O SORRISO DE PANDORA

“Jamais reconheci e nem reconhecerei a autoridade de nenhuma pretensa divindade, de alguma autoridade robotizada, demoníaca ou evolutiva que me afronte com alguma acusação de pecadora, herege, traidora ou o que seja. Não há um só, dentre todos os viventes, a quem eu considere mais do que a mim mesma. Contudo nada existe em mim que me permita sentir-me melhor do que qualquer outro vivente. Respeito todos, mas a ninguém me submeto. Rendo-me à beleza de um simples torrão de terra, à de uma gotícula de água, à de uma flor, à de um sorriso de qualquer face, mas não me rendo a qualquer autoridade instituída pela estupidez evolutiva da hora. Enfim, nada imponho sobre os ombros alheios, mas nada permito que me seja imposto de bom grado Libertei-me do peso desses conceitos equivocados e assumi-me como agente do processo de me dignificar a mim mesma, como também a vida que me é dispensada. Procuro homenageá-la com as minhas posturas e atitudes e nada mais almejo. É tudo o que posso dizer aqueles a quem considero meus filhos e filhas da Terra. “ In O SORRISO DE PANDORA, Jan Val Ellam

sexta-feira, abril 30, 2004

A DOMINAÇÃO MASCULINA NO MUNDO

Homem do século XXI prefere Marte a Vénus
Pelo menos uma em cada três mulheres, ou no total um bilião, foram espancadas, forçadas a ter relações sexuais, ou abusadas de uma forma, ou outra, nas suas vidas. Normalmente, o abusador é um membro da sua própria família ou alguém conhecido.

No Reino Unido, duas mulheres são mortas pelos seus parceiros, por semana;
Em Espanha, em cada cinco dias, uma mulher foi morta pelo seu parceiro, em 2000;
Na Zâmbia, por semana, cinco mulheres são mortas pelo parceiro ou por algum membro da família;
Na África do Sul 147 mulheres são violadas diariamente;
Nos EUA uma mulher é violada a cada 90 segundos;
Na Turquia 35.6% das mulheres sofrem violação marital algumas vezes e 16.3% frequentemente.

A violência sobre as mulheres, na maioria dos países, é ocultada ou permanece sem investigação e punição.


[Fonte: Amnistia Internacional]

TIRADO NA ÍNTEGRA, AO ÍNTEGRO OBISTURI
"Essas antiqüíssimas dores
não serão finalmente fecundas em nós?
Será tempo de nos libertarmos, amando, da coisa amada...
docemente como quem se desabitua
dos peitos maternos."


Rainer Maria Rilke


O CÉU E A TERRA:
O CORPO A ALMA E O ESPÍRITO


...o eterno feminino pressentido objectivamente no ser amado...

Nestes casos, o que verdadeiramente transporta e fascina é a "mulher do espírito" ou a "mulher oculta" a que já nos referimos, e o ser humano correspondente serve unicamente de intermediário para a experiência ou activação desta mulher. Uma imagem primordial que transportamos em nós, nas camadas profundas do nosso ser, manifestando-se em circunstâncias determinadas ao encontro de uma pessoa real, dando origem a uma espécie de transe clarividente e ébrio: pois a imagem que transportamos em nós é também o eterno feminino pressentido objectivamente no ser amado, o qual sofre então um processo muitas vezes fulgurante de transubstanciação, com o sentido de um quase total desnudamento, duma aparição efectiva, de uma hierofonia (...)

in"A METAFÍSICA DO SEXO" - Julius Evola

quinta-feira, abril 29, 2004

Seraphys


“ Assumir a Luz é não fazer nada. É ser capaz de começar por não fazer nada... Precisas de chegar a essa ignorância essencial e ficar quieto, sem projecto, límpido, inocente, transparente, para que o Outro que tu És nos Planos Cósmicos, possa escrever nesse Quadro Branco...”



quarta-feira, abril 28, 2004

"descobrir dentro de nós"


"Existirá em nós uma esperança de descobrir dentro de nós um elemento de estabilidade permanente,
"um gerente responsável" da nossa encarnação, que saiba o fim e que nos possa iluminar
o nosso discernimento quanto ao caminho que nos leva a esse fim?"


Isha S.L.

in "A ABERTURA DO CAMINHO"

"Precisamos concluir que a percepção do mundo das causas está vedado à Humanidade? Sim, pelos meios humanos. Mas todos os verdadeiros Iniciados não vieram a esta Terra senão para mostrar esses meios que nos escapam. Ora este "mundo das causas" está expressso no TAO, ou no "Reino dos Céus", o meio essencial indicado para lá chegar é o mesmo: simplicidade de coração e de pensamento.

