segunda-feira, julho 16, 2018

Porque escrevo para as mulheres?


O CORPO DE DOR DA MULHER

Porque escrevo para as mulheres?
Porque as mulheres ESTÃO TODAS MAIS OU MENOS DOENTES. Estão doentes e não sabem o porquê...
Ora eu creio que a maior parte das doenças da mulher são de foro psíquico e emocional e estão directamente ligadas a forma como interiorizaram as violências sofridas por serem mulheres e a forma como foram tratadas desde crianças por serem meninas…


A VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA

"A "confusão" sentida e vivida pela mulher vítima de atrocidades psicológicas reside, na maioria das vezes, no equívoco de "confundir" os sentimentos. Desvalia, ódio, rejeição. Esta mesma mulher que pensa que ama, pode não amar o marido. Muitos outros motivos podem estar contribuindo para que ela viva o sentimento de "confusão". Medo de encarar outra realidade que ela pensa ser mais difícil, que ela pensa que não vai conseguir alcançar. O medo da separação, do divórcio. O medo de ter "fracassado" no seu casamento e por fim, também a possibilidade de ela confundir-se no sentimento de culpa e perder-se no desconhecimento da auto-punição ou auto-destruição."*

Esse é ainda o grande drama da mulher porém ela nem sequer lhe passar pela cabeça que o desprezo e a violência que sofreu desde sempre - da forma mais  subtil  e como isso  a afectou, tão drástica e profundamente, que se nega a ver as causas remotas do seu sofrimento e das suas doenças e pensa a doença como algo natural, acidental...ou devido a um fatalismo qualquer ou como algo comum a todas as mulheres, por serem mais fracas. Sim, quase todas as mulheres interiorizaram as suas dores psíquicas e emocionais no corpo físico e que formaram um amplo CORPO DE DOR que dá origem a mil doenças de foro feminino, cada dia mais com nomes pomposos como "o Transtorno de Personalidade Narcisista" ou a bipolaridade, antigo histerismo, ou a fibromialgia - dores incalculáveis no corpo todo sem origem conhecida, assim como distúrbios funcionais e tantas outras psicoses e sintomas de ordem patológica e sado-masoquismos.
Este quadro clinico é explorado arrogante e estupidamente hoje em dia por inclusivo mulheres que nada sabem de si intrinsecamente e homens sem qualquer noção da nossa realidade ontológica, e falam destes males das mulheres como se isto fosse algo sem proveniência conhecida...e claro, por culpa da mulher por ser um ser esquisito por condição. 

E tudo isto é banalizado, teorizado, intelectualizado, como toda a doença que afecta o ser humano e tem causas na maior parte das vezes em somatizações de sofrimento infligido a si e aos outros e sofrido pelos outros durante uma vida inteira…Por isso, dizem @s psicanalistas, com formação académica, mas sem formação nenhuma humana, que as mulheres são loucas e as mães más - sim que "São extremamente abusivas e perversas. Sentem prazer em causar dor aos filhos. Agem de forma premeditada e maquiavélica. Não possuem empatia, são competitivas, agressivas, controladoras, dissimuladas e egocêntricas." Claro que é normal que uma mulher ignorante, mal tratada e abusada ou explorada e deprimida seja má mãe e uma megera...

A REVOLUÇÃO INTERIOR DA MULHER 
OU A MORTE EM NOME DO "AMOR" E DO CASAMENTO...

Ora não se pode ignorar que essa violência feita sobre a mulher há séculos nem se pode defender um estatuto da mulher e a sua dignidade de um lado, como se ela fosse igual ao homem livre e emancipada, como pretendem os políticos feministas e intelectuais e por outro ela continuar a servir de caixote de lixo de todas as indignidades…
A mulher moderna é uma feira da pornografia, exposta em montras e nas ruas das cidades, ela é cobaia científica dos químicos, pilulas e quejandos, ela é uma boneca insuflável de silicone, escrava do alterne, da moda e dos cosméticos, dos médicos e proxenetas…explorada e morta, no Islão, em África na Índia ou na Europa sem apelo nem agravo.

A única maneira de sair desta situação é cada mulher de per se começar a tomar consciência da sua divisão interna e perceber que ela tem um valor intrínseco, um poder pessoal, feminino, um saber ancestral que vem no seu sangue e uma liberdade de ser que só essa consciência lhe poderá dar aos poucos, não pela falsa emancipação social mas pela integração das duas mulheres em si e através da sua capacidade de reunir os fragmentos do seu ser dividido. É preciso que a mulher se encontre a ela mesma e não ande perdida em busca do famoso e ignorado ponto G, porque não é um suposto prazer sexual desconhecido que a vai realizar e libertar, mas o de um poder interno que toda a mulher tem no seu útero, nos seus ovários, no seu sangue, e no seu coração.

Só despertando esse Poder Inato que já está dentro de si, essa consciência do seu ser profundo, a Mulher começará a sentir-se íntegra e confiante em si mesma, deixando de entregar o seu poder pessoal ao homem, ao amante, ao padre, ao médico, aos políticos, aos depressivos, aos ansiolíticos ou às operações plásticas…

Enfim, não escrevo contra os homens mas escrevo para as mulheres exclusivamente porque penso que tal como quando estamos doentes e vamos ao medico para saber a causa dos sintomas que nos afectam - penso que do mesmo modo - ao sabermos as causas remotas e original dos nossos males a nível psíquico e emocional,  isso pode ajudar-nos não só a diagnosticar a dor e a doença, como a curar-nos...pelo menos podemos evitar comer o que nos faz mal...ou viver com o homem que nos violenta, abusa e despreza. 
Como me dizia uma amiga hoje, estou certa de que 80 por cento das mulheres casadas sofrem de violência conjugal e que são obrigadas a cumprir "o contrato" (a obrigação da mulher é servir o marido e os filhos), sobretudo as mais velhas, e a fazer sexo sem vontade sendo usadas apenas como corpos de serventia ao macho provedor...e muitas sim, essa grande maioria, nem forma tem de sair da situação em termos materiais e afectivos - a sua dependência do homem é sem duvida uma das causas mais directas da depressão e das suas doença, mas isso elas nem sonham - chamam-lhe "amor" dever...etc.
rlp
*in Violência psicológica, Maria da Penha Vieira

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