segunda-feira, janeiro 16, 2017

A HUMANIDADE HOMEM


HÁ SÉCULOS QUE OS HOMENS FALAM DE HOMENS PARA HOMENS; ELES  OMITEM A MULHER,  IGNORANDO ASSIM  A EXISTÊNCIA DA OUTRA METADE DA HUMANIDADE ...

Vejamos o que diz a Carta Sobre o Humanismo escrita por Heidegger :

"A humanidade do homem é algo que diz respeito à própria natureza (essência). Onde é e como é tal natureza discernível? A natureza humana do homem será manifestada e reconhecida só em sociedade, como Marx o pretende? O homem social será idêntico ao homem humano, já que é na sociedade que ele descobre e assegura as suas naturais necessidades (alimentação, vestuário, propagação da espécie, património científico?).
Já Cristo revelou a humanidade do homem-"humanitas des homo"- delimitando-a em face da divindade. Homem. em sentido, era o homem "filho de Deus", que a pretensão do Pai, transmitida por Cristo, em si aceita e assume, fazendo do seu discurso vital uma história da Salvação. Não é deste mundo o homem: encontra-se nele em trânsito para outro mundo, para um trans-mundo, uma vez que o cristianismo retomou, sem talvez de facto se aperceber, a noção platónica de mundo como um trânsito para o Além".

Heidgger, carta Sobre o Humanismo, pág.2


"Isto continua...na verdade qual a mulher que se revê neste discurso feito de homens para homens? Como é possível não ter consciência deste facto desde que começamos a ser formatadas com a história de Portugal na 4ª classe? História de Portugal ou a história de homens poderosos? Enfim, ter consciência ajuda mas não alivia por completo a pressão desta sociedade falocrática!..."
Ana Martins

OS FILOSOFOS A NU...

NÓS MULHERES ANDAMOS A BEBER DESTES FILÓSOFOS há alguns séculos juntamente com a moral católica  e não raro vejo as mulheres "emancipadas" (ironia) a fazer citações destes "mestres" completamente ignorantes de si mesmas completamente  formatadas pelas escolas, universidades e pela  cultura geral, a Arte, a literatura e a ciência; tudo o que fazemos é propagar as ideias disseminadas destes misóginos frustrados e ressabiados com as mulheres e que  nunca tiveram a menor noção do que seria a verdadeira mulher, porque as mulheres que eles conheceram eram intelectuais mas tão falocráticas como eles...a Imagem que o ilustre...e espero que não se choquem  com a nudez do dito senhor da direita...

 
A Mulher Quer Emancipar-se:

“A mulher quer emancipar-se: e para isso começa a esclarecer aos homens sobre “a mulher em si” – isto constitui um dos piores afeamentos da Europa. Pois quanta coisa não se revelará nestas tentativas desajeitadas do cientificismo e autodesnudamento femininos! A mulher tem tantas razões para ficar envergonhada: na mulher há tanto de pedantismo, de superficial, doutrinário, de presunção mesquinha, de pequenez desenfreada e imodesta – analise-se o seu... convívio com crianças! -, o que no fundo, até agora, só o medo do homem refreou e reprimiu. Ai de nós no dia em que o “eternamente-aborrecido na mulher” – e ela é rica nisso – ouse aparecer! Quando ela começar a desaprender, completamente e de vez, a sua inteligência e a sua arte, a sua graciosidade, a de brincar, de afugentar cuidados, de aliviar as penas, e de as tornar de ânimo leve, o seu delicado jeito para desejos agradáveis! Agora já se houvem vozes femininas que por Santo Aristófanes!, assustam; explica-se ameaçadoramente e com clareza de médico o que primeira e última análise, a mulher quer do homem. Não se revela um profundo um gosto o facto de a mulher se preparar desta maneira para ser científica? Até agora, a tarefa do esclarecimento, era, felizmente coisa do homem, dom masculino-ficava-se “entre si”, e têm-se o direito de por reservas em tudo o que as mulheres escrevem sobre a “mulher”, e de desconfiar que a mulher, afinal, queira esclarecimentos a seu próprio respeito-e que possa querê-lo…Se é que, com isto, ela não procura para si um novo adorno – creio que o adornar-se faz parte do eterno feminino? Pois bem, então pretende fazer-se recear: e talvez assim, pretenda dominar. Mas não quer a verdade: o que importa à mulher a verdade! Desde a origem, nada é mais estranho, mais avesso, mais odioso à mulher do que a verdade-a sua grande arte é a mentira, o que mais lhe interessa é a aparência e a beleza.”

