É isso que eu temo. Estamos a mover-nos rumo a uma guerra entre um gigantesco sistema psicopatológico contra outro gigantesco sistema psicopatológico. É assim que eu vejo o futuro. Uma espécie de luta darwiniana entre dois gigantes psicopatas rivais. O dos atacantes do 11 de Setembro contra o do complexo político-militar americano (...)
Não temos interesse em nenhuma zona para além da nossa esquina do mundo. Estamos armadilhados na nossa história social. Olhe, eu nem sou capaz de lhe dizer o nome do primeiro-ministro português! E sou supostamente um homem culto. Vimos, na televisão, imagens de pessoas a morrerem à fome no Sudão. Que fazemos? Nada. As nossas atitudes são completamente provincianas. As nossas vidas são controladas. Se sou dentista, ou professor, não vou desistir da minha carreira para ir para África. Somos prisioneiros, embora não o saibamos."
[J.G. Ballard, in Público]
in "Numa Sociedade Saudável, a Loucura É a Única Liberdade Possível"
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