"NÃO SOU FEMINISTA, SOU ANTROPOLOGICAMENTE LÚCIDA" Ana Hatherly

quinta-feira, julho 24, 2014

Precisamos "sobreviver na selva patriarcal New Age"


 
 
"A ABENÇOADA RAIVA"
Precisamos "sobreviver na selva patriarcal New Age" L. Frazão

É tempo de as mulheres expressarem a sua raiva ou a sua cólera, com CONSCIÊNCIA porque as liberta...hoje mais do que nunca, face a esta agressão milenar da e na Guerra contra as mulheres!
É muito importante que se não perca o sentido do nosso poder interior, dessa força, do nosso fogo, da nossa expressão própria que é a da nossa dignidade como mulheres e não só claro, mas essencialmente na expressão dos nossos sentimentos e que quando as coisas não correspondem à nossa verdade profunda não as podemos calar. Não é em nome da "paz interior" ou do "amor ou do respeito" do “outro” ou de um suposto caminho (deus ou mestre) que devemos abdicar do que sentimos e do respeito que devemos ter por nós mesmas e pela nossa intuição!
Acho igualmente que muitas das teorias do “ser positivo” e olhar só “o lado bom das coisas” também pode ser uma armadilha a fim de não olharmos o lado que precisamos de facto olhar pela maneira preconceituosa como nos negamos a encarar a nossa sombra e a dos outros. Ora a sombra é indispensável para integrar os aspectos opostos da dualidade. E não é omitindo a sombra e não a querendo ver que saímos da dualidade e entramos no caminho do uno, com fizeram durantes séculos os cristãos, sempre em oposição e antagonismo entre o bem e o mal sem nunca discernir que ambas os aspectos estão em cada indivíduo. O que eu acho é que muitas das novas teorias, terapias e canalizações nos incitam a uma aceitação e apatia ou mesmo a uma alienação idêntica à das velhas religiões. E poucas dúvidas me restam que pertencem a uma manobra do patriarcado para nos tolher e são mais uma ameaça disfarçada á liberdade da Mulher. É importante perceber que muitos ou quase todos os conceitos "Nova Era" são os mesmos preconceitos religiosos de sempre disfarçados de novos, em que realmente o ser humano se vê obrigado a manter uma atitude passiva e humilde de não ser nada e não ousa dizer o que pensa ou sente, por medo do castigo e do pecado; Antes era o medo de não ir para o céu...agora é o medo de não ascender... 
 
RLP  


 
 
 

 

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