Nietszche, para além do bem e do mal.
Nietszche- filósofo Alemão do século XIX - Pág. 153,154



"Desmontar todo este raciocínio masculino é urgente!...todas nós mulheres estudámos e imbuimo-nos destas doutrinas bolorentas, misóginas e construímos os pilares da nossa auto-imagem com base nestes pressupostos!...Desconstruir e voltar a construir, trabalho moroso e delicado que leva gerações e gerações de mulheres conscientes a fazê-lo. Mulheres conscientes, onde? Como? Este é o trabalho que as mulheres têm em mãos nas próximas gerações… Caso este aumento de consciência não prolifere iremos ter um mundo exclusivamente e dominantemente masculino onde a essência e a consciência feminina foi completamente remetida para as profundezas do inconsciente humano. A espiritualidade da humanidade obviamente irá ficar acorrentada a este estado de coisas…"
AM

POBRE ADÃO...



ESTA HERANÇA JUDAICO-CRISTÃ


...“pobre Adão, que não suportou a sua divina solidão e adquiriu uma “má companhia”, porque a seus olhos ele perdeu a sua alma imortal e perfeita…Ele decidiu nunca mais perdoar esta história da “maçã”, recusando-se a tomar consciência do presente que teve – obrigado e colocado na sua mão por Iavé – que Isha, a sua consciência revelada, lhe faz oferecendo-lhe a sua morte. Da serpente de vida e da morte, macho e fêmea, ao andrógino perfeito passando... pela bissexualidade e o hermafroditismo, o pensamento humano – asseguram-nos disso – progrediu, evolui e apurou-se. Nesta evolução – seguramente nobre e espiritual – visando a magnitude da alma e a transcender o corpo e a sexualidade, alguma coisa se perdeu, uma outra dimensão, de do ser vivo e carnal, e “inocente” porque ela estava bem longe de qualquer noção do pecado e portanto de perversão. E precisamente esta perda de inocência, esta perda sobretudo do sentido do sagrado, introduziu no nosso universo as piores perversões. O que é que há de mais “culpado”: praticar a omofagia, quer dizer, devorar carne crua – por vezes é verdade, como os tigres que se sacodem na boca um animal vivo – ou prostituir crianças nas ruas de Manilha por dinheiro ou utilizá-los com o mesmo fim, em filmes pornográficos que incluem por vezes a morte real dos actores involuntários?”


Joelle de Gravelaine no seu livro Deusas Selvagens



Quiriarquia (?) sistema social ou conjunto de sistemas sociais de conexão construídas em torno de dominação, opressão e submissão. A palavra foi cunhada por Elisabeth Schüssler Fiorenza em 1992 para descrever a sua teoria de sistemas interconectados, em interação, e auto-extensíveis de dominação e submissão, em que um único indivíduo pode ser oprimido em alguns relacionamentos e privilegiado noutros. É uma extensão interseccional da ideia do patriarcado além do género. O conceito engloba o sexismo, o racismo, a homofobia, o classismo, a injustiça económica, o colonialismo, o militarismo, o etnocentrismo, o antropocentrismo, e outras formas de hierarquias dominantes em que a subordinação de uma pessoa ou grupo por outro é internalizada e institucionalizada.

domingo, janeiro 15, 2017

O SISTEMA É PODRE


FAZER  A APOLOGIA  E A DEFESA DA PROSTITUIÇÃO, OU QUERER LEGALIZÁ-LA já é ser doente, é A VISÃO de um Sistema podre!