O Conhecimento dos poderes do coração é indespensável à prática do Caminho do Meio pois esté só se pode praticar através da preponderância desses poderes e da sua influência. Esta via é um balanço constante entre o egoísmo do Eu e o altruísmo do Si. Só o coração pode realizar o prodígio do equilíbrio, pela sua posição mediadora entre o temporal e o intemporal, entre o organismo mortal e o seu arquétipo imortal. A alternância do seu movimento (dilatação-contracção) é a imagem perfeita desse balançar entre os dois poderes, do qual o pessoal tem de se tornar consciente, para ser transcendido pelo impessoal".


de ISHA SCHWALLER DE LUBICZ


A MÃE DO MUNDO...

O encontro dá-se Agora, no Secreto, no Sacrário, no Fim do Túnel que conduz ao Coração. Eles estão dizendo: Coragem, o que parece não é! O que não parece é! Coragem, tu não estás no início da Ponte! Coragem! Tu tens um Encontro com o Cosmos nesta vida!

Da mesma forma que a Luz da Terra, da Mãe do Mundo se recolheu, se ocultou da consciência colectiva, quando o desvio dimensional foi feito, e se concentrou no Coração de Cristal no centro do planeta, também a nossa Luz se foi recolhendo até estar lá num Ponto oculto dentro de nós.

E a etapa em que nós entrámos, hoje, é uma etapa de revelação da Luz. De trazer a Luz do Profundo do nosso ser para a superfície.

Nós estamos numa etapa em que a Terra está a readquirir confiança na humanidade de superfície. Isto é: O Véu da Mãe do Mundo, vai desocultar-se de novo, vai ser retirado. E o casamento entre a Luz do Mundo e a sua Humanidade será realidade

(...) André
“Falamos demais.

Muitas palavras tentam explicar a simplicidade única do íntimo. Mas a palavra distancia a íntima quietude e no esforço de atingi-la cada vez o íntimo é mais íntimo.
Um beijo é pouco interior. Num beijo porém, para um instante o fluxo das palavras e nesse instante o íntimo aflora longínquo. Até que o amor em palavras sufoque a sua cintilação opalina.

(...) Talvez o seu corpo astral esteja ferido. E se chorar cair-lhe-á dos olhos uma lágrima invisível porque o corpo é o leito onde dormimos permanentemente até ao momento de sabermos que estamos sempre abertos para a cegueira irreal, a única verdadeira.
E se o deslumbramento cessa, cessa o canto.”



In SIGMA - 1965
ANA HATHERLY

terça-feira, abril 27, 2004

Esse falso conceito de Feminilidade foi estipulado pela Cultura Ocidental Masculina.
É um conceito Yang de masculidade.
Equivale à supremacia do Homem, como força, sucesso e poder

m.f.monsaraz


NATÁLIA CORREIA

MATRISMO, SIM, DE GRANDE MÃE

VEJAM SÓ O QUE ESTA MULHER DISSE HÁ MAIS DE 20 ANOS...
QUEM A OUVIU? QUEM NOS OUVE?


Acho que não vale a pena a mulher libertar-se para imitar os padrões patristas que nos têm regido até hoje. Ou valerá a pena, no aspecto da realização pessoal, mas não é isso que vem modificar o mundo, que vem dar um novo rumo às sociedades, que vem revitalizar a vida.

A mulher deve seguir as suas próprias tendências culturais, que estão intimamente ligadas ao paradigma da Grande Mãe, que é a grande reserva, a eterna reserva da Natureza, precisamente para os impôr ao mundo ou pelo menos para os introduzir no ritmo das sociedades como uma saída indispensável para os graves problemas que temos e que foram criados pelas racionalidades masculinas.

É no paradigma da Grande Mãe que vejo a fonte cultural da mulher; por isso lhe chamo matrismo e não feminismo.

É aquilo a que eu chamo o cansaço do poder masculino que desemboca no impasse temível do tal equilíbrio nuclear que criou uma situação propícia a que os valores femininos possam emergir, transportando a sua mensagem.


NATÁLIA CORREIA, in Diário de Notícias, 11-09-1983
(entrevista concedida a Antónia de Sousa)
Entrevistas a Natália Correia, Parceria A.M.Pereira, 2004

Leia ainda o poema da escritora em ordem nascente

segunda-feira, abril 26, 2004

DIZEM ELES...
OS PATRIARCAS DO DESERTO E OS PADRES


Padres americanos acabam de pedir ao Papa e aos Bispos portugueses para que não permitissem outros credos e pagãos terem acesso ao Santuário da Nossa Senhora de Fátima!
Tenho a dizer e a aclarar que a Deusa Mãe era inicialmente a Deusa dos ditos “pagãos” e que o seu culto antecede de milhares de anos a Igreja Cristã. Já no Antigo Egipto a Deusa Mãe era Isis e depois da perseguição ao seu culto pelos primeiros cristãos, acabou por ser aceite pelo catolicismo como a “mãe de Cristo” a Virgem Maria.

Mas a Deusa era de todos os tempos e o culto que nos “resta” e que nunca se desvaneceu pertencia na origem ao Culto da Grande Mãe de que o culto actual é apenas uma pálida imagem. Este culto de uma Virgem e mulher piedosa, que vive como a mulher à sombra do Filho e do Esposo, foi usurpado pelos padres às sacerdotisas, por não conseguirem destruir a imensa fé e fervor pela Mãe de toda a Humanidade, a Grande Deusa da Antiguidade, que no seu inicio reprimiram e perseguiram, para estabelecer o culto exclusivo do Deus-Pai...

