quinta-feira, junho 02, 2016

rosa minha






"Se parece que a ausência a minha chama altera, falso o meu coração ah nunca, nunca digas, que eu tanto separar-me de mim mesmo pudera como desta minh'alma que no teu peito abrigas. A essa minha casa de amor, se desvairei, regresso novamente, tal como algum viajante, e chego tão a tempo - nem do tempo mudei - que eu próprio a minhas nódoas trarei água bastante. Nem creias nunca ainda que no meu ser reinasse toda a fraqueza humana que os sentidos provoca que assim tão sem sentido meu sangue se aviltasse e todo o bem que és tu por nada eu desse em troca: Que no vasto universo já nada hoje saúdo, salvo tu, rosa minha, que nele és o meu tudo." -

William Shakespeare

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