"AS PUTAS SÃO SINCERAS..."

- Só a Vida é Verdadeira, ou só a Vida é sincera, para o caso serve.
Dizer que as putas são sinceras é apenas um cliché, é estar a abismos de distância da historia real de cada puta, que é sempre uma historia de dor, mas duma dor que nenhum homem conhece ou pode conhecer, mesmo os que se prostituem, porque a natureza deles é outra.

Dizer que as putas são sinceras é não saber nem QUERER SABER nada do que se passa com cada uma delas, apenas querer usá-las. Nem que seja com os olhos.
Quando os homens se deitam com uma mulher é lhe chamam "p..." ou derivados, eles não estão com aquela mulher, não estão unindo-se com aquela mulher, estão a obrigá-la a identificar-se com uma imagem, uma personagem, que a sua histeria (dos homens) fabricou.
Nunca uma Vestal, ou mulher consagrada ao eros divino, que as há, por aí, levaria a que um homem lhe chamasse isso. Para se poder deitar com ela, e banhar-se noutro nível de prazer, ele teria largado há muito, essas toscas imagens, mecanicamente herdadas. É que têm uma historia , ou muitas historias, tão tristes, por detrás.

UMA PUTA NUNCA É MENINA: Ela perdeu para sempre o contacto com essa menina que em si existiu, mesmo que as vezes tenha de fingir esse disfarce. Para ser puta, a menina morreu. Ela carrega uma criança morta dentro de si.
A "menina puta" ou as "putas que são sinceras" são imagens-recurso de um estado doente. De quem, da mulher, nada toca e por nada , da mulher, verdadeiramente é tocado.
AS PUTAS SÃO SINCERAS?!

(C. S.)
republicando 
...

A MULHER CORAJOSA



NÃO TEM MEDO...


"A mulher corajosa não tem medo de investigar o pior. Isso garantirá um aumento do poder da sua alma através das percepções e oportunidades para examinar de novo a sua própria vida e o seu próprio eu. Neste tipo de exploração da terra da sua psique brilha nela a mulher selvagem. Não teme a escuridão mais escura, porque na verdade pode ver no escuro. Ela não teme os despojos, os desperdícios, a podridão, o fedor, o sangue, os ossos frios, as mulheres jovens morrendo ou os maridos assassinos. Ela pode ver tudo, pode resistir a tudo porque pode também ajudar."


~ Clarissa Pinkola Estes

A INTEGRALIDADE DA MULHER




O SISTEMA e

"A sociedade patriarcal valoriza e promove apenas os aspectos masculinos, subestimando e até mesmo reprimindo os aspectos femininos. O resultado é que a mulher se esvazia, perde sua identidade feminina essencial e se torna uma “cópia” caricatural do homem; o homem, por sua vez reduzido à masculidade bruta e unilateral, perde a ligação com os valores femininos do seu mundo interior e passa a ter uma relação opressiva para com a mulher. Como restaurar a feminilidade, despontenciando a unilateralidade do mundo patriarcal, a fim de reequilibrar a identidade psicológica dos sexos e planificar a relação entre o homem e a mulher?"*



