"NÃO SOU FEMINISTA, SOU ANTROPOLOGICAMENTE LÚCIDA" Ana Hatherly

sexta-feira, maio 29, 2009

A CULTURA DOMINANTE

"No princípio era a Mãe. O Verbo veio muito depois e iniciou uma nova era: o patriarcado."
(Marilyn French)

O Futuro

"Como podemos dar forma a um futuro se a base do amor se encontrar perturbada? Se os melhores de entre os nossos filhos se opuserem aos adultos, cheios de indignação, já que estes não querem ver como destroem o ambiente, e se não fizeram seu o amor?

A nossa esperança são as mães. Por conseguinte tem de ser dada às mulheres a possibilidade de deixarem de ser consideradas propriedade do homem, a fim de incentivar o que houver vivo nos seus filhos e na vida.
Dizer isto não quer dizer que a própria maternidade deveria ser transformada num fim obrigatório. É esse o problema. Estamos programados pela nossa sociedade de tal forma que a “bondade” se transforma numa parte de toda essa loucura. É que somos sugestionados no sentido de que a bondade é um fim em si, e assim uma boa mãe transforma-se na expressão da mitologia masculina do sucesso. Se alguém quiser ser uma boa mãe por esta razão isso equivale a venerar o mito masculino sem disso ter consciência. Passa a ser este a determinar o valor de uma mulher, e não os objectivos autênticos dela. Parir tornou-se um êxito. A destrutividade da cultura dominada pelo Homem infiltra-se em tudo o que seja vivo.
...E assim as vítimas firmam um acordo com quem as destrói. E as mulheres que interiorizam desta forma o mundo masculino, embora sejam suas vítimas, ainda podem ter efeitos mais destrutivos que muitos desses homens, já que transmitem a ideologia masculina sob a capa da feminilidade.”
(…)
In FALSOS DEUSES DE ARNO GRUEN

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