Esta Mãe Universal a que todos apelamos no nosso coração é a Grande Mãe de Toda a Humanidade e não tem seitas nem credos! Não são os padres nem os Bispos , nem o Papa os seus verdadeiros representantes na Terra, mas as Mulheres e as Sacerdotisas que um dia mostrarão o Seu verdadeiro Rosto na Face Mágica da Deusa-Mulher.

Quando as Mulheres forem integralmente respeitadas e amadas pela sua sabedoria inata e as sociedades egualitárias elas serão eleitas para servirem a Humanidade e cumprirem O AMOR e a Paz. Deixarão de ser apenas instrumentos de manipulação que ainda são hoje a nível físico, psicológico e cultural.


LEIA A CONTINUAÇÃO DESTE ARTIGO EM: melusine
BELAS PALAVRAS...
E MUITOS ABUSOS!



"Os votos das mulheres não se dão.
Usam-se estratègicamente,
para premiar ou castigar os resultados
e os exemplos:
A nível nacional, regional e local
e europeu.”



(..) “Os partidos proclamam que só graças a eles a mulher não é mais descriminada nem mais explorada, nem mais violentada. E continuam a descriminar as mulheres.
(...)

Nas sociedade mais democráticas, os mecanismos egualitários, são permanentemente actualizados e afinados, para o rápido sucesso da igualdade/paridade. Na nossa sociedade, os progressos são de lesma. A convergência acelerada para níveis igualitários é rara na agenda política e na agenda dos media. As palavras abortam as acções. Para descriminação e para as vítimas da violência de toda a espécie, não faz sentido falar do dia da Mulher, mas da vida das mulheres. Das descriminadas, violentadas e violadas. Das idosas atoladas na pobreza, exclusão, solidão, no inferno das bichas de espera e insuficiência de pensões. Das divorciadas vítimas da inificácia de tribunais e abusos dos ex-maridos.

O próximo ano seguirá o mesmo rítmo pachorrento, ilegal e insuportável, se os movimentos igualitátrios descurarem estratégia de mudança. E se o gender mainstreaming da UE continuar a ser desrespeitado em Portugal. Será um dia de palavras, num ano de abusos. A iguladade conquista-se. Os votos das mulheres não se dão. Usam-se estratègicamente, para premiar ou castigar os resultados e os exemplos: A nível nacional, regional e local e europeu.”


De Teresa Ribeiro da Cunha
Membro do European Women Lobby
(Excerto de artigo em “Ponto de Vista” in D.N.)
PORQUE AMAM AS MULHERES “DEMAIS”?
Porque são mulheres de menos...
porque não são Mulheres inteiras!


“Ao perder a sua dimensão nterior,
Que no fundo é a sabedoria da alma,
Criou-se o vazio interior nas próprias Mulheres.
Tornaram-se instáveis e inseguras,
Insatisfeitas e ambiciosas, como os Homens.
Dependentes das mesmas realidades,
Quer no sucesso, quer no dinheiro,
Quer no poder.
Acreditam ilusoriamente
Que tudo isso lhes poderá trazer
O que realmente lhes falta:
A sua pstura YIN, a sua Força,
A sua Sabedoria milenar.

A desertificação da sua capacidade emocional,
Intuitiva, telúrica, ancestral e divina,
Criou nelas uma falsa identificação
Com os valores masculinos.
Valores de prestígio,
De êxito socuial, de autoridade.

Aceitaram
Uma auto-imagem de competetividade
Que jamais pderá devolve-lhes
A segurança da sua verdadeira natureza.


(...)
In O RETORNO DO FEMININO
m.f.monsaraz

NOTA À MARGEM...

Têm culpa as mulheres de terem sido desviadas da sua natureza?
Têm culpa as mulheres de um desvio cultural e civilizacional milenar?
Poderiam as Mulheres terem lutado contra a força brutal dos bárbaros invasores que destruiram sociedades pacíficas e egualitárias, que ainda hoje têm o poder no Mundo e que as convenceram da sua inferioridade e a exploraram ao longo de milénios e depois lhe impuzeram uma AUTO-IMAGEM degradante e mediocre, numa pretença igualdade que é sempre egoísmo e violência, exploração do “outro” e domínio do mais forte?

É preciso ir ao fundo da História e erguer dos escombros a antiga e milenar sabedoria e poder interior da Mulher a risco de que o mundo caia mais uma vez na destruição global de que é início a guerra invisível a que assistimos impotentes, pois não não é com armas nem soldados nem polícias que nos protegeremos a nós e aos nossos filhos.

Cabe ás Mulheres conquistar essa Consciência de si mesmas e lutar pela Paz e pelo Amor Universal, através da Inteligência do coração.