A integralidade da mulher, o encontro da mulher consigo mesma, o resgate da sua feminilidade, é um longo processo de autoconhecimento e até que a mulher caia em si sinceramente e comece a fazer essa tal descida aos infernos, ao seu abismo de que tanto tem medo e regra geral foge, é quando a mulher se começa a encontra para não mais perder o foco de si - mas é só caminhando com a sua sombra (mãe), que ela vai ao seu labirinto e se vai despindo de ideias e conceitos e de medos...
Aos poucos também irá recuperando a sua auto-estima e a sua autoridade na medida em que se for consciencializando do seu próprio valor; sim, à medida que vai vendo que ela não é inferior (gorda pobre negra e feia) nem superior a nenhuma outra mulher (branca magra rica e bem sucedida), que ela não é esta nem aquela, que não é a santa nem a puta... aí sim ela vai  percebendo que apenas não se reconhecia nem se dava o seu real valor. Só depois deste trabalho feito ela  acaba por perceber que o ser mulher não se baseia sequer nem  muito nem pouco em saber isto e aquilo, em ser formada e erudita, ou ter muita informação cientifica ou conhecimentos ditos  "espirituais", sobre arcanjos,  deuses e anjos e deusas etc.. Ela deixa de ter disputas de saberes e conhecimentos ou diplomas e de precisar de usar dons ou  apregoar algumas dessas "realizações espirituais" etc. compradas em pacotes no seminários de fim de semana...
Tudo o que a Mulher tem de saber e reconhecer é o seu valor pessoal e intrínseco, que ninguém lhe tira nem ninguém a acrescenta...porque essa é uma fonte de saber dentro de si à qual ela tem de recorrer para se encontrar e afirmar-se em si mesma: é encontrando o seu centro e ser apenas o que é e não se medir mais por qualquer bitola, da moda, do conhecimento académico, da espiritualidade, da ciência ou da religião...
A mulher, qualquer mulher, tem em si o poder de SER Mágica e ela tem de ousar apenas ser quem é à partida e sem medo. Ser apenas ela própria, independentemente de tudo o mais que ela possa acumular de saberes, ela tem o SABER em si.

Como diz uma amiga, "Quanto mais conscientes de si , da própria humanidade , do poder de conexão com o conhecimento silencioso legado ás mulheres, mais proteção psíquica, emocional e espiritual a mulher alcança . Mesmo dentro do sistema fisicamente , a mulher tem condições de resistir e não ter até a alma devorada pelo sistema. " Flor del Sur
rlp


*Rissa Cavalcanti - o casamento do sol com a lua

sábado, janeiro 14, 2017

FUNDAMENTAL...



COMO É QUE, ENQUANTO MULHERES AJUDAMOS DE FORMA ATIVA OU PASSIVA A MANTER O SISTEMA PATRIARCAL


Por Shekhina Weaver

"Ao tentar perceber como, enquanto mulheres, participamos ativa e passivamente no patriarcado e em como poderíamos recusar essa participação, facilmente ficamos bloqueadas com um sentimento de "não há saída". Na verdade, a nossa participação acontece de várias formas e primeiro precisamos de ser capazes de passar pelo processo de nomeação dessas formas de colaboração para podermos depois começar a pensar em e vislumbrar maneiras REAIS de nos libertarmos.

Esta manhã, eu, Shekhina, fiz um brainstorming com o objetivo de nomear algumas das formas como participamos ativa e passivamente e algumas das maneiras pelas quais estamos literalmente aprisionados/escravizados pelo patriarcado.

A lista é, naturalmente, incompleta, então sinta-se livre para adicionar a sua própria nomeação e/ou discutir esta lista:

- Nós mulheres estamos presas no sistema patriarcal por termos de ganhar a vida fazendo trabalhos que sustentam direta ou indiretamente o paradigma patriarcal do poder sobre a Vida e sobre as mulheres e outros seres humanos que podem literalmente envolver a destruição da Terra;

- por termos de utilizar máquinas (por exemplo, automóveis) ou tecnologias que destroem vidas;

- sermos forçadas pela própria situação económica a comprar produtos produzidos por crianças e/ou mulheres e homens mal remuneradas/os e/ou implicar destruição da Terra (tais como alimentos cultivados com pesticidas);

- termos que entrar em espaços públicos sob a ameaça perpétua, mas muitas vezes não reconhecida, de estupradores, assaltantes sexuais ou homens violentos (esta é a situação de todas as mulheres em todo o mundo a cada momento, dia e noite);

- estarmos num relacionamento com um parceiro abusivo que por algum motivo não podemos deixar;

- sermos forçadas a aceitar religiões e ideias, sistemas, práticas e políticas/sociais/ económicas e culturais destrutivas;

- termos que aceitar que as nossas crianças sejam educadas em escolas e sistemas educativos patriarcais;


