"NÃO SOU FEMINISTA, SOU ANTROPOLOGICAMENTE LÚCIDA" Ana Hatherly

segunda-feira, março 19, 2012

«Amor, Conhecimento e Beleza».


ESTÁ A MULHER CONSCIENTE DA SUA MAGNIFICÊNCIA?
OU APENAS DIVIDIDA E EM LUTA CONSIGO MESMA...



"A humanidade deve conscientizar a majestosa Lei Cósmica da equivalência e da grandeza dos dois Princípios como a base da Existência. A predominância de um Princípio sobre o outro criou desequilíbrio e destruição, que podem ser agora notados em toda a vida. Porém, que a mulher que compreendeu esta lei e que aspira ao equilíbrio dos Princípios, não perca a beleza da imagem feminina; que ela não perca a ternura do coração, a sutileza dos sentimentos, o auto-sacrifício* e a coragem da paciência.

... A mulher, portadora do conhecimento sagrado, pode tornar-se uma força que convoca, acendendo com palavras ardentes as almas que estão prontas. É necessário dar a cada mulher de acordo com sua consciência e sem impedir seu crescimento natural e individual. É necessário, com toques cuidadosos, alargar o horizonte sobre a base do Ensinamento da Vida. Que cada alma se desenvolva de maneira natural, trazendo à luz o melhor que e a puder, de acordo com o nível de sua consciência. A beleza está na variedade, mas tudo deve ter uma base geral — a base de aspirar ao Bem Geral. A mais ampla cooperação está inscrita na Bandeira da Mãe do Mundo. Portanto, mostremos a maior tolerância."
(...)
 

Nos dias difíceis dos levantes mundiais, da desunião humana, da negligência de todos os princípios superiores do Ser, que são os únicos doadores verdadeiros de vida, e que levam à evolução do mundo, deve ser ouvida uma voz chamando para a ressurreição do espírito e para a introdução do fogo da conquista em todas as acções da vida. E, com certeza, esta voz deve ser a voz da mulher, que durante milénios bebeu o cálice do sofrimento e da humilhação, e forjou seu espírito na maior paciência.
Agora, que a mulher — A Mãe do Mundo — diga: «Haja Luz», e que ela afirme suas conquistas ardentes. Como será esta Luz, quais das suas conquistas serão as grandes e ardentes? A bandeira do espírito será hasteada e nela será inscrito «Amor, Conhecimento e Beleza». Sim, só o coração da mulher, a mãe, pode unir sob esta Bandeira as crianças de todo o mundo, sem distinção de sexo, raça, nacionalidade e religião.
A mulher — mãe e esposa — testemunha do desenvolvimento do génio do homem, pode avaliar o grande significado da cultura do pensamento e conhecimento.
A mulher — inspiradora da beleza - conhece toda a força, todo o poder sintetizador da beleza.
A mulher — portadora do poder sagrado e do conhecimento do espírito — pode verdadeiramente tomar-se «A Líder».
Portanto, ergamos sem demora a grande Bandeira da Nova Era — a Era da Mãe do Mundo. Que cada mulher amplie os limites de seu lar para abranger os lares de todo o mundo. Estes inúmeros fogos fortalecerão e enfeitarão seu próprio lar.
Sabendo que a limitação leva à destruição e que a expansão gera a criação, aspiremos com todas as nossas forças à expansão de nossa consciência, ao refinamento do pensamento e do sentimento, de modo que possamos acender nossa própria lareira com o fogo criativo resultante.
Coloquemos na base da União da Mulher a aspiração ao conhecimento verdadeiro, aquela que não conhece demarcações nem limitações humanas. Porém, podem nos perguntar como se pode alcançar o verdadeiro conhecimento. Responderemos: «Este conhecimento existe no seu espírito, no seu coração. Seja capaz de acordá-lo».

helena roerich

AUTO-SACRIFÍCIO...

* Eu sei que na nossa perspectiva a ideia de "auto-sacrifício" da mulher é tenebrosa...porque por um lado foi isso que anulou as mulheres na sua força interior, uma vez que era feito de fora para dentro e por imposição: porque foi o que as igrejas pediram sempre às mulheres, para se sacrificarem em nome do pai e do filho e renunciarem a si mesmas; por isso eu percebo  algumas reacções contra esta ideia da parte de mulheres que lutam ainda pela sua liberdade de serem mulheres autênticas.  Mas no contexto desta abordagem do Conhecimento sagrado e espiritual, o sacrifício é outra coisa. Trata-se de um nível de consciência mais elevado, que tem portanto a ver com uma abnegação humana, capacidade de dar, o dom puro de si, inerente à mulher de facto, mas isso a meu ver só pode e deve acontecer quando a mulher parte de uma consciência integrada, como mulher total e não enquanto mulher submetida e submissa aos padrões do patrismo e às voz dos padres...Não é fácil entender isto e pode parecer da minha parte uma contradição. Mas há aqui valores mais altos...uma outra consciência, mais elevada e integrada. Isso significa e corresponde a um Caminho já feito, depois da mulher se consciencializar dela mesma como um ser integral, mas até lá, acontece como diz uma amiga "a mulher é a maior padecedora na sua falta de consciência sobre si, de seu papel em si e sua auto-realização na realidade. Agir, ação de ir em busca, porém mostremos a maior tolerância; é algo totalmente paradoxal que define o ser mulher. Cabe às mulheres refletir a cisão ou a união "...e aqui estamos nós...a reflectir...a sentir e a ir cada vez mais longe...

rlp

5 comentários:

Cibele Leite disse...

Admirável seu blog, Rosa. Li vários artigos e senti muita vontade de ficar por aqui, saboreando palavras...conhecimento e, claro, a sabedoria que todas as mulheres exalam.

Parabéns!

Rosa Leonor disse...

Querida Cibele, obrigada por deixar aqui o seu comentário pois é sempre muito gratificante para mim receber as impressões de outras mulheres que têm acesso e vontade de abranger esse conhecimento de dentro de nós...

um grande abraço

rleonror

Else Sch. disse...

Ser mulher exige muita coragem e sacrifícios: sair da zona do conforto.

Rosa Leonor disse...

É verdade Else
raras mulheres conseguem sair dessa zona de conforto...
- vou usar a sua frase no blog. posso?
rl

Astrid Annabelle disse...

Gostei muito de ler Rosa....muito!
E vamos irradiando...isso contagia.
Bela a frase da Else Sch.!!!!
Beijos
Astrid Annabelle