2. Nós, mulheres, participamos ativa e voluntariamente no patriarcado, ou pelo menos conscientemente, vivendo padrões de mestre/perpetrador/opressor:

- comprando de forma voluntária máquinas, tecnologias, objetos, alimentos, roupas, lazer, entretenimento, produtos que são gratuitamente produzidos por crianças e/ou mulheres e homens e/ou produtos que envolvem destruição da Terra e/ou outras formas de vida;

- sendo líderes políticas em partidos com outras agendas diferentes de abordar e expor o patriarcado em cada palavra e ação e libertar a humanidade e a Terra desse tipo de sistema;

- Voluntariamente tendo empregos que sustentam a destruição patriarcal e o paradigma do poder sobre a vida e sobre as mulheres e outros seres humanos;

- unindo-nos voluntariamente aos movimentos religiosos (tradicionais e da Nova Era) que não têm como objetivo principal libertar e curar a humanidade e a Terra do patriarcado;

- utilizando textos científicos, religiosos, espirituais, filosóficos, educacionais e ideológicos que não abordem e exponham explicitamente a negatividade da autoridade patriarcal;

- aceitando de bom grado que as nossas crianças recebam brinquedos de guerra, joguem jogos destrutivos e participem em desportos competitivos e que as nossas filhas recebam bonecas que parecem objetos sexuais;

- aceitando de bom grado que as nossas crianças e adolescentes passem o dia no computador, em frente da televisão ou ouvindo música;

- entoando com entusiasmo ideias masculinas sobre "o masculino e o feminino" (especialmente a ideia de que o feminino é emocional, irracional, intuitivo, recetivo e o masculino é lógico, racional, factual e ativo);

- competindo com e degradando outras mulheres;

- silenciando as mulheres que falam contra a violência masculina, os abusos sexuais, as violações e as guerras, a violência contra a Terra e contra outras formas de vida;

- participando voluntariamente/vivendo a sexualidade pornográfica;


3. Nós mulheres participamos do patriarcado passivamente, aceitando viver com parceiros íntimos que não estão ativamente empenhados em libertar a humanidade e a Terra do patriarcado;

- não falando contra a violência masculina, o abuso sexual, o estupro, as guerras e a violência contra a Terra e outras formas de vida;

- não abordando explicitamente e expondo o paradigma patriarcal do poder sobre a vida e as mulheres como a raiz de todo o mal;

- não designando explicitamente o patriarcado como a raiz da maior parte do sofrimento no mundo;

- temendo a rejeição emocional e a agressão do parceiro se nos recusarmos a ter relações sexuais por um longo período enquanto ainda desejamos o contacto emocional e/ou sensual (esta é a situação de muitas mulheres também em relações íntimas que são "amorosas" e baseadas na igualdade);

- não nos juntando a outras mulheres para libertar e curar a humanidade e a Terra do patriarcado;
.
- não questionando o patriarcado;

- tácita ou abertamente sentindo e pensando que não é possível mudar nada;

- confiando que a mudança virá e que nos estamos a mover para algo de bom sem fazermos seja o que for para que isso aconteça;

- acreditando que mudando-nos a nós mesmas mudamos o patriarcado;

- confiando que seja como for o bem ganhará;

- acreditando que o sistema não pode ser tão mau quanto nós pensamos que é;

- sentindo-nos intelectualmente inferiores aos homens;

- não nos sentindo fisicamente bonitas e/ou suficientemente boas em geral.


Bem, esta foi a minha lista desta manhã. De que foi que me esqueci ou em que estou errada?"

"OU EU ME VOLTO PARA DENTRO OU EU MORRO"...



O Poder patriarcal para a mulher é como o marido que lhe bate e depois lhe dá flores.
De facto, o Sistema paternalista e falocrático comete e tem para com a mulher as atitudes mais grosseiras e de violência psicológica a toda a prova social e institucionalmente e depois, o Estado e os Governos, fingem que acreditam na Mulher e a tratam bem, como igual...enquanto as suas leis continuam a favorecer o sistema em si que é o direito do homem, ou seja o de usar, abusar, violar e ma...tar a mulher - a moral combate o crime, mas de forma subliminar a mente que subjaz ao sistema continua a difundir essa cultura e a educação que promovem através dos Mídea, da literatura e da Arte em geral é a mais conservadora e atrasada...só que a mulher está tão amalgamada e despersonalizada, tão aculturada, tão submetida e tão aglutinada ao homem, mental e psicologicamente, que nem dá por nada, seja ela culta ou iletrada.
Portanto vivemos numa sociedade machista e misógina que desacredita a mulher e os seus valores intrínsecos, que a condiciona, que a define, que a reduz a objecto sexual e agora a barriga de aluguer...que a prostitui, na vida real e nos anúncios, na pornografia, no cinema e na tela em geral e depois lhe dá flores...
Enquanto isso, as mulheres patriarcais viram-se contra as mulheres em geral e encontram umas nas outras o seu maior inimigo e não o homem...

rlp

"Daqui em diante se a gente não souber lidar com o impossível, o nosso cérebro não vai saber lidar com a realidade. Mas apesar de tudo isso é uma mensagem de esperança, uma mensagem de que a vida nasce do impossível..." - Rose Marie Muraro

“Quando a cultura matricêntrica dá lugar ao patriarcado, rompem-se os laços de afeição que uniam mulheres às outras mulheres.
Agora, é a mulher que quando se casa vai para a casa do marido. A par...tir da dominação econômica exercida sobre ela pelo marido e sua família, a mulher introjeta a sua inferioridade.
E esta introjeção se traduz em dependência psicológica em relação ao homem em tendências masoquistas ( sentir prazer em humilhações e sofrimentos) frigidez e carência sexual.
Enquanto as mulheres se dividem entre si, os homens continuam capazes de fazes alianças e muitas vezes de viver em grupos solidários,o que reforça então a sua superioridade construída sobre a divisão das mulheres.
Quando se torna adulto, o homem já não é capaz de amar a mulher. Ele cinde o desejo sexual do afeto e, com isto, cinde também a imagem da mulher. De um lado a esposa, a santa, a sucessora da mãe, que pertence ao domínio do afeto. De outro a prostituta (a libertária, a punk, a alternativa) aquela que pertence ao domínio do prazer.
Assim, o homem se divide para não se entregar, pois desde a infância aprendeu que entregar-se ao amor é ser castrado, e portanto, morrer, ser vencido.
Cada um, pois, homem e mulher, assume o seu lugar no sistema patriarcal a partir do mais intimo de si mesmo, sem saber que são ambos fabricados para serem o combustível do sistema, vivendo papéis que este lhes destinou.”


Rose Marie Muraro

quinta-feira, janeiro 12, 2017

O QUE É O AMOR



AMOR - O que é o amor? Um grande coração dorido que dói
E nervosas mãos e silêncio; e longo desespero.
Vida - o que é a vida? Um pântano deserto
Onde chega o amor e de onde parte o amor.

...
Robert Louis Stevenson

PARA NINGUÉM



Eu já escrevi

"Poemas sobre alguém simultaneamente real e imaginário. Não são mensagens, apenas versos um pouco absurdos na sua inútil clareza. Falam de quem,  com quem, desconhece o que imaginei. Inutilidade maior das palavras assim  agrupadas, dirigindo-se a quem não as conhecerá nem as poderá entender.  Cartas para ninguém, que é alguém sob a verdade das imagens. Ignoro até que ponto é esta a realidade. Verdade, realidade, criei-as ou fui por elas inventado? Num exacto  momento elas introduziram factos na minha vida. O poder da visão tornou-me real e levou-me a imaginar que eramos reais: alguém não existindo, com a existência que a minha mente lhe dera, estava diante de mim; e eu estava diante de alguém que via a minha visão e ignorava o que nela era a sua própria realidade. "

Gastão Cruz